VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Feministas comemoram escolha de nova ministra das Mulheres


06/02/2012 - 18h46

Companheiras de cadeia. Dilma, Eleonora, Guiomar,  Cida e Rose na época em que foram presas. Eleonora é uma das Donzelas da Torre

Eleonora com a presidenta Dilma em janeiro de 2012

por Conceição Lemes

A presidenta Dilma deve anunciar ainda hoje a nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres. É Eleonora Menicucci de Oliveira, pró-reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A ministra Iriny Lopes  deixa o governo, para disputar a Prefeitura de Vitória pelo PT.

A escolha de Eleonora está sendo comemorada pelas feministas do Brasil inteiro.

Fátima Oliveira, médica e escritora: “Pela primeira vez a Secretaria de Mulheres será ocupada por uma feminista histórica, comprometida com as lutas populares e democráticas. Eleonora foi uma das mulheres que ajudaram a construir a política brasileira de Atenção Integral à Saúde da Mulher. Axé, Eleonora! Temos certeza de que você saberá levar adiante as nossas batalhas, considerando todas as necessidades das mulheres brasileiras porque é incansável e do tempo do caminhando e cantando e seguindo a canção. A presidenta Dilma acerta e nos acena com grandes esperanças “.

Sonia Corrêa,  Abia: ” É preciso comemorar a nomeação da professora Eleonora Menicucci como nova Ministra da SPM.  A indicação sinaliza para um compromisso com as pautas da igualdade, diversidade e  liberdade, construídas ao longo de decádas pelos feminismos brasileiros, para o  aprimoramento das normas legais e definição de políticas públicas. Parabéns Eleonora! E muita energia!”

Beatriz Galli, advogada: “Otima iniciativa!”

Sueli Carneiro, Geledés: “Enfim, uma ótima notícia! Esse é o melhor presente do governo Dilma para as brasileiras”.

Gilda Cabral, Cfemea: “Depois da Medida Provisória do Nascituro, foi muito bom a nossa Presidenta nomear  para a SPM uma pessoa íntegra, comprometida com a agenda das mulheres e da promoção da igualdade e, principalmente, que respeita a autonomia dos movimentos sociais e as feministas. Muito boa a escolha da camarada Leo. Parabéns, querida! Sucesso! Que você consiga priorizar as políticas para as mulheres nesse governo da primeira mulher presidenta do Brasil”.

Angela Freitas, Articulação de Mulheres Brasileiras/ Regional Rio de Janeiro: “Motivo de alegria a nomeação de Eleonora Menicucci para a SPM. Seu comprometimento histórico com a luta contra o autoritarismo, pelos direitos reprodutivos, contra a criminalização das mulheres que abortam, seu interesse acadêmico pelas questões do trabalho e da violência contra as mulheres, são parte do currículo com que se apresenta ao aceitar o convite de Dilma Rousseff. Eleonora sabe que traz consigo uma legião de colaboradoras/es e militantes que apostam em seu sucesso à frente da SPM”.

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da Agência Patrícia Galvão

Eleonora Menicucci de Oliveira, nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, cultiva a imagem de pesquisadora feminista com visão política independente, uma vez que é filiada ao Partido dos Trabalhadores, mas não participa do dia-a-dia do partido.

Mineira da cidade de Lavras, nascida em 21 de agosto de 1944, é divorciada e tem dois filhos – Maria, de 42 anos, e Gustavo, com 37 – e três netos, Stella, João e Gregório.

Na juventude, interessa-se pelo ideário socialista e inicia sua participação em organizações de esquerda após o golpe militar de 64. Passou quase três anos na cadeia em São Paulo, de 1971 a 1973.

Ao sair da prisão, reorganiza sua via em João Pessoa, na Paraíba, onde inicia sua carreira docente na Universidade Federal da Paraíba. É nesse período que a militância feminista e a paixão pela pesquisa sobre as condições de vida das mulheres brasileiras ganham relevo na sua trajetória acadêmica e política.

Eleonora Menicucci de Oliveira é feminista de primeira hora, da chamada “segunda onda do feminismo brasileiro”, que acontece a partir de 1975.

