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Diário da Resistência


Política

Gilberto Carvalho: “O Brasil viu aquele terrorismo”


28/01/2012 - 16h22

Política| 27/01/2012 | Copyleft

Ministro defende ‘busca ativa democrática’ contra ideologia da mídia

Em debate no Fórum Social, Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) diz que avanço da democracia requer ‘disputa ideológica’ e aproximação com ‘novos incluídos’, para que não fiquem ‘à mercê da ideologia’ da mídia. Para ele, governo também tem responsabilidade na democratização da comunicação. Publicidade oficial contribui, mas marco regulatório defasado, não. Secretaria prepara-se para lançar portal da participação popular.

André Barrocal, na Carta Maior

Porto Alegre – O avanço social e da democracia no país exige uma “busca ativa democrática” dos brasileiros que subiram de vida nos últimos anos e começam a fazer parte do jogo político nacional, para que eles não fiquem “à mercê da ideologia dos meios de comunicação”.

A opinião é do ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que participou nesta sexta-feira (27) de debate sobre democracia, no Fórum Social Temático.

A expressão “busca ativa democrática” é uma referência ao mecanismo da “busca ativa” usado pelo governo no programa de combate à miséria, com o qual tenta achar os pobres que teriam direito ao bolsa família mas estão fora do programa.

Segundo Carvalho, o Brasil tem hoje “necessidade de uma disputa ideológica de projetos”, para que os “novos incluídos” vejam com clareza quais são as opções existentes e possam escolher a melhor para si e para o país.

Nos últimos dias, o ministro tem praticado essa “disputa ideológica”, tendo como matéria-prima o despejo de 1,6 mil famílias de sem-teto da região do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), cidade administrada por partido adversário do governo federal localizada em um estado na mesma situação.

E não foi diferente nesta sexta-feira (27), ao dar entrevista depois do debate, quando Carvalho foi questionado sobre a reclamação tucana de que estaria havendo politização do caso por parte do governo federal.

“Lamento muito que se tente tergiversar. O Brasil viu aquele terrorismo”, disse o ministro. “Há necessidade de denúncia de um método equivocado”, completou Carvalho, repetindo o que já havia dito sobre o que seria o “método tucano” de lidar com questões sociais.

Para que esse tipo de disputa ideológica ocorra, o ministro acha que o governo também tem um papel a cumprir, fomentando a ampliação do leque de veículos de comunicação à disposição do público.

Nos últimos anos, especialmente a partir de 2007, a publicidade paga do governo federal atinge um número crescente de veículos diferentes, o que é uma forma de fomentar a diversidade. Em 2003, eram cerca de 500 a receber verba oficial. Em 2011, foram mais de oito mil.

A posição do ministro também remete ao projeto de um novo marco regulatório para emissoras de rádio e TV. A proposta deixada pelo governo Lula foi encaminhada ao ministério das Comunicações, que em 2011 ampliou o escopo dela e decidiu colocá-la em consulta pública, quando finalizada.

Como Carta Maior já noticiou, a presidenta Dilma Rousseff não considera o tema uma prioridade e, por isso, não cobra o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Depois do debate, a reportagem perguntou a Gilberto Carvalho qual era a situação do projeto no governo. Ele disse que acredita que a proposta será concluída ainda este ano.

Uma outra forma imaginada pela Secretaria Geral, principal interlocutor do governo perante os movimentos sociais, para a “busca ativa democrática” dos novos incluídos também deve começar a ganhar vida este ano.

É um portal na internet com o qual a Secretaria pretende abrir-se ao diálogo a quem se interessa por política e quer influenciar decisões do governo, mas não participa de movimento social ou partido e, portanto, não tem acesso direto às instâncias decisórias.

A página eletrônica é chamada internamente na Secretaria de Portal da Participação Popular e pode ser imaginada como uma espécie de espaço permanente de consultas públicas.

PS do Viomundo: O problema é que a disputa ideológica a que se refere o ministro só é ativamente perseguida pelo PT em ano eleitoral. Depois da eleição o PT se dedica majoritariamente à gestão da modernização conservadora. Trocando em miúdos, o PT ganha eleição com os movimentos sociais e governa com o PMDB.

