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Izaías Almada: Sobre a síndrome Safatle/Dutra


08/01/2013 - 23h57

A síndrome Safatle/Dutra (I)

Imoral não é a posse do deputado José Genoino, como querem alguns, inclusive em nichos de esquerda. Imoral é atacar a democracia pelas costas, desrespeitar a Constituição e vender o Brasil por trinta dinheiros, tentando se criar um clima de violência e insegurança.

por Izaías Almada, em Carta Maior, sugestão de José X.  

O deputado José Genoino ao declarar em Brasília na última semana, um dia antes da sua posse legal e garantida pela Constituição, que o atual jornalismo brasileiro se transformou em nova forma de tortura dos cidadãos, escancarou para o país a sua divergência com o governo quanto à necessidade de uma reforma da Lei de Meios no Brasil.

Não que o tenha feito com essa intenção, o que posso garantir por conhecer o deputado, mas foi o desabafo de um brasileiro que se sente perseguido e injustiçado pela forma com a qual a imprensa e o judiciário trataram a questão do “mensalão” (que ainda não se provou, é bom que se diga) e que mostra claramente a diferença entre os que lutam toda a vida, como dizia Bertolt Brecht, e os que lutam por pouco tempo, em particular aqueles que se deixam levar pelo canto da sereia do poder.

O episódio é emblemático para a agenda política de 2013, ano em que o xadrez eleitoral mexerá suas peças com muito cuidado por parte do governo e – para não fugir ao figurino – incivilizadamente por parte da oposição. A atitude da presidente Dilma, adiando a discussão sobre a Lei de Meios, poderá sair cara ao governo, pois evidencia uma estratégia, se é que se pode chamar assim, no mínimo incoerente para um governo que fala e age democraticamente, promove distribuição de riqueza, é verdade, mas que a distribui desproporcionalmente, considerando-se o número de contemplados, quando despeja milhões e milhões de reais a mais para o maior inimigo da democracia brasileira no momento, a imprensa venal e o oligopólio de seis famílias em que se sustenta.

A tese do “controle remoto”, tão ao gosto da presidente Dilma Roussef, é uma falácia que depõe contra a sua sensibilidade e inteligência. Uma metáfora recorrente e de gosto e constatação duvidosas, que se contrapõe a realidade, pois poderemos mudar de canal, emissora de rádio ou jornal e a má qualidade do que se vê e lê, bem como a manipulação da informação, será sempre a mesma. E nessa manipulação no terreno da política, nos últimos dez anos, a vítima tem sido invariavelmente o governo, em particular o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores.

Para não voltar muito no tempo, basta que olhemos as recentes e indefectíveis retrospectivas das revistas semanais, dos jornalões e dos canais de televisão do ano que findou e lá estará estampada entre outras e sem o menor pudor esta pérola: o ano em que se começou a combater a corrupção no Brasil. Dá para levar a sério?

A quem querem enganar? Quem começou combater a corrupção, o STF? De qual corrupção está se falando? A do Banestado… lembram-se? A da lista de Furnas, onde até o assassinato de uma modelo tenta-se encobrir? Da Privataria tucana? Da CPMI Veja/Cachoeira, que não ouviu a bandidagem? E as concorrências para obras do metrô na cidade de São Paulo, a Alston e a corrupção investigadas na Europa? O Rouboanel e inúmeros outros casos de corrupção comprovada contra o patrimônio público em vários estados da federação que sequer são lembrados pela mídia, envolvendo do DEM, O PSDB, o PPS, etc?…

A propósito, aguardo com ansiedade o novo livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr.

Chega a ser indecente, para dizer-se o menos, essa tentativa de parte da oposição brasileira em querer tapar o sol com a peneira, esquecendo-se da corrupção em que está atolada até o pescoço e que já ultrapassou há tempos qualquer limite de irresponsabilidade, e querer imputá-la aos seus principais adversários.

Tudo sob o exercício do jornalismo irresponsável e de mão única, selvagem e mentiroso, esse que a presidente procura defender sob argumentos pouco sólidos.

E assim entramos em 2013. Dúvidas, esperanças, temores. Cada ano novo se inicia da mesma maneira para qualquer um de nós. Aos mais velhos resta a amargura de ver que pouca coisa muda no terreno das esperanças, que aumentam as dúvidas e – dependendo do otimismo ou do pessimismo de cada um – revigoram-se os temores.

O mundo continua a digerir a crise econômica iniciada em 2008, com o governo de muitos dos principais países ricos ainda às escuras e às apalpadelas, buscando apagar o incêndio, mas sem saber se não sobram brasas adormecidas que o possam reacender sob pequenos ventos a surgir não se sabe bem de onde. A propósito, recomendo a leitura do artigo do economista Paul Krugman e se encontra traduzido no portal Carta Maior.

O estrago causado pelo neoliberalismo econômico com as suas teses de estado mínimo e mercado máximo, os prejuízos causados a milhões de trabalhadores na Europa, nos EUA, parte da Ásia e África, o salve-se quem puder geral, mesmo com o surpreendente desempenho da América Latina nesse novo cenário nos últimos anos, configuram o traçado de uma nova geopolítica de atenção, com viés de sinal amarelo, deixando a humanidade em suspense e ansiosa para o que poderá acontecer nesse 2013 que se inicia.

O estado de saúde de dois grandes líderes, Nelson Mandela e Hugo Chávez, não trazem bons augúrios, bem como a possibilidade de nova intifada na Palestina. Por aqui, teremos que agüentar a direita relinchar pelas páginas dos jornais, câmeras de televisão e microfones de rádios, destilando o seu veneno de falsa democracia e exercendo (ou impondo) o seu direito de crítica sem resposta, num dignificante exemplo de como entende e pratica da democracia.

Imoral não é a posse do deputado José Genoíno, como querem alguns, inclusive em nichos de esquerda. Imoral é atacar a democracia pelas costas, desrespeitar a Constituição e vender o Brasil por trinta dinheiros, tentando se criar um clima de violência e insegurança.

Exigir a autocrítica e a renúncia de homens como Genoíno e Dirceu pode, a princípio, parecer um ato de sabedoria política, mas no fundo implica em aceitar a condenação imposta por um julgamento de exceção, por um tribunal de atitudes parafascistas. E com o fascismo, todo cuidado é pouco! Venha ele de onde vier…

Escritor e dramaturgo. Autor da peça “Uma Questão de Imagem” (Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos) e do livro “Teatro de Arena: Uma Estética de Resistência”, Editora Boitempo.

PS do Viomundo: O artigo de Izaías Almada é uma réplica à coluna de Vladimir Safatle, publicada na Folha, que reproduzimos (aqui), e à entrevista de Olívio Dutra, na Rádio Guaíba, pedindo a José Genoino que renuncie ao cargo de deputado federal (comentário de Almerindo aqui). Daí o título que Izaías deu, embora não mencione Safatle e Olívio ao longo do texto.  Conversamos por email agora à noite, ele contou que voltará ao tema em outro post. Por isso, assinalou esse como I. Conceição Lemes.

Leia também:

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Paulo Moreira Leite: Moralismo ajuda a esconder a lei

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54 comentários

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juma

21 de janeiro de 2013 às 15h18

É isso aí! Muito bem! O texto me representa também. Assino embaixo.

