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José Dirceu: “Nunca fiz parte nem chefiei quadrilha”


22/10/2012 - 21h21

Nota de José Dirceu: “Nunca fiz parte nem chefiei quadrilha”

Mais uma vez, a decisão da maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal em me condenar, agora por formação de quadrilha, mostra total desconsideração às provas contidas nos autos e que atestam minha inocência. Nunca fiz parte nem chefiei quadrilha.

Assim como ocorreu há duas semanas, repete-se a condenação com base em indícios, uma vez que apenas o corréu Roberto Jefferson sustenta a acusação contra mim em juízo. Todas as suspeitas lançadas à época da CPI dos Correios foram rebatidas de maneira robusta pela defesa, que fez registrar no processo centenas de depoimentos que desmentem as ilações de Jefferson.

Como mostra minha defesa, as reuniões na Casa Civil com representantes de bancos e empresários são compatíveis com a função de ministro e em momento algum, como atestam os testemunhos, foram o fórum para discutir empréstimos. Todos os depoimentos confirmam a legalidade dos encontros e também são uníssonos em comprovar que, até fevereiro de 2004, eu acumulava a função de ministro da articulação política. Portanto, por dever do ofício, me reunia com as lideranças parlamentares e partidárias para discutir exclusivamente temas de importância do governo tanto na Câmara quanto no Senado, além da relação com os estados e municípios.

Sem provas, o que o Ministério Público fez e a maioria do Supremo acatou foi recorrer às atribuições do cargo para me acusar e me condenar como mentor do esquema financeiro. Fui condenado por ser ministro.

Fica provado ainda que nunca tive qualquer relação com o senhor Marcos Valério. As quebras de meus sigilos fiscal, bancário e telefônico apontam que não há qualquer relação com o publicitário.

Teorias e decisões que se curvam à sede por condenações, sem garantir a presunção da inocência ou a análise mais rigorosa das provas produzidas pela defesa, violam o Estado Democrático de Direito.

O que está em jogo são as liberdades e garantias individuais. Temo que as premissas usadas neste julgamento, criando uma nova jurisprudência na Suprema Corte brasileira, sirvam de norte para a condenação de outros réus inocentes país afora. A minha geração, que lutou pela democracia e foi vítima dos tribunais de exceção, especialmente após o Ato Institucional número 5, sabe o valor da luta travada para se erguer os pilares da nossa atual democracia. Condenar sem provas não cabe em uma democracia soberana.

Vou continuar minha luta para provar minha inocência, mas sobretudo para assegurar que garantias tão valiosas ao Estado Democrático de Direito não se percam em nosso país. Os autos falam por si mesmo. Qualquer consulta às suas milhares de páginas, hoje ou amanhã, irá comprovar a inocência que me foi negada neste julgamento.

São Paulo, 22 de outubro de 2012

José Dirceu

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69 comentários

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edson

24 de outubro de 2012 às 18h33

Lewandowski confirma que o julgamento do STF pode não valer…

Ao longo da sessão de hoje, Barbosa e Lewandowski protagonizaram trocas de acusações. Em um dos momentos mais duros da discussão, Barbosa insinuou que o colega “advogava” para os réus e ouviu de volta que (…) Barbosa “integrava a acusação e era membro do Ministério Público”, lembrando a origem do relator no mundo jurídico. http://www1.folha.uol.com.br/poder/1174521-apos-discussoes-no-supremo-barbosa-pede-desculpas-a-lewandowski.shtml

Mensalão: julgamento do STF pode não valer
Por Luiz Flávio Gomes
http://www.juristas.com.br/informacao/artigos/mensalao-julgamento-do-stf-pode-nao-valer/1339/

Responder

João Paulo Ferreira de Assis

23 de outubro de 2012 às 11h44

Gente, o link colocado pelo comentarista Edson tem um artigo interessante:

É Cabível Processo de “Impeachment” por Imparcialidade de Ministro no Julgamento do Mensalão
Este artigo de opinião traz a possibilidade de os Ministros que se revelarem notadamente imparciais sofrerem processo de “impeachement”.

Esse artigo sugere que a Direita promova o impeachment do RICARDO LEWANDOWSKI.

É muito sério.

Responder

    edson

    23 de outubro de 2012 às 18h01

    João Paulo Ferreira de Assis.
    Creio que tu não tem discernimento suficiente para a leitura…
    São dois vícios procedimentais seríssimos (diante da Corte internacional) que invalidam o julgamento da Ação Penal 470:
    PRIMEIRO – Joaquim Barbosa presidiu a fase investigativa e está participando do julgamento embora psicologicamente comprometido com a etapa investigativa.
    SEGUNDO – Todo réu condenado no âmbito criminal tem direito, por força da Convenção Americana de Direitos Humanos (art. 8, 2, h), de ser julgado em relação aos fatos e às PROVAS duas vezes, o chamado duplo grau de jurisdição.

    Entendeu??? Ou continua PIGlando…

    razumikhin

    24 de outubro de 2012 às 08h15

    Quanto ao Tofóle, o fato de ele ser ligado “profissionalmente” ao partido do acusado não vale porque ambos são petistas e de reputação ilibada pelo fato aludido, certo? Já o Lewandowski é filho da comadre de D. Marisa Leticia, mas isso só contribui para a biografia dele, certo? Certíssimo.

abolicionista

23 de outubro de 2012 às 11h37

Força, Dirceu! A impunidade que se avizinha, no julgamento (ou nem isso) do mensalão mineiro e da privataria tucana, vai provar de forma cabal que esse foi um julgamento político de exceção. E entrará para a história como tal, como um julgamento em que as provas são supérfluas, que ironia! Para quem não percebe os desmandos da elite brasileira movendo os fios desse teatro de marionetes verborrágicas, resta tratar o evento em chave fantástica.

Conclusão, a despeito das enormes mudanças que a democratização trouxe à nação, ainda restam alguns entulhos pela frente, como demonstra a ação dos integrantes desse tribunal que mais parece um patíbulo.

Responder

    razumikhin

    24 de outubro de 2012 às 08h16

    Dirceu vai sair no indulto de Natal. Tá tudo certo.

augusto2

23 de outubro de 2012 às 09h06

atn equipe do viomundo: voces nao publicaram meu pq comentario ontem sobre os julgadores do julgamento.(a quadrilha desmembrativa)
Talvez fizeram bem. Eu estava enfurecido mesmo, um tanto alem da conta.

Responder

Julio Silveira

23 de outubro de 2012 às 09h00

O Beira Mar se diz pecuarista.

Responder

Messias Franca de Macedo

23 de outubro de 2012 às 07h59

PAUTA PARA O STF! ALÔ, ALÔ, JOAQUIM BARBOSA, ‘O INCLEMENTE’! [RISOS]

ACM Neto e família construíram fortuna se aproveitando da máquina pública
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=rmKDR-LftG4#!

EM TEMPO: “supremo ministro do supremoTF”, Luiz Fux, “a ação penal” acima é pra rico ou pra pobre?!…

Que país é esse, sô?! República de ‘Nois’ Bananas, responde, “na lata”, o matuto ‘bananiense’!