Como pesquisadora e professora titular da Universidade Federal de São Paulo, publica regularmente artigos e estudos sobre temas críticos da condição das mulheres nos campos da saúde, violência e trabalho.

Breve currículo

Professora Titular em Saúde Coletiva no Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Atualmente é Pró-Reitora de Extensão da Unifesp.

Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (1974), mestrado em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba (1983), doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (1990), pós-doutorado em Saúde e Trabalho das Mulheres pela Facultá de Medicina della Universitá Degli Studi Di Milano (1994/1995) e livre docência em Saúde Coletiva pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (1996).

Experiência acadêmica e docente nas áreas de Sociologia e Saúde Coletiva, com ênfase em Sociologia da Saúde, atuando principalmente nos seguintes campos de pesquisa: saúde e relações de gênero; violência de gênero e saúde; mulher trabalhadora e saúde; saúde reprodutiva e direitos sexuais.

Sua trajetória acadêmica é marcada por participações em conselhos e comissões e por consultorias em políticas públicas e direitos das mulheres.

Atividades relevantes na sociedade civil

2006 a 2011 – Membro do Grupo de Trabalho de Gênero da Abrasco (Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva), criado em 1995 com a finalidade de contribuir com o ensino e a produção do conhecimento sobre os impactos das desigualdades sociais entre homens e mulheres na saúde.

2008 até o momento – Membro do Grupo de Estudos sobre Aborto (GEA), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

2003 a 2007 – Assessora especial da Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT (Central Única dos Trabalhadores).

2002 a 2004 – Relatora para os Direitos à Saúde Sexual e Reprodutiva da Plataforma Dhesca Brasil. A Plataforma Dhesca surgiu como um capítulo da Plataforma Interamericana de Direitos Humanos, Democracia e Desenvolvimento (PIDHDD), que se articula desde os anos 1990 para promover a troca de experiências e a soma de esforços na luta pela implementação dos direitos humanos.

1998 – Cofundadora e coordenadora da Casa de Saúde da Mulher Domingos Delascio da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que atende mulheres vítimas de violência sexual.

1990 a 1994 – Membro do Conselho Nacional de Saúde, vinculado ao Ministério da Saúde, instância máxima de deliberação do Sistema Único de Saúde (SUS), representando a Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos.

1990 a 1994 – Membro da Comissão Intersetorial de Saúde da Mulher (CISMU) vinculada ao Conselho Nacional de Saúde, para formulação, monitoramento e controle das políticas públicas da saúde integral da mulher.

1991 – Cofundadora da Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos e Sexuais.

1984 a 1986 – Membro e coordenadora do Grupo de Trabalho de Gênero da ANPOCS (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais).

1983 – Membro do Grupo de trabalho que assessorou a Comissão Especial convocada pelo Ministério da Saúde (MS) para a redação do Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM). O grupo foi constituído pela médica Ana Maria Costa, da equipe do MS; Maria da Graça Ohana, socióloga da Divisão Nacional de Saúde Materno-Infantil (DINSAMI); Aníbal Faúndes e Osvaldo Grassioto, ginecologistas e professores do Departamento de Tocoginecologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), indicados pelo dr. José Aristodemo Pinotti, chefe daquele departamento.

Décadas de 1980 e 1990 – Assessora especial da Comissão Nacional de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

1983 – Membro da 1ª Secretaria Nacional de Mulheres do Partido dos Trabalhadores.


Participação no C
onselho Nacional dos Direitos da Mulher

1- Nas gestões de Ruth Escobar (1985/1986), Jacqueline Pitanguy (1986/1989) e Rosiska Darci de Oliveira (1995/1999), contribuiu como consultora técnica para as áreas de saúde integral da mulher e violência de gênero.

2- Na gestão Jacqueline Pitanguy (1986/1989), foi membro da 1ª Conferência da Saúde e Direitos da Mulher.

3- Na gestão de Nilcéa Freire (2004/2011), foi membro do Grupo Técnico de elaboração dos Editais para Pesquisas de Gênero, em conjunto com o CNPq.

