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Google: Não seja ‘evil’; mas, quem é mesmo malvado?


18/11/2011 - 14h01

James Gleick, no New York Review of Books

Última parte de artigo publicado no New York Review of Books, uma resenha de livros sobre o Google lançados recentemente

Tradução de Pedro Germano Leal

A primeira parte está aqui

A segunda parte está aqui

A terceira parte está aqui

O lema corporativo Google é ”não seja malvado”. Simples como isso é, requer uma análise.

Ele foi apresentado pela primeira vez em 2001 por um engenheiro, Paul Buchheit, numa sessão de discussão sobre valores corporativos. “As pessoas riram”, lembrou. “Mas eu disse, ‘É pra valer.’” (Naquela época, o boom do mundo da tecnologia tinha seus ‘esqueletos no armário’, e muitos Googlers entenderam “não seja malvado” explicitamente no sentido de “não sejam como a Microsoft “, ou seja, não ser um monopolista implacável e cruel).

Muitas vezes o slogan é citado em uma forma mais contundente: “Não faça o mal.” Mas este seria um princípio mais difícil de cumprir.

Agora eles podem ser zombados por conta slogan, mas os Googlers estavam sendo sinceros. Eles acreditavam que uma empresa deveria se comportar eticamente, como uma pessoa. Eles refletiam e debatiam entusiasticamente sobre seus valores. À primeira vista, “Não seja malvado” era um compromisso melhor do que alguns dos outros concorrentes: “o Google vai se esforçar para honrar todos os compromissos” ou “jogue duro, mas mantenha as travas [da chuteira] para baixo.”

“Não seja malvado” não significa necessariamente “ter transparência”. Nenhum dos livros apresentados aqui pode dizer quantas buscas o Google realiza, a quantidade de eletricidade que consome, a exata capacidade de armazenamento que possui, quantas ruas ele fotografou, quantos e-mails ele armazena; e nem adianta você fazer uma busca no Google por essas informações, porque Google valoriza a própria privacidade.

Também não tem que significar “obedecer todas as leis.” Quando o Google embarcou em seu programa de digitalizar livros com direitos autorais e copiá-los para seus servidores, ele agiu por baixo do pano, enganando editores com os quais estava desenvolvendo relações comerciais. O Google sabia que essas cópias beiravam a ilegalidade. Considerou suas intenções honrosas e a lei ultrapassada. “Eu acho que nós sabíamos que haveria um monte de questões interessantes”, Levy cita uma fala de Page, “e a maneira como as leis são estruturadas não é exatamente sensata”.

Quem, então, julga o que é o malvado? “Malvado é o que Sergey diz que é malvado”, explicou Eric Schmidt, o executivo-chefe, em 2002.

Quanto a Sergey: “Eu sinto que não devo impor minhas crenças sobre o mundo. É uma prática de má tecnologia.” Mas os fundadores parecem confiar bastante em seu próprio senso de justiça. (“‘Bastardos!’ Larry teria exclamado quando um blogger levantou dúvidas sobre a privacidade dos usuários [do Google]“, lembra Edwards.”Bastardos!’ Eles é o que diriam sobre a imprensa, os políticos, ou os usuários confusos que não são capazes de compreender a superioridade óbvia da tecnologia por trás dos produtos do Google.”)

Google fez algum mal na China. Ele colaborou com a censura. Começando em 2004, ele deu um jeito de torcer seus algoritmos e filtrar seus resultados de modo que o Google em chinês omitiria resultados indesejáveis ​​para o governo. No exemplo mais notório, uma busca por “Praça Tiananmen” [Praça da Paz Celestial] iria resultar em guias de turismo, e não em aulas de história. O Google descobriu o que censurar verificando o mecanismo de busca Baidu, aprovado pela China, e, aceitando orientações complementares do governo.

No entanto, também  é verdade que o Google procurou resistir ao governo chinês tanto quanto qualquer outra empresa americana. Quando os resultados foram bloqueados, o Google insistiu em alertar seus usuários com um aviso na parte inferior da página de pesquisa. No fim das contas, o Google claramente acreditava (e eu acho que estava certo, apesar do óbvio interesse próprio) que a sua presença beneficiou o povo da China, aumentando o fluxo de informações e deixando clara a violação da transparência. A aventura teve uma reviravolta em janeiro de 2010, depois que um grupo de hackers, talvez com o envolvimento do governo, violou os servidores do Google e teve acesso às contas de e-mail de ativistas de direitos humanos. A companhia fechou o Google.cn e agora serve a China a partir de Hong Kong, com resultados censurados não pelo Google, mas pelos filtros do governo.

