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Política

Alipio Freire: EUA, Síria, México, Brasil e Bolívia


06/09/2013 - 23h46

por Alipio Freire, no Brasil de Fato, via e-mail

A conjuntura internacional é preocupante. Embora estejamos focados na questão Síria, nosso Continente e especialmente o Brasil, também estão ameaçados pelas articulações da direita em nível mundial.

Não nos deteremos no assunto Síria. Reproduzimos nesta edição (leia aqui), um importante e lúcido artigo do jornalista britânico Robert Fisk – “O alvo do Ocidente é o Irã, não a Síria”, publicado na edição de 30 de agosto (sexta-feira), do The Economist.

Sobre a espionagem levada a cabo pelos EUA – principalmente contra o México e o Brasil, pouco a dizer. Imaginar que presidentes de repúblicas são monitorados diuturnamente em suas atividades, é um pesadelo que supera George Orwell.

Não custa, porém, lembrar que, em declaração feita durante sua viagem ao México e à Costa Rica, no início de maio passado, ‘o presidente Barack Obama deu sinais de que pretende recalibrar sua política externa para a América Latina (…).

Para analistas, os EUA entendem que a região está em rápido processo de desenvolvimento e o melhor caminho é tentar ‘despolitizar’ as relações e oferecer uma parceria econômica ‘entre iguais’, com ênfase em temas como comércio e energia. Na prática, Washington vê duas peças centrais nesse tabuleiro latino-americano: o México, em sua (…) fronteira, e o Brasil, a principal potência em ascensão do continente’ (OESP, 05.05.13 – Grifos nossos).

Agora, é saber se, frente ao escândalo da espionagem, a presidenta Dilma Rousseff manterá sua visita oficial a Washington, marcada para 23 de outubro e já confirmada pelos EUA em 30 de agosto. Outra pergunta é: mantido o encontro (‘despolitizado’ e ‘entre iguais’), qual será a pauta e o teor das conversações entre a nossa presidenta e o senhor Obama?

Por fim, temos o traslado clandestino do senador boliviano e líder da direita local, Roger Pinto, da Embaixada do Brasil em La Paz, para o Brasil, numa operação promovida pelo embaixador interino Eduardo Saboia, e com a participação direta do senador também brasileiro Ricardo Ferraço (PMDB-ES), dois fuzileiros navais e cinco agentes da Polícia Federal.

A participação da direita dos dois países é óbvia, e certamente em parceria com os serviços de inteligência da Casa Branca. Enfim, semear o divisionismo entre os governos progressistas do Continente é fundamental para toda a direita das Américas e, em especial para a geopolítica de Washington.

Leia também:

“Segredo no inquérito 2474 vai na contramão da Lei da Transparência”

Guilherme de Alcantara: Resposta a O Globo sobre greve no Rio

Fernando Brito: A Globo se defende em Nuremberg

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11 comentários

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FrancoAtirador

08 de setembro de 2013 às 14h06

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Os ‘patriotas’ que aliviam para a CIA

Por Saul Leblon, Carta Maior

UM FOCO PRIORITÁRIO DO GRAMPO É O PRÉ-SAL.

As petroleiras internacionais querem saber se a regulação soberana das maiores reservas descobertas no planeta, no século XXI, tem lastro político e financeiro para se sustentar.

Ou por outra, se os índices de nacionalização que guarnecem o impulso industrializante embutido na regulação do pré-sal vieram para ficar.

Interessa, naturalmente, o calendário da exploração, o fôlego da Petrobrás para assumir a condição de parceiro cativo em qualquer poço, ademais das avaliações sigilosas das novas descobertas em curso.

Enfim, tudo o que possa ser útil à apropriação da maior faia possível de uma riqueza estimada, por enquanto, em até 60 bilhões de barris.

Leia-se esse número seguido da informação de que a matriz energética do planeta ainda depende 57% do petróleo.

O resultado explica a gula que ordenou as violações, o despudor das escutas palacianas e a ousadia das decodificações perpetradas pela espionagem gringa.

