VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Scavone: Mídia aposta na desmoralização da política


21/06/2013 - 19h55

Foto: Marcelo Camargo/ABr

por Artur Scavone, especial o Viomundo

As cenas dessa quinta-feira, 20 de junho, mostraram a radicalização do movimento conjugada com sua vitória. A juventude que foi às ruas, a partir do chamamento do MPL, apoiada por todos setores da população, foi vitoriosa em praticamente todas as cidades onde as manifestações eclodiram. As comemorações, por outro lado, também mostraram que há muito mais tensões disputando o movimento do que as que aparecem à primeira vista.

Relatos de vários militantes mostram que as atividades de depredação, em muitos casos, foram sistemáticas. E é preciso dizer que a recusa de partidos que sempre estiveram ao lado do MPL, a exemplo do próprio PSTU ou Causa Operária, é uma mostra grave da despolitização do movimento. Que o PT tenha tido suas bandeiras derrubadas, é um triste fato absolutamente esperado. Não é preciso comentar.

Mas a derrubada das bandeiras partidárias somada à palavra de ordem “o povo unido não precisa de partido” não tem um sentido tão somente anarquista: esconde o resultado do bombardeio do PIG contra os políticos em geral, todos corruptos e corruptores, apostando na desmoralização da política e a criação de espaço para soluções à direita.

Todos sabemos que a explosão das massas enraivecidas com suas mazelas pode conduzir a muitas coisas, progressistas ou fascistas. Mas essa toada lacerdista da mídia é conhecida da nossa história, e está mostrando seus resultados agora.

Movimento de massas sem pauta de reivindicações não permite o diálogo, não abre espaço para a canalização das forças transformadoras para um rumo progressivo. Se os partidos à esquerda não estão conseguindo nem estão em condições de disputar os rumos do movimento, restará à mídia dar-lhe caminho. Uma perspectiva aterradora.

É preciso que se construa uma bandeira capaz de unificar os anseios diversos expressos de forma variada pelo movimento, e que seja capaz de canalizar as lutas para novos patamares. A reforma política, através de uma Constituinte exclusiva para esse fim, poderá cumprir esse papel, porque aglutina centralmente o descontentamento acumulado na história recente do país e abre uma perspectiva concreta de disputa organizada dos rumos políticos.

O único personagem público do mundo político nesta conjuntura, com condições e credibilidade para pedir o apoio das massas a uma medida transformadora, é a presidenta Dilma. Compete a ela fazer esse chamamento. Ou deixar que os os barões da mídias ocupem o espaço vazio.

Artur Scavone é jornalista e estudante de Filosofia na USP

Marco Weissheimer: Uma multidão sequestrada por fascistas

MPL sai das ruas para não ser confundido com extrema direita

Dilma rejeita os que pregam “democracia” sem partidos, promete receber manifestantes e foca nos temas do povão





23 comentários

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Malu

22 de junho de 2013 às 21h24

A alienação recomeçou via facebook, com curtiçoes e compartilhamentos absurdos…quase sempre direcionados ao gov. federal e ao congresso..onde entra o judiciário nessa história? Blindado! Hora de quem entende da engrenagem dos poderes fazer sua parte!

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marco

22 de junho de 2013 às 20h42

Sr.Scavone.Linda matéria.Parabéns.Tenho uma proposta para a imprensa brasileira e já que o sr. está tirando jornalismo,embora eu ache que este curso deveria insistir mais no substantivo que no adjetivo,no seu currículo,cuja proposta é a seguinte.Trocar dos 6y0 minutos da tão mal falada pela imprensa local,Hora do Brasil,no mínimo 40 minutos diários,por 10 minutos duas vezes por semana,em horário nobre das Tvs,afim de que os governos prestem conta aos seus cidadãos,de seus atos em defesa dos interésses da nação,para quem lhes deu outorga para representá-los,nos afazeres governamentais.

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Maria

22 de junho de 2013 às 19h54

Desde o ataque da mídia nas eleições de 2010, raramente compro jornal, mas raramente mesmo. A TV Globo não assisto mais. Mas, mesmo achando que os blogues progressistas sejam a melhor alternativa e ressalto ‘a melhor’, depois de uma chamada de atenção de uma pessoa conhecida, comecei a perguntar a pessoas de credibilidade (que não gostam da Globo nem da oposição), vi que era a única que era a favor da PEC 37. Ora, não li o texto do projeto de lei, li sim muitos textos prós e contra. Fiquei matutando se não tomei uma decisão por conta das manipulações do Gurgel e da Globo. A gente sabe que houve forte manipulação desses no caso do mensalão, de omissão e manipulação de provas, até invencionices jurídicas, isso por conta da PGR e do relator do processo. Mas, em compensação foi pelas investigações da PF e da polícia que soubemos do ‘outro lado da história’.Se a PEC 37 for vencedora, quem garante que não haverá algum dia interesse em prejudicar grupos investigados pela PF? Não foi justo a PF que ajudou ao Gilmar Mendes a derrubar o Lacerda na história dos grampos, que nunca foram comprovados, e o exilou em Portugal? Vou ter que ler esse texto.