Assim o Google é  malvado? A questão está aí pra quem quiser ver; e ela incomoda, mesmo se alegremente confiamos nos serviços desta empresa – que agora oferece, além dos resultados de busca, mapas, traduções, imagens de rua, calendários, vídeos, dados financeiros, e indicações de bens e serviços. A crítica mais contundente contra o Google está disponível no livro Search & Destroy, escrito por Scott Cleland, um auto-intitulado “crítico do Google”. Ele é agressivo – o livro poderia muito bem ter sido intitulado Google: Intimidação ou Ameaça? “Há evidências de que o Google não é só cãezinhos meigos e arco-íris”, ele escreve.

O mascote corporativo do Google é a réplica de um esqueleto de Tyrannosaurus Rex, em exposição do lado de fora da sede da empresa. Com sua mandíbula e dentes poderosos, o tiranossauro era um predador terrível. E dê uma olhada na poltrona que fica no escritório do presidente do Google, Eric Schmidt – retirada de um bombardeiro B-52. O B-52 era um bombardeiro de longo alcance projetado para lançar armas nucleares.

Levy é mais comedido: “Google professou um senso de pureza moral… mas parecia incapaz de perceber as conseqüências de sua própria tecnologia nos direitos de privacidade e de propriedade.” Pesadas todas as evidências, os fundadores do Google adotaram uma visão ética incomum, para uma empresa também incomum. Eles acreditam que a informação – “universalmente acessível” – é uma virtude em si mesma. Eles criaram e lideraram equipes de técnicos responsáveis ​​por uma década de ouro de verdadeira inovação. Eles são visionários em uma época em que a esta palavra se vulgarizou. Talvez, agora eles estejam pouco dispostos a submeterem-se aos padrões éticos de outras pessoas, mas isso pode ser apenas uma questão de personalidade. É bom lembrar que uma corporação moderna é uma criatura amoral por definição, subserviente a seus acionista, e não ao interesse público.

A Federal Trade Commission [Comissão Federal de Comércio] expediu uma série de intimações em junho, como parte de uma investigação antitruste contra os sistemas de busca e publicidade do Google; a Comissão Europeia começou uma investigação semelhante no ano passado. Os governos estão reagindo, em parte, às queixas organizadas de concorrentes do Google, incluindo Microsoft, que afirmam, entre outras coisas, que a empresa manipula seus resultados de busca para favorecer seus amigos e punir seus inimigos. A empresa sempre negou isso. Certamente os reguladores estão preocupados com esse “domínio” – o Google parece estar em toda parte, parece saber tudo, e age contra noções de privacidade já bem arraigadas.

A ascensão das redes sociais equilibra novamente esta equação. Os usuários do Facebook escolhem revelar – e até alardear – aspectos de suas vidas privadas, para pelo menos parte do mundo público. Quais os aspectos, e que parte? No Facebook, as opções de usuário são notoriamente obscuras e sujeitas a mudanças, mas a maioria dos usuários compartilha suas informações com “amigos” (palavra que, usada neste contexto, parece ter sido seqüestrada e empalhada). No Twitter, cada enunciado pode ser visto por todo mundo, exceto no caso das chamadas “mensagem direta”, que o ex-deputado Anthony Weiner tentou e não conseguiu utilizar. Além disso, a Biblioteca do Congresso Americano está arquivando todos os tweets do mundo, talvez para serem eternizados: um fato que deve entrar na preocupar os adolescentes, ou senão, os membros do Congresso.

Agora, o Google está implementando sua segunda experiência em plataformas de rede-social, o Google+. A primeira tentativa ocorreu 18 meses atrás com o Google Buzz – um tropeço incomum para a empresa. Por padrão, ele revelou listas de contatos com os quais os usuários vinham trocado mensagens instantâneas ou e-mails. Os defensores da privacidade soaram um alarme e a Federal Trade Commission iniciou uma investigação, chegando rapidamente a uma solução em que o Google concordou em se submeter com regularidade a auditorias de privacidade pelos próximos 20 anos. O Google+ dá aos usuários um controle mais preciso sobre o que é compartilhado com quem. Ainda assim, de um jeito ou de outro, tudo é compartilhado com a empresa. Todas as redes sociais têm acesso a nossa informação e pretendem usá-la. Elas são nossas amigas?

