VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Marcos Coimbra: Analistas vendendo gato por lebre


01/03/2013 - 14h23

por Marcos Coimbra,  em CartaCapital, via e-mail por Julio Cesar Macedo Amorim

Apesar dos esforços em contrário de alguns comentaristas, o noticiário político do mês passado foi dos menos emocionantes dos últimos tempos. Bem que quiseram torná-lo interessante, tentando enxergar novidades onde nenhuma havia, mas não funcionou.

O que terminaram por fazer foi vender gato por lebre.

A tese inventada é que, em fevereiro, o sistema político deu a largada para a corrida eleitoral de 2014, algo que, se tivesse efetivamente acontecido, seria um fato relevante. Implicaria duas coisas: que não havia começado antes e que estaríamos em campanha desde então.

Na opinião desses analistas, PT e PSDB, cada um a seu modo, teriam “precipitado” a eleição. Ao fazê-lo, levaram outras forças políticas a antecipar seus movimentos tendo em vista a próxima sucessão presidencial.

Só que nada realmente significativo aconteceu.

Do lado do PT, a tal antecipação viria de Lula ter afirmado, na reunião de comemoração dos dez anos de governos populares, ser Dilma candidata. Ela teria todo o direito de disputar a reeleição e seria a favorita para vencer.

Como diria Mino Carta, até o mundo mineral sabia disso.

Desde a posse de Dilma, ninguém ouviu Lula afirmar algo diferente. Mais especificamente, nunca manifestou a vontade ou a intenção de ser o candidato de seu partido no ano que vem.

Está claro: isso não significa que seria impossível que o fosse, na hipótese de Dilma não querer ou não poder se reapresentar. Contando com a preferência de dois terços do eleitorado, o ex-presidente era, é e continuará a ser forte candidato em potencial. Só se surpreendeu com a sua declaração quem apregoou o oposto, que Lula cultivava o “desejo secreto” de ser o candidato do PT em 2014. Esses, supostamente capazes de conhecer suas “motivações íntimas”, se esquecem do óbvio.

Na cultura política desenvolvida após adotar a reeleição, nunca é demais lembrar que por iniciativa dos tucanos, que pretendiam permanecer no poder por muitos anos, apenas o administrador fracassado deixa de disputar o segundo mandato. Com a exceção de Itamar Franco, apto a fazê-lo em 2002, mas que se absteve por razões filosóficas (e assim abriu caminho para a primeira eleição de Aécio Neves ao governo de Minas), todos os minimamente bem-sucedidos o buscaram.

Tirar de Dilma essa possibilidade equivaleria a considerar que faz um péssimo trabalho e que não merece sequer a chance de pleitear a recondução.

Vendo como as pessoas a avaliam e quão elevada é a sua aprovação, a ideia não faz sentido. Ainda mais para quem conhece minimamente como pensa Lula. Negar a ela o direito de se reeleger seria assumir um erro cometido ao indicá-la e a apresentá-la ao País como gestora competente.

Ou seja, a declaração de Lula de que Dilma é a candidata do PT em 2014 é apenas a reiteração do evidente. Nela não houve qualquer “antecipação” da próxima eleição.

O segundo fato de fevereiro que nada teve de extraordinário foi o discurso do senador Aécio Neves, com críticas ao governo e ao PT. Inusitado seria se tivesse subido à tribuna para elogiá-los.

O desafio do ex-governador de Minas não é afirmar-se como candidato. Por seus méritos e muitos deméritos de seus correligionários, é a escolha natural do PSDB.

Mas ele não dispõe, como seus antecessores, do direito de determinar o conteúdo e os discurso de sua candidatura. Ninguém disse a Covas, Fernando Henrique, Serra ou Alckmin o que deveriam falar, como e para quem. Ninguém escalou seus assessores e consultores.

A candidatura de Aécio nasce com dois problemas. De um lado, precisa se libertar dos radicais de direita, que na política, na sociedade e na mídia querem fazer dele o porta-voz. De outro, precisa se livrar do engessamento do passado e da obrigação de carregar o fardo da defesa do “legado de FHC”.

