VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Mike Whitney: Mercados preparam outro ataque da cleptocracia


06/09/2011 - 03h18

O apoio de Merkel à ‘banktatorship’ da zona do Euro

A chegada do EuroTARP

por MIKE WHITNEY, no Counterpunch, em 05.09.2011

O Parlamento [Bundestag] alemão terá uma única chance de parar o plano de Angela Merkel de dar centenas de bilhões de dólares aos bancos submersos da União Europeia que fizeram más apostas nos papéis da dívida soberana. Se fracassar no bloqueio a Merkel em 23 de setembro, então — sob o ‘poder expandido’ da European Financial Security Facility (EFSF) — os bancos insolventes serão salvos e os custos serão repassados aos contribuintes da zona do Euro.

Apesar do discurso populista (‘não seremos chantageados pelos mercados’), Merkel é uma devota fervorosa da união fiscal governada por banqueiros e acionistas, uma Banktatorship. Presentemente, ela está fazendo o possível para acelerar o processo, antes que os vigilantes hostis chacoalhem os mercados e provoquem um crash do sistema bancário da União Europeia.

Deu na [revista alemã] Der Spiegel:

“Numa situação de pânico do mercado, a EFSF precisa agir rapidamente”, disse Holger Schmieding, economista-chefe do Banco Berenberg, ao Financial Times Deutschland. “Isso poderia acontecer durante a noite ou num fim de semana”. Guntram Wolff, do instituto Bruegel, baseado em Bruxelas, concordou. A aprovação parlamentar “não deve demorar muito”.  (“Parliamentary Influence over Euro Bailouts Naive”, Der Spiegel)

Soa familiar? O secretário do Tesouro dos Estados Unidos Henry Paulson usou a mesma estratégia depois do colapso da Lehman Brothers em 2008 para chantagear o Congresso e aprovar 800 bilhões de dólares de ajuda aos bancos via TARP [Troubled Asset Relief Program, nome dado nos Estados Unidos ao resgate dos bancos privados com dinheiro público]. Outra vez, o medo de um derretimento financeiro está sendo invocado para extorquir dinheiro dos trabalhadores. Aqui um trecho de outro artigo da Der Spiegel:

“Os bancos de fato não estão bem. A maioria deles ainda tem muitos papéis da dívida soberana espanhola, italiana, portuguesa e irlandesa em seus balanços e não está claro se essa dívida será paga totalmente. Isso, por sua vez, está alimentando a desconfiança entre as instituições financeiras e muitas deixaram de emprestar umas às outras. Elas estão sendo mantidas vivas apenas porque o Banco Central Europeu (BCE) está colocando à disposição delas uma quantidade sem limite de dinheiro e aceitando como garantia papéis que muitos investidores já não consideram seguros. A melhor capitalização dos bancos poderia aliviar a desconfiança, porque significa que os bancos poderiam absorver melhor as perdas em seus negócios com a dívida soberana. Aquelas instituições que não são suficientemente fortes para levantar dinheiro por contra própria nos mercados de capitais teriam de ser ajudadas com dinheiro público. Não existe melhor instituição para fazer este trabalho que a EFSF”. (“The Euro Rescue Fund Needs More Powers”, Der Speigel)

O trecho acima está errado de tantas formas que é difícil saber por onde começar. A EFSF foi criada para evitar que nações quebrassem, não bancos. A ideia de que os especuladores sejam comparados com governos representativos é risível. Os bancos enfrentam dificuldades porque tomaram decisões ruins e agora precisam enfrentar as perdas em seus investimentos. Os acionistas perderão e as dívidas deverão ser reestruturadas. Não é o fim do mundo.

O que Merkel e companhia querem fazer é virar o sistema de ponta-cabeça e transformar a EFSF num veículo de objetivo especial (Special Purpose Vehicle), por fora do orçamento, autorizado a distribuir dinheiro público para bancos falidos. E tudo está sendo feito para evitar que os banqueiros amigos percam dinheiro. Assim, por trás de toda a conversa mole sobre ‘unidade fiscal’ e ‘consolidação das finanças do estado’ se encontra a verdade nua e crua de que a zona do Euro tem arquitetura financeira idêntica à da [falida empresa norte-americana] Enron. Não existe nada democrático sobre um sistema que recompensa as elites devassas enquanto desvia as perdas para as costas dos trabalhadores. Isso é a pura, simples e velha cleptocracia.

