VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Amadeu sugere que PT cobre de Dilma banda larga de verdade


26/11/2011 - 17h00

por Luiz Carlos Azenha

O ativista pelo software livre e pela inclusão digital, sociólogo e professor Sergio Amadeu, um dos integrantes do Trezentos, criticou o Plano Nacional de Banda Larga do governo Dilma durante evento do Partido dos Trabalhadores em São Paulo.

“O PT precisa fazer um apelo à presidente Dilma. O plano de banda larga tem de ser um plano de banda larga. Tem que ter uma parte que é gasto público. E tem de competir com essas empresas [de telefonia] que tem um modelo de privatização canibal, o mais caro do mundo”.

Falar a vocês sobre as empresas de telefonia seria, francamente, chover no molhado, diz o Viomundo, não o Amadeu.

Quer saber mais sobre elas? Clique aqui.

Para dar um exemplo aos presentes, Amadeu checou o celular e constatou que, àquela altura do dia (meio para fim da tarde), já tinha usado 217 megabits apenas checando e-mails. O plano do governo prevê mensalidade de 35 reais com franquia MENSAL de download de 300 megabits.

Amadeu acredita que o preço vai limitar várias atividades dos internautas, citando como exemplo o ensino à distância.

Ele lembrou que o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) não foi enquadrado como obra de infraestrutura e, portanto, não foi incluído no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que abrange obras consideradas prioritárias pelo governo.

Num trecho de sua palestra em que não mencionou o PT, nem Dilma,  Amadeu lembrou que as operadoras de telefonia estão se tornando cada vez maiores no mundo, ampliando o seu poder de financiamento de campanhas.

“A internet está sendo atacada no mundo todo”, disse Amadeu.

Segundo ele, o mundo industrial chegou atrasado e agora se esforça para assumir o controle da rede, para “substituir a cultura de liberdade de criação de conteúdos e tecnologia pela cultura da permissão”.

Perguntou aos presentes se eles acreditavam que Tim Berners-Lee, um dos pais da web, teria feito o que fez se fosse funcionário da Telefonica e dependesse da aprovação de um superior hierárquico.

Referindo-se às empresas de telefonia como um “oligopólio mundial”, que escapa ao controle de governos locais, lembrou que “todo fluxo informacional passa pelos cabos de rede desses caras”.

Amadeu mencionou a campanha Save the internet, nos Estados Unidos, como exemplo de mobilização.

Disse que a pretensão das operadoras de telefonia é demolir o princípio da “neutralidade na rede”.

Resumindo o princípio: quem controla os cabos não pode controlar o fluxo de conteúdo. Explicando melhor: se a gente deixar, quem pagar mais terá mais “facilidades” na rede.

Exemplo? Um certo site sujo e bucaneiro, de nome Viomundo, levará 786 segundos para carregar, enquanto os sites limpinhos vão voar. Nome disso? Pedágio.

Sergio Amadeu afirmou que lobistas das teles já estão por aí vendendo a ideia de que “internet é que nem correio. Pagou Sedex, anda mais rápido”.

À ideia de que a internet deve ser loteada e vendida aos pedacinhos, como aparentemente pretendem as teles, Amadeu contrapôs a ideia dos “commons”, mencionando aqui a prêmio Nobel de Economia Elinor Ostrom: a maioria das pessoas, diante da escassez, pode cooperar e agir pelo bem comum.

[Nota para fazer mais tarde: checar se essa mulher é comunista]

Além do ataque à neutralidade na rede, Amadeu identificou o risco representado pela “indústria do copyright”.

Na nave-mãe, em Washington, essa indústria hoje se esforça para aprovar no Congresso o SOPA, Stop Online Piracy Act, que representaria o fim da internet como a conhecemos.

Entre outras coisas, essa lei daria aos Estados Unidos um papel parecido com o de polícia mundial da rede. Um burocrata estadunidense, ao determinar que um brasileiro violou as leis de patentes ou de propriedade intelectual, poderia bloquear preventivamente os conteúdos disseminados na rede por aquele brasileiro, banindo-o até mesmo dos buscadores. Sem direito de defesa! Ah, sim, isso valeria também para os suspeitos de contribuir, ainda que indiretamente, com a violação de patentes ou de propriedade intelectual.

Uma colunista estadunidense comparou o SOPA às tentativas da China, do Irã e da Coreia do Norte de controlar a internet.

Nos Estados Unidos, a lei enfrenta a oposição do Google, Facebook, Twitter, LinkedIn, Mozilla, Human Rights Watch, e da American Civil Liberties Union, além de milhões de internautas. O projeto é de autoria de Lamar Smith, um tuca…, aliás, republicano do Texas.

O relato acima é parcial e reflete uma hierarquia de informações arbitrária. O mais adequado é ouvir a íntegra da palestra de Sergio Amadeu:

Falando sobre as ameaças à rede:

commons.wma

Falando sobre a banda larga:

amadeu.wma

Leia também:

Google: Não seja ‘evil’; mas, quem é mesmo malvado?

Como identificar e tratar trolls e seus “parentes”

Na internet, projeto de Azeredo cria “presunção da culpa”

Medo! Facebook sabe tudo o que você faz na rede





86 comentários

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Morvan

29 de novembro de 2011 às 14h46

Boa tarde.

Em tempo, Azenha: O Ministro (observe que ele está propondo coisa boa, daí o ministro com caixa capitalizada) Paulo Bernardo propõe a interligação de toda a América do Sul, via fibra ótica. A conexão de toda a América do Sul barateará os custos de conexão e diminuirá bastante a demora (latência) quando determinado pacote de dados não precisar ser roteado para fora do perímetro (grifo meu).

Afirma o Ministro, no Terra: "… O custo da conexão nos países da América Latina é, pelo menos, três vezes maior que o valor nos Estados Unidos. Na maioria dos casos, a internet está concentrada em alguns grandes centros urbanos, muitas vezes, as velocidades são pouco expressivas. Queremos baixar os preços, aumentar a abrangência territorial do serviço e a largura da banda disponível para a população… ".

Observe-se que o custo não se dá tão-somente por problema de cabeamento, como parece afirmar o Ministro. Mas que a interligação da América sulina teria pelo menos três vantagens: uma de ordem econômica (a redução dos custos), outra tecnológica (a diminuição da latência dos dados dentro do perímetro) e ainda uma terceira, que seria a integração de países que não têm acesso a Internet ou, quando o tem, o faz a um custo estratosférico, como a Bolívia.

Excelente ideia e merece ser propalada.

O Elo de Ligação ("Link") para a página no Terra é: http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5494380-EI12884,00-America+do+Sul+estuda+ligacao+de+internet+entre+os+paises.html

# Edit: link apontando para a página.

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

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Fredd Oliveiras

28 de novembro de 2011 às 19h47

Censuraram o meu comentário… :(

Responder

Jairo_Beraldo

28 de novembro de 2011 às 02h04

"Amadeu sugere que PT cobre de Dilma banda larga de verdade"

E eu sugiro, antes, que o PT faça Dilma voltar às raizes!

