VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Eduardo Socha: A PM na USP e o desfile da Victoria’s Secret


11/11/2011 - 14h46

por Eduardo Socha

Sejamos diretos. Não é preciso ler as páginas de Foucault nem o editorial da Veja para constatar que, no Brasil, o reacionarismo mais cafona e cenozóico dispõe de estratégias eficientes para sua manutenção. Uma pesquisa realizada em 18 países da América Latina pela ONG chilena Latinobarómetro e divulgada no mês passado pela Folha de São Paulo indica que o “apoio à democracia no Brasil” (sic) sofreu queda de 9 pontos percentuais (54% para 45%) de 2010 a 2011. No período de um ano, a parcela da população que resolveu sair do armário ideológico e assumir seu desdém pela democracia atingiu níveis alarmantes.

Por mais discutíveis que sejam os critérios, aparentemente binários, de uma pesquisa que visa mapear o “apoio à democracia”, o resultado não chega a surpreender. Bem ou mal, acaba confirmando aquilo que todos nós sentimos no dia-a-dia: como a política no Brasil vive ainda sob o espectro vigilante de seu passado autoritário, ficamos habituados a brincar o jogo de uma democracia protocolar, de fachada, bonita no papel, mas que resiste a transformações que possam realizar aquilo que preconiza. Ao contrário do que acontece no jogo do bicho, no que se refere à constituição brasileira, nem sempre vale o que está escrito.

Parece natural, portanto, que setores da imprensa resolvam acompanhar (ou incentivar) o movimento de retração democrática indicado na pesquisa. Deixando de lado as teorias bizantinas sobre o papel deformador da “mídia” (termo gasto, mas ainda funcional), é preciso reconhecer que aquelas artimanhas da direita mais carnívora na imprensa brasileira são paradoxalmente sutis. Consistem em reafirmar, por exemplo, com serenidade modernosa, o mito da imparcialidade do jornalismo, declarando ideologicamente o fim das ideologias. No plano da linguagem, impõem o estilo ‘clean’, adaptado à realidade dinâmica do mercado: pouca adjetivação, indiferença sintática e lexical quanto à natureza da notícia, simplificações que remetem ao consenso opinativo do repertório conservador da Casa Grande.

Urso Knut e “baderneiros”

Basta acessar a página principal de um dos principais portais de internet para perceber, num breve e pedagógico lance de olhos, a maneira com qual a mídia organiza sua gôndola de notícias circulantes. Depois de conhecer detalhes da saudade provocada pela ausência do urso Knut no zoológico de Berlim, de saber sobre a queda iminente de um ministro, sobre os impasses da contratação do Neymar e sobre o desfile de lingerie da Victoria’s Secret em Nova York, eis que o leitor se depara com o rol de notícias sob a rubrica “invasão na USP”; um assunto socialmente inconveniente, mas que, no jargão da área, repercute.

E repercute não apenas nos comentários dos leitores-consumidores que não cessam de reproduzir o entulho autoritário, traduzindo em linguagem cotidiana a violência cifrada da linguagem jornalística. “Baderneiros”, “maconheiros safados e vagabundos”, expressões para se referir aos estudantes da USP, atingem rapidamente as paradas dos trending topics. Dessa vez, os próprios jornalistas resolveram ir às vias de fato e partir para o gozo do insulto. Dias atrás, Gilberto Dimenstein havia lamentado a reação estúpida de seus leitores nos comentários em relação ao câncer de Lula, reconhecendo que “a interatividade democrática da internet é, de um lado, um avanço do jornalismo, e, de outro, uma porta direta para o esgoto do ressentimento e da ignorância”. Apesar do reconhecimento, Dimenstein não pensou duas vezes em chancelar de “delinquentes mimados” os manifestantes que ocuparam a reitoria da universidade. Reconciliou-se, talvez de pronto, com seus leitores.

Que fique claro: os alunos que decidiram ocupar a reitoria estavam errados, pois a ação não contava com a legitimidade da assembleia (por sinal, o reitor João Rodas, segunda opção da lista tríplice encaminhada ao então governador José Serra, ostenta também certo déficit de legitimidade junto à comunidade acadêmica). A ocupação, de fato, não havia sido referendada pelo movimento estudantil.

No entanto, deveria suscitar no mínimo curiosidade, para não dizer indignação, o uso da força de 400 policiais da Tropa de Choque e da Cavalaria da Polícia Militar, um helicóptero, policiais do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais) e do GOE (Grupo de Operações Especiais), para expulsar 73 ocupantes desarmados. Não havia molotov nem espírito sanguinário aguardando a PM dentro da reitoria.

Spread ideológico

Ao noticiar que a PM apenas cumpriu reintegração de posse, o jornalismo unidimensional puxa assim o coro dos afeitos ao poder do cassetete (“tinham de descer o sarrafo mesmo nesses baderneiros”, exalta o leitor malufista que já saiu do armário). Talvez tenha passado longe da cobertura desses setores da imprensa o fato de que a desproporção entre o ato dos ocupantes e o imenso aparato policial, orquestrado para uma intervenção espetacularizada, sinaliza claramente um spread político e ideológico, a ser rapidamente embolsado pelo governador do Estado (para quem “a polícia demonstrou eficiência”) e por um Datena de plantão.

Esse enorme descompasso pode nos levar à constatação de outros procedimentos corriqueiros da grande imprensa. Entre eles, o de ridicularizar divisões como esquerda/direita, o de tornar obsoletas expressões como “injustiça social” ou “opressão”, o de distorcer as ações e os discursos de qualquer mobilização social. Um jornalista do Estado de São Paulo, na edição sabática de 5 de novembro, ironicamente noticiava que o termo-hit das assembleias da FFLCH era o “para além de” e que vigorava uma patrulha austera quanto ao uso de expressões como “portas de fábrica”, “O Capital”, etc, em meio a conversas sem pé nem cabeça. O texto teria deliciado leitores e alguns colegas de profissão, ao retratar o movimento estudantil com traços infantilóides e desvairados. Trata-se de uma peça exemplar, típica da soberba, do desrespeito e da repressão discursiva que tem espaço cativo na imprensa – de todo modo,  para além do tom professoral do jornalista, seria interessante apresentar esse mesmo texto a um estudante de letras ou de ciências sociais da FFLCH para a análise da retórica e dos interesses de classe.

Acontece que, contrariando a descrição do jornalista e incomodando parte dos cidadãos que torcem o nariz para a democracia, os estudantes sabem muito bem o que fazem. Organizam-se em assembleias e, mediante encaminhamentos claros e específicos, solicitam maior segurança dentro do campus – plano de iluminação nas diversas unidades, aumento do efetivo da guarda universitária, ampliação dos ônibus circulares, abertura do campus à população. Decidiram pela greve, pois estão conscientes de que o tradicional método repressor da PM não é a forma adequada para garantir a segurança da comunidade. O lamentável episódio da terça-feira, dia 8, veio demonstrar a truculência anunciada. Em resumo, os estudantes estão fazendo política, para espanto daqueles que acreditavam no colapso prático da ideias.

Mas esse debate pouco interessa à parcela da mídia de encosto autoritário. Esta, com o perdão da lembrança, também é composta por empresas com identidade, nome fantasia, CNPJ, interesses comerciais. Interessa a elas muito mais reduzir o conflito entre PM e estudantes a um confronto tópico entre a lei e a permissividade anômica de “delinquentes mimados” que gostariam de fumar seu cigarro de maconha. Interessa anestesiar politicamente seu consumidor para que ele se sensibilize com a tensão das modelos do desfile de lingerie da Victoria’s Secret. Interessa, afinal, dissipar a esperança de que a democracia possa sair do âmbito da utopia por meio de manifestações autênticas e organizadas como essas dos estudantes da maior universidade da América Latina.

