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Requião: Esquerda brasileira foi abduzida pelo pragmatismo


09/04/2012 - 15h36

Discurso do senador Roberto Requião (PMDB/PR) feito no dia 30/03/2012 no Senado da República

(via e-mail)

Senhoras e senhores senadores.

Faz quase um ano que morreu, em Paris, o militante e escritor espanhol Jorge Semprún.  Ele foi um dos intelectuais e dirigentes políticos mais fascinantes do século passado e início deste. Lutou na Guerra Civil Espanhola, contra os fascistas; participou da Resistência Francesa, contra o nazismo; conheceu os horrores dos campos de concentração de Hitler, ao ficar preso em Buchenwald. E, por muitos anos, correndo o risco da prisão, tortura e morte foi o principal dirigente clandestino do Partido Comunista na Espanha ditatorial do generalíssimo Franco.

Quando já estava no fim da vida, perguntam a Semprún se arrependia de alguma coisa.

Ele mesmo formula a pergunta e responde:

“Arrependo-me e renego ter sido militante do comunismo estalinista? Não. Creio que naquele momento havia uma justificativa para tal”.

“Arrependo-me de não haver saído do Partido Comunistas em 1956, ano dos movimentos anti-estalinistas populares na Polônia e na Hungria? Não. Porque sou espanhol. Se fosse francês, teria sido o momento de romper. Mas na Espanha, quaisquer que fossem os crimes de Stalin, lutar com o Partido Comunista contra  Franco valia a pena”.

Por fim, querem saber se a palavra-de-ordem “o bem é roubar o pão e reparti-lo bem”, usada pelos prisioneiros de Buchenwald ,continuava válida. Ele responde. “Não. Essa fórmula não a repetiria hoje. No entanto, o bem, desde sempre, é repartir. E é possível repartir melhor. O absurdo da situação é que se pode repartir melhor”. E não se faz.

Essas reflexões finais de Jorge Semprún deveriam dar o que pensar a todos os que se dizem de esquerda em nosso país, especialmente ao partido que, com frequência, reivindica, se não o monopólio, pelos menos a co-autoria da posição.

Sou um homem de esquerda. A vida toda fui um homem de esquerda. Politicamente, nasci na esquerda. E se fosse o caso de alguma confissão, também diria que não me arrependo de, por cinco vezes, ter votado no candidato do Partido dos Trabalhadores à Presidência da República. Votado e feito campanha, porque em cada uma daquelas eleições era o que havia a fazer.

Em que pesem os Paloccis, os Meirelles, a política econômica conservadora, o caixa dois, também carinhosamente chamado de “mensalão”, não me arrependo.

Era o que havia a fazer naquele momento. Mesmo que divergisse, era o que havia a fazer.

Hoje, é outra coisa que devo fazer. Agora, devo cobrar, duvidar, criticar, desconfiar. E, com frequência, votar contra.

O meu respeito à presidenta Dilma está acima de qualquer dúvida. E é por isso mesmo que tenho questionado o PT. Abertamente e, às vezes, desabridamente. Houve um tempo em que, para não dar argumento à direita, evitei criticar o PT. Aquela história de não dar armas ao dito “inimigo de classe”.

Leandro Konder, no seu livro sobre Walter Benjamin, falando sobre o processo de descaracterização dos partidos de esquerda, nas primeiras décadas do século 20, capturados pelo reformismo, pelo economicismo e pelo pragmatismo, observa: “Quando a esquerda evita falar sobre os seus próprios erros e se recusa a discuti-los à luz do dia, ela não está, afinal, se protegendo da direita: está protegendo o conservadorismo que conseguiu se infiltrar no interior dela mesmo”.

Alguém tem dúvida de que a citação ajusta-se com perfeição à esquerda brasileira hoje, especialmente à esquerda acantonada no Partido dos Trabalhadores? Ou no PCdoB? Ou mesmo em meu partido, essa frente heterogênea chamada PMDB?

Não há dúvida – e alguns acham isso uma virtude — que a esquerda brasileira foi abduzida também pelo economicismo,  pelo pragmatismo, pelo determinismo. Não digo pelo reformismo porque ela é, há muito tempo, essencialmente reformista, tendo abandonado qualquer veleidade revolucionária.

Aqui cabe muito bem outra referência ao livro de Leandro Konder. Falando sobre a transformação que sofreram os socialistas no início do século passado, ele diz que a esquerda européia era cada vez mais levada “a pensar em termos empíricos ou pragmáticos, abandonando a dimensão filosófica – inquietante e radical — da reflexão de Marx”.

Novamente o nosso retrato em branco e preto. Empíricos e pragmáticos, cortamos laços com a idéia de transformação da sociedade brasileira que, em um dia tão distante, cultivamos.

Quando falo, citando o escritor, em dimensão filosófica inquietante e radical, não estou propondo a ninguém pegar em armas. Quando falo em revolução, não estou concitando ninguém ao levante. A direita, pródiga em mistificações, buscou sempre associar revolução à luta armada, à violência, mediocrizando, circunstanciando a idéia de transformação, de mudança da sociedade.

Foram-se os tempos dos grandes debates, do terçar de idéias, da esgrima filosófica. A Grande Política vê-se confinada aos livros, presa às letras ou arquivada na alma e na memória de algumas pessoas.

Grande Política foi escorraçada do Parlamento, corrida dos sindicatos, anatematizada pela mídia, apequenada pela academia, distanciada pela juventude. E parece sobreviver quase que apenas nos debates na internet.

Estamos vivendo aqueles tempos tediosos de que falava Marx, tempos em que dias parecem condicionar séculos, arrastando-se monotonamente, mediocremente.

Nada de notável acontece. Tempos em que, para alguns, cessam todas as dúvidas porque a história acabou, porque a luta de classes acabou, porque todas as contradições acomodaram-se com o triunfo final do capitalismo. Tempos, para outros, de angústia, de pessimismo, desanimadores.

Tomás de Aquino, na alta Idade Média, olha para o mundo e lhe parece que tudo está resolvido. As heresias, sufocadas, as ilusões de um cristianismo popular, desfeitas, igreja e estado cabeças duplicadas em um mesmo corpo. E o doutor da Igreja não resiste em proclamar que a humanidade — a que se acantonava na Europa Ocidental diga-se —  chegara aos seus dias de glória, de máximo fulgor e progresso. Daí às excelsitudes celestiais, um Padre Nosso e uma Ave Maria.

Essa tentação de decretar o fim da história, de considerar esgotada a capacidade do homem de criar e avançar é recorrente. Tentações à esquerda e à direita.

A que não resistiram os sucessores de Stalin, ao proclamarem a União Soviética como o Estado de todo o povo e o Partido Comunista, como partido de todo o povo, imaginando vencidas as contradições de classe, em conseqüência, a luta de classes, naquele imenso naco do planeta.

Terrível engano, com trágicas conseqüências, como se viu. Como se vive.

Mutatis mutantis, do outro lado do muro desmoronado, Reagan e Thatcher, orquestrando patéticos presidentes latino-americanos e caricatos dirigentes do leste europeu cultivaram a mesma ilusão e festejaram o triunfo final e perpétuo do capitalismo.