Responder

/ Postado por Martins Andrade

27 de novembro de 2011 às 19h52

Acabo de medir minha velocidade de conexão da Ói Velox. De 10MB contratado, nesse instante estão me entregando 1,0MB. A pergunta que fica é: A QUEM PEDIR SOCORRO????????????????????? A ANATEL não está nem aí. Aos amigos, peço: vamos fazer uma corrente para ver até onde esse roubo vai dar, sem que essa tal ANATEL se mexa! Para você medir sua velocidade de internet, use o velocímetro RJNET, pelo Google. O velocímetro da ÓI Velox é RJ.Net, mas precisa de uma senha que a tal operadora não fornece nem pelo amor de Deus!!! É muito triste! É como se um assaltante nos roubasse com uma arma apontada para sua cabeça. Vontade de reagir você tem, mas como? Essa porra de telefonia pertence a uma das famílias mais corruptas do Ceará, cujo histórico de enganação e falcatruas remonta séculos. Começaram contrabandeando cargas em navios, invadindo terras públicas e se completam com esse fantástico roubo de mega bytes na internet. Mas a culpada é a ANATEL. Minha indignação só está começando, espero que muitos amigos do facebook possam espalhar essa mensagem para se ver onde vai dar. Leiam meu artigo no Meu blog Martins Andrade e Voce e deixem seus comentários. Alguma coisa se deve fazer para acabar come esse roubo, feito nas nossas contas e nas barbas da ANATEL.

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emerson57

27 de novembro de 2011 às 18h42

emquanto isso, aqui no brasil, o bndes empresta R$ 3 BILHÕES à vivo.
é para ela continuar a prestar um serviço horrível e mais caro do mundo.
brasileiro é tão bonzinho! http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/…
antes já havia emprestado 1,5 BI http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/…

Responder

Mad Hatter

27 de novembro de 2011 às 18h42

Qual PT ?

Faz tempo que o PT não tem nada a ver com as demandas populares. Estamos precisando de um novo canal de pressão, um partido de esquerda que não seja porra louca mas não se dobre tanto ao centro.

PT hoje é amorfo, mas comprometido com o poder do que com o povo.

Responder

ZePovinho

27 de novembro de 2011 às 18h22

Se na época houvesse concurso(o que a CF88 passou a exigir à partir de 5/10/1988),"Cerra" jamais teria entrado na UNICAMP.Entrou lá,de 1979 a 1983, porque foi indicado(nomeado,colocado,dedado ou que seja) por Franco Montoro.
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/alunos-d…

Alunos da Economia-Unicamp declaram Serra persona non grata
Enviado por luisnassif, dom, 27/11/2011 – 18:02

Por Marco Antonio L

Prezado Nassif,

Parece que o buraco tá aumentando !!!

27 de Novembro de 2011 – 14h45

Alunos da Unicamp: José Serra, persona non grata
name="more">

Em assembleia realizada no último dia 17, os estudantes do Instituto de Economia da Unicamp decidiram propor à Congregação desse Instituto que o ex-governador de São Paulo e seu ex-docente seja considerado persona non grata.

Em nota, os estudantes fazem um resgate histórico da atuação do ex-governador no que diz respeito à educação superior no Estado. Os alunos apontam autoritarismo, contingenciamento de recursos, privatismo, criminalização dos movimentos, entre outras críticas, no na relação de Serra com as universidades paulistas.

“José Serra não só foi contra, de diversas formas e repetidas vezes, a respeitada linha de pensamento heterodoxo do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas, na qual ele mesmo lecionou como parte do corpo docente de 1979 a 1983, como também atuou contra, tanto por omissão quanto deliberadamente, o desenvolvimento institucional desta mesma Casa quanto das Universidades Públicas Paulistas como um todo”, diz o texto.

Leia abaixo:

Responder

Luiz

27 de novembro de 2011 às 13h33

Bom que se deram conta. Eu já tinha me antenado para isso, de que 100kb/s nunca foi bl, nem 1000kb/s. Para tvs digitais e outras coisas, teria que ser como Lula propôs: 100MB/s. Mas, como isso reduziria os lucros para serem enviados para a matriz, lá nas európias, não dá.

Responder

ZePovinho

27 de novembro de 2011 às 13h23

Enquanto isso,que tal bombarmos a rede social criada por alguns estudantes da Universidade Federal da Paraíba???????????????É "de grátis" e tem foco na discussão dos problemas sociais.Fale com o Renato.
http://seeingfriends.com/index.php/feeds-de-notic…

Responder

Antonio

27 de novembro de 2011 às 13h15

O PT é muito fraquinho quando se trata da área de comunicação. É travado mesmo. Ainda bem a direita brasileira é muio pouco inteligente.

Responder

a lesma lerda

27 de novembro de 2011 às 11h16

que não nos percamos pelo trocadilho óbvio e gritante que o titulo sugere…

Responder

Caracol

27 de novembro de 2011 às 10h33

Em relação ao SOPA (Stop Online Piracy Act), minha contribuição e depoimento:
Estudei em universidade federal, não paguei um centavo pela minha formação acadêmica, tenho vivido uma vida grata em companhia da maioria dos brasileiros que conheço e das pessoas que me são chegadas, sejam eles homo economicus ou outro. Vivo retribuindo por aquilo que recebi e continuo recebendo. Criei muito, produzi muito. E o advento da Internet me possibilita dividir mais e melhor. Considero-me AUTOR de tudo aquilo que produzi e criei em vários setores de atividade humana, sejam cientificos ou artísticos. Mas sou apenas AUTOR. Não me considero PROPRIETÁRIO de coisa alguma.
Não estou nem aí pro SOPA. Aliás, quem dá sopa pra malandro é prato fundo.

Responder

Paulo Roberto

27 de novembro de 2011 às 10h24

Não tem a ver com o assunto, mas vale comentar: Estava demorando. Deu no globo online:

"Vazamentos da Petrobras: o dobro do óleo derramado pela Chevron.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/vazamentos-da-pe…

E o Bernardo, continua hibernando…

Responder

Alberto Dias

27 de novembro de 2011 às 09h15

O verdadeiro cargo de Paulo Bernardo é: Ministro de Estado das Globonicações! E ele só está aí para se arrumar. Vai sair do governo para um belo cargo em alguma gigante….alguma Chevron…alguma Telefonica…

Responder

Almeida Bispo

27 de novembro de 2011 às 00h23

O Google está estranho. Antes você pedia algo e ele listava preferencialmente páginas em português; agora só vem em inglês e quando se analisa a natureza dos endereços… tudo comercial. Tá brabo!

Responder

Marcio H Silva

26 de novembro de 2011 às 22h49

Por falar em Banda larga, uma noticia do GORDO Ronaldo Fenômeno: http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mun…

Responder

betinho2

26 de novembro de 2011 às 22h25

Excelente artigo, publicado originalmente na Carta Maior e reproduzido pelo Marco Weiissheimer:

"Crise dos partidos no ajuste neoliberal"
Tarso Genro​

Responder

Yes we créu !!!

26 de novembro de 2011 às 22h19

De fato, eh de causar estranhamento que um partido que, tendo feito 3 presidentes, nao consiga propor um modelo de imprensa a favor do povo e do Brasil. Um partido que nao consegue apresentar um contraponto ao discurso colonizado e, principalmente, quando este mesmo partido eh o principal alvo da campanha rastaquera que se instalou nas redacoes de jornal desse pais. Nao adianta comemorar a demissao de Mario Sabino da redacao da Veja, pois outros virao, piores ateh. Ou a Ley de Medios se impoe, ou bye bye governo Dilma, bye bye 2014, bye bye Pre-sal, bye bye Brasil.

