VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Greve: Quem não concordar com proposta do governo ficará sem aumento


26/08/2012 - 21h50

Governo encerra negociações e dá prazo até terça-feira para assinatura de acordos com grevistas

26/08/2012 – 18h22

Ivan Richard


Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo encerrou hoje (26) as rodadas de negociações com os servidores públicos federais em greve. O Ministério do Planejamento deu prazo até a próxima terça-feira (28) para que os representantes das categorias assinem os acordos concordando com o reajuste de 15,8%, dividido em três anos, proposto pelo governo.

As categorias que não concordarem ficarão sem aumento. Apesar de os trabalhadores saírem das negociações insatisfeitos com o percentual oferecido pelo governo, o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, disse estar confiante de que a maioria das categorias vai assinar o acordo.

“Encerramos esse longo processo de negociação. Amanhâ e terça-feira vamos aguardar os retornos e estamos estruturando os projetos de lei daquelas categorias que estão aceitando fazer o acordo com o governo. Tivemos a sinalização de diversas categorias que vão topar”, disse Mendonça.

Desde março, quando foi iniciado o processo de negociação salarial, foram mais de 200 reuniões para discutir o reajuste dos servidores com mais de 31 entidades sindicais. Apenas neste final de semana foram realizadas 12 reuniões com representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), dos controladores de voo, da Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura (Aneinfra), trabalhadores da área de ciência e tecnologia e do Itamaraty.

No próximo dia 31 termina o prazo para o envio do Orçamento ao Congresso Nacional, com a previsão de gastos com a folha de pagamento dos servidores para 2013.

Até o momento, só as negociações com a área da educação, segmento considerado estratégico e prioritário pelo governo, foram resolvidas. Apenas a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições de Ensino Superior (Proifes), que representa a minoria dos docentes federais, e a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), representante dos técnicos administrativos universitários, aceitaram a proposta do governo.

Para os professores universitários, a proposta acordada foi reajustes que variam entre 25% e 40%, nos próximos três anos, e redução do número de níveis de carreira de 17 para 13. A oferta terá custo de R$ 4,2 bilhões para a folha de pagamento.

No caso, dos servidores administrativos das universidades, o impacto do reajuste será de R$ 2,9 bilhões. O acordo prevê além do reajuste “parâmetro”, incentivos à titulação. Todas as propostas feitas pelo governo se aceitas, devem onerar em R$ 18,95 os gastos com pessoal no período de três anos. As ofertas prevêem reajustes de 15,8%, fracionados até 2015.

O Ministério do Planejamento estima que a greve envolva cerca de 80 mil servidores públicos federais. Em contrapartida, os sindicatos calculam que cerca de 350 mil funcionários aderiram ao movimento.

Edição: Andréa Quintiere

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41 comentários

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Márcio Martins

28 de agosto de 2012 às 00h34

Parabéns Dilma! Meu voto valeu!

Responder

O_Brasileiro

27 de agosto de 2012 às 20h54

Não é com arrocho salarial que se faz a economia de um país crescer!
O Lula já provou isso!

Responder

O_Brasileiro

27 de agosto de 2012 às 20h44

O paradoxo, ou a ironia dessas greves é que elas vão ajudar a salvar o país nos próximos anos…
Enquanto as desonerações de impostos (R$ 12 BI em 2012 e R$ 23 BI em 2013) só servem para que as empresas enviem dinheiro para paraísos fiscais e para os países-sede das multinacionais, o dinheiro que o governo vai “gastar” com os trabalhadores públicos vai ficar no país, gerando empregos e mais renda para os brasileiros.