Foram poucos, são muito poucos os que não aceitam o fim das contradições de classe. Que não aceitam o fim das ideologias. Que não aceitam essa simplicidade rasa, fronteiriça que decreta a morte do conceito de esquerda e direita.

Um parêntesis. Dias desses, um notório torturador, assassino de não sei quantos militantes à época da ditadura militar, disse que se opunha à Comissão da Verdade,  porque cessara a luta entre esquerda e direita, que a Guerra Fria fora-se, que o país vive uma democracia e somos todos democratas, indistintamente.

Já perto da morte, tomado pelo câncer, François Mitterrand, depois de 14 anos na presidência da França e duas coabitações com primeiros ministros conservadores,  e sob pressão cada vez mais intensa do avanço neoliberal, adverte a esquerda e tenta desiludi-la quanto aos compromissos democráticos da direita. Dizia ele que a direita sempre considerou o poder propriedade sua, um direito natural e que a eventual ascensão da esquerda era uma usurpação desse direito. Logo, se a esquerda, ocasionalmente, ascender ao poder, a direita vai exigir dela que cumpra o seu programa, o programa da direita, porque só ele tem legitimidade.

Fiz essa longa digressão, para confessar o meu desencanto com a política brasileira, com os dias que correm.  Com a geléia geral em que se transformou o Senado, com a atuação do PT, do PCdoB, do PSB e do PDT. Partidos, em hipótese, de esquerda, que deram uma clara demonstração de renúncia a princípios que, em hipótese, supostamente, não decorreram três dias.

Leia também:

O dia em que os senadores choraram por Demóstenes

Stedile: “O governo Dilma virou um bando de tecnocratas de costas para o povo”



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106 comentários

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Requião: Não me arrependo de ter extinto a publicidade oficial quando governador do Paraná | EVS NOTÍCIAS.

01 de novembro de 2014 às 12h42

[…] Confessou desencanto com a política, como quando criticou os partidos de esquerda: […]

Responder

Dinis

04 de julho de 2013 às 14h59

Uai que que oces queriam mais, com esta maioria traiçoeira no congresso com a Justiça na mão dos Gilmares com Midia golpista, dá pra fazer mais o que? Sò resta parabenizar o PT que heroicamente ganhou 3 eleições, tirou 40 milhões da miséria, venceu a crise de 2008, acabou com o complexo de viralata do povo brasileiro, pagou o FMI etccc…! Vamos PT 2014 o espera pro tetra!

Responder

Eduardo Rodrigues Vianna

15 de abril de 2013 às 12h41

Na minha opinião, a esquerda é abundante em gente de caráter fraco.
Se querem acreditar num tipo como Requião, fiquem à vontade, triste é o povo que precisa de heróis como dizia Bertold Brecht. Agora, dizer que alguém como ele é um grande homem, ou é ignorância, ou é má fé.
Eu sou de esquerda, sempre fui, mas não tenho partido há mais de dez anos, e devo dizer que só posso me considerar um anarquista. Apontem-me um político profissional que chegue a valer um centavo, e teremos encontrado a roda quadrada.
Quem quiser saber quem realmente é esse Requião, procure saber qual a relação dele com os subalternos: empregados, trabalhadores do povo, etc. Há flagrantes surpreendentes na internet quanto a este ponto. Se vocês acham isso pouco importante, então vocês também não prestam.

Responder

Requião: Não me arrependo de ter extinto a publicidade oficial quando governador do Paraná « Ficha Corrida

17 de setembro de 2012 às 08h52

[…] desencanto com a política, como quando criticou os partidos de esquerda: Leandro Konder, no seu livro sobre Walter Benjamin, falando sobre o processo de […]

Responder

Requião: “Não me arrependo de ter extinto a publicidade oficial” « Viomundo – O que você não vê na mídia

14 de setembro de 2012 às 12h11

[…] desencanto com a política, como quando criticou os partidos de esquerda: Leandro Konder, no seu livro sobre Walter Benjamin, falando sobre o processo de […]

Responder

marck twain

20 de abril de 2012 às 14h32

Gostei dos 2 (dois ) úlitmos paragráfos, mais, uma pergunta Senador Requião, se está desgotoso com os partidos de esquerda porque eles se cooptaram aos mandamentos do "mercado" e da direita, por que não funda um partido com a pureza do Marxismo??? eu me filiaria.

Responder

gilson rocha

15 de abril de 2012 às 03h30

O sr. Requião é o mesmo que não gosta
de responder a repórteres?
Que subtrai gravadores de jornalistas?
O mesmo que gostaria de uma imprensa
vigiada e controlada?
Isso não é autoritarismo?
Ele devia ser bem feliz na ditadura não?

Responder

Investigar Cachoeira, uma ameaça à liberdade de expressão « Blog de Osvaldo Palmeira

14 de abril de 2012 às 23h01

[…] Requião: Esquerda brasileira foi abduzida pelo pragmatismo Gostar disso:GostoSeja o primeiro a gostar disso post. […]

Responder

sergio

12 de abril de 2012 às 10h37

Belo discurso, mas, Tomás de Aquino viveu na Baixa Idade Média(1225-1274), esse lapso não tira o brilho do discurso.

Responder

Marcelo de Matos

12 de abril de 2012 às 09h33

Como dizia FHC, Requião tem de parar com o nhenhenhén. Esse discurso acadêmico sobre o fim da esquerda não leva a nada. Seja objetivo. Como diz o gaúcho – Tu tá querendo dar um guinada à direita? Não se amofine, homem. Aí tem o PSD do Kassab. A fusão do PSDB com o DEM está no gatilho. Está na hora de realizar o velho sonho de ser presidente ou vice. Nada de constrangimento.

Responder

alexandre

12 de abril de 2012 às 01h39

Concordo com ele, todos estão iguais, inclusive na política interna do partido, O discurso do "nós contra eles" esta se resumindo em quem acaba com quem, quem ou qual foi mais corrupto. Chegando lá todo mundo fica igual, e pior tendo a maioria não é capaz de seguir uma agenda ideológica, nem ao menos uma discussão.

Responder

FrancoAtirador

12 de abril de 2012 às 01h20

.
.
Em sua postura, no modo de ser político, o Requião tem muito de Brizola.

É uma liderança política admirável, de notável convicção de princípios.

Ele não é do PMDB. Circunstancialmente está no PMDB, como se fora MDB.

Talvez por não ter encontrado outro espaço no cenário partidário nacional.

Um homem público que ousou desafiar as oligarquias rurais e midiáticas

é merecedor do mais profundo respeito dos brasileiros que se prezam.
.
.

Responder

    rodrigo.aft

    12 de abril de 2012 às 14h18

    BOA FRANCO!!!!!!!!!!!!!!!!!

    concordo!

    os bons homens não dependem dos partidos….
    (mas os maus partidos podem prejudicar os bons homens!)

    agora, dentro dos partidos, TODOS ELES, não existem SÓ bons homens, se é q vc me entende….

    não tenho a linha idológica do Ciro nem do Requião, mas admiro esses dois, e acho q fazem falta num governo perigosamente à direita como o da Dilma.

    agora, não me pergunte o q acho da Dilma ir fazer BEIJA-MÃO no pig-pum nem nas solenidades judaicas….
    (não vi notícias dela indo em solenidades japonesas, árabes ou africanas…. ou não estou entendo nada?)

    nem do hibernardo "das teles", do zé "dantas" cardozo, ana "riaa-ecad" de holanda e outras nulidades alçadas à posições decisórias sabe-se lá como….

    acho q vc não gostaria de ouvir minha resposta….

