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André Barrocal: A chuva e a primeira polêmica de 2012


07/01/2012 - 09h00

Política| 07/01/2012 | Copyleft

Águas da chuva trazem primeira (falsa?) polêmica política em 2012

Um ministro bairrista no repasse de verbas contra enchente. Dilma disposta a enquadrá-lo com uma interventora. PT endossando denúncia de ONG de oposição e condenando um histórico aliado. Nas cordas, um PSB presidido por político com ambições em 2014 e à frente do estado beneficiado pelo bairrismo. Pronto, eis a polêmica. Mas os fatos parecem não sustentá-la.

André Barrocal, na Carta Maior

BRASÍLIA – Mais um ano começa com tragédias provocadas pelas chuvas que marcam esta época. O principal palco dos estragos até agora é Minas Gerais, onde pessoas morreram e uma centena de municípios já decretou situação de emergência. Os governos federal e estadual correm para socorrer vítimas, acolher desabrigados, liberar dinheiro, planejar a recuperação do destruído.

Ao mesmo tempo em que causa problemas concretos no mundo real, as chuvas também produziram consequências não muito longe de Minas, mas num mundo mais virtual, a política. Nascido na capital brasileira, o “aguaceiro” espraiou-se pelo país por meio de TVs, rádios, jornais, blogs da internet na forma de uma polêmica que talvez não mereça o adjetivo.

O motivo foi a suposta preferência explícita do ministro responsável pelo gasto de recursos federais destinados a prevenir enchentes por aplicá-los em seu estado de origem. Por trás da predileção de Fernando Bezerra por Pernambuco, estaria um interesse político de quem estaria de olho em uma candidatura a prefeito de Recife em outubro.

A tese de gestão eleitoreira de Bezerra foi sustentada com base na seguinte informação: de R$ 29 milhões em dinheiro liberado pelo ministério da Integração Nacional para obras contra enchentes em 2011, R$ 25 milhões foram para Pernambuco.

A informação foi levantada primeiramente por uma ONG chamada Contas Abertas, especializada na vigilância do gasto público. A entidade é de um deputado federal, Augusto Carvalho (DF), que pertence a um partido adversário do governo Dilma Rousseff, o PPS. A informação foi repassada pela ONG para um grande jornal, que a publicou na última terça-feira (3).

No mesmo dia, uma das ministras mais próximas da presidenta, Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, abreviou as férias e voltou ao batente, por ordem da chefa, que só retomaria o trabalho nesta sexta (6). A entrada de Gleisi em cena foi vista pelo mundo político como uma intervenção presidencial na pasta do “politiqueiro” ministro Fernando Bezerra, que seria “enquadrado” a partir dali.

No dia seguinte, o secretário de Comunicação do PT, deputado federal André Vargas (PR), daria uma declaração a um jornal do estado dele, chamando de “equívoco” o “privilégio” dado por Bezerra, que é do PSB, ao próprio estado na liberação de recursos. E garantindo que “a presidente Dilma não concorda com esse tipo de gestão.”

Um ministro sem atitude republicana, como se viu em números. Uma presidenta irritada e disposta a enquadrar o auxiliar, por meio de uma interventora. O partido dela fazendo coro à denúncia de uma ONG de oposição e condenando em público um aliado histórico do PT, o PSB. Aliado que é presidido por um político em ascensão, Eduardo Campos, que vê as eleições presidenciais de 2014 com certas ambições e que é, justamente, governador de Pernbambuco. Pronto, estava criada a polêmica.

Mas, será que haveria mesmo motivo para uma? Na última quarta-feira (4), o ministro acusado de bairrismo convocou a imprensa para dar explicações. E, pelos dados que apresentou na entrevista, talvez mereça crítica mais por dificuldade de gastar todo o dinheiro que tinha à disposição, do que por privilegiar o próprio estado.

Em 2011, a Integração tinha R$ 366 milhões para investir em prevenção de enchentes. Empenhou, primeiro ato de um gasto público, 70% — mais de R$ 100 milhões não foram usados. E pagou de fato só R$ 29 milhões.

Destes pagamentos realizados, 90% foram mesmo para Pernambuco. Mas, disse o ministro, porque o estado tinha sido quem mais pedira verba federal depois que, em 2010, passou por uma das maiores tragédias causadas por chuvas na história brasileira, com mais de 18 mil famílias atingidas.