Alguns artigos publicados

Ambiguidades e contradições no atendimento de mulheres que sofrem violência.Oliveira, E. M.; Amaral, L. V. C.; Vilella, Wilza Vieira; Lima, L. F. P.; Paquier, D. C.; Vieira, T. F.; Vieira, M. L. In Saúde e Sociedade (USP. Impresso), v. 20, p. 113-123, 2011.

Atendimento às mulheres vítimas de violência sexual: um estudo qualitativo, Oliveira, Eleonora Menicucci de; Barbosa, Rosana Machin ; Moura, Alexandre Aníbal Valverde M. de; von Kossel, Karen; Morelli, Karina; Botelho, Luciane Francisca Fernandes; Stoianov, Maristela. In Revista de Saúde Pública / Journal of Public Health, São Paulo, v. 39, n. 3, p. 376-382, 2005.

Reestruturação produtiva e saúde no setor metalúrgico: a percepção das trabalhadoras. Oliveira, E. M. In Sociedade e Estado, v. 21, p. 169-198, 2006.

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do portal IG, via Agência Patrícia Galvão

(Ricardo Galhardo, do iG-SP) Substituta é professora universitária e ex-colega de prisão da presidenta; Iriny sai para disputar a prefeitura de Vitória

A presidenta Dilma Rousseff deve anunciar ainda nesta segunda-feira a saída da ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Iriny Lopes, pré-candidata à Prefeitura de Vitória pelo PT.

No lugar de Iriny assume Eleonora Menicucci de Oliveira, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e ex-companheira de Dilma no presídio Tiradentes, na década de 70. Será a nona substituição no ministério em um ano de governo.

Segundo fontes ligadas a Iriny, o Planalto deve divulgar uma nota anunciando a substituição. A cerimônia de posse deve acontecer nos próximos dias.

Com a troca de Iriny, Dilma completa a primeira fase da reforma ministerial, dedicada a substituir os ministros que vão disputar as eleições municipais deste ano. Antes de Iriny, Dilma trocou Fernando Haddad, que disputará a prefeitura de São Paulo, por Aloizio Mercadante no Ministério da Educação.

Pró-reitora da Unifesp, socióloga e professora de saúde coletiva na universidade, Eleonora é amiga de Dilma desde a década de 1960. Ambas nasceram em Belo Horizonte. Ex-diretora da União Nacional dos Estudantes, a nova ministra foi companheira de Dilma no presídio Tiradentes, em São Paulo, onde ficavam as presa políticas condenadas pela ditadura militar (1965-1985).

Leia também:

Cresce número de entidades contra MP 557

Nascituro: Ninguém assume a sua paternidade nem maternidade na MP 557

Abrasco e Cebes também se posicionam contra a MP 557

CUT repudia a MP 557

Sônia Correa: Em nome do “maternalismo”, toda invasão de privacidade é permitida

Maria José Rosado: O que é isso, Presidenta?

Fátima Oliveira: Sem cuidar do aborto inseguro, combater morte materna é miragem

Beatriz Galli: A MP 557 é um absurdo; em vez de proteger gestantes, viola direitos humanos

Livro do Luiz Carlos Azenha
O lado sujo do futebol

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Por Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr., Leandro Cipoloni e Tony Chastinet



56 comentários

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Mari

09 de fevereiro de 2012 às 08h22

Recomendo, encontrei e li agora:
As relações de Gênero entre mães e filhas/os na solidão da tortura: reflexão de uma experiência
Eleonora Menicucci de Oliveira[1]

Resumo

Este texto realiza algumas reflexões sobre a experiência da tortura e o cotidiano de uma ex-presa política nos anos 70, na luta e resistência à ditadura militar brasileira.Parte da vivência de mãe e filha na tortura, utilizando como suporte teórico Benjamim.W, Foucault. M, e Pelegrini.H, e a teoria das relações de gênero.O feminismo como movimento social e de atitudes no qual a autora se integrou após a saída da prisão, foi determinante por um lado, para seus rompimentos com a visão binária e dualista da esquerda brasileira e por outro para o processo de desconstruções teóricas e metodológicas.O texto procura enfatizar a dimensão da subjetividade por meio da paixão política nas tomadas de decisões de uma geração que lutou na resistência à ditadura militar.

