VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Gilson Caroni Filho: FHC, o eco do desencanto


11/08/2012 - 10h59

FHC: o eco do desencanto

por Gilson Caroni Filho

Há alguns meses, em visita a Manaus, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez um comentário sobre a  necessidade de se criar condições favoráveis para a instalação e manutenção de empresas no país. “Não adianta pedir mais investimentos se o governo não cria condições para que as empresas se desenvolvam”, afirmou em tom professoral.

A receita da felicidade inclui memória curta. FHC tem, no entanto, memória longa, e pertence à categoria de cidadãos que fazem questão de mantê-la acesa. Porém, para tanto, ao menos quando o assunto é política ou economia, não se baseia em suas lembranças pessoais, mas nas versões criadas pela mídia corporativa para glorificar sua passagem pelo poder.

FHC diz saber onde mora o pecado.  Segundo ele, o inferno é a falta de políticas e estrutura adequada que atraiam o investimento. Resta saber o  que andou fazendo entre 1995 e 2002, quando comandou um governo  baseado na crença do “mercado desregulamentado”.

Convém – como costumamos fazer em alguns artigos – voltar no tempo para termos a perspectiva exata do processo histórico.  Em 2000, seis anos depois de aguçar a ideologia neoliberal iniciada no governo Collor, Fernando Henrique via generalizar-se uma análise mais abrangente do receituário adotado, superando-se as críticas fragmentadas e setoriais.

Não havia apenas sindicalistas protestando pelo corte de empregos, enquanto industriais aplaudiam a “modernização”, pedindo o  aprofundamento da desregulamentação que, rezava o credo hegemônico, daria a seus negócios a sonhada competitividade internacional.  Foram-se os empregos, em grande parte desapareceu o  peso dos encargos sociais, mas a mágica não aconteceu.

Os crentes do milagre neoliberal começaram a sentir na pele os efeitos de um confronto desigual: ao lado da privatização de empresas públicas, setores privados nacionais inteiros desapareceram, absorvidos ou vencidos por concorrentes externos, muitas vezes auxiliados por crédito fácil do próprio BNDES. O mesmo crédito negado aos brasileiros. Poucas vezes se viu sucateamento de tal monta.

A burguesia nacional começou a desconfiar que o “dever de casa bem cumprido” – controle da inflação, abertura comercial, reformas em vários níveis (segundo o figurino do Consenso de Washington) –  resultava em déficits comerciais crescentes, falências, enfraquecimento do mercado interno devido ao desemprego, intensificação da dívida pública, duplicação da dívida externa, controle estrangeiro crescente da economia se contrapondo ao protecionismo sólido dos países industrializados, exatamente os maiores pregadores do livre mercado.

Uma rápida consulta a algumas edições do Jornal do Brasil, nos primeiros meses de 2000, mostra que o setor mais dinâmico da economia brasileira reprovava a equipe econômica do governo FHC. Pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), realizada em março daquele ano, sobre as expectativas dos empresários em relação à economia, mostrava um acentuado grau de pessimismo. A nota máxima não passou de 4,6 numa escala de 10. O desencanto burguês era evidente.

Entre 1990 e 1998, os sucessivos déficits comerciais  não podem ser explicados por uma conjuntura externa. Foram resultado de uma política deliberada, que considerava destoante fazer caixa, sendo mais apropriado endividar-se, vender patrimônio, desnacionalizar a economia – e ainda ser obrigado a desvalorizar a moeda.

Esse cenário de terra arrasada foi produzido por um governo que nunca teve política de desenvolvimento, deixando-se levar pelo capital especulativo  que entrava apenas para ganhar juros altos e sair do jogo, aprofundando a sangria. E quem  regia a orquestra da dependência? O mesmo maestro que hoje proclama que “precisamos ter estradas e aeroportos melhores. A produtividade não é só das empresas, uma parte desse trabalho é do governo”. Bons tempos, os de FHC.

Somente com a chegada de Lula à presidência, a  inflação que estava subindo voltou a cair. A reversão do quadro se deu com o incremento no mercado interno, redistribuição de renda e diversificação dos países para os quais o país exporta.

O contraste parece demonstrar que existem mesmo o tipo certo e o tipo errado de política econômica em tempos de globalização. As opções autorizam FHC a proferir críticas? E mais, como ficam os que dizem que Lula deu continuidade a seu antecessor?

Para compreender a sanha golpista das elites reacionárias e seus colossos midiáticos é necessário se dar conta da revolução molecular que vem sendo operada desde 2003. Só um maximalismo pequeno-burguês não deixa perceber a trama.