Aquela tragédia levara o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, a fazer um acordo com Dilma Rousseff para construir diversas barragens no estado, ao custo de R$ 600 milhões, de forma rateada com o governo federal. Era um dos estados com projetos em estágio mais avançado de elaboração e em mais condições de efetivamente receber dinheiro federal.

Segundo Fernando Bezerra, o que também mostra que não houve bairrismo no ministério, é a análise do resto do orçamento. No ano passado, as ações posteriores a enchentes — socorro a pessoas com alimentos e remédios ou reconstrução de estradas, por exemplo — , tiveram empenho de R$ 910 milhões por parte do ministério. Só a metade foi paga.

Do total empenhado, quem mais recebeu recursos foi o estado do Rio de Janeiro, grande vítima de enchentes em sua região serrana no início de 2011, com cerca de 20%. Depois, Santa Catarina, que passou por um grande estrago em 2008. Pernambuco, que sofreu em 2010, foi o terceiro.

Mas não bastava ao ministro explicar que não havia “bairrismo”. O mundo polític em Brasília ainda exigira que algumas arestas fossem aparadas em meio à “polêmica”.

No mesmo dia da entrevista de Bezerra, Gleisi Hoffmann distribuiu nota à imprensa para desmentir a tese de que era “interventora”. Disse a ministra: “Esclareço que não recebi por parte da presidenta da República nenhuma orientação ou determinação para intervir na execução orçamentária do Ministério da Integração Nacional. O ministro Fernando Bezerra é e continua sendo responsável pela execução dos programas e projetos daquela Pasta. Qualquer informação fora deste contexto tem por objetivo disseminar intriga”.

O PT também precisava fazer sua parte para, depois que um membro graúdo do partido, o secretário de Comunicação, tinha colocado lenha na fogueira em que Fernando Bezerra ardia e alimentado a “intriga” citada por Gleisi. Nesta sexta-feira (6), o presidente do partido, Rui Falcão, também soltou nota para acalmar o PSB. “Para o PT, o episódio está encerrado e não abala nem um pouco as relações políticas com o seu aliado, o PSB.”

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37 comentários

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Jorge da SIlva

11 de julho de 2018 às 09h18

Isso é inaceitável, é o fim dos tempos mesmo, EU nunca vi uma coisa dessas.

Responder

Elaine

25 de junho de 2018 às 16h24

Isso é muito fora do normal, não quero acreditar em uma coisa dessas.

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Claudinei Santos

30 de maio de 2018 às 09h33

Isso só pode ser brincadeira, eu Claudinei nunca vi uma coisa dessas.

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anderson

25 de maio de 2015 às 16h03

este blog esta de parabens todos os dias acompanho as noticias que ele traz

Responder

    Atecnolar

    02 de junho de 2017 às 15h54

    Fim dos tempos! ou fim do Brasil?

O projeto de Kassab para o centro de SP e a Favela do Moinho | Viomundo - O que você não vê na mídia

09 de janeiro de 2012 às 17h47

[…] André Barrocal: A chuva e a primeira polêmica de 2012 […]

Responder

Guanabara

08 de janeiro de 2012 às 15h15

Sei do seguinte: ano passado, o estado mais atingido por chuvas foi RJ e SP. Só se dava notícias de "escândalos" do RJ (vide Angra), ignorava-se SP. Quando se falava de SP, a culpa era de São Pedro. No RJ, do governador. Esse ano, o bicho pegou em MG. CADÊ O AÉCIO?! Eu não vejo esse indivíduo que, por acaso, É GOVERNADOR DO ESTADO!!!! e simplesmente não dá uma declaração, NADA!

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Bertold

08 de janeiro de 2012 às 11h14

O articulista de C.C. quer o que? Passar a mão na cabeça do PSB, há muito tempo um partido com um pé na esquerda e outro maior ainda na direita. Outra coisa, quem tensionava o PSB para o lado do PT era o Miguel Arraes. Eduardo Campos é um malandro oportunista e seu partido caminha, ao que tudo indica, para alianças prioritárias com os demo-tucanos nas eleições municipais de 2012 e se articula com Aécio Neves contra Dilma e o PT em 2014. Se se derem mau, basta voltar para a base aliada depois. Ou eu tô inventando, me ajuda ai ô!