Responder

O pré-debate entre Tarso Genro e José Dirceu sobre o congresso do PT em fevereiro « Viomundo – O que você não vê na mídia

18 de janeiro de 2013 às 21h28

[…]  Isaías Almada: Sobre a síndrome Safatle/Dutra (I) […]

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Izaías Almada: Safatle/Dutra vs professor Antonio Cândido « Viomundo – O que você não vê na mídia

17 de janeiro de 2013 às 16h50

[…] Izaías Almada: Sobre a síndrome Safatle/Dutra (parte I) […]

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Mário SF Alves

14 de janeiro de 2013 às 17h52

Grosso modo, a sugestão do Olívio faz lembrar aquele alguém que imagina ser capaz de sugerir a Cuba que esqueça seu passado e todo o sofrimento de seu povo na luta por independência e, assim, num repente, sem mais nem porque, se submeta ao ferro e fogo do imperialismo norte-americano.
___________________________________

Das duas uma, caros amigos do Viomundo:
1- Ou o admirável Olívio envelheceu além da conta,
2- Ou ele (o admirável Olívio) já não acredita mais no poder de reação (e liderança) do PT.
______________________________________________
Ou… se não isso, estamos diante do mais claro sinal de que aquele golpe do consórcio PiG-Demotucanos-STéFão faria bem ao PT ou a alguém. Resta saber a quem?
___________________________________________________
Ou… ainda, e por último, e enfim, o admirável Olívio teria adotado e estaria praticando Jean Baudrillard na arte do simulacro e da simulação. Quem sabe não seja este um outro modo de enfrentar a truculência-suave dessa verdadeira bomba de neutrons idealizada pelo corporativismo e disfarçadamente imposta sob o manto de reforma neoliberal.
_______________________________________________________
Com a palavra o respeitável e admirável Olívio, com ou sem Baudrillard.

Responder

Ana Cruzzeli

10 de janeiro de 2013 às 07h21

Com relação ao que o Olivio Dutra PEDIU ao Genuino a fazer: RENUNCIAR

Quero tecer alguns comentários.
– Tenho grande respeito pela PESSOA do Olivio Dutra: Homem correto, trabalhador e vive uma vida simples assim como o Genuino, CONTUDO, ele não tem o talento de um LUIS INÁCIO LULA DA SILVA ou um JOSÉ DIRCEU para formar novos LIDERES . Senhoras e senhores, formar uma sucessão nesse mundo CAÓTICO ( vide a Europa e EUA) é premissa.
Vamos aos fatos ocorrido no estado do RS
1-Em 2002 houve prévias para saber qual petista iria concorrer ao governo de estado. Tarso ganhou e deu no que deu, ele perdeu a eleição abrindo a porta para o Germano Rigoto e depois para a doida da Yeda Crusius que detonaram com o estado. Se o Olivio que já era governador e tinha o direito de sucessão por que santo cristo ir às PRÉVIAS. Dá a impressão ao povo que o proprio partido desaprovou o governo do cara e todo mundo sabe que todo o partido participa do governo ora bolas. O Olivio Dutra não foi convincente o bastante para mostrar esse lado e o Tarso Genro também. Ele deveria ser o primeiro a dizer:
-Vou ajudar você Olivio da reeleição para que em 2006 você me ajude. Estadista pensa assim e não assado. Assaram o estado por 8 longos anos cumpadi.

2-O Tarso Genro é um cara muito legal e patati e patata, mas está cometendo um erro básico. Está se comportando como uma alguém acima do cargo de governador. Imagina se ele perder em 2014? Ele tem direito a sucessão, prévia em 2014 não tem cabimento. Todos os estados onde o PT tem primeiro mandato, os governadores ou prefeito devem concorrer novamente sem PRÉVIA FAZ FAVOR para que não se repita o que aconteceu no RIO GRANDE DO SUL EM 2002. Mas quando o PT de Rio Grande se preocupa com a vida parlamentar do Genuino fica dificil não é mesmo?

Por que caras como José Dirceu, Lula, Dilma e Genuino estão na historia para sempre? Eles tem a visão do que é fazer sacrificio para um bem maior.

P.S. O PT de SP nunca jogou na cara do PT do RS a lambança de 2002 e mesmo agora sabem que só eles vão salvar o RS em 2018. Sim em 2018 que o trem vai pegar naquele estado e o Olivio Dutra e o Tarso Genro não estão vendo nessa perspectiva . O Genuino está trabalhando para 2018 santo cristo. Precisa desenhar?
DEIXEM O GENUINO EM PAZ, FAZ O FAVOR. Ele tem uma missão maior, ele sabe disso. Seria muito mais confortável para ele RENUNCIAR e ninguém poderia condená-lo por isso. Mas ele tem uma missão MAIOR, ELE SABE DISSO.

Responder

    Julio Silveira

    10 de janeiro de 2013 às 11h18

    Ana, se o PT paulista tivesse sido influenciado pelo PT gaucho o Brasil teria muito maior proveito. Infelizmente se deu o contrário, o PT paulista trouxe para cá o tradicional modo paulista de fazer politica, não só para cá, como propagou para todo o Brasil. Talvez seja por isso que estejam tão frequentes nas manchetes da midia corporativa, que justiça seja feita, já criticava muitos dos politicos conhecidos tradicionalmente como sendo de direita paulista, tornado-os conhecidos e até muitos rejeitados Brasil afora.
    Quando você, faz esse muchocho sobre o pedido do Olivio ao Genuino, ele que já era grande em meu conceito cresce ainda mais.
    Quanto ao Tarso, ora o Tarso, esse assimilou bastante bem o estilo paulista de fazer politica.

    xacal

    10 de janeiro de 2013 às 16h19

    Jeito “gaúcho” político de fazer política? Temos mais uma instância “religiosa”, quem sabe?

    Ave são Pedro Simon, Ave Santa Yeda Cruz Credo…Ave São Olívio Dutra…

    Bah, tchê.

    O Olívio Dutra tem todo o direito de reclamar e grunir, lá de seu auto-exílio.

    Engolido pelas forças e interesses antagônicos, alguns deles nefastos, é verdade, não deu o salto necessário de sua noção arbitrária de fazer política.

    Resumiu-se a uma biografia pessoal. Seu ministério das cidades não conta um ato de sua lavra que mereça lembrança. Nenhuma marca, nenhum avanço significativo.

    Sejamos complacentes. Talvez haja algo. talvez sua defenestração do ministério por completa inoperância seja só maledicência.

    Mas se ele era eficiente e honesto, por que o rifaram?

    Quando era o “chefe” dos executivos que governou, talvez pudesse impor sua vontade, embora seja pouco crível que durante seus mandatos, na prefeitura e no governo do estado, ele não tivesse nunca que enfrentar tais dilemas: governabilidade ou adotar valores morais irreversíveis?

    Mas quando teve que fazer parte de uma equipe, negociar sem ser a palavra final, aí nosso bravo dos pampas empacou. Não é seu “estilho”(estilo caudilho).

    Lógico, os religiosos podem imaginar que Olívio soube compor tudo, e fazer valer suas crenças pessoais, tornando sua biografia inatacável.

    Mas como dizemos, é uma questão de crença…e não de análise política e dos limites impostos pela realidade.

    Olívio é isto: uma referência! Só isto. Sem qualquer peso ou serventia para o jogo político real. De todo jeito, é uma escolha, e devemos respeitar a dele.

    O que não dá é parar ouvi-lo cagar regras para os outros, como se ele fosse não só uma referência, mas a única.

    Desrespeito e deslealdade, é isto que seu gesto emana. Tomara que o futuro não nos traga nada contra o Olívio, nenhuma condenação injusta, nenhum linchamento moral…de todo modo, estaremos aqui para defendê-lo, ao contrário do que ele fez…

    Sindicato do Creme

    12 de janeiro de 2013 às 11h32

    Muito bem posto.

abolicionista

09 de janeiro de 2013 às 20h57

Imoral é escrever na Folha como se fosse um território neutro.

Responder

abolicionista

09 de janeiro de 2013 às 19h10

Engraçado, até hoje não ouvi a Folha ter pedido desculpas por ter emprestado furgões à Oban, foi num desses que o jornalista Herzog foi enviado para ser torturado e assassinado. Nunca ouvi a Folha pedir desculpas pela morte de Herzog.