Os paradoxos de Aécio não foram resolvidos no pronunciamento. Nele voltou a ser o novo que o velho pretende manter sob tutela.

Resta o terceiro não fato de fevereiro: o lançamento da “Rede” de Marina Silva.

Como todo projeto individualista, esse é outro cuja relevância só será estabelecida pelo tempo. Hoje parece que será pequena. Com até o PV a relutar em apoiá-la, quantos parlamentares se disporão a segui-la? Sem eles, terá, na eleição, a mídia de qualquer nanico.

À distância, Eduardo Campos ficou vendo essas movimentações, rezando para que não o esquecessem. Tampouco tinha algo a dizer.

Mas nem Aécio, nem Marina, nem ele precisam se preocupar. Mesmo que nada façam, sempre terão a nossa “grande imprensa” para fazer marola.

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22 comentários

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Marcos Coimbra: A eleição de 2014 parece resolvida « Viomundo – O que você não vê na mídia

21 de março de 2013 às 12h01

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Mauricio Dias: Ministério Público, da vanguarda ao atraso « Viomundo – O que você não vê na mídia

17 de março de 2013 às 23h57

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André Singer: PSB, base governista? « Viomundo – O que você não vê na mídia

17 de março de 2013 às 09h11

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PT aprova resolução: “Democratização da mída é urgente e inadiável” « Viomundo – O que você não vê na mídia

02 de março de 2013 às 17h57

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Julio Silveira

02 de março de 2013 às 15h33

Para mim a grande vantagem que a Dilma apresenta sobre seus adversários, hoje, é que eles de alguma forma já estiveram no poder e falharam nas expectativas populares. Alguns por traição a cidadania, outros por traição aos proprios principios apregoados, outros ainda só estão lá por que tem gente que ainda admira a tradição imperial em que se passa de paí pára filho o titulo de nobreza, as vezes a nobreza só está no titulo. Certo também dizer que fosse em outros tempos, com esse pibinho qua foi apresentado em 2012 e justificado como consequência da situação externa, teriam feito os militantes aguerridos, da outrora oposição, os “esquerdistas” de coração, fazer desabar o mundo. De uma certa forma estar no governo retira de seus apoiadores todo o senso critico, passando tornando-os a quase todos honoráveis hipocritas.
E posso até dizer, agem exatamente como aqueles que dizem combater. Aprenderam a fazer olhar de paisagem quando são chamados a responsabilidade.

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FrancoAtirador

02 de março de 2013 às 15h13

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Os “Comentaristas” da Mídia Bandida não vendem só gato por lebre.

[email protected] vendem gato, rato, cachorro, porco, lôbo, anta, hiena e urubu.

E não só por lebre, mas também por cordeiro, beija-flor e tico-tico.
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Responder

    FrancoAtirador

    02 de março de 2013 às 15h24

    .
    .
    Sobre o desespero da Mídia Bandida:

    Tem reinaldete dizendo por aí, em blogs da ‘Embutida pelo Pentágono’,

    que, numa eventual disputa entre Dilma e Marina, no segundo turno,

    é capaz de votar até na ‘petralha’, mas nunca na ‘ativista autoral’.
    .
    .

acmsouza

02 de março de 2013 às 11h03

A economia não pode ser superlativa, pois ela é extremamente volátil, inconstante e dependente de variados fatores: internos, externos, climáticos e vários outros.
A riqueza individual, empresarial ou de Estado, não pode ser dimensionada pela grandeza máxima, mas sim, pela capacidade normal de atender as necessidades básicas de bem estar do individuo, da empresa e do estado.
Um desenvolvimento médio, normal, que proporciona ao povo bem estar e ao estado independência, é muito melhor que um desenvolvimento superlativo que beneficia somente parte mínima de cidadãos. Nos, povo brasileiro, já passamos por esta experiência, sabemos bem definir o que é interesse comum dos cidadãos e Estado, e o que é interesse de parte mínima de aproveitadores.
Este grasnado de parte da imprensa por meio de alguns escribas amestrados representantes das elites escravistas, totalitárias e demagogas, é natural, o bom é que, enquanto a caravana passa e os corvos grasnam, o povo viaja bem, obrigado.