A chanceler alemã, em sua luta, conta com o apoio dos colegas do Banco Central Europeu e do FMI. Na verdade, a recém-indicada chefe do FMI, Christine Lagarde, é a líder da carga pelo Euro-TARP, o que explica porque o processo de nomeação dela foi acelerado, depois que Dominique Strauss Kahn pediu demissão à espera da investigação sobre a acusação de estupro em Nova York.

De qualquer forma, a madame Lagarde já demonstrou que está mais do que disposta a carregar o peso exigido para atingir seus objetivos e acomodar seus eleitores ricos. Aqui está como o [jornal britânico] Guardian resumiu o currículo de Lagarde: “Christine Lagarde é pela proteção dos grandes bancos… ela é a mais pró-resgate de todo o grupo”.  (“IMF under growing pressure to appoint non-European head”, The Guardian)

De fato. Assim, Lagarde jogou o peso dela no apoio ao resgate dos bancos, chamado de recapitalização bancária. Ela também é feroz advogada de “institucionalizar um governo econômico europeu”, o que significa que quer estabelecer um regime controlado por banqueiros e acionistas; a Banktopia. Ao mesmo tempo, Lagarde insiste que este novo governo deveria ter o poder de intervir no processo orçamentário soberano da zona do Euro para “manter nossos esforços para expandir o grau de vigilância, inclusive sobre os déficits de governos, assim como as dívidas dos setores público e privado, se necessário impondo ‘penalidade políticas'”.

Certo. Assim, este novo governo trans-União Europeia será capaz de sentar o chicote nos estados que aprovarem orçamentos que sirvam aos interesses de seus povos, em vez daqueles do grande capital.

Enquanto isso, o Superestado europeu da Lagarde vai continuar a impor as mesmas políticas que impôs desde o início da crise financeira; privatizações em grande escala de bens e serviços estatais e programas de apertar o cinto para manter a economia num estado permanente de Depressão. É isso o que se reserva à zona do Euro?

Considere, os bancos já estão sendo salvos pelo programa de compra de papéis do Banco Central Europeu, que mantém o preço das ações artificialmente alto e evita o calote da dívida soberana.

O fato de que Lagarde está defendendo agressivamente a injeção direta de capital sugere que a situação dos bancos é muito pior que qualquer pessoa tinha imaginado, motivo pelo qual — de acordo com o Wall Street Journal — “ela sugeriu que o atual fundo de resgate da dívida soberana da União Europeia (ESFS) poderia ser usado com este objetivo”. Um exemplo clássico de cevar e fisgar.

Os parlamentares alemães terão a oportunidade de acabar com essa doideira de uma vez por todas. Ao bloquear Merkel, o Bundestag pode garantir que os trabalhadores da zona do Euro não serão roubados de centenas de bilhões de dólares ou submetidos ao governo autocrático de banqueiros parasitários. Deixem que os bancos paguem suas próprias contas.

Não ao EuroTARP!

Leia também:

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Naomi Klein: Preparem os canhões de água e as balas de borracha

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59 comentários

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Nassif: Deu tilt no tradutor do Estadão | Viomundo - O que você não vê na mídia

09 de setembro de 2011 às 14h19

[…] Mike Whitney: Outro ataque da cleptocracia […]

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Delfim Netto: Um viva para a queda dos juros | Viomundo - O que você não vê na mídia

07 de setembro de 2011 às 15h08

[…] Mike Whitney: Só Parlamento alemão evita a BancoDitadura […]

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Operante Livre

07 de setembro de 2011 às 12h23

Resumo da ópera: Banqueiro não é e não pode ser representante dos interesses de uma nação.
Isto deveria constar nas constituições dos países que zelam pela democracia.
Lugar de banqueiro é cuidando do banco apenas, e lá no bando e não em parlamentos ou organizações de interesse da maioria de uma nação.

Não sejamos contra esta minoria, os banqueiros, mas saibamos aceitá-los em suas diferenças. Eles são humanos, como nós e têm direito à existência e atividade profissional,mas precisamos reconhecer também que suas diferenças não possibilitam que exerçam certas atividades. Conviver e respeitar a diversidade implica também em reconhecer limites "quase naturais" de certas categorias. Eles não podem ser excluídos dos processos decisórios, mas não podem (é uma axioma?) decidir entre seus interesses e os da maioria de uma nação.

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Operante Livre

07 de setembro de 2011 às 12h12

Sobre "O trecho acima está errado de tantas formas que é difícil saber por onde começar. A EFSF foi criada para evitar que nações quebrassem, não bancos. A ideia de que os especuladores sejam comparados com governos representativos é risível."

