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Joaquim Barbosa: A imprensa brasileira é toda ela branca e conservadora


07/10/2012 - 11h29

MENSALÃO O JULGAMENTO

Joaquim, o anti-herói

Relator do mensalão revela voto em Lula e Dilma, diz que a imprensa trata escândalos com dois pesos e duas medidas e que o racismo está estampado na TV

sugerido pelo comentarista J Souza

MÔNICA BERGAMO, COLUNISTA DA FOLHA

O “dia mais chocante” da vida de Joaquim Benedito Barbosa Gomes, 57, segundo ele mesmo, foi 7 de maio de 2003, quando entrou no Palácio do Planalto para ser indicado ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A ocasião era especial: ele seria o primeiro negro a ser nomeado para o tribunal.

“Eu já cheguei na presença de José Dirceu [então ministro da Casa Civil], José Genoino [então presidente do PT], aquela turma toda, para o anúncio oficial. Sempre tive vida reservada. Vi aquele mar de câmeras, flashes…”, relembrava ele em seu gabinete na terça-feira, 2.

No dia seguinte à entrevista com a Folha, e nove anos depois da data memorável de sua nomeação, Joaquim Barbosa condenou Dirceu e Genoino por corrupção.

Para conversar com o jornal, impôs uma condição: não falar sobre o processo, ainda em andamento no STF.

O TELEFONE TOCA

Barbosa diz que foi Frei Betto, que o conhecia por terem participado do conselho de ONGs, que fez seu currículo “andar” no governo.

“Eu passava temporada na Universidade da Califórnia, Los Angeles. Encontrei Frei Betto casualmente nas férias, no Brasil. Trocamos cartões. Um belo dia, recebo e-mail me convidando para uma conversa com [o então ministro da Justiça] Márcio Thomaz Bastos em Brasília.” Guarda a mensagem até hoje.

“Vi o Lula pela primeira vez no dia do anúncio da minha posse. Não falei antes, nem por telefone. Nunca, nunca.”

Por pouco, não faltou à própria cerimônia. “Veja como esse pessoal é atrapalhado: eles perderam o meu telefone [gargalhadas].”

Dias antes, tinha sido entrevistado por Thomaz Bastos. “E desapareci, na moita.” Isso para evitar bombardeio de candidatos à mesma vaga.

“Na hora de me chamar para ir ao Planalto, não tinham o meu contato.” Uma amiga do governo conseguiu encontrá-lo. “Corre que os caras vão fazer o seu anúncio hoje!”

Depois, continuou distante de Lula. Não foi procurado nem mesmo nos momentos cruciais do mensalão. “Nunca, nem pelo Lula nem pela [presidente] Dilma [Rousseff]. Isso é importante. Porque a tradição no Brasil é a pressão. Mas eu também não dou espaço, né?”

O ministro votou em Leonel Brizola (PDT) para presidente no primeiro turno da eleição de 1989. E depois em Lula, contra Collor. Votou em Lula de novo em 2002.

“Vou te confidenciar uma coisa, que o Lula talvez não saiba: devo ter sido um dos primeiros brasileiros a falar no exterior, em Los Angeles, do que viria a ser o governo dele. Havia pânico. Num seminário, desmistifiquei: ‘Lula é um democrata, de um partido estabelecido. As credenciais democráticas dele são perfeitas’.”

O escândalo do mensalão não influenciou seu voto: em 2006, já como relator do processo, escolheu novamente o candidato Lula, que concorria à reeleição.

“Eu não me arrependo dos votos, não. As mudanças e avanços no Brasil nos últimos dez anos são inegáveis. Em 2010, votei na Dilma.”

DE LADO

No plenário do STF, a situação muda. Barbosa diz que “um magistrado tem deveres a cumprir” e que a sociedade espera do juiz “imparcialidade e equidistância em relação a grupos e organizações”.

Sua trajetória ajuda. “Nunca fiz política. Estudei direito na Universidade de Brasília de 75 a 82, na época do regime militar. Havia movimentos significativos. Mas estive à parte. Sempre entendi que filiação partidária ou a grupos, movimentos, só serve para tirar a sua liberdade de dizer o que pensa.”

VENCEDOR E VENCIDO

Barbosa gosta de dizer que não tem “agenda”. Em 2007, relatou processo contra Paulo Maluf (PP-SP). Delfim Netto não era encontrado para depor como testemunha. Barbosa propôs que o processo continuasse. Foi voto vencido no STF. O caso prescreveu.

No mesmo ano, relatou processo em que o deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) era acusado de tentativa de homicídio. O réu renunciou ao mandato e perdeu o foro privilegiado. Barbosa defendeu que fosse julgado mesmo assim. Foi voto vencido no STF.

Em 2009, como relator do mensalão do PSDB, propôs que a corte acolhesse denúncia contra o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo. Quase foi voto vencido no STF -ganhou por 5 a 3, com três ministros ausentes.

Dois anos antes, relator do mensalão do PT, propôs que a corte acolhesse denúncia contra José Dirceu e outros 37 réus. Ganhou por 9 a 1.

NOVELA RACISTA

Barbosa já disse que a imprensa “nunca deu bola para o mensalão mineiro”, ao contrário do que faz com o do PT. “São dois pesos e duas medidas”, afirma.

A exposição na mídia não o impede de fazer críticas até mais ácidas.

“A imprensa brasileira é toda ela branca, conservadora. O empresariado, idem”, diz. “Todas as engrenagens de comando no Brasil estão nas mãos de pessoas brancas e conservadoras.”

O racismo se manifesta em “piadas, agressões mesmo”. “O Brasil ainda não é politicamente correto. Uma pessoa com o mínimo de sensibilidade liga a TV e vê o racismo estampado aí nas novelas.”

Já discutiu com vários colegas do STF. Mas diz que polêmicas “são muito menos reportadas, e meio que abafadas, quando se trata de brigas entre ministros brancos”.

“O racismo parte da premissa de que alguém é superior. O negro é sempre inferior. E dessa pessoa não se admite sequer que ela abra a boca. ‘Ele é maluco, é um briguento’. No meu caso, como não sou de abaixar a crista em hipótese alguma…”

Barbosa, que já escreveu um livro sobre ações afirmativas nos EUA, diz que o racismo apareceu em sua “infância, adolescência, na maturidade e aparece agora”.

Há 30 anos, já formado em direito e trabalhando no Itamaraty como oficial de chancelaria -chegou a passar temporada na embaixada da Finlândia-, prestou concurso para diplomata. Passou. Foi barrado na entrevista.

DE IGUAL PARA IGUAL

É o primeiro filho dos oito que o pai, Joaquim, e a mãe, Benedita, tiveram (por isso se chama Joaquim Benedito).

Em Paracatu, no interior de Minas, “Joca” teve uma infância “de pobre do interior, com área verde para brincar, muito rio para nadar, muita diversão”. Era tímido e fechado.

A mãe era dona de casa. O pai era pedreiro. “Mas ele era aquele cara que não se submetia. Tinha temperamento duro, falava de igual para igual com os patrões. Tanto é que veio trabalhar em Brasília, na construção, mas se desentendeu com o chefe e foi embora”, lembra Joaquim.

O pai vendeu a casa em que morava com a família e comprou um caminhão. Chegou a ter 15 empregados no boom econômico dos anos 70. “E levava a garotada para trabalhar.” Entre eles, o próprio Joaquim, então com 10 anos.

RUMO A BRASILIA

No começo da década, Barbosa se mudou para a casa de uma tia na cidade do Gama, no entorno de Brasília.

Cursou direito, trabalhou na composição gráfica de jornais, no Itamaraty. Ingressou por concurso no Ministério Público Federal.

Tirou licenças para fazer doutorado na Universidade de Paris-II. E passou períodos em universidades dos EUA como acadêmico visitante. Fala francês, inglês e alemão.

Hoje, Barbosa fica a maior parte do tempo em Brasília, onde moram a mãe, os sete irmãos e os sobrinhos. O pai já morreu. Benedita é evangélica e “superpopular”. Em seu aniversário de 76 anos, juntou mais de 500 pessoas.

O ministro tem também um apartamento no Leblon, no Rio, cidade onde vive seu único filho, Felipe, 26. Se separou há pouco de uma companheira depois de 12 anos de relacionamento.

PÚBLICO

A Folha pergunta se Barbosa não tem o “cacoete da condenação” por ter feito carreira no Ministério Público, a quem cabe formular a acusação contra réus.

“De jeito nenhum. O que eu tenho do MP é esse espírito de preocupação com a coisa pública. Mesmo porque não morro de amores por direito penal. Sou especialista em direito público.”

DEVER

Nega que tenha certa aversão por advogados [ver página ao lado]. E nega também que tenha prazer em condenar, sem qualquer tipo de piedade em relação à pessoa que perderá a liberdade.

“É uma decisão muito dura. Mas é também um dever.”

“O problema é que no Brasil não se condena”, diz. “Estou no tribunal há sete anos, e esta é a segunda vez que temos que condenar. Então esse ato, para mim e para boa parte dos ministros do STF, ainda é muito recente.”

Diante de centenas de grandes escândalos de corrupção no Brasil, e de só o mensalão do PT ter chegado ao final, é possível desconfiar que a máquina de investigação e punição só funcionou para este caso e agora será novamente desligada?

“Não acredito”, diz Barbosa. “Haverá uma vigilância e uma cobrança maior do Supremo. Este julgamento tem potencial para proporcionar mudanças de cultura, política, jurídica. alguma mudança certamente virá.”

MEQUETREFE

O caso Collor, por exemplo, em que centenas de empresas foram acusadas de pagar propina para o tesoureiro do ex-presidente, chegou “desidratado” ao STF, diz o ministro. “Tinha um ex-presidente fora do jogo completamente. E, além dele, o quê? O PC, que era um mequetrefe.”

O país estava “mais próximo do período da ditadura” e o Ministério Público tinha recém-conquistado autonomia, com a Constituição de 1988. Até 2001, parlamentares só eram processados no STF quando a Câmara autorizava. “Tudo é paulatino. Mas vivemos hoje num país diferente.”

PONTO FINAL

Desde o começo do julgamento do mensalão, o ministro usa um escapulário pendurado no pescoço. “Presente de uma amiga”, afirma.

Depois de flagrado cochilando nas primeiras sessões, passou a tomar guaraná em pó no começo da tarde.

Diz que não gosta de ser tratado como “herói” do julgamento. “Isso aí é consequência da falta de referências positivas no país. Daí a necessidade de se encontrar um herói. Mesmo que seja um anti-herói, como eu.”

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137 comentários

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WALTER

25 de janeiro de 2014 às 21h42

SERÁ QUE EM SÃO PAULO NÃO TEM CORRUPÇÃO? É QUE AQUI NÃO TEM UMA CPI QUE VAI PARA FRENTE, E OLHA QUE O ESTADO QUE MOVIMENTA MUITO DINHEIRO É O ESTADO MAIS RICO DA UNIÃO (BRASIL) , E SUAS OBRAS PUBLICAS SÃO MUITO GRANDES.

DEVE SER TERRA DE POLÍTICOS HONESTOS , OU EU ESTOU ENGANADO?

Responder

WALTER

25 de janeiro de 2014 às 21h38

Gostaria de saber porque o MENSALÃO DE BRASILIA É CHAMADO DE MENSALÃO DO PT, E O MENSALÃO DE MINAS É CHAMADO DE MENSALÃO MINEIRO? bem ja que o de Brasilia é chamado de MENSALÃO DO PT MESMO TENDO VÁRIOS PARTIDOS ENVOLVIDOS, POR QUE NÃO CHAMAR O MENSALÃO MINEIRO DE MENSALÃO DO ” PSDB” ?