Também nunca ouvi a Golbo pedir desculpas por ter apoiado a ditadura, manipulado informações, mentido, por ter omitido os assassinatos e torturas. Nunca ouvi a rede Globo pedir desculpas por ter manipulado o debate entre Lula e Collor.

Por que o Safatle nunca se mostrou indignado com isso? Será que ele não percebe que, muito mais que o PT, é o jornal para o qual ele escreve que deve vir a público pedir desculpas por nunca ter colaborado com o estado de exceção e com todo tipo de crimes e barbáries?

Além desse histórico, nunca é demais lembrar as inúmeras acusações falsas, distorsões e até falsificações de documentos realizadas por jornais como esse em que Vladimir escreveu seu infeliz artigo. Por que nenhuma palavra a respeito, professor? Será que vale a pena calar sobre esses crimes apenas para manter-se em evidência?

Responder

Yacov

09 de janeiro de 2013 às 18h08

De que adianta o controle remoto se todos os canais são do PiG ???????????? ?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????

NO PASSARÁN!! VIVA GENOÍNO!! VIVA ZÈ DIRCEU!! VIVA A LIBERDADE, A DEMOCRACIA E A LEGALIDADE!! VIVA LULA!! VIVA DILMA!! VIVA O PT!! VIVA O BRASIL!! ABAIXO A DITADURA DO STF E MÍDIA LACAIOS & SEUS ASSECLAS!! CPI DA PRIVATARIA TUCANA, JÁ!! LEI DE MÍDIAS, JÁ!! “O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na gloBO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

Responder

Yacov

09 de janeiro de 2013 às 17h59

Tem um ala ATUCANADA no PT que se acham muitos furos acima e que o partido tem que se livrar das antigas lideranças, capturadas de forma torpe na arapuca da AP-470. Mas é bom a gente saber quem são esses TRAÍRAS para saber quem são os ALMOFADINHAS e SEPARATISTAS do partido acometidos da síndrome de ROLABOSTA, que já estão se achando muito superiores ao comum dos militantes e estão louquinhos para ficar bem na foto ao lado do PiG. Daqui a pouco esses manés estarão pregando o que?? O retorno aos R$ 15 que o FDP, digo, fhc, pagava no seu bolsa-esmola, digo, bolsa-escola?? PELAMOR….

NO PASSARÁN!! VIVA GENOÍNO!! VIVA ZÈ DIRCEU!! VIVA A LIBERDADE, A DEMOCRACIA E A LEGALIDADE!! VIVA LULA!! VIVA DILMA!! VIVA O PT!! VIVA O BRASIL!! ABAIXO A DITADURA DO STF E MÍDIA LACAIOS & SEUS ASSECLAS!! CPI DA PRIVATARIA TUCANA, JÁ!! LEI DE MÍDIAS, JÁ!! “O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na gloBO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

Responder

Julio Silveira

09 de janeiro de 2013 às 17h12

A leitura do Safatle foi corajosa, um tanto quanto audaciosa, mas devia ser um risco calculado, ele deve conhecer bem os patrulheiros da viseira. Aqueles que querem todos com o olhar para a unica direção indicada por eles.
Essa turma, que se apropria das normas antigas, treinada no antigo sistema dominante, e que agora quer fazer o revezamento pela esquerda, mas a deles, a de seu jogo, de acordo com a mesma conveniência. Acho que aprenderam na critica aos seus adversários do outro lado da trincheira, talvez tenham feito laboratório. A ação de soberba se assemelha a dos mesmos adversários que tivemos no antro da direita que nos comandou, e que ainda temos sob camuflagem agorra afiando as garras esperando retomar o dominio do povo e do Brasil, numa transição que parece acordada. Lavoisier estava certo, nada ser cria tudo se tranforma. Para os gritos passados de mais ética na politica, hoje já temos moderadores insuspeitos. Vem dos defensores da apatia, da moderação na mudança cultural, e da anti critica governamentais e de seu principal partido, esquecem que não são mais a oposição. Que precisam, alem da apresentar os resultados, implantar a nova ordem brasileira, tão requisitada pelos próprios no passado. Mas não, preferem como o Safatle percebeu e disse, muito corajosamente, enfiar a cabeça na terra feito avestruzes, sair tergiversando e fazendo cara de paisagem, para o aplauso dos seus mesmos de sempre e sair com criticas ao(s) critico, felizes, mesmo de um bem intencionado critico, com interesse pela cultura da cidadania em geral, e não apenas do jogo menor, de luta do poder pelo poder, inócuo. Já sabemos onde isso vai parar, os beneficios que ficam são para pequenos grupos (no contexto do povo brasileiro). E suas bandeiras, de ganhos temporários, ficam para a maioria da cidadania. Querem perenizar seu poder ante o povo brasileiro, mas para beneficiar principalmente de seus grupos e seus lideres. Tal e qual fizeram os algozes da cultura nacional de cidadania até passado recente. O que sobra para a consciência da cidadania? desse vai e vem de hipócritas e mentiras, que vem de quase todas as direções?

Responder

    xacal

    09 de janeiro de 2013 às 17h55

    Eita, nóis, então tá:

    “Que precisam, alem da apresentar os resultados, implantar a nova ordem brasileira, tão requisitada pelos próprios no passado.”

    Ué, esta “nova ordem” é o quê mesmo? Uma coisa que o governo, como ente über alles impõe goela adentro dos atores políticos, determinando uma dinâmica própria (do governo e do Partido) à sociedade?

    Isto vem como? Nos galope dos quatro cavaleiros do apocalipse? No calendário mais? é algum tipo de religião? Vem em drágeas ou em solução(o supositório eu deixo para vosso uso, ó puros entre os mais puros).

    Engraçado, tirar em 12 anos 30% da população que estão há 500 anos na pobreza, e colocá-los em alguma forma de existência(ainda que a precária do consumo, de comida, que sequer tinham) não é algo revolucionário?

    Será a nova ordem algo legitimamente revolucionário a fome dos anos 20 na ex-URSS, ou gente comendo gente na China durante a “revolução cultural”?

    “Mas não, preferem como o Safatle percebeu e disse, muito corajosamente, enfiar a cabeça na terra feito avestruzes, sair tergiversando e fazendo cara de paisagem, para o aplauso dos seus mesmos de sempre e sair com criticas ao(s) critico, felizes, mesmo de um bem intencionado critico, com interesse pela cultura da cidadania em geral, e não apenas do jogo menor, de luta do poder pelo poder, inócuo.”

    Mas peraí, quem são os mesmos de sempre que estão nos aplaudindo? A “grobo”, o merval, ou qualquer outro representante dos PIGs? Não seria um raciocínio correto imaginar que se sofremos tanto com a mídia e os demais, é por que estejamos a tocar estruturas nunca dantes tocadas?

    Eu vou repetir este trecho pela ingenuidade(má-fé, ou ambos?):

    “mesmo de um bem intencionado critico, com interesse pela cultura da cidadania em geral, e não apenas do jogo menor, de luta do poder pelo poder, inócuo.”

    “cultura da cidadania geral”…é algo como paz mundial, ou combate a corrupção? Algo como bandeiras generalistas que desprezam que a luta pelo controle, inclusive da “cultura geral” se dá neste jogo(que os iluminados chamam hierarquicamente de menor, como se houvesse “a grande política” para os “grandes e iluminados, humpf!).

