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Na pesquisa dos banqueiros, Haddad sobe mais sete pontos e está a dez de Bolsonaro
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Política

Na pesquisa dos banqueiros, Haddad sobe mais sete pontos e está a dez de Bolsonaro


24/09/2018 - 14h11

Da Redação

O voto útil na esquerda pode explicar a ascensão de Fernando Haddad na nova pesquisa dos banqueiros, divulgada pelo Infomoney.

Enquanto o petista ganhou sete pontos, passando de 16% a 23%, Ciro Gomes perdeu quatro, caindo para 10%.

Foram os únicos candidatos cujos índices mudaram fora da margem de erro:

Bolsonaro tem 33% dos votos e Haddad vai de 16% para 23%, isolando-se em 2º lugar, mostra pesquisa

Candidato do PT ultrapassa Ciro Gomes, que caiu de 14% para 10%; no segundo turno, Bolsonaro empata com Ciro, Alckmin e Haddad

SÃO PAULO – Resiliência do candidato Jair Bolsonaro (PSL) na liderança das disputas de voto para o primeiro turno e uma tendência de forte crescimento de Fernando Haddad (PT).

É o que mostra a mais recente pesquisa FSB/BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira (17) e registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-03861/2018.

O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 23 de setembro com 2000 eleitores e a margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

No cenário espontâneo, a intenção de voto de Bolsonaro oscilou de 30% para 31%, de uma semana para outra, enquanto Fernando Haddad passou de 12% para 17% e se consolidou na segunda posição (duas semanas atrás, ele tinha apenas 3% das intenções de voto espontânea).

Já Ciro Gomes (PDT) mostrou estabilidade, oscilando negativamente de 8% para 7%.

Geraldo Alckmin (PSDB) oscilou positivamente no limite da margem de erro de 2% para 4%, João Amoêdo (Novo) oscilou negativamente de 3% para 2%, mesmo percentual de Marina Silva (Rede), que manteve o percentual da última semana.

A intenção de voto de Lula despencou de 6% para 2%, com o eleitorado identificando cada vez mais que Haddad é o nome para a disputa eleitoral do PT após a candidatura do ex-presidente ter sido barrada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Álvaro Dias (PODE) e Henrique Meirelles (MDB) se mantiveram com 1%, enquanto os demais não pontuaram.

Não sabem ou não responderam oscilaram de 22% para 21%, não votariam em ninguém continuaram em 8%, enquanto brancos e nulos foram de 4% para 3% em uma semana.

Já na intenção de votos estimulada, Jair Bolsonaro se manteve em 33%, enquanto Haddad teve a alta mais expressiva ao passar de 16% para 23% em apenas uma semana, isolando-se no segundo lugar.

Ciro Gomes, por sua vez, teve queda de quatro pontos, passando de 14% para 10% em uma semana e caiu para o terceiro lugar.

Alckmin oscilou no limite da margem de erro e passou de 6% para 8%, voltando ao patamar de duas semanas atrás e empatado tecnicamente com Marina Silva, que seguiu com 5%.

Amoêdo seguiu com 3% da semana anterior, enquanto Alvaro Dias manteve os 2%.

Meirelles oscilou de 2% para 3% dos votos neste cenário, enquanto Cabo Daciolo (PATRI) deixou de pontuar.

A porcentagem de quem não votaria em ninguém foi de 9% para 7%, branco/nulo somam 2%, enquanto não sabe/não responderam foi de 5% para 4%.

Os eleitores de Bolsonaro também são aqueles cuja certeza do voto é maior.

Para 86% deles a decisão de voto é definitiva, sendo seguido pelos de Haddad (84%), Amoêdo (66%), Alvaro Dias (58%), Ciro (58%), Alckmin (56%), Meirelles (54%) e Marina (42%).

Vale destacar que 61% dos que disseram votar branco/nulo apontaram ter certeza do seu voto, enquanto 67% dos que disseram votar em ninguém/nenhum disseram estar decididos.

Segundo turno

Pela segunda vez, o levantamento fez uma simulação de segundo turno (todas com Bolsonaro) e mostrou um cenário, ainda que tímido, de crescimento dos adversários do candidato do PSL.

Bolsonaro, que antes vencia Haddad, Alckmin e Marina e empatava com Ciro, agora ganha apenas de Marina, empatando tecnicamente com os demais candidatos.

Quando o cenário é Bolsonaro contra Ciro, há um empate técnico, com 43% votando no candidato do PDT e 41% apoiando o candidato do PSL; na semana passada, ambos apareciam com 42%.

5% dizem votar branco/nulo, 9% em ninguém e 2% não sabem ou não responderam.

Entre Bolsonaro e Haddad, a situação passou a ser de empate técnico, no limite da margem de erro.

44% disseram votar no candidato do PSL e 40% apontaram votar no petista; semana passada, 46% disseram votar em Bolsonaro ante 38% que votariam no petista.

Quando confrontado com Alckmin, Bolsonaro oscilou de 43% na semana passada para 41% dos votos, enquanto o tucano subiu de 36% para 40%, configurando mais uma situação de empate técnico.

A maior diferença é contra Marina Silva: 46% do candidato do PSL ante 34% da candidata da Rede; na semana passada, ele possuía 48% ante 33% da ex-senadora.

Potencial de voto X rejeição

Com relação ao potencial de voto (porcentagem dos que poderiam votar em um determinado candidato), Bolsonaro deixou a dianteira e passou de 48% para 46%, enquanto Ciro Gomes ficou empatado com o presidenciável do PSL ao oscilar positivamente de 45% para 46%.

Já Alckmin subiu de 39% para 47% de uma semana para outra e ficando em primeiro lugar numericamente. Fernando Haddad subiu de 36% para 41%, sendo seguido por Marina, que oscilou negativamente de 36% para 35%.

Meirelles aparece em seguida ao subir de 19% de potencial de voto da semana passada para 25%, Alvaro Dias seguiu em 22%, enquanto Amoêdo oscilou de 16% para 18%.

Cabo Daciolo e Guilherme Boulos (PSOL) têm 8% de potencial de voto, seguido por João Goulart Filho (PPL), com 7%, enquanto José Maria Eymael (DC) registra 6% de potencial de voto e Vera Lúcia (PSTU) tem 6%.

Já Marina Silva segue na dianteira na lista de maior rejeição — ou seja, a porcentagem de quem não votaria “de jeito nenhum” no candidato/candidata –, com oscilação de 58% para 60%.

Bolsonaro, Haddad, Meirelles e Eymael estão empatados em segundo lugar entre os mais rejeitados, com 48%; a rejeição do candidato do PSL subiu ante os 45% da semana passada, enquanto a dos demais se manteve.

Alckmin caiu em termos de rejeição, passando de 53% para 47%, empatando com Ciro Gomes, que tinha 46% na semana passada.

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