Uma coisa é clara: nós temos que decidir o que queremos do Google (como se pudéssemos determinar nosso consciente coletivo). E mesmo depois disso, ainda poderemos não conseguir o que desejamos.

O Google sempre diz que os usuários podem desabilitar muitas de suas formas de coleta de dados, o que é verdade – até certo ponto – para usuários que sabem usar bem o computador; além disso, a empresa fala de privacidade como se fosse uma moeda de troca [um trade-off], mas Vaidhyanathan rejeita esta ideia:

Privacidade não é algo que pode ser contado, dividido, ou “negociado”. Não é uma substância ou conjunto de dados. É apenas uma palavra que usamos desajeitadamente para expressar uma grande variedade de valores e práticas que influenciam o modo como administramos nossa reputação em diferentes contextos. Não existe uma fórmula para avaliar “privacidade”: eu não posso dar ao Google três pontos da minha privacidade em troca de um serviço de 10 por cento melhor.

Isso me parece correto se levarmos em conta ainda que “privacidade” envolve não apenas administrar a nossa reputação, mas proteger a nossa vida privada – que podemos não querer compartilhar. Em todo caso, continuamos a fazer precisamente o tipo de negociação que Vaidhyanathan diz ser impossível [usando a privacidade como moeda de troca]. Queremos ser tratados como indivíduos ou como os neurônios no cérebro do mundo? Obtemos melhores resultados de pesquisa e vemos anúncios publicitários mais adequados quando deixamos que o Google saiba quem nós somos. E ainda economizamos alguns toques no teclado.

* Este texto foi publicado originalmente como uma análise das seguintes publicações:

In the Plex: How Google Thinks, Works, and Shapes Our Lives

por Steven Levy

Simon and Schuster, 424 p.

I’m Feeling Lucky: The Confessions of Google Employee Number 59

por Douglas Edwards

Houghton Mifflin Harcourt, 416 p.

The Googlization of Everything (and Why We Should Worry)

por Siva Vaidhyanathan

University of California Press, 265 p.

Search & Destroy: Why You Can’t Trust Google Inc.

por Scott Cleland, com Ira Brodsky

Telescope, 329 p.





30 comentários

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Anúncios no g-mail mostram quanto o Google sabe sobre você « Viomundo – O que você não vê na mídia

22 de maio de 2012 às 23h53

[…] Clique aqui para a última parte. * Este texto foi publicado originalmente como uma análise das seguintes publicações: […]

Responder

Leitor denuncia anunciante do Google | Viomundo - O que você não vê na mídia

05 de janeiro de 2012 às 00h25

[…] Google: Mas, quem é mesmo ‘evil’? […]

Responder

FrancoAtirador

19 de novembro de 2011 às 23h45 Responder

Morvan

19 de novembro de 2011 às 21h51

Boa noite.

Não acredito que os proprietários / acionistas do Google tenham uma visão tão pueril de uma empresa de fato, em um mundo capitalista.
Acredito que o Slogan "Do Not Be [So] Evil" esteja mais para um meme do que, propriamente, uma missão ou auto-percepção de uma pessoa (jurídica).
O problema é que o seu mote às vezes é substituído ou sobrepujado, mesmo, pelo seu ícone. Enquanto o Google fala em comportamento ético (em pleno capitalismo!), seu mascote ou ícone é um Tyranossaurus Rex; nos Estados Unidos, onde a palavra liberdade é repetida amiúde, de modo quase nazista (ali, qualquer coisa que se inaugure, se chamará, quase que obrigatoriamente, "Freedom"!), o seu símbolo é uma ave de rapina (muito coerente, por sinal).

O Google faz, paralelamente à política, um equilíbrio de forças; é o polo antípoda da Microsoft. Se você acha que o mundo melhorou, após o esfacelamento político da União Soviética, então você pode imaginar um mundo (digitalmente falando) sem a "malvada" Google. Mas a questão parece bem mais profunda. A perguntinha recrudescente é: coexiste ética (no capitalismo)?

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

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    Patricio

    21 de novembro de 2011 às 11h00

    Muito pertinente a questão levantada. O fundamento do capitalismo é o lucro ou a mais valia. Ou ambos, dependendo do conceito aplicado. No fundo, uma operação aritmética simples. É tranquilamente aceita pela maioria da população, graças a um processo de convencimento ideológico que dura centenas de anos.
    O nome mais correto para o princípio moral do capitalismo é: ROUBO.
    Ser ético é denunciar permanentemente o seqüestro cotidiano das forças naturais e do trabalho humano que o capitalismo faz sem nenhum constrangimento.