Afinal de contas, os trabalhadores públicos também pagam escolas, que pagam professores!
Os trabalhadores públicos pagam prestações de imóveis, que geram empregos na construção civil!
Os trabalhadores públicos pagam aluguéis, que são fonte de renda para muitos autônomos, inclusive aposentados, e que vão gastar esse dinheiro no Brasil!
Os trabalhadores públicos comem, o que gera emprego no campo. E isso ainda ajuda a enriquecer as multinacionais, como o governo gosta!
Os trabalhadores públicos se locomovem até o trabalho, o que ajuda a gerar empregos no setor energético do país!
Os trabalhadores públicos usam telefone, o que ajuda a enriquecer as multinacionais de comunicação, ao gosto do governo!
Os trabalhadores públicos pagam energia elétrica, água, esgoto (até quando não existe!), que por sua vez pagam impostos para o governo. E entre essas empresas também há multinacionais, podem ficar tranquilos!
Os trabalhadores públicos vestem roupas e calçados, e boa parte destes é produzido no Brasil!
Ou seja, é dinheiro para brasileiros públicos, que compram produtos e serviços de brasileiros privados!

Responder

tiago carneiro

27 de agosto de 2012 às 20h37

NOssa, como a FHC de SAIAS é democrática. Creio que os funcionários públicos estão muito felizes por terem feito campanha para ela.

Essa FHC de SAIAS…..

Responder

Ferreira

27 de agosto de 2012 às 17h45

Corta o ponto Dilma, chega a ser imoral pessoas fazerem greves em plena crise mundial e ainda receber os dias que ficou sem trabalhar.

Responder

Vlad

27 de agosto de 2012 às 14h58

Que aumento?
O que a maioria quer é “reajuste”, recomposição da inflação…”aumento” é termo propagandista da dama-de-ferro dentuça.

Responder

    Alexandro Rodrigues

    27 de agosto de 2012 às 17h38

    2014 está aí… Vote no Aécio, Alckmin ou no eterno candidato Serra…

    Julio Silveira

    27 de agosto de 2012 às 18h16

    Realmente estamos sem opção. São todos iguais.

    Vlad

    27 de agosto de 2012 às 19h34

    Certo, Alexandro Mussolini.

    tiago carneiro

    27 de agosto de 2012 às 20h40

    imiimimm é esse?

    Quer dizer que as coisas funcionam assim? Tenho a obrigação de concordar com TUDO que a Russerra quiser, pois os outros candidatos seriam piores?

    Alto lá! ELa poderia ter agido de 10 meios diferentes, preferiu ficar ao lado dos ricaços, do PIG e dos banqueiros. Ela não está do lado dos troxas, como eu, que ficaram fazendo campanha no meio da rua.

    Ela é SIM uma traidora de marca maior. Essa é a Russerra que elegemos.

    Cesar

    28 de agosto de 2012 às 02h08

    O mantra destes conservadores oportunistas que agoram se arvoram no governo Dilma é sempre o mesmo! parecem aquelas ovelhas do romance “A revolução dos bichos”, de Orson Welles, que a qualuqer sinal de contestação ou de reflexão crítica, começavama baçir: “quatro pernas bomo, duas pernas ruins / quatro pernas bons / duas pernas ruins”.
    Aqui, nossos conservadores oportunitsats, entoam o mantra: “PT ruim, PSDB pior / PT ruim / PSDB pior”!
    Mas o pior de tudo é esta mentalidade fascistoide que insiste me criminalizar os movimentos sociais, o serviço público e o meor exercício da contestação!
    E tenho certeza que estes que hoje elogiam esta atitude autoritária do governo Dilma, são os mesmos que nos anos 80 forma fiscais do Sarney, depois votaram no Collor caçador de marajás, votaram no pai do Real e pediram a reeleição do FHC!