Eduardo Socha é  mestre e doutorando em filosofia pela FFLCH-USP.

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85 comentários

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Relatório da Secretaria de Direitos Humanos confirma: Reitor da USP votou contra vítimas da ditadura « Mundo de Oz

21 de dezembro de 2011 às 21h44

[…] Eduardo Socha: A PM na USP e o desfile da Victoria’s Secret […]

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Será que saiu no Jornal Nacional? « Ficha Corrida

25 de novembro de 2011 às 09h02

[…] Eduardo Socha: A PM na USP e o desfile da Victoria’s Secret […]

Responder

trix

15 de novembro de 2011 às 07h12

Quanta abobrinha… meu Deus, e pensar que estes são/serão os intelectuais do nosso país. Nojo desses uspianos prepotentes apenas porque decoraram mais que os outros para passar na Fuvest. Um pendrive teria entrado na USP em primeiro lugar. Pronto, podem atacar meu texto agora, indicando algum erro de gramática ou concordância, ó senhores da razão. Seus ridículos, não percebem o papel a que estão se prestando?

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cronopio

14 de novembro de 2011 às 11h06

O Ministério Púbico de São Paulo abriu mega-investigação contra a Reitoria da USP, acusada de eventual “violação aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, burla ao acesso de cargo mediante concurso público, lesão aos cofres públicos e improbidade administrativa”. O principal investigado é o advogado João Grandino Rodas, atual reitor da USP, e um dos braços-direitos de Geraldo Alckmin e José Serra. A investigação é tocada pelo promotor de Justiça Valter Foleto Santin, da Promotoria do Patrimônio Público e Social do Ministério Público Estadual. O caso, mantido em sigilo, leva o registro de “Inquérito Civil 088/2011”.

João Grandino Rodas, que antes de ser reitor era diretor da Faculdade de Direito do Largo S. Francisco, a mais tradicional do país, é acusado de ter nomeado, como procuradores da USP um seu assessor político e o filho da reitora anterior, Suely Vilela –colocada como reitora a mando de José Serra. A dupla ocupa os cargos sem terem prestado concurso e em desacordo com o estatuto da maior universidade do país.

O inquérito civil instaurado pelo promotor Valter Foleto Santin atende a uma denúncia anônima. O principal foco, segundo o promotor, é “apurar nomeações, feitas pelo reitor Grandino Rodas, dos servidores Gustavo Ferraz de Campos Monaco e Carlos Alberto Vilela Sampaio, como Procuradores da USP, sem concurso púbico e sem o preenchimento de requisito de cinco anos de efetivo exercício de advocacia, além de eventual nomeação irregular para cargo de confiança do Procurador-Chefe da USP”.

Contra Rodas, o Ministério Público salienta que ainda investiga “criação de cargos de Pró-Reitor Adjunto, sem previsão orçamentária e sem autorização legal, designações indevidas para os cargos criados, acumulações ilegais de funções de Diretor de Unidade e de Vice-Reitor para exercício em cidades distintas e longínquas”.

O Ministério Público alega que as nomeações do assessor político de Rodas e do filho da ex-reitora da USP teriam violado o princípio constitucional da impessoalidade, vez que Gustavo Ferraz de Campos Monaco seria apadrinhado político de Rodas e Carlos Alberto Vilela Sampaio circule na USP ostensivamente se apresentando como filho da ex-reitora.

O caso só veio a público porque em 10 de agosto passado a Associação dos Docentes da USP, a Adusp, recebeu comunicado do promotor que apura as denúncias, em que pede informações sobre o caso. O caso só chega a público em decorrência da publicidade dada pela Adusp.

Os dois investigados já remeteram à promotoria suas versões para tentar sustar as acusações. Gustavo Ferraz de Campos Monaco alega que é “indubitável” que ele disponha de mais de cinco anos de advocacia, como bacharel de direito em “funções privativas”. Ele anexou em sua defesa seu Currículum Lattes, exigido a todos os funcionários as USP. Confira:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualiz…

Monaco também alega em sua defesa que seu cargo na USP se justifica porque “ em toda a administração pública existem alguns caros de Procurador de livre provimento, para funções de chefia, direção e assessoramento”.

Já Carlos Alberto Vilela Sampaio, filho da reitora que antecedeu João Grandino Rodas, cita em sua defesa a Súmula Vinculante 13, do Supremo Tribunal Federal, alegando que não é “parente consangüíneo nem por afinidade da autoridade nomeante (reitor), e tampouco é de servidor que exerça cargo de direção, chefia ou assessoramento, posto que a professora Suely Vilela (cujo exercício como reitora foi entre 2005e 2009) não exerça nenhum cargo de direção, chefia ou assessoramento desde o final de seu mandato reitoral até a presente data”. Em desacordo à recomendação dada pela USP a seus funcionários, Carlos Alberto Vilela Sampaio não dispõe de curriculum na Plataforma Lattes.

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Fernando

14 de novembro de 2011 às 03h08

PATÉTICO esse protesto estudantil.

Vejam as "reivindicações": retirada de todos processos contra os estudantes e a retirada da PM do campus.

Ou seja, querem cometer a ARBITRARIEDADE de anular os processos, que é o meio legal onde se investiga suposta pratica ou nao de uma infração. Processo, meus caros, não implica em condenação.

Outra: dias atrás reclamavam de falta de segurança no campus. Até que morreu um filhinho de papai por lá. Aí mandaram a PM fazer a guarda, nada mais justo, mas duvido que o fariam se morresse um favelado. Pois bem, eis que a PM prende uns maconheiros (e isso é verdade) aí vira uma revolução total, com ocupações e discursos absurdos.

Senhores, deu vergonha desses estudantes. Repito: PATÉTICOS.

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    cronopio

    14 de novembro de 2011 às 11h05

    USP pode ser investigada por gasto de R$ 30 milhões em terrenos e imóveis
    por Cleyton Vilarino
    A Universidade de São Paulo pode ter que respon­der pela compra de três imóveis, um terreno e 40 vagas de estacionamento no valor total de R$ 35,4 milhões. Foi aberta uma represen­tação junto ao Minis­tério Público pelo Deputado Estadual Carlos Giannazi (Psol) para pedir explicações à reitoria sobre as compras realizadas. Se confirmada alguma irregularidade, o reitor da universidade, João Grandino Rodas, poderá responder por uso indevido de verba pública.

    De acordo com um parecer assinado pelo Professor Michel Micha­elovitch de Mahiques, membro da Comissão de Orçamento e Patrimô­nio da USP, os imóveis adqui­ridos apresentam melhores con­dições para o desenvolvimento das “atividades-meio” da universidade.

    Edíficio Louis Pasteur, onde foram adquiridos dois conjuntos comerciais por R$ 3,6 milhões (foto: Firas Freitas)

    Acusações
    Os conjuntos comer­ciais e vagas adquiridas pertenciam à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fa­pesp) que, por se tratar de órgão estadual, dis­pensou processo licita­tório. No entanto, o do­cumento entregue pelo deputado ao Ministério Público cita a disparida­de das aquisições com as recentes medidas de racionalidade no orça­mento da universidade.

    A representação acu­sa a reitoria de realizar medidas “que visam, ine­xoravelmente, extinguir cursos, reduzir vagas, enxugar quadros de fun­cionários e outras ações, que a priori são ‘sanea­doras’ e zelosas com o orçamento (…) às custas do sacrifício educacio­nal, sendo a oferta e a qualidade do ensino de nível superior finalida­des primárias da USP”. De acordo com Gian­nazi, a representação se justifica devido à falta de prioridade na aplica­ção dos recursos. “É um desperdício de dinheiro público. Ele deveria in­vestir na universidade. Se há a necessidade de novos espaços, é possível construir dentro da USP. Há espaço lá dentro”, defende o deputado.