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Edno Lima

22 de junho de 2013 às 19h45

É verdade, o articulista tem razão, foi a mídia, o maldito PIG, que com sua campanha desmoralizante contra os ´políticos que provocou a situação atual.Foi a mídia golpista que jogou 10 milhões de dólares da conta do Dudu Mendonça e botou a culpa no PT; foi a mídia golpista que colocou dinheiro nas cuecas do assessor do irmão do Genoíno e botou a culpa no PT; foi a mídia golpista que colocou dinheiro na mala do aloprados e mais uma vez jogou a culpa no colo do PT; foi a mídia golpista que deu o carro a Silvinho Land Rover para depois jogar na cara que ele era integrante do PT; foi a mídia golpita que disse: tranparência de mais e burrice e botou na boca de Delúbio; foi mídia golpista que botou a Rosimery Noronha ( a chefe do escritório da presidência em São Paulo que mandou falsificar um diploma para o marido)no Aerolula e inventou que ela amante do Lula;foi o a mídia golpista que assinou os contratos fajutos de empréstimos para o PT e jogou a culpa no partido;foi a mída golpista que de cerca de 4 milhões ao PTB, através do Roberto Jeferson e jogou na conta do PT; foi a mídia golpista que meteoricamente enriqueceu Polocci com consultorias e depois jogou na cara que ele era do PT; foi a mídia golpista que disse que no Congresso havia trezentos picaretas e depois disse que foi o Lula. Ahhhhhhhhhhhhhhh essa mídia golpista!!!

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Carlos Henrique Vianna

22 de junho de 2013 às 12h24

Artur, existe uma pauta de reivindicações os 5 pontos. Penso que entre os quais uma bem política, o repúdio à PEC 37.
Os barões da mídia sempre estiveram e continuam muito ativos na política brasileira desde
chateaubriand e Irineu Marinho. São um dado da equaação política brasileira. De nada serve ficarmos lamentando quão maquiavélicos e conservadores são.
O que é dramático é constatar que o ponto de agenda Reforma Política, anunciado já no discurso de posse da Dilma como uma das suas hiper prioridades >(as outras seriam a reforma fiscal e o fim dos muito miseráveis) é colocado na ordem do dia não por lideranças políticas progressistas e honestas (sim porque a honestidade pessoal já é um imenso divisor de água entre os políticos) mas por um movimento de massas no âmbito do qual os partidos políticos são repudiados.
Para o PT em particular, trata-se de uma derrota enorme, muito difícil de reverter, marcado como está com a pecha de mensaleiro. PT cuja direção nacional até ontem não tinha emitido uma posição oficial sobre os acontecimentos, provavelmente à espera do pronunciamento da presidenta.
A Dilma em seu pronunciamento não menciona a PEC 37. Aborda abstratamente a reforma política. Não mira suas baterias no conservadorismo e fisiologismo do poder legislativo.
PT e Dilma terão a coragem política de incitar os manifestantes contra este conservadorismo, estes deputados que estão em grande parte na base do governo? Acho que não.
Assim, não reclamem se o movimento for de alguma forma manipulado. Se a esquerda não se apresenta, as forças da direita ou simplesmente da indignação legítima e muitas vezes confusa é que condicionarão a pauta.
A questão da violência e vandalismos é mais complexa e merece uma reflexão mais aprofundada. A violência está no cotidiano do povo brasileiro. A violência é o cotidiano da ação policial, particularmente das PMs estaduais. A marginalidade, o roubo o tráfico são opções para parcelas importantes dos jovens das classes pobres ou miseráveis. O Estado brasileiro fracassou redondamente, ao longo de séculos e particularmente após o fim da ditadura militar, em assegurar um mínimo de segurança à população. Políticos e juízes deram a mão e foram financiados pelo jogo do bicho e o tráfico.
Ficam estes comentários para não nos alongarmos
Abração do companheiro de sempre
Carlos Henrique Vianna
P.S.Artur Scaavone é bem mas que um estudante de filosofia da USP.

