VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Brasil em 67˚ lugar em medalhas per capita


12/08/2012 - 12h51

por Luiz Carlos Azenha

O Brasil chegou ao último dia dos Jogos Olímpicos de Londres em septuagésimo lugar em total de medalhas per capita, em total de medalhas por PIB e em medalhas com peso (4 para ouro, 1 para prata, 1 para bronze) per capita, segundo site especializado que monitora os resultados.

Em medalhas de ouro per capita, o Brasil está em quinquagésimo segundo lugar, ou penúltimo, adiante apenas do México, que ganhou sua única medalha de ouro no futebol derrotando a seleção brasileira.

Neste último ranking é preciso considerar que muitos paises não ganharam medalha de ouro.

A liderança em medalhas per capita é de Granada, Jamaica e Trinidad Tobago, três países que tem programas razoavelmente bem desenvolvidos de atletismo, com destaque para a Jamaica, onde a olimpíada escolar reúne milhares de competidores todos os anos.

Para os rankings, aqui.

O ranking ainda não foi atualizado para considerar as medalhas disputadas neste domingo.

[Depois de considerar a prata do vôlei masculino, o Brasil melhorou sua posição para 67˚ lugar em medalhas per capita]

Abaixo, o ranking de medalhas de ouro per capita:

 

Leia também:

Brasil em 67˚ lugar em medalhas per capita

Muniz Sodré: É a educação, ministro Carvalho!

Gilson Caroni Filho: FHC, o eco do desencanto

Maierovitch: Dúvidas sobre quais votações foram “compradas”

Collor volta a atacar no Senado

 





33 comentários

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Momento emblemático do espírito olímpico brasileiro « Viomundo – O que você não vê na mídia

13 de agosto de 2012 às 13h23

[…] Brasil em 67˚ lugar em medalhas per capita […]

Responder

mfs

13 de agosto de 2012 às 13h03

Bela manipulação de dados. Se nos fiarmos cruamente na tabela acima, seremos obrigados a admitir que não devemos imitar os modelos esportivos dos EUA (porque Bahamas e Granada são superiores), mas adotar o modelo de gestão da Coreia do Norte, superior ao da Alemanha, da França e dos EUA. Aliás, em termos de eficiência na gestão dos esportes, devemos esquecer Suécia, Canadá e China e aprender com a República Dominicana e a Tunísia. Quando os dados são mal interpretados, matemática ajuda um bocado a mentir!

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Mardones Ferreira

13 de agosto de 2012 às 11h07

Como sempre falta transparência e gerência no investimento dos recursos públicos brasileiros. O esporte não é uma exceção.

As medalhas esperadas não vieram, como no futebol, na natação, no judô e na ginástica.

O “mega astro” Cielo nadou duas provas e trouxe o bronze. A maior seleção de futebol do planeta, a prata. O Gui, Gui do judô nem deu pódium. Diego caiu mais uma vez!

Ah, nem sabíamos que tinha uma brasileira no heptatlo (salvo engano). E ainda divulgaram o estado de origem errado da atleta.

A Tv Record, assim como sempre faz a Globo, exagerou com a seleção de futebol. Deu no que deu. Com a minha torcida.

Ontem, exibiram Ana Hickmann e Gugu! Haja saco para aguentar a tv aberta! Isso em época dos Jogos Olímpicos!!!

A Caixa e a Petrobrás deveriam exigir maior cobertura na tv aberta que patrocina, financia.

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Marcelo de Matos

13 de agosto de 2012 às 10h28

Se foram investidos 2,1 bilhões, segundo levantamento do UOL, é muito dinheiro para pouco resultado. Olimpíada é coisa de governo: se dependesse da iniciativa privada a participação de muitos países seria vetada. Para começar não dá para financiar vôlei e futebol. A relação custo/benefício no boxe, por exemplo, é amplamente favorável. Com pouco investimento conquistamos duas medalhas de bronze e uma de prata. Há outros esportes individuais em que podemos conquistar medalhas com investimento bem menor. As verbas aplicadas precisam ser mais bem fiscalizadas para que se evite a tradicional roubalheira. Por que o COB precisa de um presidente vitalício? Por que esses cartolas são pagos pelos cofres públicos? Quem fiscaliza esses salários cujo valor não é publicado, já que o COB é empresa privada? Por que não criar parcerias publico privadas para a formação de atletas, ao invés de entregar dinheiro para ONGs de fachada?