Eduardo

27 de agosto de 2012 às 14h18

Nunca eh demais repetir, a exaustão até, há varias categorias do executivo que estão negociando com o Planejamento desde 2009, com participação em incontáveis oficinas com os técnicos do governo e NUNCA foi apresentada qualquer proposta. No meu caso, a Policia Federal, excluindo-se os salários do delegados de classe especial, um dos mais altos do executivo, os operacionais estão pedindo o mesmo que foi concedido aos servidores da ABIN em 2009, quando tiveram o REENQUADRAMENTO de suas carreiras, diga-se, de nível superior, em patamares idênticos aos de outras carreiras de mesmo nível de escolaridade e de complexidade de atribuições. O problema todo esta na carreira dos delegados/peritos que nao admitem a quebra da TRAVA SALARIAL e fazem lobby com o governo para que se eles nao tiverem o mesmo percentual que os operacionais teriam com a reestruturacao, quando eles teriam salários maiores do que o teto do executivo. O segundo maior problema reside no fato de que a Dilma aceitou essa imposição dos delegados/peritos (será por que?????), tudo indicando que o governo nao quer ser incomodado pelos órgãos de fiscalização. Nesse particular, gostaria muito que alguém da alta cúpula do governo explicasse, nao pra mim, mas pro povo, quais as razoes de nao atender o pleito dos policias, o que, como se sabe, causaria um impacto muito pequeno nas receitas do governo, conforme relato dos próprios negociadores do Planejamento, e, ao final, iria corrigir uma distorção histórica. Sem duvida, há muito o que explicar com relacao a greve dos policiais federais ou será que a ABIN e os analistas das agencias reguladoras, por exemplo, são merecedores de melhores e maiores salários do que os federais? Os federais saberão responder estas e outras questões que se levantam, mas será que o governo tem respostas, convincentes? Onde esta o ministro da (in)justiça que já apoiou varias greves de policiais civis e agora faz ameaças aos federais pelas mesmas justas reivindicações? O que aconteceu com o ministro que só atende o que pedem os delegados/peritos? Será que nao há ninguém no Planalto pra dar um murro na mesa e arrumar essa bagunça que eh a Policia Federal, ou será que desse jeito eh mais fácil de controlar? Alguém se lembra de mais alguma operação da PF após a SATIAGRAHA que tenha prendido banqueiros poderosos e seus patrocinados políticos, salvo se forem do DEM/PSDB? Se o Demostenes e o
Cachoeira fossem aliados do governo passado e atual teriam sido investigados e presos? As respostas ficam a cargo de cada leitor…
Os

Responder

    Alexandro Rodrigues

    27 de agosto de 2012 às 17h38

    AGENTES DO FBI X AGENTES DA PF

    Para entrar na academia do FBI, um candidato a agente especial enfrenta 21 semanas de duros testes físicos e de conhecimentos, que vão do sistema legal à noções de química e biologia. Se aprovado, sai ganhando por ano 51 000 dólares.

    Agora, se este agente for bom mesmo, faz concurso para perito da PF brasileira. Ao passar no concurso sai ganhando um total de 177 794 reais ao ano — ou 88 900 dólares.

    Mas os peritos da PF acham esse salário tão mixuruca que estão em greve. Querem ganhar 71% de aumento. Eles são “apenas latino americanos, sem dinheiro no bolso, sem parentes importantes e vindos do interior…”.

    Corta o ponto Dilma!

    Marcelo TS

    27 de agosto de 2012 às 19h58

    Mais um a reverberar uma idiotice.
    Os peritos apesar de estarem pedindo reajuste, não estão em greve.
    A greve é dos policiais: agentes, escrivães e papiloscopistas. O salário inicial destes corresponderia a cerca de $45000 brutos, sem o desconto de 11% de INSS e de cerca de 25% de IR o que daria uns $33000 líquidos. O texto idiota não leva em conta o custo de vida nos dois países, vive-se muito bem com $50000 dólares anuais lá.
    Queria saber se é ignorância dos jornalistas ou má-fé que os levam a soltar comentários tão pueris e sem base que levam boa parte de leitores sem nenhum senso crítico a acreditar neles.

Alexandro Rodrigues

27 de agosto de 2012 às 13h56

Em Recife um garoto alérgico e que necessita de um tipo de leite específico e importado está a beira da morte devido a greve da ANVISA. O produto está em falta.

Nos aeroportos nacionais, policiais federais nos deixam de portas abertas ao tráfico internacional pois os valentes, que ganham em início de carreira mais do que o “ineficaz” FBI norte-americano, querem mais 71% de “reposições salariais”…

Nas universidades federais, enquanto a professorada que faz parte da elite do funcionalismo público federal, curte suas férias remuneradas a 3 meses nas praias Brasil a fora, milhões de jovens cabeças brasileiras que poderiam criar a inovação que o país tanto precisa para se livrar do estigma de exportador agromineral. Coréia do Sul, China e Índia agradece à esses grandes patriotas.