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70 comentários

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Hildermes Medeiros

30 de janeiro de 2012 às 10h04

Tudo bem, o diagnóstico parece ser esse mesmo e correto: "avanço da democracia requer ‘disputa ideológica’ e aproximação com ‘novos incluídos’, para que não fiquem ‘à mercê da ideologia’ da mídia". Agora, dito por um membro do Governo, dos mais próximos da Presidenta Dilma, soa muito estranho e só corrobora, que pode não ser leviana a suposição, de que o que vem sendo feito no Brasil, tanto nas questões políticas quanto econômicas, na realidade é uma acomodação com a ordem neoliberal capitalista ainda dominante, apesar dos problemas por que passa, presente inclusive na China e que começa chegar a Cuba. O neoliberalismo se implantou e espandiu-se pelo mundo todo através de ações dos governos que se beneficiam dessa ordem econômica, que se utilizam da mídia (agências de notícias -aqui se inicia a pauta do que deve ser abordado, do deve ser noticiado e permanecer nas manchetes- , jornais, revistas, televisões, rádios e portais de internete) que controlam e garantem remuneração de muitos melhores profissionais de cada país, que estejam dispostos a colaborar. Os governos brasileiros, a partir de 2003, procederam uma série de revisõs na forma de atuar a ordem neoliberal no país, ações que vem tendo amplo êxito, e corrigido parte das questões do desemprego e do estado mínimo, com repercussões no comportamento da economia como um todo. Entretanto, vê-se com facilidade, que vem mantendo as bases da economia neoliberal em banho maria, que não encaminha nada que nos possa descolar dessa lógica econômica. Os trabalhadores continuam com seus empregos precarizados, a remuneração mínima que é paga aos trabalhadores (ativos e aposentados), mais de cem milhões de pessoas, mal dá para um prato de comida, para as refeições diárias; a ciranda financeira continua para os ricos e remediados, aplicando o Governo cerca de 20% da arrecadação de impostos, com os mais altos juros do planeta, no pagamento de juros aos bancos, inclusive estatais, e aos rentistas; a população paga, na ponta, juros escorchantes, dignos de qualquer agiota; as empresas, bancos e a classe média de fato vão bem obrigado, os primeiros obtendo lucros mais do que destoantes com as correções anuais, vantagens e remunerações dos trabalhadores, tendo como consequência a continuação da concentração de renda; continua o uso abusivo da terceirização que distorce remunerações, não respeita a isonomia, eprecariza o trabalho, isto inclusive e principalmente em emprezas estatais, estas com a governança, como agora se diz, preocupada primordialmente com maximizar lucros e precarizar o trabalho; a reforma agrária continua uma sinfonia inacabada, com famílias à beira das estradas em acampamentos por todo país. O governo continua permitindo que a saúde (direito de todos) e a previdência continue indo parar nas mãos ávidas por lucro e de garantia mais do que precária do mercado. Há mais, a lista é grande do que absurdamente não está sendo feito. Já lá se vão dez anos. E vem Gilberto Carvalho deitar falação como se o Governo nada tivesse com o comportamento da mídia, que não fosse de interesse sua permanência como está, deseducando e desinformando a população como um todo.

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Marcio Leandro

30 de janeiro de 2012 às 06h14

Em relação ao PS do Viomundo. No sistema político atual, creio que não poderia ser diferente, tem que governar com o PMDB ou simplesmente não governa. Não existe uma forma de romper abruptamente com isso.

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Sagarana

29 de janeiro de 2012 às 21h14

Partido Paganinni, pega com a esquerda e toca com a direita.

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Maria

29 de janeiro de 2012 às 19h57

A federação é parte do Estado. O Estado não legitimidade para massacrar o povo em nome de reintegração.
O mundo está assomabrado com as cenas de força excessiva e não acolhimento das famílias. Não podemos confundir OPUS DEI com boa governança.Não votamos na OPUS DEI, e nem em grupos que governam excluindo e agindo com força para obter poder.

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Bonifa

29 de janeiro de 2012 às 14h34

Eleito um dos maiores inimigos da mídia entreguista dentro do Governo, o Ministro Gilberto Carvalho tem que se manter atento contra intrigas e fofocas forjadas por vezes dentro do próprio Governo contra ele. É um dos maiores responsáveis por tirar o Brasil da lama e fazê-lo andar e depois correr, correr aceleradamente atrás do prejuízo. As denúncias de desvio de verbas pontuais, ocorridas dentro dos movimentos sociais vez ou outra, mas ampliadas com microscópio eletrônico pela mídia entreguista, procuram atingi-lo diretamente, sendo ele o grande defensor dos movimentos dentro do Governo. Teve que se expor pessoalmente agora, neste caso escabroso do Pinheirinho, já que nenhuma voz outra se levantava dentro do próprio Governo. Esta atitude contrariou sua postura de discrição absoluta, e mereceu até nota oficial furiosa do partido pertensente ao notório Fernando Henrique Cardoso. Mas valeu a pena. Longa vida a Gilberto Carvalho.

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    Bonifa

    29 de janeiro de 2012 às 16h52

    Esta negativização não me intimida.

FrancoAtirador

29 de janeiro de 2012 às 13h44

.
.
Meu senhor, minha senhora,
Vou falar com precisão,
Não me negue nesta hora
Seu calor, sua atenção.
A canção que eu trago agora
Fala de toda a Nação.
Andei o mundo afora
Querendo tanto encontrar
Um lugar p'ra ser contente
Onde eu pudesse ficar,
Mas a vida não mudava
Mudando só de lugar…

E a morte que eu vi no campo,
Encontrei também no mar.
Boiadeiro e jangadeiro iguais
No mesmo esperar:
Que um dia se mude a vida
Em tudo e em todo o lugar.

Prá alegrar eu tenho a viola
prá cantar, minha intenção,
prá esperar tenho a certeza
que guardo no coração.
Prá chegar tem tanta estrada
prá correr meu caminhão.

Já soltei o meu cavalo.
Já deixei a plantação.
Eu já fui até soldado,
hoje muito mais amado
sou chofer de caminhão.

Já gastei muita esperança.
Já segui muita ilusão.
Já chorei como criança
atrás de uma procissão.
Mas já fiz correr valente
quando tive precisão.

Amor prá moça bonita,
repeito prá contramão,
saudade vira poeira,
na estrada e no coração.
Riso franco, peito aberto,
sou chofer de caminhão.

Se você não vive certo,
se não ouve o coração,
não se chegue muito perto,
não perdôo traição.
Riso franco, peito aberto,
vou cantar minha canção.

Fui vaqueiro e jangadeiro,
no campo e no litoral.
Cantador serei primeiro,
cantando não por dinheiro,
por justo anseio geral.