    Nos imóveis adqui­ridos próximo da re­gião da Avenida Paulista funcionam atualmente um es­tacionamento, na Rua da Consolação, 268, no valor de R$ 7,4 milhões, e um andar comercial do edifício Luis Pasteur, onde está instalada a empresa Avipam Turismo e Tecnologia, adquirido por R$ 3,6 milhões. Em nenhum destes locais havia in­formações sobre uma possível mudança nos estabelecimentos.

    O Jornal do Campus entrou em contato com Carlos Mionis, respon­sável pela Avipam Turismo, mas ele afirmou que só poderia dar detalhes sobre o processo de saída do imóvel após falar com a Reitoria. O JC também pediu esclarecimentos para a reitoria, que não respondeu até o fecha­mento desta edição.

cronopio

13 de novembro de 2011 às 16h30

Esse texto é um primor. Dá gosto de ler! Parabéns!

Responder

    dukrai

    14 de novembro de 2011 às 13h25

    troll a favor não tem jeito de detonar kkkkkkkkkkkk
    na verdade, cara, a gente temos o maior orgulho de fazer parte do feicibúqui do Azenha, da Conceição, da Aninha e mais um monte quiném quinóis, qui tava passando na porta, deu um trupicão e entrou pra ver o que era. a gente podia adotar Os Três Maconheiros como os nossos gurus, completos desavisados que sem querer querendo arrumaram a maior confusão e clarearam a situação.
    abs

Julio_De_Bem

13 de novembro de 2011 às 12h12

A PM do rio entrou na rocinha para a instalação de uma UPP.

Os mascarados da USP nao vão pedir para a PM sair de lá tambem não? Vamos la gente, vamos invadir a nova UPP e pedir a saída da pm… Avante la revolucion, solamente cuidando do nosso rabo!!!!

Responder

    Giovanna

    14 de novembro de 2011 às 00h34

    Eles tem trabalho suficiente por aqui. Além de que, melhorando as condições da universidade, melhoram a vida da sociedade como um todo. Em pouco anos, os estudantes deverão deixar a universidade, portanto a luta não é para si. Espero que você saiba o motivo dos protestos.

Carlos J. R. Araújo

13 de novembro de 2011 às 12h03

Dois lembretes nesta coisa toda: um, o de que, desde a universidade medieval, a autonomia universitária foi razoavelmente reconhecida pelos poderes públicos da época; e outra, a de que, a despolitização da sociedade gera dois monstros: o nazismo e o fascismo.

Responder

Pedro

13 de novembro de 2011 às 10h57

O que vcs querem, uma anarquia? Somente quem nunca foi assaltado é contra a PM.

Responder

Cenossaum

13 de novembro de 2011 às 02h18

Vídeo produzido pelo movimento Juventude às Ruas! [youtube jN-86J-m08I http://www.youtube.com/watch?v=jN-86J-m08I youtube]

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Conservador316

12 de novembro de 2011 às 23h55

Que eu saiba, quem não gosta da democracia são os "progressistas"/Socialistas.
Vejam por exemplo o amor que os "companheiros" tem por CUBA!!!

Responder

Renato

12 de novembro de 2011 às 23h29

A truculência policial deve ser execrada por todo cidadão consciente. Infelizmente a mídia e políticos reacionários "vibraram" com a ação dos trogloditas de plantão. A cobertura dada pela imprensa foi parcial e facistóide. Assistimos a uma escalada crescente de reacionarismo delarado que pode trazer consequências graves para a nossa ainda "jovem" democracia. As revistas semanais, em especial a Veja tem se tornado escandalosamente parciais e de uma desonestidade assombrosa. Pena que muitos procurem sufocar os poucos estudantes que ainda sonham com utopias e lutam por causas nobres. Certos ou errados quem sou eu para julgá-los. Que bom que ainda existem estudantes que não se deixam seduzir pelo consumismo e pelo pragmatismo materialista da maioria de seus colegas.

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Mauro A. Silva

12 de novembro de 2011 às 22h57

![youtube TIe9w08zzYk http://www.youtube.com/watch?v=TIe9w08zzYk youtube]
República não rima com Polícia Militar. Por uma polícia cidadã em SP e na USP.

O brasão da Polícia Militar de SP tem o lema “Legalidade e constância”…
E ostenta 18 estrelas:

– 8ª estrela, 1897, Campanha de Canudos;
A PM ficou ao lado dos pobres e miseráveis do Arraial
de Canudos ou ficou ao lado dos ricos fazendeiros que
exigiram a destruição total daqueles que não queriam
trabalhar em regime de semi-escravidão?
A PM orgulha-se de ter participado do massacre de
20 mil pobres e miseráveis? Orgulha-se da degola
de prisioneiros e queima de todas casas do arraial?

– 9ª estrela, 1910, Revolta do Marinheiro João Cândido;
A PM ficou ao lado dos marinheiros ou dos oficiais que usavam e abusavam da chibata, vara flexível usada para punir marinheiros (maioria de negros)?
Na véspera do Natal, jogaram cal virgem na cela que havia 18 presos. Somente João Cândido e o soldado naval João Avelino sobreviveram.

– 18ª estrela, 1964, “Revolução de Março” (sic)
A PM ficou ao lado do presidente eleito democraticamente ou ficou ao lado dos golpistas da ditadura militar?
A PM orgulha-se do fechamento do Congresso, das prisões arbitrárias, dos seqüestros, das torturas, dos desaparecimentos de presos políticos durante a ditadura militar iniciada em 1º de abril de 1964?
http://blogdomaurosilva.wordpress.com/

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    cronopio

    13 de novembro de 2011 às 16h14

    A PM é um "fóssil vivo" da ditadura militar!

Vlad

12 de novembro de 2011 às 21h31

Por falar em pesquisa, vejam aí o que a Folha soltou:
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,pesquisa…

Exatamente como nos meus (idos) tempos de universitário, há posições bastante antagônicas dependendo do curso. Era assim: salvo algumas exceções, qualquer movimento político (leia-se crítica ao governo militar) era prontamente apoiado pela galera das humanas, prontamente rejeitado pelo pessoal das engenharias e os da área de biológicas não sabiam nem do que se tratava. Parece que não mudou muito.

Responder

JORGE

12 de novembro de 2011 às 21h28

Azenha

Que bela reflexão nos transmite o Eduardo. Apesar de parecer "tudo dominado (lendo os jornalões)", vê-se que existe à luta pela essência na natureza humana por dignidade, respeito e tantos outros valores tão caros ao estado democrático e à cidadania.

"Hoje são eles, amanhã pode ser você, seu filho, seu neto etc?"

Um abraço.

Responder

Sonia

12 de novembro de 2011 às 21h10

Fica muito dificil apoiar um protesto que começou incendiando a bandeira do Brasil.
Fica muito dificil entender como é que esses estudantes acham possível uma ação dessas
carregando um livro vermelho na mão.
Acham que isso seria tratado como em um país comunista?
A repressão seria dez vezes maior.

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    Bibliófilo

    16 de novembro de 2011 às 07h11

    Desculpa sonia, mas nem todo livro vermelho é do Marx. Existe uma coleção inteira da editora Martins Fontes com a capa toda vermelha, que por sinal tinha um exemplar na mão de um estudante em uma das fotos mais famosas.
    E eu gostaria que você explicasse o que disse, porque não faz nenhum sentido. E quer uma dica? conheça melhor os livros, vai ver deixa de falar merda.

    cronopio

    22 de novembro de 2011 às 15h44

    É verdade, o livro era do Foucault, "As palavras e as coisas". Esse pessoal só conhece a capa do Harry Potter…

    clarisse

    26 de novembro de 2011 às 00h22

    Se conhecem Harry Potter já tão lendo muito. Esse pessoal só reconhece a capa da Veja, que sempre põe um fundinho vermelho pra falar mal do PT.