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Ricléo Gutzeit Borgman

13 de agosto de 2012 às 09h12

Quantas medalhas sobrariam aos Yankees, se descontarmos as obtidas pelos atletas negros?
E mesmo assim apanham da segregacionista policia, da maior “democracia” do planeta…..
Façamos as contas.

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    Pimon

    13 de agosto de 2012 às 09h45

    Em 76º em renda per capita!

    Dá nisso!

    http://pimon.blogs.advfn.com/?p=16340

    Marcelo de Matos

    13 de agosto de 2012 às 10h34

    Os afrodescendentes, a meu ver, têm o biotipo ideal para a prática de vários esportes. No Brasil são a maioria da população, mas, nas praças esportivas ainda são minoria. Precisamos de programas que possibilitem a criação de praças esportivas nas periferias. Estamos investindo muito dinheiro em esporte de branco e deixando as verbas escoarem pelo ralo da corrupção.

Mr. Chance

13 de agosto de 2012 às 07h13

Vou mudar para Granada ainda hoje… Deve ser um País fantástico se esta estatística for de fato correta.

Responder

    Marcelo de Matos

    13 de agosto de 2012 às 10h54

    Claro que a estatística é correta: trata-se de simples operação aritmética. O que acho é que essa estatística não faz sentido: a Índia ficou em 85º, ou último lugar, porque não é dada à prática de esportes olímpicos. A China, que conquistou 87 medalhas, ficou em 74º lugar, entre os últimos. Melhor seria a estatística por PIB, mas, mesmo assim não faria muito sentido. País com alto PIB e baixa população, como o Cazaquistão, ficou em 30º no quadro per capita e em 12º no quadro geral de medalhas.

Maria Fulô

13 de agosto de 2012 às 07h06

Os capitalistas em particular e os idiotas em geral, adoram este tipo de estatística. Mas quando alguém os lembra que dentro deste critério Cuba seria considerado um dos melhores países do mundo (ganhou 14 medalhas sendo 5 de OURO) e o Chile (o darling capitalista na América do Sul) um dos piores (o maior produtor mundial de cobre, não levou nenhuma medalha, nem mesmo UMAZINHA de cobre). Portanto, muita calma nessa hora. Análises rasas e oportunistas só servem para uma coisa; reforçar pontos de vista raramente alinhados com a seriedade e, em geral, alicerçados em cima de enfoques (muito) seletivos.

Responder

    Fred Oliva

    13 de agosto de 2012 às 09h54

    Verdade verdadeira, Maria Fulô. Muito bem lembrada essa fantasia capitalista criada em torno do Chile que, a ser verdade o que dizem seus defensores, deveria dar show de bola em Cuba. Ouro para seu post…

Folha: Maioria quer condenação antes mesmo de ouvir a defesa « Viomundo – O que você não vê na mídia

12 de agosto de 2012 às 20h38

[…] Brasil em 67˚ lugar em medalhas per capita […]

Responder

O_Brasileiro

12 de agosto de 2012 às 19h22

Tem muita gente que não valoriza o Esporte. Mas, esporte é saúde, disciplina, socialização e muitas outras coisas boas. Acho que devemos, sim, incentivar, investir e gostar do Esporte. Para o bem de todo o país!

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strupicio

12 de agosto de 2012 às 19h07

Muito coerente..se somos 72º no IDH entre a Albânia e o Cazaquistão…
tudo a ver

Responder

    Pimon

    13 de agosto de 2012 às 00h00

    E se fosse pela renda per capita até 40 salários mínimos?

    Ficaríamos em 5º?

Julio Silveira

12 de agosto de 2012 às 18h43

Mostrar as medalhas percapta é fragilizar ainda mais o nosso já fragil Brasil. Sei que devemos nos conscientizar, mas isso é uma sacanagem.

