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Dilma: Termos da “delação implorada” de Palocci, que foi para casa com R$ 45 mi, devem se tornar públicos
Foto Facebook da Dilma
Política

Dilma: Termos da “delação implorada” de Palocci, que foi para casa com R$ 45 mi, devem se tornar públicos


29/11/2018 - 20h30

Dilma repudia mentiras de Palocci

Do Dilma.com

A Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff repudia as mentiras declaradas pelo senhor Antônio Palocci, que obteve prisão domiciliar promovendo inverdades (ver texto abaixo).

Em 21 de junho, o desembargador João Pedro Gebran Neto, do TRF-4, já havia sentenciado que não cabia o exame detido do conteúdo das declarações prestadas pelo senhor Palocci.

E sentenciou: “Tampouco o momento da homologação é adequado para aferir a idoneidade dos depoimentos dos colaboradores”.

Desde abril, a imprensa noticia as inverdades do senhor Palocci, em sua busca desesperada pela liberdade, agora convertida em prisão domiciliar.

Às vésperas das eleições, divulgou-se nova onda de mentiras, sem que nenhuma prova tivesse sido apresentada.

É importante que os termos da delação implorada do senhor Palocci, enfim, venham a público para que suspeitas possam ser rebatidas com a força da verdade.

Dilma Rousseff estará sempre do lado da justiça para que a verdade prevaleça. A ânsia do senhor Palocci de sair da prisão não legitima suas mentiras e artimanhas.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF

Reprodução de vídeo

Após acusar Lula, sem provas, Palocci vai para casa com R$ 45 milhões

Desembargadores do TRF-4 João Pedro Gebran Neto e Leandro Paulsen decidiram que Palocci deverá cumprir pena em regime semiaberto domiciliar

Do PT.com

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região resolveu premiar, nesta quarta-feira (28), Antonio Palocci por participar das farsas jurídicas contra o ex-presidente e concedeu a ele uma redução de pena e o direito de cumpri-la em casa.

Como se não bastasse recompensar Palocci por uma delação premiada sem provas e rejeitada pelo Ministério Público Federal (MPF), o TRF-4 vai permitir ainda que ele fique com R$ 45 milhões.

Por dois votos a um, os desembargadores João Pedro Gebran Neto e Leandro Paulsen, responsáveis por tirar Lula das Eleições, decidiram que Palocci deverá cumprir pena em regime semiaberto domiciliar.

O ex-ministro teve redução de dois terços da pena de 12 anos e terá que pagar multa de R$ 35 milhões.

Como a Lava Jato encontrou um patrimônio de pelo menos R$ 80 milhões, Palocci sairá livre com R$ 45 milhões nos bolsos.

Ele está preso desde o dia 26 de setembro de 2016, na semana antes do primeiro turno da eleição municipal.

Palocci ‘promoveu’ uma guerra entre MPF e PF

Após quase um ano preso, em 6 de setembro de 2017, Palocci começou a buscar por um acordo de delação e fez um depoimento baseado em mentiras absurdas – em que cita reuniões com Lula que jamais existiram, na época que o ex-presidente se tratava do câncer – para Sérgio Moro.

O ex-ministro não apresentou uma prova sequer das acusações.

De lá para cá, ele se tornou o pivô de uma verdadeira guerra de egos entre os procuradores do Ministério Público Federal e a Polícia Federal.

Em abril de 2017, delegado da PF Filipe Hille Pace reclamou que o MPF fechou acordos de colaboração premiada, que incriminavam Palocci, com Paulo Roberto Costa (ex-diretor de Abastecimento da Petrobras), o doleiro Alberto Youssef e o operador de propinas do PMDB, Fernando Baiano, sem apresentar provas.

O procurador da Lava Jato Carlos Fernando Lima, por sua vez, explicou em detalhes, durante entrevista à Folha de S. Paulo no final de julho deste ano, que a delação de Palocci, na opinião do MPF, não era válida por falta de provas.

Mais do que isso, ele indicou que a Polícia Federal firmou o acordo apenas para provar que tinha poder para tanto.

“Qual era a expectativa? De algo, como diz a mídia, do fim do mundo. Está mais para o acordo do fim da picada. Demoramos meses negociando. Não tinha provas suficientes. Não tinha bons caminhos investigativos. Eu acho que a PF fez esse acordo para provar que tinha poder de fazer”, disse Lima à Folha de S. Paulo.

Prisão domiciliar de Palocci e a criminalização do PT

Mesmo sem apresentar nenhuma prova, a delação premiada de Palocci virou espetáculo na imprensa nacional. Com claro intuito de atingir Lula e o PT, trechos do acordo foram vazados e todos eles têm em comum a característica de criar histórias grandiloquentes e genéricas, geralmente com termos para ocupar manchetes como “pacto de sangue”.

Os jornais, inclusive, exploraram valores vagos sem comprovação documental, detalhes ou outras provas.

Em outras palavras, a concessão da prisão domiciliar à Palocci é um pagamento pela continuidade do discurso e manchetes de jornais para seguir perseguindo e criminalizando Lula e o PT ao longo do governo Bolsonaro, com Moro de ministro da Justiça.

Acordo de Palocci reforça entreguismo da Petrobras

A acusação de Palocci busca, sobretudo, criminalizar, sem apresentar nenhum prova, a política de conteúdo nacional de sondas e plataformas de petróleo.