Esse EFSF que foi criado para salvar nações sofre de um vício. Como diferenciar bancos de nações se são os banqueiros que cuidam da grana? Não acho nada risível. Acho chorável colocar raposas para cuidar de galinheiros. O Brasil não está isento desta "ingenuidade". Vejam-se os exemplos. Só falta colocar a GLOBO, oficialmente, para cuidar da lei de média. Não vá se queixar de traição.

Sobre "Os bancos enfrentam dificuldades porque tomaram decisões ruins e agora precisam enfrentar as perdas em seus investimentos. Os acionistas perderão e as dívidas deverão ser reestruturadas"

Outra coisa é achar que uma organização vai cumprir a missão para a qual foi criada se há conflitos de interesses nas raizes. Veja-se CPMF no Brasil. Que fim deu? Foi para onde as raposas queriam desde antes de ser instituída. Não me estranha este desvio de propósitos e grana. O que me causa espanto é, pelamordedeus, sermos ingênuos e otários e dar carta branca para as Raposas (FOX). Depois vamos nos queixar de traição como fazem no caso Battisti? Não temos o direito à ingenuidade.

Bancos enfrentam dificuldades? Conta outra. Banco é pessoa jurídica e portante uma ficção. Se me disser qque banqueiro enfrenta dificuldade, aí então terei motivos para rir. Desde quando banqueiro perde? A grana é realocada,mas eles continuam com ela, até com a grana que não existe (só está em papéis) e fazem a mágica de transforma-la em grana limpa. Isto sim é que é lavagem de dinheiro, melhor, deixa novinho com declaração de origem (nossos bolsos).

Sobre " Não é o fim do mundo".

Não é mesmo o fim do mundo.Pode ser o fim dos "ingênuos e otários".
Só vão sobrar "espertos" para se matarem entre si.
Neste mundo não há espaço para ingenuidade e nem parvoice.

Tem uma solução: Ingênios Unidos jamais serão vencidos. Otários unidos jamais serão extintos.
Espertos Unidos, estamos todos fud….fudid…

Responder

O_Brasileiro

07 de setembro de 2011 às 00h49

Agora me digam se a (des)humanidade evoluiu alguma coisa desde a era medieval? Os poderosos continuam obrigando os pobres a pagar impostos para sustentar o luxo dos ricos…
Isso só acaba em guerra (como Iraque e Líbia, já realizadas, e Irã e Venezuela, em planejamento; a Coréia do Norte entraria no "rolo" se tivesse petróleo) e morte!

Responder

    Fabio_Passos

    07 de setembro de 2011 às 10h58

    Acaba também em Revolução.
    Quando as massas exploradas derrubam e cortam a cabeça de tiranos impiedosos.

    Já está na hora destes modernos tiranetes corporativos perderem a cabeça.

FrancoAtirador

06 de setembro de 2011 às 22h05

.
.
OS MERCADOS SÃO A CLEPTOCRACIA.
.
.

Responder

    Fabio_Passos

    07 de setembro de 2011 às 00h06

    <img src=http://4.bp.blogspot.com/_KMJlfU5vYb4/RzI3WM1X7DI/AAAAAAAABhs/3hYTHKzszLg/s400/Capitali%24t+%28Ben+Heine%29.jpg>

Fabio_Passos

06 de setembro de 2011 às 19h26

E ainda há quem acredita na "democracia" ocidental.
O regime é mantido e controlado pela oligarquia financeira.
O poder pertence aos banqueiros larápios.

Tem de rolar uma Revolução para dar cabo destes tiranetes miliardários que governam o mundo.

Responder

Roberto Locatelli

06 de setembro de 2011 às 17h13

É hora de rever este ultra-sarcástico vídeo de dois comediantes ingleses. Diferentemente dos "humoristas" brasileiros, que jamais satirizam ricos, estes colocam a nu a "ideologia" do mercado:

[youtube VmItPEEJ0i4 http://www.youtube.com/watch?v=VmItPEEJ0i4 youtube]

Responder

    cronopio

    07 de setembro de 2011 às 12h15

    É sempre bom ver que o mercado está em boas mãos, rs! Os atores são excelentes, muito bom!

    Operante Livre

    07 de setembro de 2011 às 12h35

    Ótima. Eu não conhecia.