Responder

    leprechaun

    12 de agosto de 2012 às 20h55

    a verdade tem que ser dita de qq maneira

    Bruno

    13 de agosto de 2012 às 09h01

    Mas vai esconder o óbvio? O COB mostrou, mais uma vez, sua incompetência na gestão esportiva. E o Ministério do Esporte, que “investiu” 2 bilhões de reais apenas no ciclo olímpico que agora se encerra, também foi muito mal: 700 milhões de “cruzeiros” pra cada ouro!!

    Há que se exaltar o esforço de muitos atletas – atletas que foram para Londres com o objetivo de mostrar seu melhor. Menos Murers, Neymares e Leandrinhos, mais Arthures, Yanes, Esquivas, Yamaguchis e Adrianas.

    Agora, vamos pensar: em um País com tanta gente, não teríamos um desempenho melhor se os 2 (ou 3, ou 4, ou 5) bilhões por ciclo quadrienal fossem investidos na formação de base dos atletas? Desde a primeira infância? Porque as crianças nas escolas públicas brasileiras, quando muito, jogam futebol e queimada, sem treinamento, sem preparo, sem ninguém observando seus progressos? Ora, mas se nem educação básica temos ainda…

    Julio Silveira

    13 de agosto de 2012 às 10h03

    É nisso que venho teimosamente batendo, mesmo contrariando alguns que só posso reputar como mal intencionados por teimosamente dizerem que estamos no caminho certo, sem que nada de fato revolucionário tenha mudado nas estruturas arcaicas que temos. E que com certeza ajudará a muitos come dormes a se aproveitarem desses minguados ouros, fruto do trabalho de alguns poucos abnegados atletas. Olhando a conta feita por um de nossos viajantes, sobre o custo de cada ouro, é que percebemos quanta grana tá sobrando para muitos malandros mamarem.

Rubens Bispo

12 de agosto de 2012 às 18h36

Azenha,
Antes de qualquer coisa, anote aí….
Parabéns pela cobertura dos Jogos pela TV Record (e Record News) e todos os colaboradores do Grupo Record.
Provaram que tem “tudo” para exibir as competições, comentá-las, etc…sem aqueles “exageros” das “outras” (ufanismo e etc.e e tal….)
Independentemente dos resultados pra lá de medícores de alguns de nossos atletas (e sobretudo de um ou dois dirigentes), nós cidadãos e torcedores brasileiros, temos o dever de estar atentos ao comportamento totalmente desrespeitoso que evidenciaram…
Outra vez, parabéns a todos Vocês que fizeram a cobertura dos Jogos..

Responder

    Bruno

    13 de agosto de 2012 às 09h04

    Só discordo quanto ao ufanismo. Rolaram umas pachecadas frequentes. Nada à la Galvão Bueno, mas mesmo assim acho que faltou uma dose de realidade. Quanto à qualidade de transmissão: nas vezes que precisei de TV aberta para acompanhar as informações, a Record só me deixou na mão ontem, no Pentatlo Moderno Feminino. De resto, trouxe tanta informação quanto um canal não-dedicado ao esporte pode trazer. Em termos de carga de informação, foi muito semelhante à Globo nas últimas Olimpíadas, o que vejo como positivo.

FrancoAtirador

12 de agosto de 2012 às 17h51

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ESPÍRITO OLÍMPICO NAS ORGANIZAÇÕES GLOBO:

A BRIGA DA IGNORÂNCIA COM A ESTUPIDEZ,

MOMENTO ÉPICO NAS OLIMPÍADAS DE LONDRES…

http://www.youtube.com/watch?v=coohuzcCqCY

Responder

Urbano

12 de agosto de 2012 às 17h34

Pelo o que eu vi rapidamente ainda pouco no show de encerramento, deveriam ter contratado o repórter policial Cardinot, aqui de Pernambuco, para dizer no final do evento o seu tradicional bordão: “Acabou-se essa porcaria”.