Gerson Carneiro

12 de novembro de 2011 às 19h44

Enquanto isso…

Filho do comndante da PM de SP é preso acusado de espancar uma garota.

O filho do comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Álvaro Batista Camilo, foi preso na madrugada deste sábado sob a suspeita de agredir uma garota de programa em um prostíbulo que fica na rua Jovita, em Santana, na zona norte de São Paulo.

Na tarde de hoje, o filho do oficial, cujo nome não foi divulgado pela polícia, está no 9º Distrito Policial (Carandiru), onde a delegada Marina Silva decide quais as providências legais serão tomadas contra o ele.

Durante a prisão, o filho de Batista chegou a dizer para os policiais que o prenderam que seu pai é o comandante-geral da PM.

Ao ser procurado pelos policiais que detiveram o acusado, o comandante-geral da PM disse que o filho, maior de idade, deverá responder por seus atos como um cidadão comum, conforme determina a lei.

Até agora, nenhum detalhe sobre a identidade do filho do comandante da PM foi revelado. A Secretaria da Segurança Pública informou "não ter informações sobre a ocorrência".

Reportagem de Andre Caramante.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1005719-fi…

Responder

Antonio

12 de novembro de 2011 às 19h24

Os tucanos praticam o desmanche social. Sem democracia, sem Educação, sem emprego, sem saúde, com muita droga, violência e Rede Globo.

Responder

Gerson Carneiro

12 de novembro de 2011 às 19h01

Vivemos a Democracia do Cassetete.

Responder

lia vinhas

12 de novembro de 2011 às 18h57

Não há nada que justifique a presença massiça da PM em Escolas. Se há violencia nos campus, é fruto dessa política corrupta e neoliberal de sucessivos governos tucanos em São Paulo, para quem povo é mero detalhe, só serve para pagar impostos, e seu lema: Um povo ignorante eu domino melhor. Quanto as tristes entrevistas de alunos da USP, as nossas TVs apenas estavam cumprindo seu papel de uma das piores imprensas do mundo, escolhendo a dedo jovens desinformados, sem algo de inteligente para dizer em defesa de seus próprios colegas, sem uma boa causa para defender além do uso de entorpecentes.
Não devemos desviar o foco do problema principal, que é a péssima politica de tucanos e demos em todas as áreas, principalmente da Segurança pública, onde a polícia tem uma formação meramente repressiva e não preventiva. O nosso lema deve ser: Um povo culto contra o poder de tucanos e demos. e que o Governo Federal assuma de uma vez Educação e Saúde em todo o país, senão jamais o Brasil irá para a frente.

Responder

Regina Braga

12 de novembro de 2011 às 18h24

Pior do que a PM na USP,foi a reunião das socialites na falsa…Gente,o Brasil não sabe fazer reinvidações sofisticadas…somos emergentes.Quem pensa no Brasil é infrator?Quem não repete o tea party é emergente!Quem abre as portas para a cidadania é baderneiro.Oras,vão caçar serviço na Opus.

Responder

Bonifa

12 de novembro de 2011 às 17h57

Fogo com fogo se combate. Pesquisas semi-científicas, pseudo científicas ou até mesmo "científicas", são uma das formas preferidas de dominação pela falsa informação. Vamos então, fazer milhares de Institutos de Pesquisas. Quem vai dar credibilidade a cada um deles? A credibilidade é importante? Tenham dó, por favor! Estamos em plena guerra. Temos como abater o inimigo.

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Substantivo Plural » Blog Archive » A PM na USP e o desfile da Victoria’s Secret

12 de novembro de 2011 às 17h13

[…] Por Eduardo Socha NO VI O MUNDO […]

Responder

FrancoAtirador

12 de novembro de 2011 às 16h07

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Alunos da USP criticam mídia: "A mídia vende o espetáculo, é o antijornalismo"

MOÇÃO DE REPÚDIO

Nós, estudantes de Comunicações e Artes da ECA/USP, viemos explicitar o nosso repúdio à maneira como a imprensa hegemônica tem exposto os acontecimentos recentes no campus da USP.

Estamos constrangidos com a maneira preguiçosa e irresponsável como a imprensa e a televisão têm feito seu trabalho, limitando-se a vender o espetáculo originário de uma cobertura superficial e pautada no senso comum.

Entendemos as comunicações e as artes como agentes essenciais na conscientização e na transformação da sociedade. Para isso, o jornalismo não pode ser um mero reprodutor de discursos circulantes, mas sim um instigador de debates e inquietações.

O que assistimos recentemente foi uma reprodução incansável de estereótipos, que só serviram para manipular a opinião pública contra as lutas que são primordiais dentro do campus.

Como estudantes de universidade pública, é também nosso papel questionar a maneira como a mídia trata os movimentos sociais, principalmente como ela tem tratado o movimento estudantil. Buscar entender as raízes do problema exige apuração minuciosa, princípio básico do jornalismo. Posições existem, mas elas não podem ocultar ou distorcer fatos.

O nome do que está sendo praticado é antijornalismo. A sociedade não financia a nossa formação para sermos profissionais como esses.

Escola de Comunicações e Artes
Assembleia Geral dos estudantes da ECA

http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/al…

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Almeida Bispo

12 de novembro de 2011 às 15h20

O pior é que, o que tem de bocó teleguiado pelo meios de comunicação do PIG nas redes sociais não é de brincadeira. O elogio à loucura sem querer parafrasear o filósofo.

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José Eduardo Camargo

12 de novembro de 2011 às 14h57

Fascismo ideológico é o que faz essa imprensa máfio-mercadista. Fascismo de fato faz o governante e seus apoiadores privados, incluindo os saudosistas da ditadura localizados em setores das classes médias e altas hoje em franca decadência e, principalmente, perdendo privilégios espúrios, mas que, por ora, manifestam seu ódio de classe e ódio racial nas redes sociais e que ficam a fazer "marchinhas" anti-corrupção como uma mera e estúpida massa de manobra dos barões da mídia. É, eles também são "massa de manobra"! Mas será que esses palhaços mimados têm consciência disso? (Alô, Dimenstein, devolvo-lhe o adjetivo: mimado é o senhor!) Duvido! Enfim, e por falar em Victoria's Secret, parece ser fashion hoje atender a certas convocações midiáticas como foi também em 1964. Fashionismo retrô é coisa de gente "finíssima", e bem paulistana, diria! Só rindo!

Responder

Luiz Henrique

12 de novembro de 2011 às 14h23

Professor, você foi escolher trabalhar pra estes tucanos são paulinos. Poderia trabalhar numa escola federal, mas que não fosse ligada ao psdb. Boa sorte!

Responder

Gabriel de Oliveira

12 de novembro de 2011 às 13h12

MAS, AFINAL, PARA QUE SERVE A TAL AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA?

Serve para que a Universidade possa cumprir suas funções da melhor maneira possível. De maneira simplista, são elas:

– Melhorar a sociedade com pesquisas científicas, sem depender de retorno financeiro imediato.

– Formar cidadãos com um verdadeiro senso crítico, pois mera especialização profissional é papel de cursos técnicos e de tecnologia.

Importante: autonomia universitária total não existe. O dinheiro vem sim do Governo, do contribuinte, porém a autonomia universitária não serve para tirar responsabilidades da Universidade, mas sim para que ela possa cumprir essas responsabilidades melhor.

COMO ISSO ME AFETA? POR QUE EU DEVERIA APOIA-LOS?

As lutas que estão ocorrendo na USP são localizadas, mas tratam de temas GLOBAIS. São duas bandeiras: SEGURANÇA e CORRUPÇÃO, e acreditamos que opiniões sobre elas não sejam tão divergentes. Alguém apoia a corrupção? Alguem é contra segurança?