Responder

marcos antonio da silva

22 de outubro de 2012 às 18h44

esselenticimo senhor joaquim barbosa quem escreve sou eu marcos antonio do estado rio grande do sul da cidade de capao dacanoa r.s Esselentiscimo joaquim barbosa a trez anos atras eu foi acompanhar a minha esposa ate em uma agencia do inss da cidade de osorio r.s. E ogerente da agencia me espulsou da agencia chamando eu de negro macaco se nao ele ia chamar o policia pra mim foi tratado como macaco e preconceito e excruxao no dia so tinha um celular aoende eu gravei a voz dele me chmando de negro macaco e me esspulssando de um lugar que publico que agencia do inss agora dia 05/12/2012 as 15:30 em capao da canoa r.s. na justiça federal irar ter um julgamento do gerente da agencia do inss me agrediu peço seu acompanhamento no dia do julgamento Esselenticimo joaquim barbaosa meu advogado e doutor jilio cesa dàna contato **51-9117031 ou **51-36251413

Responder

luiz claudio

13 de outubro de 2012 às 18h32

Ao dizer que a midia brasileira é branca e conservadora e o empresariado também,isto somente demonstra a vontade louca deste sujeito de ser aceito por esta turma,ora “EXCELENTÍSSIMO” ,dizem que quem desdenha quer comprar,esta vontade louca de ser aceito,faz o senhor fechar o olhos para verdade,deixe este complexo de inferioridade para trás,o senhor já atingiu um grande patamar na carreira,faz parte do STF,não tem que provar que o senhor é capaz,seja apenas justo,ninguém é culpado até que se prove a culpa,presume-se que todos são inocentes e não culpados,suposições nunca foram motivos de condenar alguém ,JOAQUIM INÁCIO DE LOIOLA,O INQUISIDOR.

Responder

José Lindivaldo Araújo Nóbrega

10 de outubro de 2012 às 00h26

Como é pau-mandado esse Ministro!
Faz e diz tudo o que a elite determina.
Pensa que somos bobos…
Condena cidadãos sem provas, para agradar a classe conservadora, e agora vem com esse lengalenga para dar uma de imparcial…
Que conversa mole, Joaquim!

Responder

    Lindivaldo

    10 de outubro de 2012 às 00h46

    Retificação em tempo:
    Onde se lê “esse lengalenga”, leia-se essa lengalenga.

Jorge

09 de outubro de 2012 às 20h53

Azenha

Sou um advogado e, como o Ministro, também não gosto do direito penal, principalmente o brasileiro que só condena preto, pobre e pt saudações. Desde os tempos de faculdade nunca dei crédito à ideia absurda defendida sagazmente por grandes “juristas”, de que a pessoa humana já nascia com algumas características físicas propensas a ser um criminoso.

No caso do “mensalão”, tenho muitas dúvidas entre o jogo normal da política(sem tentar encobrir o sol com a peneira)onde, quem financia campanha não financia de graça, a conta será paga pelos cofres públicos, direta ou indiretamente e, o CHAMADO MENSALÃO (COMPRA DE APOIO POLÍTICO).

Nas últimas eleições mesmo, alguém acredita que não houve caixa 02? Que empreiteiras financiadoras, por si ou interpostas empresas, farão os futuros viadutos?

O eleito não irá NOMEAR pessoas dos partidos coligados? Eventualmente não irão ajudar um ou outro pagar contas de campanha?

Por todas essas evidências, indago ao Ministro:

1. A prova “vídeo” gravado pela turma do Cachoeira deu o início ao chamado mensalão? Porque não se falou em alto e bom som nesse detalhe?
2. O Ministro acredita nas “contas” aprovadas pelos TREs e TSE?
3. O mensalão não poderia ser uma briga tanto na prestação de contas da campanha quanto pela quantidade de cargos de um determinado partido, ou seja, briga político-partidária, com suas vaidades e seus ciúmes?
4. Qual o grau de democracia das instituições brasileiras à luz da Constituição de 1988?

Um abraço.

Jorge Corrêa Lima
OAB-GO 11.025

Responder

Flavio Wittlin

09 de outubro de 2012 às 15h04

Permito-me, modestamente, compartilhar uma mini-carta aberta.
“Exmo. Juiz Joaquim Barbosa:
O povo hebreu, ao qual pertenço, possui, como V.Ex.ª sabe, passado milenar de perseguição, tendo sido vitimizado pelo mesmo magma de opressão derramado historicamente contra negros, ciganos, índios, palestinos e outros povos.
Contudo, creio firmemente que devemos superar ressentimentos e unir os oprimidos do mundo em torno de uma causa de superação, que vença os opressores, os racistas e os preconceituosos. Aqui, ranço e conceitos apriorísticos não devem florescer, se não dão lugar a linchamentos, físicos ou morais. Como aconteceu neste episódio ‘Pegaram o Tarado’ ( http://www.youtube.com/watch?v=6q7bHktD8Qk) — narrado em videoclipe de 2’51”–, no qual um jovem negro foi barbarizado por uma turba, sob acusação de ter currado quatro mulheres. Para defendê-lo da fúria, coadjuvei ativamente uma resistência…bem, o resto veja por si mesmo.
Prezado Sr, a sua presença no STF é uma oportunidade inaudita de ver a Justiça se fazer ouvindo-se a voz dos oprimidos. Por favor, não a perca. Respeitosamente, Flavio Wittlin”

Responder

Mário SF Alves

09 de outubro de 2012 às 11h43

Sobre o desempenho do JB no dito julgamento da AP 470, vulgo mensalão do PT:
1- Seu verdadeiro momento de glória foi o julgamento do pedido de extradição do Cesare Battisti. Ali, sim, ele brilhou. Deu aula de cidadania. Tá no You Tube. No Entanto, ficam as dúvidas: estaria ele apenas acumulando forças para o “Last act”, a tentativa sórdida de sabotar e desmoralizar o criador do PT? Teria ele igual performance num governo do PSDB?
2- Não se podia esperar nada diferente dele neste dito julgamento. Quem engendrou, modelou, cronometrou e determinou tudo foi o capitalismo mais retrógrado do planeta representado por seus prepostos e beneficiários, a mídia corporativa.

Responder

tori

08 de outubro de 2012 às 18h58

No presente, o grande ministro Barbosa desafia o bom senso.
Nas reminiscências, à custa de um processo, alimenta o sonho burguês.
E lança olhares à casa grande, onde deseja ser recebido em breve com a deferência que merece.
Uma carreira invejável.

Responder

    Pitagoras

    10 de outubro de 2012 às 00h07

    Enquanto a roubalheira centenária era do PMDB, PSDB, DEMO, et caterva, o STF num tava nem aí. Agora na hora em que o PT (contra o qual tenho muitas críticas mas não às da pseudo-elite que ainda domina o país)usa os mesmos métodos, aí a coisa fede. Um peso duas medidas, muito feio para a corte suprema do país. Acho que quem está sendo julgado é o STF.

Karmem

08 de outubro de 2012 às 15h39

Não sou petista, mas tb não sou tão alienada, nem idiota, então…Vejamos, “Herói do povo brasileiro” é assim: “Arquiva” o Mensalão Mineiro ( mais antigo e financeiramente mais lesivo ao erário público) para beneficiar o PSDB, e coloca em julgamento o Mensalão Petista, em pleno período eleitoral… Ou seja, trabalha conforme o interesse midiático e conveniência política ( de determinado partido, obviamente). Tudo isso, quando seu dever principal, deveria ser: Agir com isenção e ser guardião de nossa principal Lei. Esta por sua vez, Diz que todos são iguais perante a mesma… Contudo, na prática, o que ocorre:
O “arquivamento, atraso, adiamento, do Ministro em relação ao julgamento do Mensalão mineiro, já apresenta seus frutos: O WALFRIDO MARES GUIA, ESTÁ PRESTES A SE LIVRAR de qualquer penalidade, pela prescrição. E prejudica os Petistas (inclusive os inocentes). E ele acredita que tem lugar na “mesa dos brancos”. Se esquece que assim que ele perder a utilidade ( caçar os negros fujões, será chicoteado pela mesma “elite” que o aplaude agora).
Realmente, ele não só age como um verdadeiro “Capitão do Mato”, Como é um irresponsável, frente a função que lhe foi confiada: A de ser um dos guardiães da CF! CARGO QUE ANTES DELE, NENHUM NEGRO DESEMPENHOU NO BRASIL. Obviamente, ele ( e nenhum dos outros) devem “ser gratos” a ninguém por isso, tampouco atender a pedidos. Mas tem o dever de agir com total isenção e trabalhar no combate a corrupção e garantir a observação da Lei. Sem perseguir ou beneficiar ninguém. Não é o caso do “Ministro estrela”. Ops, Heroi brasileiro! rs

Responder

    Maurcio Salles

    08 de outubro de 2012 às 18h28

    Amiga Karmem, sem embargado na grande necessidade de negros, índios e demais bons representantes de nosso Brasil real, é necessário conferir a informação de que Joaquim Barbosa é o primeiro negro no STF. Li em algum lugar que ele seria, na realidade, o terceiro negro no STF. Obviamente o numero de negros é extremamente pequeno. Porém, infelizmente, JB não detém esse título honroso. E que venham o quarto, quinto, sexto, centésimo negro desse grande Brasil a figurar entre nossos supremos juízes.

Gersier

08 de outubro de 2012 às 11h32

Mais uma mariposa que já já terá suas asas queimadas nos holofotes do PIG.Que o digam a marina,o ético demóstenes e mais antigamente uma outra senhora chamada heloisa helena,lembram?
O PIG só os deu visibilidade enquanto serviam aos jogos dos interesses escusos dos que pensam ser donos dos nossos destinos,os mafiosoas da mídia.

Responder

    Mário SF Alves

    08 de outubro de 2012 às 17h35

    Dependendo das circunstâncias, o próximo partido a ser queimado, ou melhor, rifado, poderá ser o PSDB. Só assim se desacredita de vez a política no Brasil; só assim abre-se em definitivo o caminho para a fatalidade, a única realmente inerente à índole mórbida do PiG, ou seja, o golpe definitivo contra a parca democracia que temos, o golpe de estado.
    O problema todo se transforam em dilema quando se pensa em onde e como o PiG arranjaria tanta força para seguir adiante? Um golpe de estado pressupõe entre outras coisas:

    1- Uma tese avassaladora, incontestável, emitida por agente imaculado (seria o JB?);
    2- Com o fim da URSS, o discurso da ameaça comunista não funciona mais, além do que, o Zé (en)Cerra, aquele ex-presidente fujão da UNE, autor daquele discurso inflamado na Central do Brasil, em 1964, de ameaçador não tem mais nada, mesmo porque, virou garoto propaganda do que há de mais asqueroso na política mundial;
    3- Precisa de um exército que não seja formado só de Mervais.

    Em sendo assim, qual é a do PiG? Será que virou kamikaze?

Marcelo de Matos

08 de outubro de 2012 às 11h29

Espero que Dilma, ao contrário de Lula, não assuma protagonismo nessa coisa de indicar ministros para o STF. Basta cumprir o ato formal da indicação, nos termos da CF. A escolha em si fica por conta da “comunidade jurídica”, das forças ocultas o do que o valha. A presidenta não deve fazer o papel de amiga da onça: essa não é função que se indique para amigos. Ademais, já temos heróis demais. Aqui aproveito para citar a obra da colombiana Laura Restrepo que tem esse título – Heróis demais. A obra foi publicada com apoio da Dirección General del Libro, Archivos y Bibliotecas do Ministério da Cultura da Espanha. Por que nosso ministério da cultura não tem iniciativas como essa? Aqui só subsidiamos ingressos de teatro. Heróis demais: Joaquim Barbosa tornou-se herói da elite, embora queira aproximar-se da esquerda, fazendo média. O PIG acredita que todos podem acolhê-lo como herói da luta contra a corrupção, exceção apenas do “núcleo duro” do PT. Joaquim estaria livrando o PT desse núcleo duro. Conversa para boi dormir.