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo – empanturrado de pipoca e água de coco, elevando a audiência da TV (In)Justiça!…

Responder

anac

23 de outubro de 2012 às 06h45

Foi condenado pelos capitães do mato por ser petista e ter retirado milhões da senzala. Casa Grande não perdoa quem liberta seus serviçais. Quem vai agora limpar a latrina da Casa Grande?
Giordano Bruno,
no Tribunal da “Santa” Inquisição,
após ouvir o pronunciamento da decisão
que o condenou à morte na fogueira,
por não haver se retratado da Verdade:
“Tendes muito mais medo vós,
ao ler vossa sentença,
do que eu, ao escutá-la.”

Responder

    Mário SF Alves

    23 de outubro de 2012 às 08h53

    Sou fã desse cara. Estava a anos-luz à frente do tempo dele e do nosso tempo.

Gerson Carneiro

23 de outubro de 2012 às 02h52

No mensalão do PSDB há o assassinato da modelo que era laranja do esquema, e há um recibo de R$ 4,5 milhões assinado pelo Eduardo Azeredo.

Se não prescrever, há grande chance de ser arquivado por falta de prova.

Responder

    Mário SF Alves

    23 de outubro de 2012 às 08h56

    E formação de quadrilha? Neste caso, no máximo, uma feliz e inocente ida à mina dos sete anõesinhos.

    razumikhin

    24 de outubro de 2012 às 08h21

    O PT cometeu estelionato eleitoral claro. Prometeu a todos seus eleitores HONESTIDADE na política. E, o que se viu? Exatamente o contrário disso e as práticas que o partido usou para atacar – com razão, diga-se de passagem – a antiga política nacional. Maluf, Sarney, Lobão, Collor, PMDB etc. estão aí como provas irrefutáveis da mentira do PT.

    razumikhin

    24 de outubro de 2012 às 08h30

    O Azeredo mandou dizer que não sabia de nada, que foi traído.
    Que assinou sem ler.
    Vai pedir desculpas ao povo brasileiro, e dizer que não tem vergonha nenhuma por fazer isso.
    Depois, vai dizer que não houve mensalão tucano.
    Vai afirmar que era tudo inveja e intriga do Serra.
    Muita gente vai acreditar…

Alexandre Mendes

23 de outubro de 2012 às 02h43

A nova oposição não é nova. É a velha elite golpista de sempre.

A Esquerda não está percebendo QUE O GOLPE ESTÁ EM ANDAMENTO. Antes foi com a farda e fuzis, afora com capara preta, empáfia e muito desrespeito e desconsideração com a constituição.

A ilógica dos srs. juízes está estampada nas votações: escrevem 3000 páginas para “argumentar” o voto e depois de horas e horas lendo essa lengalenga, mudam o voto horas depois? Para que gastar, então, anos “analisando” o processo e gastando três meses lendo essas 3000 páginas ao custo altíssimo e depois, em de um dia pro outro mudam tudo que escreveram?

Façam as contas, brasileiros: 11 juízes, salário R$25.000/Mês, 13º, férias. 3 meses de férias por ano, encargos trabalhistas e estatutários.

Fazendo as contas: 11 ministros*14 salários*25000*/mês*181,96% encargos *14/9 (meses trabalhados) = 10.839.888,88 (quase 11 MILHÕES!!!). Agora se contarmos todos os funcionários do STF, deve ter um gasto de mais de R$40 milhões nesses três meses. (basta pegar a verba anual e dividir por 4, mas não tenho tempo), fora os contratos milionários com a escolinha do prof. Gilmar.

OU SEJA, NÓS BRASILEIROS, PAGADORES DE IMPOSTOS, TIVEMOS UMA DESPESAS DE MAIS DE 40 MILHÕES PARA OS 11 MINISTROS FICAREM LENDO AS MILHARES DE PÁGINAS DOS VOTOS, PARA DEPOIS MUDAREM ESSE VOTO DE UM DIA PRO OUTRO! R$40 MILHÕES JOGADOS FORA?

A CONTITUIÇÃO DIZ: “O PODER EMANA DO POVO E EM NOME DELE SERÁ EXERCIDO!”.

A CONSTITUIÇÃO ESTÁ SENDO USURPADA, TORCIDA E DISTORCIDA por esse pessoal e pela mídia porca, vendida e corrupta.

A VONTADE DOS CIDADÃOS ESTÁ SENDO DESRESPEITADA!

Os cidadãos, que são a NAÇÃO e a RAZÃO de todo esse aparato das três esferas de governo, já deram seus VOTOS E VEREDICTOS: UM MILHÃO A MAIS DE VOTOS AO PT com relação à última eleição, e muito menos ao PSDB e DEM, mesmo com toda a campanha sórdida da mídia entreguista comprada por essa elite suja que sempre jogou o BRASIL no atraso.

A CONSTITUIÇÃO ESTÁ SENDO USURPADA, TORCIDA E DISTORCIDA por esse pessoal.

ESSE GOLPE NA CONSTITUIÇÃO TEM QUE SER DENINCIADO E ESTANCADO!

A canalhice que impera na mídia PiG está infectando nosso país!

A canalhice que impera na mídia PiG está infectando nosso país!

A canalhice que impera na mídia PiG está infectando nosso país!

O GOLPE EStÀ EM ANDAMENTO…

Vamos reagir!

Vamos fazer respeitar a CONSTITUIÇÃO!

Responder

Gerson Carneiro

23 de outubro de 2012 às 02h43

A quadrilha de FHC.

Ricardo Sérgio Oliveira, Presidente do Banco do Brasil no governo FHC, disse ao Ministro Mendonça de Barros, sobre a privatização das teles: “Estamos no limite de nossa irresponsabilidade”.

Isso sim é uma evidente confissão.

Responder

Gerson Carneiro

23 de outubro de 2012 às 02h38

Dica II: se você é tucano, ou simpatizante, não será nem julgado (ainda mais porque a Veja não noticiou seu caso).

Dentre inúmeros exemplos: Stephan Nercessian do PPS e Gilmar Mendes, ambos beneficiários do Bolsa-Cachoeira.

Responder

    razumikhin

    24 de outubro de 2012 às 08h36

    Uma característica da esquerda é atribuir aos inimigos os seus próprios comportamentos. Lênin ensinou.

Mário SF Alves

23 de outubro de 2012 às 00h43

Uma coisa já está suficientemente clara: no STéFão do Barbosão do Mensalão, o verniz de civilização ruiu de vez. Teatro, teatro e teatro. Fogueira de vaidades. Cada um querendo ser melhor ator que o outro.
.
Também é certo que a direita aos poucos vai se recompondo das várias surpresas e derrotas que lhe foram impostas pelo PT. Já mede melhor o tempo; adotou a prática de estabelecer cronograma (vide coincidência/precisão absoluta do espetáculo com as eleições). E por aí vai.
.
Só fica a dúvida: não são ingênuos, o cerco está apertando, a democracia está por vir. E já não querem mais ser pegos com aquilo nas mãos. Caiu-lhes a máscara no exato instante em que apelaram para o anti-estado democrático de direito. Mas, aonde efetivamente querem chegar? Sabem que vai haver reação (e não será pouca coisa não). Mesmo porque, culpa deles, com essa estória de mensalão, só fazem nos confundir e aumentar nossa vergonha ante tanta mentira e força bruta. Quando, como e onde não têm como saber, posto que não está definido. Mas, o resto sabem. Se sabem, por que rasgam assim tão despudoradamente o véu do templo? Querem uma nova revolução francesa? Será que a burguesia acha mesmo que o Brasil já amadureceu o suficiente? Ora, parece estranha a tese, até porque nem sequer chegamos ao desenvolvimento. Estamos ainda na etapa do subdesenvolvimento. Estrategistas da direita prestem mais atenção! Vocês não são revolucionários, posto que sempre foram cavalinhos de batalha dos EUA e outras metrópoles. Olhem que a emenda pode sair pior do o soneto, heim!

