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Mulheres do PT: ‘Dilma foi brutalmente atacada como nenhum político homem brasileiro; seu valor é intangível’; íntegra
Foto: Ricardo Stuckert
Política

Mulheres do PT: ‘Dilma foi brutalmente atacada como nenhum político homem brasileiro; seu valor é intangível’; íntegra


30/12/2021 - 20h24

Elas por Elas

Nota sobre Dilma e a relevância eleitoral de mulheres na política

Posicionamento da Secretaria Nacional de Mulheres do PT e das 27 Secretarias Estaduais de Mulheres do PT

Site do PT

A Secretaria Nacional de Mulheres do PT reforça o papel e a relevância da presidenta Dilma Rousseff dentro e fora do partido.

O Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras se orgulha de ter eleito a primeira presidenta na história do país que foi vítima de um golpe misógino, machista e anti-democrático.

Assim como tantas mulheres na história do PT, figura pública ou não, Dilma cumpriu uma tarefa árdua na defesa dos direitos da classe trabalhadora, na denúncia da ascensão do fascismo, em uma conjuntura de duros ataques contra a sua honra, a sua pessoa e ao próprio partido.

Dilma foi brutalmente atacada em todas as esferas, pública e privada, como nenhum homem público do cenário político brasileiro, em qualquer espectro ideológico.

Cabe aqui também fazer um debate sobre a régua em que se mede a relevância de um quadro político, que não é apenas o resultado eleitoral.

Se assim o fosse, a “irrelevância eleitoral” de Dilma, que foi eleita duas vezes presidenta, obteve 15% dos votos ao senado em Minas Gerais, seria a mesma que outros quadros petistas homens, historicamente importantes, que obtiveram a mesma faixa de votação que ela, ou até menos, no mesmo ano, em seus respectivos estados – e sobre cujas cabeças não pesou o fardo de ‘irrelevantes’.

A trajetória da presidenta Dilma é uma referência histórica para as mulheres progressistas em todo país, portanto possui, além de muito valor eleitoral e quantitativo, um valor intangível.

Quantas mulheres, inspiradas pela força de Dilma em seguir na luta por democracia, mesmo diante da ascensão da direita e sob tantos ataques, decidiram e optaram por sair candidatas?

Qual o papel, no fato dela ter sido primeira mulher presidenta e vítima dos ataques misóginos e machistas da extrema direita, escancarando o caráter do golpe, na mobilização de milhões de mulheres nos protestos do EleNão?

Outro aspecto a se considerar é que “relevância eleitoral” também é um artifício comumente utilizado para obstaculizar a participação de mulheres na política – um espaço ainda masculino, branco e cisheteronormativo.

Por isso, nós, mulheres do PT, batalhamos diuturnamente contra a violência política de gênero para garantir que elas ocupem espaços de poder – dentro e fora do partido.

Perpetuar os ataques que Dilma sofre desde 2015 na sociedade e trazer para dentro do partido não contribui com a luta das mulheres.

Importante que os debates sobre viabilidade eleitoral sejam feitos coletivamente, nos espaços democráticos garantidos pelo estatuto, e não de forma arbitrária, silenciando e invisibilizando a trajetória de nenhuma mulher, tampouco da envergadura de Dilma, para justificar se ela foi ou não foi para um evento.

Relevância eleitoral não é um dom, um presente ou apenas ponto na pesquisa, ela é fruto de luta, trabalho, trajetória, organização partidária e social. Não se pode dizer que a presidenta Dilma não possui nenhum desses atributos

Por fim, a Secretaria Nacional de Mulheres do PT e as secretarias estaduais do PT em todo país entendem que todas as mulheres dispostas a enfrentar o governo Bolsonaro e lutar por justiça social possuem relevância eleitoral e, por meio do projeto Elas Por Elas, trabalharemos arduamente por mais mulheres na política com Lula presidente em 2022.