Palavras-chave: presa política, feminismos, ditadura http://www.tanianavarroswain.com.br/labrys/labrys

Responder

Joana

09 de fevereiro de 2012 às 08h19

Os pro life perderam a compostura e a reta com a nomeação de Eleonora Menecucci rsrsrsrsrsrsrs

Responder

Laura Antunes

09 de fevereiro de 2012 às 06h37

O governo Dilma nos deixou praticamente um ano sob o tacão fundamentalista da turma do Ministério da Saúde, quando contabilizamos perdas sem tamanho e profundas. Enfim, a presidenta fez um gesto de boa vontade. Esperamos que a ministra Eleonora possa levar um poucio de sua sensatez para o governo, que pelo menos consiga que o tempo da caça as bruxas, iniciado com o Padilha seja uma página virada.

Responder

Eline das Chagas

08 de fevereiro de 2012 às 22h34

Dilma massageou o ego feminista. Com certeza deu um baita puxão de orelha no Padilha. Acho que ela tentou equilibrar o jogo ao indicar Eleonora ministra da mulher. Assim acalma um pouco a ira feminista contra a Rede Cegonha e a MP 557. Mas que ela não se engane, são dois pontos que as feministas não abrirão mão. Jogo equilibrado é hora de começar outro jogo, com cartas limpas. Mas Eleonora, as feministas bem sabem, não mudará de lado. Não pense o Padilha que a partir de agora ele poderá dar um pio sem que a nova ministra saiba. Ele encontrou mesmo a forma do sapoato dele rsrsrsrsrsrrs

Responder

    Laura Antunes

    09 de fevereiro de 2012 às 06h33

    Completamente de acordo

Dani Norte de Moraes

08 de fevereiro de 2012 às 21h18

O Zigoto e o corpo e celulas do Zigoto pertence ao proprio Zigoto. O Aborto Produz 2 vitimas… a criança que nem nasceu Mas tambem a Propria Mae. que diga as milhares de mulheres que viraram alcoolatras, e que viraram esquizofrenicas etc,
fora da EPIDEMIA de Cancer de Mama que assola a Europa por causa do Aborto.
Que Salomão tenha piedade do Senado Federal e do Congresso Federal, Pois _Agora_ é hora De Honrar Jesus Cristo e Santissima Maria, pois uma Ministra que compara Criança/Feto com mosquito da dengue com doença e virus É O Fim Da Picata.
Precisamos registrar os zigotos/crianças no Projeto Tamar pra nao matarem mais nossos ovos humanos com TAMANHA IMBECILIDADE.
[]'s Daniel Norte de Moraes Brasileiro.
p.s. sou parte dos mais de 80% Do Povo Brasileiro que é CONTRA O ABORTO.
p.s.2 pena que a mãe dos poucos que são a favor do aborto, nao pensaram igual aos filhos…..(que nao estariam indo contra os Anseios Brasileiros + de 80% do POVO BRASILEIRO É CONTRA O ABORTO, pois estariam mortos….)

Responder

    Dani

    08 de fevereiro de 2012 às 22h46

    demorooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooou Inês já é morta querida, tchauzinho

Dani

08 de fevereiro de 2012 às 18h25

Pró-aborto, nova ministra das Mulheres focará combate à violência
Para Eleonora Menicucci de Oliveira, companheira de cela e torturas de Dilma Rousseff, legalizar aborto é questão de saúde pública, mas quem decide é Congresso. Ela garante que gestão na Secretaria de Políticas para as Mulheres será de diálogo com movimentos feministas e que prioridade irá para implementação efetiva da lei Maria da Penha contra violência de gênero.

Najla Passos http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

Responder

Aparecida Damasceno

08 de fevereiro de 2012 às 07h55

Parabenizar a presidenta Dilma pela indicação da Dra Eleonora Menecucci. Dilma acertou em cheio. É a primeira vez que uma "feminista de carteirinha" assume o Ministério da Mulher e fará toda a diferença. Também fico mais tranquila quanto às maldades da 557, pois confio que a Dra. Eleonora fará de tudo para que as maldades que nela constam não sejam efetivadas, a exemplo do tal cadastro, que para mim é inaceitável pela quebra da privacidade das mulheres.