Responder

Pelika

08 de outubro de 2012 às 11h25

Dois pesos, duas medidas… Agora duas velas, uma pra cada santo?

Responder

Messias Franca de Macedo

08 de outubro de 2012 às 09h11

Considerando o tal ‘ domínio do fato’ é muito mais plausível que o ministro do STF de Gilmar Mendes (sic), Joaquim Barbosa, tenha votado na dobradinha tucanoDEMoníaca (S)erra-Alckmin nas últimas eleições presidenciais! Sem entrar no mérito dos autos da Ação Penal 470, ‘não é crível’ que um eleitor do atual governo necessite ser tão ‘insólita e exasperadamente contundente’ ao propugnar o seu veredicto! Afinal – ‘data venia’ -, cabe a um juiz argumentar com a chibata ou com as palavras e as provas contidas nos autos do processo?!…

Com a palavra o ‘Justiceiro do Brazil’(!)!…

Realmente, este tal ‘domínio do fato’ “irá dar muitos panos para manga!”…
Quem (sobre)viver, verá!
Aguardemos, pois, as próximas sessões do espetáculo midiático-golpista!…

EM TEMPO: quem sabe o número da ação penal do mensalão (mensalão tucanoDEMoníaco mineiro, revisor!)?!…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo – empanturrado de pipoca e caldo de cana, elevando a audiência da TV (In)Justiça!…

Responder

JB na FSP « Ficha Corrida

08 de outubro de 2012 às 09h03

[…] Joaquim Barbosa: A imprensa brasileira é toda ela branca e conservadora « Viomundo – O que você… Rate this:Sirva-se:Gostar disso:GosteiSeja o primeiro a gostar disso. Deixe um comentário […]

Responder

luiz mattos

08 de outubro de 2012 às 08h06

Mente como um tucano!É servil aos senhores do engenho.

Responder

Roberto Locatelli

08 de outubro de 2012 às 07h24

Joaquim Batman serve a essa elite branca muito bem, tal qual um capitão do mato do tempo dos escravos.

Percebendo que o “efeito mensalão” não seria o esperado pela elite, Joaquim Batman tratou de dar uma entrevista-vacina, para tentar aparecer como “independente”. Mas não vai adiantar. O linchamento capitaneado por ele mostra que não passa de um medíocre rancoroso.

Responder

    Rodrigo Leme

    08 de outubro de 2012 às 10h06

    Incrível como chamá-lo de capitão do mato é aceitável, um termo carregado de ranço racista. Essas são as forças progressistas do Brasil.

    Willian

    08 de outubro de 2012 às 10h55

    PHA já se encarregou de nos explicar o sentido progressista de “negro de alma branca”. Espero ansiosamente que o Locatelli nos explique agora como o termo “capitão-do-mato” pode ser usado de uma maneira progressita e revolucionjária.

    Mário SF Alves

    08 de outubro de 2012 às 19h37

    Ô, Rodrigo. O que é isso, logo você, que era o mais bem preparado dos trolls por aqui. Apela não. Capitão do mato aqui é nada mais que decorrência análoga à dualidade casa-grande versus senzala. Não se desespere, calma, você ainda tem muito o que contribuir aqui no Viomundo. E, antes que eu esqueça, obrigado por alertar contra possíveis ou eventuais resquícios de mediocridade e preconceito. Neste sentido, sinceramente, valeu. Tá vendo só? Num blog de direita onde a dialética é preconceituosa e ideologicamente banida, não se veria disso. Né não?

    Tiago

    08 de outubro de 2012 às 10h42

    Concordo com o colega Rodrigo Leme. Estou indignado com alguns comentários nesse espaço…”capitão do mato”, “negro de alma branca”, “servil aos senhores do engenho”…lamentável!

    Suponho que na novilíngua petista termos racistas tenham sido traduzidos para “progressistas”…

    Luiz Henrique

    10 de outubro de 2012 às 13h19

    As vezes assisto programas policiais, e fico impressionado com o cinismo que os bandidos tem para negar, como se o mundo fosse feito de retardados teletubbies. Quando vejo as declarações destes políticos do mensalão, e de seus advogados bem pagos, tenho o mesmo sentimento. O Barbosa esta é trabalhando muito bem, não acreditando em lorotas do tipo “assinei sem ler”, “era só caixa 2”, ou de que o mordomo era o chefe da quadrilha.

Messias Franca de Macedo

08 de outubro de 2012 às 03h36

Prezado e valoroso brasileiro Francisco de Assis, confesso que já estava dormindo sobre o teclado do computador… No entanto ao ler o seu lídimo e devassador libelo, encontrei forças não sei de onde para agradecer-lhe e parabenizar-lhe pela sua crônica, que passa a constituir-se em arquivo da verdadeira história deste país! Ademais, o seu relato pedagógico faz jus ao seu nome! Lembrei-me da história de *São Francisco de Assis, o acolhedor dos pobres e oprimidos….

(*Com o hábito da pregação itinerante, quando os religiosos de seu tempo costumavam fixar-se em mosteiros, e com sua crença de que o Evangelho devia ser seguido à risca, imitando-se a vida de Cristo, desenvolveu uma profunda identificação com os problemas de seus semelhantes e com a humanidade do próprio Cristo. Sua atitude foi original também quando afirmou a bondade e a maravilha da Criação num tempo em que o mundo era visto como essencialmente mau, quando se dedicou aos mais pobres dos pobres, e quando amou todas as criaturas chamando-as de irmãos. Alguns estudiosos afirmam que sua visão positiva da natureza e do homem, que impregnou a imaginação de toda a sociedade de sua época, foi uma das forças primeiras que levaram à formação da filosofia da Renascença.
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_de_Assis)

Francisco de Assis, creia, a quem eu tiver acesso no plano da civilidade, entregarei uma cópia do seu, digamos, ‘livro de bolso’ – que poderia ter um título, perdão pela insolência da sugestão: ‘A humanidade a partir da perspectiva brasileira – um ensaio condensado da história’. Editora ‘Povo’, 01p.

Felicidades!

Hasta la Victoria Siempre!

Saudações democráticas, progressistas, nacionalistas e civilizatórias,

BRASIL NAÇÃO
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Pedro Ribeiro

08 de outubro de 2012 às 00h18

Esse ministro é um bajulador de “BRANCOS”
Quando diz que votou no Lula e Dilma, está tentando conseguir mais 15 minutos de fama no PIG, pois quer ser reconhecido como INDEPENDENTE.

Já que não tem respeito pela grande maioria do povo brasileiro que são reconhecidos pelo bem que o Lula fez pelo país, deveria no mínimo se respeitar.

ORA BOLAS sr. ministro !

O s

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    Willian

    08 de outubro de 2012 às 10h03

    Só faltou dizer que ele é um “negro de alma branca” (copyleft PHA). Mas o sentido foi o mesmo. Progressistas….rs

    Rodrigo Leme

    08 de outubro de 2012 às 10h07

    Não fecha com o PT? CASSEM-LHE A NEGRITUDE!!!!

    Impressionante.

Chávez sobrevive à mídia e é reeleito com 54% dos votos « Viomundo – O que você não vê na mídia

08 de outubro de 2012 às 00h03

[…] Joaquim Barbosa: A imprensa brasileira é toda ela branca e conservadora […]

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Júlio De bem

07 de outubro de 2012 às 23h58

Tem um monte de gente detonando o Joaquim Barbosa. Os mesmo que tempos atrás veneravam ele como um Deus do STF.

Joaquim Barbosa não julga politicamente, ele julga baseado nas convicções dele. Embora eu, no meu total desconhecimento jurídico acho que ele está errado em condenar Dirceu, o fato de um homem que eu confio (Joaquim Barbosa) dizer que têm caroço nesse angu, já me deixa com uma pulga atrás da orelha.

Duvido muito que Dirceu, que embora tenha uma admirável história, seja inocente na ação penal julgada pelo STF.

E que se crie jurisprudência para punir criminosos de todos partidos, sugadores do sangue do brasileiro. Seja de esquerda ou de direita, que paguem seus erros na cadeia, como qualquer outro cidadão.

Mesmo que digam que não há provas e bla bla bla, santo esse povo que ta sendo julgado, com certeza não é.

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Maria Izabel L Silva

07 de outubro de 2012 às 23h56

Com todo respeito ministro Barbosa: cara de pau tem limites. Perdeu todas no Supremo, só ganha quando é prá ferrar com o PT. Vossa Excelência não acha estranho isso??

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Messias Franca de Macedo

07 de outubro de 2012 às 23h42

UM [HISTÓRICO] CIDADÃO BRASILEIRO FOI QUASE IMPEDIDO DE EXERCER O DIREITO DE VOTAR… A CLAQUE FORMADA POR REPÓRTERES E OUTROS ASSECLAS!
José Genoino: “Vocês são urubus e torturadores da alma humana”

“Dá pra respeitar o direito dele de votar? Ele não é mais um homem público”, disse Rioco Kayano, mulher do petista.

PERGUNTAS QUE NÃO PODEM(RÃO) CALAR!

1- “supremo” Joaquim Barbosa e demais togados do “supremoTF”, excetuando o ministro Ricardo Lewandovski: Estes ‘paparazzos da alma humana’ atuam como ‘verdadeiros bandoleiros de estradas’, lembrando o Celso de ‘Mello’?!;
2- “supremos ministros(as)”, recorram a onisciência e absoluta isenção (sic) de cada um(a)… Como deve ter sido a chegada ao local de votação das seguintes personagens notáveis (idem sic) da nação: Daniel Dantas – e filha; (S)erra – e filha; FFHH do mensalão – revisor, o mensalão da compra de votos para a re-eleição do mesmo!; Eduardo AZARedo e o ex-vice dele do DEMo; Marconi ‘Periggo’; DEMÓstenes Torres; “a esposa” do “professor” Cachoeira; Joaquim Roriz; José Roberto Arruda [o quase-vice “do (S)erra”]; Paulo Preto [“do (S)erra”]; Gilmar Mendes; Cássio Cunha Lima; Artur Neto; Paulo Salim Maluf; José SAIney…?!
3- Depois deste ato de vandalismo supramencionado, nas próximas noites os senhores precisarão de soníferos e/ou suco de maracujá?!…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Fabio Passos

07 de outubro de 2012 às 22h16

É uma tentativa de joaquim barbosa parecer independente.
Até parece que engana alguém…

joaquim barbosa é um pau-mandado da “elite” branca e racista.
um mero boneco do PiG.

O sujeito está condenando cidadãos brasileiros que lutaram e arriscaram a vida contra a ditadura.

E baseado em que provas?
Nenhuma.

Baseado apenas em alegações do PiG… em reporcagens de uma revista vagabunda e racista como a veja.

Responder

Celso Carvalho

07 de outubro de 2012 às 22h07

A Abril provavelmente irá recompensá-lo por essas constatações óbvias. Aguardo ansiosamente a edição de Caras que terá JB visitando a ilha da revista.

Responder

fabio

07 de outubro de 2012 às 20h37

o Joaquim Barbosa, esta fazendo um bem danado ao PT. Coloca essa cambada no xilindró. Para que o PT volte a ter a credibilidade de outrora….

Responder

marcos

07 de outubro de 2012 às 20h08

Jb, covardemente acende uma vela para cada santo. Com este depoimento presunçoso, confere ainda mais legitimidade aos que defendem o Justiçamento no STF. Pois se ele, eleitor de Lula e Dilma condenou, quem irá inocentar?
Recalcado, arrogante e falastrão!

Responder

    Maria Mercedes Nobre

    08 de outubro de 2012 às 00h17

    Você tirou as palavras da minha boca. Mas ingênuo e bem intencionado ele não é mesmo. Quanta arrogância… Será que ele não é Deus?