O que você acha mais sensato:

– Rechaçar reivindicações justas por conta de depredações e atos reprováveis de uma minoria, ou;

– Aderir a essas mesmas reivindicações, propondo ações mais efetivas?

Você tem a liberdade de escolher, contra-argumentar ou mesmo ignorar.

Mas lembre-se de que liberdade só existe com esclarecimento.

Esperamos ter contribuído para isso.

Se você se interessa pelo assunto, pode começar lendo este depoimento: http://on.fb.me/szJwJt

Bárbara Doro Zachi

Jannerson Xavier Borges

PS: Já que a desconfiança é com a mídia, evitamos linkar material de qualquer veículo.

Responder

    Mariano

    12 de novembro de 2011 às 16h02

    Convenientemente você cortou a parte dessa nota em que o CA de faculdade de comunicação repudia a ocupação e diz que aqueles playboys não representavam o conjunto dos estudantes da USP. Picaretagem intelectual.

    Mariano

    12 de novembro de 2011 às 16h03

    peço desculpas, Gabriel, só agora vi que o resto da nota estava abaixo, me precipitei na crítica. Minhas sinceras desculpas.

Gabriel de Oliveira

12 de novembro de 2011 às 13h12

POSTURA MAIS TRANSPARENTE DO REITOR RODAS / FIM DA PERSEGUIÇÃO AOS ALUNOS

Antes de tudo, independentemente de questões ideológicas, Rodas está sendo investigado pelo Ministério Público de São Paulo por corrupção, sob acusação de envolvimento em escândalos como nomeação a cargos públicos sem concurso (inclusive do filho de Suely Vilela, reitora anterior a Rodas), criação de cargos de Pró-Reitor Adjunto sem previsão orçamentária e autorização legal, e outros.

No mais, suas decisões são contrárias à autonomia administrativa que é direito de toda universidade. Depois de declarar-se a favor da privatização da universidade pública, suspendeu salários em ocasiões de greve, anunciou a demissão em massa de 270 funcionários e, principalmente, moveu processos contra alunos e funcionários envolvidos em protestos políticos.

Rodas, em suma: foi eleito indiretamente, faz uma gestão corrupta e destrói a autonomia universitária.

Você pode estar pensando…

MAS E O ALUNO MORTO NO ESTACIONAMENTO DA FEA-USP, ENTRE OUTRAS OCORRÊNCIAS?

Sobre o caso específico, a PM fazia blitz dentro da Cidade Universitária na noite do assassinato. Ainda é bom lembrar que a presença da PM já vinha se intensificando desde sua primeira entrada na USP, em Junho/2009 (entrada permitida por Rodas, então braço-direito de Serra). Mesmo assim, ela não alterou o número de ocorrências nesse período comparado com o período anterior a 2009. Ao contrário, iniciou um policiamento ostensivo, regularmente enquadrando alunos, mesmo em unidades nas quais mais estudantes apoiam sua presença, como Poli e FEA.

MAS E A DIMINUIÇÃO DE 60% NA CRIMINALIDADE APÓS O CONVÊNIO USP-PM?

São dados corretos. Porém a estatística mostra que esta variação não está fora da variação anual na taxa de ocorrências dentro do campus ( http://bit.ly/sXlp0U ). A PM, portanto, não causou diminuição real da criminalidade na USP antes ou depois do convênio. Lembre-se: ela já estava presente no início do ano, quando a criminalidade disparou.

Responder

    Roberto

    12 de novembro de 2011 às 22h46

    Que mais? Quer soltar o Nem e o Beira-Mar também? Quem sabe a gente não prende os jornalistas e os contrários ao "estado de direito que defendem o livre acesso a produtos e serviços sem interferência do governo". Ou credita nossas esperanças no messianico Lula que vai dar dinheiro pra banqueiro e dar esmola pro povo. É muita canalhisse da parte de vocês. O PSDB é o único que devolve parte dos impostos arrecadados em serviços no país, a polícia de SP é uma das mais elogiadas, bem paga e treinada do país, sem falar da FAPESP a melhor agência de fomento do país. O Serra e o FHC foram dois dos maiores debatedores do regime militar, sem violência e baderna como fizeram esses pobres desmiolados. Acordemos pra realidade!!

    cronopio

    13 de novembro de 2011 às 21h13

    Prestem atenção: isso se chama tergiversar…

Gabriel de Oliveira

12 de novembro de 2011 às 13h12

Sabendo do que esse movimento NÃO se trata, seguem suas reinvidicações:

DISCUSSÃO DO CONVÊNIO PM-USP / MODELOS DE SEGURANÇA NA USP

A reivindicação estudantil não é: PM FORA DO CAMPUS, mas antes SEGURANÇA DENTRO DO CAMPUS. Os estudantes crêem na relação dessas reivindicações por três motivos:

A PM não é o melhor instrumento para aumentar a segurança, pois a falta de segurança da Cidade Universitária se deve, entre outros fatores, a um planejamento urbanístico antiquado, gerando grandes vazios. Iluminação apropriada, política preventiva de segurança e abertura do campus à populacão (gerando maior circulação de pessoas) seriam mais efetivas. Mas, acima de tudo…

A Guarda Universitária deve ser responsável pela segurança da universidade. Essa guarda já existe, mas está completamente sucateada. Falta contingente, treinamento, equipamento e uma legislação amparando sua atuação. Seria muito mais razoável aprimorá-la a permitir a PM no campus, principalmente porque…

A PM é instrumento de poder do Estado de São Paulo sobre a USP, que é uma autarquia e, como tal, deveria ter autonomia administrativa. O conceito de Universidade pressupõe a supremacia da ciência, sem submissão a interesses políticos e econômicos. A eleição indireta para reitor, com seleção pessoal por parte do governador do Estado, ilustra essa submissão. O atual reitor João Grandino Rodas, por exemplo, era homem forte do governo Serra antes de assumir o cargo.

Responder

    Roberto

    12 de novembro de 2011 às 22h34

    A PM é um instrumento de repressão ao crime! Eles não colocaram meias na boca de ninguém! Acorda…

Gavreil de Oliveira

12 de novembro de 2011 às 13h11

– Os alunos da USP NÃO são uma unidade. Dentro da Universidade há diversas unidades (FFLCH, FEA, Poli, etc.) e, dentro de cada unidade, grupos com diferentes opiniões. Por isso não se deve generalizar atitudes de minorias para uma universidade inteira. O que estamos fazendo, isso no geral, é sim discutir a situação atual em que se encontra a Universidade.

– O Movimento Estudantil, responsável pelos eventos recentes, NÃO é uma organização e tampouco possui membros fixos. Cada ação é deliberada em assembleia por alunos cuja presença é facultativa. O que há é uma liderança desse movimento, composta principalmente por membros do DCE (Diretório Central dos Estudantes) e dos CAs (Centros Acadêmicos) de cada unidade. Alguns são ligados a partidos políticos, outros não.

– Portanto, os meios pelos quais o Movimento Estudantil se mostra (invasões, pixações, etc.) não são decisão de maiorias e, portanto, são passíveis de reprovação. Seus fins (ou seja, os pontos reais que são discutidos), no entanto, têm adesão muito maior, com 3000 alunos na assembleia do dia 08/11.

– Apesar de reprovar os meio usados pelo Movimento Estudantil (invasões, depredação), não podemos desligitimar as reivindicações feitas por esses 3000 alunos. Os fatos não podem ser resumidos a uma atitude de uma parcela muito pequena dos universitários.