Eudes H. Travassos

06 de setembro de 2011 às 16h16

O que eu lamento memso é a esquerda europeia está dormindo em sono profundo e perdendo o bonde desta história, esta é a sensação que eu tenho.
Espero que esteja, ao menos, acordando-se para o mundo, seria por demais oportuno.
Que me perdoem os indguinados de plantão que ainda acham que esta porcaria tem jeito.

Responder

Marcio H Silva

06 de setembro de 2011 às 16h14

É o início do fim da Social democracia européia. Tá tudo dominado nas mãos dos ricos banqueiros. 1º foi os EUA, agora a Europa, o próximo passo será a ásia e depois a AL.

Responder

ZePovinho

06 de setembro de 2011 às 14h19

Entendam com os EUA estão inundando a Rússia com a heroína que eles cultivam no Afeganistão.A CIA é a maior traficante de drogas do planeta.Isso é feito contra o Brasil,também:
http://es.fondsk.ru/article.php?id=2992

05.05.2010
Alexandr BARENTSEV
El cuchillo kirguiz de narcóticos en el cuerpo de Rusia

La narcoagresión contra Rusia se está llevando a cabo de frente amplio, abarcando nuevas esferas de la vida política y económico-social. Un papel importante en esto juega Kirguizia. Actualmente existen diez principales itinerarios de transporte de heroína desde Afganistán, ocupado por los norteamericanos, y seis de estos itinerarios pasan a través de la ciudad kirguiza de Osh, el importantísimo punto de cruce del narcotráfico afgano.

He aquí estos itinerarios:

1. Badahshan Afgano – Badahshan Montañoso, Tadjikistán – Osh, Kirguizia – Sumgait, Azerbaiján (antes en Bakú se realizaba la elaboración a partir de la morfina en la heroína, pero con el desarrollo de la producción en Afganistán, la narcomafia azerbaijana se está especializando más en el tránsito) – Bosnia, Croacia – Europa Occidental;

2. Badahshan Afgano – Badahshan Montañoso, Tadjikistán – Osh – Bishkek – Samara – Moscú – Estonia – Suecia – EEUU;

3. Badahshan Afgano – Badahshan Montañoso, Tadjikistán – Osh – Bishkek – Ekaterimburgo – Moscú – Estonia – Suecia – EEUU;

4. Badahshan Afgano – Badahshan Montañoso, Tadjikistán – Osh – Bishkek – Nizhni Nóvgorod – Moscú – Estonia – Suecia – EEUU;

5. Badahshan Afgano – Badahshan Montañoso, Tadjikistán – Osh – Bishkek – Saransk – Moscú – Estonia – Suecia – EEUU;

6. Badahshan – Dushanbe – Bombori, Georgia – Kobuleti (antes aquí se realizaba la elaboración de la morfina en la heroína, pero con el desarrollo de la producción en Afganistán, Kobuleti también se convirtió en un punto de tránsito) – Adjaria – Turquía;

7. Murgab – Badahshan Montañoso, Tadjikistán – Osh – Bishkek – Guiandzhá, Azerbaidzhán – Moscú- Siauliai, Letonia – Europa.

8. Mazari Sharif – Termez, Uzbekistán – Shali, Chechenia – Nahichevan, Azerbaidzhán – Turquía;

9. Mazari Sharif – Termez – Samarcanda – Guindzha – Daguestán – Shalí – Moscú – Siauliai;

10. Mazari Sharif – Termez – Samarcanda – Guindzha – Daguestán – Karachaevo-Cherkesia – Abjasia – Rumanía.

Las principales vías de tránsito de la heroína a Rusia, Europa y EEUU son los itinerarios desde Tadjikistán a Kirguizia del Sur. ………………………………………..

Responder

    ZePovinho

    06 de setembro de 2011 às 15h31

    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

    "A CIA se converteu em uma organização paramilitar"

    Em entrevista à Carta Maior, o historiador e cientista político Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira aponta a ação clandestina de forças especiais dos Estados Unidos, Inglaterra e França nos conflitos da Líbia e Síria e critica a política externa do governo Barack Obama que usa os direitos humanos para justificar intervenções em qualquer parte do mundo. "A CIA mais e mais se torna uma força paramilitar, deixando de ser uma agência de espionagem e coleta de inteligência. Os drones, aviões sem pilotos, teleguiados pela CIA, já mataram, desde 2001, mais de 2.000 supostos militantes e civis em vários países", afirma Moniz Bandeira.