Cantador serei primeiro,
cantando não por dinheiro,
por justo anseio geral.

(GERALDO VANDRÉ, VENTANIA)

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CLAUDIO LUIZ PESSUTI

29 de janeiro de 2012 às 11h40

Ih , agora que vi o PS do Viomundo.Azenha , Conceição, preparem-se, já já vocês vão ser chamados de "trolls do PSTU" hehehe!!

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everaldo

29 de janeiro de 2012 às 11h21

Governar com os movimentos sociais é impossivel Azenha, quantos governadores ou deputados os movimentos elegeram? E se elegeram eles estão provavelmente no PT, PDT, PSol. Não há governo sem partidos, e sem aliados não haveria governo, ou você quer um PT isolado deixando a direita mandar como sempre?

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Ana

29 de janeiro de 2012 às 10h51

Hoje no Rio de Janeiro 10h00 concentração em frente ao Copacabana Palace: Grande Marcha pela Dignidade. "Se não nos deixam sonhar, não os deixaremos dormir".
"Se cada um for invencível, não haverá problemas sem solução. Quando tivermos este espírito, o nosso potencial aumentará ainda mais e nenhum objetivo ficará sem ser concretizado. Todos os problemas terão solução, todos os sofrimentos serão transformados em felicidade." (Daisaku Ikeda

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Jose Carlos

28 de janeiro de 2012 às 23h41

E cuidado com isso de enxergar Pinheirinho como um fenômeno paulista.
Confundir a ação truculenta do governo paulista ou a orientação da PM paulistana ( a maioria veio da capital) com o problema social BRASILEIRO de Pinheirinho não é o que se pode chamar de honesto.

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José Carlos

28 de janeiro de 2012 às 23h33

Tem gente por aqui fazendo o já conhecido terrorismo " Você prefere o Serra? Prefere o PSDB" na tentativa de justificar qualquer coisa. Isso funciona até certo ponto. Depois é natural que o incômodo surja.. Quem não ficar incomodado é porque no fundo nunca teve sonhos de um "Brasil sem Pinheirinhos". Acabar com esse sonho e transformar a gente numa massa apática , sem desejos de igualdade e tudo o mais que deveria pautar os políticos comprometidos REALMENTE com isso é o que se deve lamentar.

Ao contrário de tentar esmagar os que se incomodam melhor seria repensarem o que tem feito.

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Claudio Machado

28 de janeiro de 2012 às 23h21

Viomundo, dá um tempo! No Brasil todo ano é ano eleitoral. As eleições são de dois em dois anos. O PT jamais se calou diante de atrocidades como a de Pinheirinho. Dizer que as manifestações do PT a respeito são eleitorais é não conhecer ou fazer de conta que não conhece a história desse partido. Ou, quem sabe, apenas tempero para polemizar. E antes que alguém queira carimbar, aviso que não sou do PT e de nenhum partido aliado; também não faço parte de nenhum governo do PT ou de algum que ele participe e muito menos sou acrítico.Talvez a única circunstância que comprometa meu comentário é que voto no PT e na esquerda.

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Lucas

28 de janeiro de 2012 às 23h14

O problema também é que a "disputa ideológica" defendida pelo PT é apenas uma disputa eleitoral. Condena-se atos do PSDB, defende-se atos do PT e aliados. Não existe um debate entre ideologias, até porque nem os partidos nem os candidatos têm ideologias coerentes, apenas fazendo aquilo que seus acessores de imprensa acham que vai ajudar nas eleições.

Enquanto isso cria-se no País um caso cada vez mais semelhante ao dos EUA, em que a política é binária, com dois partidos que concordam em quase tudo, e seus eleitores, despolitizados, brigam igual torcidas organizadas.

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luiz pinheiro

28 de janeiro de 2012 às 22h48

O PS do Viomundo falta com a verdade.
1) O PT não se aliou ao PMDB só para governar. Aliou-se antes, às claras, formou chapa, deu a vice, fez composição na maioria dos estados, e o PMDB foi muito importante na campanha eleitoral para a vitória da Dilma. Essa é a história da eleição de 2010, gostemos ou não do PMDB ou do PT;
2) Seja antes ou depois das eleições, PT e a maioria dos movimentos sociais estão sempre tentando o entendimento e a ação comum, mesmo que nem sempre conseguindo. Tem entre si história e objetivos comuns, um precisa do outro.
Viomundo está sempre forçando a barra pela tese de que o PT só sabe trair e buscar o poder. Só que qualquer análise isenta de como a realidade nacional vem mudando nos últimos nove anos desmente por completo essa frágil tese.

Responder

    Miguel

    29 de janeiro de 2012 às 01h24

    o seu ponto um ataca uma conclusao equivocada. dizer que o governa com o pmdb nao quer dizer que se trata de negociata da pequena politica. so que o governo da um espaco grande pra forca conservadora que precisa estar em qualquer governo democratico brasileiro contemporaneo, como o ps diz, ao modo do padrao conservador de nossa modernizacao.

    luiz pinheiro

    29 de janeiro de 2012 às 05h02

    Quem deu espaço grande para a força conservadora foi o eleitor (e o regime eleitoral). No Congresso Nacional, essa força conservadora é amplamente majoritária, e o governo, encabeçado pelo PT, atua dentro dessa realidade, como é natural no regime democrático representativo.
    O PS do Viomundo sustenta que o governo do PT promove uma "modernização conservadora", afirmação que está longe da realidade. Promover a inclusão social como faz o governo do PT é muito mais que "modernização", tem caráter ideológico, e nada tem de conservador. A recuperação da economia nacional, promovida pelo governo do PT, também é mais que uma simples "modernização", e não é conservadora, porque vem acompanhada dessa inclusão socioal, e de forte valorização do trabalho e do emprego.