Responder

rafael

07 de fevereiro de 2012 às 21h20

vivam as guerreiras no poder
abaixo os exploradores, os covardes
orgulho de ser latino-americano
com chávez, evo morales, fidel, os kirchner, allende, che, sub-comandante marcos, magón, moreno, zapata, pancho villa, zumbi dos palmares, lula, dilma, capitão lamarca, deputados rosinha e tadeu veneri em curitiba, stédile, brizola
lutemos contra os alicerces juridico-ideológicos da propriedade privada dos bens de produção, dos bens de capital, latifúndios, fábricas, usinas, que devem pertencer a todos quantos neles produzam diretamente, e não a indivíduos, sociedades limitadas, corporações, famílias, conchavos

Responder

Neo-tupi

07 de fevereiro de 2012 às 18h48

Acho que o Padilha terá um pouco de sossego agora que o patrulhamento deverá se voltar para a nova ministra:
“A minha posição pessoal, a partir de hoje, não diz respeito, não interessa. A partir do momento em que eu aceitei o convite da presidenta, eu sou governo. Descriminalização do aborto é uma matéria que não diz respeito ao Executivo, diz respeito ao Legislativo”, acrescentou a nova ministra.

Responder

    Mari

    07 de fevereiro de 2012 às 21h54

    rrsrsrsrrsrrrrrrrrrrrrrr nunca acertas, hein?
    Aborto amplamente legalizado em proposta de alteração do Código Penal
    Vai haver uma audiência pública em São Paulo. Será no próximo dia 24 de fevereiro, às 14h00. Citando o Brasil Sem Aborto, “[o]s cidadãos e cidadãs que residem em S. Paulo e adjacências são especialmente conclamados a se fazerem presentes nessa audiência pública. É possível a inscrição também para uso de palavra, que deve ser feita com antecedência, preenchendo formulário”. Não podemos deixar de participar! Algumas vezes fazer barulho é indispensável. Certas omissões podem ser pecados bem graves. http://www.deuslovult.org/2012/02/07/aborto-ampla

Marcelo

07 de fevereiro de 2012 às 15h43

Poderiam me ajudar com uma duvida nascida de ninha ignorancia , o que a Secretaria de Políticas para as Mulheres ja fez de relevante para melhorar a situação da mulher brasileira , e qual é o custo de manutenção da mesma secretaria ? Desde ja agradeço a ajuda .

Responder

    Lauro Mendes

    07 de fevereiro de 2012 às 22h29

    Marcelo, como homem brasileiro você deveria ter vergonha da sua ignorãncignorância machista. Vá pesquisar para descobrir cara. Você envergonha os homens de verdade

beattrice

07 de fevereiro de 2012 às 14h10

Não comemoro nada, aguardo.
Esse des-governo vem trucidando todas as esperanças,
e a risada do Serra vem ecoando no twitter desde ontem.

Responder

    JOSE DANTAS

    07 de fevereiro de 2012 às 18h03

    As esperanças de quem? Das feministas? Que só representam 8% das mulheres e 4% da galera?

Leila Jalul

07 de fevereiro de 2012 às 13h57

De acordo com o UOL a futura nova ministra jogou a questão para o Congresso. Isso quer dizer que empurrou com a barriga e que já era, antes de ser; Eu, hein!!!!

Responder

    Mari

    08 de fevereiro de 2012 às 17h55

    Querida Leila, a Dra. Eleonora Menecucci é uma feminista de quatro costados. E não empurrou com a barriga. Ela respondeu o que tem de ser respondido. Que m legaliza o aborto é o Congresso e não o
    executivo.

Leila Jalul

07 de fevereiro de 2012 às 13h13

ELEONORA DISSE: ABORTO É UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA.
QUEM FALA ASSIM, COM CERTEZA, NÃO É GAGA!

Responder

    Márcia

    08 de fevereiro de 2012 às 21h15

    Acertou Leila, Eleonora não é GAGA e nem GAGÁ rsrsrsrsrrsrsr

Maria 1

07 de fevereiro de 2012 às 12h52

A nova ministra, pessoalmente favorável à descriminalização do aborto, já se pronunciou sobre o tema na condição de integrante do primeiro escalão do governo: "a legalização do aborto é assunto do Congresso".