    Tenham paciência. Tenham santa paciência…

    Julio Silveira

    09 de janeiro de 2013 às 21h35

    Xacal, bem a proposito o nome ou alcunha, tem a ver.
    Provavelmente deve ter vinte e poucos anos, se não é militante como são os da direita. Meu caro, voce não fala para os seus, voce fala com um cidadão brasileiro fora do stabilishment, um cidadão que já viveu a aventura do brasil pra frente, um País que após tantas boas intenções voltou para trás. Eu não navego no canto do marqueting, meu interesse e outro, é cidadania, não apenas carro novo. Saudações.

    xacal

    09 de janeiro de 2013 às 23h14

    Seu julgamento só não é pior que seu texto ou seu entendimento da realidade…rs

    Senão vejamos, o nosso mestre “yôda”, o último Jedi:

    “Xacal, bem a proposito o nome ou alcunha, tem a ver.”

    Tem a ver com o quê, meu filho? Vais querer traçar “perfil psicológico” pelo “nick”? Andas assistindo muito enlatado na TV paga…

    “Provavelmente deve ter vinte e poucos anos, se não é militante como são os da direita.”

    Sei, sei, então ser militante(defender alguma causa ou ideologia)tornaria-me menos crível ou sensato? Este é o limite dos seus argumentos para defender esta cretinice escrita pelo Vladimir?

    “Meu caro, voce não fala para os seus, voce fala com um cidadão brasileiro fora do stabilishment, um cidadão que já viveu a aventura do brasil pra frente, um País que após tantas boas intenções voltou para trás.”

    Comparar sua “experiência Brasil pr’á frente”(sei lá que troço é isto) com o processo atual brasileiro é de doer…não merece réplica!

    Seja lá o que você diz ter vivido, não há nada parecido aqui… A história só se repete como farsa, neném…

    “Eu não navego no canto do marqueting, meu interesse e outro, é cidadania, não apenas carro novo. Saudações.”

    Sei, sei, e enquanto a cidadania não vem, os pobres comem o quê? Esperança revolucionária?

    Bom, eu não tenho 20 e poucos anos, e acho até que é um elogio me confundir com alguém que possa estar no gozo pleno dos anos “de força”.

    Tudo o que fiz em minha militância deste este tempo(e lá se vão outros 20 anos)não me tornaram um boboca cético metido a “oráculo” como você.

    Cada vez que aprendo, duvido mais do que imagino saber…

    Ao contrário dos “sábios” como você, que parecem ter a certeza embolorada, dos julgamentos morais(fáceis) e do ceticismo inútil.

    Vá estudar, aprender a escrever, e a argumentar…com este estofo(pouco estofo)não dá…Dou por aqui encerrada minha atenção a você.

    Já gastei vela demais com defunto que não merece…

    Julio Silveira

    10 de janeiro de 2013 às 10h25

    Já esperava de você uma resposta desqualificada, afinal conforme já falei a escolha particular da denominação diz muito sobre o ser. E se não sabe o que significa o que voce define como seu nick então explico, lá vai:
    [Zool.]- Chacal é o nome genérico e popular de um animal
    carnívoro, da família dos Canídeos, gênero Canis, com 3
    espécies. São animais considerados carnívoros, mas po-
    dem se tornar onívoros (VIDE) ,se a situação exigir. Seus
    hábitos diferem de acôrdo com a espécie e com o local de
    habitação, podendo ter hábitos noturnos ou não. São ca-
    çadores mas normalmente se alimentam de carcaças
    deixadas por outros animais. Observação: o chacal não é
    ¨parente¨ da hiena, que é de outra família (VIDE HIENA).
    E não sou eu quem o diz, nem tenho a pretenção de ser prepotênte nem fazer analise de perfil, isso está em qualquer compendio de zoologia, a escolha foi sua e ainda a fez de forma infeliz com uma variação linguistica que demonstra um certo grau de colonismo. Deves ser adepto do tal do choque de modernidade. Azar seu se sei ler e vejo grande coerência entre o sentido da auto denominação na relação com suas longas e pouco profundas analises.
    E te digo mais, é preferivel ser um defundo que tenha tido coragem em vida de reconhecer que o quizeram Zumbi e ter lutado contra isso, que um Xacal Zumbi, que ignorante vive não vivendo sem saber que não passa de morto vivo. Saudações Republicanas.

    xacal

    10 de janeiro de 2013 às 16h26

    bla, bla, bla…

    Sua odisseia pelo google não foi muito longe…

    Não adianta ferramente de busca para quem não sabe o que procurar…

    Hilário discutir apelido com um beócio como você, ainda mais se a troca do ch pelo X quer dizer “colonialismo”.

    Vai aí mais informação para você, de “grátis”:

    Pobre alma, foi justamente para diferenciar dos outros chacais, o poeta, e o terrorista.

    Xacal é também a figura mitológica do deus anúbis, cabeça de chacal, e corpo de homem, que para os egípcios guardava os rituais de passagem da vida para morte(embalsamamento).

    Quanto ao seu julgamento sobre minhas “análises”, grato, gente como você me orienta: se gostam, sei que estou a falar m…rda.

    Caso não gostem, como é o caso, tenho certeza que acertei em cheio.

    Vá dormir neném, tá na hora…

    nilton

    09 de janeiro de 2013 às 18h42

    Sr. Júlio Silveira
    A questão entre a direita e a esquerda ainda não foi superada, muito embora, na Europa, a esquerda esqueceu o quanto a direita matou de gente naquele continente, no período das duas grandes guerras, e, deixou que o sistema financeiro, leia-se direita, destruísse todas as conquistas da esquerda européia havidas em razão dos milhões de mortos fruto da insana direita fascista, e hoje, a miséria é o melhor horizonte dos irlandeses, dos gregos, dos espanhóis e de outros povos.
    O Deputado José Genoino é um militante da esquerda, combativo e sobretudo republicano no sentido histórico da palavra. No entanto os ministros que o condenaram são de direita, isto mesmo direita. Tem até ministro que entende que ditadura militar foi necessária. Então meu senhor vamos dar nome ao bode: Este julgamento foi uma farsa no que toca condenar José Genoino mais uma vez a direita faz vítimas no campo político da esquerda.Assim concluo: Direita é a negação da democracia. Esquerda é a instalação da democracia.
    SAudações REpublicxanas

    Julio Silveira

    09 de janeiro de 2013 às 21h47

    Sr. Nilton. Saudações republicanas.
    É com satisfação que retorno a sua réplica para dizer que no Mundo(com pouquissimas e sinceras excessões) como no Brasil, a esquerda quando ganha eleição democratica opta por ignorar a expectativa popular por mudança. Opta por esquecer suas propostas de diferenciação na condução politica da sociedade quando alcança o poder. Preferem aproveitar e surfar nas mesmas prerrogativas da direita, nas estruturas montadas, na burrocracia secular que produz as anomalias que vivenciamos. Por isso o cidadão, aquele que opta pela esquerda só a tem (em raras e corajosas excessões, que não é aqui) em teoria. Na pratica politica, aqui a esquerda é uma direita com a mão invertida e se voce for atento irá perceber que até nas defesas do indefensavel guardam muita semelhança quando é seu interesse politico que está em risco.

Tomudjin

09 de janeiro de 2013 às 15h41

O uso do controle remoto surgiu bem antes da internet. Mas será a internet quem ensinará ao povo como se usa o controle remoto.

Responder

assalariado.

09 de janeiro de 2013 às 15h40

O que mais me preocupa são pessoas experientes na caminhada ideologica, e no tempo, de militancia partidária, tomarem atitudes e/ ou escreverem textos sem levar em consideração que o STF/ PIG, são instrumentos e armas de fazerem guerras de guerrilhas, contra os ditos governos com vieses populares. Estes campos institucionais de luta são minados, essas entre tantas instituiçoes, com viés burgues, são terrenos com bombas e armadilhas, que os referidos companheiros, desprezam como armadilha para os de esquerda.