Responder

abolicionista

23 de outubro de 2012 às 00h40

Não sejamos ingênuos em esperar justiça de um tribunal que absolveu Collor, anistiou os torturadores e liberou o banqueiro de FHC (Daniel Dantas). São eles os corruptos – ao prostituírem a justiça, apenas confirmam o que a história nos ensina a respeito da elite brasileira, da qual são os subalternos: nossas classes dominantes nunca se importaram com o Brasil e atendem a interesses estrangeiros. Acredito firmemente, contudo, que estejamos no caminho certo. Pode ser mera ingenuidade, mas ainda acho possível enfraquecê-los pela via democrática. Embora seja triste assistir de mãos atadas ao banquete dos abutres, que o fortalecimento do PT sirva como antídoto para golpismos desse tipo. Todo poder ao povo!

Responder

    Mário SF Alves

    23 de outubro de 2012 às 11h18

    Abolicionista,

    Cara, você é o cara. Pronto. Fiquei seu fã.
    .
    Vale ressaltar:
    .
    “Não sejamos ingênuos em esperar justiça de um tribunal que absolveu Collor, anistiou os torturadores e liberou o banqueiro de FHC (Daniel Dantas). São eles os corruptos – ao prostituírem a justiça, apenas confirmam o que a história nos ensina a respeito da elite brasileira, da qual são os subalternos: nossas classes dominantes nunca se importaram com o Brasil e atendem a interesses estrangeiros. Acredito firmemente, contudo, que estejamos no caminho certo. Pode ser mera ingenuidade, mas ainda acho possível enfraquecê-los pela via democrática. Embora seja triste assistir de mãos atadas ao banquete dos abutres, que o fortalecimento do PT sirva como antídoto para golpismos desse tipo. Todo poder ao povo!
    .
    Vale ressaltar 2:

    “Acredito firmemente, contudo, que estejamos no caminho certo. Pode ser mera ingenuidade, mas ainda acho possível enfraquecê-los pela via democrática.”

    Estou e sempre estive por aqui com essa utopia. Essa é a minha e agora descubro que é também a sua. É claro que as extremas (esquerda e direita) vão nos taxar de ingênuos e/ou reacionários. Sem problemas. O Lula antes do “Lula lá” dizia claramente isso: “se queremos construir um país, antes temos de saber o país que a gente quer”. Talvez seja seja o caso de se inferir daí que ele estivesse se referindo ao país que seja possível a gente querer.
    .
    Só uma observação:

    Em lugar de “todo o poder ao povo”, e, considerando o momento presente, eivado de inconstitucionalidades e intuições fuxianas, que tal “todo poder à Constituição”? Que tal “tudo pelo Estado Democrático de Direito”?

sandro

23 de outubro de 2012 às 00h34

Zé Dirceu é zé dirceu e pronto.
Acho que a galerinha “baba-ovo”, tá comemorando morrendo de medo.
Zé dirceu preso? É pior prá quem? A direita-midiática que se cuide
Dirceu é um avatar, mesmo preso aliás preso é mais perigoso.

Responder

    Mário SF Alves

    23 de outubro de 2012 às 13h58

    E não será com esse julgamentozinho de meia pataca, arrogante, doutrinário, midiático e de exceção que ele irá se desconstruir. A democracia que queremos ainda está por vir; o Brasil Um País de Todos, o País que livre do subdesenvolvimento ainda está nascendo, está por ser construído.
    .
    Os brasileiros são engenhosos, são industriosos, são fortes, aliás, acrescido disso, é como disse Euclides da Cunha: “o nordestino é antes de tudo um forte”.
    .
    E, sim, seremos capazes de superar o subdesenvolvimento. Basta-nos a democracia verdadeira. Basta-nos o Estado Democrático de Direito.

    razumikhin

    24 de outubro de 2012 às 08h34

    Que vergonha.
    Um ex-chefe da Casa (onde já) Civil ser condenado do jeito que foi. JD perdeu toda a influência e poder. É um fantasma milionário que se acredita socialista, procurando Fidel Castro. Perdeu, prêibói.

mello

23 de outubro de 2012 às 00h18

Os Trapalhões originais eram 4, e faziam o povo rir…Os atuais são 6 e se lixam para a Verdade e a Justiça !
Saudades do Didi, Dedé, Mussum e Zacarias !!

Responder

Jorge Moraes

23 de outubro de 2012 às 00h15

Teríamos três poderes. Esses, no corte primitivo do Iluminismo, seriam harmônicos e independentes. As coisas mudaram, como sói acontecer. No Brasil, mudaram para o seguinte quadro: são quatro os poderes. As midias, em suas diferentes formas, formam o quarto poder. Três, os originais, contam com algum grau de fiscalização ou controle, formal. O quarto criou uma fórmula (quase) infalível para não sofrer algum tipo de controle. Primeiro, apenas cito, é que é um poder de fato (aliás eles adoram poderes e governos de fato), e não de direito. O Segundo é que qualquer tentativa de estabelecer normas mínimas de controle é rapidamente confundido como atentado à liberde de imprensa. Executivo e Legislativo, mal ou bem, sofrem controle direto e periódico da população. O Terceiro, o das togas, não. E têm prerrogativas mais do que abusivas. Agora, o terceiro poder, este aí das togas, com o nada discreto sustento (há quem diga comando) do quarto, aquele sem controle, resolveu que pode ir além. Condenar com provas frágeis ou mesmo sem provas, e pior do que tudo, sob os aplausos de uma plateia inconformada com as mudanças substantivas que os outros dois poderes operaram no país. Até quando vamos assistir a essa triste comédia passar impune? Constituinte, politicamente difícil, mas praticamente a única fórmula para conter a reação feroz da direita. Eles não gostam do povo.

Responder

Marcelo de Matos

22 de outubro de 2012 às 23h22

Depois de confraternizar com o prefeito eleito de Itupeva (município desmembrado de Jundiaí-SP), Lula aguarda a eleição de Bigardi em Jundiaí. Bigardi, ex-PT, hoje PCdoB, disputa o segundo turno com grandes chances. Se eleito, haverá uma grande festa de confraternização na Avenida Nove de Julho. Quem gosta de festa chegue lá. A direita está comemorando a condenação dos petistas. Dia 28 comemoraremos nós.

Responder

tamar

22 de outubro de 2012 às 23h19

Esses vigaristas, não perdem por esperar!

Responder

    Rogerio Barros

    23 de outubro de 2012 às 00h13

    mas muitos dos vigaristas acabaram de ser condenados… e se esperarem mais um pouco, serão presos tb!