Responder

    FrancoAtirador

    27 de novembro de 2011 às 18h05

    .
    .
    Corretíssimo, Glauber.

    Mas já cheguei à conclusão de que a questão é mais profunda:

    É de projeto político ou da falta de uma plataforma político-social

    capaz de dar suporte educacional e ético à população brasileira.

    Apenas o gerenciamento eficaz da economia não é suficiente.

    Está se idealizando uma sociedade de consumo pelo consumo

    sem o devido acompanhamento de uma educação civilizatória.

    Isto está conduzindo o País para o que a socióloga Valquiria Padilha

    denominou de "delírio coletivo do hedonismo consumista".

    Ora estamos presenciando nos EUA as consequências do "american way of life".

    Será que é o que desejamos para o Brasil?
    .
    .
    A realidade não falha

    Por Valquiria Padilha, no Estadão, via Controvérsia

    Outro assalto em loja de shopping center na cidade de São Paulo foi noticiado. As catedrais protegidas, modernas e limpas da sociedade de consumo mais uma vez mostraram-se suscetíveis à vulnerabilidade social.

    Os bunkers reservados ao delírio coletivo do hedonismo consumista são atacados com armas de grosso calibre.

    Interessante observar que os ladrões de uma suposta quadrilha de joalherias de shopping centers vestem a fantasia de clientes para circular entre os normais: usam terno e gravata, apresentam-se comme il faut.

    O Estado – nesse caso representado pela polícia – mostra-se engajado, mobilizando dinheiro, profissionais e operações para "caçar" os culpados e restabelecer a harmonia aos fiéis consumidores, alguns dos quais acompanhados de seus próprios seguranças.

    Após episódio que evidencia a fragilidade de sua pretensa inviolabilidade, essas corporações especializadas em oferecer o paraíso do consumo aos eleitos prometem "reforçar ainda mais a segurança".

    No mundo todo, shopping centers integram complexas redes de empresas privadas e são construídos para parecer espaços públicos. São Paulo não ergueu suas catedrais de consumo para serem democráticas. A capital econômica do Brasil tem, por habitante, mais shopping centers que museus, bibliotecas públicas e centros culturais, o que já revela como a gestão privada dos espaços suplanta as políticas públicas urbanas de lazer e de cultura, apesar de pagarmos nossos impostos… Esses centros comerciais confundem muitas pessoas, que não sabem se têm ou não direito de circular pelos corredores de mármore, vitrines e espelhos. Numa de minhas pesquisas realizadas no interior de São Paulo, constatei que os moradores da periferia veem os shoppings como espaços que não lhes pertencem. Shoppings são cidades artificiais, que denomino de "mundo de dentro", construídas como réplicas do "mundo de fora", mas visando a eliminar os problemas inerentes a uma sociedade de classes, da cidade real.

    Para garantir seus maiores atrativos – segurança e limpeza -, os shoppings brasileiros subcontratam um mutirão de empregados mal formados e mal pagos. Esses "trabalhadores invisíveis" são homens e mulheres relegados socialmente, a quem o Estado brasileiro acaba por impor a fragilização da voz. Aqui estou considerando a invisibilidade atrelada ao subalterno, precário e excluído, como o faz Guillaume Le Blanc, em seu belo livro L"Invisibilité Sociale.

    (…)

    No Brasil, a blindagem dos shoppings é atravessada com mais frequência do que se faz saber. Cedo ou tarde, o "mundo de fora" acaba por invadir o "mundo de dentro", trazendo um pouco de realidade aos que preferem acreditar que existem lugares feitos para ali permanecerem anônimos, mas no conforto de estar entre iguais. Quando ocorrem esses eventos, nem polícia, nem segurança de shopping, nem segurança particular parecem suficientes para evitar a consumação da violência. Que sentido tem "reforçar a segurança"? Quando estaremos prontos para a desconfiança desse modelo de sociedade para nos lançarmos num projeto capaz de fazer políticas públicas muito mais complexas do que ampliar policiamento? O modelo socioeconômico que seguimos cinde a sociedade entre eleitos e excluídos, os de dentro e os de fora, os visíveis e os invisíveis. Ergue templos para o prazer de quem é capturado pela ilusão de que roupas, bolsas e joias vão preencher o vazio inerente à fragilidade da nossa existência humana. A realidade pode tardar, mas um dia ela passa pelas brechas do sistema e ocupa os espaços mais improváveis.

    http://www.controversia.com.br/index.php?act=text…

    FrancoAtirador

    27 de novembro de 2011 às 19h15

    Adendo:

    O que falta no Brasil:

    "…pensamento crítico, fundamental não só para a USP e para São Paulo, mas para um país que deseja incluir na agenda de seu crescimento econômico algo mais do que possibilitar a todos comprar mais geladeiras, carros e roupas iguais às das celebridades".

    (Raquel Rolnik, urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada)

    http://raquelrolnik.wordpress.com/2011/11/10/truc…

luiz mafra

26 de novembro de 2011 às 21h41

Dilma e suas bravatas… 2014 esquece meu voto. Lembro que num dos debates contra o Zé Serrágio, ela afirmou enfática, que o Brasil seria o país da Banda Larga, pura bravata, não to vendo nada de concreto disso que ela chama de governo, pra nunca perder meu tempo nas urnas. Só perco tempo, por que tenho mais duas eleições como mesário… afff.

Responder

    xicobarreto

    26 de novembro de 2011 às 22h17

    Necessariamente voce n~so precisar se ocupar desta função.
    Justifique junto ao orgão eleitoral que eles te dispensam.

Fredd Oliveiras

26 de novembro de 2011 às 21h28

A velocidade e o preço são fundamentais, mas temos que defender alguns princípios que dizem respeito a democracia e a liberdade como além dos citados pelo professor Sergio Amadeu:

– Velocidade de "download" igual a de "upload" pra possibilitar tanto o recebimento de informações quanto o envio com qualidade. Estão querendo achatar cada vez mais o "upload" pra transformar a internet num sistema de TV e radiodifusão interativo. Precisamos de mais. Precisamos criar texto, som e videos e poder enviá-los da nossa casa para o mundo.
– IP fixo sem custo adicional (IPV6). Isso garante a possibilidade de estarmos realmente conectados à rede, de sermos alguém na rede, uma referência, um endereço, sem precisar de um "host" ou site de blogs ou facebook etc. entidades que a qualquer momento, a mando de alguma multinacional, podem perseguir o individuo que faz muito sucesso com idéias contrárias às deles.
– Neutralidade total na transmissão das informações, ou seja, uma empresa prestadora de serviço de acessoa a internet não pode dar prioridade a determinados conteúdos em detrimento de outros.
– Proibição de limitação do volume de dados transferidos (franquia de dados). Não adianta nada ter uma internet super rápida se só fica super rápida 2 dias no mês…

abçs,
Fredd Oliveiras
CDIndependente.com

Responder

    Alvaro Tadeu Silva

    26 de novembro de 2011 às 22h32

    Fredd Oliveira, concordo com você, mas faltou uma coisa: o conceito de Banda Larga precisa variar no tempo. Em 2002, 128kbp/s eram uma largura de banda razoável, em 2010, pelo menos 10 Mbp/s. Acho razoável a velocidade de upload ser 1/3 da velocidade de download, desde que os limites sejam obedecidos rigorosamente. Quanto ao IP fixo, utilizando-se o IPV6, isso é possível, mas a administração da internet não fica no Brasil, como fazer isso sem mexer na atual distribuição mundial de IP's? Mais uma coisa: a proposta do governo é pra lá de horrorosa. R$ 35,00 por 1Mbp/s é um assalto! Além disso, isso não é banda larga, é banda estreita como o cérebro dos propositores desse Frankenstein tecnológico.