(http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2012/02/07/legalizacao-do-aborto-e-assunto-do-congresso-e-nao-do-executivo-afirma-nova-ministra.htm)

E convém não esquecer da comissão de juristas, presidida pelo Ministro Gilson Dipp, do STJ, criada no Senado para estudar a reforma do Código de Processo Penal. Pelo pouco divulgado sobre o assunto, a descriminalização irrestrita do aborto não está sendo proposta. Daí, o esforço das feministas deve mudar de direção, voltar-se para o Congresso Nacional. Ou nada feito.

Responder

Morvan

07 de fevereiro de 2012 às 12h45

Bom dia.

Aborto é questão de saúde pública, diz nova ministra
Fonte: Terra – 07 de fevereiro de 2012 • 11h33

'A nova ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Manicucci, defendeu nesta terça-feira a descriminalização do aborto como questão de saúde pública. Manicucci, no entanto, não quis expressar sua opinião pessoal sobre o tema após aceitar o convite de comandar uma pasta do governo Dilma Rousseff. "A minha posição pessoal a partir de hoje não diz respeito, não interessa", disse'.

Segundo a edição de hoje do jornal Folha de S.Paulo, a nova ministra integra o Grupo de Estudos sobre o Aborto e já teria relatado ter se submetido à prática do aborto em duas ocasiões. Segundo o jornal, a ministra levaria sua convicção sobre a causa ao governo. Nesta manhã, Manicucci disse ter dados entrevistas "testemunhais" sobre o tema e que tem "tranquilidade nesse aspecto".

Notícia muito boa. Não é mais um a colocar a religião acima do Estado.
Vamos ver como fica a MP557 com a nova Ministra. Ela mostrou que vai discutir o assunto aborto com firmeza e tranquilidade.

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

Leila Jalul

07 de fevereiro de 2012 às 11h01

Dilma tem um sentimento que julgo importante no ser humano: reconhecimento de valores que transcendem à amizade pura e simples. Ao escolher Eleonora para sua equipe de governo, traz para junto de si uma "mais que amiga". Traz uma "companheira de luta" que tem consciência política para atuar dignamente num cargo que exige essa consciência.
Ponto para as mulheres!

Responder

    Márcia

    07 de fevereiro de 2012 às 23h45

    Concordo. Acho que Leila Jalul entendeu perfeitamente o gesto da presidenta Dilma

Fabiana

07 de fevereiro de 2012 às 10h02

Estou muito feliz de verdade. Acho que a Eleonora Menecucci pode ser a fforma do sapato do Padilha rsrsrsrsrsrs

Responder

Margareth

07 de fevereiro de 2012 às 08h25

Notícia maravilhosa e tem significado, que a presidenta Dilma está oPTando por novos rumos

Responder

Marta

07 de fevereiro de 2012 às 07h32

Pelos comentários felizes, penso que a nova ministra da mulher conta com muito apoio, o que é muito bom

Responder

Cândida

06 de fevereiro de 2012 às 22h47

Grande acerto da Presidenta. A competência e a firmeza de convicções políticas da nova ministra são conhecidas e reconhecidas. Uma tranquilidade para nós feministas vê-la assumir o cargo.

Responder

Indio Tupi

06 de fevereiro de 2012 às 22h47

Aqui do Alto Xingu, os índios consideram como ridículo atroz essa moda sectária de "feministas acham isso…", "movimento negro acha aquilo…", "gays acham acolá…", "as lésbicas defendem isso…", os anões acham aquilo…", os católicos pensam nisso…", os protestantes acham aquilo…" os evangélicos consideram assim…", "os judeus consideram assim…", "os palestinos pensam assado…", e assim por diante, "ad infinitum", tudo para dividir muito bem, em facções infinitas, o exército de explorados, enquanto o capital segue altaneiro em seu curso impertubável de concentração cada vez mais feroz da riqueza. No Brasil, as migalhas estão caindo da mesa para os humilhados e ofendidos enquanto a China estiver… "bombando". Quando isso acabar…

Responder

    Wildner Arcanjo

    07 de fevereiro de 2012 às 12h02

    Se Deus quiser, um dia eu volto a ser índio também!
    ÊTA QUE ÍNDIO SABIDO!!!