Scan

07 de outubro de 2012 às 19h57

O sujeito vai acabar na terra de ninguém, entre a senzala e a casa grande.
Parabéns ministro, a primeira parte do golpe já causa estragos em São Paulo.
Seu serviço ainda não acabou, o golpe ainda não está completo, mas o sr. chega lá…

Responder

Fabio Passos

07 de outubro de 2012 às 19h40

“Joaquim Barbosa: A imprensa brasileira é toda ela branca e conservadora”

Sim.
E joaquim barbosa, infelizmente, não passa de um boneco desta imprensa branca, conservadora… e corrupta.

Responder

Patricio

07 de outubro de 2012 às 19h13

A imprensa brasileira é branca e conservadora. Já o ministro é só conservador.
A imprensa brasileira disfarça muito bem. O ministro também.
A imprensa brasileira condena seus adversários políticos por antecipação. O ministro só assina depois.

Responder

Alex Gonçalves

07 de outubro de 2012 às 18h44

Repito aqui o que escrevi pro PHA:

PHA, já notou que o J. Barbosa já tem data de validade? Ao contrário de Heloisa Helena e Marina Silva, a máfia Mídia/PSDB/DEM nem esperou a eleição passar pra mostrar como jogarão o Barbosa fora:

Mesmo antes de ’sugerirem’ que Barbosa não pode ser presidente do STF, eles já estavam tentando engatar o Mensalão (do PT) 2. Ou seja, o mensalão do PSDB também vai ser ‘ultrapassado’ pelo mensalão 2.

Pois eles sabem que o Barbosa também tem o PSDB na mira. Ele mostrou isso antes do julgamento começar, ironizando os repórteres. Infelizmente o Barbosa acha que eles farão, pelo menos, um pouquinho de barulho sobre o PSDB. Ledo engano. Ele já tem data de validade.

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Mário SF Alves

07 de outubro de 2012 às 18h30

O Haddad está indo para o segundo turno em SP. Ma-ra-vi-lha. Então… e por isso mesmo fica o alerta: preparemo-nos! Preparemo-nos porque vem muita baixaria por aí. E de tudo quanto é lado. A engrenagem máfio-mídio-golpista vai ser reazeitada e virá com tudo. Bom… a não ser que o mensalão faça água; que afunde em razão da ADIN do Psol. A não ser assim vai voar bolinha de papel vinda até do núcleo do inferno. A TFP vai mais uma vez mostrar a cara de nojo a tudo o que cheire a povo. A Opus Dei, enfim, vai sair da moita. Os e-mails vão ser abarrotados de mensagens apócrifas anti-Haddad. Até a Maçonaria é capaz de usarem. Quem (sobre) viver verá!

Responder

Marat

07 de outubro de 2012 às 17h48

Que a impren$$$a e o empresariado são brancos (de alma) e conservadores, todo mundo sabe, e daí? Não cabe aos magistrados ajudar a mudar isso, ou vai ficar apenas falando bla bla blas???

Responder

Vanda Correa Nunes

07 de outubro de 2012 às 17h32

Senhor Ministro, com esta entrevista o Sr. quiz enganar quem? Nos do PT não somos debiloides como o sr. imagina. O sr. é um homem que veio de uma classe humilde, mas que tem a alma de elite truculenta e raivosa. É assim que que o sr. me parece. Lamento.

Responder

Julio Silveira

07 de outubro de 2012 às 17h28

Parece que o Minstro Barbosa virou o heroi do PIG.
Mas pera lá, isso não significa que ele esteja errado, o unico significado visivel é que ele cumprindo de seu dever enquadrou réus inimigos do PIG. Ou será que devemos entender que os meus reús devem ser melhor tratados que os PIG?

Responder

Fabio Passos

07 de outubro de 2012 às 17h01

joaquim barbosa é o herói do PiG.
É capa da revista veja, uma organização explicitamente racista, recebendo mil elogios.

Infelizamente joaquim barbosa tornou-se a definição de preto de alma branca.

Responder

Messias Franca de Macedo

07 de outubro de 2012 às 16h59

… Entre outras covardes e tendenciosas injustiças perpetradas, o ministro do “supremoTF” *Celso de Mello, um dia, irá engolir “goela abaixo” a seguinte afirmação: “… Os chefes da quadrilha do mensalão (o do PT) se comportavam como ‘bandoleiros de estradas!”…

EM TEMPO: quem – de sã consciência e espírito livre – admite esta mesma fala dirigida, por exemplo, ao **banqueiro bandido e condenado Daniel Dantas?! O mesmo Daniel Dantas da ‘Privataria Tucana’! O mesmo Daniel Dantas dos dois [indecorosos] habeas corpus notívagos do ministro do mesmo “supremoTF” Gilmar Dantas!

*considerando o tal ‘domínio do fato’, em função do nome ‘de Mello’ (sic), poderíamos suspeitar da integridade moral do “inclemente” ministro do “supremoTF” Celso de Mello(!)
**segundo o ínclito, intrépido e competente delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz

É a tal da coisa: “Um dia da caça: outro dia outro do caçador!”

Quem (sobre)viver verá!

Felicidades!

Saudações democráticas, progressistas, nacionalistas e civilizatórias,

Hasta la Victoria Siempre!

BRASIL NAÇÃO – em homenagem ao honesto, intrépido, competente e sapiente povo trabalhador brasileiro
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Messias Franca de Macedo

07 de outubro de 2012 às 16h58

*ARGUMENTO JÁ ESGARÇADO, SUGERE UMA TESE! Senão vejamos:

“8 dos 11 ministros do STF foram indicados pelo PT. (…)”
*comentário proferido em http://www.cartacapital.com.br/sociedade/que-pais-e-este/#todos-comentarios

*a ladainha fajuta e oca do “em sendo assim, se os réus do mensalão (o do PT) não fossem realmente culpados, os ministros indicados dariam uma ‘mãozinha’ para os acusados!…”

EM TEMPO: o matuto leigo pensou: “[Portanto] um comentário [tendencioso] de outro leigo em Direito Penal, involuntariamente, acaba por DES-MON-TAR, DESMONTAR, a [inusitada] tese do ‘domínio do fato’! Ou seja, Os maiores, digamos, interessados nos votos favoráveis à absolvição dos réus detinham sim ‘o domínio do fato’!…”

EM TEMPO: com a palavra “os doutores do Direito”!…

BRASIL NAÇÃO – em homenagem ao honesto, intrépido, competente e sapiente povo trabalhador brasileiro
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Ananda

07 de outubro de 2012 às 16h56

“A imprensa brasileira é toda ela branca e conservadora”, mas o nobre colega parece se refestelar com os 15 minutos de fama que a mesma imprensa lhe dá, não? Na minha terra isso se chama falta de coerência, mas prefiro chamar de conversa pra boi dormir.

Responder

Olavo

07 de outubro de 2012 às 16h49

O Problema não é o Barbosa. O problema é Lula, a Dilma que vencem a eleição e não tem coragem de dar o poder ao povo. O PT comandado a partir de SP, só poderia dar nisso. As lideranças assistem a tudo tranquilos, quando solicitados vão correndo às paginas dos jornais e TVs das elites. Ninguém, mais ninguém mesmo dos que estão no governos nunca assumiram uma posição de contraponto, sem contrariar o poder da elite, como o povo terá poder?

Responder

    Mário SF Alves

    07 de outubro de 2012 às 17h57

    Olavo, por gentileza, diz aí como é que seria esse (conceder) empoderamento do povo. É sério. Como é que o PT faria isso? Quais as estratégias poderiam ser adotadas? Qual a viabilidade política de tal empoderamento?
    Assim, se o PT tivesse esse poder e não o exercesse, aí, sim, seria mais do que justificável e necessária uma campanha massiva de desmoralização e boicote do mesmo. Mas, infelizmente, o que temos visto é, nada mais, nada menos que a demonização do PT. Tudo devidamente arquitetado (perdão aos arquitetos) pelos eternos e mais ferrenhos inimigos não apenas do PT, mas da democracia e do desenvolvimento socioeconômico do Brasil; todos eles notadamente incorporados na mais ferrenha e ensandecida oposição. É isso o temos visto.

    Scan

    08 de outubro de 2012 às 10h43

    Comece por se reaproximar do povo.
    Comece por se reaproximar dos sindicatos.
    Basta isto e já será um bom começo.
    Afaste-se dos rapapés dos Frias e assemelhados, vá onde o povo estiver e não nos salões nobres da canalha golpista.
    Não dá pra esquecer o povo após as eleições como Dilma, a gerentona, está fazendo.
    Não dá pra ficar alisando os algozes.
    Qual é a dificuldade?

Remindo Sauim

07 de outubro de 2012 às 16h45

O ministro Barbosa só está condenando o Dirceu e o Genuino por que sabe que ninguém vai em cana. Tudo vai continuar do mesmo modo, os dois continuarão como heróis da resistência a ditadura, do PT e do Brasil. E o Zé Dirceu serve melhor ao PT e ao país trabalhando por trás do palco.

Responder

Gerson Carneiro

07 de outubro de 2012 às 16h36

Uma coisa que observo na TV é que negro não compra carro, não mora em condomínio fechado, não tem família feliz e sorridente, não estuda em faculdade.

Essa é a mensagem que os comerciais me passam.

Nunca vi um comercial de automóvel com um negro dirigindo na figura de proprietário do carro. Observem. Não existe.

Responder

    claudia

    07 de outubro de 2012 às 23h38

    Nem nos comerciais de margarina ou sucrilhos, onde uma família feliz e sorridente senta-se em uma mesa lotada de guloseimas para o café da manhã, o pai já de gravata indo para o trabalho, as cças se preparando para o colégio…

Jotage

07 de outubro de 2012 às 16h31

Ele está cada vêz mais parecido com o Demóstenes. Numa foto dos dois lado a lado eu não saberia dizer quem é quem.

Responder

    Luiz Reis

    08 de outubro de 2012 às 07h11

    Amigo, respeitando sua opinião, peço que reflita sobre o que diz. Demóstenes é associado à bandidagem, um braço político do crime… compará-lo ao Joaquim Barbosa, pelo fato dele ter opiniões diferentes da sua, não é um tanto sem propósito? Cuidado, como todos nós temos que ter cuidado para não matarmos as pessoas que um dia podem ser muito importantes para a mudança, o JB é um deles. Ele não é o idiota deslumbrado que estão pintando por aqui, apenas está equivocado em muitas de suas convicções no julgamento, de acordo com NOSSA opinião, certo? Ele tem o direito ou não?

Marcelo de Matos

07 de outubro de 2012 às 16h24

Já tentei, por toda lei, livrar-me do recebimento dos e-mails sobre a o novo número da Veja. Talvez, por ser assinante do UOL, eles não atendem ao meu pedido e continuam mandando. Hoje chegou o e-mail: “O TRIUNFO DA JUSTIÇA – Os ministros do Supremo Tribunal Federal condenam os mensaleiros, denunciam a corrupção e caem nas graças dos brasileiros, carentes de referências éticas.” Durmam com esse barulho!

Responder

    Mário SF Alves

    07 de outubro de 2012 às 17h00

    Aguarde um pouco mais e vão dizer que você foi sorteado para 01 dia de (in)Veja grátis. Conselho: compre EPI contra lixo tóxico ideológico.

Rose PE

07 de outubro de 2012 às 16h12

Ministro contraditório, vota na Dilma e condena PTista com provas tênues. Conta outra , pois essa é velha. Ele deve está adorando ser corteja e exaltado por essa imprensa branca e conservadora. Aproveita , Ministro!

Responder

    Julio Silveira

    07 de outubro de 2012 às 17h08

    Rose. você deveria comprar um oculos que pudesse lhe ajudar a abrir seus olhos para todas a nuances e angulos do mundo que você defende.