Secretaria Nacional de Mulheres do PT

Secretaria Estadual de Mulheres do Acre AC

Secretaria Estadual de Mulheres do Alagoas AL

Secretaria Estadual de Mulheres do Amapá AP

Secretaria Estadual de Mulheres do Amazonas AM

Secretaria Estadual de Mulheres da Bahia BA

Secretaria Estadual de Mulheres do Ceará CE

Secretaria Estadual de Mulheres do Distrito Federal DF

Secretaria Estadual de Mulheres do Espírito Santo ES

Secretaria Estadual de Mulheres de Goiás GO

Secretaria Estadual de Mulheres do Maranhão MA

Secretaria Estadual de Mulheres do Mato Grosso MT

Secretaria Estadual de Mulheres do Mato Grosso do Sul MS

Secretaria Estadual de Mulheres de Minas Gerais MG

Secretaria Estadual de Mulheres do Pará PA

Secretaria Estadual de Mulheres da Paraíba PB

Secretaria Estadual de Mulheres do Paraná PR

Secretaria Estadual de Mulheres de Pernambuco PE

Secretaria Estadual de Mulheres do Piauí PI

Secretaria Estadual de Mulheres do Rio de Janeiro RJ

Secretaria Estadual de Mulheres do Rio Grande do Norte RN

Secretaria Estadual de Mulheres do Rio Grande do Sul RS

Secretaria Estadual de Mulheres de Rondônia RO

Secretaria Estadual de Mulheres de Roraima RR

Secretaria Estadual de Mulheres de Santa Catarina SC

Secretaria Estadual de Mulheres de São Paulo SP

Secretaria Estadual de Mulheres de Sergipe SE

Secretaria Estadual de Mulheres de Tocantins TO

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5 comentários

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Ulisses Melo

01 de janeiro de 2022 às 17h22

Talvez o Quáquá goste é da Damaris.
Dilma representou bem as mulheres. Teve muita relevância no mundo político do Brasil e do mundo.
Com ela as mulheres eram levadas em conta e protegidas pelo governo, já no governo do capitão abilolado das ideias elas não tem direito sequer a um absorvente íntimo.
Talvez a Dilma não tenha querido representar (fingir) num jantar cheio de políticos que a apunhalaram pelas costas.
Muitos desses políticos que agora bajulam o Lula o bajulam pq ele vai ganhar e quem estiver com seu apoio (do Lula) certamente será re-eleito.
Seria mais útil eleger mais e apoiar deputados, senadores e governadores do PT e do PSOL.
Evidentemente quem votou a favor do governo Temer e do governo Bolsonaro nas reformas trabalhista, da previdência e do teto de gastos NÃO é a favor do povo.
É uma temeridade se unir a essa gente. Desculpa o trocadilho.
Quem põe uma cobra perto de si não pode depois reclamar que foi mordido.
Acho um grande erro fazer alianças com quem não é da esquerda raiz, que sempre votou a favor do povo.
Depois esses ditos aliados serão os primeiros a dar problemas no governo do PT pq serão os ladrões e jogaram a culpa dos seus mal feitos nas costas do PT assim como fez o Bob Jefferson.
Vai ser batata.
Trazer o Alckmin talvez seja bom, mas um monte de golpista sórdido sem nenhuma relevância política será um tiro no próprio pé.
É tudo cobra criada e da pior espécie.
Se votaram contra o povo nunca serão a favor do povo, dos trabalhadores.

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Zé Maria

31 de dezembro de 2021 às 04h36

“Dilma Merece Respeito ! E Teve Golpe!”

“Os que acham que não devemos mais falar em golpe,
devem ser os mesmos que achavam que devíamos virar a página
e não ter mais como nossa principal bandeira o “Lula Livre”.
Estavam errados”,

Por Camila Moreno*

Não há como falar sobre a democracia no Brasil sem falar de Dilma Rousseff, a primeira e única presidenta mulher da nossa história. Esse fato, por si só, já garante a Dilma um espaço privilegiado na nossa democracia. Em um país tão patriarcal, com uma política tão machista, em que as mulheres têm sempre tão pouco espaço, Dilma foi presidenta. Primeira e única. Presidenta da República e o debate linguístico sobre presidenta poder ou não ser uma palavra no feminino, é inaugurado com sua eleição. Sim, presidenta está correto e Dilma foi. Sim, as mulheres podem ser presidentas.

Sua atuação na luta contra a ditadura militar, página infeliz da nossa história, lhe confere assento no hall dos grandes lutadores da nossa pátria. Dilma, de forma abnegada, dedicou a vida pela libertação do nosso povo contra um regime opressor. Foi presa com 19 anos. Foi barbaramente torturada no pau de arara, com palmatória, com choques e socos e nunca delatou seus companheiros. É impossível não lembrar daquela resposta que deu ao então Senador Agripino Maia, quando o mesmo lhe interrogou sobre ter mentido nos seus depoimentos aos carrascos. Dilma corajosa, explicou que só compara ditadura com democracia quem não sabe o valor da segunda. Que mentir para os algozes sempre foi motivo de orgulho, porque salvou a vida de seus companheiros. Dilma orgulha nosso país e nosso partido. Dilma é relevante.