Responder

José Albino Zacharias da Silva

12 de agosto de 2012 às 15h05

O gasto público para a próxima Olimpiada deve ser considerado. Uma vez acordado, através do que até agora vimos( a escolha do país como sede), entendo que não devemos dispender cifras consideráveis em modalidades pois temos hoje preocupações maiores: qualidade da educação básica versus jornada e salários dignos aos docentes do ensino fundamental.O país de hoje passa por mudanças de hábitos que tragam e levem pessoas que pratiquem educação e esportes com naturalidade e sem o badalado profissionalismo.

Responder

FrancoAtirador

12 de agosto de 2012 às 14h53

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E como está o quadro em índice de desigualdade de distribuição de renda ?
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ÍNDICE GINI (ONU)

O Coeficiente de Gini é uma medida utilizada para calcular a desigualdade de distribuição de renda.

Consiste em um número entre zero e 1, onde zero corresponde à completa igualdade de renda [ideal socialista] e 1 corresponde à completa desigualdade [prática neoliberal].

O índice de Gini é expresso em pontos percentuais, correspondendo ao coeficiente multiplicado por 100.

Lista de países por Índice de Gini (ONU/2008):

(1º-10º)
Dinamarca 24.7
Japão 24.9
Suécia 25
República Checa 25.4
Noruega 25.8
Eslováquia 25.8
Bósnia e Herzegovina 26.2
Hungria 26.9
Finlândia 26.9
Ucrânia 28.1

(11º-20º)
Alemanha 28.3
Eslovênia 28.4
Croácia 29
Áustria 29.1
Bulgária 29.2
Bielorrússia 29.7
Etiópia 30
Quirguistão 30.3
Paquistão 30.6
Holanda 30.9

(21º-30º)
Romênia 31
Albânia 31.1
Coreia do Sul 31.6
Tadjiquistão 32.6
Canadá 32.6
França 32.7
Mongólia 32.8
Bélgica 33
Moldávia 33.2
Iêmen 33.4

(31º-40º)
Bangladesh 33.4
Suíça 33.7
Armênia 33.8
Cazaquistão 33.9
Indonésia 34.3
Grécia 34.3
Irlanda 34.3
Egito 34.4
Vietnã 34.4
Polônia 34.5

(41º-50º)
Tanzânia 34.6
Laos 34.6
Espanha 34.7
Austrália 35.2
Argélia 35.3
Estônia 35.8
Itália 36
Reino Unido 36
Lituânia 36
Nova Zelândia 36.2

(51º-60º)
Azerbaijão 36.5
Benim 36.5
Índia 36.8
Uzbequistão 36.8
Letônia 37.7
Portugal 38.5
Guiné 38.6
Jordânia 38.8
Trinidad e Tobago 38.9
Malawi 39

(61º-70º)
Mauritânia 39
Macedônia 39
Israel 39.2
Burkina Faso 39.5
Marrocos 39.5
Tunísia 39.8
Rússia 39.9
Mali 40.1
Sri Lanka 40.2
Geórgia 40.4

(71º-80º)
Estados Unidos 40.8
Turquemenistão 40.8
Gana 40.8
Senegal 41.3
Camboja 41.7
Tailândia 42
Burundi 42.4
Singapura 42.5
Quênia 42.5
Irã 43

(81º-90º)
Nicarágua 43.1
Hong Kong 43.4
Turquia 43.6
Nigéria 43.7
Filipinas 44.5
Costa do Marfim 44.6
Camarões 44.6
Uruguai 44.9
Jamaica 45.5
Uganda 45.7

(91º-100º)
México 46.1
Ruanda 46.8
China 46.9
Guiné-Bissau 47
Nepal 47.2
Marrocos 47.3
Madagáscar 47.5
Venezuela 48.2
Malásia 49.2
Costa Rica 49.8

(101º-110º)
Zimbabwe 50.1
Gâmbia 50.2
Suazilândia 50.4
Níger 50.5
Zâmbia 50.8
Papua-Nova Guiné 50.9
Argentina 51.3
República Dominicana 51.6
Peru 52
El Salvador 52.4

(111º-120º)
Equador 53.6
Honduras 53.8
Chile 54.9
Guatemala 55.1
Panamá 56.1
Brasil 57
África do Sul 57.8
Paraguai 58.4
Colômbia 58.6
Haiti 59.2

(121º-130º)
Bolívia 60.1
Botswana 60.5
República Centro-Africana 61.3
Serra Leoa 62.9
Lesoto 63.2
Namíbia 74.3

Responder

    FrancoAtirador

    12 de agosto de 2012 às 17h06

    .
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    Apesar de avanços, Brasil continua em baixa em índices globais

    Silvia Salek, da BBC Brasil em Londres

    Em 2011, o Brasil melhorou sua posição na maioria dos rankings internacionais que medem diferentes aspectos do desenvolvimento, mas, por trás de pequenos avanços, o país ainda tem desempenho fraco quando comparado a nações do chamado mundo desenvolvido.