Dilma corria o risco de não ter meu voto novamente em 2014. Mas com sua atitude firme contra estes vagabundos, ela já me conquistou novamente!

Corta o ponto Dilma!

Responder

Wagner

27 de agosto de 2012 às 13h49

Porque a proposta da FHC DE SAIAS é pornograficamente indecorosa:
___________________________________________

Do site do Sintrajud:

Índice não repõe nem perdas

Os trabalhadores apresentaram números para mostrar a impossibilidade de aceitar a contraproposta. Disseram que de junho de 2006, data do último reajuste, a junho de 2012 a inflação acumulada é de 38,49%, de acordo com o IVC do Dieese. Projetada para até dezembro deste ano, ela deve chegar a quase 42%.

Na proposta apresentada pelo Planalto ao STF, seriam aplicados reajustes de 5% nos meses de janeiro de 2013, 2014 e 2015, totalizando, após quase três anos, 15,8% acumulados.
__________________________________________________________

Simples assim.

Responder

augusto2

27 de agosto de 2012 às 13h39

Bom – eu estou com Dilma.
Se os sindicatos da invulnerabilidade dessa redoma publica nao aceitarem um acordo, que fiquem de greve até o fim do ano que vem. E Naturalmente que seus chefes nomeados cortem o carreirismo dos grevistas mais afoitos que botam faixas chantageadoras para a midia publicar.
E que as Centrais do Sossego Invulneravel continuem a fazer discursos para seus seguidores fieis para mantendo as atuais FERIAS remuneradas.
Pra Dilma isso é melhor do que a alternativa e suas implicaçoes.

Responder

Luís

27 de agosto de 2012 às 10h53

Democrático, não? NÃO!!

Responder

    L.F.

    27 de agosto de 2012 às 11h35

    Eu já falei que deveríamos encurtar os passos e pular logo para a etapa onde a Espanha se encontra (primeiro mundo, não se esqueçam): bombeiros sem roupas fazendo protestos por causa de cortes no funcionalismo, inclusive cortando o 13º, enquanto o setor financeiro recebe de lambuja 100 bilhões de euros – e já pediram mais outros 300 bilhões.

    pperez

    27 de agosto de 2012 às 13h41

    Claro que não!
    Dilma virou as costas para a classe trabalhadora!
    2014: luLA LÁ!!

    tiago carneiro

    27 de agosto de 2012 às 14h28

    É. Mas vocÊ acha que os ricaços, que enceram os bolsos no DESgoverno da traidora FHC de saias, deixarão o Lula voltar?

    O amigo está redondamente enganado. Até 2099 teremos governo da FHC de SAIAS em forma de android, fazendo obras obras e obras, além de privatizar tudo.

Fabio Passos

27 de agosto de 2012 às 10h22

É isto o que o governo chama de “negociação”?
O governo gosta de endurecer com os trabalhadores. É mais fácil bater nos fracos…

Responder

Leonardo

27 de agosto de 2012 às 10h01

Thatcher perde.

Caro Roberto Locatelli o servidores não estão irredutíveis. Os servidores vem desde 2010 tentando negociar. Ano passado foi a mesma enrolação de marcar e desmarcar reuniões, empurrando a decisão para a data limite da apresentação das emendas do orçamento, até que esta passou e puxa vida, que pena. Houve alguma greve? Não. Mas os servidores ficaram por mais de 2 anos tentando negociar algo e não consegue NENHUMA contraproposta. Em nada, em nenhuma das requisições, mesmo as que não são necessariamente reposição de salário. Não que seja algum problema se alguma categoria esteja apenas lutando para que seu salário não seja reduzido em poder de compra.