    Redação

Ana Cruzzeli

06 de setembro de 2011 às 12h45

A Europa e principalmente a França estão sim enroladas, mas em outro embroglio, o gasto exagerado na invasão Libia. Se calcular o que a OTAN já gastou desde 2010 com essa invasão ( preparativos, deslocamento, lançamento de misseis, perdas humanas por parte europeia) dá para entender o desespero da presidente do FMI.
Na melhor das hipoteses o fundo soberano do Kadafi daria para resolver o problema de Sarkô quanto o resto não há duvidas que não resolverá.
A francesa está sim preocupada da França ser arrolada em um crise europeia sem precedentes isso tudo por causa da ambição desmedida do Sarkosy.
O Euro pode ruir antes da hora por causa da Libia. Ela resitiu tempo de mais.¨ Malditos libios, malditos libios, porque não se entragaram logo? Por que não se entregam agora?¨ ( Sarkosy pensando)

Das coisas mais interessantes foi o suspirar do muribundo europeu e estadunidense quando Sarkosy invadiu Tripoli. Durou 5 dias e as bolsas voltaram a derreter. Não tem jeito a Libia será a pá de cal no sistema capitalista como conhecemos. A Libia será destruida e o mundo socialista terá obrigação de reconstrui-la com tudo que há de bom e de melhor depois que Sarkosy colher o que plantou.

É disso que a senhora Merkel e a senhora FMI e a senhora Hilary chifruda clinton tem tanto medo, que a Europa descubra o tamanha do rombo que a invasão libia já causou ao velho continente. e a seus herdeiros bretões na America. Não tenho pena, toda maldade que fizeram aos libios, iraqueanos,afegão , Somales, Etiopes, costamarfinenses, e etc e etec tem que ter castigo. Parece que o tempo chegou.

P.S. Nossa, como essas mulheres anglo-saxões são tão diferentes das latinas? Elas não tem coração, não tem sentimento maternal, humanitário ou outra coisa que possam ser caracterizadas como mulher não? Um tipo Dilma, ou Bachelet, ou Cristina. São tão diferentes das nossas aqui sulamericanas.
Como um macho tipo Tche faz falta. Há de se endurecer, mas nunca perder a ternura suas doidas!!!!!!!

Responder

    ZePovinho

    06 de setembro de 2011 às 14h16

    Mulheres lá do norte,Ana,são homens de saias.

Polengo

06 de setembro de 2011 às 12h36

Faz quantos anos que ouço que o lucro dos bancos (aqui pelo menos) aumentou não sei quantos porcentos, pra cifras ultra-hiper-mega-longdong-pro-super excelentes.
Cadê esse lucro, será que era nosso também?

Responder

    Fabio_Passos

    07 de setembro de 2011 às 11h06

    Lógico.
    Estes lucros pornográficos dos especuladores é dinheiro roubado do trabalhador.

    Temos de tomar o que é nosso e foi roubado por esta ricaiada safada.

CLAUDIO LUIZ PESSUTI

06 de setembro de 2011 às 11h49

Bom ler este tipo de matéria aqui, indicando quem são os verdadeiros vilões da historia econômica mundial e nacional.Ja alguns blogueiros "afiados" ai viraram sucursais do Palácio do Planalto, e agora culpam o Judiciário pelos problemas nacionais.E aquela historia, o camarada e boquirroto, e condenado na Justiça, depois quer se vingar.Ai depois quer falar mal do PIG…

Responder

Ronaldo Ribeiro

06 de setembro de 2011 às 11h16

Só uma pergunta ingênua que não consigo responder: Se alguém perde é porque um outro alguém ganhou. Quem ganhou os 8 trilhões de dólares da quebra desses bancos?

Responder

    multiplus

    06 de setembro de 2011 às 15h30

    a pergunta parte de uma premissa falsa… "se alguem perde, outro alguem ganha"

    um exemplo prático: vc compra um carro zero por R$ 50 Mil e 2 anos depois, ele vale R$ 30 Mil…

    acredite, NINGUEM GANHOU R$ 20 Mil… apenas o seu ativo se desvalorizou e sua "riqueza" diminuiu…

    cronopio

    06 de setembro de 2011 às 18h05

    A pergunta é ruim, mas a resposta é ainda pior. A analogia verdadeira é um pouco mais complexa. Para começar, seria preciso acrescentar que, após ter prejuízo com o carro, se você tem o congresso no bolso (como o mercado financeiro americano) basta vender o carro pelo preço original para o governo. Mas quem seria idiota de pagar 50 mil por um carro que só vale 30 mil? O governo americano, claro. E de onde o governo americano tira o dinheiro? Dos gastos sociais, da educação, da saúde, da previdência, enfim, da população. Moral da história: caso seu ativo se desvalorize, venda-o com lucro para o governo. Depois você limpa sua barra transferindo para alguma ong o dinheiro que você pagaria de imposto.

    multiplus

    06 de setembro de 2011 às 22h19

    em poucas palavras:

    quanta bobagem e quanta confusão !

    cronopio

    09 de setembro de 2011 às 13h33

    Gente paga pelo PIG falando em bobagem e confusão?