    A BBC Brasil reuniu 10 indicadores, divulgados ao longo de 2011, que vão além do Produto Interno Bruto (PIB) e inserem o Brasil em um contexto global em áreas como renda, desigualdade, corrupção, competitividade e educação.

    ECONOMIA

    Ascensão para 6ª economia foi ‘presente de Natal’ para Dilma, diz jornal
    Brasileiro pode levar 20 anos para ter padrão de vida europeu, diz Mantega
    Brasil supera Grã-Bretanha e se torna 6ª maior economia, diz entidade

    O Brasil, que pode se tornar a 6ª maior economia do mundo ultrapassando a Grã-Bretanha se projeções recentes forem confirmadas, já despenca dezenas de posições quando se considera a renda per capita, resultado da divisão do PIB pela população.

    Nessa média, o brasileiro ganha, por ano, o equivalente a US$ 10.710 (contra US$ 8.615 em 2009). Segundo os últimos dados do Banco Mundial, 44 países têm renda per capita superior à do Brasil, entre eles a própria Grã-Bretanha.

    A renda dos britânicos, US$ 36.144, é três vezes maior do que a dos brasileiros.
    Essa diferença, no entanto, vem caindo. Além disso, a renda média do brasileiro continua superior à de seus colegas dos Brics, a Rússia (US$ 10.440), a Índia (US$ 1.475), a China (US$ 4.428) e a África do Sul (US$ 7.275).

    DISTRIBUIÇÃO DE RENDA e IDH

    Essa simples divisão do PIB pelo total da população, no entanto, sofre críticas de especialistas em desenvolvimento por ignorar aspectos como a má distribuição da renda. Quando a desigualdade entra na equação, a posição do Brasil no cenário global despenca ainda mais, apesar dos avanços alcançados no país nesse quesito.

    Tomando como medida o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade na distribuição da renda em 187 países, apenas sete nações apresentam distribuição pior do que a do Brasil, segundo dados da ONU: Colômbia, Bolívia, Honduras, África do Sul, Angola, Haiti e Comoros.

    O coeficiente usado nesta comparação para o Brasil é de 53,9.

    Quanto mais perto de 100, maior a desigualdade.

    A Suécia, com coeficiente de 25, é um dos países com menor concentração de renda.

    Apenas sete nações apresentam distribuição de renda pior do que a do Brasil

    Apesar dessa péssima posição no quesito desigualdade de renda, o desempenho em outros aspectos do desenvolvimento medidos pela ONU põem o Brasil em uma posição melhor no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

    O Brasil tem progredido no IDH e sua posição geral, em 84º lugar, põe o país no grupo de alto desenvolvimento humano, mas ainda longe do grupo mais seleto com desenvolvimento considerado “muito alto”.

    A lista de 47 países dessa elite é encabeçada pela Noruega.

    O IDH engloba diversas áreas como educação, saúde, expectativa de vida, mas dados de outras organizações servem para complementar o quadro do Brasil no cenário externo.

    COMPETITIVIDADE

    A competitividade da economia brasileira, por exemplo, é medida por instituições como o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês).
    No ranking do fórum, o Brasil subiu cinco posições em 2011 e passou a ser a 53ª economia mais competitiva entre 142.

    A Suíça é a primeira nesse ranking seguida por Cingapura.

    Em quesitos que influenciam a economia, como Corrupção, Ciência e Tecnologia e Educação, o Brasil continua mal, mas teve pelo menos algum avanço.