Mário SF Alves

07 de outubro de 2012 às 16h05

Prezado senhor JB,

Fosse dado a mim o poder de acusá-lo, desde já deixo claro que o perdoaria. Mesmo porque, no que tange ao dito julgamento da AP 470, o dito mensalão do PT, seu papel não poderia mesmo de forma alguma ser outro. É a aplicação mais pura e cristalina da regra de ouro do sistema e do regime. Ou seja: “aos amigos do rei… Bom… o resto você sempre soube. Pena que, em se tratando de SUPREMO, o povo só esteja sabendo agora. Mas, antes tarde do que nunca. Né, não?

Responder

Gerson Carneiro

07 de outubro de 2012 às 15h54

Responder

    Mário SF Alves

    07 de outubro de 2012 às 15h58

    Graaaaaaaaaaaande, Gerson. Valeu.

    Marcos C. Campos

    07 de outubro de 2012 às 16h44

    Este REALMENTE mudou o Brasil.

    Marisa

    07 de outubro de 2012 às 17h18

    Obrigada, Gerson! Minha alma fica pequena diante das tantas insanidades dos
    últimos dias…

    Gerson Carneiro

    07 de outubro de 2012 às 18h31

    Obs: a arte não é de minha autoria. Caiu no meu face.

Atila

07 de outubro de 2012 às 15h53

JB, na condição de relator de ambos os mensaloes, o do PT e do PSDB, era o senhor da decisão de qual priorizar. Priorizou o do PT, embora o do PSDB fosse mais antigo e abarcasse valores muito superiores.
Logo, não eh aceitável que queira transferir essa irresponsabilidade para a imprensona.

Responder

FJP

07 de outubro de 2012 às 15h46

Ah-ta! Então quer dizer que ele vai dar tratamento igual ao mensalão mineiro?
Só vou vendo!

Responder

SILOÉ-RJ

07 de outubro de 2012 às 15h42

Tá querendo enganar a quem???
JUSTICEIRO de mäos pesadas, que o diga sua mulher, e pés de barro.

Responder

abolicionista

07 de outubro de 2012 às 15h37

Prestem atenção, isso se chama cinismo, e é uma arma poderosa…

Responder

    Paulo

    07 de outubro de 2012 às 16h34

    Cinismo, emoldurado por vaidade!
    Paulo(BH-MG)

Jurema Yonamine

07 de outubro de 2012 às 15h37

Estou pasma. Muitos iguais e esse ministro se dizem eleitores do PT.
Será…. E por 3 vezes…. Nem Freud explica.

Responder

    Paulo

    07 de outubro de 2012 às 16h37

    Não é eleitor do PT nada, jogou para a plateia demo/tucana.
    Com isso ele levanta a bola e agora os paladinos da justiça, criados pela mídia corrupta chutam a bola.

    Qual a diferença para Gilmar Mendes?

J Souza

07 de outubro de 2012 às 14h58

Ainda bem que ele não pôde ser questionado sobre o processo que está em andamento.
Imaginem ele ter que responder onde estão as provas contra o Genoíno e o Dirceu.
Joaquim é um ex-pobre que agora tem alma burguesa!
É o que vai acontecer com a maior parte da nova classe média brasileira, que continuará sendo servil à “elite”.

Responder

Messias Franca de Macedo

07 de outubro de 2012 às 14h44

A [SUPOSTA] INGENUIDADE DO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA! ENTENDA

(…)
Repórter: Diante de centenas de grandes escândalos de corrupção no Brasil, e de só o mensalão do PT ter chegado ao final, é possível desconfiar que a máquina de investigação e punição só funcionou para este caso e agora será novamente desligada?
“Não acredito”, diz Barbosa. “Haverá uma vigilância e uma cobrança maior do Supremo. Este julgamento tem potencial para proporcionar mudanças de cultura, política, jurídica. Alguma mudança certamente virá.”
(…)
FONTE: entrevista concedida a um “conhecido” jornal do estado de São Paulo.

RESCALDO: guardemos estas declarações e esperemos sentados – *ad infinitum!
*Ad infinitum é uma expressão de origem latina que significa literalmente “até o infinito”. Geralmente é empregada para designar situações que se perpetuam para sempre ou ilimitadamente ou então processos que se repetem indefinidamente. FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ad_infinitum

(EM TEMPO: podemos inferir a suposta ingenuidade do ministro e, por tabela, compreender melhor o caráter da maioria dos ministros do “supremoTF”: Disse ele [Joaquim Barbosa] na mesma entrevista: “A imprensa nunca deu bola para o mensalão mineiro, ao contrário do que faz com o do PT. São dois pesos e duas medidas. (…) A imprensa brasileira é toda ela branca, conservadora. O empresariado. Todas as engrenagens de comando no Brasil estão nas mãos de pessoas brancas e conservadoras.”

IMPORTANTE, de acordo com a reportagem: em 2009, como relator do mensalão do PSDB, propôs que a corte acolhesse denúncia contra o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo. Quase foi voto vencido no STF –ganhou por 5 a 3, com três ministros ausentes.

República de ‘Nois’ Bananas e Babacas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo – empanturrado até “a goela” de pipoca e caldo de cana, elevando a audiência da TV (In)Justiça!…

Responder

Raimundo

07 de outubro de 2012 às 14h34

Me parece ser um idealista. Mas, depois desta entrevista, não o nomearão para a presidência do supremo. Aguardemos.

Responder

Willian

07 de outubro de 2012 às 14h24

Muito boa reportargem. Conhecer o homem Joaquim Barbosa torna o julgamento do juiz Joaquim Barbosa mais contundente ainda.

P.S. Sobre imprensa e racismo cabe uma observação. Tenho visto ultimamente nos comentários da blogosfera progressista relativos ao mensalão as expressões “senzala”, “casa-grande” e “capitão-do-mato”. Se fosse Celso de Mello ou Gilmar Mendes o relator será que veríamos isto?

Responder

    Mário SF Alves

    07 de outubro de 2012 às 15h56

    Manda prender (e quem sabe, arrebentar) o Gilberto de Melo Freire. É dele a ideia original; a mesma que permitiu a gloriosa analogia. É dele o registro histórico da dualidade (Brasil) Casa-Grande e Senzala.

Carlos Ribeiro

07 de outubro de 2012 às 14h16

Não vou comentar porque não conseguí ler a matéria até o final. Tinha acabado de almoçar, a comida ameaçou voltar então parei. Peço desculpas.

Responder

    Abel

    07 de outubro de 2012 às 15h17

    Eu nem tentei começar. Prefiro ler os comentários…

    Mário SF Alves

    07 de outubro de 2012 às 16h10

    Adotei o mesmo pragmatismo. Li de relance. Preferi deixar a carga mais pesada para depois do almoço. Assim, como você, resolvi começar pelos comentários.

Paulo

07 de outubro de 2012 às 14h01

Joaquim Barbosa: Fausto

Responder

mucio

07 de outubro de 2012 às 13h58

Usa escapulário.Deus a coisa tá pior do que pensei.

Responder

Marcos W.

07 de outubro de 2012 às 13h51

Tem muito comentário equivocado por aí! Pelo jeito, não foi o Joaquim que mudou, mas outros ministros do STF. E parece que mudaram muitos comentaristas!!

Responder

Luiz Reis

07 de outubro de 2012 às 13h46

Ele dá a entender que julga baseado nos autos, independente de ver o que vê fora deles… tanto que se diz um homem de esquerda e eleitor do PT… mas se assim fosse não estabeleceria uma proposta de condenação firmada em percepções, sem provas. Parece-me, mais um, que quando vê um mirofone da globo ou um gravador da folha e da veja não resiste e esquece toda sua formação, toda sua história. A vaidade pessoal é o grande câncer de nossa sociedade… o jogar para a platéia virou regra…

Responder

Ricardo Pirola

07 de outubro de 2012 às 13h41

“[…] Folha é perspicaz. Em seu artigo, mostra Barbosa como eleitor de Lula e Dilma, jurista devotado, imparcial, coerente na sua atuação no STF, de origem pobre, sério, tentando desmontar as críticas de que o que está ocorrendo no STF é um julgamento “político”, de “exceção”. Afinal, não se trata de um magistrado identificado com a Direita que está condenando, mas um eleitor do Lula. Enfim, Mônica Bergamo, de forma sutil, ratifica a imagem de herói do Brasil. Ardiloso, muito ardiloso, o texto do jornalão. Entretanto, joga para baixo do tapete todas as incongruências e contradições do honorável ministro para reforçar uma imagem positiva[…]”
Vale a pena ver o restante do artigo “O ardiloso flerte da Folha com Joaquim Barbosa”.
Link: http://tabnarede.wordpress.com/2012/10/07/o-ardiloso-flerte-da-folha-e-joaquim-barbosa/
Enfim, não precisamos de heróis.

Responder

    Mário SF Alves

    07 de outubro de 2012 às 16h13

    É… pensando bem, assim, não, mesmo.

Muniz

07 de outubro de 2012 às 13h40

Sobre o racismo e o politicamente correto: no Brasil a negação do racismo legitima atitudes políticamente incorretas. A lógica perversa: ora, se não somos racistas, então, não há necessidade da neutralidade linguística ou atitudinal que definem o conceito de politicamente correto.

Responder

souza

07 de outubro de 2012 às 13h38

outro equívoco do ministro barbosa.
jogou todos os jornalistas na vala comum.
a imprensa marrom chama-se PIG.
esta sim, representa a casa grande e de fato é branca e conservadora.

Responder

Marcelo de Matos

07 de outubro de 2012 às 13h30

Se eu tivesse um amigo superdotado intelectualmente que fosse convidado a ser ministro do STF eu lhe diria – amigo, caia fora. Essa engrenagem vai moer reputações e moerá, também, a sua consciência. O STF não escolhe quem vai ser julgado. Essa seleção é realizada pela Procuradoria-geral da República, já chamada de Engavetadoria-Geral, não se sabe a quantas mãos. Outras instituições assessoram a Procuradoria-Geral na seleção dos inquéritos, entre elas a PF. Segundo o UOL noticiou teremos, não disseram quando, mas, provavelmente às vésperas da eleição de 2014, o mensalão 2, um inquérito sobre o relacionamento Dantas/Valério/PT. A engrenagem de moer gente deverá estar presidida por Barbosa (coitados de seus pares). Não culpo Barbosa por nada: mesmo com fortes dores na coluna trabalha com muita dedicação. Seu único erro foi ter aceitado esse cargo. Primeiro negro na história do tribunal terá que pagar um alto preço por isso. Não adianta dizer que votou no Lula ou na Dilma. Sua imagem de gendarme do sistema já está consolidada.

Responder

Mário SF Alves

07 de outubro de 2012 às 13h28

Uai!?? Que diabos é isso? Primeiro informa que desde 2006 já era relator do escândalo do mensalão, depois, que primeiro votou no Lula, e que na sequência votou na Presidenta Dilma. Das duas uma, ou estamos diante da suprema incoerência, ou o JB age pautado por forças ocultas. Ou será que vai alegar que em 2006 ainda desconhecia a essência do processo? Sei lá, muito estranho. Estranho demais.

Responder

Francisco de Assis

07 de outubro de 2012 às 13h27

Que esperar de uma pessoa que, enquanto Juiz do Supremo Tribunal Federal, SE OMITIU na ação que visava assegurar os direitos humanos no Brasil, permitindo o julgamento dos torturadores, assassinos e mandantes da ditadura ?

Pois o ministro Joaquim Barbosa alegou dores na coluna para não dar o seu voto sobre os torturadores. Estava em coma ou inconsciente ? Não poderia pedir vistas ? É uma atitude honesta lavar as mãos quando se pergunta se agentes do Estado podem praticar crimes contra a humanidade, torturar e matar ? Não seria menos vergonhoso fazer como Celso de Mello, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Carmen Lúcia, Cesar Peluso, Ellen Gracie e Eros Grau, os sete ministros que pelo menos mostraram a cara e responderam “Sim, os torturadores, assassinos e mandantes da ditadura não podem ser sequer julgados, quanto mais punidos” ? A ditadura pode ser branda, como diz a Folha de São Paulo ? Seus crimes conexos contra a humanidade não tem gravidade ? Pode ser garantido a seus seguidores, hoje e no futuro, que estejam tranquilos para golpear o povo e a democracia, torturar e assassinar mais uma vez ?