FrancoAtirador

22 de outubro de 2012 às 23h16

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Última Instância

10 de julho de 2008

SUPREMO CONCEDE HABEAS CORPUS E DANIEL DANTAS É LIBERADO

O ministro Gilmar Mendes, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu na noite desta quarta-feira (9/7) pedido de liminar no habeas corpus de Daniel Dantas e liberou o banqueiro, sua irmã, Verônica Dantas, e mais nova pessoas presas na operação Satiagraha da Polícia Federal.

Mendes considerou que a prisão preventiva dos acusados era desnecessária, já que eles não representavam ameaça às provas colhidas durante a operação. Dantas já deixou a sede da Polícia Federal em São Paulo.

Além dos irmãos Daniel e Verônica Dantas, o ministro mandou soltar Daniele Sibergleid Ninnio, Arthur Joaquim de Carvalho, Carlos Bernardo Torres Rodenburg, Eduardo Penido Monteiro, Dório Forman, Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomaz, Maria Amália Delfim de Melo Coutrin e Rodrigo Bhering de Andrade.
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Estadão

11 de julho de 2008

Gilmar Mendes concede habeas e liberta Dantas DE NOVO

FELIPE RECONDO – Agencia Estado

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, concedeu agora há pouco habeas-corpus e libertou novamente o sócio fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, da prisão preventiva decretada ontem pelo juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Fausto De Sanctis.

A decisão está sendo encaminhada à Polícia Federal (PF) na capital paulista para cumprimento imediato.

No seu despacho, de 11 páginas, Mendes volta a criticar De Sanctis, afirmando que “não é a primeira vez que insurge-se contra decisão emanada desta Corte”.

O presidente do STF justifica a liminar argumentando não haver motivos suficientes para manter Dantas preso e ressalta não existirem fatos novos para sua prisão.

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,gilmar-mendes-concede-habeas-e-liberta-dantas-de-novo,204496,0.htm

Responder

    Mário SF Alves

    23 de outubro de 2012 às 00h01

    Máaaaaaaaaaaaaaafia! Isso sim é ação mafiosa. Acorda JB(hc)!

PedroAurelioZabaleta

22 de outubro de 2012 às 23h10

Zé Dirceu Dreyfus, foi condenado para condenar o PT – a Justiça(?) encomendada, hoje como a um século atrás…

Em 1894, Alfred Dreyfus, capitão da artilharia do exército francês, de origem judaica, foi acusado de alta traição, julgado a portas fechadas por uma corte marcial e condenado ao degredo perpétuo na ilha do Diabo. A base para a acusação foi um papel que enumerava segredos militares franceses entregues ao adido militar na embaixada alemã em Paris.
O antissemitismo recrudescia na sociedade francesa da época e era ainda mais acentuado no exército, de modo que o nome de Dreyfus servia como uma luva para demonizar os judeus.
O Caso Dreyfus dividiu a sociedade francesa entre os que exigiam um julgamento justo e os que não admitiam que se contestasse a palavra de membros da cúpula do exército francês para defender um judeu.
Dreyfus era, em verdade, inocente: a condenação baseava-se em documentos falsos. Quando os oficiais franceses, que o julgaram, se aperceberam disto, tentaram ocultar o erro judicial. A farsa foi acobertada por uma onda de nacionalismo e xenofobia que invadiu a Europa no final do século XIX.

Responder

FrancoAtirador

22 de outubro de 2012 às 23h05

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IstoÉ

19 de julho de 2000

Na lista dos procurados

O que os procuradores do Ministério Público Federal, no Rio de Janeiro, temiam, aconteceu. Depois de passar 37 dias na carceragem do Ponto Zero, em Benfica, subúrbio do Rio, o ex-banqueiro Salvatore Alberto Cacciola conseguiu um habeas-corpus e desapareceu. O habeas-corpus foi concedido liminarmente na sexta-feira 14 pelo presidente interino do Supremo Tribunal Federal, ministro Marco Aurélio Mello, primo do ex-presidente Fernando Collor.

Cinco dias depois, o presidente do STF, ministro Carlos Velloso, aceitou o argumento de que a liminar não poderia ter sido concedida pelo STF.
Mas já era tarde.
Quatro equipes de policiais federais iniciaram busca ao ex-banqueiro no Rio de Janeiro, mas até a noite da quinta-feira 20 Cacciola continuava fora do alcance da polícia.

Para conceder o habeas-corpus, o ministro Marco Aurélio Mello desqualificou a escuta telefônica que serviu de base para o pedido de prisão feito pelo MP. Os procuradores identificaram nas conversas gravadas uma tentativa de Cacciola de influenciar membros da Procuradoria-Geral da República.

O ex-dono do Banco Marka, liquidado ano passado, logo após a farra da desvalorização do real, é acusado de favorecimento na ajuda de R$ 1,5 bilhão dada pelo Banco Central às entidades financeiras que apostavam na manutenção da política cambial.

O advogado Raimundo Faoro admite que se Cacciola deixou o Brasil “a extradição será difícil, pois ele tem passaporte italiano” e a Itália não extradita seus cidadãos.

http://www.istoe.com.br/reportagens/29874_A+TURMA+DO+LALAU

Responder

Francisco de Assis

22 de outubro de 2012 às 23h02

Parece improvável que estes ministros, antes de julgar os recursos, mandem prender os membros do PT na quinta ou sexta-feira para mostrar na Globo em plantão permanente até o final da eleição, e assim tentar eleger o Serra. Mas que podem fazer até esta barbaridade não se duvide. Já mostraram que estão dispostos a tudo.

Agora que o Supremo se prestará, antes das eleiçoes, a criar algum factóide para tentar eleger o Serra, fechando com chave de ouro esta palhaçada, eu não tenho dúvida nenhuma. Vou dar só um exemplo: mandar a Polícia invadir as casas dos membros do PT em julgamento, com a Globo filmando tudo, com a desculpa de recolher passaportes para evitar que os réus não fujam do país.

Assim é bom que os membros do PT se acautelem quanto a esta e outras possibilidades.

Afinal de contas, não se pode pensar que temos PAZ PÚBLICA no País quando um membro do Supremo Tribunal Federal defende o ‘mal necessário’, ou seja, a ditadura.

Responder

FrancoAtirador

22 de outubro de 2012 às 22h53

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GOVERNO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO DO PSDB

São Paulo, sexta-feira, 11 de agosto de 2000

ELIANE CANTANHÊDE

Nós, os leigos

BRASÍLIA – Os cobras do Direito olham as capas dos processos, ignoram a jurisprudência e tratam do mesmo jeitinho o habeas corpus do Manoel da padaria e do Cacciola do banco.
Um não tem onde cair morto e o outro é vivo e rico o suficiente para sumir no mundo. Nós, os leigos, não entendemos nada.

Os cobras da economia impõem um câmbio irreal e o maior juro do planeta durante meses, anos até.

O empresariado fica de língua de fora e os trabalhadores, sem emprego. Nós, os leigos, não entendemos nada.

Os cobras das finanças despejam mais de R$ 2 bilhões em dois tamboretes para evitar um “risco sistêmico”.
Pouco banco para muito perigo.
Nós, os leigos, não entendemos nada.

Os cobras do TST, do Orçamento e do Congresso e o próprio presidente da República atuam em círculo para liberar milhões para um prédio novo do TRT-SP.
Desvio: R$ 169 milhões.
Nós, os leigos, não entendemos nada.