Jamais deveriam esquecer que contem minas explosivas com efeitos retardados, mais explosivos ainda, nos cerebros das multidões, segundo os criterios de “informação” da imprensa burguesa, que nos mutilam, enquanto ideologia de esquerda. E é ilusão de nossa parte (das esquerdas, de fato), que o esgoto burgues de informação, um dia mudará sua tática para com os progressistas. É claro, estamos num tabuleiro de cartas marcadas e, sempre que possivel, essas cartas e instituiçoes do capital, passam a rasteira na constituição republicana.

De quebra, ajeitam, arrumam e rumam no caminho politico futuro, para suas cartadas golpistas para quem, a cada dia, vai perdendo sua (hegemonia) ideologica, perante a sociedade. Os Srs. Vladimir Safatle, Olivio Dutra, Plinio de Arruda Sampaio e mais um monte de ministros, desta forma confundem, mais do que esclarecem, com suas atitudes, a militancia de esquerda.

Num abrir de olhos ideologico, um menor observar, está claro que esse julgamento foi uma tremendo manobrar politico, a qual as midias e os tribunais burgueses, sempre usam quando necessário, para o “bom” caminhar falso moralista, de sua sociedade hipócrita e corrupta, segundo o seu carater fim e modus operante. Esta ideologia, tem sua marca na testa, são os corruptos e os corruptores ao mesmo tempo.

Saudações Socialistas.

Responder

Mário

09 de janeiro de 2013 às 15h02

Existe uma coisa eu une todos os intelectuais de esquerda que escrevem nos jornalões brasileiros: eles podem até criticar o PSDB e falar bem do PT, mas não podem ser a favor de Cuba, da Venezuela, de Morales e quejandos. Nesse último caso, se igualam aos Jabores e Cantanhêdes da vida. Em última análise, não passam de reformistas que renegam a base social que sustenta as experiências de esquerda na América Latina. No fundo, é isso que deseja o Império. O resto deixa com a Globo.

Responder

anac

09 de janeiro de 2013 às 14h39

Eu tambem queria que o PT tivesse como lider Jesus Cristo ou mesmo São Francisco de Assis.
Que todos os seus membros tivessem a santidade de Madre Tereza de Calcutá, Santo Antonio, Irmã Dulce, etc. Ou a hombridade e carater de um Gandhi, Mater Luher King,etc.
Infelizmente, assim com a santa Igreja Catolica, os membros do PT são humanos, demasiadamente humanos e erram. Mesmo assim, com todos os erros comitidos, prefiro um milhão de vezes o PT ao PSDB traidor da patria e algoz do povo brasileiro. As regras para eleição de cargos publicos foram impostas pela elite.Ou se dançava conforme a musica ou o PT passaria a vida como um PSOL. A margem do poder. Hoje estariamos pior que a Grecia e Portugal. E o PiG divulgando que a culpa do fracasso era do povo moreno que habita o Brasil, um país em que o futuro bilhante jamais chegaria. Não foi isso o que ouvimos até a era Lula?
Pois bem Lula mostrou que o futuro brilhante é agora e que o povo brasileiro é o maior culpado pelo sucesso.. Quem quer Ruptura institucional que peguem em armas e parta para luta armada seguindo os passos de Che Guevara e Fidel. Dilma até tentou. Foi torturada barbaramente. É a realidade nua e crua.Não é afcil, por isso poucos tem a corgaem de tentar mudar se expondo como Lula e Dilma fazem. Como não tenho a coragem deles fico no anonimato como a maioria aqui.

Responder

    anac

    09 de janeiro de 2013 às 14h51

    Ficar sentado no anonimato atras de um computador dizendo com as coisas devem ser é por demais cômodo. O pouco que conquistamos devemos a Lula, Dilma e demais membros do PT.Sou lhes grato. Imaginem na crise de 2008, o Brasil ans mãos do PSDB. Estaríamos no 6o. mundo. Ou voltariamos a epoca da escravidão.

xacal

09 de janeiro de 2013 às 13h52

O tema já deu panos para mangas no Nassif, então, reproduzo aqui o que escrevi por lá sobre o texto do Vladimir:

O que está em jogo afinal?

Quando um articulista identificado com o campo da esquerda(posso estar errado), reivindica a um partido de esquerda que, ele mesmo, levado a fogueira da inquisição midiática e o nazijudicialismo(que senão me engano também foram alvo de comentários e textos do autor), pare e discuta com a sociedade a temperatura do fogo, ou a qualidade dos gravetos ali colocados como combustíveis, ou em suma, o figurino do carrasco, eu me assusto.

Claro, eu poderia ceder ao oportunismo e dizer: a sociedade brasileira não parece inclinada a discutir a si mesma, e conferiu ao PT e seus líderes(inclusive o deputado que foi eleito durante seu julgamento – ou linchamento?) o perdão político para seus atos, e portanto, tais atos de contrição política são desnecessários.

Não, mas eu não vou cair na armadilha do cinismo proposta pelo autor.

Eu pergunto aos que concordam com o articulista(e também aos que discordam):

Longe do fatalismo, onde está a possibilidade do PT e seus aliados (minoritários no espectro político nacional), detentores apenas de uma parte do capital simbólico da sociedade, ousarem re-inventar os modos de fazer política brasileira?

Se a cada passo nesta direção há um clima de ruptura institucional? Eu gostaria de lembrar aos que defendem o texto que foi justamente a “rendição”, ou “domesticação” do PT ao modo brasileiro de gerir seu presidencialismo que permitiu ao PT chegar ao governo.

Não leram as entrelinhas da Carta ao Povo Brasileiro?

Não foi a sociedade que se curvou a novidade PT. Éramos chamados de instáveis radicais. Precisávamos “polir” nosso modos, nos tornar “confiáveis”.

Vejamos os “ingênuos” falando da “ingenuidades dos outros” (abro aspas para citar Vladimir):

“(…)

O mínimo a ser feito depois do julgamento era apresentar uma autocrítica severa para a opinião pública. Tal autocrítica não deveria ser apenas moral, embora ela fosse absolutamente necessária.

Réplica: Qual é a auto-crítica? A que ela se destina? Dizer que passaremos a pedir contribuições mensais dos filiados(passar a sacolinha) para sustentar campanhas caríssimas movidas a marketing e TV, quando justamente nos roubaram(pela lei eleitoral)as campanhas nas ruas. Qual é a auto-crítica moral possível? Ou qual é a moral da história? Dizer, para o conforto do macartismo classe média que somos as freiras no prostíbulo? Não é melhor tentar fazer o prostíbulo um lugar mais habitável?

“Ela deveria ser também política, pois se trata de compreender como o maior partido de esquerda do Brasil aceitou, em prol do flerte com as práticas mais arcaicas de “construção da governabilidade”, esvaziar completamente as pautas de transformação política do Estado e de aprofundamento de mecanismos de democracia direta.”

Réplica: Em qual sistema político mundial o assédio do capital e da agenda dos detentores deste não incide sobre as formas de construção de governabilidade? Onde? Na França? Nos EEUU? Na Alemanha? No berço da democracia, a Grécia? Então vamos para uma solução de força? Como trocar o pneu do carro em movimento?

“Desde que subiu ao poder federal, planos interessantes, como o orçamento participativo, sumiram até mesmo da esfera municipal do PT, o que dirá a discussão a respeito da superação dos impasses da democracia parlamentar.”

Réplica: Esta é uma tarefa só do governo e do PT? Qual é o peso relativo do PT e do governo? Responder a estas questões é prudente, antes de exarar sentenças. E urge perguntar: O julgamento só cabe ao PT? Logo ele que governo só 12 anos desta casa de tolerância patrimonialista chamada Brasil? E qual o efeito de um partido, contra-hegemônico dizer que se rendeu e se “arrepende” de ter modos hegemônicos? Dar munição para que os de sempre voltem a se locupletar do hegemonismo, mas sem nenhum ganho relativo a pobretalha? Então é assim, dane-se a realidade e as demandas?