O ministro Joaquim Barbosa publicou nota em que, pretendendo se tornar presidente do Supremo, escreveu que “não fará indevidas devasssas administrativas” no órgão. Ora, isto (QUE NÃO FAÇA COISAS INDEVIDAS) é o que se espera de um presidente do STF, e isto não precisa ser afirmado, exceto quando há dúvidas a respeito, ou se deseje insinuar algo fora do lugar.

O que deveria ter garantido aos cidadãos é que “fará as devidas investigações administrativas”, como por exemplo, investigar se, como informado pelo jornal Estadão, o ministro Gilmar Mendes contratou informalmente um notório criminoso, o sr. Jairo Martins, capanga do bandido Carlinhos Cachoeira, para fazer varreduras no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, e se, como noticiado pela revista Piauí, o sr. Gilmar Mendes ganhou presentes do advogado Sérgio Bermudes, inclusive viagens internacionais.

Que esperar de alguém que, enquanto Ministro do Supremo Tribunal Federal, SE OMITIU e DEIXOU CAMPEAR A MENTIRA NUM PAÍS DE 200 MILHÕES DE HABITANTES, para levar vantagem pessoal, sair na frente, e favorecer suas teses num julgamento ?

Pois MESES A FIO a imprensa noticiou para todos os brasileiros que cada juiz do supremo daria o seu voto integral no processo do ‘mensalão’. Meses a fio toda a população foi enganada por esta mentira. O sr. Joaquim Barbosa SABIA que era mentira, e meses a fio se calou e SE OMITIU. Depois de iniciado o julgamento, e somente APÓS A DEFESA DOS RÉUS, o sr. Joaquim, à moda Gilmar Mendes, ardilosamente fatiou o julgamento, mudando seu rito, no primeiro dos golpes aqui desferidos.

Ministro Joaquim Barbosa, esperamos que se recupere destas falhas de personalidade, pois errar é humano. Que não se omita mais no futuro e que faça jus à honestidade com que construiu sua carreira e à expectativa com que o PRESIDENTE LULA, EM NOME DO POVO BRASILEIRO, lhe promoveu a cargo tão nobre e importante.

E esperamos também que se envergonhe de partilhar com Demostenes, Jefferson, Abdelmassih e outros escroques, a galeria dos heróis da Veja e da elite escravocrata do Brasil, que ora lhe rendem tantas homenagens.

Que não se permita honrar bandidos travestidos de heróis, como os Batman de Gotham City, ao jeito dos vira-latas e lesa-pátria brasileiros.

E que se perfile, ao final, do mesmo lado de um Zumbi dos Palmares e de um João Cândido, entre tantos outros heróis de carne e osso do povo brasileiro.

Responder

    Mário SF Alves

    07 de outubro de 2012 às 16h23

    Essa foi inevitável; não tive como não reverenciar:

    “E esperamos também que se envergonhe de partilhar com Demostenes, Jefferson, Abdelmassih e outros escroques, a galeria dos heróis da Veja e da elite escravocrata do Brasil, que ora lhe rendem tantas homenagens.”

    Grato.

Bertold

07 de outubro de 2012 às 13h07

Ah, tá bom… agora quer jogar para a platéia da esquerda!!!

Responder

mariazinha

07 de outubro de 2012 às 13h06

Temos aí, mais um supremos ignorante, chiliquento e entreguista. XÔ! Isto aí não é gente; é drone dos ianques/sionistas, hipnotizado por eles, a serviço deles no BRASIL.

Responder

    Mário

    08 de outubro de 2012 às 09h53

    Das duas uma, ou ele impede o Lula de concorrer através do ficha limpa ou será o novo Collor. É a enfadonha história do nosso Brasil se repetindo e como sempre o mote é a corrupção, que invalida toda a oposição. No passado o poder que realmente manda, empresários e empresários da mídia entregava o poder aos militares, hoje ele se obriga a criar esses falsos heróis. É realmente lamentável.

Francisco

07 de outubro de 2012 às 13h05

Essa entrevista revela: ele é tão “insuficiente” (para não dizer o termo adequado) que acredita “na justiça”! No império “da lei”!!!

Foi nesse poste que o PT foi amarrar o seu destino! O partido mais politizado foi cavar (que dedicação…), uma “parede” dessas…

O PT nem conhecia o cara! Nomearam um ministro do Supremo como se fosse uma nomeação de médico para posto do SUS!!

É capaz desse cara ser um daqueles atraso de vida que se diz “apolítico” com cara de nojo!!!

Realmente, meus caros, o PT se merece…

Responder

Tetê

07 de outubro de 2012 às 13h05

O ministro deu a entrevista para ficar de bem com frei Beto, que agora sabemos, o indicou para o cargo. Sim, ele deve reconehcer que deve favores a alguém por estar inde está. Tinha currículo, com manchas do ponto de vista da moral (bateu na mulher, está registrado em BO), sem a força do frei jamais teria chegado ao STF.

Responder

    Mário SF Alves

    07 de outubro de 2012 às 16h53

    E olha que foi indicação do Frei Betto, hein! Um especialista em mosca… azul. Pelo visto a mosca azul, pra valer, a mosca azul, com força, era outra. Pelo menos a que se revelou agora é outra. Mudou de nome, de endereço, de retórica; só não mudou de cor. Chega a lembrar o Raulzito. “Eu sou a mosca que perturba o seu sono… Eu sou a mosca que…”. Seixa pra lá.

    Luana

    08 de outubro de 2012 às 10h53

    Provavelmente não teria chegado sem a ajuda do Frei. Mas, por um único motivo: o racismo que muitas vezes impede a ascensão social de homens e mulheres negras, tal qual aconteceu com o Joaquim Barbosa à época da seleção para uma vaga no Itamaraty.

Luana

07 de outubro de 2012 às 13h02

Coitado, não existem coincidências em política. O infeliz, por ironia petista, foi o escolhido, sendo negro, para chupar o sangue dos seus, já que batman é homem morcego e mora numa caverna. Batman, o retorno do cavaleiro das trevas, para ser aclamado pelos holofotes, não chupou o sangue dos petistas, isto, depois que as eleições passarem cumprirão suas penas, se condenado e a vida continua.

Mas o pobre negro pobre, e não de situação financeira, como é a realidade do povo negro, mas a mais triste da pobreza para um negro, a de espírito, foi o escolhido pela mídia para ser o cavaleiro das trevas, o homem morcego para, ao condenar os petistas, a direita golpista tentar colher os louros nas urnas e, claro, por fim as políticas inclusivas, inclusive as de cotas.

Que coisa, hein, um negro para tentar destruir exatamente o presidente mulato, mestiço e nordestino, que tem mudado a realidade do país.

Responder

    lia vinhas

    11 de outubro de 2012 às 11h47

    E que o colocou no STF no espírito das cotas que ajudou a criar para começar a pagar dívida que tem o país desde a época da escravidão.
    FHC mostrou claramente que as pessoas não mudam de lado, elas simplesmente se revelam de acordo com as circunstancias. É o caso, nestes dias sombrios para a justiça neste país, dos ministros do Supremo, do Plinio de Arruda, dos pslolistas ex-petistas e de muitos outros com espírito misto de Torquemada e João Silvério.

Tetê

07 de outubro de 2012 às 12h59

O ministro é um chiliquento, sem dúvida.

Responder

Diniz

07 de outubro de 2012 às 12h59

Você sabia que nenhum dos 10 Senadores do PSDB é negro ? Que nenhum dos 65 Deputados Federais do PSDB é negro ? Que o PSDB jamais lançou um candidato negro para governador em nenhum dos 27 estados do Brasil, em 24 anos de existência do partido ? Que o FHC jamais nomeou um negro para o Judiciário ? Que nenhum dos 26 secretários estaduais do governador Alckmin é negro ? Que nenhum dos 27 secretários municipais de São Paulo nomeados por Serra era negro ?

Responder

    Mário SF Alves

    07 de outubro de 2012 às 13h57

    Se confirmados os números e a ideo-antiafro-etnia o tucano vai ser “transgenizado” e retornará (será?) das trevas fantasiado de penúgem predominantemente preta.

    Diniz

    07 de outubro de 2012 às 15h55

    Parece inacreditável mas pode confiar nos números, eu tive a pachorra de checá-los. Além disto, faz 3 meses que eu posto este comentário nos blogs e redes sociais e até agora não apareceu nenhum tucano para desmentir, ninguém que dissesse por exemplo: “você está mentindo, o deputado federal fulano de tal do PSDB é afro-descendente …”. NADA ! Incrível, não ?

    vinicius

    08 de outubro de 2012 às 19h17

    Diniz, se vc tiver a paciência para procurar prefeito do PSDb que seja negro, é bem provavel que você não encontre nenhum.

Marcelo de Matos

07 de outubro de 2012 às 12h44

Como se diz na gíria, esse Barbosa é o verdadeiro cara “sabonete”. Claro que ele não tem culpa, a não ser a de ter aceitado o cargo de ministro do STF. Quem entra nesse esquema está sujeito a seguir o script montado pelo MP, que seleciona quem deve ser julgado. Por que não Eduardo Azeredo e Clésio Andrade, os idealizadores do esquema valerioduto? Clésio Andrade, hoje senador, foi um dos sócios de Marcos Valério na SMP&B e na DNA. Além disso, Clésio está sendo investigado pelo desvio de aproximadamente R$ 50 milhões do Sistema Nacional de Transporte (SNT). Claro que esse inquérito será cozido em banho-maria, como sói acontecer quando as investigações não envolvem o PT. A próxima grande investida contra a corrupção está programada para as vésperas da eleição presidencial de 2014: será o mensalão 2, uma investigação sobre o relacionamento Daniel Dantas/Marcos Valério/PT. Barbosa, que será presidente do Pretório Excelso, não precisa fazer média com o PT. Disfarce e vá tomar seu chopinho em Ipanema. Você é persona non grata.

Responder

    Mário SF Alves

    07 de outubro de 2012 às 14h08

    E você ainda pergunta? Ora, o Brasil ainda é deles, cara. A regra é clara: .
    .
    “Aos amigos, aos cupinchas, aos capachos, aos prepostos do rei (S.S. O Capitalismo Selvagem) os favores da lei, aos inimigos (anti subdesenvolvimentistas) do rei os rigores da referida lei”.
    .
    .
    Simples. Hã?, sim.

francisco niterói

07 de outubro de 2012 às 12h42

Tentativa tosca e primaria de tentar “dar uma no cravo e outra na ferradura”.

Lembrando de post do PML, lágrima de crocodilo do JB.

Se ele sabia como era a imprensa, por que se deixou pautar por ela?

Sr joaquim, EU VI QUANDO O PROCESSO REFERENTE AO PT NAO FOI DESMEMBRADO PRA ATENDER A ESTA MIDIA QUE O SENHOR HOJE ATACA. EU VI TB QUE O PROCESSO DO MENSALAO MINEIRO, JA EM VIAS DE PRESCRIÇAO, FOI EMPURRADO PRA PRIMEIRA INSTANCIA.

Isso é medo do JULGAMENTO DA HISTORIA?

Sinto muito, mas este é IMPLACAVEL.

VC PODE DAR MILHARES DE ENTREVISTAS, MAS EU VOU ME LEMBRAR DO GENOINO SENDO CONDENADO SEM PROVAS! POR ILACOES, PRA ATENDER AOS CROCODILOS QUE VC HOJE ACUSA MAS QUE ONTEM OBEDECEU.

Que a HISTORIA lhe seja justa e sincera, AQUILO QUE VC NEGOU AO GENOINO, é o meu desejo. E aí, meu caro, vc lá nao será heroi.

Responder

    José X.