Os cobras do governo devoram entranhas e segredos de palácios, bancos e ministérios e saem um a um para bancos, consultorias e lobbies privados.
Dobram patrimônios num ano. Depois, voltam.
Nós, os leigos, não entendemos nada.

Os cobras da política xingam a mãe um do outro numa eleição.
E tiram fotos aos abraços, sorrisos, beirando as lágrimas, na seguinte. Nós, os leigos, não entendemos nada.

Os cobras da Polícia Federal não descobrem nem quem anda por aí grampeando telefonemas do presidente da República, quanto mais o ex-juiz Lalau e o Cacciola.
Nós, os leigos, não entendemos nada.

Os cobras do direito econômico fiscalizam negócios, preços, monopólios, mas a inflação é mínima e o reajuste dos remédios, o máximo.
Nós, os leigos, não entendemos nada.

Em resumo, nós, os leigos, somos ignorantes, levianos, desenvoltos, prosaicos e desrespeitosos.
Por isso, grosseiramente injustos.
Mas somos nós, os leigos, que arcamos com o prejuízo!

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1108200005.htm

Responder

rodrigo

22 de outubro de 2012 às 22h42

Formação de quadrilha???
Defecaram feio…

Responder

augusto2

22 de outubro de 2012 às 22h38

O Leme nao pára de curtir o Serra.

Responder

FrancoAtirador

22 de outubro de 2012 às 22h30

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Diário do Grande ABC

Sábado, 1 de abril de 2000 15:39

STF CONCEDE LIMINAR A GENERAL NEWTON CRUZ

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar em favor do general da reserva Newton Cruz desobrigando o ex-dirigente do Serviço Nacional de Informação (SNI) a prestar depoimento em ação que responde no Superior Tribunal Militar (STM).

A decisão de Marco Aurélio, embora apenas estabeleça que Newton Cruz não precisa comparecer ao depoimento no dia 12 de abril, na prática paralisa o processo por falso testemunho contra o general da reserva.

NA AÇÃO MOVIDA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR, NEWTON CRUZ É ACUSADO DO CRIME DE FALSO TESTEMUNHO
POR TER SE NEGADO A DAR OS NOMES DOS OFICIAIS DO EXÉRCITO ENVOLVIDOS NA OPERAÇÃO QUE RESULTOU NA EXPLOSÃO DE UMA BOMBA NO RIOCENTRO NO DIA 1º DE MAIO DE 1981

No habeas corpus que impetrou no STF, Newton Cruz alegou que, por proibição legal, não poderia revelar os nomes a que teve acesso quando integrava o SNI.

O ex-general sustentou ainda que, por ter sido chamado na qualidade de suspeito para depor no inquérito sobre o atento à bomba no Riocentro, não era obrigado a falar algo que pudesse incriminá-lo.

O ministro Marco Aurélio concordou com os argumentos da defesa de Newton Cruz e concedeu a liminar. Como é o único réu na ação, a decisão de desobrigar o ex-general de prestar depoimento no STF tem o efeito de travar o processo até que o mérito da questão seja analisado pelos demais ministros da 2ª Turma do STF.

http://www.dgabc.com.br/News/90000107664/stf-concede-liminar-a-newton-cruz.aspx

Responder

Rodrigo Leme

22 de outubro de 2012 às 22h30

Cadeia ta cheia de inocente. Assim como ta cheio de gente que curte um bandido. É síndrome de Estocolmo.

Responder

    Marcelo de Matos

    22 de outubro de 2012 às 23h15

    Leme, não é só você que está contente. A direitona toda está. Na TV e na internet só se vê manchetes exultantes com a condenação “por formação de quadrilha e outras babas. Festejem hoje porque dia 28 festejaremos nós. Eu gostaria de estar em Jundiaí (não sei se irei) no dia 28. Lá o pessoal vai para a Avenida Nove de Julho se confraternizar. O Bigardi, ex-PT, hoje PCdoB, disputa o segundo turno com grandes chances. Poderemos ter um festão. Nada como um dia depois do outro.

    Rodrigo Leme

    23 de outubro de 2012 às 07h55

    Contente é diferente de satisfeito. Estou satisfeito. Contente eu só estaria se nao existisse esse tipo de corrupto no mundo.

    Como já disse mais de uma vez, que venham os próximos. Eu entro em qualquer briga que seja pra essa fila continuar andando, mas não gasto um minuto com quem quer que esses corruptores saiam impunes.

    ZePovinho

    22 de outubro de 2012 às 23h41

    Cuidado,Rodrigo.Quando o Estado Democrático de Direito é violado,suas palavras podem virar sua pŕopria situação.

    sandro

    23 de outubro de 2012 às 00h28

    O zoinho virado nunca esta feliz, por iss não sai daqui.
    Tem uma sindrome PT alguma coisa. Nos blogs de direita
    ele tem outro apelido que juro quem um dia conto. Né Leme?

    Rodrigo Leme

    23 de outubro de 2012 às 07h56

    Ué, conta…é legal eu saber qual é, pq eu tbm não sei.

Bruce Guimarães

22 de outubro de 2012 às 22h23

Como todo reú em qualquer parte do mundo, eles sesmpre dizem que estão sendo injustiçados e blá blá blá. Foi provado pelo STF, só lhe resta cumprir pena.

Responder

    Gersier

    23 de outubro de 2012 às 01h22

    Em Honduras e no Paraguai,republiquetas bananais,os stf de lá também depuseram os eleitos pelo voto popular com “provas substanciais” que soube-se depois,não passaram de farsas.
    Só que no Brasil a coisa é diferente.
    Que tentem.

    Gerson Carneiro

    23 de outubro de 2012 às 02h49

    “Foi provado pelo STF”

    Sim, prova esta composta por ilações.

    Bruce Guimarães

    23 de outubro de 2012 às 13h37

    Ilações quem faz é o senhor!!! Não leu os autos do processo e por ideologia fica defendendo essa quadrilha.

cesar

22 de outubro de 2012 às 22h21

Como se ventilou a possibilidade de cancelar votação na Camara,pelos supostos votos comprados” pelo STF nesse julgamento , como cancelar o segundo mandato do FHC se também teria sido comprada a votação da reeleição

Responder

Fabio Passos

22 de outubro de 2012 às 22h16

Toda solidariedade a José Dirceu, condenado sem provas em um golpe eleitoreiro da direita.

Aqueles que não tem votos tentam influir no resultado das urnas recorrendo a um tribunal de exceção.

Quadrilha é o conluio de golpistas que protagonizam esta fraude eleitoreira: PiG – stf – psdb.

Responder

Maria Nair

22 de outubro de 2012 às 22h09

Mas como se tratava de uma ação estritamente política e não jurídica, o Relator do processo no STF e o Procurador Geral Roberto Gurgel “esqueceram” de amealhar provas materiais contra Dirceu (a única “prova” era a do suspeito testemunho do “enforcado” Roberto Jefferson). Para compensar a tremenda “falha” de um processo que já tinha uma sentença prévia, determinada pela mídia “murdochiana”, os ministros togados do STF recorreram a “teoria do domínio do fato”, onde as provas materiais ou testemunhais legitimas são absolutamente dispensáveis em nome das “evidências factuais” da autoria de um crime. Em síntese, o Supremo ao reconhecer publicamente que não reunia provas substanciais contra Dirceu e Genuíno utilizou uma metodologia jurídica própria dos regimes de exceção, onde a condenação de réus corresponde a exigências do regime político vigente e não existem as garantias civis do chamado “estado de direito”.http://migre.me/bhnOA

Responder

francisco.latorre

22 de outubro de 2012 às 22h08

judicância de má-fé.