Responder

    Roberto

    12 de novembro de 2011 às 22h33

    3000 alunos num universo de 100.000 não me parece muito… Orfãos dos anos de chumbo e saudosistas de tempos de guerrilha. Fãs de Fidel e Chavez. Sombra daquilo que um dia foi o movimento do qual FHC, Serra e outros fizeram. Lula deu mais dinheiro pra banqueiro em meio ano do que FHC em 8 de governo. Se o PSDB é tão ruim assim, porque será que é o único estado da federação que devolve parte do imposto arrecadado aos contribuintes? Vá passear em terras petistas e descubra a miséria da população vs. a opulência dos governantes.

    cronopio

    13 de novembro de 2011 às 21h14

    Engraçado, na marcha pró-PM havia menos de 50 alunos. Se 3000 é pouco, o que são 50? Engraçado, isso…

    mariopadrao

    17 de novembro de 2011 às 20h08

    Então Sr. Gabriel cobre desses irresponsáveis a lama que jogaram na imagem dos Uspianos, que para a população pobre que talvez jamais sequer entre no Campus da USP, lá só existem maconheiros drogados e filhos mimados do papai.

Gabriel de Oliveira

12 de novembro de 2011 às 13h10

Cristiano, filho, onde você está procurando o argumento dos estudantes? Na Veja? lá você não vai achar, lamento. Amplie seus horizontes e dê uma olhada na blogosfera. Está cheio. Vou colocar aqui só um deles, pra te ajudar. Abraço.

Esclarecendo o caso USP (pra quem vê de fora)
por Jannerson Xavier, quarta, 9 de Novembro de 2011 às 16:04

Somos alunos da ECA-USP e visto a falta de imparcialidade da mídia com referência aos últimos acontecimentos ocorridos dentro da Universidade de São Paulo, cremos ser importante divulgar o cenário real do que realmente se passa na USP. Alguns fatos importantes que gostaríamos de mostrar:

– O incidente do dia 27/10/11, quando 3 alunos foram pegos portando maconha, NÃO foi o ponto de partida das reivindicações estudantis. Aquele foi o estopim para insatisfações já existentes.

– Portanto, gostaríamos de explicitar que a legalização da maconha, seja dentro da Cidade Universitária ou em qualquer espaço público, não é uma reivindicação estudantil. Alguns grupos até estão discutindo essa questão, mas ela NÃO entra na pauta de discussões que estamos tendo na USP.

Responder

Maria Jose

12 de novembro de 2011 às 11h59

Eduardo,
Vocês está, no mínimo, equivocado.

Quando você escreve: "….Organizam-se em assembleias e, mediante encaminhamentos claros e específicos, solicitam maior segurança dentro do campus – plano de iluminação nas diversas unidades, aumento do efetivo da guarda universitária, ampliação dos ônibus circulares, abertura do campus à população…."

Em quê estas solicitações contrapoem-se a permanência da PM no Campus?

Não seja Pollyana…TODA a minifestação girou em torno do tema: A saída da PM do Campus!!!
Atitude tomada após a CORRETA prisão de 3 traficantes dentro do Campus.

Ademais, a invasão da reitoria foi descartada pela assembleia, logo, os "estudantes" que optaram, mesmo assim, por fazê-la, agiram contra a vontade da maioria.

Não adianta mistura as estações….uma coisa é uma coisa…outra coisa é outra coisa.
Eu apoio os movimentos de esquerda, quando as ações e solicitações têm o mínimo de bom senso.

No caso da invasão da USP os "estudantes" estavam COMPLETAMENTE equivocados nas razões e nas ações.

Responder

m cruz

12 de novembro de 2011 às 11h24

No mundo, a USP é a única universidade não militar sob guarda da polícia militar ( ter PM já é uma excrecência brasileira), aí já diz tudo. E segundo dados da própria SSP, um em cada cinco assassinatos são praticados pela polícia militar em São Paulo.Que digam os pobres, quando a polícia invade seus barracos, sem mandado nem nada, com câmaras de TV atrás filmando o espetáculo. E a repressão a qualquer movimento social há um século, como demonstrado nos prórpios brasões da PM , . E isto sem mencionar o confronto, em 2008, com a polícia civil em greve. Claro que quando precisamos particularmente, sempre acionamos a polícia. E uma Polícia bem treinada e paga e o que queremos, mas usá-la contra movimentos sociais, legítimos ou não, é símbolo de truculência e despreparo.

Responder

CLAUDIO LUIZ PESSUTI

12 de novembro de 2011 às 11h21

Pelo que já li a respeito deste caso, a reitoria , junto com a PM, e o governador, já vinham "montando" esta situação, através de acoes provocativas(revistas, presença ostensiva e desrespeitosa, abordagens sem sentido etc).Ai , pegaram um caso que , sabiam, jogaria a opinião publica a favor deles: "prender maconheiros".E foram pra cima.O resto a mídia faz, mostrando somente aquilo que interessa ao status quo.E uma especie de ditadura, dentro de uma democracia de fachada, que e o que nos vivemos atualmente.Os estudantes, simplesmente, não tem oportunidades, a não ser através das redes sociais, blogs, internet, de mostrar o seu "lado".E um linchamento.E insistem em dizer que vivemos num "estado de direito".

Responder

Rafael

12 de novembro de 2011 às 10h18

É muito evidente que o Brasil não tem vocação para democracia. Aqui tudo a elite quer resolver com autoritarismo, com truculência.

Responder

    luiz pinheiro

    12 de novembro de 2011 às 18h15

    A elite é sim anti-democrática. Mas daí dizer que o Brasil não tem essa vocação, não concordo. É uma mania esse negócio de diminuir o Brasil. Não concordo.

    Marcos C. Campos

    12 de novembro de 2011 às 20h58

    é modo no mundo inteiro. De certa maneira, estamos na frente em relação a muitos paises, inclusive europeus e EUA. Mas , meu amigo , SP é que é de lascar …
    Em SP polícia é para ferrar estudantes enquanto que bandido deita e rola.
    Qual foi o ultimo traficante de drogas pesadas que a PM de SP prendeu ?
    Usuário de marofa não conta. Quero ver a PM prender um chefão do PCC.

Carlos Lima

12 de novembro de 2011 às 10h15

Alguém pode me informar, o site do jornal o globo, acessa somete uma pagina dizendo que esta suspenso.

Responder

sergio

12 de novembro de 2011 às 10h09

Belo texto, o Brasil está cheio de autoritários com saudade dos anos de chumbo, e a mídia dá vazão a esse sentimento.

Responder

J. Alberto

11 de novembro de 2011 às 23h43

Olá pessoal,

Em 2010, estudantes alemães ocuparam 60 universidades para protestar contra cortes de benefícios. Não precisou violência, mas diálogo para resolver o problema criado. No único caso em que se utilizou a força (em Duesseldorf), os policiais foram recebidos com bixigas e confetes. Os manifestantes se recusaram a obedecer ordem judicial e foram carregados pelos policiais para fora. Ao contrário da USP, os estudantes não foram sequer processados pela universidade.

Se fosse utilizado um aparato de 400 soldados, 3 helicópteros para cercar uma universidade, cairia até ministro da Educação por lá. Impensável.

Aliás, nesses países sequer existe uma polícia "militar". Os policiais são civis, julgados por tribunais civis.

Fica aí para vcs refletirem.

Responder

    FrancoAtirador

    12 de novembro de 2011 às 16h59

    .
    .
    Ótimo esclarecimento, J. Alberto.

    O que precisamos, no Brasil, é de civilidade.
    .
    .