    07 de outubro de 2012 às 13h11

    “Uma no cravo. uma na ferradura”.

    Verdade. Ele não engana ninguém, é um mané deslumbrado. Vai ser vilipendiado pela história.

Mailson

07 de outubro de 2012 às 12h40

Por que o Joaquim Barbosa não disse que tinha votado em Lula e Dilma no começo da semana passada? Hoje, domingo, dia de eleição, sua declaração não vai mais ajudar os candidatos ptistas que foram prejudicados pelo julgamento político do “mensalão”. Agora é tarde, Ignês é morta.

Responder

antonio marcos dascanio

07 de outubro de 2012 às 12h36

Cortina de fumaça. Vai fazer o jogo do indignado e justo e de que deveria haver o mesmo com o psdb, bla, bla, bla. Vai tentar parecer independente e fazer carreira. Receita de bolo.

Responder

Mario

07 de outubro de 2012 às 12h35

Olha, minha gente, vamos acabar com essa história de que somos racistas porque estamos criticando os chiliques de Joaquim Barbosa sob as luzes dos holofotes (ficava irritadíssimo ao ser questionado pelo Lewandowsky). O que o Joaquim Barbosa precisa é conter essa sua ânsia de querer aparecer nas colunas sociais.Precisa de equilíbrio emocional se quizer ser o presidente da Suprema Corte.

Nunca os juízes da Suprema Corte se espuseram tanto quanto neste julgamento político. Não fomos nós brasileiros que pedimos para que este espetáculo dantesco fosse televisionado. Isso foi coisa do ministro Marco Aurélio.

E quem entra na chuva é para se molhar.

Responder

Diniz

07 de outubro de 2012 às 12h34

Se o Barbosa se tornar Presidente, o que NÃO desejo, o genial LULA terá feito mais um sucessor !! Barbosa deve a LULA a sua nomeação para o STF. Agora, uma coisa é certa. Fosse o Brasil governado pelo PSDB, o Barbosa JAMAIS seria nomeado a qualquer coisa.
NENHUM DOS 10 SENADORES DO PSDB É NEGRO ! NENHUM DOS 65 DEPUTADOS FEDERAIS DO PSDB É NEGRO !!! Mas você já parou para raciocinar o porque do PSDB não ter um único parlamentar negro ? É porque simplesmente os negros não tem oportunidades concretas de acensão no PSDB. É um partido elitista e representa, junto com o DEM, as velhas oligarquias do Brasil. Pois o PSDB sempre foi contra a política de cotas raciais, de inclusão social. Por representar a velha oligarquia, o conservadorismo, o atraso, o PSDB também é MACHISTA !! JAMAIS O PSDB lançou uma candidata MULHER para PRESIDENTE ! JAMAIS O PSDB lançou uma MULHER PARA GOVERNADOR DE SÃO PAULO !! JAMAIS O PSDB lançou uma MULHER para PREFEITURA DE SÃO PAULO !!! Neste partido de caciques que é o PSDB só há oportunidades para homens, brancos, e “bem-nascidos”… Mulheres como Dilma Roussef, Marta Suplicy e Luisa Erundina estão aí para provar que o PT é democrático e abre oportunidade para TODOS, homens, mulheres, brancos, negros, ricos e pobres …

Responder

mello

07 de outubro de 2012 às 12h30

Tem um colunista do o globo que vai dizer que o ministro é fofo….

Responder

Julio Silveira

07 de outubro de 2012 às 12h29

Meu respeito pelo Ministro Joaquim Barbosa continua inabalavel. Ainda mais sabendo dessa parte de sua história. Por ter entendido que a sua decisão histórica está acima de um desejavel, para muitos, sentimento de gratidão. Ele passa aos desavisados uma lição, que é saber honrar a história dos cidadãos que emergem na sociedade. Que costumam carregar, pelo menos por bom tempo, como um bem real a honestidade e a ética, que surpreendentemente se verifica nos que estão mais baixo na escala social, até que o convivio com a elite, principalmente a que possuimos, conquiste servidores e serviçais a serviço da proliferação da vaidade e dos atos vazios. Preserve-se assim Ministro que posso garantir, não serão muitos, mas continuará a merecer respeito e admiração dos que ainda acreditam que bons principos como honestidade e ética, devem reger as coisas no Brasil.

Responder

    mariazinha

    07 de outubro de 2012 às 13h03

    Mas ele não é ético na medida em que julga com dois pesos e duas medidas. Como defender um juíz qdo. esta muito claro que cria uma jurisprudência especial para julgar alguns, mais duramente, enquanto outros muitas vzs mais periculosos são privilegiados e nem chegam a ser julgados? Gostaria de saber que contribuição para o BRASIL esse supremo deu. Se morrer amanã de manhã, sua falta, não será sentida, nem fará parte da história como bom brasileiro.

    Julio Silveira

    07 de outubro de 2012 às 15h36

    Mariazinha, a justiça brasileira é feita de jurisprudências. Sabe por que? por que os homens que produzem leis por aqui gostam de deixar brechas para que advogados bem remunerados e com bastante conhecimento das discrepâncias legais possam surfar, ganhando muito dinheiro. Livrando muitos culpados do peso de suas irresponsabilidades. Hoje um das premissas para se tornar um bom juiz no Brasil, alem de conhecer o emaranhado de leis, é de também ter sensibilidade para discernir sobre o mento em que se faz necessário fazer jurisprudência no julgamento de um delito. Naõ fosse assim muuito mais injustiças alem das que verificamos ocorreriam. Alias sobre isso, vejo que existem muitas contradições. Grande parte dos progressistas, costumam aplaudir a liberdade judicial quando esta produz um resultado que vá ao encontro da defesa de seus pontos de vista. Sobre o Ministro torço para que os agentes do progressismo possam ter a ousadia de mostrar não apenas o lado que lhes interessa, copiando os atos de suas antiteses da midia corporativa. Acho que não vale a pena investir credibilidade aonde coerencia não é cobrada. Não vale a pena apenas fazer graça para o diabo rir. Acho que vale a pena mostrar todos os angulos, todos os lados, e toda a controversia, para que a discussão possa trazer convicção e hoje, e não significa para sempre, o Ministro e a maior parte de pessoas do meio o acompanham nas suas convicções. Hoje que está contra é dissidente e geralmente alinhados ideologicamente aos réus, mas nem todos.

Marcelo de Matos

07 de outubro de 2012 às 12h11

O PIG e o STF criaram o moralismo seletivo. Não estão interessados em moralizar a política, mas, em bombardear o PT. O Valor publicou: “O órgão especial do TJ-SP abriu nova ação penal contra o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado estadual Barros Munhoz (PSDB). Ele é acusado pelo Ministério Público de contratar uma empresa fantasma e participar de desvio de verbas públicas quando era prefeito de Itapira (a 164 quilômetros da capital), em 2003”. Isso ocorreu há 9 anos e o TJ-SP vai cozinhando a ação em banho-maria. O PIG não faz pressão para que o processo ande rápido; a Globo não manda o acadêmico Merval Pereira à casa do relator do processo perguntar como está seu andamento; a Renata Lo Prete não reprisa o episódio na Globo News. Se Barros Munhoz não fosse tucano, mas, do PT, já teria sido compelido pelo PIG a deixar o cargo. A pressão piguiana é tal que os petistas são agredidos por aí. Genoíno, hoje, nem conseguiu votar. Aqui no prédio onde moro já fiz inimizades por conta de críticas. O moralismo burguês é “sui generis”.

Responder

    Paulo

    07 de outubro de 2012 às 12h34

    Concordo, abaixoao Moralismo seletivo…
    Barbosa diz que não se arepende em ter votado no LUla, mas a jornalista Tucana omitiu sto…

Tonico

07 de outubro de 2012 às 12h05

É como diria a saudosa Hebe Camargo:
“esse Barbosa é uma gracinha”.

Responder

Luiz Rodrigues

07 de outubro de 2012 às 12h03

Falar agora? Pra que? Por que? Pra quem? O balde já foi chutado! ( balde é a justiça!)

Responder

Amaro

07 de outubro de 2012 às 12h03

Duas frases de ministros do supremo que me deixaram horrorizados.

Joaquim Barbosa: O Supremo, segundo as palavras de seu provável futuro presidente Joaquim Barbosa, “não deve satisfação a ninguém”! Disse isto às escâncaras, em sessão plenária televisionada, à vista de todo mundo.

Luiz Fux: A verdade é uma quimera.

Uma outra coisa: se o Barbosa, que condenou o Genoíno e o Dirceu, só vota em Lula e Dilma, por que é que eu não posso votar no Haddad?

Responder

    FrancoAtirador

    07 de outubro de 2012 às 12h52

    .
    .
    “A verdade é uma quimera”
    (ministro Luiz Fux, do STF)
    .
    .
    Há mitômanos até no Supremo Tribunal Federal!
    .
    .

MateusLN

07 de outubro de 2012 às 11h59

Sei que é muuuuito dificil, mas uma entrevista dele pra blogosfera ia ser muito interessante.

abraço Azenha

Responder

Decio J V Braga

07 de outubro de 2012 às 11h57

Azenha,
independente do assunto abordado, independente da fala do JB, o que não pode se admitir, contra nenhum progressista, nem mesmo contra o JB, que ao nosso vêr, está fazendo o joguinho do PSDB, é racismo. Veja o infeliz comentário que um tal de Francisco fez diz 07.10, às 11:16 – “se aqui naterrinha, branco já faz sujeira, imaginem preto!!!”.
LITERALMENTE, É ISSO MESMO QUE ESSE SUJEITO ESCREVEU. Ele colocou a atitude de JB como sendo mais perniciosa, pelo simples fato de ser preto. Preto?
A cor da pele influi no caráter de alguém?
Merece apuração pelo Ministério Público.
vejam: http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/julgamento-do-mensalao/noticias/0,,OI6209040-EI20760,00-Barbosa+diz+que+votou+no+PT+cobra+mensalao+tucano+e+ve+racismo.html

Quando disseram em 2010, que o Serra estava abrindo os portões do inferno, com o preconceito, eu não imaginava que a coisa iria ser tão grande.
Haddad neles.

Responder

FrancoAtirador

07 de outubro de 2012 às 11h45

.
.
JOAQUIM BARBOSA VOTOU EM BRIZOLA, LULA E DILMA !!!

JOAQUIM BARBOSA VOTOU NO LULA, DO PT, EM 2002, CONTRA JOSÉ SERRA, DO PSDB.

EM 2006, BARBOSA VOTOU NO LULA, DO PT, CONTRA GERALDO ALCKMIN, DO PSDB.

E EM 2010, VOTOU EM DILMA ROUSSEFF, DO PT, CONTRA JOSÉ SERRA, DO PSDB !!!

E AGORA CIVITAS, FRIAS, MARINHOS E MESQUITAS ?!?

E AGORA REINALDETES E MERVALETES ?!?

O BARBOSA É UM PETRALHA ?!?
.
.

Responder

    Mário SF Alves

    07 de outubro de 2012 às 14h21

    Depois dessa, o lixo tóxico mais tóxico do mundo deve estar em *transe hiperbárico. Se auto colapsando. Vai virar uma anã branca não demora muito (tomara!!! Ah! pensando bem, que pena)
    *Transe hiperbárico: **é aquele provocado por excesso de oxigênio naqueles que se submetem à câmara hiperbárica quando o cérebro carece de oxigenação.