é crime.

cabe processo.

..

Responder

    Mário SF Alves

    23 de outubro de 2012 às 11h26

    “judicância de má-fé.

    é crime.

    cabe processo.” Sim, mas onde? Em que “estância” prezado Latorre.

    Mário SF Alves

    23 de outubro de 2012 às 11h29

    Além do que, pense bem, esses caras vão sempre sair pela tangente com argumentos de tipo: razões de estado; dos males o menor; o fim justificou os meios, e por aí vai, num loop ad infinitum. Então? Em qual “estância”?

edson

22 de outubro de 2012 às 22h00

Mensalão: julgamento do STF pode não valer
Por Luiz Flávio Gomes
http://www.juristas.com.br/informacao/artigos/mensalao-julgamento-do-stf-pode-nao-valer/1339/

Responder

FrancoAtirador

22 de outubro de 2012 às 21h58

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23/12/2009 – Atualizado em 24/12/2009 às 03h43

Folha Online – Cotidiano (SIC)

Gilmar Mendes concede liberdade ao médico Roger Abdelmassih

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, concedeu um habeas corpus na noite desta quarta-feira determinando a soltura do médico.

O pedido foi impetrado no STF na segunda (21) pelos advogados Márcio Thomaz Bastos e José Luis Oliveira Lima. O médico ficou preso por cerca de quatro meses.

De acordo com o advogado de Abdelmassih, o médico deve deixar a prisão ainda hoje, o que depende apenas do alvará de soltura que será concedido pela Justiça, informou o noticiário da Globonews.

A defesa aguarda a soltura, que pode ocorrer a qualquer momento.

Na decisão, Mendes afirma que a prisão preventiva do médico, “sem a demonstração de fatos concretos”, resultou em “mero intento de antecipação de pena”.

Abdelmassih está preso desde o dia 17 de agosto, sob a acusação de ter cometido atentado violento ao pudor e estupro contra ex-pacientes.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, Abdelmassih é acusado de 56 crimes sexuais. Em geral, as mulheres o acusam de tentar beijá-las ou acariciá-las quando estavam sozinhas –sem o marido ou a enfermeira presente. Algumas disseram ter sido molestadas após a sedação.

Ele tinha pelo menos outros cinco pedidos de liberdade negados pela Justiça, e permanecia detido em São Paulo.

Agora, com a decisão do ministro Gilmar Mendes, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Roger Abdelmassih deve passar o Natal em casa.
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Responder

    FrancoAtirador

    22 de outubro de 2012 às 22h19

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    COM HC DE GILMAR, ABDELMASSIH FOGE PARA O LÍBANO

    São Paulo, domingo, 17 de abril de 2011

    Polícia acredita que Abdelmassih esteja no exterior

    Foragido há quatro meses, médico pode ter ido para o Líbano com passaporte falso, via Paraguai e Uruguai

    Se suspeitas estiverem corretas, prisão fica difícil -Brasil não tem tratado de extradição em vigor com o Líbano

    ROGÉRIO PAGNAN
    DE SÃO PAULO

    Passados quase quatro meses de sua fuga, a polícia de São Paulo ainda não conseguiu capturar o médico Roger Abdelmassih, 67. Das poucas pistas obtidas até agora, a principal delas já o coloca fora do Brasil.
    Abdelmassih usou a fronteira com o Paraguai, foi para o Uruguai (onde teria conseguido um passaporte falso) e embarcou para o Líbano, disseram à Folha policiais que participam das buscas. O médico tem origens libanesas.
    Se as suspeitas dos policiais estiverem corretas, uma eventual prisão de Abdelmassih fica muito mais complicada. Isso porque o Líbano não tem tratado de extradição com o Brasil.
    Mesmo que venha a ser preso pela Interpol, o Líbano pode negar a entrega do foragido brasileiro.
    Um tratado chegou a ser assinado em 2002, segundo o Itamaraty, mas apenas o lado brasileiro ratificou o acordo. Para ter valor, como um contrato, os dois lados precisariam feito essa ratificação.
    Até então, a polícia suspeitava que ele estivesse no interior de São Paulo. Segundo a Folha apurou, uma propriedade em Avaré chegou a ser vasculhada. Na semana passada, uma clínica da capital também foi alvo de uma incursão da polícia.
    Em 2010, Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão por ter estuprado ou violentado 37 mulheres entre 1995 e 2008. As vítimas eram pacientes e funcionária de sua clínica de reprodução.

    (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1704201119.htm)

    http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/04/17/com-hc-de-gilmar-abdelmassih-foge-para-o-libano/

Mário SF Alves

22 de outubro de 2012 às 21h53

Resta considerar:

1) Em que hipótese aberrante/absurda o ex-ministro José Dirceu iria querer fazer parte de quadrilha?

2) Em que hipótese suficientemente plausível o ex-ministro José Dirceu poderia ser considerado chefe de quadrilha?

RESPOSTAS:

Hipótese 1) Aberrante e absurdamente o ex-ministro José Dirceu iria querer ser chefe de quadrilha só e somente só diante da possibilidade de o mundo acabar (qualquer mundo!);
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Hipóse 2) Seria plausível julgar o ex-ministro como chefe de quadrilha se sua história, saúde, e inteligência fossem suficientemente capazes de :
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A) Levar o Brasil a uma verdadeira democracia (neste caso o veredito seria nada mais que mera reação ao risco de desenvolvimento socioeconômico do Brasil e com isso contrariar interesses escusos das metrópoles, especialmente a norte-americana);
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B) Levar o Brasil direto pra o socialismo (neste caso o veredito e o adjetivo seriam nada mais nada menos que reação ao medo, horror e ódio à decretação do fim no Brasil da propriedade privada e o fim da sociedade de classes dividida entre ricos e pobres, fato que demandaria verdadeira (e possivelmente) sangrenta revolução social e inevitável enfrentamento dos interesses inconfessáveis dos EUA e outros.

Responder

FrancoAtirador

22 de outubro de 2012 às 21h41

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http://www1.folha.uol.com.br/fsp/exclusivo

São Paulo, quarta, 14 de maio de 1997.

O Universo Online publica nesta página trechos de gravações que mostram a existência de um mercado de votos para que deputados aprovassem a emenda da reeleição. As conversas ocorreram depois da votação em primeiro turno da emenda na Câmara dos Deputados, em 28/01/97.
Para preservar a identidade da pessoa que fez as gravações, foram suprimidos do áudio todos os trechos das perguntas.
A íntegra das reportagens está também na edição eletrônica da Folha de S.Paulo .