18 comentários

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Werneck Vianna: Amplíssima base do governo causa comportamento paquidérmico « Viomundo – O que você não vê na mídia

12 de agosto de 2012 às 20h09

[…] Gilson Caroni Filho: FHC, o eco do desencanto […]

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Fabio Passos

12 de agosto de 2012 às 19h34

fhc é joaquim silvério dos reis!
Sem dúvida o pior presidente da história do Brasil.

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Julio Silveira

12 de agosto de 2012 às 18h15

Não sei por que, mas sempre que o FHC fala no Brasil eu procuro o microfone nos States.

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HEBER

11 de agosto de 2012 às 22h06

O Clinton avisou…

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Antonio

11 de agosto de 2012 às 18h54

FHC, nem a família confiava neste senhor – o seu tio, general do Exército e nacionalista falava que o sobrinho nao era confiável.
Além da terra arrasada no seu governo, deixou algumas bombas relógios tipo Gilmar Mendes, Cerra, Alkmin. Ainda bem que a pior delas nao detonou – Cerra – para o bem do país. Imagina o filhote de FHC durante oito anos no governo, aí nao sobraria mais nada a nao ser enchentes, engarrafamentos, incompetencia, soneca até meio dia e tudo na mao de Dantas, Cachoeira. É muita podridao para um único partido e um único cidadao.
FHC, se tivesse um pouco de consciencia, ficaria eternamente calado. Somente o PIG e a direita reacionária tem saudades deste indivíduo.

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FrancoAtirador

11 de agosto de 2012 às 17h21

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HISTÓRIA DO BRASIL

ROL DAS PRIVATIZAÇÕES NO GOVERNO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (1995-2002)

1) Empresas de Mineração, Petroquímica e Energia

COMPANHIA VALE DO RIO DOCE
CARAIBA – Mineração Caraíba Ltda;
PQU (Petroquímica União S.A);
AES SUL (CEEE Distribuição) – vendida para a empresa americana AES; BANDEIRANTE Energia – vendida para o grupo Português EDP;
CELPE – vendida ao grupo espanhol Iberdrola;
CEMAR – vendida ao grupo americano Ulem Mannagement Company;
CESP TIETE – vendida para a empresa americana DUKE;
CETEEP – vendida para a empresa estatal Colombiana ISA;
COELBA – vendida ao grupo espanhol Iberdrola;
CONGÁS – vendida ao grupo britânico British Gas/Shell;
COSERN – vendida ao grupo espanhol Iberdrola; CPFL – vendida para o grupo brasileiro VBC;
ELEKTRO – vendida para a empresa americana ENRON;
ELETROPAULO – vendida para a empresa americana AES;
ESCELSA – vendida ao grupo português GTD Participações, juntamente com o consorcio de Bancos Iven S.A;
GERASUL – vendida para empresa Belga Tractebel;
LIGHT- vendida ao grupo francês e americano EDF/AES;
RGE – vendida para o grupo brasileiro VBC;

2) Instituições Financeiras

BANESTADO – Banco do Estado do Paraná S.A. – vendido ao ITAÚ;
BANESPA – Banco do Estado São Paulo S.A. – vendido ao SANTANDER;
BANCO MERIDIONAL DO BRASIL – vendido para o Banco BOZANO/SIMONSEN;
BEA – Banco do Estado do Amazonas S.A. – vendido ao BRADESCO;
BEG – Banco do Estado de Goiás S.A. – vendido ao ITAÚ;
PARAIBAN – Banco do Estado da Paraíba S.A. – vendido ao ABN AMRO Bank Real
BANEB – Banco do Estado da Bahia S.A. – vendido ao BRADESCO;
BANDEPE – Banco do Estado de Pernambuco S.A. – vendido ao ABN/AMRO;
CREDIREAL – Banco de Crédito Real de Minas Gerais S.A. – vendido ao BCN/BRADESCO;
BEMGE – Banco do Estado de Minas Gerais S.A. – vendido ao ITAÚ;
BANERJ – Banco do Estado do Rio de Janeiro S.A. – vendido ao ITAÚ.

