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Cartas de Minas
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Unifesp alerta para a criminalização do trabalho científico; na próxima quinta, ato de apoio

23 de fevereiro de 2018 às 17h49

Da Redação

Preocupação misturada com indignação.

É com  esse sentimento que a comunidade acadêmica da Escola Paulista de Medicina -Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp) recebeu a notícia de que professor Elisaldo Carlini, 88 anos, foi intimado a depor nessa quarta-feira (21/02) à  polícia de São Paulo sob a acusação de “apologia ao crime”.

Considerado a maior autoridade científica em drogas no Brasil, o professor Carlini é um dos especialistas mais respeitados internacionalmente na sua área.

Em nota (na íntegra, ao final), a Unifesp  diz:

Carlini vem sendo criminalizado em função de sua pesquisa sobre drogas medicinais à base de cannabis sativa, pela qual é internacionalmente reconhecido… 

(…)

A universidade reforça o seu apoio ao profissional e defende a democracia, em um momento no qual as universidades públicas, que desenvolvem pesquisa de qualidade, lutam para continuar realizando ciência e formação, além de projetos sociais.

Sendo assim, torna-se ainda mais importante defender a vida e a obra do Prof. Elisaldo Carlini.

Também é fundamental defender a importância do desenvolvimento científico, sem o qual não se pode conquistar a evolução para a condição humana.

(…)

Doutor honoris causa de inúmeras universidades e instituições dentro e fora do país, Carlini (…) continua ativamente debruçado em suas pesquisas experimentais, bem como na formação de doutores nessa área.

Sua carreira e sua trajetória como intelectual e cientista demonstram claramente que o Prof. Carlini vive uma vida acadêmica em dedicação exclusiva.

Em outra nota (também, na íntegra, ao final), colegas de departamento salientam:

Como professores e pesquisadores não podemos aceitar qualquer forma de constrangimento à liberdade e à autonomia necessária para a realização do trabalho acadêmico-­científico.

Na próxima quinta-feira (01/03), ao meio dia, haverá na Unifesp um ato de apoio ao professor Carlini.

Nota da Unifesp sobre Prof. Elisaldo Carlini 

São Paulo, 23 de fevereiro de 2018 – A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) manifesta a sua preocupação com as recentes acusações feitas a Elisaldo Carlini, professor emérito da universidade e da Escola Paulista de Medicina (EPM), sendo um dos pioneiros da
Farmacologia do nosso país.

Carlini vem sendo criminalizado em função de sua pesquisa sobre drogas medicinais à base de cannabis sativa, pela qual é internacionalmente reconhecido, e foi intimado a depor à polícia de São Paulo na quarta-feira (21), sob a inaceitável acusação de fazer apologia ao crime, devido à sua pesquisa.

A universidade reforça o seu apoio ao profissional e defende a democracia, em um momento no qual as universidades públicas, que desenvolvem pesquisa de qualidade, lutam para continuar realizando ciência e formação, além de projetos sociais.

Sendo assim, torna-se ainda mais importante defender a vida e a obra do Prof. Elisaldo Carlini. Também é fundamental defender a importância do desenvolvimento científico, sem o qual não se pode conquistar a evolução para a condição humana.

O Prof. Elisaldo Carlini formou-se em Medicina pela Escola Paulista de Medicina em 1956 e é um dos maiores especialistas em entorpecentes do Brasil, e um dos mais respeitados internacionalmente, tendo estudado os efeitos da maconha e de outras drogas em nível experimental durante toda sua vida profissional.

Ao longo dos seus 88 anos, foi condecorado duas vezes pela Presidência da República por seu trabalho como pesquisador, citado 12 mil vezes em pesquisas científicas nacionais e internacionais. Foi presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ex-membro do Conselho Econômico Social das Nações Unidas (ECOSOC/ONU).

Doutor honoris causa de inúmeras universidades e instituições dentro e fora do país, Carlini também é diretor do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), está no sétimo mandato como membro do Expert Advisory Panel on Drug Dependence and Alcohol Problems, da Organização Mundial da Saúde (OMS), e continua ativamente debruçado em suas pesquisas experimentais, bem como na formação de doutores nessa área.

Sua carreira e sua trajetória como intelectual e cientista demonstram claramente que o Prof. Carlini vive uma vida acadêmica em dedicação exclusiva.

Universidade Federal de São Paulo – Unifesp

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