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Carlos Lima

22 de junho de 2013 às 11h49

A GLOBO é filha do golpe e procura seu pai desesperadamente. Um conglomerado de comunicação que recebeu mais de 12 bilhões do estado em pouco mais de 12 anos, deve esta querendo mais. no acordão da ação 470 segundo blogs que leram o processo a GLOBO é citada que também recebeu empréstimos de Marcos Valério, que recebeu o famigerado BV Bônus de Valor é uma ciranda que se legal passa longe de ser ético e mais parece relações de corruptores e corruptos, esta na hora de uma lei que regulamente este troço nem que seja no financeiro e na responsabilidade das informações, esta na hora de uma agência reguladora para o setor de comunicação, não podem mais andarem acima do bem e do mau, como se fossem reis de um olho só em uma terra de cegos, A Globo tem suas virtudes e qualidades, más foi o maior câncer que carcumeu a democracia e a ética da nação brasileira, é oportunista e para seus resultados até tenta destruir uma nação desviando foco para ter dividendos. Quando a GLOBO se interessa por alguma coisa, tem dois motivos ou vai ganhar muito dinheiro ou é para destruir, informação passa longe é só o joguinho manjado num roteiro desde a época da ditadura. A Dilma não falou nisso, esses 12 bilhões se tivessem sido gasto em qualquer área era muito mais bem empregado, eu até colocaria o custo da copa na conta da GLOBO pois é o negócio lucrativo dela, o famigerado futebol, jogadores reclamarem com a fortuna que ganham e jogando em estádios Públicos é cume da dissimulação. Vamos abrir a caixa preta do futebol, pois muitos destes comentaristas esportivos, os profetas do acontecido, destroçavam críticas na demora da construção dos campos, agora destroçam porque os campos estão construidos, é assim não sabem nada sobre o processo dessas construções, falam o que ouvem de outros,agora além de saberem de tudo do futebol, sabem também de CREA, ORÇAMENTO DA UNIÃO e até de CRANFESDORES, aliás sabem o que é CANFESDORES? É nada, eu inventei essa palavra agora para justificar o que a maioria desses comentaristas sabem, ou seja, nada…nadica de nada..Haja ESPN para assistir e ainda por cima pagando. Cancelei…

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MPL sai das ruas para não ser confundido com extrema direita - Viomundo - O que você não vê na mídia

22 de junho de 2013 às 11h44

[…] Artur Scavone: Mídia aposta na desmoralização da política […]

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Francisco

22 de junho de 2013 às 09h38

Em resumo, se os Marinho tiverem piedade e forem bem ressarcidos, a democracia continua.

Se fizerem beicinho, saltamos para trás na História uns 70 anos.

Sou somente eu que acha isso um absurdo?

Duzentos milhões submetidos aos muxoxos de quinze famílias?

O Brasil precisa de umas oito ou dez Rede Globos espalhadas pelo território nacional, para competirem entre si, denunciarem os dois lados e darem possibilidade (e necessidade) dos governantes locais dialogarem com os governados.

“Buzu” não é o fim. “Buzu” é o meio.

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Samir

22 de junho de 2013 às 08h41

A desmoralização do PT foi a gota dágua para a desmoralização da política. Antes Lula dizia que havia 40 ladrões no Congresso…

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Alex

22 de junho de 2013 às 08h37

Faz uma coisa: comece a criticar o que está errado na política – ESQUEÇA A MÍDIA!
Você acha certo que os deputados e senadores brasileiros sejam os que GANHAM MAIS NO MUNDO INTEIRO!?? Por quê isso; qual a razão objetiva disso? Esses caras merecem esse tratamento!??
O império do Brasil já acabou faz tempo, mas o povo brasileiro – mídia, direita, esquerdas etc. – tratam esses cargos como se fossem a nobreza tardia.
A esquerda vive falando em “casa grande e senzala”, mas na realidade deveria se preocupar com a nobreza brasileira: o legislativo.

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Alexandre Tambelli

21 de junho de 2013 às 23h19

Escrevi de tarde este texto de tarde. Ele fala um pouco da mídia tradicional e a sua infiltração no meio das passeatas do MPL. Acredito que vele publicar aqui neste post, pela temática abordada.

A UTILIDADE DO MPL PARA A DIREITA, A MÍDIA TRADICIONAL E A ALIENAÇÃO POLÍTICA E A CONTINUADA DESILUSÃO DAS CLASSES SOCIAIS: MÉDIA E ALTA TRADICIONAIS.

A Direita enxergou no MPL (Movimento do Passe Livre) uma forma de televisionar multidões de jovens “supostamente” se manifestando contra Governos e políticos.

O MPL, formado, majoritariamente, por jovens contrários à presença de partidos políticos nas manifestações que realiza a favor do passe livre e da revogação do aumento das passagens de ônibus, acendeu uma luz verde para a Direita política se aproveitar do movimento em benefício próprio.

A negação da política, dos políticos e o enfraquecimento dos partidos políticos são armas da Direita na busca de controlar os poderes executivos e legislativos em qualquer esfera: Federal, Estadual ou Municipal. Eleitor desinteressado e desinformado da política e eleitor que não se diz de esquerda ou direita, que não sabe diferenciá-las é um prato cheio para a Direita. Direita sonha governar sem povo!

Bem sabemos que a Direita por si só não é capaz de reunir multidões. Nas duas tentativas clássicas deste ano, uma de protesto contra o Mensalão e outra de protesto contra a eleição do Senador Renan Calheiros na Avenida Paulista não se viu mais do que 20 pessoas.

A juventude nas ruas e aos milhares acabou sendo um caminho para que a Direita se infiltrasse nas manifestações, colocasse suas pautas conservadoras no meio das manifestações pelo passe livre e revogação do aumento das passagens de ônibus, trem e metrô.