    A nota do Brasil avaliada pela Transparência Internacional sobre corrupção passou de 3,7 para 3,8. Mas apesar dessa “melhora” decimal, o Brasil caiu da 69ª para 73ª entre 182 países.

    A queda se explica pelo progresso mais acentuado de outros países e pela entrada de novas nações na lista da ONG. O país mais bem colocado no ranking é a Nova Zelândia (com nota 9,5), seguida pela Dinamarca (com nota 9,4).

    Apesar da queda, o Brasil tem a menor percepção de corrupção entres potências emergentes como Rússia, Índia e China.

    “Mas o Brasil não deve se orgulhar disso. Deve ver que há muito a avançar para alcançar o nível dos países desenvolvidos”, alertou o mexicano Alejandro Salas, diretor da Transparência Internacional para as Américas.
    “Eu vejo que, às vezes, o tema é colocado em segundo plano, dentro de um contexto de muito otimismo com o crescimento econômico e do novo papel que o Brasil ocupa no mundo”, acrescentou.

    Outra área em que o Brasil fica tradicionalmente no “lado B” dos rankings é a de Ciência e Tecnologia.
    Mas um estudo divulgado em março pela Royal Society, academia nacional de ciência britânica, mostrou um pequeno progresso do Brasil.

    A representatividade dos estudos brasileiros teve um ligeiro aumento de 1999 para 2003. Passou de 1,3% do total de pesquisas científicas globais para 1,6%. São Paulo subiu de 38º para 17º lugar como centro com mais publicações científicas do mundo.

    Estudo da Royal Society, academia nacional de ciência britânica, mostrou um pequeno progresso do Brasil no campo da Ciência

    “Existe uma diversificação com alguns países demonstrando lideranças em setores específicos como a China em nanotecnologia e o Brasil em biocombustíveis, mas as nações avançadas do ponto de vista científico continuam a dominar a contagem de citações”, analisou o relatório.

    A China, no entanto, segue em uma velocidade muito superior à do Brasil e já superou Europa e Japão na quantidade anual de publicações científicas.
    Na área de Educação, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) divulga comparações internacionais que incluem o Brasil.

    Os últimos dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) pôs o país em 51º lugar entre 65 no ranking de leitura, em 55º no de matemática e em 52º no de Ciências. O país ficou entre os últimos, mas a nota nas três áreas melhorou em relação à pesquisa anterior.

    O avanço do Brasil foi elogiado por Guillermo Montt, analista da OCDE.

    “O Brasil aumentou os resultados nas três áreas do estudo. Não são muitos os países que conseguiram fazer isso (…) Não é uma surpresa que o país continue em posições baixas no ranking já que o processo de melhoria do ensino é algo lento e muito amplo”, disse à BBC Brasil.

    CUSTO DE VIDA

    Na contramão dos avanços, ainda que lentos e graduais, há pesquisas como a do banco suíço UBS feita em 73 países.
    Segundo o relatório, o poder de compra no Rio e em São Paulo vem caindo nos últimos cinco anos, apesar da elevação dos salários.

    A pesquisa ilustra a tendência comparando o custo de vida no Rio e em São Paulo com o de Nova York.

    Nas duas cidades brasileiras, o custo de vida representava pouco mais de a metade do custo de vida em Nova York há cinco anos. Hoje, representa, respectivamente, 74% e 69% do custo de vida na metrópole americana.
    Também em agosto, a consultoria Mercer divulgou seu ranking anual.

    São Paulo apareceu como a 10ª cidade mais cara do mundo, subindo 11 posições em um ano.
    O Rio foi a 12ª, subindo 17.

    O Brasil também piorou no ranking que tenta medir a facilidade de se fazer negócios em 183 países.
    Perdeu seis colocações, caindo da 120ª para a 126ª posição, segundo o Banco Mundial.

    As avaliações levam em conta dez indicadores e se concentram no ambiente de negócios entre pequenas e médias empresas.

    O Brasil ficou bem, por exemplo, no item “proteção a investidores”, mas mal no que avalia a facilidade para se pagar imposto.