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Mário SF Alves

02 de março de 2013 às 10h54

Reflexões Sobre a Violência: O Brasil em estado de Guerra Civil
“Sacrifícios humanos sangram,
Gritos de horror e desespero cortam a noite ao meio”
Fausto – Goethe
Em outros tempos, dávamos graças a Deus por vivermos num país sem guerra. Hoje isso não é mais possível. A violência nos grandes centros brasileiros, particularmente no interior de São Paulo, região de Campinas e adjacências e sul de Minas Gerais ultrapassa em larga margem o nível em que se encontram as nações mais conflagradas do Oriente Médio. Se somarmos todas as vítimas do terrorismo em Israel, Palestina, Egito, Arábia Saudita, Irã e Iraque não chegaremos sequer à metade do número de vítimas da violência criminosa em nosso país, toda ela causada, em última instância, pelo Estado Nacional Brasileiro e sua incompetência governativa.
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Assaltos, seqüestros, assassinatos, guerras entre quadrilhas, corrupção policial, morosidade e corrupção no Judiciário, crimes passionais e contra o patrimônio… Estas coisas, que outrora freqüentavam as páginas policiais dos jornais, hoje estampam primeiras páginas de toda a imprensa brasileira.
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Cabe o truísmo: trata-se da agudização do desnível, da disparidade sócio-econômica, da mais grave crise da história do Brasil, somada a um descaso e falta de liderança que ultrapassa as raias da má-fé, da incompetência administrativa de um governo tão voltado a cumprir interesses estrangeiros que se esquece de seu próprio povo. Principal causa do crescimento da violência no Brasil: a subserviência do governo aos ditames do FMI, o ingresso do Brasil na condição de subalterno dentro do processo de “Globalização”.
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Estivessem todos pauperizados pela má gestão econômica do Brasil e a crise teria outras características. Ao criar uma camada de brasileiros multibiliardários e legar à maioria a mais dramática miséria de todos os tempos a que se soma uma propaganda maciça além de absolutamente descolada da realidade e enfiam-nos na situação gravíssima de guerra civil em que nos encontramos
A quem interessar possa:
1- O estudo é de fevereiro de 2002 (ipsis litteris);
2- E a fonte é http://www.espacoacademico.com.br/009/09lazaro.htmhttp://www.espacoacademico.com.br/009/09lazaro.htm

Agora a dúvida que não quer calar:

Quantos por cento de tal tragédia não seriam de responsabilização exclusiva da grande mídia corporativa? Quantos por cento de tal tragédia não seriam de responsabilização direta do regime casa-grande-BraZil-eterna-…?

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Fabio Passos

02 de março de 2013 às 10h05

Sao as previas do PiG para definir seu candidato. rsrs
Um pior que o outro.

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Aurelio Dubois

02 de março de 2013 às 08h08

Marcos Coimbra é o mais arguto e elegante analista político da mídia no Brasil. É sempre um prazer ler suas análises. Com elas, as marolas do PIG, que ele chama de “grande imprensa”, tornam-se apenas irrelevâncias.

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Gigante do NE

02 de março de 2013 às 08h04

Vocês que colocar a pecha da candidato da Direita em Eduardo Campos. Por que na realidade não conhecem nada do governo que ele faz em Pernambuco. A ajuda de Lula, não do PT, foi muito boa para a economia, mas o principal foi a gestão inovadora e os resultados, principalmente os resultados. Quanto a política, vejo que até agora ele só se posicionou, vez movimentos. Alguns dizem que é aventureiro, arrivista etc, tudo preconceito. Ele é o melhor governador do Brasil há vários anos, mais POPULAR e campeão de votos. O governo de Pernambuco é tão popular quanto o Dilma.