Zé Brasil

26 de novembro de 2011 às 21h12

Prezado Jornalista Azenha,

Fora do contexto, contudo muito interessante sobre o Aébrio Bebes: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011…

Tudo a ver com o post deste blog: Eu vi isso mesmo ou foi um delírio? Aquele que mostra as dondocas quatrocentonas deitando falação nos meninos da USP num vídeo mambembe. (https://www.viomundo.com.br/humor/eu-vi-isso-mesmo-ou-foi-um-delirio.html)

Responder

Lucas Villa

26 de novembro de 2011 às 20h08

O que falta é concorrência de verdade. O capitalismo no Brasil é só de fachada. Basta ver como são os serviços e os preços da banda larga em países de 1º mundo.

Lembro quem que comecei usando a "banda larga" de 300Kbps do Velox em 2005, pagava uns 150 reais por isso.

Aqui na minha cidade só havia velox.

Agora a Embratel do mexicano entrou na cidade e eu tenho conexão de 20 MB por R$ 119,00. Enquanto isso os preços da OI estão ladeira abaixo, tentando reaver o terreno perdido.

O que falta é competição de VERDADE.

Responder

Morvan

26 de novembro de 2011 às 20h06

Boa noite.

Grande cidadão Sergio Amadeu.

"… Perguntou aos presentes se eles acreditavam que Tim Berners-Lee, um dos pais da web, teria feito o que fez se fosse funcionário da Telefonica e dependesse da aprovação de um superior hierárquico…".

Em várias ocasiões o grande cientista [Tim] Berners-Lee fora perguntado o porquê de a Internet ter vingado.
A resposta, malgrado, claro, esta ou aquela palavra diferente, sempre teve a mesma ideia central: "A Internet é Viável Porque Baseada em Padrões Livres." (não literal).
Não é nenhum favor creditar Timothy Lee como um dos pioneiros da ideia de Neutralidade na Rede! Como não é nenhum, idem, afirmar que Sergio Amadeu é um dos maiores pesquisadores e ativistas em SL no Brasil.
A eles, como cidadão e como entusiasta de SL, rendo uma justíssima homenagem.

Quanto à amável Presidente Dilma, só posso lamentar que até ora ela não tenha percebido o poder capilar da Internet para o desenvolvimento da cidadania. Ou: quais "forças ocultas" a impedem de "desbernardizar" o MC?

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

    Lu_Witovisk

    26 de novembro de 2011 às 23h16

    Falou tudo!! Passarei a usar o "desbernadizar", muito bom!

    Morvan

    27 de novembro de 2011 às 04h04

    Boa noite.

    À vontade.
    Aguardo ansioso, como qualquer brasileiro, pela reforma ministerial. Que saiam todos os Bernardos e Annas de Holanda.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Alberto Dias

    27 de novembro de 2011 às 09h19

    Paulo Bernardo é Ministro das Globonicações…emprestou 1,5 bilhão à Globo falida no BNDES. Investiguem esse empréstimo e esse vendido cai no outro dia! É um oportunista a mais…só isso…

FrancoAtirador

26 de novembro de 2011 às 19h22

.
.
Esse tal de SOPA é a aplicação do USA PATRIOT Act para a internet.
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.

Responder

Lucas Villa

26 de novembro de 2011 às 19h08

"Descobre-se agora que o governo foi advertido sobre as traficâncias no ministério muito antes de eclodir o primeiro escândalo. Há nove meses, sindicalistas ligados ao PT alertaram o Palácio do Planalto sobre a existência de um esquema de extorsão envolvendo assessores da confiança do ministro [Carlos Lupi]. Um esquema que tinha como vítimas não apenas as ONGs, como revelado por VEJA há um mês, mas também os sindicatos. Essa nova face da máquina clandestina operada pela cúpula do PDT funcionava de uma forma bem simples: no Ministério do Trabalho, registro sindical era concedido mediante o pagamento de propina. O mecânico Irmar Silva Batista foi uma das vítimas dessa engrenagem. No papel, ele conseguiu criar o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Reparação de Veículos e Acessórios no Estado de São Paulo (Sirvesp). Irmar garante ter apresentado toda a documentação necessária para transformar o sindicato em realidade. Depois de registrar o CNPJ na Receita Federal, bateu à porta do ministério para concluir o processo.

Foi justamente aí que esbarrou em dificuldades. Ele descobriu que o processo de registro estava à margem da lei. Para ter prosseguimento, precisava ser acompanhado do pagamento de pedágio. Em 2008, Irmar foi tratar do assunto com o então secretário de Relações do Trabalho do ministério, Luiz Antonio de Medeiros, um dos fundadores da Força Sindical, entidade intimamente ligada ao PDT. Antes que a conversa ganhasse corpo, Medeiros o levou à sala do assessor Eudes Carneiro. O Medeiros disse o seguinte: ‘Irmar, o que o Eudes acertar está acertado’.”

Era o prenúncio do achaque. O mecânico conta que estranhou o comportamento de Eudes. “Ele pediu que a gente desligasse os celulares.” Era a iminência do achaque. Em seguida, ele pediu 1 milhão de reais para liberar o registro do sindicato.”

Responder

EUNAOSABIA

26 de novembro de 2011 às 18h07

""""O ativista pelo software livre e pela inclusão digital, sociólogo e professor Sergio Amadeu"""""

A recompensa pelo esforço e talento individual se chama lucro…os economistas costumam chamar essa recompensa como "taxa de markup" P – P.E = C + C.M ou P(1- E) = C(1 + M) ou P = C(1 + M) ÷ (1-E).

Qualquer coisa diferente disto, ou seja, qualquer coisa que não premie ou remunere o esforço e talentos individuais (exceto filantropia), eu confesso que ainda não conheço.

Até mesmo a viagem daquele que nos "descobriu", um certo Colombo (acho que foi em 1492, não vou procurar no gugla), foi uma viagem de "investimentos", consta que na volta, seu "lucro" pagou em 60 vezes o valor gasto pelos financiadores da empreitada, as cruzadas, suposto movimento pela expulsão dos mulçumanos da terra santa… ou seja.. um suposto movimento de cunho religioso, tinha na verdade acima de tudo um caráter econômico que visava o lucro… confesso… desconheço qualquer coisa que o ser humano faça enquanto "homo economicus", que não seja voltada para o lucro, a satisfação e recompensa individual por seu esforço.

Responder

    Lorenzo Tozzi-Evola

    26 de novembro de 2011 às 21h24

    O conceito de "homo economicus" foi bem elaborado, mas não passou de teoria econômica. É criticado já há muito tempo, inclusive o próprio Keynes já o fazia. Se se acrescentar, então, a sociologia e antropologia, a fragilidade aumenta. Einstein "lucrou" horrores com a Relatividade, por exemplo.

    EUNAOSABIA

    26 de novembro de 2011 às 21h47

    Já que tu manja tanto assim de Keynes… posso te fazer uma pergunta sobre sua obra ou vais espanar também??? sim ou não??? vou esperar….