Este ano depois de um endurecimento do discurso por parte dos servidores o governo finalmente resolveu negociar. Empurrou, empurrou, empurrou e no apagar das luzes oferece algo pífio, que com muita sorte vai garantir que você chegue no fim do período de 3 anos com a perda de 30% que você já tem. Se a inflação disparar você está atado, não pode renegociar. Mas se o Brasil entrar em um período de recessão, com inflação quase 0, nas palavras do Sr. Mendonça na mesa de negociação, isto seria um caso em que o governo teria que rever o acordo !

Só para lembrar. Se a inflação for 5% a arrecadação do governo aumenta em cerca de 5%, pois passa a cobrar sobre uma volume nominalmente maior. Ou seja, o reajuste proposto ainda por cima é custo 0 para o governo.

E ainda assim as carreiras estão tentando negociar. Apresentaram uma proposta para lá de razoável. Dividir 25% em reajustes progressivos nos 3 anos. Assim há um tempo para se gerenciar a “crise”. Este aumento cobriria apenas as perdas passadas. A inflação no período ainda caíria na conta do servidor.

E qual a resposta do governo. Negociação 0. É o que eu digo ou não é. Envia projetos de leis inconstitucionais como forma de amendrontar os servidores, e joga a opinião pública contra estes, adotando o discurso do PIG. No fim como bem disse o presidente do sindicato da RF, qualquer resultado será uma vitória de Pirro. Se os servidores ganharem seu aumento perderam com o desgaste de uma negociação agressiva, uma campanha que os desvaloriza. Se o governo prevalecer ele se desgastou MUITO com quem no dia a dia implementa suas políticas.

Eu particularmente votei no PT em todas as eleições desde dos 16 anos, exceto uma, em que dei um voto ad hominem. Fiz campanha para Dilma e votei convicto. Mas dificilmente ela terá outro voto meu. E não é uma questão de birrinha por não ter tido aumento. O que me interessa é o projeto de país, como já dizia até mesmo na época da eleição. E um autoritarismo como estou vendo, neste e em outros casos, não faz parte de um projeto de país plural. Não votei também no projeto neoliberal, votei no projeto do PT, no que foi o governo Lula. Este sim teria tido mais jogo de cintura, conseguido ter um diálogo produtivo com as categorias e todos sairiam da negociação felizes, quem sabe com os 15% que agora se oferece + alguns afagos em outras reinvidicações. Saber negociar é tudo. Agora se é para fazer o outro projeto eu prefiro outro partido. Pelo menos eu tenho a garantia que o partido que está na oposição sabe fazer oposição e vai brigar pelo projeto que acredito. É melhor que ter situação e oposição unidas em um projeto que não acredito.

Responder

    Jair Almansur

    27 de agosto de 2012 às 11h00

    Veja o caso dos advogados da União, por exemplo. Percebem remuneração básica inicial de carreira no importe de R$ 16.000,00 (são 27 salários minimos). Querem um reajuste de 25%, passariam a perceber R$ 20.000 como início de carreira.
    Tenham todos a nossa solidariedade.
    A maldosa “tacher’ oferece apenas e tão somente 15% em 3 anos. Coitadinhos.
    Pouca, pouquissima gente neste repartição trabalha mais que 20 horas semanais. Isso mesmo 20 horas semanais.

    Leonardo Meireles Câmara

    27 de agosto de 2012 às 11h28

    E todo servidor ganha isso, Jair? Cada caso é um caso, não distorça as coisas. É evidente que existe uma casta privilegiada entre os servidores públicos. Isso também precisa ser combatido, mas a saúde e educação estão um caco.

    tiago carneiro

    27 de agosto de 2012 às 14h30

    Creio que aqui temos um recalcado a favor da FHC de SAIAS.

    Quero ver se ele ficará a favor dela qnd a CLT tiver flexibilizada.

    Alexandro Rodrigues

    27 de agosto de 2012 às 17h10

    Mas se vier um aumentinho você muda de opinião Leonardo, tenho certeza, kkk.

    Corta o ponto Dilma!

Roberto Locatelli

27 de agosto de 2012 às 09h08

Acho que nas greves dos servidores, há má vontade de ambas as partes.