    Morvan

    21 de novembro de 2011 às 12h59

    Bom dia.
    Perfeito, Patricio. As pessoas precisam entender que: cobrar ética no capitalismo é como pedir a uma abelha para fazer mel com anticorpos (para os humanos, evidente); ou seja, é pregar no deserto.
    O Google é uma empresa (no sentido estritamente econômico do termo).
    A ela compete lucrar…

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

FrancoAtirador

19 de novembro de 2011 às 20h19

.
.
#OccupyWallStreet

NÓS SOMOS O LAMENTO DO CORAÇÃO DO MUNDO !

[youtube CxG4g62rnd8 http://www.youtube.com/watch?v=CxG4g62rnd8 youtube]

OUTRO MUNDO É POSSÍVEL !
.
.

Responder

jõao

19 de novembro de 2011 às 10h54

O esquema suspeito do filho de FHC e & Disney
Documentos obtidos por ISTOÉ mostram que Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente da República FHC, pode ser testa de ferro do grupo americano Disney

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    EUNAOSABIA

    19 de novembro de 2011 às 18h16

    82 e 101 Divisões Aerotransportadas (as mesmas que saltaram na Normandia em 06 de junho de 1944), I Exército, aquele que já foi comandado por um tal de Omar Nelson Bradley , Marines Corps, Quarta Divisão Blindada, aquela de um certo General Creighton Abrams, III Exército, sim, esse mesmo que um dia já foi comandado por um tal de General George Patton, Sétimo Regimento de Cavalaria, aquele mesmo comandado por um tal de Tenente Coronel George Custer, além de toda a marinha de guerra, e toda a USAF….. os B52 serão mandados para destruir São Paulo, usando milhares de toneladas de bombas burras mesmo, os B2 atacaram o Rio com bombas inteligentes a fim de não destruir os pontos turísticos da cidade para que Obama venha passar as férias aqui ao lado de Michele, Sacha e Malia e seu cão B.O., além de Charlie, o Poney de Sacha.

    Estão apenas esperando o sinal em código que será emitido pela Rádio FM do filho de FHC.

    ZePovinho

    19 de novembro de 2011 às 23h20

    O HMS TIRELESS entende mais de armas do que de matemática e economia.

    El Cid

    20 de novembro de 2011 às 09h14

    É comovente a sua vocação e da família Cardoso para servir aos Estados Unidos… vocês não conseguem controlar…

Caracol

19 de novembro de 2011 às 08h44

Vocês não acham gozado? O estamento corporativo-monetarista-globalizado tem como uma de suas leis fundamentais o respeito pela "propriedade privada". No entanto, invadem, se apossam e se aproveitam da privacidade dos indivíduos, coisa que pertence a cada indivíduo. Ou seja, a propriedade deles, corporativos, é sagrada, enquanto que a da manada está aí pra ser explorada.
São muito bonzinhos mesmo, esses caras.

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    Mário SF Alves

    19 de novembro de 2011 às 20h10

    Aos amigos do rei os favores da lei, aos inimigos do rei, os rigores da lei. Deve ser isso. A única coisa que não existe e nem pode existir é rigor no raciocínio/lógica do conservadorismo/direita.

Candinho

19 de novembro de 2011 às 08h22

No século XIX os conservadores argumentavam que o socialismo seria impossível porque não haveria ninguém para despejar os penicos. Blanqui, um revolucionário que passou em prisões variadas mais de metade da sua vida adulta, respondeu que no socialismo cada um limparia o seu próprio penico. Ele não previu que houvesse hoje quem defendesse que não é preciso ninguém limpar os penicos.

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Gerson Carneiro

19 de novembro de 2011 às 08h19

Por aqui o Google andou praticando maldades. Até a última eleição presidencial ao digitar a palavra “mentiroso” no Google o primeiro endereço que aparecia era “Luiz Inácio Lula da Silva – Wikipédia -A Enciclopédia Livre”.

Mas o que causava isso era uma técnica conhecida de hackers e usuários experientes da rede chamada Googlebombing – ou “bombardeando o Google”, em português. O p´roprio google explica que é uma prática em que “alguns internautas podem produzir resultados estranhos, criando falso link entre um termo buscado e seu resultado”, como explicado pelo PIG aqui nesse link:
http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2010/0

Responder

    Lu Borges

    19 de novembro de 2011 às 09h55

    Depois do episódio da bolinha de papel, descobrimos quem, de fato, era mentiroso.