    Ramalho

    06 de setembro de 2011 às 22h00

    O que tem a ver depreciação de automóvel com sistema financeiro, mormente a componente especulativa deste sistema? Nada é claro. Seu exemplo não se aplica ao caso, pois você parte da premissa falsa de que é possível modelar sistema financeiro com esquema de depreciação de automóvel. Este é um caso típico de tentativa de explicar a funcionalidade da suspensão MacPherson usando tangerinas.

    multiplus

    06 de setembro de 2011 às 22h17

    cidadão…

    esperava mais da sua capacidade de análise!

    2 coisas:

    1) quis mostrar pro Ronaldo q a premissa do "alguem perde PORTANTO alguem ganha" é falsa… é é!

    2) a depreciação ou desvalorização de um ativo (ações por exemplo) faz riqueza SUMIR e não há transferencia…

    o exemplo, para o q se prestava (um "papo" num blog) foi perfeito!

    ps: quanto ao comentário do cronopio, melhor ignorar a "ideologia" tola…

    cronopio

    07 de setembro de 2011 às 12h03

    Você lá sabe o que é ideologia, o Chicago Boy de meia-pataca?

    multiplus

    07 de setembro de 2011 às 12h48

    nooooooooooooooossa…

    vc pegou pesado agora!

    fiquei muito magoado…

    kkkkkkkkkkkkkkk

    cronopio

    07 de setembro de 2011 às 13h29

    Vamos lá, tente definir o conceito…

    cronopio

    07 de setembro de 2011 às 14h02

    Wikipédia não vale, hein?

    cronopio

    08 de setembro de 2011 às 00h35

    Não adianta botar dedinho, queridão!

    CLAUDIO LUIZ PESSUTI

    12 de setembro de 2011 às 14h46

    A tal "depreciação" que você se refere e viciada pelas deformidades do mercado.Caso alguém tenha a curiosidade de ler a reportagem sobre o "Lucro Brasil" ele saiu na insuspeita Quatro Rodas, não exatamente uma leitura "de esquerda".Ali, basicamente mostra que os preços dos carros no Brasil estão superavaliados.Igualzinho os produtos subprime , vendidos no mercado financeiro.A desigualdade de informações no mercado leva a que os consumidores aceitem pagar valores muito acima do que outros países pagam, descontados já impostos e cambio.Igual ao que aconteceu no caso do Subprime.Agora, o que contesto e que originou todo este debate e que o cidadão ali disse que NINGUÉM ganhou(em caixa alta).Ora, alguém ganhou sim, o dinheiro não "evaporou" como afirmado por ele. Alguém ficou com esta grana sim, e foi o vendedor original, a montadora, a concessionaria, beneficiado pela artificial valorização que os carros no Brasil tem .O mesmo ocorreu com o subprime.A primeira bolha financeira da historia foi a das tulipas, na Holanda , a seculos atras, já houve ate "bolha do cafe" no Brasil. Incompreensível, a não ser por pedantismo, a sua incompreensão de que os fenômenos são muito parecidos e tem a mesma origem.

    cronopio

    07 de setembro de 2011 às 12h16

    E quem pagou o prejuízo?

    multiplus

    07 de setembro de 2011 às 12h47

    o MUNDO!

    nunca discuti isso…

    mais uma vez: respondi q a premissa de q "se um perde, alguem ganha" é falsa…

    ou vc acha q é verdadeira?

    cronopio

    07 de setembro de 2011 às 14h01

    O "MUNDO" em caixa alta? Mas… e as comissões astronômicas? E os lucros exorbitantes daqueles Hedge Funds (os fundos de derivativos)? E os resgates pagos pelas seguradoras? Essa gente não está no mundo? Então não há transferência de valor do trabalho para as finanças? Poliana, é esse seu nome?

    multiplus

    09 de setembro de 2011 às 16h15

    caraca, mas é muita besteira!

    cronopio

    10 de setembro de 2011 às 20h04

    Dá uma lida nisso e depois a gente conversa (um texto do Chesnais, se você não souber quem é, procure no google)
    http://www.ppge.ufrgs.br/anpecsul2010/artigos/33….