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leandro

08 de janeiro de 2012 às 07h03

Culpa do pig. Até a chuva é culpa do pig. Tinha uns manés aqui dizendo que o cancer da presidente da argentina era obra da CIA, agora outro exame diz que ela não tem cancer. O pig não libera verbas, só divulga o que descobre e isso dói nos corruptos de plantão.

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Maria

07 de janeiro de 2012 às 22h36

E ninguém notou a real razão do PIG. Desde que o Noblat fez uma crítica à presidenta Dilma pelo seu silêncio fiquei matutando sobre a volta das provocações. Até o Marcos Coimbra já falou sobre a estratégia da Dilma. O PIG não SU-POR-TA o silêncio da presidenta, mas não se incomoda com o silêncio do principal personagem do "Privataria Tucana", que vez ou outra é fotografado com mesma cara de paisagem de sempre. Só que tem uma diferença fundamental entre Dilma e Serra, Dilma governa e trabalha e Serra tem que responder pelas acusações que não são bolinhas não. A gente continua esperando, mas a CPI vai sair nem que seja no GRITO!,

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_Rorschach_

07 de janeiro de 2012 às 21h40

(desculpem a acentuacao, mas estou com problemas no teclado)

NAo vejo nada demais na conduta do Ministro.

Tudo faz parte de um estrategico projeto de longo prazo que os nescios insistem em nao ver…

Vejam so – enquanto Ministro, o baiano Geddel Vieira Lima favoreceu a Bahia que, imaginamos, nao mais sofrera com enchentes.

Agora, o insuspeito pernambucano Fernando Bezerra favorece Pernambuco que, apostamos, nao sofrera mais com cheias.

E assim vai…

Ano que vem sera nomeado um auspicioso Ministro Mineiro que favorecera MInas e assim por diante…

Ou seja, dentro de 25 anos, todos os Estados mais o DF estarao livres de catastrofes naturais de verao !!!!

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Luiz Fortaleza

07 de janeiro de 2012 às 19h37

A PIG, historicamente, é especialista em fabricar factoides e tentar dar golpes em governos que ela não apóia.

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Christian Schulz

07 de janeiro de 2012 às 18h57

Não se pautem pelo PiG.

O escândalo é a privataria. O "ministro da vez", desta vez, é cortina de fumaça.

Só um BNP Paribas já dá para fazer barragem anti-enchente de pérolas e diamantes.

O gráfico do orçamento (e a charge do Latuff!) são eloquentes: http://bit.ly/wSHFLE

O resto é conversa mole. O PiG fala qualquer coisa.

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    Rodrigo Leme

    08 de janeiro de 2012 às 00h37

    Então a privataria tucana é o escudo para ocultar qualquer desvio moral do petismo? interessante…

    FrancoAtirador

    08 de janeiro de 2012 às 15h21

    .
    .
    Denúncias vazias contra o governo federal é que servem de escudo

    para ocultar A PRIVATARIA TUCANA, documentada no livro do Amaury.

    A CPI DA PRIVATARIA desvendará o maior crime cometido contra o Brasil

    por uma dúzia de corruptos emplumados que assaltaram o Estado Brasileiro.
    .
    .

    Rodrigo Leme

    08 de janeiro de 2012 às 21h33

    Denúncias vazias é o que o indivíduo nomeia tudo aquilo que atinge seu time.

Yarus

07 de janeiro de 2012 às 17h54

"Minas Gerais descumpre promessas antienchente

O governo de Minas Gerais, Estado que já registra dez mortes pelas chuvas neste ano, não cumpriu promessas de 2011 para combater enchentes.

Em janeiro do ano passado, o governador Antonio Anastasia (PSDB) viajou para áreas alagadas em Pouso Alegre, Itajubá e Santa Rita do Sapucaí e prometeu barragens para os rios da região. Um ano depois, elas ainda não existem.

Em Pouso Alegre, uma das obras prometidas, um dique, está sendo concluída com recursos do PAC (da União) e da prefeitura. Não há dinheiro do Estado, diz o município.

A promessa de barragens já fora feita em 2007 pelo antecessor de Anastasia, Aécio Neves (PSDB), hoje senador.