Palmas

11 de novembro de 2011 às 23h13

Pergunto: afinal universidade deve fazer convênio com a polícia?O segundo colocado deve suplantar o primeiro, por exemplo num concurso público. Vc concorda?. Não prender ninguém na chamada "cracolândia" de SP, e prender estudantes num centro universitário independente da razão está certo?. Não concordar com a decisão da assembléia está certo?. Comprar tapete de 35 mil prá por na sala do segundo colocado na lista tríplice está está certo?. Pesquisas de meia dúzia de pessoas tem validade de amostra no universo?. Perguntas……

Responder

    Jair Almansur

    12 de novembro de 2011 às 19h53

    O Estado deve fazer convênio com a Universidade para mandar polícia ao Campus?.
    Minha resposta é Não. A Universidade que pague por sua guarda com dinheiro de sua receita. A polícia é um serviço público bastante util e necessário para proteger a população nos bairros mais pobres, hoje totalmente desprovidos de policiamento.
    Desocupação polical da reitoria. Quem paga os custos judiciais e policiais. A conta deve ser mandada para a USP. Porque esse grupamento da elite branca recebe bilhoes de nossos impostos ainda precisa vir pedir polícia. Em certos bairros o estupro e espancamento de mulheres e assalto correm solto e não há um só policial para coibir ou socorrer.

Fabio_Passos

11 de novembro de 2011 às 22h24

Felizmente os estudantes não são massa de manobra da mídia-lixo-corpotrativa:
[youtube XqkGp_k_RkE http://www.youtube.com/watch?v=XqkGp_k_RkE youtube]

Responder

    Roberto

    12 de novembro de 2011 às 22h26

    são massa de manobra de outros grupos alienados da sociedade contemporânea… lamentável, que esses poucos e ínfimos desmiolados se achem no direito de impor suas crenças e opiniões a todos.

FrancoAtirador

11 de novembro de 2011 às 19h29

.
.
BRILHANTE !!!

Eduardo Socha: Este é digno do título de mestre.
.
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Responder

Demetrio Tindô

11 de novembro de 2011 às 18h46

O que este cidadão conhece de segurança pública para taxar de "tradicional método repressor da PM" ?

Faça-me o favor, a vontade de ver a polícia longe esconde muita coisa.

Responder

    M.S. Romares

    12 de novembro de 2011 às 23h53

    Pode ser…e pode ser também que " a vontade de ver a "puliça" perto revela outras tantas".

    Elaine

    13 de novembro de 2011 às 01h47

    Esconde sim! Esconde vergonhosamente e violentamente o direito de pensar e de opinar. Não precisamos de polícia em todos os lugares, precisamos da polícia ocupando o seu lugar na sociedade. E qual é o lugar da polícia numa sociedade autônoma? Bem, penso que este é o grande lance! De repente compreendermos que não há lugar para essa polícia numa sociedade autônoma. De repente, chegarmos a conclusão de que nào precisamos mais manter esse batalhão de homens armados, para violarem direitos civis. É como diziam, ou melhor cantavam os Titãs: "Polícia para quem precisa… Quem precisa de polícia?"

Cristiano

11 de novembro de 2011 às 17h29

O texto considera violência o fato de a PM ter utilizado um número muito grande de soldados na desocupação. O que há de errado e truculento nisso? Por acaso o objetivo era medir forças com os invasores? Seria melhor um militar para cada estudante? Que bobagem… Além disso, considera mero detalhe o fato de a manifestação NÃO ter sido aprovada na assembléia!
Até agora, nenhum "defensor" dos estudantes apresentou um argumento decente que justifique uma demanda tão absurda como a dos alunos. Afinal, porque a USP deveria ser uma ilha onde a força policial do Estado não pode ter acesso? O assunto da maconha não merece nem comentários.
Que canseira…

Responder

    cronopio

    11 de novembro de 2011 às 18h23

    Nós repudiamos uma polícia política, incompatível com o Estado Democrático de Direito. Além disso, repudiamos a própria existência de uma polícia militar que ostenta em seu emblema uma estrele em homenagem à ditadura, a que chamam "revolução de março de 64". Como se não bastasse, a USP é a única universidade não militar do mundo onde há a presença de uma polícia militar.A PM não deve apenas sair da USP, deve sair do mundo, porque existência de uma polícia militar dentro de um regime militar é um contrassenso. Os militares destruíram a reitoria, chamaram rojões de bombas incendiárias e garrafas vazias de coquetéis molotov (sendo que os alunos nem possuíam gasolina, então colocaram tiras de pano em garrafas vazias), despejaram lixo sobre as camas (quem acreditaria que os alunos virassem o lixo sobre a própria cama em que dormiam), torturaram uma estudante, que ficou amarrada em uma sala durante uma hora, os que estavam de fora só ouviam os gritos). Se você quer defender a PM, pelo menos seja coerente e defenda também a ditadura, ou melhor, chame-a de "revolução de março 64", como os PMs fazem.

    Roberto

    12 de novembro de 2011 às 22h39

    A PM é sim compatível com o Estado democrático de direito. O que não o é, é um governo que insiste em tirar quase a metade da renda da população em imposto sem devolver um serviço público minimamente competente. A PM não colocou meias ou enforcou ninguém. Se você ainda vive em 64, meus pêsames. Acorda pra realidade atual. O comunismo acabou justamente porque os líderes viviam tomando coca-cola e comendo caviar enquanto a população tomava água contaminada e comia lixo. Se você quer um país assim saia da internet, venda seu carro e seu computador, doe tudo pro Governo e vá ser feliz em Cuba.

    cronopio

    13 de novembro de 2011 às 16h27

    Desculpe, mas seu comentário demonstra que você não tem nem mesmo a remota idéia do que seja o Estado Democrático de Direito, incompatível, "per se", com uma polícia política. Isso nada tem a ver com comunismo ou com outros tipos de regimes totalitários que você parece ter se esforçado em descrever. Impressiona-me esse tipo de atitude associativa que não faz a menor questão de coerência na argumentação. Segundo o relato dos repórteres que estavam no local, uma garota foi amarrada a uma cadeira pelos policiais que a assistiram tendo uma crise de asma por cerca de trinta minutos. Os policiais que a torturaram não portavam identificações e faziam ameaças constantes contra a integridade física da aluna. Aqui mesmo no Viomundo há uma materia feita por uma jornalista que assistiu a tudo de perto. A propósito, quem vem ingerindo lixo diariamente são os leitores e espectadores do PIG, cuja sede de poder lembra um órgão de produção de informação stalinista. Você provavelmente é mais inteligente do que seu comentário, esforce-se um pouco e conseguirá formular melhor suas opiniões. Ah, e tente, ainda que seja difícil, ficar longe de preconceitos e coloque menos paixão no debate. Releia o texto, tome um café, as coisas ficarão mais claras. Grato.

    Antonio Nonato

    11 de novembro de 2011 às 18h30

    Cansou?
    Tem um movimento que eu posso recomendar a você.

    joão33

    11 de novembro de 2011 às 18h39

    cristiano , aconteceu muita coisa de errado e truculento na ação da policia militar , eles são os maiores transgressores de leis , não é bobagem não ,talvez um dia voçe sinta na pele o que é isto , argumento decente há muitos , o reitor age sem transparência nenhuma , aparelhando a usp e excluindo os demais , faz igual bandidos que intimidam uma populaçao para satisfazer seus interresses escusos , nomeações irregulares , direcionamento de verbas sem transparencia , por enquanto tem o tapete de 32,000 reais com dinheiro público , mas com uma bôa auditoria aparecerá coisas do arco da velha .

    yacov

    12 de novembro de 2011 às 15h02

    A menina cançou!! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK….. Vai pescar mané!!