“No seu lugar, setores do partido acharam que poderiam administrar a política brasileira com os mesmos expedientes de sempre e, ainda assim, saírem ilesos. Agora, mostram-se surpresos com o STF.”

Réplica: Comentário de uma leviandade sem par. Se olharmos o nível de reação dos setores opositores, nada nos leva a crer que estejamos a sucumbir aos seus métodos, senão, por que a grita? Para que tentar derrubar e desmoralizar se é possível compor? Mas não reduzamos, nem simplifiquemos tanto. Talvez os “mesmos” métodos estejam a alcançar resultados diferentes, logo, como dizer que são métodos iguais se estão destinados a objetivos políticos diferentes? No entanto, o “sofisticado crime” do articulista é claro: Igualar o PT e seus adversários em um campo de ação política, justificando, por vias transversas, o discurso anti-política: é tudo igual.

“Para que todos não paguem por isso diante da opinião pública, há de se dizer claramente que não é a esquerda brasileira que foi julgada no mensalão, mas um setor que acreditou, com uma ingenuidade impressionante, poder abandonar a construção de novas práticas políticas sem, com isso, se transformar paulatinamente na imagem invertida daquilo que sempre criticaram.”

Réplica: Que opinião pública? Qual opinião pública? E ainda mais: uma “opinião” que cede a este tipo de moralismo escroto merece alguma consideração? Será que Genoíno é igual a Paulo Preto? Dá para comparar Sérgio Motta com Zé Dirceu? E por que esta opinião exige que se julgue uns e outros não? Será que esta opinião está mais “preocupada” conosco, e por isto, quer nos “purificar”?
São o Genoíno e Dirceu inversões paulatinas do que combatiam e criticavam? É simples assim?

“Se uma autocrítica fosse feita, o Brasil poderia esperar que certos atores políticos começassem, enfim, uma reflexão sobre a necessidade do aprofundamento da participação popular como arma contra a corrupção do poder.”

Réplica: Que tipo de participação popular? Linchamentos? Fogueiras? Decapitações? Enforcamentos? Há então uma entidade chamada “participação popular” que tem um caráter bem distinto de seus representantes, que seriam hipnotizadores extra-terrestres que os engana e usurpa os mandatos? Hu-hum…sei…sei…

E qual o sentido político desta participação popular mais direta? Heil, Hitler?

Se o articulista quer mudar as coisas, tem que sujar as mãos, e descer do pedestal do higienismo político.
A possibilidade remota de mudar a forma de ingerência do capital sobre o processo democrático, e pouco importa se, dentro de leis(como é o lobby dos EEUU) ou o caixa dois, porque o resultado na agenda é o mesmo, só que um transparece e o outro, hipocritamente, criminaliza, seria impedir totalmente que a mídia recebesse dinheiro público em contas de propaganda e a TOTAL estatização das obras , serviços e bens públicos, com a TOTAL proibição de qualquer ente ou capital privado nestes setores.

Outro meio seria a total proibição de veiculação de campanhas na mídia, deixando aos partidos um espaço para que produzissem e veiculassem, em concessão pública de TV, rádio, etc, suas agendas. Com financiamento público e sem participação de nenhuma empresa, só militantes pessoas físicas filiadas.

Não dá para fazer omeletes sem quebrar os ovos. Mais uma decepção a ser somada. Mais um cretino a ser deixado pela estrada.

Responder

    lulipe

    09 de janeiro de 2013 às 14h57

    Que se danem os princípios, a ética, a moral, a honestidade, o que vale é alcançar o poder, não é xacal????

    xacal

    09 de janeiro de 2013 às 16h20

    Como legítimo representante do “pensamento”(argh!)que esteve no poder pelos últimos 502 anos A.L.(antes de Lula), responda você…

    O que você definir como ético para ganhar e se manter no poder, tomando como exemplo o poder que vocês exerceram neste “tempinho” de 503 anos, eu assino embaixo.

    Como assino embaixo a degola na guilhotina de todos, eu digo TODOS que conspurcarem tais princípios, desde que haja uma instância JUSTA, e não comprometida com uma das partes, como nos parece o STF(cadê o caso mineiro?), a PGR(cadê o cachoeira?) e a mídia(bom, não dá para citar exemplo…de tantos).

    Fiote, desista, você não dá nem pro gasto…

    Mário SF Alves

    09 de janeiro de 2013 às 19h45

    I – Brilhante isso aí, cara. De fato, já passa da hora de rompermos com tanto faniquito intelectualóide. Já passa da hora de abordarmos o PT e a política com fundamento em legítimo e honesto esforço intelectual. A realidade política brasileira não tem mais tempo pra amadorismos, nem pra pseudointelectualismos e nem para os eternos fazedores de beicinho.
    _______________________________________________
    II- Mais do que nunca é hora de pensar. Hora de pensar coletivamente. Hora de se instituir um fórum permanente de discussão política com vistas à estruturação de um movimento de defesa e consolidação da democracia. Neste sentido é bem possível que a crise econômica, produto da crise de representação política que assola parte Ocidente, seja propícia.
    ____________________________________________________
    Na oportunidade, e sendo possível, gostaria de saber o que você teria a dizer sobre isso. Ou seja, dá pra ir por aí/ao item II. Ou… o caminho é outro?

    xacal

    09 de janeiro de 2013 às 23h37

    Mário,

    Primeiro é preciso definir as instâncias de atuação.

    Governo e governabilidade são uma coisa, partido e ação política orgânica fora do Estado(governo) é outra, e por fim temos movimentos sociais, mídia, e outros atores não estatais(empresários, ONGs, Igreja, etc).

    Na minha concepção, e isto é uma auto-crítica, o espaço privilegiado para o embate político é o partido. É a fatia mais ampla de disputa.

    Mas isto não elide outras setorizações.

    Uma vez definido isto, é preciso, como você bem disse, romper com o “faniquito”, que eu chamo de cretinice ideológica, expressa no texto do Vladimir, e nos comentários de uns bobocas por aqui…

    O moralismo seletivo não pode ser a tônica do embate. Esta agenda não é nossa, o que não significa que o pragmatismo substituirá a luta por uma política que se aproxime cada vez mais do ideal: defesa do interesse público e correção!

    Os orçamentos públicos são como uma caixa d’água. Antes de pretendermos acabar com os vazamentos na distribuição, temos que decidir quem vai receber água: as torneiras dos pobres ou as piscinas dos ricos!

    Ainda assim, se levarmos em conta esta cretinice moralista, é bom que se diga: O PT É O PARTIDO COM MAIOR ÍNDICE DE CONFIANÇA DA POPULAÇÃO, E É O MENOS ATINGIDO POR ESCÂNDALOS E AÇÕES DA PF OU DAS POLÍCIAS ESTADUAIS!!!

    E por favor, não me falem em “corpo mole” da PF, ou em beneplácito na mídia sobre os escândalos petistas!!!

    No entanto, para defender este estamento, é necessário atacar o básico: Negar ou diminuir a chance do capital(empresas) de assediar processos eleitorais, ou redefinir forma de financiamento ou legalização dos lobbies.

    Não há como manter a hipocrisia que empurra partidos para financiarem campanhas cada vez mais caras, por imposição da Lei Eleitoral, que normatizou a industrialização do processo eleitoral, junto a empresários que depois cobrarão na agenda de governo o apoio dado, e dedicar a censura apenas aos agentes públicos e políticos.

    Outra coisa é estabelecer: o que se quer, estrategicamente falando: melhorar as condições estruturais do brasileiro mais pobre, redefinir os padrões de proteção e serviços a este brasileiro, tornar isonômicas as chances de mobilidade social, ou queremos implantar o socialismo?