    ZePovinho

    27 de novembro de 2011 às 00h55

    A obra do Lorenzo ou a de Keynes,analfa??Que tal discutirmos sobre Keynes,então?Que tal um pouco de teoria dos jogos,mas sem essas equaçõezinhas de livros de graduação?

    EUNAOSABIA

    27 de novembro de 2011 às 11h49

    Sabe quando o cara faz um esforço danado para tentar parecer culto???? (eu não uso a palavra inteligente pois uma coisa não tem nada a ver com a outra).

    Eu falo culto de conhecimento formal, conhecimento científico, aquele que pode ser aferido e provado.

    Mas como eu disse, sabe quando a pessoa faz um esforço quase hercúleo a fim de parecer ou fazer de conta que conhece alguma coisa???

    ooohhh mano velho, continua com esses teus vídeos inúteis, já te adianto que meu navegador não abre esses vídeos, na verdade não aparece nada pra mim, nem sei do que se trata, continue postando essas suas bobagens, se isso faz bem a você.

    Torias do que mesmo ??? você deve estar falando de Vasco e Fluminense ou Corintians e Figueira??? deve ser isso ….

    Sucumba em seu próprio alcatrão cultural pré cambriano e deixe eu aqui com minhas equações da graduação.

    Hasta la vista babe.

    ZePovinho

    27 de novembro de 2011 às 13h56

    Vai correr???Vamos lá.Dê uma lida aqui na introdução à teoria dos jogos do MIT e podemos começar a discutir um pouquinho de economia:
    http://ocw.mit.edu/courses/economics/14-12-econom…

    Eu não diria que sou culto.Culto é meu irmão,que aprendeu a falar cinco idiomas e assessora gringos no Rio de Janeiro.Eu sou,apenas,um acadêmico com esses títulos de merda que você tanto cita no "Cerra".Esses títulos não passam de bacharelismo babaca e só causam admiração em quem não os tem ou nada sabe.

    EUNAOSABIA

    27 de novembro de 2011 às 20h58

    Deus te abençõe.

    ZePovinho

    26 de novembro de 2011 às 21h37

    Lá vem a sabedoria com equações de somar e dividir.Dureza????????Tome um Dreher

    [youtube NOIKKgb8Ajc http://www.youtube.com/watch?v=NOIKKgb8Ajc youtube]

    Lu_Witovisk

    26 de novembro de 2011 às 23h14

    Ze Povinho, vc é demais!! essa foi otima, pra variar….

    ZePovinho

    27 de novembro de 2011 às 04h21

    Lcom todo respeito,Lu,mesmo assim de perfil,você é uma gatona.

    Lu_Witovisk

    27 de novembro de 2011 às 10h41

    ahahhahaha agradecida.

    Alvaro Tadeu Silva

    26 de novembro de 2011 às 22h22

    Houve um PhD em Harvard nos anos trinta que usou uma fórmula parecida com a do EUNÃOSABIA. A fórmula dele era sobre literatura. Segundo ele, uma boa poesia precisava ter 40% de rima rica, 30% de ineditismo, e 30% de métrica perfeita. Qualquer porcaria que atendesse a esses critérios, seria uma boa poesia. Então, EUNÃOSABIA bota umas fórmulas de inteligência zero querendo provar o improvável. Publique isso no site da Veja, que é o seu lugar.

    Lu_Witovisk

    27 de novembro de 2011 às 10h05

    Ta aí ó, teu guru!! "Quem com porcos anda, farelo come". Diploma não tem, mas "amigos" envolvidos em corrupção (e filha tb), ahhh isso ele tem.
    http://www.claudioangelim.com/2011/11/homem-forte…

    EUNAOSABIA

    27 de novembro de 2011 às 14h48

    O tal do capitão do Time, o número dois do governo Lula, quando este ainda se comportava deslumbrado (ficou oito anos em cima de um palanque sem fazer NADA), como uma Rainha da Inglaterra, aquele que arquitetou o maior esquema de corrupção já visto no país, esquema este que tentou subverter a própria democracia, que só não levou Lula ao impichamento graças a intervenção direta de FHC junto ao antigo PFL, esse mesmo, o herói de vocês, chamado pelo PGR de "O Chefe de uma Sofisticada Organização Criminosa", este mesmo que pode tomar 111 anos de cadeia, caso seja condenado pelos três crimes de que é acusado no STF, rapaz, e tu ainda vem com essa de falar em amigo do Serra???

    Vocês não enganam muita gente não.

    Jorge Nunes

    27 de novembro de 2011 às 19h55

    Mais desinformação.

    Acorda, qual é a contra proposta?
    O que fariam as pessoas votar no outro lado?

    Issa picunhinha sem sentido de velha classe média só se limita a Zona Sul do Rio e bairros similares do sudeste.

    Afinal, querem o quÊ?

    EUNAOSABIA

    27 de novembro de 2011 às 20h46

    O que o senhor está dizendo é o seguinte… " A peble ignara está com o PT em troca do bolsa voto e outras bolsas na vida", e aí o senhor continua……""" como a maioria do povo brasileiro é de analfabetos funcionais, ou analfabetos puros mesmo, enquanto o programa de bolsa votos estiver em vigor, vocês não ganham uma eleição."""

    Simples assim, o senhor chama o povo brasileiro de ignaro e atesta que essa massa que não pensa e não lê, vota no PT enquanto o estatus quo for mantido.

    O problema é que a Noruega de Lula começa a dar sinais de falência… sabe como é… oito anos sem fazer o NADA, começa a cobrar o seu preço.

    Jorge Nunes

    28 de novembro de 2011 às 00h30

    A peble só é ignara na visão de gente como você. Você só é limitado (a) a uma realidade local. O Brasil é muito maior do que você imagina.

    E muito mais formidável do que se vê na mídia do Sul-Sudeste.

    Eu participei da Semana Nacional da Ciência e Tecnologia. Entre vários projetos em andamento de energia nuclear a motor movido ar comprimido. Tinha o stand da COPPE – UFRJ onde estavam com um protótipo de um trem flutuante que vai começar a ser testado ano que vem na UFRJ. Que país na América hoje está podendo fazer isso numa universidade?

    Lembrando que até hoje não se mostrou na mídia a transposição do Rio São Francisco. Isso é realidade. Como a ponte sobre o Rio Negro, e as novas usinas espalhada pelo país.

    E não é o Brasil que está dando sinais de falência . É o país que está colocando mais jovens na universidade e ensino técnico.

    E vejo que não Brasil não tem uma oposição com um proposta, e sim torcer para a "Noruega dá sinais de falência". Não vejo nenhum representante do PSDB ou DEM, subindo no palanque do Senado para defender a indústria nacional, a segurança energética ou a melhor infraestrutura. E eles tem a mídia do lado poderiam fazer maravilhas caso tivessem o mínimo de cabeça.

    Estou no Rio de Janeiro. E não a contraproposta da oposição para o governo da cidade. Se há é dentro da base do governo que é PMDB, PSB e PT.

    O PSDB morreu no estado do RJ – A situação do estado no tempo do PSDB está no primeiro filme do tropa de elite.

    O DEM não volta mais – A Cidade da Música vai persegui-los sempre por aqui.

    Ou seja o problema é que a oposição precisa ser política, vinda da realidade e não só da mídia.