    Leo V

    29 de janeiro de 2012 às 16h13

    Viu-se bem a valorização do trabalho nas greves ocorridas no ano passado (Correios, bancários, servidores das universidades federais): nada de reajuste, criminalização, corte do ponto e outras atitudes típicas de governos direitistas.
    Isso para não falar na questão de acidentes de trabalho e saúde do trabalhador nas obras do PAC, na Petrobrás e em outras empresas estatais.
    O trabalho está sendo valorizado assim como na China.

    luiz pinheiro

    29 de janeiro de 2012 às 17h56

    Os salários no Brasil tiveram forte valorização nos últimos anos, isso é o mais importante. Greves são normais, não é verdade que sejam criminalizadas. Nem todas as reivindicações podem ser aceitas, é parte da realidade, e os sindicatos sabem disso. Agora, corte de ponto em serviço público, em greve longa, se não tiver vira férias, como disse uma vez o Lula. Há sempre a negociação dos dias parados, mas não é possível de antemão o grevista assinar o ponto e ir embora, senão desequilibra a barganha, a parte governamental fica na situação de ou dá ou fecha. A responsabilidade de negociar está dos dois lados. O índice de acidentes de trabalho na Petrobras e outras estatais, sinceramente, se voce tiver dados a respeito divulgue, porque não tenho informação de que tenha se agravado, até pelo contrário, apesar de hoje haver muitos investimentos, muitos projetos, muito mais trabalhadores em atividade.

    Leo V

    29 de janeiro de 2012 às 20h25

    Morte em obras do PAC estão acima dos padrões http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/03/26/m…
    Petroleiros exigem um basta aos acidentes e repudiam nomeação de Reichstul http://www.fup.org.br/noticias.php?id=5118

    luiz pinheiro

    29 de janeiro de 2012 às 23h58

    Leo – essa notícia da FUP mostra justo o contrário do que voce diz. "Os maiores e mais emblemáticos acidentes da história da Petrobrás, como o afundamento da P-36, que causou a morte de 11 trabalhadores, e os vazamentos na Baía de Guanabara e nos Rios Iguaçu e Barigui, no Paraná, onde mais de seis milhões de litros de óleo foram derramados – ocorreram com Richstul na presidencia da Petrobras, no governo FHC, quando 76 petroleiros morreram em acidentes de trabalho". E reporta a triste notícia de uma morte – lamentável, é claro, mas foi uma – ocorrida recentemente na empresa. Não há qualquer indício de elevação dos acidentes de trabalho. E a Petrobras cresceu bastante, tem muito mais petroleiros hoje.
    Quanto à reportagem do Globo, lamento te informar que faz parte da campanha do PIG contra o PAC.

    Leo V

    30 de janeiro de 2012 às 18h05

    Mas é mentira o que diz a reportagem da Globo?

    Miguel

    30 de janeiro de 2012 às 03h15

    nem o ps nem o meu comentario negam que a corrente conservadora esteja presente na sociedade, releia o que escrevi.. quanto a discordar que o padrao de nossa modernizacao continue sendo conservador, acho que talvez voce tenha problemas com a interpretacao deste conceito. uma das melhores coisas que o pt fez foi retomar o papel do estado na conducao do desenvolvimento, ao estilo de vargas, exatamente o inaugurador de nossa trajetoria de modernizacao conservadora.

    luiz pinheiro

    29 de janeiro de 2012 às 05h13

    O PS sustenta que o PT só faz disputa ideológica, para se aproximar das propostas dos movimentos sociais, antes das eleições, ou seja, por interesse eleitoral. Questiono, isso não é verdade. Há permanente diálogo e formação de entendimentos comuns entre PT e movimentos sociais, Nessa semana, líderes do PT e integrantes do governo, inclusive a presidenta, estiveram no Forum Social de Porto Alegre, junto com os movimentos sociais, para dialogar e buscar soluções comuns. Não há aí cinismo, não há hipocrisia, o PT e o governo estão lá, e são bem recebidos (pelo menos pela larga maioria), porque têm identidade com o Forum.
    E o PT está em permanente diáologo também com os partidos políticos, a maioria dos quais pertence ao campo conservador, como é o caso do PMDB, principal parceiro do PT no governo.

    Miguel

    30 de janeiro de 2012 às 03h14

    tudo bem, nao concordo com sua interpretacao do ps. nao acho que o que esta dito ali negue a existencia de articulacao permanente com os movimentos, pois esta seria uma critica rasteira demais para o nivel dos textos que sao publicados. apenas que apesar desse dialogio, a conducao da grande politica continua obedecendo o padrao da modernizacao conservadora, o que acho inegavel.

    JOSE MARIO HRP

    30 de janeiro de 2012 às 10h05

    Meu caro colega de blog , eu , voce e milhões continuaremos votando no Lula, na Dilma e consolidando o governo popular que vem "levantando a moral" e e incluindo, destribuindo renda e fazendo um país mais justo para todos e em particular para o povo pobre , esquecido por 500 anos!
    A esquerda radical me desculpe, são nanicos em reepresentatividade e com algumas ideias envelhecidas.
    Da direita nada se pode esperar, é mais e mais do mesmo mau caratismo!
    O povo pobre precisa de mais?
    SIM!
    Vamos trabalhar pela inclusão social e pelo pleno emprego!