Por exemplo: FHC deixou os policiais federais sem aumento POR 10 ANOS. Eles nunca fizeram greve. Agora, estão irredutíveis. Hmmm…

O governo, por outro lado, não está aberto ao diálogo. Êpa, mas não é isso que esperamos de um governo do PT.

Responder

    L.F.

    27 de agosto de 2012 às 11h50

    Mas vá te informar tche:
    http://www.consciencia.net/intransigencia-governamental/

    A greve nas instituições públicas de ensino superior (IFES) completou 100 dias. A duração desta greve é comparada à outra realizada em 2001, em plena era FHC. Mas porque greves na educação, reconhecida como prioridade nacional chegam a estes patamares de longevidade?

    http://www2.unafisco.org.br/conexao/16/report_aitucano.htm

    Até os pelegos – Embora não seja uma aparente mera resposta a greves vitoriosas, o anúncio do pacote buscou pegar carona no cansaço natural que se sucedeu ao movimento de mais de 100 dias travado por parcelas dos servidores. “Quem sai de uma greve com esse fôlego tem dificuldade de retornar. O governo aproveitou-se do momento para apresentar as medidas antigreves, apostando que as categorias não voltariam à paralisação contra o pacote”, acredita Fernando Coelho, secretário-geral do Unafisco Sindical. “O momento, para o governo, era muito propício”.

    L.F.

    27 de agosto de 2012 às 12h21

    http://www2.unafisco.org.br/conexao/02/materia_capa_con02.htm

    A primeira grande greve do governo FHC

    A greve dos servidores federais, iniciada no dia 10 de maio, é o maior e mais amplo movimento de protesto que o funcionalismo conseguiu fazer desde o início de 1995, quando Fernando Henrique Cardoso assumiu a Presidência da República. Com adesões crescentes, apesar das repressões tanto nas ruas contra as manifestações públicas, como nas repartições com cortes de pontos e ameaças, a greve se fortaleceu legitimando as reivindicações de reposição de 63,83%, não modificação da alíquota de desconto da Previdência para ativos e isenção para aposentados, revisão dos critérios de avaliação e demissão dos servidores públicos e pagamento imediato dos 28,86% ganhos na Justiça, referentes ao reajuste concedido em 1993 somente aos militares.

    Dados da Coordenação Nacional das Entidades de Servidores Públicos Federais (CNESF) mostram que mais da metade da categoria cruzou os braços. As categorias com maior poder de mobilização são os auditores-fiscais da Receita Federal, servidores e professores das universidades, Previdência, Saúde, Ibama, Incra, Fundação Nacional de Saúde e Vigilância Sanitária.

    “A posição do governo em congelar os salários desde 1995 é política. Querem desestimular o servidor e levá-lo a pedir demissão, esvaziando ainda mais o serviço público para possibilitar a privatização e a terceirização”, avalia o secretário de Organização da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social, Vladimir Nepomuceno, membro do Comando de Greve dos Servidores Federais. Ele lembra que desde que entrou FHC já conseguiu reduzir o quadro de pessoal em até 15%, somente no Executivo. E, na hora de reprimir o movimento, ameaçou os servidores com outro Plano de Demissão Voluntária, o famigerado PDV.

    O governo argumenta que se conceder reajuste vai afetar a estabilidade econômica. Mas concorda que a Petrobrás aumente em até 100% os salários do primeiro escalão da empresa. Certos de que as dificuldades enfrentadas hoje no setor público não estão ligadas a problemas de caixa, mas a um projeto de Estado implementado pelo governo, os sindicalistas prometem fortalecer o movimento.

    Cibele

    27 de agosto de 2012 às 12h05

    Roberto, grande comentarista do Viomundo, das antigas. Tenha a bondade de me explicar melhor essa greve, pelo amor de Deus, que eu não tô entendendo nada… O Azenha só fala nisso agora, e eu tô boiando aqui. Se não for pedir muito. Me parece também que há má vontade dos dois lados mesmo, mas estou muito confusa, e ler o pig não ajuda, né?