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/12/111227_brasilrankings_ss.shtml

    Filipe Rodrigues

    13 de agosto de 2012 às 09h27

    Seus indicadores são de 2008 e portanto estão atrasados.
    Em 2012, o índice de Gini brasileiro deve ficar abaixo de 50.0

Filipe Rodrigues

12 de agosto de 2012 às 13h17

Granada, Jamaica e Trinidad Tobago só ganham medalhas no atletismo.

O Brasil ganha medalhas em dezenas de modalidades esportivas diferentes, muitas inéditas nos 2 últimos jogos, falta o Brasil acertar no Atletismo pra gente deslanchar…

Acho que o critério deveria ser de medalhas totais, não apenas Ouro (em 2004 ganhamos 5 Ouros, mas só 10 medalhas no total).

Responder

    Darcy Brasil Rodrigues da Silva

    12 de agosto de 2012 às 21h01

    Pois é ,Felipe, quem acompanha o site Uol esportes, sabe que por lá postei comentários tentando travar a luta inglória entre os que acreditam que o papel do estado é investir nos esportes para levar o país a ganhar medalhas. Descordo dessa visão! O papel do Estado é investir nos esportes para melhorar o bem-estar da população, elevando positivamente os indicadores de saúde,com consequente redução na medicina curativa, elevando o rendimento escolar, a socialização da juventude, reduzindo-se a violência entre a mesma ,etc, etc. Nessa visão, nem toda modalidade olímpica deveria ser uma preocupação do estado, dado à grande quantidade de investimentos que demandaria para promover a elevação do bem-estar da população ( mesmo que estes investimentos se convertessem em medalhas a curto prazo). Assim, o atletismo deveria ser privilegiado com políticas públicas, mas o hipismo,não. Esportes como o judô, que demandam baixíssimos investimentos ( basta uma sala em uma escola, forrada com um tatame, e, sobretudo, bons professores, que sobram no país) deveriam ser obrigatórios em todas as escolas. Piscinas de uns 25m, que ,segundo já ouvi dizer por professores de natação, parecem ser suficientes para o ensino da prática de técnicas de natação por profissionais igualmente qualificados deveriam também fazer parte do equipamento de todas as escolas. Muitas piscinas maiores, com até 100m,porém de baixo custo podem ser construídas na orla marinha,ao lado das praias, usando a água do mar para enchê-las ( o que representaria economia na conta d’água). Paralelamente, todos os municípios deveriam contar com ginásios de esportes capazes de sediar competições escolares, entre favelas, entre religiosos, comunistas,petistas,ateus,enfim, qualquer grupo, etc;competições anuais, locais e regionais. Equipamentos mais sofisticados sediariam as competições estaduais e nacionais, realizadas pelo menos uma vez por ano. O modelo de bolsa-atleta deveria ser ampliado para um maior número de atletas de alto nível porventura identificados de forma natural como consequência dessa massificação dos esportes. O exemplo do parque olímpico da mangueira também me parece ser uma boa ideia a ser multiplicada próximo às comunidades do gênero, em todo o Brasil. Por último, outra forma de o estado ingressar em apoio aos esportes seria através de sua divulgação, colocando a TV Brasil a serviço da transmissão de eventos. Inclusive, convocando empresas como a Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica, para patrocinarem exclusivamente a organização de campeonatos nacionais de futebol feminino, handebol etc,enfim, todas as modalidades que, se forem deixadas às emissoras privadas, jamais ganharam a transparência indispensável para despertar o interesse entre a juventude.

josaphat

12 de agosto de 2012 às 13h06

Abaixo COB, CBF e governos que asfixiam a educação, a cultura e o desporto brasileiros.

Responder

Marcelo de Matos

12 de agosto de 2012 às 12h57

Aqui temos o eterno Carlos Alberto Nuzman na presidência do COB, entidade privada em que os cartolas têm o salário pago pelos cofres públicos e não publicam esses salários. Vamos dar vexame de novo, da próxima vez em nossa própria terra.

Responder

    Marcelo de Matos

    12 de agosto de 2012 às 13h00

    ET: as mudanças para a próxima olimpíada devem começar pela direção na formação dos atletas. O COB pode continuar, mas, o dinheiro público só pode ser aplicado com controle estatal.


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