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

    marcosomag

    12 de novembro de 2011 às 15h54

    A desproporção de forças não foi gratuita. Buscou esmagar o moral dos ocupantes. Mas, qualquer pessoa que passou pela Ditadura sabe desmontar esta armadilha besta da repressão. Os estudantes devem ter em mente que quanto maior o aparato repressivo, maior a fraqueza moral da repressão. Devem olhar os policiais nos olhos, mostrando sua superioridade moral em relação à PM. No cárcere, devem exercer atividades que deixem corpo e mente alertas, e que melhoram a auto-estima. Leitura, debates em grupos, exercícios físicos. O ambiente da Academia é incompatível com a presença de forças de coerção. Desde a Grécia antiga sabem disso.

dukrai

11 de novembro de 2011 às 17h06

"Que fique claro: os alunos que decidiram ocupar a reitoria estavam errados, pois a ação não contava com a legitimidade da assembleia"
tá na hora da direção do ME fazer uma autocrítica e admitir que foram atropelados por uma ação pacífica de desobediência civil e assembleística rs na ocupação da reitoria. A mesma coisa fizeram Os Três Maconheiros, que tavam enrolando o seu baseadinho, isto também não pode e nem foi aprovado pela assembléia.
O que importa na análise política posterior à ocupação da reitoria é se deu resultados positivos e avanços democráticos. Já existe um ganho político de saída pela mobilização geral, declaração de greve pelos estudantes, colocação no centro do movimento a saída da PM do campus e o enfrentamento do autoritarismo capitaneado pelo reiThor joão roda dura.
O geraldinho opusdei faturou politicamente com a ação espetacularizada pela mídia da repressão é fato, discutível é o tamanho do sucesso. A velha mídia está aí batendo dia sim, dia também, em qualquer coisa com cheiro de povo. Os tucanos paulistas estão aí batendo dia sim, dia também, em professor ou aluno. Somando a pancadaria da velha mídia e dos tucanos, qual é o lucro político e eleitoral?

Responder

    cronopio

    11 de novembro de 2011 às 18h35

    Caro Dukcrai, não se deixe levar pela retórica do PIG. Eu também acho que a atitude dos alunos foi equivocada, mas ela foi legítima! O DCE se retirou da assembléia quando percebeu que iria perder a votação, tentou encerrar a assembléia,o que não tinha autoridade para fazer, e depois deu no que deu. Agora, o Rodas é um entulho da ditadura e o braço armado do ilustríssimo governador. Eu entrei na USP em 2001 e nunca vi nada parecido com o que está acontecendo lá agora.Temos uma polícia política agindo a pleno vapor, perseguindo estudantes e funcionários, vigiando quem participa do ME. Repressão da braba. Os três maconheiros não têm nada a ver com o que está acontecendo, são mero bode expiatório. O fato é: a coisa ia explodir de qualquer maneira, havia muita tensão no ar. A USP é a única universidade não militar do mundo com a presença de uma polícia militar (isso sem falar da polícia política) e todo mundo acha isso natural? Os estudantes estão aí para isso mesmo, para derrubar essa estrutura velha, decrépita, centralizadora, castrante. Você viu aqueles quadros pendurados na parede da reitoria? O que aquilo, só tinha múmia, tinha até retrato de reitor da ditadura. Os estudantes estão aí para renovar, para democratizar a USP. Nós temos que apoiá-los irrestritamente. Quem tem de fazer autocrítica é esse reitor colaboracionista, ditatorial, careta. A manifestação de ontem reuniu milhares de pessoas. Contra o Rodas, despertados do seu sono dogmático, insurgiram-se também os professores e funcionários,Acorde, camarada! Viva os estudantes!

    Roberto

    12 de novembro de 2011 às 22h54

    "careta", "colaboracionista", "PIG", "repressão", "camarada"etc… Até parece que vivemos num estado em que o governo está em cheque pelos rastafaris cubanos. Acorda, filho. Você é massa de manobra de um partidozinho de esquerda cuja ideologia não se sustentou onde foi instaurada, porque os líderes eram mais corruptos que o Nicolau dos Santos Neves e tão autoritários quanto Hitler (que também pertenceu ao PT alemão). A polícia brasileira, em especial a paulista, é íntegra e corre atrás de bandidos. Esse sonho de ditadura e perseguição política só existe nessas mentes fracas desses universitários desmiolados. Ridículo, deviam deixar a USP pra quem quer estudar e fazer dela, como vem acontecendo, uma das melhores universidades do mundo. Fora esse movimento estudantil burro e alienado da realidade. Fora esse povinho que quer um estado autoritário, dizendo como devemos pensar e agir, roubando o salário do povo e enchendo meias e cuecas! Aliás saia da internet, coisa capitalista e ianque, né?

    cronopio

    13 de novembro de 2011 às 16h12

    A polícia de São Paulo é íntegra? então o que será que eles vêm buscar toda semana na boca de fumo aqui perto de casa? Ah, as Polianas desse meu Brasil…

    cronopio

    20 de novembro de 2011 às 15h04

    Roberto, acredito que você seja mais inteligente do que seu comentário. Acho que você sabe que o PT não tem corus no movimento estudantil da USP, né? Acho que você sabe quem redigiu o estatuto da USP, né? Sabe quando o estatuto foi redigido, também? Certamente conhece também a trajetória do reitor João Grandino Rodas, não é mesmo? Tenho certeza de que você procuraria informar-se a respeito antes de ofender seu interlocutor, não é? Então peço encarecidamente que abandone o estilo paranóico-fascista e use sua arrogada inteligência. Peço também que faça uso, em suas argumentações, das informações que certamente possui em relação a USP e ao movimento estudantil, caso contrário você pode transmitir a impressão de que é apenas mais um babaca pequeno-burguês ignorante ressentido com a ascensão da nova classe "C".Certamente não é esse o caso, mas peço que, futuramente, tome os cuidados que lhe indiquei. A propósito, nós dois sabemos que a internet é um espaço democrático e inovador de transmissão de informações que ameaça alguns pilares do capitalismo contemporâneo como a propriedade intelectual. MAs você certamente já sabe disso…

    lizzy

    19 de novembro de 2011 às 14h10

    Parabéns pela argumentação, assim as pessoas param de acreditar só o que está na mídia.

    FrancoAtirador

    11 de novembro de 2011 às 19h05

    .
    .
    É isso aí, Dukrai !

    Assino embaixo.

    Não fosse a coragem dos 70 que enfrentaram todo o sistema,

    arriscando a própria vida, diante da ameaça da violência policial,

    e não estaríamos mais discutindo a questão política, de fundo,

    que envolve essa intromissão direta da PM no ambiente acadêmico

    e nos espaços cidadãos destinados à livre expressão do pensamento.

    Um abraço libertário.
    .
    .

    Roberto

    12 de novembro de 2011 às 22h57

    HAHAHA! Ameaça sofre quem quer estudar da parte desse piqueteiros picaretas, sonhadores de um estado autoritário que visa encurralar a vida e pensamento de todos. Nenhum PM calou a boca de um mísero "estudante". Logo se vê que quem é impositivo nessa estória da carochinha é esse movimento débil e atrasado quase 50 anos.

    Lu_Witovisk

    11 de novembro de 2011 às 19h53

    Falou tudo!!

    Gerson Carneiro

    12 de novembro de 2011 às 18h56

    gostei da análise.
    esse é o ócrinho que eu conheço.

    Cenossaum

    12 de novembro de 2011 às 21h22

    Os mais de trezentos estudantes que votaram pela ocupação da reitoria (depois de perder por cerca de 600 a 500 a votação pela desocupação da FFLCH) mostraram pela prática que estavam certos em não recuar no movimento que começou na defesa dos 03 presos do dia 27.
    Pode se dizer que a ocupação da reitoria foi carente de respaldo assembleístico e da direção do movimento (diretoria do DCE), mas ilegítima não e equivocada menos ainda.
    Em relação a fatura política do governo acho que é nula. Os que são favoráveis a repressão aos movimentos sociais já admiram a palmatória do professor de democracia, é bom a gente puxar a corda pra fazer a máscara dele cair.

    Mário SF Alves

    13 de novembro de 2011 às 08h15

    É isso, Duka. Mesmo porque Universidade é, por excelência, a sede do exercício do livre arbítrio, o mais forte pilar do construção do caráter e base do conhecimento.
    E, recordando palestra recente proferida pelo Frei Leonardo Boff: o que realmente precisamos é de pão e beleza!


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