Desde o início do período chuvoso, em outubro, 12 pessoas morreram em Minas -dez em janeiro. Ontem, um homem e uma mulher morreram soterrados numa casa em Governador Valadares.

Já em Belo Horizonte, o governo mineiro -com Aécio e Anastasia- investiu R$ 205 milhões em obras contra enchentes no ribeirão Arrudas.

O Estado põe recursos (12% do total) e administra a obra, financiada por União (75%), BH e Contagem (6% cada). http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1031235-mi

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Klaus

07 de janeiro de 2012 às 16h42

Quando Geddel era o Ministro da Integração, a Bahia recebia mais verbas; quando o Bezerra assumiu, Pernambuco. Coincidência que ambos tinham pretenções políticas vindouras.

"De acordo com uma reportagem do jornal O Globo, uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União afirmou que durante a gestão de Geddel Vieira Lima a frente do Ministro da Integração Social, o Estado da Bahia foi favorecido em relação a liberação de verbas destinadas à ações de prevenção a catástrofes. Entre 2004-2009, a Bahia recebeu R$133,2 milhões, equivalente a 37,25% do total de recursos liberados no período para ações de prevenção a desastres.[6]

De acordo com o candidato, no entanto, o maior montante de recursos destinados à Bahia ocorreu porque se trata do estado com maiores necessidades e um dos mais populosos do país."

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Cleverton_Silva

07 de janeiro de 2012 às 14h48

Diz Rui Falcão que o ocorrido está superado e "não abala as relações do PT com o PSB", e as do PSB em relação ao PT?… O PT também dá os seus tiros no pé. O fato é que o pig não tolera um montante de recursos indo em maior parte para um Estado nordestino, e aí blinda a incompetência de Cabral (defensor da ideia de que a privataria não foi danosa – será que ele diria o mesmo às vítimas dos bueiros-bomba da Light?) e do picolé de chuchu e S(F)erra em lidar com as enchentes.

Responder

FrancoAtirador

07 de janeiro de 2012 às 14h13

.
.
DESMONTE CIRÚRGICO: A FASE 1 DA ESTRATÉGIA DO MILLENIUM

Dos partidos da "base", que ocupam ministérios, o PSB era o único que faltava atacar.

PT-SP = Antonio Palocci (Casa Civil) = cota do PT de São Paulo

PR = Alfredo Nascimento (Transportes) = cota do PR

PMDB-SP = Wagner Rossi (Agricultura) = cota de Michel Temer

PMDB-MA = Pedro Novais (Turismo) = cota de José Sarney

PCdoB = Orlando Silva (Esporte) = cota do PCdoB

PDT = Carlos Lupi (Trabalho) = cota do PDT

PP = Mário Negromonte (Cidades) = cota do PP

PT-MG = Fernando Pimentel (Desenvolvimento Econômico) = cota do PT de Minas

PSB-PE = Fernando Bezerra (Integração Nacional) = cota de Eduardo Campos

Pode ser que ainda sobre uma estocada para Leônidas Cristino (PSB-CE), da cota de Ciro Gomes.

Mas também pode ser um da cota do PT do Paraná.

Aliás, Paulo Bernardo é do PT paranaense. Não seria má idéia, hein !?!
.
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Responder

    Cleber

    07 de janeiro de 2012 às 14h54

    Caríssimo, esse Bernardo sim precisa se lascar todo, para não sobrar restolho. Não faz nada e fica se escondendo com medo da Globo. A RBS o espera no Paraná, se é que ele ou a sua digníssima acham que poderão pegar o governo do estado.

    Elton Maravalhas

    07 de janeiro de 2012 às 18h52

    A RBS não atua no Paraná..

    heitor

    08 de janeiro de 2012 às 01h17

    Gleise é a esperança para o PR. Sair dos clãs dos requião, richas e dias. Um estado com tanto potencial ficar em marchar lenta por causa de governadores ultrapassados. São 30 anos de poderes dessas famílias. E o pior é que eleição a eleição só eles são candidatos.
    E tanto a Gleise e o Paulo Bernardo já foram acusados o ano passado mas como a maioria dos acusados as denuncias não se sustentam. A diferença é que principalmente a Gleise tem força política e eleitoral (requião e alvaro dias que o digam) para suportar essas denuncias.