    EUNAOSABIA eu nem sei o que você quer. Só aparece aqui para falar da educação do Lula, mas e aí?
    Isso vai construir mais escolas?
    Vai gerar mais empregos?
    Vai aumentar as verbas das pesquisas?

    RicardãoCarioca

    27 de novembro de 2011 às 10h41

    Além de adorar passar recibo de desinformado, não é bom de interpretação de texto e parece adorar uma coleirinha (censura). Não tem nada a ver 'recompensar esforço' com a tentativa de acabar com a neutralidade da rede. Aliás, o primeiro seria prejudicado pelo segundo. Nem zoológico tem tantos micos como em suas produções literárias neste blog, viu?!

    Marcos W.

    27 de novembro de 2011 às 15h03

    Porque tu desconheces,não necessariamente inexiste!Quem sabe mais reflexão e menos ideologia e o problema é resolvido!

    Jorge Nunes

    27 de novembro de 2011 às 15h41

    Que outro grande partido fora o PT debate essas coisas?

    O grande problema "EUNAOSABIA" é que a oposição não faz nada de real.
    Ficam remoendo coisas sem sentido numa realidade que pede ação e não babaquice.

    Qual é a proposta da oposição? Estão debatendo o quê?

    A eleições aí e ninguém sabe o que quer a oposição?

    Banda larga decente? (São Paulo?)
    Indústria? (Pro FHC é revulucionário que a industria nacional se explada pagando juros sem o BNDS).
    Educação?
    Energia elétrica?
    Desenvolvimento reginal?
    Transportes? (Pelo que vi a oposição adora ônibus, nenhuma cidade pode ter VLT e sim mais linha de ônibus – Sério fico imaginando a reação do pessoal da cidade de Cuiabá ouvindo que eles terão mais ônibus ao invés de metrô).

Edson

26 de novembro de 2011 às 17h30

"Na Índia, o acesso ilimitado à internet custa US$ 2 ao mês, mas não estamos contentes com isso e achamos que pode ser de graça.(…)¨

Enquanto isso, no Brasil…. pago R$120,00 por mês numa conexão que DEVERIA ser de 1 Mbps, LIMITADA a 4 GB de dados e eles entregam uma conexão tão lenta que as vezes nem consigo abrir meu e-mail…. ou conectar no MSN… BANDA LARGA DE VERDADE JÁ!!!!

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/tec/1012025-produtor…

Responder

Jorge Nunes

26 de novembro de 2011 às 17h19

Por mim deveriam liberar a Banda Larga via rede elétrica.
Isso colocaria mais um competidor de peso forçando os preços para baixo.
E pela rede elétrica as conexões seriam muito mais rápidas. E a implantação seria barata já que toda a casa tem uma tomada.

Responder

    FrancoAtirador

    26 de novembro de 2011 às 18h33

    FrancoAtirador

    26 de novembro de 2011 às 18h39

    .
    .
    Internet pela rede elétrica no Brasil depende de fabricação local

    Por Edileuza Soares, da Computerworld

    Como equipamentos são importados, diretora da AES Atimus, que tem pacote de serviço com Intelig, diz que custo inviabiliza disseminação.

    A falta de fabricação local de equipamentos para entrega de banda larga pela rede elétrica inviabiliza a prestação desse serviço no Brasil. A afirmação é da diretora-geral da AES Atimus, Teresa Vernaglia, que anunciou nesta terça-feira, 30/11, a unificação das operações das empresas de telecomunicações do grupo de distribuição e geração de energia AES Brasil.

    Ao apresentar a AES Atimus, nova empresa criada para unir operações da AES Eletropaulo Telecom e AES Com Rio, a executiva garantiu que o acesso banda larga pela rede elétrica (PLC ou BPL) funciona bem e há demanda por esse serviço. Segundo ela, a tecnologia permite conexões com velociddes de até 15 Mbps.

    A companhia lançou essa oferta comercial no ano passado em parceria com a Intelig. Atualmente, 300 prédios de três bairros da capital paulista (Jardins, Pinheiro e Moema) estão conectados pela rede elétrica.

    “Só não expandimos porque os equipamentos são 100% importados”, afirma Teresa. O grupo AES leva fibra óptica até os prédios cobertos pelo serviço, mas são necessários equipamentos para inligar o poste, o edifício e o modem que fica na casa do usuário. “Como tudo é importado, fica inviável implantar o serviço em larga escala”, diz a executiva.

    Mesmo com alíquotas diferenciadas para trazer essa tecnologia para o Brasil, a executiva avalia que o custo é alto, comparado ao custo de levar fibra óptica até a casa do assinante. Mesmo assim, como a taxa de penetração da banda larga no Brasil ainda é baixa, a diretora-geral da AES Atimus afirma que há espaço para prover o serviço pela tecnologia PLC, desde que seja criada no País uma cadeia sólida de fornecedores locais.

    “Tem que ter uma ação coordenada para se criar um modelo que atenda todos, tanto a indústria nacional quanto os que virão de fora”, defende a executiva.

    Teresa acredita que a implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), gerenciado pela Telebrás, pode ajudar o mercado a se mobilizar para encontrar soluções para o PLC, uma vez que a iniciativa do governo é disseminar internet rápida no Brasil pelos mais variados meios.

    http://idgnow.uol.com.br/mobilidade/2010/12/04/in…

    Marcio H Silva

    26 de novembro de 2011 às 21h04

    Ingenua esta moça da AES, para se criar uma cadeia solida de fornecedores, tem que haver uma cadeia solida de compradores. Ninguém investe no escuro. As Teles vão apertar o pescoço destes fornecedores até a língua ficar roxa e sair pela boca e vai inviabilizar nossa industria de PLC nacional. Pergunto: porque lá fora o PLC ainda é caro? respondo: porque nenhuma empresa que opera banda larga se interessou pela tecnologia e porque nenhum governo subsidiou esta industria para a mesma deslanchar, portanto esta tecnologia PLC tende ao fracasso, a não ser se um player global bancar o serviço utilizando esta tecnologia e mostrar que o uso dela é viável economicamente. Quando estava no negocio de telecom, todos os estudos que fazíamos na época mostrava que fibrar ( com fibra óptica ) até a residencia do usuário era a alternativa mais cara, e o PLC ainda é mais caro que esta opção.

    FrancoAtirador

    27 de novembro de 2011 às 00h46

    .
    .
    Daí por que a Telebras deve participar diretamente de todo o processo.

    E o BNDES deve financiar a Telebras e não as Teles.
    .
    .

    Marcio H Silva

    27 de novembro de 2011 às 17h46

    Daí conclui-se que temos 3 alternativas:
    1. Usar a força do Governo e obrigar as concessionárias publicas a adotar o PNBL como o mercado deseja. Solução de curto prazo, imediata.
    2. O BNDS financiar a telebrás a construir uma Nova infra para o PNBL. Solução de médio e longo prazo, no mínimo 5 anos.
    3. Esperar o IEEE solucionar os protocolos da Rede Mesh, conforme sugestão do MORVAN.
    3.1 Governo obriga as teles a aderir a rede mesh.
    3.2 BNDS financia a telebrás a construir a infra.
    ítem 3 de medio prazo.

    FrancoAtirador

    27 de novembro de 2011 às 19h47

    .
    .
    Caro Marcio H Silva.

    Assim como já agradeci ao Morvan,
    também lhe agradeço por sua contribuição.