    [ ]"s

    Willian

    12 de abril de 2012 às 15h53

    Mas na hora que falou em mexer com seu dinheiro ficou bravinho. Continua a receber sua aposentadoria como governador. Este negócio de ser de esquerda é bom quando não mexe com o bolso destas lideranças admiráveis. Quem não gosta de dinheiro são só os cometaristas de Viomundo, que parece que fizeram voto de pobreza. Todos aqueles políticos que vocês cortejam (e muitos jornalistas progressistas) quando têm a oportunidade logo agarram o seu que não são bobos. mesmo que uma goteira apareça pelo caminho.

Luiz Fortaleza

12 de abril de 2012 às 00h02

Tou mais com a posição do Boito Jr. na revista eletrônica BRASIL DE FATO… onde ele fala do neodesenvolvimentismo de Dilma e Lula frente ao neoliberalismo ortodoxo tucano. Uma aliança do PT com a burguesia nacional produtiva… interessante a análise dele, ou seja, plausível, aceitável. Vejam lá.

Responder

@claucost

11 de abril de 2012 às 23h37

ao entrar no site do Nassif:

Aviso: algo está errado aqui!
O http://www.advivo.com.br contém conteúdo do blog.zippergaleria.com.br, um site conhecido por distribuir malware. Seu computador pode ser infectado por um vírus se você visitar este site.
O Google encontrou software malicioso que pode ser instalado no seu computador se você continuar. Se você já visitou este site anteriormente ou confia nele, é possível que ele tenha sido comprometido recentemente por um invasor. Você não deve prosseguir. Tente novamente amanhã ou vá para outro site.
Já informamos blog.zippergaleria.com.br que encontramos malware no site. Para saber mais sobre os problemas encontrados em blog.zippergaleria.com.br, visite a Página de diagnóstico de Navegação segura. do Google.

Se você acreditar que visitar esse site pode danificar seu computador, continuar mesmo assim.

Responder

Evandro

11 de abril de 2012 às 23h13

Sou fã de Requião.

Responder

Paulo

11 de abril de 2012 às 22h05

O Requião é um balão de festa junina – colorido e cheio de nada. Não soma, não conta, é um discurso à procura de uma idéia. Ridículo, anacrônico e ultrapassado discurso de oportunidade. Começa prestando vassalagem – separa a Dilma do "joio", como separaria Lula, se fosse Lula o presidente. Na verdade, tenta abduzir a inteligência dos (e) leitores. Um ator poderia fazê-lo, um canastrão, nunca!

Responder

    beattrice

    11 de abril de 2012 às 23h11

    Claro porque perfeita é dona Dilma Solange.

marcio gaúcho

11 de abril de 2012 às 21h57

Quero saber quem é e contratar o assessor que escreveu esse discurso. Como redação e discurso, muito bom! Mas, chove no molhado. Todo mundo está careca de saber como é a política brasileira e como atuam seus agentes. Essa pasta homogênia está ficando com uma cor preocupante. Alguém pode passar e puxar a descarga. Aí é que mora o perigo para a democracia.

Responder

    beattrice

    11 de abril de 2012 às 23h13

    O ghost writer não responde pelo que está dito no discurso,
    portanto a credibilidade pública e a luta é de quem o lê: Requião.

    Eduardo Vieira

    12 de abril de 2012 às 10h44

    Conhecendo o Requião há muitos anos, acreditem: esse texto é dele mesmo.

Armando do Prado

11 de abril de 2012 às 21h53

Boa reflexão e provocação do Requião. Podemos criticá-lo por várias coisa, menos pelo caráter. Caráter que boa parte das figuras da esquerda a perderam. Perderam o caráter por falta de vergonha, lealdade, confiança e, principalmente, por pragmatismo cínico. Demóstenes Cachoeira é o sínmbolo da canalhice, naõ da direita só, mas da direita e esquerda oportunistas.

Responder

Eduardo_vm

11 de abril de 2012 às 21h47

(parte 2) …que peita a Abril (editoras Ática e Scipione) e o grupo Prisa (Editora Moderna – mesmo grupo do El Pais) ao usar o parque gráfico do Estado e mão de obra qualificada à sua disposição para criar material didático de conteúdo aberto e gratuito; que peita a Monsanto e Syngenta contra a incógnita dos alimentos transgênicos; que peita o ABC do agronegócio (ADM, Bünge e Cargill) na tentativa de combater o cartel mundial de preços de grãos, ao manter público o Porto de Paranaguá e evitar que os caminhões se transformassem em silos ambulantes…

não pode ser considerado neoliberal né?

Tá na hora de algum petista provar que está mais à esquerda que o Requião (filiado ao PMDB desde que o mesmo combatia a ditadura, cuja sigla era só MDB).

Responder

Eduardo_vm

11 de abril de 2012 às 21h47

(parte 1) – Alguém que corta a verba pública que alimenta o PIG; que reforma rodovias públicas para concorrer com as pedagiadas; que trata os movimentos sociais como movimentos sociais (e não como bandidos); que expulsa o Daniel Dantas (na Justiça e fora dela) da companhia de saneamento; que mantém a companhia de energia elétrica pública e por meio dela cria uma das mais rápidas infovias (fibra ótica) da América Latina;

Responder

pedro - bahia

11 de abril de 2012 às 21h44

Não há porque discordar do foi dito pelo Senador. Na verdade não só os partidos. Os políticos brasileiros estão, infelizmente, no mesmo nível. Primeiro os interesses corporativistas. Quem poderia imaginar o Sarney, componente fiel ao quadro de políticos aliado dos militares. Traiu Ulisses Guimarães e se aliou a Tancredo Neves, de quem foi Vice e acabou assumindo para tristeza de todo Brasil. Apoiou Collor, FHC, Lula e agora Dilma. Foi Arena, PFL e agora pertence ao PMDB, partido do Requião.

Responder

Jorge Nunes

11 de abril de 2012 às 21h35

A esquerda em algumas coisas ficou presa no comodismo.
Principalmente pelo motivo da oposição ser uma porcaria. A principal oposição é construída pelos canais de TV.

Deste modo:
Há uma oposição à esquerda do PSOL, mas faz as pessoas amarem o PT.
Há uma oposição à direita, que faz as pessoas idolatrarem o PT.
Há uma terceira via conservadora no PSD que faz muita gente querer que o PT fique.
Há uma terceira via progressista no PSB que faz com que o PT fique por via das dúvidas.

A única solução para se quebrar o comodismo da esquerda seria uma oposição conservadora natural, que não tem. Pois, o sistema conservador de política mata isso, preferem contratar agencias de trolls ao invés de abrir os partidos e atraírem militantes. Que deixa os conservadores políticos distantes dos conservadores da rua, eu estava imaginando o Lula andando na CADEG e os comerciantes fazendo fila para cumprimenta-lo.

E se o Serra for a CADEG? ou FHC? ou seja, esses comerciantes seriam naturalmente republicanos nos EUA ou conservadores na Inglaterra… e no Brasil? Que comerciante e pequeno empresário vai fazer campanha para gente que quer matar seu cliente?