Utilizou, mesmo que com atraso, a oportunidade das passeatas do MPL, televisionadas por horas e horas, para fazer com que no Brasil se acreditasse na existência de uma insatisfação generalizada do povo contra políticos e, principalmente com os(as) Deputados(as), os(as) Senadores(as) e o Presidente(a), estes, talvez, protagonistas de sempre, quando o assunto em pauta é a corrupção e mau uso do dinheiro público. O que acaba prevalecendo sobre a parte dos “alienados da informação” – a parte que se informa quase que apenas, via mídia tradicional e que, pouco consegue formar opinião própria sobre a realidade do Brasil e do Mundo.

Saíram às ruas quantas pessoas? Que representatividade tem uma parcela, talvez, de 1% dos brasileiros, se tanto? Diante de 200 milhões de brasileiros?

No Brasil, a informação sobre os acontecimentos do cotidiano está nas mãos de poucos grupos de mídia, grupos que controlam TVs, Rádios, Jornais e Revistas. São poucas famílias, a dos Marinhos – Rede Globo de Televisão e mais 4 ou 5 famílias. Todas essas mídias dão o mesmo enfoque na notícia que veiculam, sempre informando sobre acontecimentos cotidianos segundo a visão de mundo, interesses e ideologia particulares a eles. Acaba por não existir o contraponto da notícia, outra visão dos fatos pela concentração midiática através da unificação ideológica. A verdade do Brasil e do Mundo acaba sendo uma só. Excetuando um ou outro Jornalista que destoa da turma do pensamento único, minoria esmagadora dos empregados dessas mídias, todos entoam a mesma visão dos fatos sobre qualquer assunto, seja da Política, da Economia, da sociedade, etc.

Nessa unicidade da informação da mídia tradicional a ideia veiculada da Política, dos políticos e partidos políticos é sempre marcada pela imagem de que os políticos não estão preocupados com os brasileiros, seus eleitores, e que há em suas atitudes uma propensão para a corrupção, para o desvio do dinheiro que pagamos como impostos e enriquecimento ilícito. Políticos seriam ladrões, se enriquecem no poder e não fazem nada pela população.

A associação da Política e dos Políticos à corrupção é martelada desde sempre e todo dia no imaginário coletivo da população e não há quase nenhum outro meio de comunicação capaz de propagar ideia de que a Política, os políticos e os partidos políticos são importantes para a Democracia e que nem todos os políticos são corruptos. Certamente, que boa parcela dos políticos está preocupada com a população brasileira e o desenvolvimento econômico e social do Brasil. Ficamos reféns dessa imagem e de qualquer imagem que a mídia tradicional colocar na “testa” do político ou partido político, mesmo que seja imagem fabricada pela notícia e não a verdade dos fatos.

Deputado(a), Senador(a) e o(a) Presidente(a) acabam sempre culpados de tudo o que acontece de “ruim” no Brasil, para a grande maioria das pessoas que se informam pela mídia tradicional. Muitos destes “alienados da informação” não sabem distinguir atribuições dos governos federais, estaduais e municipais e nem o que é do âmbito do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

O MPL é, em certa parte, refém dessa imagem criada da Política pela mídia tradicional. Nesse processo que já dura anos e anos seguidos esses jovens criaram a imagem de que os políticos e seus partidos políticos não mais os representam e nem trabalham em prol de suas causas, apesar de serem progressistas em muitas de suas ações e seus desejos de transformação da qualidade do transporte nas grande cidades em prol de toda população e estarem por sua ideia de passe livre à esquerda no espectro político.

Da martelação diária de que políticos e partidos políticos são corruptos e que não mais poderiam os representar, por não se comprometerem e trabalharem em prol de seus ideais, o MPL criou (incorporou subjetivamente) a máxima: – Sem partidos políticos! Eles não nos representam! Somos anarquistas!

Das manifestações do MPL se apoderou a Direita política e a mídia tradicional. Imagina que coisa boa: jovens aos montes nas ruas contrários aos políticos e aos partidos políticos. A ideia martelada por anos a fio de desqualificação da Política se materializou.

Então, a bandeira básica do MPL – a do passe livre foi editorializada e transformou-se!

A visão de mundo e interesses particulares da mídia tradicional passou a pautar as manifestações dos jovens do MPL, não os jovens, mas a mídia, seus infiltrados e seus “alienados de plantão”. A televisão e as principais mídias da internet fizeram a população crer que os jovens nas ruas lutavam, conscientemente, por outras causas, também! Aquelas causas ligadas à corrupção dos políticos e outras mais.

Fique claro! Sozinha a Direita, mesmo ajudada pela mídia tradicional não levaria muita gente às ruas. E, talvez, passada a onda de protestos atuais, continue igual. Com gente jovem, aos montes, nas ruas foi fácil desvirtuar o real motivo das passeatas do MPL e editar em benefício próprio e de seus aliados às razões das passeatas.