Edição de 14/5/97
Amazonino e Serjão

Neste trecho, começa a ficar mais clara a participação do governador Amazonino Mendes, do Amazonas, e do ministro das Comunicações, Sérgio Motta, de acordo com as gravações em poder da Folha.
Segundo o deputado João Maia (PFL-AC), os deputados do Acre esperavam receber dois pagamentos pela reeleição. Um do governador do Acre, Orleir Cameli, e “outro apoiamento a (sic) nível federal”.
Nesta parte da conversa, João Maia afirma que o dinheiro recebido pelos parlamentares acreanos, embora entregue por Orleir Cameli, foi providenciado por Amazonino Mendes e por Sérgio Motta. (FERNANDO RODRIGUES)
Senhor X – Aquele cheque vocês devolveram?
Maia – É, mas ele, ele, ele cobriu, né?
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Som no formato wave

Senhor X – Ele (Orleir) cobriu?
Maia – Cobriu. No meu caso, pelo menos, ele cobriu.
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Senhor X – Ele cobriu? Mas acho que ele deu uma enroladinha em alguém por aí, não deu não?
Maia – Enrolou nós mesmos porque aquele dinheiro era o dinheiro do Amazonino. Que o Amazonino mandou trazer, por ordem do… do… menino aqui, do Serjão. Ele pegou emprestado do Amazonino e cobriu o cheque.
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Som no formato wave

Senhor X – Ah, foi?
Maia – Esse dinheiro seria um outro apoiamento a (sic) nível federal, sabe? Porque aquilo ali, o Orleir é vivo também, né? Ele não é besta. Sabia que estava tudo reservado. E já estava o dinheiro aí, o dinheiro e coisa. E daí que chegou o Orleir andou sabendo e, quer dizer: ‘Não admito isso, não sei o quê’. Mas o Amazonino, disse, olha: ‘Ficou mais fácil para ele’. Pegou e emprestou o dinheiro para o Orleir, ele cobriu o cheque, aquele dinheiro mesmo, esse cheque não ficou nem algumas horas na mão…
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Senhor X – Esse cheque foi o que o Eládio trouxe de Manaus?
Maia – Sim, sim, sim.

A ciranda dos contatos

Neste trecho, o deputado João Maia explica com detalhes como era realizada a abordagem de parlamentares da região Norte na época da votação da reeleição, em janeiro passado.
Segundo Maia, tudo começava com um contato inicial feito pelo deputado Pauderney Avelino, na época do PPB-AM e hoje com entrada anunciada no PFL.
Se havia interesse por parte do parlamentar em negociar seu voto, diz João Maia, o passo seguinte era um contato com o então presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA).
Em seguida, sempre segundo João Maia, Luís Eduardo se incumbia de agendar um encontro do deputado interessado com o ministro das Comunicações, Sérgio Motta. De Motta, o parlamentar era encaminhado para o governador Amazonino Mendes, do Amazonas, que coordenava a votação da reeleição junto aos deputados da região Norte:
Senhor X – O Orleir se sentiu ferido com o Amazonino estar em Brasília coordenando o voto de vocês?
Maia – É. E coincidiu que exatamente ele estava… Tinha saído lá e estava lá no… conversando com o Amazonino. E já tinha sido o Sérgio Motta -isso aí aqui na Presidência, né? Luís Eduardo vai falar com o Sérgio Motta, Sérgio Motta fala com o Amazonino, só que seria um troço…, quer dizer, não teria nada a ver com Orleir pagar os atrasados dele. O filho da puta! Quer dizer, né? Também o Amazonino acabou entregando e participando, eu sei, ele, o Pauderney, que é outro sacana, aí. Esse dinheiro era para o Orleir ter que pagar as dívidas dele atrasadas, você entendeu? Mais esse, Serjão e Amazonino. Mas, o problema é o seguinte: naquela época, bicho, eu estou jogando muito em função da sobrevivência política, pessoal, familiar minha.
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Senhor X – Claro, claro…
Maia – Não jogo com essa hipocrisia de dizer: não dá para perdoar o que eu estou fazendo ainda que pode, etc e tal.
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Senhor X – Na realidade, o liberado foram 200? Do Orleir?
Maia – É, o Orleir, 200.
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Senhor X – Aí não ficou devendo 100 a você e 100 ao Roni?
Maia – Não, não. Ele tinha de fato … esses 200, ele pagou os dois, pra mim ele pagou os dois.
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Senhor X – Mas você sabe que na cabeça dele ele pagou pelo voto da reeleição.
Maia – Sim, é claro. Mas é uma coisa que eu estou dizendo. Eu estou ali também, no fundo, esse pessoal é sacana, filho da puta. Na realidade, ele queria, mais uns outros daqui, Serjão e de Amazonino. O negócio cruzou aqueles troços. O Amazonino… Mas na última hora…
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Senhor X – O Pauderney em cima. O aliciamento começou com ele?
Novo trecho em áudio
Maia – Pelo que eu sei bem é o seguinte: eram os 200 do Serjão, via Amazonino, que era a cota federal, aí do acordo… Ele falou, pra todo mundo, aí, meio mundo, aí. Eu falei com o Luís Eduardo. O Luís Eduardo marcou uma audiência com o Serjão. Daí, o Serjão marcou com o Amazonino. Acho que foi na quinta, à noite. E, depois, na segunda, fui lá falar com o Amazonino. Só que tinha chegado o Orleir, e nesse tempo o Orleir acabou pegando a gente lá.. Sabe? E volta de novo… E aí deu aquela coisa. Eu disse: ‘Não senhor. São duas coisas distintas. Tem aí os nossos acertos, os nossos atrasados, e também tem essa coisa aqui que é federal’. Ele falou: ‘Eu não acredito’, não sei o quê. Eu disse para ele: ‘Tem os atrasados’. E ele: ‘Não, não sei o quê’. Daí ele mandou entregar. Isso foi na segunda de manhã. Não, foi na terça…
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Edição de 13/5/97
O negócio

Neste trecho, o deputado Ronivon Santiago (PFL-AC) é indagado sobre um suposto pagamento que o governador do Acre, Orleir Cameli, teria de fazer aos deputados federais do Estado -com alguma ligação a aprovação de projetos no Orçamento federal.
O deputado muda de assunto e diz que recebeu apenas R$ 100 mil “agora para a votação”. No final deste trecho, é possível identificar que “a votação” era a da emenda da reeleição. Ronivon também explica que recebeu R$ 100 mil em dinheiro. E mais R$ 100 mil lhe seriam pagos por intermédio de uma empreiteira, a CM. Essa empresa teria executado uma obra para o governo do Acre e lhe repassaria R$ 100 mil quando recebesse o pagamento do governador Orleir Cameli. (FERNANDO RODRIGUES)

Senhor X – Ele (Orleir Cameli) não pagou nada daqueles do Orçamento de 94, de 95?
Ronivon Santiago – Não. Ele me deu R$ 100 mil… R$ 100 mil agora para a votação. Deu em cheque e em dinheiro. Me deu um cheque. Aí, depois, me deu dinheiro. Eu devolvi o cheque. Me deu R$ 100 mil, em dinheiro.
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Senhor X – Para a votação?
Ronivon – É. Mas, dentro daquele negócio. Aí, eu fui e acertei com ele. Eu digo, olha, faz o seguinte: aí tem uma nota para mim, quando eu receber de 400 e poucos mil de um (trabalho) que a firma fez, que é para poder me reter o meu dinheiro. Mas está lá para pagar e até hoje não pagou esse dinheiro. E esse dinheiro que dá para pagar todos esses pagamentos. Estou aguardando.
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Senhor X – Mas, me diga uma coisa. Ele não deu 200 mil para cada um?
Ronivon – Mas eu peguei só 100.
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Senhor X – E quem foi que pegou?
Ronivon – Não, todo mundo pegou 200.
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Senhor X – Todo mundo pegou 200… pela votação?
Ronivon – E eu peguei 100. Mas eu tinha um assunto meu. Que ele ia me pagar isso aqui. Aí ficou pra CM. Aí, eu, né…? Ficou pra CM, porque a empresa que está lá, pra faturar essa nota, que é para poder me pagar tudo. Aí, ficou dentro os meus outros 100. Tô pra receber, ele vai me pagar…
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Senhor X – Orleir chegou a dizer a algumas pessoas lá no Acre que os votos tinham sido pagos…
Ronivon – 200 paus.