Responder

Rafael

11 de abril de 2012 às 19h30

A reflexão do senador é válida, totalmente correta. No entanto o PMDB é acima de qualquer outro partido uma grande decepção, não para política somente, mas para o país todo. Quem serve como melhor exemplo do que o senador cita é o próprio PMDB que aliás nem sei se pode se considerar uma partido político representante de uma idéia. PMDB virou uma balcão de negócios, se vc quiser se filiar a um partido político sem ter que adotar uma postura, uma posição ideológica se flie ao PMDB.
Relação do PT com o PMDB nada mais é que por necessidade, o PT sem o PMDB não consegue governar, isso é fato. Qualquer partido precisa do PMDB.
PT com certeza está aquém de suas bandeiras, reforma agrária praticamente não existe. A mudança da sociedade brasileira, do meu ponto de vista, somente vai avança, somente vai acontecer a revolução da sociedade quando reforma agrária for executada, uma verdadeira reforma agrária e acabar com o monopólio da mídia, mídia exercer sua função democrática sem a influência do capital.

Responder

Nelson

11 de abril de 2012 às 19h04

Boa reflexão. Boa mesmo. Mas faltou alguém explicar o que o nobre 'senador de esquerda' faz em um partido chupa-sangue de fisiologistas oportunistas que, de esquerda, não tem nada. Muito pouco coerente, este senhor. Se faltasse partido de esquerda, tudo bem… mas… bom, só no Brasil mesmo.

Responder

marcos dascanio

11 de abril de 2012 às 16h21

O Requião diz isso no momento da tal crise da base aliada, né ? Ah, eu não vou discutir isso.

Responder

José Ivan Aquino

11 de abril de 2012 às 16h19

Falar do PT de dentro do PMDB é uma falácia. Qual a autoridade moral do Requião, autoritário e truculento, para criticar o PT?Com todos os defeitos que o partido tem, sabemos que o PMDB é povoado por corja oportunista em sua grande maioria.

José Ivan Mayer de Aquino
Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida

Responder

    aracandrade130

    11 de abril de 2012 às 20h08

    "…autoritário e truculento…"

    Posso citar centenas de prefeitos petistas que se enquadram na sua definição. Trabalhei com 3 deles: Telma de Souza, Antonio Palocci e José Machado. Essa gente faz Requião parecer a Madre Teresa.

    Luís

    11 de abril de 2012 às 21h56

    José Machado? Que foi prefeito de Piracicaba?

    Sério que ele era truculento?

    beattrice

    11 de abril de 2012 às 23h13

    E pode incluir nessa lista, Cardozo, Vacarezza, etc etc

    xicobarreto

    11 de abril de 2012 às 20h25

    abduzido foi o pmdbicho, onde esta o falastrao Simon, porque não vai no pupito do senado e faz o seu devaneio pela moralidade
    onde esta estão estas mumias que gostam e tem tara para atacar o governo e agora se escondem, onde anda o Jarbas, o Luis Henrique, e outros tantos

    Alan

    12 de abril de 2012 às 11h12

    A mesma autoridade que o PSDB critica o PT, a mesma autoridade que o PT critica o PMDB, enfim, essa tal 'autoridade' se chama direito de opinar – democracia.
    Quer ou não que gostemos, é assim que funciona.

souza

10 de abril de 2012 às 22h19

o pmdb é um dos partidos que mais dificultaram e dificultam o projeto de um país mais democrático.
vem agora um dos dizer de alguém que sempre batalhou por um situação melhor para esta nação está fora de proa.
isto demonstra a dificuldade desta figura de se olhar no espelho e se sentir ridículo.

Responder

    zuzé

    11 de abril de 2012 às 18h15

    Não dá pra desqualificar o que foi dito com base nas ações da "frente heterogênea" (PMDB).
    A argumentação exposta está num nível bem acima da média. É, no mínimo, de se pensar sobre, ainda que não se concorde com a conclusão.

Requião: Esquerda brasileira foi abduzida pelo pragmatismo » Blog dos Desenvolvimentistas

10 de abril de 2012 às 15h09

[…] mais: https://www.viomundo.com.br/politica/requiao-esquerda-brasileira-foi-abduzida-pelo-pragmatismo.html  Posted by Rogério Lessa at 15:09  Tagged with: […]

Responder

Richard

10 de abril de 2012 às 13h14

Bem ponderado o texto do Requião. Muitas vezes as circunstância exigem a deglutição de sapos. Porém, é um espetáculo deprimente observar psedorrevolucionários firmando fileira de solidariedade com expoentes do direitismo, petista monocórdios e sindicalistas apelegados justificando e nadando em privilégios e corrupção. São ratos que se alimentam do trabalho e da miséria do povo brasileiro.

Responder

Filipe Rodrigues

10 de abril de 2012 às 10h40

O governo do PT brilhou na educação (Haddad merece ser prefeito de SP), Cultura (Gilberto Gil/ Juca Ferreira), política externa e etc.
Mas na área dos Transportes, o governo do PT nunca existiu (Lula preferiu entregar a pasta para as ratazanas), em vez de encarar os problemas de frente preferiu falsas soluções (pedágio nas rodovias, concessões de aeroportos). O governo petista não quis estatizar as ferrovias, pois seria a única maneira do Brasil ter transporte ferroviário de passageiros e oferecer uma alternativa aos aeroportos para os turistas que vierem ao Brasil na Copa Mundo.
Requião denunciou a influência de Bernardo Figueiredo (ex-diretor da ANTT no governo Federal), quando governador do Paraná, Requião retomou o controle para o estado da Ferroeste (única ferrovia pública do Brasil), antes privatizada.

Responder

    Fabio_Passos

    11 de abril de 2012 às 22h20

    Teve mesmo brilho nos avanços promovidos pelo Lula.
    Agora vivemos os retrocessos do governo Dilma.

    Silvio I

    11 de abril de 2012 às 22h20

    Os bens do estado que foram privatizados no governo de FHC com o privatizador mor Serra, são de difícil estatização novamente O Estado vai ter que pagar uma quantidade enorme de dinheiro para recuperar todo novamente. São as linhas férreas,as telefônicas,a Vale do Rio Doce etc.etc.etc..Os pedágios Federais e merreca, os Estaduais como São Paulo e um roubo a mão armada. A conceição de aeroportos, não e privatização e a entrada de capital particular, para acelerar um processo.Pense que Brasil não estava preparado para o salto que deu com Lula.E urgente pensar em isso Mais veja que isso leva tempo.O Brasil era um pai abandonado a sua sorte.Lula começou a colocar nos trilhos em direção a um pai descente.Veja quando antigamente se sabia alguma coisa de os roubos que faziam os políticos .E isso não e de agora como muitos querem apresentar.O governo da Dilma esta abocado a acabar com a miséria no Brasil, isso também vai levar tempo.Principalmente porque a elite se opõe que se de uns tostões aos pobres, eles querem milhões para eles.

    Filipe Rodrigues

    12 de abril de 2012 às 11h38

    A minha avaliação dos governos do PT é melhor a Sílvio.
    Mas faltou na área de Transportes a mesma ousadia para distribuir a renda.
    Se você não leu no último parágrafo: Requião tomou de volta empresa que havia sido privatizada pelo governo anterior e neoliberal (Ferroeste)
    Obs: As concessões elétricas vencem em 2014/15, uma chance de ouro para a Dilma corrigir os erros de FHC.