    Aos que responderão socialismo, eu pergunto: Qual? Como? Onde? Qual a base teórica de sustentação deste movimento político?

    Como lidar com as regras já postas? É reforma ou revolução? Há condições objetivas e históricas?

    Como se trabalham os temas transversais, como uma cultura socialista, em meio ao mundo conectado e de consumo de hoje?

    Enfim, uma sociedade mais justa(ainda que capitalista) está mais próxima, ou permite mais possibilidades de escolha de um salto socialista, ou o caminho é a acomodação?

    Vamos deixar piorar para melhorar? Então, enquanto estes babacas não responderem estas questões, seria melhor que parassem de encher o saco.

    Quanto a nós, eu creio que o desafio é transformar esta latência, este acúmulo da internet com algo orgânico.

    Foi tentado outras vezes, mas temos que tentar sempre, ainda que fracassemos de novo, porque, de verdade, nunca fracassamos de todo.

    Pequenos coletivos por região, cada grupo de interesse reunindo-se por afinidade: militantes de partidos, jornalistas, sindicalistas, movimento negro, etc.

    A pauta é extensa.

    Mário SF Alves

    10 de janeiro de 2013 às 01h43

    Xacal,
    Bravo, cara! Gostei da resposta. Penso que ando pensando no rumo certo. Obrigado.
    ________________________________
    Saúde, vida plena, força e alegria.
    _____________________________
    E que “vienga el toro!”

trombeta

09 de janeiro de 2013 às 13h32

Quanto a Safatle não costumo nutrir muitas ilusões com esquerdinha de botequim de faculdade, o triste foi ver o outrora galo missioneiro, um militante corajoso dos anos 80 como Olívio Dutra fazer o discurso da superioridade moral em cima das costas de um valente companheiro que expôs a própria vida lutando contra a ditadura militar e midiática.

Parece que o discurso piguiano começou a invadir a corrente sanguinea de alguns “companheiros” que passaram a endossar a fraude do mensalão e se colocar em posição de criticar um homem inocente para agradar setores conservadores e dizer “olha eu sou diferente”.

Totalmente lamentável o oportunismo do velho combatente da boa luta Olívio Dutra, decepcionante!

Responder

    Mário SF Alves

    14 de janeiro de 2013 às 17h38

    Grosso modo, a sugestão do Olívio, soa como aquele alguém que imagina ser capaz de sugerir a Cuba que esqueça seu passado e o todo o sofrimento de seu na luta por independência e se submeta aos EEUU, não?
    ___________________________________
    Das duas uma:
    1- Ou o admirável Olívio envelheceu além da conta,
    2- Ou ele (o admirável Olívio) já não acredita mais nem um pouco no poder de reação política do PT.
    ______________________________________________
    Ou… se não isso, estamos diante do mais claro sinal de que aquele golpe do consórcio PiG-Demotucanos-STéFão faria bem a alguém. Resta saber a quem?
    ___________________________________________________
    Ou… ainda, e por último, e enfim, o admirável Olívio teria adotado/praticando Jean Baudrillard na arte do simulacro e da simulação. Quem sabe não seja este um outro modo de enfrentar a truculência-suave dessa verdadeira bomba de neutrons idealizada pelo corporativismo e disfarçadamente imposta sob o manto de reforma neoliberal.

Rasec

09 de janeiro de 2013 às 12h54

Ah bom, alguém pra fazer um contraponto à altura ao artigo do Safatle! Pelamor! Tucano até as tampas esse Safatle que é comentarista da TV Cultura tucana! Quanto ao Olívio Dutra, quero crer que artigo é impregnado de certa mágoa, vai saber das histórias internas do partido! O q temos visto em 2013 é uma série de análises, até mesmo de blogs de esquerda, cheias de previsões estapafúrdias. Creio que esse povo todo sofre de uma ansiedade pra dizer alguma coisa que aí dizem qualquer coisa. Já estão fazendo até previsão de derrota para o PT em… 2018! Que o PT não tem nomes para a eleição de… 2018! Caraca! Isso não é análise estratégica! Isso é ansiedade! Independente do mérito da análise. Gente, já basta o PIG e seus especialistas com prognósticos econômicos, sociais e políticos pessimistas. O que é que é isso? Cansa!

Responder

lulipe

09 de janeiro de 2013 às 12h00

O direito de espernear é livre!!!

Responder

    paulo roberto

    09 de janeiro de 2013 às 13h03

    O de falar asneiras e ser manipulado por uma imprensa de esgoto, também.

    xacal

    09 de janeiro de 2013 às 13h45

    vocês que o digam, é o que fazem há 12 anos, e com a perspectiva(de acordo com seus próprios “próceres” analisam) de ficar esperneando até 2018…

    mas com este nível de elaboração, nós vamos ter que renunciar ao poder…rsrsr…cês não têm a mínima chance, a não ser pelo golpe, é claro…

izaias almada

09 de janeiro de 2013 às 11h22

Grato, Conceição, pelo PS ao final do artigo. Como conversamos, voltarei ao tema num próximo artigo. Até porque, além de desmoralizado, o julgamento da AP 470, ainda não terminou e os réus têm direito a recursos. O fascismo, além de moralista, é sibilino nas suas intenções.

Responder

FrancoAtirador

09 de janeiro de 2013 às 11h21

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A par de toda a admiração que merecem Vladimir Safatle e Olivio Dutra,

Izaias Almada tem razão, quando afirma que o julgamento de exceção,

a que foram midiaticamente subjugados no STF todos os réus na AP 470,

a maioria deles sequer detendo a prerrogativa de foro por função,

sendo, por conseguinte, condenados sumariamente em instância única,

foi a maior imoralidade praticada contra a Constituição Federal,

contra os Direitos Humanos e, pois, contra a Democracia Republicana.
.
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Responder

abolicionista

09 de janeiro de 2013 às 11h20

Quero crer que Vladimir tenha agido de acordo com suas convicções. Estava equivocado, mas, enfim.. acontece. Principalmente com quem convive com o pessoal do jornal do Otavinho.

Nosso STF agiu contra a constituição, justificou sua ação com uma teoria exótica cuja utilização o próprio autor da teoria desautorizou.

Para piorar, alguns salafrários de toga tentaram cassar os mandatos de suas vítimas, o que é vetado pela constituição. Mas quem liga para a constituição? Golpe é golpe, como se nossa história não nos tivesse ensinado…

Ainda não entendi por que a Dilma não fez nada, mas desconfio que ela não visse com bons olhos a ala da qual faziam parte Dirceu e Genoino. Enfim, gostaria que alguém de dentro do partido esclarecesse esse ponto.

De todo modo, ficou evidente que o STF age não só com intuito político como também age à margem da constituição que deveria proteger. Não é de espantar que tenham absolvido torturadores e assassinos, ao contrário do que ocorreu no resto da América Latina.

Triste país…

Responder

Hiro

09 de janeiro de 2013 às 11h19

Izaías Almada esclareceu ampla e criticamente o debate, neste momento trágico na história brasileira, no qual minorias tentam a todo custo impedir os profundos avanços democráticos-populares no País. Minorias concentradoras de renda e poder, reacionárias, tentam inverter a realidade, imputando barbaramente suas próprias sombras às forças progressistas. Muito importante a crítica do autor sobre o erro do abandono da luta em prol da “Ley de Meios”.

Responder

marco

09 de janeiro de 2013 às 10h30

acho mui interessante não poder algemar para não constranger, mas a imprensa poder destruir qualquer reputação como o fazem sem nenhuma imputação legal de penalidade, tá por fora…

Responder

ricardo

09 de janeiro de 2013 às 10h00

Tive de encerrar a leitura quando me deparei com a expressão mensalão entre aspas, seguida da afirmação que tal coisa “ainda não se provou”. Essa conversa está, no mínimo, um ano defasada em relação aos fatos.