    Wildner Arcanjo

    07 de fevereiro de 2012 às 15h37

    Uê indio! Concordar com você virou motivo de sensura agora…

    Márcia

    07 de fevereiro de 2012 às 22h37

    Você dá náuseas mesmo. Vomitei. Uma pessoa que provoca vômitos se fosse normal repensaria as atitudes.

    Wildner Arcanjo

    08 de fevereiro de 2012 às 10h31

    Mais uma vez, tome um remédio. Resolve o problema.

    Agora o que dá mesmo náuseas é reduzir o debate a argumentos como o seu. Deplorável…

LULA VESCOVI

06 de fevereiro de 2012 às 22h09

Não quero agourar,mas se ela é tudo isso mesmo,das duas uma.Ou pede demissão logo,ou vergonhosamente é cooptada.Esses governos do PT não peitam briga nenhuma,vide nessa área a falta de paternidade da medida 557(segundo o Viomundo).Olívio Dutra,Odew Grajew,Frei Betto,Ricardo Kothsco ,entre outros,caíram fora antes de se corromper.

Responder

    Wildner Arcanjo

    07 de fevereiro de 2012 às 12h04

    Ela já declarou que a questão do aborto não é do executivo (enquanto governo dilma) e que a posição pessoal dela não interessa. Que é uma questão do Legislativo.
    http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,O…

    Análise rápida: Entrou no governo, tem que dançar o miudinho!!!

contemporânea » Blog Archive » Feminista de carteirinha

06 de fevereiro de 2012 às 21h04

[…] Por tudo isso, a indicação de Menicucci está sendo comemorada entre as feministas históricas, aquelas que, tamb…. […]

Responder

Fabiana

06 de fevereiro de 2012 às 20h41

A lavrense Eleonora Menicucci, amiga da Dilma, no programa eleitoral gratuito
17, agosto 2010 – 0:00:00

Eleonora Menicucci de Oliveira, 66 anos, nasceu em Lavras, Minas Gerais, é Professora de Ciências Humanas em Saúde da Universidade Federal de São Paulo, atuou em grupo clandestino durante a ditadura sendo militante da POLOP e da POC. Reside em São Paulo. Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais (1974), mestrado em Sociologia pela Universidade Federal da Paraíba (1983) e doutorado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (1990) e Livre Docência em Saúde Coletiva pela Faculdade de Saúde Pública da USP. Atualmente é servidor publico da Universidade Federal de São Paulo lotada como docente no Departamento de Medicina Preventiva da UNIFESP. Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia da Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: direitos humanos, direitos reprodutivos e sexuais, autonomia, aborto-escolha, violência doméstica e sexual, políticas públicas, avaliação qualitativa e autodeterminação.

Responder

Alberto

06 de fevereiro de 2012 às 20h35

Se segura Padilha que socióloga Eleonora Mmenecucci é fera! Tem razão de ser de as feministas estarem em festa pelo Brasil inteiro

Responder

    Fabiana

    07 de fevereiro de 2012 às 10h17

    Concordo com você Alberto. O Padilha agora tem régua

Mari

06 de fevereiro de 2012 às 20h33

Sacframentado no Blog do Planalto
Socióloga Eleonora Menicucci de Oliveira vai assumir Secretaria de Políticas para as Mulheres

A professora e socióloga Eleonora Menicucci de Oliveira é a nova ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República informou que ela irá substituir a deputada Iriny Lopes, que deixa o cargo “depois de dar relevante contribuição ao Governo”. A presidenta Dilma Rousseff agradeceu a dedicação de Iriny Lopes e desejou sucesso a Eleonora em “suas novas funções à frente da Secretaria responsável por políticas que têm contribuído para melhorar a vida das brasileiras”.
http://blog.planalto.gov.br/sociologa-eleonora-me

Responder

JULIO/Contagem-MG

06 de fevereiro de 2012 às 19h47

E quando teremos um ministerio para assuntos dos homens. Quanto besteirol, já estou me decepcionando
com a presidenta Dilma. Não vejo a hora do nosso LULA, voltar!!!