Tal diretriz foi definida muito antes da descoberta das reservas do Pré-sal e se tratava de um compromisso público de Lula ainda na campanha de 2002.

Na ocasião, o ex-presidente gravou um vídeo em Angra dos Reis contra a encomenda pela Petrobras de plataformas de Cingapura.

Ao longo de seus governos, a Petrobras investiu diretamente na indústria nacional de petróleo e gás o que gerou milhares de empregos em cidades como Rio Grande (RS), Angra dos Reis (RJ), Niterói (RJ) e Jaboatão dos Guararapes (PE).

Após o golpe de 2016, a Petrobras irá encomendar, até 2022, 13 sondas para o pré-sal em um gasto de R$ 35 bilhões, que poderiam estar sendo investidos no Brasil e gerando empregos. Tudo será importado da Ásia.

No Plenário, Gleisi Hoffmann desmentiu cada uma das mentiras de Palocci

A presidenta nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann desmontou cada uma das mentiras de Palocci, em pronunciamento no Plenário do Senado, nesta terça-feira (27).

A presidenta lembrou que nenhum dos delatores da Odebrecht disse que colocou R$ 300 milhões à disposição de Lula após o fim de seu primeiro mandato.

Gleisi destacou ainda que o próprio Emilio Odebrecht disse que jamais falou sobre dinheiro com Lula.

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2 comentários

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Zé Maria

29 de novembro de 2018 às 22h13

Em artigo intitulado “Moro num país tropical”, na Folha (https://www1.folha.uol.com.br/colunas/janiodefreitas/2018/11/moro-num-pais-tropical.shtml), Janio de Freitas aborda, com acidez, o cenário montado para que Sergio Moro fosse alçado a político, depois de negar, num caminhar célere rumo ao STF. O articulista demonstra esta intenção quando atos do judiciário vão de encontro ao desejo do ex-magistrado.

Primeiro a “torrente de acusações judiciais que, num passe de mágica, voltam a cair sobre Lula, Dilma e mesmo Fernando Haddad, que se chocam com o presente antecipado de libertação do delator Antonio Palocci, já que não teve êxito algum na função extrajudicial”.
“Não logrou, com isso, apagar as ações anteriores para impedimento da candidatura de Lula e sua previsível vitória”.

Foi o próprio Moro que facilitou o fracasso da empreitada, quando renegou afirmativa de que jamais se tornaria político e aceitou participar do governo que ajudou a eleger. Com isso, não só desmoralizou seu passado de juiz, como tornou mais desprezível a imagem do futuro governo e do país, que cada vez mais está nas notícias pelo mundo, de forma nada aprazível.

E nos relega, de novo, a ser o país das originalidades musicais, carnavalescas, geográficas e, é claro, um país atrasado de um povo atrasado. E, para Janio, não há o que responder a isso.

Janio pergunta “onde, no mundo não atrasado, um juiz agiria assim? Onde, um juiz faria dezenas de conduções coercitivas ilegais, prisões como coação ilegal a depoentes, gravações ilegais de acusados, parentes e advogados, divulgação ilegal dessas gravações, excesso ilegal de duração de prisões, e sua impunidade permanecesse acobertada por conivência ou medo das instâncias judiciais superiores?”. E evidenciam uma conduta mais afeita a ditadura, travestida em regime de Constituição democrática.

E vai mais longe. Afirma que, no mundo não atrasado, não existe um juiz que pusesse na cadeia o líder da disputa eleitoral e provável futuro presidente, e, ato contínuo, deixasse a magistratura para ser ministro do eleito na ausência do favorito.

Evidencia que “o juiz italiano da Mãos Limpas só se tornou político um ano e meio depois de sua decisão de deixar a magistratura”.
Enquanto “Moro colocou o país na liderança do subdesenvolvimento tropical, onde Justiça se iguala à moradia, à saúde, à educação e outros bens de luxo”.

“São muitas as corrupções”, diz Janio, “a financeira, a política, a sexual, ou a corrupção do poder das leis por interesses políticos ou materiais. E combater uma somente não cria a inocência automática em outras”.

“A maneira mesma de combater a corrupção pode ser corrupção imaterial. Ao falar dessa variedade de antiética e imoralidades, no Brasil fala-se até do Supremo Tribunal Federal. A transação do seu presidente, Dias Toffoli, e do ministro Luiz Fux com Michel Temer, para um aumento em que os primeiros e maiores beneficiários são os ministros do STF, ajusta-se bem a diversos itens daquela variedade”, diz Janio.

“Sergio Moro é dado como futura nomeação de Bolsonaro para o Supremo. Muito compreensível”, finaliza ele.

https://t.co/ngA0KhZ7bI
https://twitter.com/luisnassif/status/1068121034589646849

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Netho

29 de novembro de 2018 às 21h52

A despeito da absoluta falta de credibilidade do alcaguete e do fato de pertencer ao “entourage” do núcleo lulo-petista desde o nascedouro da Era Lula, a ex-presidenta, com “a”, não está em situação diferente do ex-presidente Lula, sobretudo após terem rifado, sem misericórdia, o ex-general do PT Dirceu.
Dirceu nunca foi alcaguete.
O ex-prefeito de Ribeirão Preto mostrou-se um super alcaguete de primeira hora.
Dilma não explicou até hoje o encontro – que ela sempre negou embora houvesse ocorrido -, como Lina Maria Vieira, a ex-secretária da Receita Federal.

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