João Lucas

10 de abril de 2012 às 08h37

Concordo plenamente com o texto, e sinto o mesmo tédio, em ver a nossa esquerda se tornar pragmática, acomodada no governo que recebeu, abraçando Collors e apertando a mão de Sarneys, pra que continuemos no mesmo neoliberalismo desigual de sempre:

“Quando a esquerda evita falar sobre os seus próprios erros e se recusa a discuti-los à luz do dia, ela não está, afinal, se protegendo da direita: está protegendo o conservadorismo que conseguiu se infiltrar no interior dela mesmo”.
"Logo, se a esquerda, ocasionalmente, ascender ao poder, a direita vai exigir dela que cumpra o seu programa, o programa da direita, porque só ele tem legitimidade."

E é isso que se cumpre. E a possibilidade de uma mudança, de algo novo, fica distante no horizonte, pela suposição de que ja é a esquerda quem esta no poder, e agora é só esperar acontecer.

Responder

    Silvio I

    11 de abril de 2012 às 23h02

    Você tem que ver as coisas como elas são, e analisar porque ocorrem em política algumas coisas que parecem que não existe razão, para que elas aconteçam. Collor pertence a Alagoas E O POVO O ELEGEU SENADOR o culpado de que ele este ali, não e a Presidenta da República e o povo que o elegeu. E o Presidente tem que governar com os que elegeram o povo. O Sarney em um momento para poder tirar o apoio que este dava a Lula, a oposição o quis derrubar e Lula o defendeu.Agora porque o defendeu para que permanecesse na presidência do senado? Porque si caia Sarney, a presidência passava a mãos da oposição, o vice era Pirillo esse mesmo que e hoje o governador de Goiás, e parece que também este enrolado no problema Cachoeira.

Lu_Witovisk

10 de abril de 2012 às 07h25

Êeee Requião. desde os 8 admiro esse cara. Hoje, com 32, ele ainda fala exatamente o que sinto. É este gosto amargo na boca, esses dias monotonos matam. Será que isso tem volta ou já passamos do ponto de retorno?

Responder

    Luís

    11 de abril de 2012 às 21h59

    Nossa. Não achei que ele fosse tão velho. :-P

    Brincadeirinha. Não leve a mal (ou seria mau?)

Fabio_Passos

10 de abril de 2012 às 00h47

E o pior é que iniciamos o primeiro ano de governo Dilma com retrocessos gravíssimos.
Ao invés de avançar em relação ao governo Lula… estamos retrocedendo ao desgoverno do finado fhc.

Responder

Pitagoras

10 de abril de 2012 às 00h44

Faço minhas as suas sábias e oportunas palavras vindas de um político com letras maiúsculas e que resgata a palavra "político" tão enxovalhada por gerações de escroques.

Responder

HomerO_o

10 de abril de 2012 às 00h09

Bom discurso, assistam o vídeo quem tiver tempo e gostou, tem muito pontos no discuro escrito que ficaram de fora… o problema que o que se ve na Midia é que há uma crise na base aliada … essa é a noticia da midia de direita, a verdade é que ainda existe uma esquerda pensante como apresentada por Requião, isso só ve quem procurar informação pura ou livre como no site, ou diretamente através da TV senado nesse caso.

Responder

Fabio Martins

10 de abril de 2012 às 00h06

Com todo respeito pelo senador parananense, Requião, uma singela interrogação?
O que pensa o senador do seu próprio PMDB, de antes, de agora e do futuro?

Responder

    Luís

    10 de abril de 2012 às 11h58

    "O que pensa o senador do seu próprio PMDB, de antes, de agora e do futuro?"

    Deve ser a mesma coisa que um político petista deve pensar do PT. Ou por acaso o PT é santo e imaculado e não pode ser criticado? Ou qualquer crítica que se faça ao PT é coisa de golpista?

    Na boa, tem hora que cansa.

    Carlos Cwb

    11 de abril de 2012 às 18h04

    Não é bem por aí, Luis.
    O PT sempre teve, tem e terá muitos motivos para criticas, afinal, numa caixa de laranjas, sempre tem as estragadas.
    Não é questão de se criticar o PT, mas de QUEM faz a critica.
    É o caso do roto falando do rasgado.

    Luís

    11 de abril de 2012 às 22h01

    Tudo bem. Respieto sua opinião.

    Mas é que tem hora que enche.

    Renato

    11 de abril de 2012 às 22h32

    Olá, moçada.

    Acho que o trecho abaixo deixa indicado que Requião também inclui o seu partido, embora o destaque recaia todo sobren o PT, pois é ele que, por ora, está no poder… Requião não é má pessoa, mas, destemperado por destemperado, sou mais o Ciro Gomes. Dilma deu um mole danado de o não ter colocado no Ministério da Defesa… Mas tb nem sei se ele iria aceitar, pois, ultimamente, a grana passa longe daquela casa e político vive de sua própria visibilidade. 17 anos esperando uma nova aquisição de caças… e, de quebra, vamos levar o mais caro.

    Citação:

    “Quando a esquerda evita falar sobre os seus próprios erros e se recusa a discuti-los à luz do dia, ela não está, afinal, se protegendo da direita: está protegendo o conservadorismo que conseguiu se infiltrar no interior dela mesmo”.
    Alguém tem dúvida de que a citação ajusta-se com perfeição à esquerda brasileira hoje, especialmente à esquerda acantonada no Partido dos Trabalhadores? Ou no PCdoB? Ou mesmo em meu partido, essa frente heterogênea chamada PMDB?

paaulo

09 de abril de 2012 às 23h34

Sempre votei no Requião, apesar de algu ns nepotismos em seus governos, mas que atire a primeira pedra quem não deve nada nesta seara política. Requiao foi o Único político que tenho conhecimento que enfrenta a mídia, o PIG, os da mídia sorateira deste país. Vi no JN o reporter Ernesto Paglia da globo ter que se explicar com o governo e telespectadores sobre uma questão de filas no porto de Paranagua. Requião enfrentou a toda poderosa globo.Foi um momento muito interessante para a democratização da mídia Brasileira, que infelizmente passou sem muito comentário. Mas Requião não deixou barato neste episódio.Quanto a esquerda, endosso as palavras do Requião, principalmente do PT e PCdo B.

Responder

    Fabio_Passos

    11 de abril de 2012 às 22h08

    Não tenha dúvida.
    É o político brasileiro que mais combate o verdadeiro partido político da direita: As oligarquias midiáticas.

    O respeito que ele tem dos movimentos sociais (como MST) e o ódio explícito da direita (globo, veja, fsp, estadão) não são gratuitos.
    São função das disputas que Requião enfrentou.

    Silvio I

    11 de abril de 2012 às 23h09

    De total acordo com o que você diz. Agrego a isso todo começou, porque ele tirou a verba de propaganmda do governo que era levada pelas TV como a Rede Globo.