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Caracol

02 de março de 2013 às 07h37

Anderson, parece que existe uma linha muito tênue separando a prática de oposição e o desejo que o país afunde. Você certamente vê isso nas manchetes diárias de primeira página do O Globo. São uma torcida sádica pelo desastre nacional. Claro, vejo isso desde criancinha, não tem novidade, esses cafajestes são traidores da Nação e nada disso é novidade, mas a partir do momento em que a imprensa publicada se torna partido de oposição e essa tênue linha é atravessada, o que me preocupa, e muito, na natureza dessas “oposições” existentes – que eu até gostaria que fossem mais bem qualificadas para assim obrigar o governo a sempre elevar mais e mais o nível das suas realizações – o que me preocupa é perceber que oposição no Brasil não é apenas anti-governo, mas sim anti-Estado e anti-Nação. Uma vocação para administrar destroços. E com isso, é claro, garantir as desculpas de praxe pelo insucesso previsível: afinal, eram apenas destroços…
Pobre Brasil…

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Bonifa

01 de março de 2013 às 22h34

Ao que parece, Eduardo Campos surge como a única novidade na corrida eleitoral. Sua chance viria de um desastre da economia, que para quem se guia pela imprensa da oposição parace ser mais que provávelo, uma certeza.
Seguindo este princípio, Eduardo Campos não tem condições de fazer uma análise precisa da evolução da economia, mas suas apostas parecem se concentrar precisamente neste campo. É provável que tenha sido convencido pela mídia oposicionista e seus economistas e especialistas remanescentes do governo FHC, de que a economia brasileira vai sofrer uma espécie de colapso e o Brasil vai ficar instantaneamente igual à Grécia. Evidente que ele Eduardo também conta, para suas conclusões, com algum aparente desgaste do Governo, com a progressão dos ataques de fundo moral udenista, disparados pelas baterias de mísseis da imprensa tucana, centrados numa quimera esfumaçada que é o defunto mensalão. Neste cenário midiático de terra arrasada e sem rumo, e apenas neste cenário, ele talvez imagine que pudesse aparecer como aquele salvador que viria dar um jeito “neste país que aquela mulher desmantelou”. Mas sua administração exitosa em Pernambuco seria insuficiente como currículo a ser apresentado à população brasileira, ainda mais que se sabe que esta administração só foi exitosa em conseqüência de uma profusão de realizações que veio diretamente do Governo Federal. Deste modo, com a esquerda apoiando o Governo e o centro entendendo a solidez da situação real, todo o sustentáculo de sua candidatura necessariamente teria que vir da direita, a qual se ombrearia com Eduardo apenas porque vislumbraria que com ele seu projeto neoliberal teria condições de renascer, sobre as ambições de um político individualista e manobrável. Para a direita, que está boiando, ele apareceria como uma tábua de salvação. Por outro lado, se chegar à conclusão de que PSDB e DEM com Aécio ou Serra não terão chance real de vitória, então a Mídia poderá fechar com Eduardo, ainda que seja muito difícil elidir a impressão geral de traição de Eduardo aos seus atuais aliados, traição esta que estaria no marco fundante de sua candidatura. Neste caso, as alianças que também surgirão da direita profunda poderão ajudar com todo o seu estoque e nkow how de baixarias, mas Eduardo teria antes que romper abruptamente com a atual aliança governamental, saindo atirando e denunciando, o que não poderia deixar de parecer espantoso e inadequado. Mas mesmo assim a derrota seria o resultado mais provável, já que o Brasil não se transformará numa Grécia, e ainda menos em dois escassos anos, mesmo que fosse posto em prática algum grande plano de sabotagem e travamento do país, um plano gigantesco que impedisse o andamento normal das realizações várias e fundamentais que estão a distinguir o Governo pela dinâmica, pela estruturalidade, pela abrangência e pela correção conceptiva de suas iniciativas. Este plano de sabotagem teria que ser tão grande que justificaria até a decretação do Estado de Emergência. E se Eduardo pensa que, mesmo derrotado, terá a partir da experiência alguma maior substancia política, ficará benquisto, conhecido nacionalmente de maneira positiva e pronto para outras empreitadas, está redondamente enganado. A festa será apenas o que é agora. Tal coisa pode ter acontecido com a Marina porque ela vem de dentro de um nicho diferenciado de apelo elitoral, não faz parte do jogo pesado da política geral. Perdendo, Eduardo estará alijado da política e talvez possa vir a ser apenas deputado. Se acontecer sua candidatura nestas bases, e não há como ser em outras bases, vai ser uma lição para os oportunistas e arrivistas que pululam na política brasileira.