    Quando a gente não tem argumento, a única coisa que nos resta são os insultos, fique tranquilo, não vou tirá-los de você.

    Saudações cordiais

    multiplus

    14 de setembro de 2011 às 19h47

    li o texto… e gostei…

    acho q vc não leu ou não entendeu!

    vou destacar um paragrafo do cap.4 – conclusão:

    "estima-se q o total de recursos aportados nessas intervenções estatais seja de US$ 6,8 trilhões, q vem a ser nada menos q 12% de toda a riqueza produzida no mundo em 1 ano. Embora uma parte dessa fortuna, é verdade, possa ser recuperada com o tempo, calcula-se q US$ 2,8 trilhões POSSA DESAPARECER, SIMPLESMENTE EVAPORAR" (pagina 17)…

    na boa… entendeu agora?

    cronopio

    16 de setembro de 2011 às 12h38

    Gostou do texto? Então entendeu porque o capital financeiro não pode continuar comandando o processo de acumulação? Sobre o dinheiro que evaporou, embora o Chesnais esteja na verdade citando o Sérgio Sister, eu nunca afirmei que ele possuísse liquidez, apenas acrescentei que o prejuízo do estouro da bolha fica com a população, cortam-se os gastos sociais para salvar os bancos, premia-se a especulação com um dinheiro que não existia. Você leu até o final? O que acha do último parágrafo, um pouco abaixo do que você citou?

    "Assim, os recursos que anteriormente faltavam para combater a pobreza e para potencializar a emancipação dos excluídos aparecem em profusão para salvar os ricos (o que é irônico, mesmo que estas operações de socorro ocorram a descoberto). Em nome da solvência das grandes corporações econômicas, então, desaparece a defesa da auto-regulação das forças do mercado para dar lugar à centralidade do Estado na intervenção de quando for preciso e onde for necessário."

    multiplus

    16 de setembro de 2011 às 18h25

    sua falta de honestidade é comovente!

    leu meus comentários?

    mais uma vez: procure onde eu disse q o prejuizo não é repassado para a população!

    alias, eu disse q quem paga é o MUNDO, lembra?

    mas esse nem era o tema dos meus comentários…

    o q eu disse desde o inicio e repito até o fim é q a premissa de q se alguem perde, então alguem ganha é falsa!

    há situações (de geração de riqueza) q alguns (ou muitos) ganham sem q ninguem perca…

    há situações (de redução de riqueza) q alguns (ou muitos) perdem sem q ninguem ganhe!

    disse e seu texto confirma: riqueza EVAPORA sim!

    fora disso, é mais uma mentira da sua parte…

    multiplus

    18 de setembro de 2011 às 11h50

    puxa vida…

    justo essa o cornópio decide "inguinorar"!

    logo esse q eu digo q vc é mentiroso!?

    então tá!

    CLAUDIO LUIZ PESSUTI

    07 de setembro de 2011 às 21h33

    Ninguem ganhou 20 mil???e a empresa montadora e a concessionaria que o vendeu?Ora, recente estudo, veiculado ( e depois "sumido") constatou que no caso dos carros o tal "lucro Brasil" e o verdadeiro responsável pelo alto custo do carro e nos os tributos, como a industria automobilística adora dizer.O preço do carro , 3 anos depois, na verdade , e o que fica mais perto do preço "real" do carro, e não o preço superfaturado que o consumidor brasileiro paga.

    multiplus

    09 de setembro de 2011 às 16h29

    claro, claro…

    seu médico disse pra não te contrariar!

    rsrsrsrsrsrs

    CLAUDIO LUIZ PESSUTI

    12 de setembro de 2011 às 13h37

    O seu também, por suposto.O cara que acredita que "dinheiro evapora"…O dinheiro nunca evapora , só muda de mãos.Ora , a crise do subprime, que levou o mundo a esta crise de hoje e, exatamente isso.Os bancos, deliberadamente, venderam um produto ao mercado que valia 10 por 1000.E sabiam disso.Enganaram , planejadamente , o mercado para lucrar.Sabendo que não valia aquilo.Se aproveitando da falta de conhecimento do comprador.Lucraram e muito.Ai você diz que NINGUÉM LUCROU( em letras maiúsculas, ainda tem "certeza" do que diz!!!, e realmente , melhor não contrariar, principalmente um cara que não tem nem coragem de dizer o próprio nome…

    multiplus

    14 de setembro de 2011 às 15h07

    na boa…

    dinheiro evapora sim!

