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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Jakobskind: General, por que a intervenção militar no Rio aumentou em quase 60% os homicídios por ações policiais?

21 de julho de 2018 às 20h17

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Números comprovam a falência da intervenção federal militar no Rio

por Mário Augusto Jakobskind, no Brasil de Fato

A intervenção federal militar no Rio de Janeiro só fez aumentar os homicídios decorrentes de ações policiais.

Mais do que palavras, vale apresentar os números de junho.

Em relação ao ano passado, o mês de junho de 2018, segundo dados oficiais, teve um aumento de 59,8% e ainda cresceram 9,2% em comparação com o mês anterior de maio.

É preciso que o general Braga Neto, o interventor nomeado por Michel Temer como responsável pela segurança do Rio, responda uma pergunta sobre tal fato.

Como de um modo geral, o militar não vem sendo cobrado por isso e outras incursões policiais em áreas pobres da cidade, tudo continuará a acontecer, sob o silêncio da mídia comercial, que de um modo aprova esse tipo de ação que mata jovens negros.

É mais do que necessário que a sociedade civil pressione as autoridades responsáveis pelo que tem acontecido, para que a violência institucional tenha fim.

Não podem mais os cariocas assistir passivamente a violência que atinge principalmente parte da população mais necessitada e que deveria ter a assistência do Estado.

É uma realidade que precisa ser apresentada sem subterfúgios, porque se isso não for feito, as autoridades responsáveis pela violência continuarão agindo dessa forma e ainda por cima receberão elogios de setores que compactuam com essa forma de ação.

É necessário, portanto, que se dê um basta de uma vez por todas a esse tipo de ação policial, que não só não produz resultados, como ainda por cima agrava o quadro da segurança na cidade que o cancioneiro popular ainda considera maravilhosa.

Na verdade, esse tipo de ação faz parte do repertório de alguns setores da população, na prática estimuladores do racismo, que as autoridades reproduzem.

E uma forma de agir inócua que deve ser repudiada pela população brasileira que tenha um mínimo de consciência.

Os números aqui apresentados que demonstram o crescimento da violência policial contra os pobres devem ser repudiados e servirem de fator de convencimento da necessidade de se acabar o mais rápido possível com a intervenção federal militar.

Não se pode aceitar que essa prática siga até o fim de dezembro.

Está mais do que provado que as ações policiais sob o comando do general Braga Neto são inócuas e para combater a violência é preciso que a inteligência seja prioritária.

Realmente essa forma de agir não é aceita pelo governo que decretou a intervenção na área da segurança do Rio, porque os seus integrantes preferem seguir os parâmetros do senso comum, ou seja, que através da violência policial em áreas pobres se combate o crime.

Nesse sentido, certas coberturas da mídia comercial de alguma forma ajudam a fortalecer essa ideia preconceituosa que prejudica os pobres, como comprovam os fatos.

É hora, vale sempre repetir, de acabar com isso!

Edição: Jaqueline Deister

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Fábio Lima

28/07/2018 - 11h11

Ué , queriam o quê ? Aumento dos homicídios causada pela ação de bandidos ? Só na cabeça dos esquerdopatas !

Responder

Nelson

26/07/2018 - 10h13

Meu caro Silveira. Um questionamento que julgo pertinente a tua afirmação de que “a ultima guerra que o Brasil participou efetivamente para defender seus interesses foi a guerra do Paraguai”

A guerra de aniquilamento do Paraguai, à época o país mais avançado da América Latina, se deu realmente em defesa dos interesses do Brasil? Ou eram os interesses da então potência dominante, a Inglaterra, conluiados com os da elite brasileira que estavam sendo defendidos?

Responder

Julio Silveira

25/07/2018 - 07h11

Posso responder? Vou responder. Por que exercito é força de guerra, e como a ultima guerra que o Brasil participou efetivamente para defender seus interesses foi a guerra do Paraguai, (antes que alguem venha dizer a segunda guerra, quando o exercito foi incitado a lutar pelos States ou seria invadido pelos proprios) e depois disso só houve luta contra o povo atraves de golpes para as Oligarquias, ele não tem qualquer traquejo de conciliação. São servidores da guerra organizados pela mentalidade de supremacia classista de nossa elite.

Responder

maria nadiê rodrigues

21/07/2018 - 22h31

Morei décadas na Cidade Maravilhosa, conhecendo de perto a sua decadência, até que saí de lá no Governo-Cabral, quando já se tinha notícia de que as UPPs estavam surtindo efeirtos no Morro Santa Marta, e em outros morros. Em Natal, aumentada a criminalidade, divulga-se que os malandros do RJ migraram para o RN, onde vim morar, sobretudo com o envio dos mais perigosos para a penitenciária de Mossoró – de segurança máxima.
Com a rebelião terrível na penitenciária de alcaçuz, diagnosticada como sendo uma briga entre três facções – CV, PCC e outra do RN que ninguém nem conhecia, pensei, já naquele ano que a coisa havia se espalhado Brasil afora.
A intervenção militar no RJ foi aceita por muitos cariocas e fluminenses, pelo menos por parte de muitos dos meus parentes e amigos. Por outo lado, essa aceitação foi-se diluindo, e agora o povo tá igual aos coxinhas em relação ao impeachment de Dilma: tanto lutaram por ele, mas hoje preferem até ficarem em cima do muro, sem dar opinião, meio envergonhados.
Nem cabe a gente dizer que deveriam as autoridades agirem dessa ou daquela forma sobre os problemas de justiça brasileira, se, de fato, nem mesmo os ministros do STF, cariocas da gema, são capazes de emitir uma opinião. Eles agem de acordo com suas conveniências, ou se ficar mal para a Globo que um desembargador conceda um HC para Lula.
Parece que podemos concluir de tantos erros de polícia, exército e justiça, que enquanto forem os pobres, negros, mulheres de periferias, ou petistas as vítimas dessas instituições, que nem a Globo debate sob críticas, tudo ficará como se encontra. Talvez, quem sabe, possam moverem-se de seus confortos se nesse imbróglio todo surja uma vítima poderosa, da elite branca, ou uma estrela do Big Brother.

Responder

    enganado

    23/07/2018 - 14h13

    Minha Cara, esse meganha faz parte do negócio da DIREITA para vencer as eleições, o mesmo é muito bem pago para desempenhar o artista principal desta novela, tipo rede GLÖEBBELS. Rio de Janeiro, cidade dos infernos!!!! Engraçado que está faltando ao artista-meganha dizer que foi a DILMA / PT / LULA responsáveis pelos crimes do Rio de Janeiro, cidade dos infernos. Paiseco Vira-Lata!!!!!

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