3)Empresas de Telecomunicação

EMBRATEL, TELESP, TELEMIG, TELERG, TELEPAR, TELEGOIÁS, TELEMS, TELEMAT, TELEST, TELEBAHIA, TELERGIPE, TELECEARÁ, TELEPARÁ, TELPA, TELPE, TELERN, TELMA, TELERON, TELEAMAPÁ TELAMAZON, TELEPISA, TELEACRE, TELAIMA, TELEBRASÍLIA, TELASA.

http://epocaestadobrasil.wordpress.com/2010/10/17/lista-das-empresas-privatizadas-por-serra-e-fhc-ele-vendeu-o-brasil-obs-como-sabemos-a-vale-do-rio-doce-foi-vendida-por-32-bilhoes-de-dolares-esse-valor-corresponde-ao-lucro-da-empresa-em-apen/

http://www.bcb.gov.br/lid/gedes/instituicoesPrivatizadas.pdf
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A PRIVATIZAÇÃO DA TELEBRÁS

A privatização do Sistema Telebrás ocorreu por meio de leilão em 29 de julho de 1998 na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, sendo a maior privatização ocorrida no Brasil, arrecadando R$ 22,058 bilhões pelos 20% das ações em poder do governo na época.

O modelo utilizado para a privatização foi concebido por SÉRGIO MOTTA, que ocupava o cargo de Ministro das Comunicações do governo FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (PSDB), mas faleceu meses antes do leilão, quando foi substituído por LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS.

Ao todo, a Telebrás foi dividida em 12 empresas que seriam levadas a leilão:
três de telefonia fixa (Telesp, Tele Centro Sul e Tele Norte Leste),
oito de telefonia celular (Telesp Celular, Tele Sudeste Celular, Telemig Celular, Tele Celular Sul, Tele Nordeste Celular, Tele Centro Oeste Celular, Tele Leste Celular e Tele Norte Celular)
e uma de telefonia de longa distância (EMBRATEL).

O que foi levado a leilão correspondia a 20% do valor das empresas, que representava o controle acionário das empresas.

Foi a maior privatização ocorrida no Brasil, realizada em 29 de julho de 1998 na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, arrecadando R$ 22,058 bilhões, o que representou um ágio médio de 63,7% sobre os valores mínimos do leilão.

A Telesp foi arrematada pela Telefónica de España por R$ 5,783 bilhões,[5] o que representou um ágio de 64,29% sobre o valor mínimo de R$ 3,52 bilhões.

A proposta superou a do outro grupo concorrente, formado pela TELECOM ITÁLIA, BRADESCO e GLOBO, que ofereceram R$ 3,965 bilhões.

A Tele Centro Sul, depois renomeada para BRASIL TELECOM, foi arrematada pelo consórcio liderado pelo BANCO OPPORTUNITY, TELECOM ITÁLIA e fundos de pensão, pelo valor de R$ 2,07 bilhões, com um ágio de 6,15% sobre o mínimo estipulado em R$ 1,95 bilhões.

A TELEFÓNICA DE ESPAÑA também havia apresntado uma proposta, mas foi desclassificada por já ter arrematado a Telesp.

A Tele Norte Leste, depois renomeada para Telemar, foi arrematada por R$ 3,434 bilhões, com um ágio de apenas 1% sobre o valor mínimo de R$ 3,4 bilhões, o menor ágio entre todas as 12 teles leiloadas.

O outro grupo interessado era o liderado pelo BANCO OPPORTUNITY, mas a proposta foi desconsiderada porque o grupo já havia adquirido a Tele Centro Sul.

Foi problemática a participação do grupo que adquiriu o controle da Tele Norte Leste, chamado de AG Telecom e depois Telemar, formado por capitais nacionais, que não seria o preferido do governo para vencer a licitação, diante da dúvida em sua capacidade de honrar os compromissos financeiros assumidos, o que de certa forma se confirmou, levando a alterações em sua composição acionária.

Nas alterações ocorridas na Telemar, como na aquisição da Telecom Itália pela BRASIL TELECOM, desponta a atuação do BANCO OPPORTUNITY e seu controlador, o banqueiro DANIEL DANTAS.
Especulações sobre sua participação nesses episódios, que envolvem espionagem, suborno e tráfico de influência, até hoje ocupam espaço na mídia e resultaram em um sem-número de ações judiciais.

Foi também privatizada a Empresa Brasileira de Telecomunicações – EMBRATEL, responsável pelas ligações telefônicas de longa distância e pelos serviços de teleconferência, adquirida pela empresa norte-americana MCI International, antiga WORLDCOM, que mais tarde entraria em concordata nos Estados Unidos.

A MCI arrematou a empresa por R$ 2,65 bilhões, o que representou um ágio de 47,22% sobre o valor mínimo estipulado em R$ 1,8 bilhões.
Em conversas gravadas consta que o ministro MENDONÇA DE BARROS estimulou a entrada da MCI no leilão e ainda congratulou-os antecipadamente pela vitória.