    Rodrigo Leme

    08 de janeiro de 2012 às 00h38

    Foi uma estratégia tão bem feita que até os ministros colaboraram. Esse PIG é porreta, hein?

Antonio C.

07 de janeiro de 2012 às 13h14

Sinceramente, embora possa ser uma "teoria conspiratória", também acho plausível a minha tese. O que o PIG quer é colar a causa das enchentes que acontecem em qualquer região do país exclusivamente no Governo Federal, esvaziando de responsabilidade os Governos Estaduais e Federais. De quebra, Kassab e Alckmin não teriam que explicar os motivos pelos quais não investiram o dinheiro do orçamento de suas respectivas esferas.

Vejamos, por exemplo, o seguinte caso:
"No início do ano, Alckmin chegou a prometer R$ 558 milhões em investimentos na região metropolitana. Desses, R$ 355 milhões foram reservados para construção de piscinões, diques, e reservatórios nos municípios de São Paulo, Guarulhos, Santo André e Franco da Rocha. O governador chegou a garantir a entrega das obras para dezembro, no entanto, até o momento nenhuma delas foi iniciada. Atualmente, todas estão em processo de licitação ou de assinatura de contrato". Ver "Alckmin promete R$ 355 milhões em obras de combate a enchentes e não gasta nada" em http://simaopedro.com.br/alckmin-promete-r-355-mi….

Como também é possível ver em "Em 2011, Alckmin cortou R$ 3,5 bilhões em investimentos" na página http://ruifalcao.com.br/em-2011-alckmin-cortou-r-….

Quando ocorreram enchentes-monstro em na Capital paulista, o SPTV fez de conta que era espetáculo e esvaziou a questão…

Cada vez mais, a internet fica curiosa. Vejam só o post de uma desentupidora e digam se não existem dados extremamente relevantes: "O prefeito de São Paulo, o lixo e as enchentes" em http://fortalezadesentupidora.com/blog/prefeito-s…. Para um prefeito que considera importante a "questão técnica", uma empresa de desentupimento teria muito a dizer.

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José

07 de janeiro de 2012 às 13h00

A ONG Contas Abertas, do sr. Augusto Carvalho, do PPS, funciona no Distrito Federal. Mas, estranhamente, a vigilante ONG do Distrito Federal não vigiou a roubalheira promovida no Distrito Federal pelo governador-larápio José Roberto Arruda. Talvez porque o PPS fosse fiel aliado do governador-presidiário José Roberto Arruda. Ou mais talvez ainda porque o sr. Augusto Carvalho (vejam só!) fosse o titular da Secretaria da Saúde do governo Arruda — Secretaria da Saúde, diga-se de passagem, suspeita de repassar para a caixinha do PPS recursos subtraídos da saúde pública. Ou seja: o Estadão — o jornal da bandidagem — não perde o costume de recorrer a bandidos para dizer que bandidos são os outros.

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Márcio

07 de janeiro de 2012 às 12h54

Tava achando estranho mesmo que não fosse jogada nenhuma cortina de fumaça para se tentar encobrir os problemas causados pela chuva nos maiores estados da federação que são administrados pelo PSDB. Minas com varias pessoas morrendo, São Paulo a esta hora certamente já chegando em seu limite só com as poucas chuvas que já ocorreram por aqui, Parana e Santa Catarina (ex DEM) logo logo com problemas. Assim quando acontecer as tragédias pra lá de anunciadas nestes lugares é só botar a culpa no ministro da Dilma e culpa-la por não ter feito por completo a tal "faxina ética" tão propalada pelos paladinos da moral. Faxina esta que só será considerada concluída quando conseguirem arrancar a própria Dilma de onde ela foi democraticamente colocada.