Responder

    Mari

    06 de fevereiro de 2012 às 20h21

    Carinha tu és abaixo da crítica. Que coisa mais brochaante!

    Torquenada

    07 de fevereiro de 2012 às 18h27

    Ai, se eu te pego

    P Pereira

    06 de fevereiro de 2012 às 22h44

    Comentário bobo e desinformado.
    A SECRETARIA foi criada no primeiro dia do governo do presidente Lula.

Fátima Oliveira

06 de fevereiro de 2012 às 19h20

(…)
“DORAVANTE NÃO SOU MAIS DONO DE MEU CORAÇÃO!
NOS DEMAIS – EU SEI,
QUALQUER UM O SABE –
O CORAÇÃO TEM DOMICÍLIO
NO PEITO.
COMIGO
A ANATOMIA FICOU LOUCA.
SOU TODO CORAÇÃO –
EM TODAS AS PARTES PALPITA.”

(…) Maiakóvski, in Adultos http://www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=4525

Responder

Morvan

06 de fevereiro de 2012 às 19h18

Boa noite.

Saúdo a nova Ministra e não deixo de relevar a passagem (das mais felizes, ressalto) de Iriny Lopes, que teve atuação louvável no Ministério e agiu com altivez, quando da questão da MP557.
Que os cidadãos do Espírito Santo saibam reconhecer o protagonismo de Iriny Lopes.

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

    Vlad

    06 de fevereiro de 2012 às 21h02

    Sim…ficou no alto do muro.

    Morvan

    06 de fevereiro de 2012 às 22h08

    Boa noite.

    Não, Vlad. Ela veio a público denunciar ter sido consultada sem o ter sido. Acredito que o tempo em que ela não se pronunciou sobre isso foi para permitir diálogo nos bastidores, o que parece não ter acontecido.
    Digo parece e acredito justamente por não ter elementos para afirmar como certeza fática. Particularmente, gostei da atuação dela, pois foi firme sem perder a capacidade de dialogar.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

Dani

06 de fevereiro de 2012 às 19h18

A ministra Eleonora Menecucci é uma de nós! Valeu presidenta! Hoje estou muito alegre

Responder

ZePovinho

06 de fevereiro de 2012 às 18h55

Já trabalhei com o pai desse ministro das cidades recém-empossado.Aguinaldinho é evangélico.Não deve vir complicações dele,mas dos tios donos de construtoras em João Pessoa devemos esperar confusão.
Ciro Noqueira(PP-PI) foi o grande artífice dessa nomeação.O pai de Aguinaldo Ribeiro foi grande amigo de Mário Andreazza.
Vai ter turbulência nesse ministério,por causa da entourage do novo ministro.Dilma ainda vai se aporrinhar.

Responder

    Vlad

    06 de fevereiro de 2012 às 19h21

    Que pessimismo, hein?
    Pois não viu que o Maluf, companheiro de última hora, disse que ele irá enriquecer o Ministério?
    Mais respeito pelo companheiro Maluf.
    http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-02-0

    ZePovinho

    06 de fevereiro de 2012 às 21h21

    É mesmo,companheiro Vlad……….

    beattrice

    07 de fevereiro de 2012 às 14h09

    Mais um evangélico, e ligado à especulação imobiliária que está varrendo a Paraíba, inclusive pondo em risco preciosos sítios arqueológicos que deveriam estar em patrimônio tombado.
    Vai bem a coisa, cada vez melhor.
    E a cereja do bolo é a ligação pessoal ao Mário Andreazza.

    JOSE DANTAS

    07 de fevereiro de 2012 às 17h48

    O pai do ministro foi amigo do Andreazza aí não pode. Fala sério! O que é que tem os evangélicos com os sítios arqueológicos?

    JOSE DANTAS

    07 de fevereiro de 2012 às 18h14

    O pai da Dilma não foi amigo de nenhum desses figurões e mesmo assim ela não serve. Afinal, devemos reconduzir o País ao ninho tucano, que detém metade dos votos ou torcer pelo Stédile no poder? Não venha me dizer que corremos o risco do tio do novo ministro vencer a licitação para instalação do trem-bala com aquele baita superfaturamento…


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