Responder

    paulo roberto

    09 de janeiro de 2013 às 13h06

    É, pra quem se informa(?) pela Veja e congêneres, isto está defasado há 7 anos…

claret

09 de janeiro de 2013 às 10h00

Meu deus , como estes que se dizem de esquerda estão perdidos.Melhor seria se voltassem,seus olhos para a política do interiorzão deste Brasil , onde existe apenas governo x oposição.
Senão vejamos , na esfera Federal:- Governo de esquerda, rsrsrsr. Dilma, Temer, Maluf, Sarney, Calheiros, Collor, Kátia Abreu. Oposição de direita. PSOL, Antonio Dias, Aécio Neves,PPS.
Dá para entender?

Responder

luiz claudio

09 de janeiro de 2013 às 09h31

Talvez a nossa DILMAIS,esteja querendo queimar a imagem do LULA,e do PT,para que possa concorrer naturalmente a reeleição(o que é o certo,e o Lula nunca disse o contrário),afinal a mente de nós seres humanos é terreno inóspito.Quem garante que o pig,não tenha conseguido, com sua bajulação(hipócrita,claro),colocado o vírus da discórdia na cabeça de nossa Líder.Afinal,estão sempre enfatizando que a aprovação dela é maior que a do Lula,o que é verdade,ou seja na pura intenção de joga-la contra o ele,e talvez infelizmente(tomara que eu esteja errado)estejam conseguido,pois vocês sabem né,”SERES HUMANOS”…..

Responder

Mardones

09 de janeiro de 2013 às 09h01

Almada conquistou minha admiração ao longo de 2012, com a sua lucidez. Já o Safatle mostrou que está mais para ovo de serpente, cavalo de Tróia.

Responder

Rodrigo Leme

09 de janeiro de 2013 às 08h57

Fascismo é querer derrubar o judiciário por ter bandidos de sua admiração condenados. É querer desqualificar as instituições porque elas não lhe servem.

O tom do artigo denota até certo desespero de causa, como uma criança que grita e esperneia ao ver que os pais não lhe fazem as vontades.

Responder

    Fabio

    09 de janeiro de 2013 às 11h33

    Feliz 2013 Rodrigo fascistinha Leme…

    xacal

    09 de janeiro de 2013 às 13h57

    Ué, eu pensei que o Judiciário tivesse a tarefa de condenar bandidos (com PROVAS)sejam Jesse James ou o covarde Robert Ford que o matou, não?

    Então fascismo é um partido escolher defender os seus do que entende por julgamento injusto, mas não é fascismo um judiciário que sempre escolheu e continua escolhendo os que vai punir?

    Sei..sei…conta outra digão…Você pode mais, fiote, é só ligar o tico e teco…

    Em tempo: nas democracias, partidos e seus representantes eleitos podem alterar, em nome do povo o que entendem por Constituição. Tribunais, NUNCA!!!

ricardo silveira

09 de janeiro de 2013 às 01h11

Concordo. A crítica de Safatle ao PT, com base no julgamento do mensalão, enfraquece a crítica que é necessária ser feita ao Partido. Até porque, sem o PT “sem medo de ser feliz” – e não se trata de nenhuma infantilidade – resta aos brasileiros a exclusão socioeconômica. Com todo o respeito a quem de direito, o julgamento feito pelo STF do “mensalão” do PT não é uma referência positiva ao estado de direito.

Responder

Messias Franca de Macedo

09 de janeiro de 2013 às 00h32

DA SÉRIE “‘NOIS’ SOFRE, MAS ‘NOIS’ GOZA!”

Serra e Freire viram piada no twitter
Do blog Lado B:

Desde que a imprensa veiculou informação sobre a possível fundação de um novo partido de direita no País para lançar a dobradinha José Serra e Roberto Freire à Presidência da República, tuiteiros de esquerda se divertem na rede social para escolher a nova sigla que represente os dois políticos brasileiros.

Veja algumas sugestões:
(…)

em http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/01/serra-e-freire-viram-piada-no-twitter.html

###########################

LÁ VEM O MATUTO PIADISTA!…

…Ah, que tal?!… De improviso,…

PREN (Partido da Renovação ‘Entregalista’ Nacional)

Que país é este, sô?!… “É o ‘brazil’ mudado por um menino pobre chamado Joaquim!”

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    FrancoAtirador

    09 de janeiro de 2013 às 09h31

    .
    .
    TUCANALHAS REVOANDO COMO CORVOS

    Ala serrista do PSDB ameaça revoada em resposta a candidatura de Aécio

    Aliados do ex-governador rejeitam a imposição do nome do mineiro para disputar o Planalto e dizem cogitar a possibilidade de aderir à fusões de partidos menores

    Luciana Lima, do iG, via Luis Nassif OnLine

    A perspectiva de uma revoada tucana vem tomando corpo na ala do PSDB mais ligada ao ex-governador José Serra (SP). O combustível para essa ideia, na opinião líder do partido no Senado, Alvaro Dias (PR), foi a “escolha” antecipada do nome do senador Aécio Neves (MG) como candidato do partido em 2014.

    “Tudo isso é consequência de uma postura de antecipar o nome do candidato sem discutir com a base do partido, sem a participação da militância”, considerou o senador, que não descarta os movimentos dissidentes.

    O nome de Aécio foi lançado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso , em reunião do partido, no final do ano passado. O próprio Fernando Henrique vem se empenhado para angariar recursos para a candidatura de Aécio.

    Agência Brasil

    Alvaro Dias diz que movimentação resulta da decisão do comando partidário de lançar antecipadamente o senador mineiro

    “Revoada pode ser exagero, mas o que não dá e ter uma postura de avestruz, que enterra a cabeça e ignora que a insatisfação existe”, disse o senador. “A estratégia adotada foi de valorizar a cúpula do partido e desconsiderar as bases. É claro que isso gera dissidência”, ponderou o senador.

    Leia mais: Tucanos são contrários à indicação de Aécio Neves à Presidência em 2014

    Dias considera que a postura adotada pelo partido de escolher o candidato é um caminho sem volta. “Falar em primárias agora soa um pouco falso. Isso teria que ter sido feito no ano passado, antes das eleições municipais. Poderíamos ter até lançado uma campanha do tipo ‘filie-se ao PSDB e escolha seu candidato à presidência’. Perdemos essa oportunidade”, ponderou Dias, que entregará no próximo dia 31 a liderança do partido no Senado. “A realização das primárias teria somente a função de legitimar uma decisão que já foi tomada”, explicou.

    O novo líder dos tucanos deverá ser o senador Cássio Cunha Lima, ligado a Aécio Neves. O mineiro também está em campanha para assumir o comando nacional da legenda.

    Fusões a vista

    Em conversas com outras legendas os tucanos falam em aproveitar a disposição de siglas que, como o PPS, estudam se fundir com outra legenda e assim abrir possibilidades de filiações, sem que haja perda de mandatos e restrições da lei eleitoral para a disputa em 2014.

    Tucanos avaliam que dissidentes não teriam robustez suficiente para formar outro partido já que o PSD foi uma “primeira porta” aberta nesse campo político no Brasil. “Além de ter sido a primeira porta, o então prefeito Gilberto Kassab estava no poder, o que não é o nosso caso”, avalia o senador. “Não é tão fácil assim lançar um novo partido”, avaliou Dias.

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/aliados-de-serra-cogitam-revoada-do-psdb

    Mário SF Alves

    09 de janeiro de 2013 às 12h05

    Franco,

    Taí mais uma bizarrice difícil de engolir:

    “Tudo isso é consequência de uma postura de antecipar o nome do candidato sem discutir com a base do partido, sem a participação da militância”
    _______________________________________
    Militância?!! Militância ou cabo-eleitorância?


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