Direita e mídia tradicional se aproveitaram das passeatas do MPL para infiltrar nelas, a pauta conservadora da corrupção e até interesses mais imediatos como a não aprovação PEC 37 – chamada pelos que se informam através da mídia tradicional de Lei da Impunidade e até instrumentalizar politicamente a ideia de que os gastos da Copa do Mundo no Brasil eram exagerados e que davam para se construir hospitais, escolas, etc. de alta qualidade com esse dinheiro. Como se não existisse verbas várias vezes maiores para as áreas da Saúde e Educação nesse período de gastos para a realização da COPA de 2014.

Passou-se a crer que aqueles jovens estavam desfraldando a bandeira anticorrupção e contra o Governo constituído. Até jovens artistas da Rede Globo entraram nas passeatas e até vídeo com artistas da emissora, conclamando sair às ruas, foi editado, um vídeo dos novos “caras-pintadas”, onde uma das artistas da emissora aparecia com o rosto marcado, idêntico à como ficou o da Repórter da Folha que feriu o olho direito pela ação da PM em manifestação do MPL, antes deles serem incorporados pela mídia. Os “Alienados da informação” entraram nas passeatas do MPL, também.

A razão inicial do movimento se perdeu.

Agitadores profissionais, supostamente contratados pela extrema-direita (os fascista de plantão – ínfima parcela da população), parte deles mascarados, para não mostrarem o rosto, é claro, entraram no meio das passeatas preparados para brigas com manifestantes, para quebradeira do patrimônio público e até para atear fogo em símbolos/ prédios do poder público, sedes de Governo e prefeitura. Em Brasília até o Palácio do Itamaraty entrou na roda.

Jovens das classes média e média alta conservadoras, também saíram pras ruas, em menor número; foram protestar; aqui já com a pauta, outra, a da mídia tradicional, pauta Político-partidária: o PT, o Mensalão, o LULA, o Governo Federal e a corrupção entraram na roda. É o ódio de parte dos jovens reacionários dessas classes sociais mostrando suas garras.

E, em silêncio, os beneficiários destas novas pautas: a oposição política. Ninguém se manifestou, apenas soltaram um comunicado de união para as eleições de 2014.

A mídia tradicional buscou nesse televisionamento dos protestos, através da edição das imagens e opinião enviesada dar a sua versão do que acontecia, claro, como já disse, segundo os seus interesses.

Hoje li relatos de quem esteve nas ruas de São Paulo que contradizem a versão da Rede Globo para a passeata de ontem em São Paulo.

A Rede Globo mostrou manifestações da juventude com um civismo total e sem violência. E não foi verdade. Houve divergências de objetivos e militantes de partidos de esquerda foram obrigados a esconderem suas bandeiras partidárias, alguns, até foram agredidos. Não havia mais uma única passeata na rua e sim duas: a do MPL e as forças progressistas de um lado da Avenida Paulista e a dos conservadores do outro lado da Avenida Paulista.

Na outra ponta deste jogo (de um lado é a mídia tradicional e o MPL nas ruas) aparecem as redes sociais, onde se tem o manifestante virtual, aquele incentivado a utilizar a camisa branca no trabalho, em solidariedade aos jovens manifestantes e que vê toda e qualquer manifestação das ruas do sofá da sala e se informa pela TV da mídia tradicional sobre as passeatas pelo país.

O País do caos! Agora: Gigante! Acordou!

Este público, das classes média e alta tradicionais, preferencialmente, impulsionados pela cobertura midiática e a inserção, nas passeatas do MPL, da Direita e suas pautas conservadoras como a da corrupção, mais a ideia dos gastos públicos exagerados com a Copa de 2014, explodiram todos os seus desejos reprimidos. Observem que de tempos em tempos aflora esse estado de espírito, antes da eleição de 2012 com o Julgamento do “Mensalão” foi idêntico o comportamento.

Desde o final de semana passado já se notava a exaltação desse público. E que se intensificou com o Vídeo dos “caras-pintadas” da Rede Globo e o vídeo do Arnaldo Jabor dizendo que havia errado na análise da juventude nas ruas, na terça-feira pela manhã!

A partir de então, a rebeldia desses jovens por mudanças! Jovens que antes tinham sido taxados por Arnaldo Jabor e pela mídia tradicional de “baderneiros” foi sendo transformada em um pretexto outro, utilizado politicamente, com interesses escusos, como o da não aprovação da PEC 37 – chamada de Lei da Impunidade.

Nesta hora a Direita tem seus mananciais prontos, os que colocam nas redes sociais as iscas para que esse público se indigne e manifeste seu interesse em assinar abaixo-assinados, em dizer que vai em uma passeata, em divulgar fotos e slogans preparadinhos para a pauta de Direita explodir na nossa tela em segundos.

Dai, surgiram os mais diferentes abaixo-assinados, como por exemplo, o impeachment da Presidenta DILMA e as mais diferentes pautas para passeatas, como a contra os gastos do Governo na Copa do Mundo do Brasil e a grande e nova bandeira desse público: a manifestação do dia 9 de julho (data sugestiva da Revolução Constitucionalista de 1932 e feriado no Estado de São Paulo) para se manifestarem a favor do impeachment da Presidenta DILMA, além do já citado abaixo-assinado contrário à PEC 37.

