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Pesquisa dos banqueiros: Haddad sobe de 5% para 19% no Nordeste e aparece empatado em segundo lugar
Ricardo Stuckert
Política

Pesquisa dos banqueiros: Haddad sobe de 5% para 19% no Nordeste e aparece empatado em segundo lugar


14/09/2018 - 12h21

Quando identificado como candidato de Lula, Haddad tem 16%, contra 23% de Bolsonaro — adiante de Ciro Gomes fora da margem de erro

Por Marcos Mortari, no Infomoney

Bolsonaro derruba rejeição e vai a 26%; Haddad empata com Ciro no Nordeste e chega a 10%, mostra XP/Ipespe

SÃO PAULO – Uma semana após ser vítima de um ataque a facada durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), o deputado Jair Bolsonaro (PSL) ampliou sua vantagem em relação aos adversários na corrida presidencial e viu sua taxa de rejeição deixar de ser a maior entre os candidatos.

É o que mostra pesquisa XP Investimentos/Ipespe, realizada entre 10 e 12 de setembro.

Segundo o levantamento, o parlamentar saltou de 23% para 26% das intenções de voto no intervalo de uma semana e agora está 14 pontos percentuais à frente de Ciro Gomes (PDT), adversário mais bem posicionado na disputa.

A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Na semana em que foi oficializado candidato – substituindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva –, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) chegou a 10% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno.

O desempenho representa uma oscilação positiva de 2 pontos percentuais em relação à pesquisa da semana anterior e um salto de 4 pontos comparando com levantamento de duas semanas atrás.

Com esse desempenho, Haddad aparece tecnicamente empatado com outros três candidatos na corrida presidencial: o ex-governador do Ceará Ciro Gomes, que, em tendência de alta há três semanas atingiu seu maior patamar da série histórica, aos 12%; o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), que apesar da larga vantagem em tempo de propaganda no rádio e na televisão, não consegue sair dos 9%; e a ex-senadora Marina Silva (Rede), que dá sinais de desidratação ao sair de 13% há duas semanas para 8% agora.

Entre os fatores que contribuem para o salto de Haddad nas últimas pesquisas, destaque para o bom desempenho entre faixas do eleitorado em que o lulismo é mais forte, caso dos nordestinos, grupo em que o petista saiu de 5% no fim de agosto para 19%, em condição de empate técnico com Ciro Gomes, líder na região com 21% das intenções de voto.

Haddad cresceu para 15% entre os eleitores com Ensino Médio ou Ensino Fundamental.

Há duas semanas, o apoio deste grupo ao candidato era de apenas 4%.

Já na faixa com renda de até dois salários mínimos, o ex-prefeito paulistano foi de 4% há duas semanas para 10%. Em outro pelotão, outros quatro candidatos também pontuam.

O empresário João Amoêdo (Novo) e o senador Álvaro Dias (Podemos) têm 4% das intenções de voto cada, tecnicamente empatados com o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB), com 2%, e o historiador Guilherme Boulos (PSOL), com 1%.

Pelo limite da margem de erro, de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo, Amoêdo e Dias também estão tecnicamente empatados com Marina Silva.

Já o grupo dos brancos, nulos e indecisos agora soma 23% do eleitorado, uma queda de 4 pontos em relação á semana anterior.

A pesquisa XP/Ipespe mostrou que o apoio a Bolsonaro também cresceu no cenário espontâneo, quando o entrevistado diz em quem pretende votar sem que lhe sejam apresentados nomes de candidatos.

Nesta situação, o deputado tem 20% das intenções de voto. Uma semana atrás a taxa era de 16%.

Logo atrás aparece o ex-presidente Lula, que, mesmo impedido de participar da disputa em função da Lei da Ficha Limpa, é citado por 9% dos eleitores.

O ex-presidente chegou a 19% dos votos espontâneos há duas semanas.

Já Ciro Gomes aparece com 6% das indicações espontâneas de voto, numericamente à frente de Haddad, com 5%.

Alckmin tem 4% neste cenário, ao passo que Amoêdo tem 3% e Marina tem 2%, mesmo percentual de Álvaro Dias.

Neste caso, o grupo dos “não voto” representa 47% do eleitorado, o que ainda indica o grau de imprevisibilidade desta eleição.

O levantamento também mostrou que, a três semanas do primeiro turno, cresceu o interesse pela eleição presidencial.

Agora, 59% dos eleitores se dizem muito (34%) ou mais ou menos interessados (25%).

Uma semana atrás a soma desses grupos representava 52% do eleitorado.

A faixa de eleitores que se diz desinteressada com o processo, por sua vez, minguou de 26% para 21%.

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5 comentários

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José Eduardo dos santos

15 de setembro de 2018 às 14h30

Melhor coisa é banir do meio político esse câncer que se chama PSDB e que participou do golpe, estão a maioria envolvido corrupção, sem falar que acabaram com a segurança do estado de São Paulo onde quem manda são as os bandidos.

Responder

José Eduardo dos santos

15 de setembro de 2018 às 14h25

Em recente pesquisa realizada com seriedade de um instituto sério o candidato Haddad tem 30% das intenções de voto.

Responder

RONALD

14 de setembro de 2018 às 16h01

PATÉTICO !!!!

Responder

Otto

14 de setembro de 2018 às 13h10

Pesquisa forjada, portanto, sem legitimidade. Igualzinha aquela do Vox Populi, instituto financiado pelo PT. O Fernando “Dilma” Haddad não vai levar. PT nunca mais…

Responder

    ana s.

    14 de setembro de 2018 às 14h36

    Informe-se melhor antes de postar qualquer coisa na internet. Se essa pesquisa foi manipulada, foi contra o PT, pois quem está à frente desse instituto, o Ipespe, é o sociólogo Antônio Lavareda, anti-petista de carteirinha. Muito diferente do Vox Populi.


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