CLAUDIO LUIZ PESSUTI

28 de janeiro de 2012 às 22h10

Opa olha o que encontrei por ai, na VERDADEIRA mídia independente:
http://www.dgabc.com.br/News/5938849/empresario-e…

E , parece que resolver os conflitos a bala , como os cangaceiros faziam, a serviço dos fazendeiros contra posseiros, continua em moda na Bahia.

Responder

Leo V

28 de janeiro de 2012 às 19h12

Muito bom o "PS" do Viomundo!

Responder

césar

28 de janeiro de 2012 às 18h48

Assino embaixo do "PS do Viomundo". Disse tudo.

Responder

JoseIvanAquino

28 de janeiro de 2012 às 18h42

Uma boa arma de enfrentamento dos terroristas da mídia e da política conservadora, antes de termos novos marcos regulatórios dos meios de comunicação e o portal da participação social, é o concurso de projetos populares de mídias em políticas públicas. Poder-se-ia abrir uma concorrência para os pontos de cultura, organizações populares, grêmios estudantis, igrejas, sindicatos visando à produção de vídeos de 10 minutos sobre ENEM, SISU, PROUNI, FIES, BSM, BF, PME, CONFERÊNCIAS, CSF…. Cada proposta seria contemplada com R$20.000,00 e passaria na grade da TV Brasil.

Responder

JoseIvanAquino

28 de janeiro de 2012 às 18h32

Uma boa arma de enfrentamento dos terroristas da mídia e da política conservadora, antes de termos novos marcos regulatórios dos meios de comunicação e o portal da participação social, é o concurso de projetos populares de mídias em políticas públicas. Poder-se-ia abrir uma concorrência para os pontos de cultura, organizações populares, grêmios estudantis, igrejas, sindicatos visando à produção de vídeos de 10 minutos sobre ENEM, SISU, PROUNI, FIES, BSM, BF, PME, CONFERÊNCIAS, CSF…. Cada proposta seria contemplada com R$20.000,00 e passaria na grade da TV Brasil.
José Ivan Mayer de Aquino
Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida

Responder

pedro cavalcante

28 de janeiro de 2012 às 18h17

quem acredita que o Brasil é identico, governado por serra ou Dilma, como faz crer o PS.
está delirando ou é mau-caratismo

Responder

    Felipe

    28 de janeiro de 2012 às 20h37

    Você está batendo em um boneco de palha, ninguém aqui falou que não tem diferença… Entre cooptação e a repressão, prefiro a cooptação, a turma do quanto pior melhor não dá pra levar a sério… Agora isso não me impede de não querer ser cooptado, de não ter medo de querer empurrar o governo mais a esquerda… enquanto a gente ficar na defensiva contra o "todo-poderoso PIG" nunca vamos ver uma transformação significativa nas agendas sociais…

    pedro cavalcante

    28 de janeiro de 2012 às 21h38

    sem medo de errar e não importa a sua idade Felipe
    voce nunca viu uma transformação social significativa no Brasil
    como esta vendo agora após 2002

    Leo V

    28 de janeiro de 2012 às 23h15

    E o que isso tem a ver com as críticas endereçadas ao governo?

    Então porque o PT no governo tem sido o governo menos pior nos últimos 30 anos temos que desligar o cérebro e dizer amém?

    Isso é vassalismo e obscurantismo.

    O que gera transformações sociais profundas é o fazer, a prática dos debaixo, não dos governantes. Desmobilizar a crítica é o primeiro caminho para o conservadorismo.

    Miguel

    29 de janeiro de 2012 às 01h19

    Esse e' o ponto. como comentei acima, nosso papel e expandir o alcance do campo progressista, e nao achar que chegamos ao fim da historia.

    luiz pinheiro

    29 de janeiro de 2012 às 05h32

    Também acho que esse é o ponto. O governo do PT, para mim, é muito mais do que apenas o "menos pior dos ultimos 30 anos". É um governo que está promovendo importantíssima tranformação estratégica na vida nacional. Aqui as opiniões realmente se dividem, entre os que veem e valorizam essa transformação, e os que não veem ou não as valorizam tanto.
    Não se trata de "dizer sempre amém", de não poder discordar de decisões ou atitudes do governo. É claro que pode. Mas aqui trata-se do julgamento político estrutural do que representa esse governo.