    Quanto às suas 3 proposições, resta observar:

    Pelo que vem demonstrando a atual gestão do MiniCom,
    ou o Governo não tem essa força toda, que imaginamos,

    ou, se tem força, não tem mesmo é vontade política,
    necessária para a expansão da banda larga no Brasil.

    Aliás, entendo que, para facilitar a implantação do PNBL,
    se o Governo tivesse realmente força e vontade política,
    poderia tranquilamente REESTATIZAR A EMBRATEL.
    .
    .

    Marcio H Silva

    28 de novembro de 2011 às 00h44

    Franco, recordo a ti que Daniel Dantas ainda não foi preso.
    Poderiam reestatizar também as 2 operadoras de telefonia fixa para atender ao PNBL. Afinal quem tem capilaridade e penetração em todos os municípios do BR são as operadoras ficas e não a Embratel que nasceu para atender a longa distancia.

    FrancoAtirador

    28 de novembro de 2011 às 15h14

    .
    .
    Chegaste ao ponto.

    Obrigado, Marcio.

    Um abraço libertário.
    .
    .

    Alvaro Tadeu Silva

    26 de novembro de 2011 às 22h34

    Pelo amor de Deus, Jorge Nunes há riscos tecnológicos terríveis nessa proposta. Imagine uma tempestade com raios (o Brasil é um dos campeões mundiais de raios), paralisaria a internet via rede elétrica em instantes.

    Jorge Nunes

    27 de novembro de 2011 às 15h46

    Tempestades de raios não paralizariam a internet via rede elétrica, pelo mesmo motivo que não paralizam os telefones que também usam corrente elétrica.

    PLC seria uma boa solução para estados como o Rio de Janeiro onde há região que não há telefone mas há rede elétrica. Para o Norte e Nordeste do Brasil onde os serviços de banda larga são muito ruins e caros… Isso ficaria fora das regiões de raios.

    Morvan

    27 de novembro de 2011 às 04h17

    Boa noite.

    Amigo Jorge Nunes, o problema não passa pela alternativa tecnológica (mesmo que a Internet via rede elétrica tenha lá seus percalços, de ordem econômica e também tecnológica). Se fosse assim, as Redes Mash seriam uma alternativa mais barata, pois têm mais capilaridade com custo quase unitário de implantação. Quer dizer, após implantado, o número de atingidos pelo sinal é exponencial, não proporcional.
    O problema, como eu já afirmei aqui e noutros sítios, bem como outros técnicos também o fizeram, é totalmente de ordem política (leia-se coragem ou vontade).
    Veja outro aspecto: se o Governo colocasse a Embratel para bater de frente, como regulador de oferta, o preço da banda larga despencaria.
    Esta era a ideia inicial, lembra-se?

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    FrancoAtirador

    27 de novembro de 2011 às 17h21

    .
    .
    Caro Morvan.

    Você quis dizer:

    "se a [TELEBRAS] bater de frente, como regulador de oferta, o preço da banda larga despencaria."

    A Embratel, o PSDB já deu de presente para o Carlos Slim.
    .
    .

    Morvan

    27 de novembro de 2011 às 17h58

    Boa tarde.

    Valeu pela correção, FrancoAtirador.
    Isso mesmo. A Telebrás teria, inicialmente, este papel, até mesmo por dispor de infraestrutura (cabeamento, principalmente, e "know-how").

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    FrancoAtirador

    27 de novembro de 2011 às 19h27

    .
    .
    Grato, Morvan.

    Você contribui imensamente, aqui no Viomundo,
    com seus conhecimentos técnicos e análises críticas.

    E creio que todos os leitores de seus comentários,
    da mesma forma, lhe agradecem por esta contribuição.

    Um abraço camarada e libertário.
    .
    .

    Luiz Carlos Azenha

    27 de novembro de 2011 às 20h05

    O obrigado de todos nós ao Morvan. abs

    Morvan

    27 de novembro de 2011 às 20h46

    Boa noite.

    Camaradas Azenha e FrancoAtirador, obrigado, mas ou eu quem agradece pelo apoio de vocês e pelo espaço concedido pelos sempre solícitos Azenha e Conceição.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Marcio H Silva

    27 de novembro de 2011 às 19h29

    Caro Morvan, onde a telebrás tem esta infra? se tivesse o Governo já estava oferecendo o serviço.
    A Infra que tinha foi privatizada em 98 por FHC.

    FrancoAtirador

    27 de novembro de 2011 às 20h43

    .
    .
    Caro Marcio H Silva.

    Parece que alguma coisa ainda restou.

    Além disso, como já mencionei em outro comentário,
    o Brasil pode muito bem REESTATIZAR A EMBRATEL,
    utilizando uma quantia ínfima das reservas cambiais.
    .
    .
    25/05/2011 – 17h28

    Telebras poderá usar fibra ótica de estatais do setor elétrico para expandir banda larga

    Brasília – A Telebras está autorizada a usar as redes de fibras óticas das empresas estatais do setor elétrico para a transmissão de dados no âmbito do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou hoje (25) os contratos de cessão firmados entre a Telebras e as estatais Furnas, Chesf, Eletrosul e Eletronorte. Os acordos entre as companhias foram fechados em fevereiro, mas ainda aguardavam a anuência da agência reguladora.

    De acordo com a Telebras, o valor dos contratos para este ano chega a R$ 3 milhões, com carência de seis meses, e prevê o aluguel das redes de fibra ótica instaladas nas linhas de transmissão de energia. A Telebras vai pagar R$ 931,4 mil para a Eletronorte, R$ 1,3 milhão para a Chesf e R$ 873,9 mil para Furnas. O contrato com a Eletrosul não prevê pagamento de aluguel este ano porque a rede da empresa só deverá ser usada no fim de 2011. Todos os contratos têm validade de dez anos.

    A Telebras também assinou contrato para uso das fibras óticas da Petrobras. A previsão é concluir em junho o primeiro trecho da rede nacional de telecomunicações (backbone) que atenderá o PNBL. São 377 quilômetros de fibras óticas instaladas nas redes de transmissão de Furnas, entre Brasília a Itumbiara, em Goiás.

    Reportagem: Sabrina Craide
    Edição: Vinicius Doria
    Agência Brasil
    .
    .