Marcelo de Matos

09 de abril de 2012 às 22h44

O discurso é bonito, mas, o melhor seria saber o que há por trás dessas bem traçadas linhas. Uma vontade de romper com a esquerda, que o autor diz não existir mais? Para onde poderia ser a guinada de Requião? Para o PSD de Kassab? Para o novo partidão que surgirá da fusão DEM/PSDB? Em política tudo é possível. Quem sabe o Kassab não esteja precisando em sua equipe de um becão de fazenda.

Responder

    Silvio I

    11 de abril de 2012 às 23h12

    Pode tirar o cavalo da chuva Requião nunca vai a ser parte de esses partidos.Kassab não o terá em suas fileiras.

grilo

09 de abril de 2012 às 22h26

O Requião é muito mais de esquerda do que o Lula operário e a Dilma guerrilheira. As aparências sempre enganam. Que o digam os marqueteiros.

Responder

    Lu_Witovisk

    10 de abril de 2012 às 07h51

    Requião sempre esbravejou contra esse PMDB de muitas caras. Ele sempre dizia que era preciso resgatar o velho MDB de guerra. Requião fez muito pelo povo como pôde, PR não é fácil, a maioria do povo tá so na Globo+Veja e compra tudo o que os marqueteiros maquiam… conservadorismo lá é a nota principal da toada (ultimamente está mais para marcha funebre que allegro). E o povo não desperta e briga e xinga quando ouve o que não quer ouvir, o que não quer ver.

Roberval

09 de abril de 2012 às 21h36

O Sol do PSOL não brilhou até hoje; O Verde do PV são os dólares de seus sonegadores-empresários; PC do B tem crise de identidade: se diz que o C é de Comunista, mas o slogan do partido é "o partido socialista do Brasil". Mas as atitudes são de C – capitalista; O PSB está se embriagando com a FIESP!!! O PDT perdeu tudo com a morte do Brizola; O PT rasgou sua carta de grandes princípios a partir dos anos Dirceu, digo, anos 90;
Falta identidade aos partidos ditos de esquerda, mas que não são mais. Com isso falta coerência nos discursos e nas atitudes e, consequentemente, falta projeto de sociedade. Resultado: têm-se o pragmatismo, o personalismo e todas as excrecências que decorrem daí.
Coerência e Transparência parece haver somente na direita que sempre esmagou e roubou a sociedade brasileira. Prova disso foi o próprio PFL que assumiu a face DEM oníaca, mas que por princípios filosóficos e humanos não pactuo. Quem faz pacto com DEMo é Tucano.

Responder

    Silvio I

    11 de abril de 2012 às 23h18

    Estamos como os passarinhos trocando de penas. Esse e o motivo do que se observa, depois de estas turbulências o Brasil,aparecerá com um novo plumagem espero que seja muito mais bonito.

    Marcio H Silva

    12 de abril de 2012 às 01h58

    Com nova plumagem? vá de retro……..

    MRE

    12 de abril de 2012 às 08h32

    O discurso do Requião poderia ser prático – com uma situação e não filosófico. Lugar de filósofo é na academis de letras. Imagina o Agripino/ o Dias/ o Heráclito/ o Mão Santa questionando o Requião ?
    O Requião quis aparecer !

    Porque ele não reclama dos seus pares de todos os partidos para fazerem valer os desejos de mudança do povão. Há quantos anos se fala de insegurança jurídica, da impunidade por falta de leis,etc – o que o Congresso fez ( sua obrigação) para mudar e melhorar, só reclamar ! As leis trabalhistas merecem reparos ? porque não os propuseram ? Mêdo de perder votos?

    O Ciro Gomes preconiza, e está certo, que o que falta aos governos brasileiros, é PROJETO, é META suprapartidaria.

    É ser transparente e dizer o que se quer planejar para os próximos 10 anos/ 15 anos./ 30 anos….. com aprovação do Congresso. Queremos ser um país industrial em determinada área? Quanrto queremos nos tornar uma indústria agr''icola ? Queremos nos tornar experts na indústria de casas populares?
    E a educação para atingir estas metas?

    Outra boa idéia do Ciro: que quaisquer medidas políticas só entrem em vigor na segunda legislatura após sua votação, não dando chances dos políticos se sentirem traídos e pegos de surpresa, diminuindo assim as resistências as medidas propostas.

RicardãoCarioca

09 de abril de 2012 às 21h23

É um discurso que se anula e não há nada, ao final da leitura, de positivo ou de negativo.

Responder

Julio Silveira

09 de abril de 2012 às 20h52

Será que o Requião leu minhas opiniões sobre essa praga do pragmatismo, que não passa de uma expressão articulada para não ter que enfrentar com as consequências das mudanças necessárias, mas dolorosas para quem sempre ganhou muito. Pragmatismo é pretender mudar o tempo da necessidade, o que era para ser feito ontem joga-se para daqui a 500 anos.

Responder

    Fabio_Passos

    11 de abril de 2012 às 22h04

    O pragmatismo é a expressão política do conformista.
    É a capitulação ao status quo.

Pedro

09 de abril de 2012 às 20h14

Não concordo com a análise do Requião. Não nego que ela seja muito inteligente, e muito instigante. Não concordo porque penso que revolução, transformação, mudanças, nada disso vai depender da esquerda. Ou será que precisamos de mais alguns séculos para chegar a essa conclusão? A União Soviética foi nocauteada, e onde estava a esquerda e a classe operária? A classe operária soviética não fez nada e não tem feito nada no mundo inteiro.
O que é que eu penso? Penso que quem fará o socialismo será mesmo a impossibilidade de o capitalismo revolver todos os problemas que criou. Não será a partir de ideias, por mais brilhantes que sejam, que ocorrerão transformações. Que, aliás, estão ocorrendo, e numa velocidade cada dia maior. A única coisa que deterá as atuais transformações será uma catástrofe atômica. De resto, como diz Galeano, a história não nos obedece, mas, acrescento eu, não obedece a ninguém. E, no momento, desobedece sobretudo ao capitalismo.

Responder

    Silvio I

    11 de abril de 2012 às 23h26

    Pedro, não imagino vossa idade. Mais deve concordar comigo que Lula, começou a mudança do Brasil, e Brasil e totalmente outro. Não o vê quem não o quer ver, o vive olhando sô São Paulo. São Paulo esta cada dia mais atrasado. Este estado necessita agora mudar de mão a prefeitura, e no ano 2014 o governo do estado. Ai e provável que comece novamente a ir para frente porque estamos em marcha ré.

    gilson rocha

    15 de abril de 2012 às 03h36

    É mesmo?
    Quais as grandes mudanças do sr. Lula
    no Brasil que não foi adjunto das medidas
    econômicas do FHC?
    Lula apenas fez populismo com medidas
    sociais.
    E a infraestrutura?
    A saúde, educação, segurança melhoraram?
    Hein?

    Moacir Moreira

    15 de abril de 2012 às 07h27

    Olá, Azenha e demais amigos leitores e comentaristas,

    Caros colegas de viagem,

    Não espere que outros façam por você aquilo que você pode fazer por si mesmo, como diria o meu finado avô.

    O que houve na URSS foi a pura e simples sabotagem, que se consumou após a morte de Stalin.

    Aqueles que dizem que Stalin foi um ditador sanguinário poderiam me explicar porque estão ocorrendo protestos na Espanha devido ao afastamento, pelos seus pares, do Juiz Baltazer Garzon que prometia investigar os crimes ocorridos durante a regência do príncipe-gorila Francisco Franco e seu fiel escudeiro, o caçador de elefantes.