    pedro cavalcante

    29 de janeiro de 2012 às 09h59

    Leo leia
    alguem escreveu

    A patética esquerda sem povo

    O episódio envolvendo César Benjamin, a Folha de S. Paulo e o "estupro" do frágil militante do MEP (Movimento de Emancipação do Proletariado) tem um caráter didático.
    Antes de avançar, no entanto, recorro à memória de meu pai, o seo Azenha, que um dia foi militante comunista no interior de São Paulo. Era, o seo Azenha, a contradição ambulante: empresário durante o dia, militante clandestino durante a noite. Fez muita besteira na vida. Mas, curiosamente, como imigrante português tinha uma surpreendente capacidade de rir de suas próprias besteiras. E das dos outros.
    Durante a ditadura militar o seo Azenha costumava frequentar reuniões clandestinas em um sítio nas proximidades de Bauru. Tinha a disciplina dos stalinistas (só tocou nesse assunto em casa muitos anos depois, quando a ditadura tinha acabado). Mas talvez por ter sido empresário tinha uma visão não dicotômica do mundo. Gostava de rir do fato de que os militantes que vinham de São Paulo traziam cartilhas com as quais pretendiam doutrinar os locais para aplicar o comunismo chinês ou soviético ao Brasil.
    Esse preâmbulo tem o objetivo de dizer que seo Azenha, como militante, jamais tirou proveito pessoal do fato de ter sido preso pela ditadura militar. Jamais usou isso para se fazer de herói. Ou para obter vantagens, materiais ou de status.
    O que me leva de volta ao artigo de César Benjamin, uma construção "literária" em que o autor tenta estabelecer uma conexão sentimental com os perseguidos pela ditadura militar, com o objetivo de "desclassificar" Lula, o recém-chegado que, no mínimo, grosseiramente despreza os militantes históricos como o jovem do MEP e, no extremo, estupra o idealismo do jovem militante com o seu pragmatismo.
    Pois é disso que se trata: do antigo embate entre a vanguarda — à qual César Benjamin alega pertencer — e o povo, essa massa disforme que não sabe bem o que quer e que depende das luzes da vanguarda para perseguir o seu caminho.
    O que Lula fez, na prática, foi "roubar" o povo de César Benjamin.
    Eu deveria escrever O POVO, essa construção mítica da cabeça da esquerda, cujas vontades devem ser moldadas e apropriadas para a construção de um FUTURO igualmente mítico e glorioso.
    O problema de Benjamin é que Lula é esse POVO. Ao dirigir os metalúrgicos do ABC, Lula fez mais para destruir a ditadura militar que todas as reuniões e assembléias da esquerda brasileiras multiplicadas por dez. Pelo simples fato de que o POVO, na cabeça da esquerda brasileira, nunca foi mais que massa de manobra. A esquerda brasileira é, na essência, tão elitista quanto a direita.
    Lula, gostem ou não dele, representa a política do possível. Do incrementalismo — etapismo, diriam os outros. Do tomaládácá. Faz parte da tradição do "pai dos pobres", do "pai da Pátria", perfeitamente integrada à história brasileira.
    É por isso que Lula, o estuprador, satisfaz a fantasia sexual da esquerda e da direita brasileiras. Ele é o predador, que precisa ser contido a qualquer custo. O predador que ameaça a ideia de que O POVO não sabe o que quer e precisa ser conduzido ao nirvana pela vanguarda. De esquerda ou de direita, tanto faz. Este é o nexo entre Otávio Frias Filho e César Benjamin. Ambos querem conduzir O POVO. Só falta combinar com ele.
    Nota do Viomundo: O fato concreto é que a esquerda de hoje é uma esquerda eleitoral. Que depende de 50% + 1 para se manter no poder, no Brasil, na Venezuela ou no Uruguai. Ao aceitar esse jogo parte da esquerda abdicou de seu caráter revolucionário "a qualquer custo".

    Leo V

    29 de janeiro de 2012 às 16h09

    A questão é a seguinte: por exemplo, ser a favor do governo que corta ponto dos trabalhadores em greve, que não dá reajuste (nas greves dos funcionários do Correios, dos bancários, dos servidores das universidades federais), ou ser a favor dos trabalhadores mobilizados tentando melhorar suas condiçóes de vida e de trabalho? O governo agiu como os governos de direita costumam agir.
    É dos movimentos sociais, do povo organizado de múltiplas formas que pode de fato haver uma mudança.

    O que tem se visto na prática, no governo Dilma, é sim o PMDB light no poder. Não é governo com o povo, mas contra o povo.

    Leo V

    28 de janeiro de 2012 às 21h28

    Desde quando criticar o PT é dizer que seria o mesmo um governo de Serra ou Dilma?

    Agora, se você é acrítico e diz amém a qualquer coisa que venha de um governo, é uma pena. A capacidade crítica, que é a própria capacidade de pensar, é um dos pilares fundamentais do progresso humano e social.

    pedro cavalcante

    28 de janeiro de 2012 às 21h58

    cuidado Leo a mao é dupla
    pois eu posso acreditar que és somente um vassalo do Viomundo
    sem critica propria

    Leo V

    28 de janeiro de 2012 às 23h12

    Pedro, a diferença é que simplesmente eu concordo com o PS do Viomundo. Diferentemente de você, que postou um comentário que infringia as regras básica de um pensamento lógico (dizer que a crítica apresentada ao governo significava que o autor da crítica achava que Dilma ou Serra seria a mesma coisa). A falta de lógica do seu comentário demonstra que você não assimila nenhum tipo de crítica ao governo.

    pedro cavalcante

    28 de janeiro de 2012 às 23h25

    Leo voce é plenamente ilogico

    Miguel

    29 de janeiro de 2012 às 01h17

    Nao e' nao. E' importante que elementos que apoiam o governo, mas tem posicoes mais a esquerda (como e' tambem meu caso) facam a devida critica, muito distante do moralismo golpista, para contrabalancear o peso das fracoes conservadoras no governo. Sim, elas existem, e representam a unica possibilidade de governo democratico em um pais que tem essa parcela de opiniao na sociedade. Quem tentou virar as costas pra essas forcas foi suicidado, inviabilizado ate a rnuncia, golpeado e as beiras de impeachmado. Por isso, se queremos que o governo tenha feicao mais progressista, temos que aumentar a parcela da sociedade com valores e posicoes politicas desse campo. E isso, fazemos veiculando criticas consistentes, embasadas e coerentes, pra ganhar mais e mais forcas pro campo progressista. Nao precisamos capitular diante do peso historico do conservadorismo, ou seremos condenados ao imobilismo derrotista.