Em 2004, com a provação da Corte de Falências de Nova Iorque, o controle da EMBRATEL foi vendido para a TELMEX [do mexicano CARLOS SLIM, também proprietário da CLARO].

Mesmo após deixar a presidência da república, cinco anos depois da privatização, FERNANDO HENRIQUE CARDOSO afirmou que o leilão foi um bom negócio e um dos grandes sucessos de seu governo.
Como consequência das regras do leilão, empresas “espelho” competem com as privatizadas, gerando concorrência e redução em alguns preços, principalmente em telefonia celular mesmo com a permissão para que as novas operadoras reajustassem anualmente os valores das tarifas com base no IGP-M, fato que já ocorria quando o sistema era estatal, porém com índices de correção variados.

Algumas semanas após a privatização, foram divulgadas conversas telefônicas obtidas por gravações ilegais em telefones do BNDES que indicavam que fora articulado um favorecimento para que o grupo liderado pelo BANCO OPPORTUNITY adquirisse a Tele Norte Leste.

A repercussão do caso levou à queda do Ministro das Comunicações, LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS, do presidente do BNDES, ANDRÉ LARA RESENDE e de diretores do Banco do Brasil (como o diretor da área externa, RICARDO SÉRGIO DE OLIVEIRA) e o presidente da Previ, JAIR BILACHI.

Em uma das conversas, MENDONÇA DE BARROS diz a BILACHI que é importante que a PREVI forme um consórcio com o OPPORTUNITY e que o ministério ajudará no que for preciso, ao passo que BILACHI diz que vai tratar do assunto com RICARDO SÉRGIO. Ficou claro que RICARDO SÉRGIO era quem realmente mandava na Previ, sendo seu presidente, JAIR BILACHI, mera figura decorativa.
O próprio ministro pede a RICARDO SÉRGIO que o Banco do Brasil dê uma carta de fiança ao OPPORTUNITY e também deixa claro que os consórcios criados para a disputa eram todos montados com a participação do BNDES.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Privatiza%C3%A7%C3%A3o_da_Telebr%C3%A1s
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O CAMINHO DA CITCO

Quem ensinou o caminho da CITCO foi o ex‑tesoureiro de campanhas de JOSÉ SERRA e de FHC, RICARDO SÉRGIO DE OLIVEIRA, artesão dos consórcios que disputaram as estatais.
Escritório especializado em abrir, acolher e operar offshores, a CITCO é representada nos Estados Unidos por DAVID ERIC SPENCER. Advogado norte‑americano, casado com uma brasileira e fluente em português, SPENCER trabalhou com RICARDO SÉRGIO no CITIBANK.
Com o exemplo dado pelo tesoureiro do pai, VERÔNICA SERRA também rumou para a CITCO.
E também seu marido, ALEXANDRE BOURGEOIS.
E mais o ex‑ assessor de RICARDO SÉRGIO no Banco do Brasil e seu braço direito na Previ, o fundo de previdência do BB, JOÃO BOSCO MADEIRO DA COSTA.
Todos mandaram dinheiro para o mesmo escritório.
A grande maioria enriqueceu pós‑privataria…

Uma década depois da avalanche privatista, são proprietários de empresas no Brasil e no exterior, possuem gordas contas bancárias, moram em mansões e são donos de terras.
Fecharam empresas, sofreram processos judiciais e devassas fiscais, mas permanecem empresários de sucesso. Não é para qualquer um.
Tudo gente de fino trato, que jamais comete gafe na hora de escolher o vinho ou o talher.

Lástima que tenham que conviver com outros clientes da CITCO nas ILHAS VIRGENS BRITÂNICAS, caso de JOÃO ARCANJO RIBEIRO, alcunhado “O Comendador”.
Chefão do crime organizado em Mato Grosso, ARCANJO RIBEIRO é acusado de sonegar R$ 840 milhões em tributos e de ter ordenado sete assassinatos.
O que não tolheu a iniciativa da Assembleia Legislativa mato‑grossense de obsequiá‑lo com o título de Comendador”.

A mesma lavanderia prestou serviços ao narcotraficante FERNANDINHO BEIRA‑MAR.

E também, é claro, ao banqueiro DANIEL DANTAS e a RICARDO TEIXEIRA.