    Caçar elefantes em pleno século XXI!

    Depois não entendem porque perdem a cabeça na guilhotina.

    Eu gostaria de ver o resultado de uma investigação séria sobre o glorioso período em que a URSS se consolidou sob a liderança deste que, ao lado de Marx, Hengels e Lenin, foi um dos fundadores do socialismo real, teoria e prática, que nos permite afirmar que ainda resta uma esperança para a humanidade.

    Algo semelhante acontece no Brasil, onde o primeiro período do governo de Getúlio Vargas foi deixado de lado na agenda da Comissão da Verdade, que vai investigar os crimes da ditabranda.

    Não é preciso investigar também o "lado sombrio" da força, como dizem os entusiastas do golpe de 64?

    Quem tem medo da Comissão da Verdade?

    Abraços

E S Fernandes

09 de abril de 2012 às 20h05

Acho que a gente dá muito crédito a luta partidária.
No fundo só existe uma luta: a classista.
A politicada está no mercado: quem lhes der um agrado, uma cozinha planeja, um afago, uns trocados tem seus lobistas, paus para toda obra, seja no congresso ou nos palácios.
A política é ruim. Nasceu podre.
Platão a definia como a busca do bem comum porque para ele o escravo não era ser humano.
Do seu ponto de vista ela podia ser, e de fato era, a busca do bem comum, isto é, busca do bem das oligarquias de sua época.
Marx, sempre este velho chato, nunca morre, nos dando lições.
A política nasce logo após o nascimento de sua irmã mais velha, a desigualdade entre os homens.
Sua finalidade é sempre a mesma: manter, conservar os de baixo em baixo; os de cima em cima.
Conter a guerra real; camuflá-la; escamoteá-la; institucionaliza-la, principalmente.
O Estado, locus da política, tem a mesma função.
É tudo lixo da mesma estirpe: vem tudo do neolítico.

Responder

Liz

09 de abril de 2012 às 20h00

Podem falar o que quiserem, o Requião governou mais à esquerda no Paraná do que o próprio Lula governou o país. Vide a questão dos transgênicos, vide o tratamento digno dados aos professores (que são manipulados e não tem noção do que foi o tanto de concurso público e de melhoria no plano de carreira, criado junto com o sindicato!), e ao mesmo tempo ele controlou a PM. Requião não permitiu muitas reintegrações de terra ordenadas pela Justiça contra o MST – ora, isso não é ser de esquerda?
O Requião pode ser desbocado e meio fora da casinha, mas ele tem um posicionamento político muito bem definido, sim senhores! Ao contrário do que a imprensa (de quem vcs tanto falam mal) diz.

Responder

    Fabio_Passos

    11 de abril de 2012 às 21h57

    Sem dúvida.
    É da prática como governante que Requião tem toda a legitimidade e direito de dizer estas boas verdades sobre o conformismo do PT.
    Requião também precisou montar base de sustentaçãocom maioria conservadora. No entanto seus governos foram de esquerda. Muito mais combativos do que este governo Dilma… dormindo embalada no colo da burguesia que financiou sua campanha.

Danilo

09 de abril de 2012 às 19h25

"…Ou mesmo em meu partido, essa frente heterogênea chamada PMDB".

Onde se lê "frente heterogênea",leia-se "saco de gatos fisiologistas".

Ele finge que não sabe quem é o principal responsável por esse "arrefecimento" da Esquerda…

Responder

_Rorschach_

09 de abril de 2012 às 19h11

Daqui a pouco vem alguém e diz : "Ah, vocês preferiam que fosse o Serra…" como se o dever de crítica fosse monopólio da direita.

Goste-se ou não, vivemos um governo neoliberal.

É um um governo que, a meu ver, tem mais acertos do que erros, mas é um governo neoliberal.

Responder

    Augusto Soares

    09 de abril de 2012 às 20h39

    Eu diria Social democrata, o que é bem diferente.

    Vlad

    10 de abril de 2012 às 00h47

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    E. S. Fernandes

    10 de abril de 2012 às 09h33

    Caro Augusto, desculpe. Mas no Brasil nunca houve social democracia.

    Nem neste governo e muito menos nos governos do psdb.

    Inclusive no poucos países onde houve a tal social democracia, ela vem sendo destruida desde os anos 1980. Na Europa já não existe mais o pleno emprego e toda a rede de proteção e segurança social está sendo bombardeada neste exato instante.

    beattrice

    11 de abril de 2012 às 23h08

    Quem alega que isto aí é uma social democracia nunca conheceu uma de verdade.

    Silvio I

    11 de abril de 2012 às 22h48

    Meu estimado, Brasil vive em uma oligarquia, desde a fundação do Império, que e provável que este dando os últimos estertores si a Dilma e reeleita. Depois vamos a ver quem vem. Penso saber quem e, mais vamos a esperar.Mais garanto que não será de direita e que vai a pegar o Brasil totalmente cambiado, e em outro ritmo de progresso.Nas próximas eleições alguns Senadores e Deputados vão a cair fora, e em o 2018 vão muitos mais entre eles muitos que já teriam que estar fora faz muito tempo.

Francisco

09 de abril de 2012 às 19h08

A pior e mais reles forma de sofisma é o argumento "ad omne" (argumento contra o homem).

Não cabe desancar Requião (se é ou não socialista, etc.). Cabe rebater a tese que ele apresenta. Como nunca votei nele, fico à vontade de dizer:

A tese dele é incontratável.

Até um politico do PMDB tem condições de enxergar isso. Cabe às bases petistas darem uma "beliscada" no partido. A luta é de classes, não de partidos…

Responder

Pedro Soto

09 de abril de 2012 às 18h50

Belo discurso do Requião, um político que, pela sua trajetória, às vêzes injustamente demonizado pela esquerda.

Responder

E S Fernandes

09 de abril de 2012 às 18h10

O enigma requião a parte (já ganhour uns 4 votos meus, mas não dá para confiar nele), falou bonito.
pt, psb, pdt, pcdob são mediocres.

Outro ponto que gostei do seu texto: não é hora de defender o governo, mas das forças de esquerda "detoná-lo" para ver se avançamos uns passinhos a mais. É um governo muito ruim.

Ao petista de plantão eu digo: prefiro emular o tal fetiche (bezerro de ouro construido pelo povo judeu durante a fuga do Egito) do que Lula, Zé Dirceu ou Dilma.

Responder

Álvaro R Santos

09 de abril de 2012 às 18h03

Besteira discutir méritos ou deméritos do autor do discurso. O que importa é o conteúdo desse discurso. E quanto a isso, bate exatamente com o que penso do momento político brasileiro: alguns avanços importantes, mas, fundamentalmente, a rendição ao pragmatismo, o abandono da política e dos ideais democráticos e humanistas de transformação da sociedade.
Pode até ser que alguém venha um dia provar que não há outra alternativa. O que me entristeceria profundamente.
Álvaro

Responder

renato

09 de abril de 2012 às 17h29

Votei no Requião, por falta de Lula para Governador do Paraná.
Votei em no irmão do Alvaro Dias, porque Lula pediu.
Voto em Requião de novo se Lula pedir.
Você diz então .AH, só faz o que o Lula pede.
NÂO! eu não voto no Governador do Paraná atual.
-Vc não sabe o nome do cara?
Não!
-Então deixe assim que o pessoal entende.
E o Requião.
-O Requião é político como todos eles são.TODOS.
-Enquanto não aparece ninguém melhor vai a Dilma, o Lula.
Mas quem vai concorrer com estes dois.
Sei lá, nem quero saber.

