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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Em Minas, trabalhadores dão o troco em empresários: “Estamos devolvendo os patos do golpe”, diz Beatriz Cerqueira

20 de fevereiro de 2018 às 07h57

Às 13h, sindicatos CUTistas e representantes de movimentos sociais promoveram almoço simbólico em frente à Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), que apoiou o golpe e é a favor reforma da Previdência. A partir das 16h,  ato unificado das centrais sindicais, na Praça Sete, centro de BH. Nem mesmo a forte chuva que caiu na cidade desanimou as pessoas. “As mobilizações seguirão”, avisa Beatriz Cerqueira, coordenadora-geral do Sind-UTE/MG e da CUT Minas. Ela acrescenta: “Vamos seguir denunciando que o voto dos deputados federais pode acarretar prejuízos à população. Raquel Muniz, Newton Cardoso Filho e Jaime Martins judicializaram nossa campanha. Mas isso não vai nos calar”.

Almoço na Fiemg simboliza disposição e criatividade na luta contra o golpe e a reforma da Previdência

Dia Nacional de Mobilizações, Manifestações e Paralisações inicia Semana de Lutas em Minas Gerais

Escrito por Rogério Hilário,da CUT/MG, com informações do Sintraf-JF

Com criatividade e disposição para a luta contra a reforma da Previdência, trabalhadoras e trabalhadores organizados por entidades CUTistas e pela Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), com apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), se reuniram, no início da tarde desta segunda-feira (19), para protestar em frente à Federação da Indústrias (Fiemg), em Belo Horizonte.

Eles espalharam patos amarelos de borracha pela calçada, devolvendo uma representação do golpe aos empresários, que deram sustentação ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff e apoiam a tramitação da pauta golpista no Congresso.

No final do ato, trabalhadoras e trabalhadores realizaram um Almoço Simbólico no local.

Um dos manifestantes participou do ato fantasiado de Vampirão com a faixa presidencial e dólares numa capa de penas artificiais, uma alusão ao personagem principal do desfile da Paraíso do Tuiuti, que, no Carnaval do Rio de Janeiro, denunciou o golpe e foi a escola de samba aclamada pelo povo.

A manifestação do Dia Nacional de Mobilizações, Manifestações e Paralisações faz parte da Semana de Lutas contra a reforma da Previdência.

Durante esta segunda-feira (19), várias atividades aconteceram em todo o Estado.

Por volta das 5 horas, o Sindicato dos Metalúrgicos de Belo Horizonte e Contagem e a Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM/MG-CUT) panfletaram e dialogaram com trabalhadoras e trabalhadores em empresas na Cidade Industrial.

Pela manhã, na Praça Sete, bancárias e bancários distribuíram material à população sobre a reforma e para pressionar os deputados federais mineiros a não votar pela aprovação da reforma.

Ainda pela manhã, com paralisação, servidoras e servidores estaduais da saúde realizaram Assembleia Geral na Cidade Administrativa, sede do governo do Estado de Minas Gerais.

Trabalhadoras e trabalhadores da educação também paralisaram as atividades no início da Semana de Lutas, que prossegue até que a derrota definitiva da reforma da Previdência.

“Vivemos um excelente dia de lutas com as diversas atividades pela manhã em Belo Horizonte e interior, e este ato na porta da Fiemg para enterrar de vez esta proposta de reforma, que tentam votar no Congresso. Estamos devolvendo aos empresários os patos que simbolizam o golpe. A Fiemg apoiou a reforma trabalhista e apoia a reforma da Previdência. E seguimos pressionando os deputados federais para que não aprovem a proposta. Nosso almoço, feito por trabalhadoras e trabalhadores do MST, é sem agrotóxicos e a melhor comida mineira”, disse Beatriz Cerqueira, presidenta da CUT/MG.

Ato em Juiz de Fora

Como em todo o país, os trabalhadores de diversas categorias, centrais sindicais, sindicatos filiados e integrantes de movimentos sociais se reuniram numa das praças do centro de Juiz de Fora para reafirmar que são contrários ao projeto da Reforma da Previdência de Temer.

O SINTRAF JF marcou presença e a direção pontuou a determinação em lutar contra mais esse projeto nefasto de retirada de direitos da classe trabalhadora.

Em consonância, as falas das diversas lideranças acenavam para os riscos da continuação do golpe através das últimas decisões de Temer e seus aliados, como a intervenção militar no Rio de Janeiro, que pode ser suspensa a qualquer momento, caso consigam condições favoráveis para votar o projeto.

Além disso, ressaltaram a importância, em um ano de eleição, de se divulgar os deputados que têm se colocado ao lado do “vampiro Temer” (como está sendo chamado pelos militantes após o Carnaval) e contra os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

O presidente do SINTRAF JF e da CUT Regional Zona da Mata, Watoira Antônio, frisou a importância da união da classe trabalhadora, do diálogo constante com a categoria para compreensão dos prejuízos de mais essa estratégia do golpista Temer e que, diante da conjuntura política, devemos nos manter em alerta e em mobilização constante.

Leia também:

Bob Fernandes: General Etchegoyen é o arquiteto da intervenção militar no Rio, AI-II de Temer 

Michele, uma história de resistência: “Nossa luta está apenas começando. Nunca é tarde para dizer, Fora Temer!”

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Julio Silveira

20/02/2018 - 15h42

Hoje a luta de classes promovida pela elite economica cleptocratica nacional tem que ser compreendida como tal pelas classes mais baixas da escala social implantada no Brasil por essa gente, desde sempre dominantes para o mal do país (enquanto se entender país como o conjunto de seu povo voltado para afirmar no mundo a força de sua nacionalidade). Hoje essas pessoas tem a obrigação de entender que não se trata de luta por liberdade, democracia, mas sim luta por sobrevivencia, inclusive de sua genese, uma luta pelo futuro do país que a maioria quer..

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