    Will

    29 de janeiro de 2012 às 18h24

    Não Pedro, o Leo está certo. Vc cometeu uma falácia lógica conhecida como Non Sequitur. Criticar o governo não significa falar que o governo ia ser o mesmo, independente da Dilma ou do Serra. A conclusão não segue da premissa. http://pt.wikipedia.org/wiki/Non_sequitur

    pedro cavalcante

    29 de janeiro de 2012 às 20h57

    Will

    non sequitur é isto:
    o doido é do PSOL
    o Will é do PSOL
    portanto, Will é doido

Jotage

28 de janeiro de 2012 às 17h47

O Sr. Gilberto Carvalho "acredita que a proposta vai ser finalizada este ano".
Eu acredito que nós não podemos esperar mais, e se o PT não aprovar uma lei de mídias até o final do governo Dilma, terei que após 20 anos votando no PT procurar um partido mais a esquerda.
O PT está tentando fazer omelete sem quebrar os ovos a muito tempo.
Se não é possível mudar o status quo, com todo o apoio de que goza a presidenta, quando é que será possível?

Responder

    LULA VESCOVI

    28 de janeiro de 2012 às 18h53

    Jotage,pode ir procurando outro partido,não perca tempo.Do PT,não dá-infelizmente-de esperar nada.Eu,desde a nomeação do Meirelles,da expulsão da Luciana,Heloisa,do Babá larguei de mão.

    Carlos Cruz

    28 de janeiro de 2012 às 19h11

    A proposta não vai ser apresentada pois eles temem a imprensa. São frouxos e demagogos. agora, aumento de impostos e cortes no orçamento social, são craques!

    Marta

    29 de janeiro de 2012 às 10h33

    Carlos, você pode explicar quais impostos tiveram aumento? Depois poderemos falar dos que sofreram redução de alíquotas.

    dom pedrito

    28 de janeiro de 2012 às 21h59

    Em nove anos de governo petista o governo só apanhou. Ora é a imprensa, ora é a oposição demotucana , ora é o presidente do Supremo. Enquanto o governo recua em nome do diálogo politico a oposição tripudia e arranca concessões cada vez maiores. E o povo vai ficando esquecido. Engana-se o governo se pensa que a nova classe média vai votar no PT. Não vai não. Até porque essa nova classe média surgiu da politica de créditos subsidiados do governo Lula (ganhos da oposição) e não do bolsa-familia. As reformas básicas que serviram de plataforma do PT nas eleições estão todas aí por fazer.

    Silvio I

    29 de janeiro de 2012 às 15h45

    Jotage:
    A única forma de mudar de um dia para outro e uma ditadura. Uma ditadura com paredão, como uma boa ditadura que se prece.Ocorre que na democracia as coisas demoram para mudar.Assim demorando prefiro ela.A ditadura não e boa coisa.

    Avel de Alencar

    29 de janeiro de 2012 às 22h39

    Você esta certo. Qualquer ditadura, mesmo a do proletariado, e uma ditadura.
    O Azenha as vezes escorrega em seus comentários, faz parte.

Jose Antonio Batata

28 de janeiro de 2012 às 17h43

Luiz Carlos Azenha, Governar com uma oposição que domina quase 100% da mídia é uma coisa para heróis . O PIG fez oposição a todos os programas que o LULA e a DILMA tentaram ou tentam implementar. O PIG é o GRANDE partido da OPOSIÇÃO. Uma revolução foi feita ao longo dos 9 anos de governo Democrático. O PIG é contra o ENEM, Saúde da Família, Minha casa Minha vida, BOLSA FAMÍLIA, LUZ PARA TODOS…etc E etc… O PIG odeia o POVO Brasileiro. O PIG derrotou a democracia em 1964, ou seja ele matem-se no poder há quase 50 anos.

Responder

    Lenin

    28 de janeiro de 2012 às 23h04

    Temos q protestar,discordar,o diabo!Agora,ter a mais pálida idéia de q os blogs sujos chegam a maioria dos Brasis,é ser algo ingênuo ou kamikaze…Concordo é q a maioria das lideranças petistas estão demasiadamente uniformizadas na governabilidade -vozes de enfrentamento seguro,é raridade.No caso do Privataria…teve o Humberto Costa;nos mais,é um bom comportamento típico de bom genro.Argh.

    Jose Antonio Batata

    29 de janeiro de 2012 às 13h59

    Eu prefiro a Democracia Petista ao FASCISMO Tucano….

Nelson

28 de janeiro de 2012 às 17h10

O teu Post Scriptum está excelente, Azenha; nem haveria necessidade de mais comentários. Porém, eu quero complementá-lo, afirmando que, depois da eleição o PT se dedica a implementar medidas idênticas às de seus detratores e opositores, vide a privatização de espaços públicos.

Alguns defensores intransigentes dos governos Lula/Dilma, furibundos, vão me contestar, mas a CONCESSÃO, como eles gostam de chamar é, sim, privatização, pois vai dar no mesmo resultado: o fortalecimento do poder privado – do grande capital – sobre a sociedade e o enfraquecimento dessa mesma via o debilitamento ainda maior do Estado. O desdobramento disso é a concentração de renda, a descapitalização do país e a perda da capacidade de escolhermos o futuro que queremos para nós mesmos.