    ** Conceito meramente ilustrativo inspirado na essência argumentativa do próprio lixo tóxico.

ZePovinho

07 de outubro de 2012 às 11h41

CUIDADO,JOAQUIM!!!!!!!!OS CANIBAIS VÃO TE DEVORAR SE VC DETONAR O MENSALÃO DO PSDB!!!

http://veja.abril.com.br/140503/p_050.html

:”…Edição 1 802 – 14 de maio de 2003

….Enquanto o governo decidia o que fazer, os comentários pipocaram no próprio Supremo. A ministra Ellen Gracie, a única mulher da corte, no intervalo entre uma sessão e outra, mostrou-se preocupada. “Vai vir para cá um espancador de mulher?”, perguntou ao colega Carlos Velloso. “Foi uma separação traumática”, conciliou Velloso. “Mas existe alguma separação que não é traumática?”, interveio o ministro Gilmar Mendes. Para desanuviar o ambiente, o ministro Nelson Jobim saiu-se com uma brincadeira machista, a pretexto de justificar a agressão: “A mulher era dele”. O governo preocupou-se à toa. Indagado sobre o episódio pelo ministro da Justiça, Barbosa Gomes explicou que fora um desentendimento árduo, mas superado. Dias depois, Barbosa Gomes encaminhou ao Gabinete Civil da Presidência da República uma carta, assinada pela ex-mulher, reafirmando que tudo fora superado. Mais que isso, na carta Marileuza abonou o ex-marido – que não voltou a se casar e hoje mora com o filho do casal. “Na verdade, houve uma agressão mútua. Isso aconteceu num dia de ânimos acirrados. Somos amigos até hoje”, disse Marileuza a VEJA. “Foi uma briga de família provocada por ressentimentos naturais numa separação”, explicou Barbosa Gomes à revista. Com isso, o governo completou a trinca do Supremo sem temor. Agora, falta apenas o Senado aprovar o nome dos três candidatos….http://veja.abril.com.br/140503/p_050.html

Responder

    FrancoAtirador

    07 de outubro de 2012 às 13h39

    .
    .
    Ao menos teve a humildade de admitir que é o ‘anti-herói’,

    já que o ‘herói’ injustiçado é o ex-ministro José Dirceu.
    .
    .
    O Francisco Niterói, em alguns comentários aqui no Viomundo,
    tem chamado a atenção para o fato da similaridade deste caso
    com o ‘julgamento’ do capitão Dreyfus, na França do século 19*.
    (http://www.companhiadasletras.com.br/trechos/12381.pdf)

    Em 2005, lá na defesa (que ninguém leu) apresentada às CPMIs no Congresso, José Dirceu já pressentia isto:
    “Quando a imprensa condena, não há salvação.
    Quando o Petit Journal, com mais de um milhão de exemplares diários, lançou a campanha pela condenação do capitão Alfred Dreyfus por traição, a França inteira fechou os olhos para as falhas no processo e deixou um inocente ser lançado ao calabouço da Ilha do Diabo por mais de uma década. É isso que as CPIs [depois o PGR, e, agora, o STF] estão fazendo ao propagar informações incorretas [os ‘indícios’ que serviram como ‘provas’], ao louvar falsas informações [de novo os ‘indícios’ que serviram como ‘provas’], ao dispensar o contraditório”.
    http://www.conjur.com.br/2005-set-09/leia_integra_defesa_jose_dirceu_cpmis
    .
    .
    A JUSTIÇA,
    DA CORTE INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS,
    TARDARÁ,
    MAS NÃO FALHARÁ.
    .
    .
    *O CASO DREYFUS
    Ilha do Diabo, Guantánamo e o pesadelo da história
    (Louis Begley)

    Em 1894, Alfred Dreyfus, jovem e brilhante capitão da artilharia do exército francês, foi acusado de alta traição, julgado a portas fechadas por uma corte marcial e condenado ao degredo perpétuo na Ilha do Diabo [na Guiana Francesa, América do Sul].

    A base para a acusação foi um papel que enumerava segredos militares franceses entregues ao adido militar na embaixada alemã em Paris.

    O Caso Dreyfus dividiu a sociedade francesa entre os que exigiam um julgamento justo e os que não admitiam que se contestasse a palavra de membros da cúpula do exército francês “para defender um judeu” [petralha?].

    O resto do mundo horrorizou-se com o desrespeito às regras de procedimento jurídico no país da liberdade, igualdade e fraternidade.

    A habilidade de Begley como escritor e seus conhecimentos jurídicos traduzem com clareza a complexidade do Caso Dreyfus.

    Seu relato provoca indignação e chama a atenção para o fato de que não se vê esse mesmo estarrecimento quando se trata dos desmandos e torturas cometidos contra prisioneiros de Guantánamo, que nunca tiveram um julgamento justo.
    (http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12381)
    .
    .
    Em 1898 o “Caso Dreyfus” incendeia a opinião pública (SIC) francesa e dilacera o país, que se divide em dois campos – de um lado, os que acreditavam na culpa de Dreyfus e viam como justa sua condenação, opondo-se, portanto, à reabertura do processo.
    De outro, os que acreditavam na inocência do condenado e denunciavam as irregularidades do julgamento, lutando pela revisão imediata do processo.

    A família de Dreyfus e Bernard Lazare, um influente jornalista judeu, conseguiram o apoio de figuras públicas, como os escritores Anatole France e Émile Zola, e de políticos republicanos, como George Clemenceau e Aristide Braind.

    Pouco depois, Lazare publica um trabalho chamado

    “O erro judiciário: a verdade sobre o caso Dreyfus”.

    Em agosto daquele ano os acontecimentos chegam ao clímax. Um parente de Esterhazy denuncia que as “provas” secretas contra Dreyfus eram um embuste. O novo chefe das Forças Armadas, General Cavaignas, apesar de não ser partidário da República nem amigo dos judeus, vê-se obrigado a investigar as acusações. Convoca Henry e exige a entrega imediata do suposto “dossiê secreto” do Caso Dreyfus.
    Descobre, em questão de minutos, que os documentos entregues pelo coronel Henry – forjados por ele próprio – eram falsos.
    Detido, Henry admite o crime e é sumariamente detido.
    Na mesma noite, suicida-se na prisão.

    O Caso Dreyfus estava em plena efervescência. Aumentavam as pressões populares para um novo julgamento.

    Um dos mais conhecidos símbolos dessa luta foi a célebre “Lettre à la France” (Carta à França), de autoria de Émile Zola, endereçada ao então presidente francês, Félix Faure, intitulada “J´Accuse!” (“Eu acuso!”).

    (http://www.omarrare.uerj.br/numero12/pdfs/emile.pdf)

    Publicada na edição do dia 13 de janeiro de 1898, foi impressa em letras enormes na primeira página do jornal L’Aurore, que teve mais de 300 mil exemplares vendidos em um só dia.

    No artigo, Zola revela sua profunda indignação diante da teia de intrigas e preconceitos que envolveram o caso.
    Acusa, um a um, os ministros do Governo e os oficiais do Estado-Maior de conspiração, complô, falso testemunho, mentira e fraude.
    Dez dias mais tarde, Zola é preso. Processado, é condenado a um ano de prisão e ao pagamento de 3.000 francos de multa, além de posterior exílio na Inglaterra.
    O proprietário do “L’Aurore”, por sua vez, é condenado a 4 meses de prisão e 3.000 francos de multa.

    Em junho de 1899 o caso é finalmente reaberto.
    O presidente eleito, Émile Loubet, liberal e defensor convicto de Dreyfus, prepara a revisão do processo. Além de dividir a França, o Caso Dreyfus estava assumindo proporções internacionais, pondo em risco a tão acalentada entrada de investimentos estrangeiros para a grande Exposição Internacional de 1900, em Paris.

    No fim do século 19, a doutrina de igualdade perante a lei ocupava um plano importante e o seu desrespeito despertava mais indignação.

    Dreyfus, que desde o início de 1895 apodrecia, já meio enlouquecido, em uma cela na Ilha do Diabo, foi trazido de volta para a França.
    Nos anos em que ficara preso acreditava ter sido esquecido, pois nunca lhe fora revelado o furor que sua prisão provocara na França.

    A Corte de Cassação, o mais alto Tribunal de Justiça da França, anula o veredicto anterior e determina a realização de novo julgamento militar, desta vez, aberto ao público, na cidade portuária de Rennes.
    Centenas de jornalistas de vários países assistiram, estarrecidos, ao espetáculo de ódio e preconceito despudorados contra o acusado.
    Não havia dúvida de que o único objetivo era confirmar a condenação do réu.
    Apesar de todas as irrefutáveis evidências da falsificação das provas e de que o traidor era Esterhazy, em apenas uma hora os oficiais do tribunal voltaram a pronunciar o veredicto de culpado a Dreyfus, desta vez condenando-o a “apenas” dez anos de prisão.
    A sentença provocou indignação generalizada na França e no resto do mundo.

    O presidente Émile Loubet indultou Dreyfus em 19 de setembro de 1899.
    O perdão devolvia-lhe a liberdade, mas não a dignidade perdida.
    Dentre os defensores do oficial judeu havia quem o criticasse por ter aceitado o indulto.
    Para estes, ele respondeu que não teria sobrevivido mais tempo na prisão e, morto, não poderia continuar lutando para provar sua inocência, o que de fato fez.
    Em junho desse mesmo ano, Émile Zola, uma das mais fortes vozes da defesa de Dreyfus, fora autorizado a regressar do exílio na Inglaterra.
    O grande defensor não conseguiria, no entanto, ver a reabilitação de Dreyfus.
    Foi encontrado morto, asfixiado, em seu apartamento, em circunstâncias misteriosas e, até hoje, não esclarecidas, em 29 de setembro de 1902. Em seu enterro, Dreyfus é publicamente insultado.

    Somente em 1906, quando Clemenceau, um dos defensores de Dreyfus, assume a presidência da França, fez-se justiça.
    Em 12 de julho desse ano, a Corte de Cassação finalmente anula o julgamento de Rennes e o capitão Dreyfus é reabilitado, reintegrado ao exército como major e condecorado com a Legião de Honra.
    Em paralelo, Picquart era nomeado ministro da Guerra.

    A resposta da Justiça foi tardia e foi preciso recorrer a um subterfúgio legal.
    Pois, como ressaltou Hannah Arendt, renomada cientista política judia, a Corte de Cassação não tinha competência legal para julgar casos militares.
    Somente um tribunal militar poderia reverter o veredicto dado por um outro tribunal militar e nenhum destes jamais chegou a fazer a pronúncia da não-culpabilidade de Dreyfus.

    Em 1985, o presidente François Mitterrand ofereceu uma estátua de Dreyfus à Escola Militar.
    O Exército recusou-se a exibi-la e, hoje, está exposta nos Jardins das Tulherias.
    Somente em 1995, mais de um século após a deportação do capitão para a Ilha do Diabo, sua inocência foi reconhecida pelas Forças Armadas.
    E este fato ocorreu apenas depois que um historiador oficial do Exército provocou um escândalo ao questionar publicamente a injustiça humana e histórica cometida.

    http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=638

    http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=638&p=2

    http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=638&p=3

    http://www.morasha.com.br/conteudo/artigos/artigos_view.asp?a=638&p=4

    FrancoAtirador

    07 de outubro de 2012 às 13h48

    Mário SF Alves

    07 de outubro de 2012 às 17h31

    É, Franco. O capital é apátrida desde sempre. Inclusive “en la France”, país do libertté, egalité, fraternité. Imagine no capitalismo subdesenvolvimentista historicamente enraizado na excludentíssima alma oligárquica do “Brasil Um País de Uns Poucos”.

    Mário SF Alves

    08 de outubro de 2012 às 19h18

    Cara, sabe que é possível que a coisa chegue ao ninho tucano. O PiG anda meio deseperadão. Tipo crise abstinência. Em situações-limite como essa é bem provável que vá de vez para o tudo ou nada.
    .
    .
    Hora da diversão/sugestão de golpe pro PiG:
    .
    .
    O raciocínio é simples: bota a tucanada no fogo do JB e, ato contínuo, declara a total desmoralização da política no BraZil. Pronto. Daí é só inflar mais um pouco o balão do JB; silenciar o Millenium ($argumento$ é o que não falta); formar um exército de Mervais e… voilà. Tá dado o golpe.
    .
    . Simples, não?


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