Deste desenrolar dos fatos criou-se como sempre a ideia, para o eleitor dessas classes sociais: média e alta tradicionais de que agora conseguiremos por um basta nos “petralhas”, que conseguiremos afinal tirar o PT do poder e que a juventude nas ruas estava lá por isso.

Maior desserviço para a Democracia e para o aprimoramento do conhecimento da realidade do Brasil e do Mundo impossível, para este público. Ele pouco sabe qual é a ideologia dos jovens do MPL, certamente, a maioria significativa é de esquerda e mais à esquerda do que o PT, mesmo que a luta deles pelo passe livre se dê afastada dos partidos políticos.

Os “caras pintadas” do MPL estão mais para comunistas do que capitalistas!

Se fizermos uma pergunta simples, para esses jovens do MPL:

Escolha uma pessoa em quem confiar: Che Guevara ou Arnaldo Jabor?

Em quem eles confiariam? Não é preciso responder, certo?

O Passe livre responde por si só…

E assim se sucederam os fatos. A Direita se apoderou dos jovens do MPL nas ruas em benefício próprio, visando é claro ganhar dividendos eleitorais em 2014.

E todo mundo agora, parece estar nos convidando para uma passeata nova pelo Facebook.

Claro que com o apoderamento das passeatas pela Direita se fortalece a costumeira atitude da mídia tradicional em divulgar o caos político e a corrupção no Brasil.

Porém, não vai haver um golpe militar, parlamentar ou via judiciário no Brasil, por hora. As eleições é o que miram: Direita e mídia tradicional. Enfraquecer o Governo DILMA em qualquer oportunidade possível, para chegarem em 2014 com forças para derrota-la.

Imagina nessa confusão das passeatas o que não sofre a Economia do País! E é esse o objetivo da Direita e seus aliados midiáticos, enfraquecimento da Economia e caos para aumentar a chance de votos nos candidatos da oposição.

O que mais me assusta é que a se confirmar a vitória de DILMA em 2014 poderemos criar uma desilusão ainda maior para as classes média e média alta tradicionais, leitoras de VEJA, ouvintes das Rádios Jovem Pan e CBN e telespectadoras do Jornal Nacional e da Globonews.

É bom nem pensar o que fazem as mídias tradicionais com seus telespectadores, ouvintes e leitores.

País que não tem uma mídia plural, com diferentes opiniões sobre os fatos do cotidiano estará sempre sujeito a ver sua população refém da notícia sem haver o contraponto e opinião diversa da apresentada.

A internet e as redes sociais são bons meios de se contrapor à informação da mídia tradicional, mas não tem a capacidade de competir com 5 ou 6 famílias que dominam, quase que na totalidade, as Redes de TVs e Rádios do Brasil + a imprensa escrita, parcela que luta diariamente contra a democratização dos meios de comunicação e de informação da nossa população.

Tomara que o Governo Federal acorde para a necessidade de uma Lei de Médios, que não é uma imposição ditatorial, mas uma marca, presente nas principais Democracias do Mundo. Este o caminho mais seguro para se acalmar os ânimos da juventude e de ser a mídia um instrumento capaz de informar corretamente as ações do Governo DILMA para a população brasileira, um instrumento a mais para a consolidação de nossa Democracia e para o contínuo desenvolvimento do Brasil em benefício do seu povo.

Informação plural e, certamente, o Governo DILMA teria apoio de muita gente, até de boa parte dos “alienados da informação” de plantão.

Responder

Ozzy Gasosa

21 de junho de 2013 às 22h32

Os telespectadores que votam para eliminar BBB, são os mesmos que estão nas ruas querendo dar Golpe na Dilma.

Responder

    von Narr

    21 de junho de 2013 às 23h29

    Agora sim, eu me senti representado. Imagina que atopia maravilhosa, sem partidos, os telespectadores têm uma hora para ligar para o número que aparece na tela e votar se o MST deve ou não ser proibido. Destarte, Pedro Bial anuncia que o tempo acabou e mostra o resultado: 45.432 pessoas telefonaram dizendo que não, 45.433 pessoas telefonaram dizendo que sim e concorrem a uma geladeira Max-BBB pra poder entrar numa fria!

    Samir

    22 de junho de 2013 às 08h40

    Minha opinião na enquete do Bial:
    a violência do MST – que está desvirtuado – devia ser coibida na media exata da violência que fosse usada por ele. Nem mais, nem menos.

FrancoAtirador

21 de junho de 2013 às 22h25

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ANTIPETISMO, A ORIGEM

Para avaliar a eclosão de um movimento político de massa
é equivocado atribuir a um fator único como princípio de causalidade,
já que é apenas parte de um processo psicossocial em desenvolvimento e, portanto, depende de como e por quem foi construído no curso do tempo, isto é, está condicionado por alguns aspectos de construção ideológica introjetada inicialmente em cada indivíduo e, depois, por intercâmbio e compartilhamento entre os indivíduos que se identificam entre si, daí passando a adquirir um caráter coletivo e finalmente resultando em protesto público de proporção relevante, que poderá até fugir ao controle da individualidade e, por conseguinte, dependendo do nível de civilidade, de radicalização e de fanatismo do grupo, da própria racionalidade, quando então o ser humano entrega a razão ao instinto animal, notadamente liberado no meio da turba.