Em tempo, antes que me qualifiquem de tucano enrustido, troll ou coisa que o valha, quero esclarecer duas coisas:
1 – Votei no Lula em 1994, 1998, 2002 e 2006 e na Dilma em 2010.
2 – Não estou a defender a estatização da economia, mas, sim, que há setores estratégicos que têm, obrigatoriamente, que ficar sob o controle rígido do Estado, ou melhor, da sociedade.

Responder

Felipe

28 de janeiro de 2012 às 16h54

O PS foi brilhante, resumiu muito bem o meu sentimento!

Responder

Eduardo Guimarães

28 de janeiro de 2012 às 16h38

Também por matéria do André Barrocal, fiquei sabendo que a presidente Dilma disse que nada poderia fazer pelos flagelados do Pinheirinho porque tem que "respeitar" o governador. A pergunta que me sobreveio disso foi a seguinte: a obrigação do governante não é respeitar – ou fazer respeitar – primeiro o povo que vota e elege? Quem respeita o povo? Pelo visto, ninguém.

Responder

    Jairo_Beraldo

    28 de janeiro de 2012 às 18h07

    É Edu, quando a presidente Dilma começou a montar seu "sinistério", eu cantei a bola – fomos traídos. Tomei porrada de todo lado, me achincalharam, agrediram minha reputação e inteligencia. E agora? Nada como um dia após o outro…e agora o Lula aparece ao lado de Alckimin em foto no Sirio Libanes… acabou o sonho…

    Polengo

    30 de janeiro de 2012 às 06h11

    Mesmo assim, eu acho que podia ser bem pior, Jairo.
    Se o Serra tivesse ganho, não ia ter foto de Lula com alckmin – ia ter foto do enterro do lula.

    Jairo_Beraldo

    30 de janeiro de 2012 às 12h47

    Não coloquei que poderia ser o Zé Derrotado, mesmo porque, Polengo, em comentario anterior, disse que, mesmo apesar da Dilma, agradeço a DEUS todos os dias por nos ter ajudado a derrotar o Zé…o que questiono, é como a presidente está agindo, traindo a nós que compramos a briga contra a elite raivosa e sórdida juntamente com religiosos inecrupulosos em favor dela.

    FrancoAtirador

    29 de janeiro de 2012 às 15h27

    .
    .
    Não temos mais Governantes.

    Temos Gerentes de Negócios.
    .
    .

    Bonifa

    29 de janeiro de 2012 às 16h51

    Respondo a você, Eduardo: Gilberto Carvalho, o único. Aquele que se expôs, com certeza apenas porque sentiu a indignação passar da garganta. Gilberto Carvalho cresceu em sí e pela causa brasileira, quando seu trabalho era apenas de bastidores.

    luiz pinheiro

    29 de janeiro de 2012 às 18h39

    Edu, essa é a primeira vez que discordo de um post seu, sou admirador do seu blog, é um dos que procuro acessar. Mas não dá para aceitar essa equação de que a presidenta da República, em respeito ao povo, veja-se na obrigação de desrespeitar as normas republicanas. Ela simplesmente não tem essa opção, tem é o dever de agir conforme a Constituição. A Dilma pode manifestar sua opinião de que houve uma barbárie, mas a presidenta da República precisa respeitar a federação, o governo de SP. Ela tentou evitar a desocupação forçada, foi traída pela prefeitrura de SJC. A história está bem contada pelo assessor do Planalto que levou o tiro de borracha, pela nota do ministério das Cidades, pelo ministro Gilberto Carvalho. Para trazer o debate mais à objetividade: Edu, diga concretamente o que voce acha que a presidenta devesse ter feito, para a gente poder analisar à luz da Constituição.

    Silvio I

    29 de janeiro de 2012 às 20h09

    Eduiardo Guimaraes:
    Quisera saber si a Figura da Intervenção do Estado, o Governo Federal, nomeando um Interventor, e marcar novas eleições, ou entregar o governo ao segundo colocado nas eleições, já que tem apenas um ano de governo, e uma figura que existe, ou e criação dos Governos de Força?

    Flausino Rubiloca

    30 de janeiro de 2012 às 14h02

    "Pacífica, despolitizada e sem organização, essa população tem aceitado a situação intolerável sem recorrer à violência. Até quando?
    Isso vai continuar acontecendo enquanto os partidos de esquerda deixarem de cumprir seu papel de conscientizar e organizar essa massa, para que ela resista a esses ataques de armas na mão.
    Na hora em que isto for uma realidade, não haverá violência, porque a consciência dessa realidade será suficiente para manter os cassetetes na cintura."
    .
    PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO

    Flausino Rubiloca

    30 de janeiro de 2012 às 14h05

    pedro cavalcante

    30 de janeiro de 2012 às 18h34

    rubiloca
    VADA A BORDO, CAZZO!

Julio Silveira

28 de janeiro de 2012 às 16h35

Vou dizer sobre esse Gilberto Carvalho o que disse em outras oportunidades é um tremendo lero lero.
Politicamente, para a cidadania só existe por força de dotes, que deve ter, para organizar agendas, malas, filas, ou coisa que o valha para os mais prestigiosos da politica. Foi crescendo na burocracia por força disso. Fora daí nunca existiu. Deve ser um bom Rowan, como aquele da mensagem a Garcia.

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