    se vc tem uma ação q valia 100 e hj ela vale 50, pra onde foram os outros 50?

    houve PERDA DE RIQUEZA!

    no exemplo da depreciação do carro, a mesma coisa: NINGUEM GANHOU! (em letras maiusculas pra ver se vc aprende)

    ps: q mania q esse povo tem de querer saber o meu nome! do q me adianta saber q seu nome é Claudio? seus comentários continuam sendo ridiculos do mesmo jeito!

    Ivan Bispo

    06 de setembro de 2011 às 16h34

    Prá mim não sobrou nem um centavo. E olhe que são 8 trilhões.

    Roberto Locatelli

    06 de setembro de 2011 às 17h04

    Essa pergunta foi feita por Michael Moore a Elizabeth Warren, alta funcionária do Congresso dos EUA. A resposta é chocante. Está neste trailer:[youtube 1tI1RTAQc2M http://www.youtube.com/watch?v=1tI1RTAQc2M youtube]

Artur

06 de setembro de 2011 às 10h54

Nada mais esquerda do que intervenções do governo para salvar bancos, empresas, ou seja, os amigos que financiam as campanhas, etc… É o "interesse público" que não quer os bancos quebrados… Se a ordem fosse mesmo Liberal, como alarmam por aqui, essa cambada de sangue sugas estaria quebrada e segue a vida.

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Caracol

06 de setembro de 2011 às 10h23

Sacaram o por quê daquele barraco todo com o Strauss Kahn?

Responder

Chico Doido

06 de setembro de 2011 às 09h29

E a história se repete : uma minoria joga no cassino dos mercados , perde e depois empurra a conta para a maioria pagar enquanto mantem suas fortunas a salvo em algum paraíso fiscal .Este sim é um estado paternalista , pai de parasitas e agiótas !

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    M. S. Romares

    06 de setembro de 2011 às 10h57

    Concordo, Chico. E se repete como tragédia. O grande capital só é grande porque esfola e suga aqueles que tem pouco.

Carlos Nunes

06 de setembro de 2011 às 09h27

Aos bancos, que façam o mesmo que Thatcher sugeriu aos países sob o controle do FMI,
se não tem dinheiro para pagar as contas, que vendam parte do seus bens.

Responder

ZePovinho

06 de setembro de 2011 às 09h24

Isso é que é "O Caminho da Servidão" de que Hayek falava naquele livrinho dele.O Estado e a economia com planejamento centralizadao nas mãos da iniciativa privada que adora o Estado para os ricos e o mercado para a escumalha.

Responder

glapido

06 de setembro de 2011 às 07h59

Talvez exista uma luz no fim do túnel financeiro em que os pobres europeus se meteram, e talvez França e Itália ganhem um extrazinho (150 BIlhões de dólares?)para ajudar no processo de recapitalização que parece estar recaindo apenas sobre os pobres bancos alemães.
Como dizia Jeremy Rifkin, em 2004, "o sonho europeu é um farol de luz num mundo conturbado".
Não é à toa que um cara de visão como Rifkin, além de louvar os europeus e pregar o fim do trabalho ("é urgente reduzir a rigidez da legislação e aumentar a qualidade da educação"), dá sustentação conceitual ao discurso de oposição ambientalista que por aqui se opõe ao modelo de desenvolvimento adotado pelo PT. Nada como recorrer aos verdadeiros sábios.
Confuso?
É o próprio Rifkin o primeiro a reconhecer a confusão do mundo mas, como um oráculo, aponta a direção: o farol europeu.
Que agora começa a colher os frutos (os 150 bi) da sua mais recente empreitada civilizatória.

Responder

Leider_Lincoln

06 de setembro de 2011 às 07h40

Que aguentem seu próprio PSDB, eu não ligo!

Responder

    EUNAOSABIA

    06 de setembro de 2011 às 12h07

    Você está bem panfletão??? o que o PSDB tem a ver com isso soldista?

    Valdeci Elias

    06 de setembro de 2011 às 12h21

    Enquanto lia o artigo, me lembrei da estrategia do PSDB, "quebrar o pais para ganhar a proxima eleição".
    Parece que FHC, tem pupilos em outros paises.


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