Dilma enfrentou um câncer e um golpe de Estado. Um golpe que não foi só contra ela, mas contra todo o país e também contra o PT e nossa história, com implicações que alteraram a correlação de forças no país, no continente e no mundo em desfavor da classe trabalhadora e em favor do grande capital transnacional, em particular o capital financeiro.

Não, o golpe não aconteceu por falta de habilidade política da presidenta Dilma. Quem tenta falsear a história para culpar uma pessoa por um golpe de Estado acha que o golpe no Chile teve Allende como único culpado? E os golpes na Argentina, quem são os culpados? E os recentes golpes da Bolívia, Paraguai e Honduras? Têm culpado único? Ou somente no Brasil a culpa única é imputada?

Mulheres na política aprendem isso desde que começam a militar. Não têm o direito ao erro. Precisam provar sua capacidade de forma muito mais enfática. E o erro coletivo boa parte das vezes é imputado às mulheres, que são recorrentemente silenciadas em todos os ambientes de luta política e vítimas de violência de gênero constantemente.

Voltando aos golpes de Estado, nem no Brasil e nem em nenhum lugar, eles têm culpado únicos. Golpes são fruto de articulação internacional, têm caráter estratégico e geopolítico. Os recentes golpes na América Latina foram uma resposta do imperialismo neoliberal aos avanços sociais e econômicos assegurados pelas políticas públicas e pelas opções de política externa desses governos.

No Brasil essas forças patrocinaram uma estratégia de desestabilização econômica, fragilização política e mobilização de massas, pondo em marcha um processo fraudulento do impeachment, contra uma presidenta que crime algum havia cometido. Romperam com o pacto e a Constituição de 1988.

Não é a toa que logo em seguida viabilizaram a prisão de Lula, maior líder popular do país, em primeiro lugar em todas as pesquisas eleitorais no pleito de 2018 para eleger um governo de desmonte e entrega.

2022 será um ano chave para a nossa história. Derrotar o neofascismo e o neoliberalismo, eleger Lula presidente mobilizará cada instante de nossas vidas. Mas para isso, é preciso que reconheçamos a história.

Não é possível, portanto, que exista na esquerda quem negue a realidade do golpe contra Dilma. Seria negacionismo histórico e político. Aqueles que acham mais confortável negar o golpe, não serão capazes de superá-lo e isso implica em lutar contra suas graves consequências, entre elas mais de 600 mil vidas perdidas por Covid no Brasil.

Os que acham que não devemos mais falar em golpe, devem ser os mesmos que achavam que devíamos virar a página e não ter mais como nossa principal bandeira o “Lula Livre”. Estavam errados. É preciso lutar quando parece ser mais fácil ceder.

Aprendamos que a disputa eleitoral não pode ser a única frente da nossa atuação. Que para se vencer uma guerra político-cultural-ideológica são necessárias diversas frentes de atuação. Que o neofascismo não se derrota somente com acordos eleitorais. Que as mulheres são fundamentais para a luta política.

E aprendamos com Dilma Rousseff a não abaixar a cabeça e lutar incansavelmente!

*Camila Moreno é membro da Executiva Nacional do PT

https://pt.org.br/artigo-dilma-merece-respeito-e-teve-golpe-por-camila-moreno/

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Zé Maria

31 de dezembro de 2021 às 03h24

O Quá-Quá de Maricá é o Petista dos Sonhos da Mídia Venal GAFE*.

*Globo, Abril, Folha, Estadão [e seus Satélites da Mídia do Mercado.]

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Henrique Martins

31 de dezembro de 2021 às 00h52

Complementando o comentário anterior: É o que me consola….

Responder

Henrique Martins

31 de dezembro de 2021 às 00h50

Complementando o comentário anterior:

Só Deus sabe a vontade que eu tenho de soprar para a cúpula da esquerda o que realmente vai acontecer e a ruína que esse homem maldito ainda vai semear no país. Mais eu não posso fazer isso porque o futuro não pode ser mudado e eu poderia acabar contribuindo para os acontecimentos uma vez que essa revelação com certeza ia vazar. O fato é que neste momento nem os desgraçados sabem o que ainda vão aprontar. Portanto, vou segurar a língua.
Mais eu posso adiantar que vamos superar – mesmo que a duras penas – o bolsanarismo e o Brasil voltará a ser o que era antes: um país digno… É o q

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