    Roberto Locatelli

    27 de agosto de 2012 às 15h10

    Cibele, realmente não adianta ler o PIG sobre essas greves. Aliás, sobre nada. A gente lê só para saber o que o PIG quer que pensemos sobre cada assunto.

    Sobre as greves, o PIG está confuso: não sabe se festeja as greves ou se fica do lado do Governo. Por que? Porque de um lado, o PSOL, queridinho da Globo, está na direção de muitos sindicatos das categorias em greve. Outros são comandados por simpatizantes do PT e outros por dirigentes de direita.

    Então, interessa ao PIG inflar esses movimentos, para enfraquecer o Governo. Afinal, 2014 está chegando, e eles querem emplacar Serra, Alckmin ou Aécio. E o PSOL pode ajudar muito nessa hora.

    Porém, o PIG representa os patrões, principalmente banqueiros e latifundiários. Então os próceres do PIG ficam meio com a barba de molho. Afinal, quem com greve fere, com greve será ferido. Por isso, as greves já saíram das manchetes.

    O Governo Dilma deu passos importantes à esquerda: está enfrentando os banqueiros, acaba de criar duas estatais para administrar a retomada da infraestrutura, nomeou Brizola Neto para o Ministério do Trabalho. Por outro lado, o Governo não sabe como lidar com essas greves. Isso é resultado do afastamento do PT em relação ao movimento popular. Como não existe vácuo na natureza, o PSOL, PCO, PSTU, etc, começam a vencer eleições sindicais. Exemplo: metrô de São Paulo.

    Da parte das lideranças, há uma vontade de ideologizar as greves, que é artificial. Em algumas categorias, o Governo já concedeu 30 ou 40% de aumento. E as lideranças não aceitaram. Querem porque querem enfrentar o Governo Federal. Certamente acabarão desgastadas.

    Cibele

    28 de agosto de 2012 às 16h11

    Roberto, obrigada pela resposta. Parece que 17 setores encerraram a greve hoje. Vamos ver o que acontece. Só sei que isso tudo me lembra muito o episódio da greve da polícia baiana. Abraço.

Rodrigues

27 de agosto de 2012 às 02h56

Daqui a pouco um monte de reaças que se dizem eleitores da Dilma e do PT (mas que mais parecem eleitores da Dani Schwery (http://www.cartacapital.com.br/politica/a-michele-bachmann-do-tatuape/) virão aqui para xingar o funcionalismo público federal e o setor público como um todo a partir de concepções de senso comum tão bem difundidadas pela mídia conservadora.

Responder

    L.F.

    27 de agosto de 2012 às 11h53

    Vão acusar servidores do Executivo Federal, que vivem de reajustes “dente-de-serrote” (para não falar “serra”), de golpe político também, resumindo tudo a questões de brigas partidárias…

    jose marcos

    27 de agosto de 2012 às 12h51

    um professor da minha filha da UFF postou fotos de “férias extras” em fortaleza, tem outro que esta fazendo campanha para vereador na minha cidade. Que beleza…….Viva o Brasil

FrancoAtirador

26 de agosto de 2012 às 22h37

.
.
Impressiona mesmo é que esta forma de o governo tratar os trabalhadores

não é a mesma com que trata os cartéis, os oligopólios e os latifúndios.
.
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Responder

    João Paulo Ferreira de Assis

    26 de agosto de 2012 às 22h40

    Eu temo que ela tenha recebido conselhos do Anastasia a quem ela se refere como ”meu querido governador”.

    Julio Silveira

    27 de agosto de 2012 às 07h17

    Impressiona mesmo é saber que ela continua sendo a preferido do Presidente Lula para um segundo mandato. Acho que já deu pra mim.

    sergio

    27 de agosto de 2012 às 15h12

    Dilma e PT nunca mais… e a culpa é do LUla que enfiou pela goela essa mulher e ainda quer que seja reeleita. na verdade, o PT não vai ganhar nenhuma capital nesta eleição e vai perder em 2014 para aprender. de vez em quandoé bom…

Safatle, Singer e Musse debatem a ascensão conservadora em SP « Viomundo – O que você não vê na mídia

26 de agosto de 2012 às 22h09

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