Maria Fulô

19 de novembro de 2011 às 06h27

"Não seja malvado", num contexto político também significa estar do lado do imperialismo americano… de certa forma, faz sentido para o Google; ou não?

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ZePovinho

19 de novembro de 2011 às 04h00

E eu vou de technobrega.Esse negócio vicia,desde a época em que trabalhava com a direitona e a política de determinado estado do nordeste era discutida e fechada em cabarés:

[youtube 9VtZLdM7QiA http://www.youtube.com/watch?v=9VtZLdM7QiA youtube]

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Emerson Sousa

19 de novembro de 2011 às 00h11

O que tenho a dizer é sobre uma campanha que o Sr. Reinaldo Azevedo colocou em seu blog – "Acho que a Comissão da Verdade, sancionada hoje por Dilma, tem de ter um patrono. Meu candidato é Carlos Lupi. Por Reinaldo Azevedo" – a qual creio ser bastante desrespeitosa com a memória dos desaparecidos políticos. Por isso, solicito ajuda a fim de sensibilizar aquele escriba a retirar a enquete do ar, somente por uma questão de respeito, só isso. Vejam a mensagem que coloquei lá (ele nunca publica meus comentários). Me ajudem nessa !

Responder

Emerson Sousa

19 de novembro de 2011 às 00h05

O que tenho a dizer é sobre uma campanha que o Sr. Reinaldo Azevedo colocou em seu blog – "Acho que a Comissão da Verdade, sancionada hoje por Dilma, tem de ter um patrono. Meu candidato é Carlos Lupi. Por Reinaldo Azevedo" – a qual creio ser bastante desrespeitosa com a memória dos desaparecidos políticos. Por isso, solicito ajuda a fim de sensibilizar aquele escriba a retirar a enquete do ar, somente por uma questão de respeito, só isso. Vejam a mensagem que coloquei lá (ele nunca publica meus comentários). Me ajudem nessa !

Senhor Azevedo,

"Não te preocupes, vou continuar a incomodá-lo! V.Sa. deveria ter, ao menos, respeito por aquelas famílias que sinceramente lutam para saber do paradeiro dos seus familiares desaparecidos durante a ditadura (não ditabranda!), independente do viés ideológico, pelo menos isso V.Sa. deveria! É uma chance, ainda que pequena, de acabar com essa dúvida (dor)! Mas fazer o que? Uma vez facista… Por sinal, parafraseando a paráfrase do Dr. Ulisses: Que inocência a minha, pedir aos sem senso um pouco de bom senso! Velho amigo reacionário, preciso ir. Boa noite e boa sorte!

P.S.: Essa, pelo menos, V.Sa. vai publicar, não vai? E faça o favor de retirar a enquete do ar!"

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O_Brasileiro

18 de novembro de 2011 às 23h09

Teoria da conspiração: a revista Veja faria parte de um plano do governo Dilma para expulsar os ministros indesejados. E estaria dando certo! Entre os que sairam, nenhum fará falta. Muito pelo contrário!

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    Lu_Witovisk

    19 de novembro de 2011 às 00h32

    E o Bernardo seria assim eterno….

    Klaus

    19 de novembro de 2011 às 18h38

    Todos os ministros defenestrados não foram escolhisdos por Dilma. Interessante.

    O_Brasileiro

    19 de novembro de 2011 às 23h19

    Estava esperando tal observação. Agora vem a segunda questão na teoria: houve ou não o aval de Lula, já que eram cargos ocupados fisiologicamente? Inclusive pelo PMDB, que impõe alguns nomes bem desagradáveis ao governo? Acho que em nome da "governabilidade" agüentaram demais aqueles ministros, inclusive o Palocci, que é mais da Globo e dos banqueiros do que do PT!

    Mário SF Alves

    19 de novembro de 2011 às 20h13

    Boazinha essa (in)Veja, não?

Bonifa

18 de novembro de 2011 às 23h02

Não seja malvado com quem? Van Gogh era malvado? Espera-se que o Google não estude pela metade nada. Não saiba de nada. Apenas faça o papel que se propôs a fazer. Se não o o fizer, cedo ou tarde outro o fará, e o Google será apenas a lembrança de uma etapa vencida.

Responder

Leider_Lincoln

18 de novembro de 2011 às 16h11

Vou ao Google saber mais sobre este assunto…

Responder

    Jason_Kay

    18 de novembro de 2011 às 22h16

    kkkkkkkkkk


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