Os documentos levantados pela CPI da NIKE evidenciam que o presidente da CBF valeu‑se da offshore caribenha AMERITCH HOLDING para encobrir a compra de uma casa de luxo na Praia de Búzios.
Dessa vez, além dos parentes, Teixeira usou os serviços de ex‑ sócios e advogados.
Inicialmente, OTÁVIO KOEPER, um dos donos da Swap, corretora que operava para a CBF, simula a venda da residência para a offshore caribenha por míseros US$ 14,5 mil.
Um ano depois, o mesmo imóvel foi repassado para uma corretora de familiares do megacartola do futebol brasileiro por R$ 500 mil.
O uso das duas empresas — a offshore e a corretora — além de tentar sonegar a informação de que TEIXEIRA era o feliz proprietário da mansão, ajudou a esconder a provável origem do dinheiro da compra: a própria corretora que prestava serviços para a CBF.
O interminável presidente da CBF sempre negou ter empresas em paraísos do gênero, mas por causa de um ato falho, acabou pagando uma dívida de R$ 18 mil em impostos contraída pela AMERITCH.
Isso prova o óbvio: ele é o verdadeiro dono da offshore caribenha.

(Amaury Ribeiro Jr; A PRIVATARIA TUCANA, páginas 57-59)

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Nelson

11 de agosto de 2012 às 16h46

Fernando Henrique Cardoso liderou o governo mais deletério da história do Brasil.

“FHC destruiu a alma nacional”, afirmou, acertadamente, o saudoso jornalista Aloysio Biondi.

Entre os tantos “absurdos dos absurdos” cometidos pelo governo FHC está o do aumento exponencial da dívida pública interna do país.

Em janeiro de 1995, quando da posse do Farol de Alexandria, essa dívida estava em torno dos R$ 68 bilhões. Quando o Príncipe dos Sociólogos passou o poder a um torneiro mecânico (um reles cidadão, para a elite dominante), em janeiro de 2003, a mesma dívida tinha se multiplicado por 10; chegava aos R$ 685 bilhões.

Detalhe, de grande importância. Nesse meio tempo, FHC e sua cambada de intelectuais, alguns deles mestres, doutores, phds, venderam – doaram – quase 70% do patrimôio público pertencente a todo o povo brasileiro, afirmando que iriam utilizar os recursos arrecadados para amortizar tal dívida.

E, ainda hoje, Veja, Isto é, Época, Folha, Estadão e outros membros do PIG, quando querem nos apresentar um algum paradigma da boa administração, citam o governo de FHC, Malan, Parente, Franco, (nau)Fraga e outros entendidos.

Foi ou não foi o governo mais destruidor da história brasileira?

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Apavorado por Vírus e Bactérias

11 de agosto de 2012 às 14h12

Esse crápula também adora dar palestras de descriminalização das drogas. Será que também está envolvido com isso?

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    José Ruiz

    11 de agosto de 2012 às 17h12

    Palestras sobre a descriminalização das drogas são um aspecto positivo da atuação de FHC.. talvez um dos únicos.. não vejo relação entre uma coisa e outra..

    Valcir Barsanulfo - Ituiutaba-Minas

    11 de agosto de 2012 às 20h21

    \ josé Ruiz, tem algo a ver sim; ele(fhc) já declarou publicamente ter sido usuário de drogas,será que não está em recaida? Muito embora o que ele fala nao tem muita validade, outras vezes ele já pediu para esquecerem o que ele disse ou escreveu.Paalavra de fhc e risco n’agua…!

Apavorado por Vírus e Bactérias

11 de agosto de 2012 às 14h10

Gilson, seu texto é ótimo e mostra a sanha de FHC por desmontar e entregar o País aos neocolonoliberais, por amor e dinheiro. Mas desculpa-me, chamar FHC de cidadão é sacanagem com todo o povo brasileiro. Esse cara não é brasileiro, ele é um inconsequente rastejante descalço e ajoelhado ianque. Essa vai ser sua marca METRALHA na história do Brasil.

Responder

Ramalho

11 de agosto de 2012 às 13h15

O fracasso do governo FHC pode ser resumido em números: levou a dívida líquida pública de 26% do PIB para 60%. Isto corresponde a trilhões de reais. Endividou o país em trilhões de reais, e nada fez de positivo ou construtivo. Para onde foi essa dinheirama?

Depois da saída de FHC, a dívida veio de 60% do PIB para menos de 36%.

Realmente, FHC deveria calar a boca.

Responder

Urbano

11 de agosto de 2012 às 13h04

Ah! Quero ser solidário ao hitler, pois ele era apenas psicopata, mas burro não.

Responder

    Apavorado por Vírus e Bactérias

    12 de agosto de 2012 às 20h44

    Muito bom: kkkkkkkkk.

Urbano

11 de agosto de 2012 às 12h53

No item farsa ele é altamente competente.

Responder

FrancoAtirador

11 de agosto de 2012 às 12h00

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O que FHC andou fazendo entre 1995 e 2002 ?

Responder

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