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Sagarana

01 de março de 2013 às 19h16

Que tal comparar o crescimento da economia mineira no período sob o comando de Aécio/Anastasia e o crescimento da economia brasileira no mesmo período?

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    Anderson Gomes

    01 de março de 2013 às 22h15

    Precisamos saber antes caro Sagarana a qual Minas você se refere a que vivemos todos os dias, com obras paradas, hospitais e escolas sucateados, professores sem o piso nacional respeitado, números de violência e assaltados crescentes, e até estádios de futebol inaugurados sem água (e veja que sou Cruzeirense e estou falando do estádio do meu time) ou se estamos a falar das Minas dos comerciais da Débora Falabella e Daniel Oliveira, lá até os atores hollywodianos gostariam de morar.

    Abre o olho e pense por si mesmo.

    Sagarana

    02 de março de 2013 às 05h47

    “obras paradas”? Você só pode estar se referindo às rodovias federais, meu caro. Enquanto as rodovias estaduais foram recuperadas e sinalizadas, as “nossas” BRs estão caóticas, matando cada vez mais. Cadê a conclusão da duplicação da BR381, iniciada por Itamar e FHC? Não avançou um mísero metro nos últimos dez anos!
    Educação, segurança pública… Podemos comparar Minas e Brasil na última década, Saúde então nem se fala…
    Quanto ao Mineirão, não posso dizer nada, nunca fui lá. Ouvi dizer que a empresa pricada responsável foi multada.
    Minas não é holliwood mas vamos bem melhor e mais rápido que a média brasileira. Vamos comparar…

RicardãoCarioca

01 de março de 2013 às 14h38

Aécio não tem compromisso com a população, até a esquece em seus discursos.

Marina dá mais importância a uma árvore do que ao emprego do trabalhador.

Serra é o Serra, nem precisa falar muito.

Eduardo Campos ainda precisa aparecer nacionalmente.

Como disse alguém a pouco tempo, Dilma vai ganhar de W.O.

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    Willian

    01 de março de 2013 às 17h39

    Ricardão, na sua opinião, quem pode ser candidato contra a Dilma? Pois me parece que vocês consideram ofensa pessoal haver alguém que ouse ser candidato contra ela (ou contra qualquer candidato do PT).

    Tem alguém que pode legitimamente se candidatar?

    Anderson Gomes

    01 de março de 2013 às 22h24

    William, qualquer um pode se candidatar contra a Dilma. O problema não é esse é o discurso. Infelizmente não temos uma oposição crítica, essa minha observação funcionou também um bom tempo para o PT. Aécio Neves fez um discurso outro dia em mudar o pais e e meia hora não falou em povo, miséria, emprego, escola, melhoria de vida entre outras coisas nenhuma vez. Falou de banco, juros, capital, crise na Europa, bolsa de valores, empresários e tudo o mais. Pergunto: Falou para qual eleitor? Todos ou apenas os dele? Se foi apenas para os do PSDB, pelo menos foi sincero, pois disse com quem se importa. Quanto ao discurso de oposição, precisamos de uma oposição crítica e vigilante, senão cairemos em ditaduras legislativas que se tornam adesistas em tudo (vide o exemplo do PSD – Kátia Abreu é um exemplo) sempre foram oposição, de uma hora para outra viram situação.
    Oposições incorentes (Rede da Marina Silva – só se preocupa com planta – PSOL – Heloisa Helena – parece uma louca desesperada falando, uma Enéas de saia e agora o PSDB que só sabe defender bancos e a política americana) ai é sopa no mel.

    entendeu ou quer que desenha

    Sagarana

    02 de março de 2013 às 06h01

    Anderson, você está se guiando por aqele senador carioca que não sei o nome. Aécio falou de povo, de pobre… Falou inclusive que a volta da inflação é prejudicialmente cruel com os mais pobres. Principalmente essa inflação concentrada na cesta básica. Veja o discurso dele novamente – se é que você já viu – e não se limite a ficar repetindo o que os outros falam!

Urbano

01 de março de 2013 às 14h35

A maior parte deles necessita ir urgentemente ao analista. E pelo menos metade dessa maior parte precisa se entregar.

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