Senhor X – 200 paus para cada um?
Ronivon – É.

Senhor X – E você, tirou 200?
Ronivon – Só um. Mas eu tenho… vou receber. Está negociado.

Senhor X – O João Maia também recebeu os 200?
Ronivon – Recebeu.
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Senhor X – Os 200?
Ronivon – Todo mundo… Osmir, Zila…
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Senhor X – Então quer dizer que, nesse caso, na reeleição, tudo o que se votou, isso? Hein? O Inocêncio não lhe arrumou nada de dinheiro, não?
Ronivon – Não. Inocêncio, não.
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Novas gravações envolvem ministro do PSDB na compra de votos

Preço do voto: R$ 200 mil
segundo os próprios vendedores de voto
deputados João Maia e Ronivon Santiago

Brasil Online 14/05/97 20h13
De São Paulo

O esquema de compra de votos de deputados federais a favor da emenda da reeleição começa a enredar o governo. Novas gravações obtidas pela Folha envolvem o ministro das Comunicações, Sérgio Motta. Revelam ainda como o deputado João Maia (PFL-AC) vendeu seu voto. Nas gravações, Maia diz que recebeu R$ 200 mil para votar a favor da emenda que pode permitir a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso.
Deputado João Maia, ex-PFL
O deputado revela ainda que a barganha pelo voto previa receber R$ 200 mil do governo federal e outros R$ 200 mil do governo do Estado do Acre. O dinheiro usado na operação, segundo Maia, foi providenciado pelo governador do Amazonas, Amazonino Mendes (PFL), e pelo ministro Sérgio Motta (PSDB).
Na terça, a Folha havia revelado um esquema de compra de votos de deputados na época da votação da emenda constitucional da reeleição, em janeiro passado. Participaram do negócio, pelo menos, cinco deputados federais do Acre e dois governadores -tudo isso segundo os deputados João Maia e Ronivon Santiago (PFL), este último o que protagonizou as revelações de terça.
A história contada por João Maia confirma o conteúdo das fitas com conversas gravadas de Ronivon Santiago sobre a venda de votos a favor da reeleição.
Os diálogos foram gravados sem que os deputados soubessem. Algumas das conversas gravadas com João Maia são posteriores às de Ronivon Santiago.
Em outras gravações com Santiago também consta a acusação contra o ministro Sérgio Motta.
Os dois deputados, João Maia e Ronivon Santiago, foram expulsos pelo PFL nesta quarta.
Maia, relata assim a origem do dinheiro que aceitou em troca de seu voto: “Aquele dinheiro era o dinheiro do Amazonino. Que o Amazonino mandou trazer, por ordem do… do… menino aqui, do Serjão”. E mais: “Pelo que eu sei bem é o seguinte: eram os (R$) 200 (mil) do Serjão, via Amazonino, que era a cota federal, aí do acordo… Ele falou, pra todo mundo, aí, meio mundo, aí”.
João Maia conta em outro trecho: “Esse dinheiro do Amazonino era o dinheiro que já estava aí. Você entendeu? Que o Serjão já tinha acertado. Mas, como ele soube, quer dizer, acabou pegando o dinheiro do Amazonino para pagar o cheque dele. Quer dizer, no fundo, a gente dançou em 200 paus aí nessa brincadeira”.
Esse cheque a que João Maia se refere é um pagamento que ele receberia pelo voto a favor da reeleição. O cheque -não fica claro o valor, se R$ 100 mil ou R$ 200 mil- foi entregue por Eládio Cameli, irmão do governador do Acre, Orleir Cameli.
O cheque nunca foi usado. Nos dias que antecederam a votação do primeiro turno da emenda da reeleição na Câmara dos Deputados, em 28 de janeiro, deputados acertaram a devolução dos cheques em troca de dinheiro vivo.
De acordo com as gravações, a votação da emenda da reeleição foi precedida por uma grande operação de aliciamento de deputados por parte dos governistas no Congresso.
Segundo João Maia, a ponta do esquema era o deputado Pauderney Avelino, na época da votação um membro do PPB-AM -hoje está no PFL. “Esse dinheiro é do Amazonino. Promessa do Pauderney aqui. No nosso corredor aqui, falou em 200 paus. Via Serjão” revela o deputado João Maia na fita gravada a que a Folha teve acesso.
Depois desse contato inicial, havia uma segunda etapa.
No caso de João Maia, segundo ele próprio, essa fase incluiu uma conversa com o então presidente da Câmara dos Deputados, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA).

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/exclusivo/

Responder

    Mário SF Alves

    22 de outubro de 2012 às 21h56

    Neste caso, a quem o SFéFão do Mensalão do Barbosão iria rotular e condenar como chefe de quadrilha?

    FrancoAtirador

    22 de outubro de 2012 às 22h15

    .
    .
    Impossível imaginar o inimaginável,
    meu caro Mário SF Alves.

    Se nem CPI no Congresso saiu,

    que dirá Denúncia da PGR,

    Ação Penal e Julgamento no STF.

    Agora, um fato não se pode negar:

    Eles são maus mas não são burros…

    Nomearam o Engavetador ‘certo’

    para a ‘hora incerta’ (deles).
    .
    .

Gerson Carneiro

22 de outubro de 2012 às 21h29

Dica: se você é petista e for réu em algum processo, nem perca tempo elaborando defesa pois não será considerada.

Responder

    Fabio SP

    22 de outubro de 2012 às 22h24

    Se você não é petista e ainda não for julgado, você já é culpado…

    Rodrigo Leme

    22 de outubro de 2012 às 22h31

    Ainda bem que o STF nao é de vocês, nao? Senão era só mostrar a carneirinho do PT que nao passaria nem no tribunal…

    Mário SF Alves

    22 de outubro de 2012 às 23h59

    Taí, você tem ódio do PT. Por quê? Abandono? Sentiu-se traído? Submeteu-se ao mesmo xarope que deram aquele pobre mentecapto da(in)Veja? Ou a coisa é ainda pior, e o que você sente é medo do PT? Mas, medo e horror por quê? Influência da Regina Duarte?

    Gerson Carneiro

    23 de outubro de 2012 às 02h54

    Tipo assim o que ocorre com o Stephan Nercessian do PPS, e com o Gilmar Mendes. Sei…


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A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.