Responder

    alexandre

    12 de abril de 2012 às 01h46

    não mais, já foi esse tempo, algumas coisas ocorrem e começamos a refletir. Não me seduz mas esse discurso, depois que o PT impõe candidatos a prefeito como ocorre em SP, em Recife, se aproxima do kassab, tem o Fruet etc não há mais um discurso único nós contra eles. O desrespeito a militância, a companheiros com cacife político no partido tudo na imposição de um homem só. Não mais!

Fábio Rezende

09 de abril de 2012 às 17h28

Agora ferrou-se tudo de vez, mesmo. Peemedebista criticando que a esquerda não é mais a mesma? Com todo o respeito, srs. leitores: tá de sacanagem. Quem está no PMDB não tem perdão.

Responder

    Augusto Soares

    09 de abril de 2012 às 20h43

    Tem os sobreviventes do MDB. Penso que o Requiao seja um deles.

    Lu_Witovisk

    10 de abril de 2012 às 07h52

    Sim, do velho MDB de guerra como diz ele…

Rasec

09 de abril de 2012 às 16h43

Requião, o oportunista contra o pragmatismo!
Quem não te conhece que te compra, requião!
E o site dando repetindo um discurso oportunista desses… Acima do bem e do mal!
Por que o senador e seus simpatizantes não se tornam PSOLdados?

Responder

    Filipe Rodrigues

    10 de abril de 2012 às 10h22

    É melhor alguém como o Requião, do que petistas como o Fernando Pimentel (ex-prefeito de BH, Ministro e amigo da Dilma) que vende a alma do PT para apoiar o candidato do Aécio (Márcio Lacerda), tudo em nome do pragmatismo.

nadja rocha

09 de abril de 2012 às 16h30

È um discurso bonito, mas ele se diz de esquerda, criticou com luvas de pelica os partidos de esquerda, mas não fez uma autoanálise para se perguntar o que ele faz no PMDB? O que ele acha do partido a qual esta filiado que de lonnnnnnnnngas data vem atuando como partido oportunista do Brasil.Tá decepcionado? Saia.Ou entre em uma partido de esquerda e conserte.Um belo discurso para vender seu peixe.

Responder

    Eduardo Vieira

    09 de abril de 2012 às 16h51

    Ele é um foco de resistência dentro do PMDB e, que eu saiba, não coaduna com muitas práticas existentes dentro do próprio partido.

    Ele é de esquerda, e tem moral para ficar lá dentro, desde que o PMDB era MDB… Diferentemente de muitos outros que chegaram ao PMDB vindos da Arena e do PDS, e de muitos outros que estavam no PFL e no PSDB (dissidência do PMDB) e que voltaram ao partido.

    Não gosto do toma lá, dá cá do PMDB. Mas respeito a história do partido.

    Se partido falasse, o PMDB poderia seguramente virar-se ao PT e lhe falar: "eu sou você amanhã".

    Felipe.c

    09 de abril de 2012 às 17h01

    Apesar de todas as minhas divergências que eu tenho do político, e mesmo da pessoa, ele, sim, é uma pessoa de esquerda. Da sua forma.
    Foi um dos grandes críticos da criminalização do MST, por exemplo, pecou mto ao não saber tratar os universitários sem sua truculência no modo de falar.
    Se o PMDB tivesse mais quadros iguais ao Requião, com toda certeza o partido seria outro…

    marcia

    09 de abril de 2012 às 17h13

    nunca gostei do Requião, nem ideologicamente, nem na postura, no uso do discurso.

    mas preciso admitir um único fato: Lecionei no Estado do PR, enquanto ele era governador e por lá, fez mudanças radicais no sistema de educação. Hj leciono em SP e afirmo (do chão da sala de aula) a educação, participativa, feita por professores da rede, que ele promoveu é anos-luz MELHOR que a daqui de SP. Cada sala de aula tem uma TV de 29 polegadas com entrada pra pen drive, eu dava aula com vídeos e imagens o tempo todo. Por lá, professores e professoras são capacitados continuamente, pelo aparato estatal (nem eles tem noção do quão isso é enriquecedor). As estruturas físicas das escolas são melhores, laboratórios e informática funcionam mais, os livros didáticos são ESTATAIS e feitos por professores (pasmem), a formação dos/as docentes é mais embasada

    não to dizendo que é uma maravilha, não é, mas se comparada com o estado mais rico do Brasil é.

    pra pensar…

    E. S. Fernandes

    10 de abril de 2012 às 09h39

    Muito bem posto Marcia.

    A educação do Paraná não é boa. Foi desgraçada por um tal Lerner e Dias. Mas o Requião a tirou do fundo do poço. Comparada com a da província paulista, está na frente sem dúvida. Este mérito relativo é do Requião. Mas os tais livros ESTATAIS, penso que já eram. Duvido que o atual governo do Paraná o incentivará.

    Silvio I

    11 de abril de 2012 às 22h32

    Todo tem defeitos e virtudes. Tampouco se pode conformar a todo o mundo. Mais Requião no Paraná fez muita coisa a pesar de essa direita infame, que existe em todo o Sul do Brasil. Essa direita começa em São Paulo, Paraná , Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sendo está um pouco menor.Algumas coisas que me lembro, a luta contra a Rede Globo, a luta contra os transgênicos, a defesa da Geração de energia elétrica, assunto línea férrea. A mesma educação já dita por você.

    renato

    12 de abril de 2012 às 22h17

    Confirmo, as escolas daqui tem tudo isto que ela falou! E foi Requião, as TVs são todas laranjas, para ninguém roubar.Todas as escolas estaduais foram reformadas a dois anos atras, e continuam em bom estado, meus filhos só estudaram em escola publica.
    Como não posso pagar particular, não tenho como reclamar, ou melhor, reclamo quando não tá bom.
    Meu filho tirou em 11º lugar em Eng. de Computação.Não deu, tinha que tirar em 8º lugar, para entrar na UEPG. Continua tentando.
    Alguns governantes vão além da politica.

joão sal

09 de abril de 2012 às 16h10

Qual é mesmo o partido do senador Requião?
Por acaso é algum partido de esquerda?
Tem gente que acha que só ha lixo no quintal do vizinho.
Parafraseando Tolstoy:
"Se queres limpar o mundo, comece limpando o seu quintal"

Responder

Zilda

09 de abril de 2012 às 16h02

Hum!!!!!!! Se pudéssemos levar Requião a sério!!!!!…..Seria a glória!……Quem não te conhece que te compra, Requião!

Responder

Ricardo Pereira

09 de abril de 2012 às 15h56

Belo discurso do Senador Requião. É a prova de que (como diz o Ciro Gomes), existe uma minoria inteligente e de princípios no Congresso Nacional, sufocada pela maioria claudicante e desonesta, mas também pela mídia dos barões, que não tem qualquer compromisso com o interesse nacional.

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