Fato inconteste é que é através da Comunicação pela Palavra, geralmente rebuscada com signos e adereços áudio-visuais, que se dá essa Formação da Ideologia que nada mais é senão a visão de mundo de uma determinada classe social ou o conjunto de representações e idéias que uma determinada classe tem da realidade que a cerca (http://misteriodasletras.blogspot.com.br/2008/11/conscincia-coletiva.html).

No Brasil, historicamente, as bases sociais foram estruturadas, em nível de poder familiar, no Patriarcalismo*, regime centralizado na figura autoritária do Varão, e, em nível de poder político-institucional, no Império, sistema que se restringia em governar exclusivamente para a própria realeza e para os que possuíam títulos nobiliárquicos distribuídos pela Corte Brasileira: latifundiários rurais, comerciantes, oficiais militares, juízes, promotores, advogados, médicos, engenheiros, membros do Clero e artistas (http://pt.wikipedia.org/wiki/Nobreza_brasileira#O_processo_de_escolha), detentores do monopólio da propriedade privada e da prerrogativa de serem nomeados para cargos políticos, subjugando a Plebe à condição de serviçal ignara apenas considerada como mão de obra destinada a atender as necessidades daquela Elite Política e Econômica.

A nossa (?!?) Classe Média tradicional se criou daí, dessa Nobreza da Família Imperial luso-brasileira, e, mesmo após o advento da industrialização e das sucessivas crises financeiras que se abateram sobre ela e que gradativamente a foram destituindo de grande parte da posse da terra que mantinha, permaneceu ainda assim com o status nobre, dada a presumida superioridade intelectual, aqui já autoatribuída na Sociedade.

É impossível, neste caso, não citar Gramsci que afirmava que o poder é garantido fundamentalmente pela hegemonia cultural que as classes dominantes logram exercer sobre as dominadas, através do controle do sistema educacional, das instituições religiosas e dos meios de comunicação.

Pois foi por meio desses três sistemas interligados que se formou, em nível nacional, na Classe Média, especialmente na juventude politicamente inexperiente, a ideologia do antipetismo – a atual variação do anticomunismo norte-americano – que culminou nesse movimento irracional que explodiu nas ruas do Brasil.

A ‘Nobreza Brasileira’ não aceitará, em hipótese alguma, um governo que conceda, ainda que minimante, algum protagonismo à ‘Plebe Ignara’.
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*PATRIARCALISMO

O Patriarcalismo [de ‘Patriarca’, do grego transliterado: ‘Patér’ = ‘Pai’) + (‘Arché’ = ‘Primeiro’ ou ‘Máximo’)] talvez seja a condição de dominação mais antiga da História da Humanidade.

Desde os tempos em que a História era narrada exclusivamente pela oralidade – época na qual as famílias estavam estruturadas em clãs ou tribos agrárias – a referência de ascendência genealógica, como forma de manter uma situação de domínio territorial para, depois, expandi-lo, sempre foi a do Varão [que, por sinal, originou a palavra Barão (http://pt.wikipedia.org/wiki/Var%C3%A3o)], ‘Personagem Gloriosa do Sexo Masculino’, ‘Figura Paterna’ de denotado ‘Valor Superior’, ‘Grande Chefe’, ‘Supremo Líder’, ‘Autoridade Máxima’, ‘Pai Guerreiro’, ‘Sumo Protetor’ e ‘Senhor Mantenedor’ que detinha um “Poder Absoluto” atribuído por uma ‘Superioridade Inquestionável’ sobre os demais membros da Família, não só os do núcleo conjugal e hereditário, mas também parentes, criados e todos os agregados, os quais lhe deviam total Obediência e, portanto, Submissão, bem como, por óbvio, os propriamente ditos escravos de direito e de fato.

Essa relação de Dominação Patriarcal ocorria, primeiro, dentro de um contexto restrito ao núcleo familiar, e, a seguir, no âmbito de determinados grupamentos sociais que se identificavam entre si, para, por fim, projetar-se para toda a Sociedade, que, por decorrência, adquiria no transcurso temporal a conformação estrutural socialmente predominante, incorporando, inclusive, os valores ideológicos, morais e espirituais preponderantes, culminando por delinear um suposto caráter de Nação que era definido por uma certa Identidade Nacional, por sua vez ditada por uma narrativa histórica elaborada pela própria elite dominante, que se constituía, então, em um só corpo intelectual, político e econômico.

É de se destacar a tradição que se estende até os presentes dias, nas células familiares estruturadas sob o modelo patriarcal, de os descendentes, na transmissão de ‘grandes feitos’ dos antepassados e na narração histórica da aquisição dos bens materiais, notadamente os imóveis, maximizarem ou até sobrevalorizarem a importância do ‘Cabeça’ (do latim: ‘Capo’) de cada geração (o Pai, o Avô, o Bisavô), com o objetivo de preservar a ‘Memória e a Honra Familiar’ perante as gerações sucessoras e como forma de manutenção do ‘Patrimônio da Família’.