Responder

Fabio SP

07 de janeiro de 2012 às 11h55

Fora que o ministro baiano anterior na pasta já tinha feito o mesmo com a Bahia…

Responder

edmar

07 de janeiro de 2012 às 11h37

Ñ entendo pq está preocupado c/ o q. a grobo tá dizendo. Querem fazer esquecer o PRIVATARIA e o roubo da AFUNDAÇÃO no Min. do Turismo. O q. interessa à Nação são esses assuntos, q. querem jogar p/ baixo do tapete. Quem viu as explicações do Ministro sabe q. quem ñ recebeu grana é q. ñ agiu: Sem projetos viáveis, ou obras licitadas ou feitas. Em Adm. Pública, o "RP", na tabela da Contas Abertas, é "restos a pagar" – valores empenh. num exercício e q. serão pagos nos subsequentes. 'RP Proessados' são os em q. os mat. ja foram entregues ou os serv. concluidos. 'RP Não processados' são os q.os objetos, mat./serv. ñ foram entregues. Na tabela da CA, vê-se que RP Porcessados (serviços entregues no ano anterior) é q. foram pagos em maior valor por obras em PE. E isso é o certo. Quem já fez o contratado recebe. Quem ñ fez espera. O resto é "GROBISSE" piguenta! Esqueçam!

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Lucas Villa

07 de janeiro de 2012 às 11h32

Vai ver que isso aqui também é "mentira do pig":

07/01/2012 – 06h11
Filho de ministro é campeão de emendas na pasta do pai

O ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) privilegiou seu filho, o deputado federal Fernando Coelho (PSB-PE), com o maior volume de liberação de emendas parlamentares de sua pasta em 2011, informa reportagem de Andreza Matais e Breno Costa, publicada na Folha deste sábado (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Coelho foi o único congressista que teve todo o dinheiro pedido empenhado (reservado no Orçamento para pagamento) pelo ministério (R$ 9,1 milhões), superando 219 colegas que também solicitaram recursos para obras da Integração.

Liberado em dezembro, o dinheiro solicitado pelo deputado irá para ações tocadas pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Paraíba), uma empresa pública presidida pelo seu tio, Clementino Coelho, irmão do ministro da Integração.

OUTRO LADO

Em nota, o ministério negou que o filho do ministro tenha sido favorecido. Segundo a pasta, outros deputados tiveram "emendas aprovadas em percentuais equivalentes".

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1031156-filho-

Responder

    Klaus

    07 de janeiro de 2012 às 16h42

    Cada enxada uma minhoca!!!!

    Fabio SP

    08 de janeiro de 2012 às 18h58

    desde quando o filho de um BEZERRO é um COELHO?!? Só no Brasil mesmo!!!

Lucas

07 de janeiro de 2012 às 11h21

A grande verdade é que a repercussão se dá apenas no meio político, tenho conversado com inúmeras pessoas de diferentes partidos e a constatação é que não esta se replicando na população. Boa parte das pessoas tem acesso a outros tipos de mídia e já conhece o roteiro. A grande mídia esta se desacreditando por que mostra os fatos sob apenas um prisma.

Responder

foo

07 de janeiro de 2012 às 09h49

Não importa se a denúncia tem sustentação ou não. O script já é conhecido.

A primeira denúncia foi a preferência no repasse de verbas. Como os dados começam a aparecer, começam a falar do filho do ministro. Mas poderia ter sido o contrário: alguém falaria do filho do ministro, e quando começasse a chegar a resposta, viria a denúncia da preferência no repasse.

O fato é que as denúncias (uma já explicada, outra por explicar) se somam, e criam a aparência de escândalo.

Mais um.

Responder

Wildner Arcanjo

07 de janeiro de 2012 às 09h36

É a brincadeira do "ministro da vez". O Governo teve chance de acabar com ela, agora… já rea!

Responder

Edson Augusto

07 de janeiro de 2012 às 09h36

Mesmo que todo esse blá blá blá tivesse algum fundamento, haveria essa repercussão se fosse um ministro paulista 'ajudando' São Paulo?

Responder

    Cleber

    07 de janeiro de 2012 às 15h01

    São Paulo? Vc está doido? Não se toca em São Paulo, são da casta superior. Até mesmo o Tribunal de Justiça de lá não tem nenhum bandido disfarçado atrás da toga, são impolutos, verdadeiros varões de Plutarco. Estão torturando dependentes químicos e não se toca no assunto na imprensa. Direitos Humanos? Esqueça isso, essa ONG de Direitos Humanos não funciona em SP. Lá é a borracha comendo solta na rua e nada se fala. Até mesmo a polícia apanha. Entenda uma coisa: pode investigar tudo, exceto a sede do fascismo brasileiro.


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