    Marcio H Silva

    28 de novembro de 2011 às 00h38

    Respondendo ao MORVAN e Franco Atirador:
    O papo aqui é para enriquecer o conhecimento dos leitores do blog e tentar entender as politicas e dificuldades de se implementar um PNBL em nosso país. O segmento telecom é muito complexo para ser falado em poucas linhas mas vamos tentar esclarecer e estou aberto para qualquer discussão. Pois bem,
    Sou Engenheiro de Telecom e trabalhei na maior operadora de telecom até dez de 09 quando me deram um PDV e estou fora do mercado e ficando desatualizado a quase dois anos. Trabalhei durante os últimos dez anos na área de planejamento de dados, onde meu superintendente se reportava diretamente aos donos da empresa onde obtive uma visão de foco no onvestimento, plano de negócio e políticas muito grande.
    MORVAN, pelo que entendo voce é um analista de rede, e dos bons, entende muito bem da camado OSI até o sétimo nivel. Eu pelo contrário sou um cara operacional que no fim da carreira foi trabalhar em Planejamento, tendo como atribuição prospecção de novas tecnologias com forte interação com os fornecedores de tecnologia, orçamento, interação com marketing dando suporte para desenvolver novos serviços e visão sistêmica a nível Brasil, e muitas coisitas mais. Entendo as camadas 1 e 2 muito bem, a 3 razoalvelmente bem e um pouco da 4, 5 e 6, só para o gasto. Tínhamos analistas no grupo para nos ajudar nas configurações e entendimento dos protocolos.
    Então afirmo, minha ex-empresa chegou a cogitar utilizar Fibras da Petrobrás, eletronorte, eletrobrás, AES. Negociações muitos difíceis, porque onde entra grana, por oportunidade de negócio, tudo fica difícil. Infra da Eletrobrás não é da Telebrás, é do governo Brasileiro, e parte da empresa é dos acionistas, a qual o majoritário tem que prestar contas. Além da baixa capilaridade destas fibras que só atenderiam ao backbone, não dando penetração para atender todos os municípios de todos os estados do BR como prevê o PNBL, estudei e vivi isto quando na ativa. A TELEBRÁS terá que ealizar um investimento maciço em infra para acomodar roteadores, DGs, lançamento de F.O., treinamento de Mão de Obra para operar a rede etc….Coisa que a Telebrás no momento não tem. Se tivesse, já teria deslanchado, Dilma não é boba.
    Entendam que o Brasil é enorme, topografia heterogênea, mais da metade é floresta, grandes rios, sertão, agreste, morros, montanhas, e os cabos existentes, destas empresas, atendem a menos de 10% da demanda para atender o PNBL.
    Franco, de 99 a 09 investimos só no segmento dados, na ex-empresa que trabalhei, uma média de 500 milhões ano. Como se vê, os contratos iniciais da telebrás é muito tímido.
    Volto para as 3 opções que citei abaixo, que resume o dito neste texto.

    Marcio H Silva

    28 de novembro de 2011 às 00h51

    Re-estatizar a EMBRATEL não resolve, ela nasceu lá no passado para conectar as fixas estaduais ( lembra do DDD ? ) com voz, ou seja era uma empresa de backbone. O que resolveria é re-estatizar as duas fixas que restaram. Estas sim atendem as todos ( ou quase todos ) os municípios do país com capilaridade e penetração que são os requisitos necessários para atender o PNBL conforme planejado pelo Governo Federal.

    Morvan

    28 de novembro de 2011 às 09h10

    Bom dia.

    Obrigado pelas palavras amigáveis, Marcio H Silva.

    Mas, acredite. Se houver vontade política, a coisa deslancha. Temos todas as condições de fazer um bom trabalho utilizando a estrutura da Telebrás, que, como eu citei, via WikiPedia, é fruto de ajuste de metas (aquele tipo de negócio onde o Governo aceita receber algo para não perder tudo, já que as teles não teriam como cumprir as metas acordadas).
    Quanto ao Modelo OSI, citado por você, é prerrequisito para se trabalhar com redes. Sem o Modelo OSI, seria inviável tentar solucionar problemas de redes de modo escalar.
    Espero que você continue a nos ajudar, sempre que houver algo a ser melhor pontuado e muita ventura em seu trabalho, já que o bom profissional nunca para de trabalhar.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Morvan

    27 de novembro de 2011 às 20h58

    Boa noite.

    Amigo Marcio H Silva, a Telebrás tem estrutura, sim. Uma parte não utilizada por nenhuma das "compradoras" ou adquirentes da estrutura estatal são, de fato e de direito, pertencentes à EletroBrás, após acordo de ajuste de metas:

    "… Com um aporte de 200 milhões de reais no fim de 2007 por parte do Governo Federal, a Telebrás tornou-se a empresa gestora dos recursos FUST e pretende ser administradora de uma extensa malha de fibras óticas já implantadas nas torres da Eletrobrás, pertecentes a falida Eletronet, e ainda redes de fibra ótica da Petrobrás… ".

    "A nova Telebrás é gestora do Plano Nacional de Banda Larga [13]. A Telebrás absorveu a seu patrimônio, as redes da empresa falida Eletronet, criada como subsidiária da Eletrobrás. Cogita-se a possibilidade das redes e demais infraestruturas de fibras óticas da Petrobrás também serem absorvidas pela Telebrás…".

    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Telebr%C3%A1s

    Na verdade, o grande gargalo passa pela vontade política, como tenho, de modo amiúde, afirmado.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Marcio H Silva

    27 de novembro de 2011 às 17h40

    Caro Morvan, como estou com preguiça, tirei o texto do wikipedia.
    "O grande problema das redes mesh hoje consiste no excesso de informações sobre o roteamento que deve ser transportado junto com os pacotes de dados. Esta situação é chamada de "overhead". O resultado prático deste problema é a queda de desempenho das redes.
    Existem basicamente duas linhas de desenvolvimento de protocolos mesh: o reativo e o pró-ativo. O reativo somente reage quando surge um evento que demande a necessidade de ajuste no roteamento. O pró-ativo faz buscas periódicas e se antecipa aos problemas, respondendo mais rapidamente. A consequência prática é que, apesar de mais eficiente, o overhead é muito maior no sistema pró-ativo.
    Outro problema é a perda de desempenho por número de saltos. Não existe na prática uma limitação para o número de saltos que uma informação pode dar numa rede mesh, mas existe uma degradação de performance que vai aumentando conforme aumenta o número de saltos.
    Em equipamentos com apenas um rádio 802.11g de um fabricante dos EUA, a performance que pode chegar a 7 Mbps no primeiro salto, não passa de 1 Mbps `a partir do quinto salto.
    Equipamentos mais sofisticados com múltiplos rádios 802.11n podem diminuir drasticamente estes problemas."
    Eqiopamentos mais sofisticados encarecem o serviço.
    Fazendo analogia com a rede de voz móvel existente, que é muito ruim, para dados será tão ou mais ruim ainda.
    Ou seja, as novas alternativas existentes, são de difícil implementação aqui e lá fora.

    Morvan

    27 de novembro de 2011 às 20h00

    Boa noite.

    Obrigado, Marcio H Silva.
    É mais informação a nos esclarecer e nos tornar mais cônscios dos problemas na implementação de redes em grande escala.
    Confesso que não sabia que o OverHead nas Redes Mesh era tão elevado. Mas, pelo que você me descreveu, parece ser um problema na camada de protocolo (ou seja, pode ser resolvido mais facilmente do que um problema de hardware (em tese!).
    À guisa de informar, o OverHead se refere ao conjunto de informações que não são dados, e sim parte da transmissão. Para aclarar ainda mais, o OverHead de uma rede de 100Mb cabeada é menor do que o de uma rede sem fio de 300Mb, pois em uma rede "Wi-Fi" eu teria que acrescentar mais bytes de controle em pacotes de dados!

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Marcio H Silva

    28 de novembro de 2011 às 01h06

    Em tese mesmo, porque o IEEE já está trabalhando nisto a alguns anos.
    Os nós de rede, para rerotear alguma mensagem trabalha muito, tornando os cabeçalhos maiores e portanto diminuindo a eficienca na transmissão do dado nos saltos a ser dados. Infelizmente é uma batata quente a solução deste problema e nosso país tem pressa para ter uma solução eficiente e barata.

    angelo

    27 de novembro de 2011 às 17h54

    Creio que seja pura política (leia-se sacanagem) sim. Há quase dez anos li pela primeira vez matéria sobre internet elétrica. E aparenta não ter evoluído por ser pouco divulgada. Coisas do capetalismo.


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