Importante observar ainda que as principais empresas jornalísticas do País, fundamentalmente o Grupo G.A.F.E., também foram constituídas sob o regime familiar patriarcal e no sistema capitalista tradicional, daí advindo o verdadeiro temor dos donos, apropriadamente denominados ‘Barões da Mídia’, a qualquer forma de gerenciamento coletivo, igualitário e horizontal de produção, e a ojeriza pela organização dos trabalhadores em associações sindicais.

Mas o fato mais evidente do fenômeno patriarcalista vigente na Classe Média tradicional brasileira é, por exemplo, a repulsa expressa ao Programa Bolsa-Família em que os recursos financeiros são administrados pela Mulher, e não pelo Patriarca.
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Messias Franca de Macedo

21 de junho de 2013 às 21h53

… Ontem, os âncoras do [famigerado, nefasto e golpista/terrorista/antinacionalista] ‘JN’ promoveram uma cobertura dos lastimáveis acontecimentos Brasil afora, que ficará para a posteridade: nos anais do ‘que não deve ser o jornalismo’! Cobertura sensacionalista, capciosa, irresponsável, cretina, eivada de contradições, medíocre…

… “Quando é hoje”, o cinismo estampando nos cenhos franzidos de supostos condoídos pelas desgraças que aconteceram! De forma infame, apresentou – como se fosse um mártir da emissora – um funcionário vítima de uma bala de borracha…

… Enquanto isso, num mundo real do sofrimento [e não o do Projac!], pelo menos duas famílias choram copiosamente a perda de dois jovens, tenra idade, o direito à vida abortado estúpida, porém “explicavelmente”: mãos “invisíveis”, interesses escusos e abjetos, a incapacidade de perceber o mundo como deveria ser… Fraterno, justo, humano, solidário, ecumênico… Verdadeiro!…

UM DIA DE SILÊNCIO! – em solidariedade à família desses dois irmãos brasileiros, nossos irmãos do mundo – e cúmplices de um tempo perdido!…

Messias Franca de Macedo

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Vlad

21 de junho de 2013 às 21h30

Não é exatamente a “política” que se desmoraliza por ela mesma.
É o sistema brasileiro que se desmoraliza, infestado de clientelismo e coronelismo, permeável à corrupção e à impunidade, marcado pela ineficiência e pela inconsequência, voltado ao populismo e ao favorecimento de corporações privadas.

Sobre isso e sobra a tentativa de criminalizar os protestos, falou o Senador Cristovam Buarque:

http://www.youtube.com/watch?v=zELX7cCAn0A

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Urbano

21 de junho de 2013 às 21h15

O pig faz parte dos bandidos da oposição ao Brasil e é o coração do golpe, logo está na dele. Agora, quem deveria ter interesse de apagar esse estopim enquanto é tempo, não possui o menor interesse de fazê-lo… Certamente não viu os acontecimentos de 1964.

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J Souza

21 de junho de 2013 às 21h09

“E os meigos cantores,
Servindo a senhores,
Que vinham traidores,
Com mostras de paz.”

Gonçalves Dias, I-Juca Pirama

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lulipe

21 de junho de 2013 às 20h28

A política brasileira se desmoraliza por si só, não precisa de incentivo nenhum.O que alguns não querem ver é o descontentamento do povão com os rumos do país, inflação em crescimento, saúde caótica, violência descontrolada, corrupção desenfreada, gastos públicos sem controle etc.Fiquem delirando que 2014 vem aí…

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    roberto pereira

    21 de junho de 2013 às 20h59

    lulipe, é justamente isso que o Artur Scavone está propondo: uma constituinte exclusiva para se proceder uma reforma política. Seria a oportunidade de você – como eleitor brasileiro – mudar os rumos da política, substituindo todos esses políticos. Ou é melhor uma ditadura?

    Sergio Fernandes

    21 de junho de 2013 às 21h34

    Caro Lulipe,

    Vc se lembra em quem votou nas últimas eleições? Se os políticos que vc votou não te agradam, por que vc os escolhe? Nenhum político em que tenho votado me frustou, pelo contrário!!! Acorde, pois essa coisa de demonizar a política vem lá de 1960, com o início do golpe civil-militar, esse sim, corrupto e corruptor que ainda hoje mostra suas crueldades como povo pobre, escolas públicas desamparadas, salário de professores baixo, salário mínimo-mínimo, entre outras. Hoje o Brasil está melhor que em 64, 70, 80, e com a redemocratização do país, ele caminha cada vez mais para a frente, para todos os brasileiros.

    francisco pereira neto

    21 de junho de 2013 às 23h39

    Vocês perdem tempo respondendo à esse asqueroso.
    A capacidade cognitiva dele não vai além de um ou dois parágrafos.


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