Jamil Chade: ONU quer que condenação de mandantes do assassinato de Marielle sirva para país agir contra racismo sistêmico
Tempo de leitura: 2 min
Caso Marielle: ONU quer que condenação sirva para país agir contra racismo sistêmico
Decisão do STF que condenou mandantes do assassinato de Marielle Franco é vista pela Organização das Nações Unidas como passo importante contra a impunidade
Decisão do STF que condenou mandantes do assassinato de Marielle Franco é vista pela Organização das Nações Unidas como passo importante contra a impunidade.
A decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, mortos a tiros em março de 2018 no Rio de Janeiro. No mesmo julgamento, o ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa foi condenado por obstrução de Justiça e corrupção, e as penas ainda serão definidas.
“Congratulamo-nos com a condenação proferida ontem pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil no caso emblemático de cinco pessoas, incluindo dois ex-deputados e um ex-comissário de polícia, pelo seu papel no assassinato, em 2018, da vereadora do Rio de Janeiro e defensora dos direitos humanos Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes”, afirmou a porta-voz da entidade, Marta Hurtado.
Segundo a ONU, Marielle era uma “defensora ferrenha contra o racismo e a discriminação com base no gênero e na orientação sexual, que ela mesma vivenciou”. Ela também se manifestava contra a brutalidade policial.
“Embora dois ex-policiais tenham sido condenados em 2024 pelo seu assassinato, a luta pela responsabilização total continuou. As condenações dessas cinco pessoas que planejaram e ordenaram sua morte servem como uma declaração poderosa contra a impunidade e contribuem para a realização da verdade e da justiça para as vítimas”, destacou a representante da ONU.
Para a entidade, este caso deve levar as instituições brasileiras a “agir com firmeza contra o racismo sistêmico e a discriminação com base no gênero e na orientação sexual, e garantir que todas as vítimas tenham acesso à justiça de forma oportuna, imparcial e eficaz”.
*Jamil Chade percorreu mais de 70 países,cruzando fronteiras com refugiados, testemunhando crimes contra a humanidade, viajando com papas ou cobrindo cúpulas diplomáticas. Com seu escritório na sede da ONU em Genebra, ele foi eleito o segundo jornalista mais admirado do Brasil em 2025. Foi indicado 4 vezes como finalista do prêmio Jabuti. Ele é embaixador do Instituto Adus, membro do conselho do Instituto Vladimir Herzog e foi um dos pesquisadores da Comissão Nacional da Verdade.
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Comentários
Zé Maria
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Para presidente do partido Republicanos,
redução da jornada semanal de trabalho
irá expor pobres e sertanejos do nordeste
a “drogas e jogos de azar”
Sintrajufe
O presidente do partido Republicanos,
deputado federal Marcos Pereira (SP),
bispo licenciado da Igreja Universal e
ex-ministro do governo Michel Temer,
disse em entrevista que acabar com
a escala 6×1 no Brasil “vai fazer mal”
para os trabalhadores e trabalhadoras.
Isso porque, segundo ele, permitir mais tempo
de lazer fará com que as pessoas mais pobres
fiquem mais expostas às drogas e aos jogos
de azar.
Perguntado sobre os projetos que visam reduzir
a escala de seis dias de trabalho e apenas um de
descanso (Escala 6×1), o parlamentar disse que
conversou com o presidente da Câmara dos Deputados,
Hugo Motta, integrante de seu partido, sobre o tema.
Motta teria dito que pautou o projeto porque
“se eu não fizer, o governo vai fazer, então é
melhor que a Casa tome o protagonismo”.
Perguntado sobre o forte apoio popular à medida,
Pereira criticou:
“o ócio demais faz mal”.
E explicou:
“A população vai fazer lazer onde?
O povo não tem dinheiro, infelizmente.
Vai ficar mais exposto a drogas, a jogos de azar.
Pode ser o contrário: ao invés de lazer, pode ser o mal.
Qual é o lazer de um pobre numa comunidade?
Ou num sertão lá do Nordeste?”.
Para ele, portanto, o povo não tem dinheiro para
lazer, nem interesse em ficar com a família, mas
tem dinheiro para “drogas e jogos de azar”.
Indicando que, segundo o deputado, a solução
não é aumentar os salários ou as opções de lazer,
mas fazer com que os pobres trabalhem ainda mais.
Íntegra da Reportagem:
https://sintrajufe.org.br/para-presidente-de-partido-reducao-da-jornada-ira-expor-pobres-e-sertanejos-do-nordeste-a-drogas-e-jogos-de-azar/
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Isso é Racismo e deve ser punido com Cadeia!
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