Íntegra em:

(http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1314)
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Indagações que [email protected] [email protected] que zela pelo patrimônio nacional e que preza pelo desenvolvimento sócio-econômico do Brasil deveria fazer, nesta hora que urge:

– Diante das revelações públicas de espionagem industrial internacional

promovida pelos governos dos United States of America e pelo Reino Unido da Grã-Bretanha, em favor das empresas anglo-saxãs,

será que as petrolíferas norte-americanas e inglesas (Chevron, ExxonMobil, British Petroleum e outras)

que, por conseguinte, são suspeitas de deter informações privilegiadas

não apenas comerciais e de pesquisa tecnológica das empresas braSileiras,
mas principalmente aquelas consideradas Segredo de Estado pelo BraSil,

obtidas através de meios escusos e ilícitos, sejam por escutas telefônicas ou por decodificação de dados criptografados na internet,

ainda assim, irão participar dos leilões de 70% das jazidas de petróleo brasileiro, especialmente para exploração das reservas do Pré-Sal, como o Campo de Libra, por exemplo?

– E, agora que o Brasil se impõe, em nível planetário, de forma contundente, em defesa da autonomia e da dignidade dos povos, e, portanto, da própria Soberania Nacional,
por iniciativa responsável e atitude expressa da Presidente da República Dilma Vana Rousseff, como Chefe do Poder Executivo e Representante Máxima da Nação BraSileira,
será que, desta feita, os poderes Legislativo e Judiciário brasileiros subjugar-se-ão, silenciando e se curvando diante da arrogância e desfaçatez do governo dos United States of America que soberbamente e unilateralmente se julga o administrador e, mais, o dono de todo o Planeta Terra?
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Pela exclusão das petrolíferas estrangeiras, com matrizes nos United States e na Inglaterra, de todas as licitações de direitos de exploração de petróleo e gás no Brasil!
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Responder

    FrancoAtirador

    08 de setembro de 2013 às 15h07

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    13/12/2010
    WikiLeaks

    Nos bastidores, o lobby pelo pré-sal

    Por Natalia Viana

    “A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?”.

    Este é o título de um extenso telegrama enviado pelo consulado americano no Rio de Janeiro a Washington em 2 de dezembro do ano passado [2009].

    RIO’S OIL PLAYERS REACT TO SPECULATION ON PRE-SALT

    09RIODEJANEIRO288 2009-08-27 15:15 CONFIDENTIAL Consulate Rio De Janeiro

    P 271515Z AUG 09

    FM AMCONSUL RIO DE JANEIRO

    INFO RUEHBR/AMEMBASSY BRASILIA PRIORITY 1356
    RUEHRG/AMCONSUL RECIFE PRIORITY 3519
    RUEHSO/AMCONSUL SAO PAULO PRIORITY 5279
    RHEBAAA/DEPT OF ENERGY WASHDC PRIORITY
    RUEAIIA/CIA WASHDC PRIORITY
    RUCPDOC/DEPT OF COMMERCE WASHDC PRIORITY
    RHEHNSC/NSC WASHDC PRIORITY

    (http://wikileaks.ch/cable/2009/08/09RIODEJANEIRO288.html)

    O telegrama deixa claro que as empresas americanas querem ficar no Brasil para explorar o pré-sal.

    Para a Exxon Mobile, o mercado brasileiro é atraente em especial considerando o acesso cada vez mais limitado às reservas no mundo todo.

    “As regras sempre podem mudar depois”, teria afirmado Patrícia Pradal, da Chevron.

    Essa mesma postura teria sido transmitida pelo pré-candidato do PSDB a presidência José Serra, segundo outro telegrama enviado a Washington em 2 de dezembro de 2009.

    CAN THE OIL INDUSTRY BEAT BACK THE PRE-SALT LAW?

    09RIODEJANEIRO369 2009-12-02 21:12 CONFIDENTIAL Consulate Rio De Janeiro

    O 022112Z DEC 09

    FM AMCONSUL RIO DE JANEIRO

    TO RUEHC/SECSTATE WASHDC IMMEDIATE 0037
    INFO RUEHBO/AMEMBASSY BOGOTA IMMEDIATE
    RUEHBR/AMEMBASSY BRASILIA IMMEDIATE
    RUEHSO/AMCONSUL SAO PAULO IMMEDIATE
    RUEHRI/AMCONSUL RIO DE JANEIRO

    (http://wikileaks.ch/cable/2009/12/09RIODEJANEIRO369.html)

    O telegrama intitulado “A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?” detalha a estratégia de lobby adotada pela indústria no Congresso [Brasileiro].

    Uma das maiores preocupações dos americanos era que o modelo favorecesse a competição chinesa, já que a empresa estatal da China poderia oferecer mais lucros ao governo brasileiro.

    “Com a indústria resignada com a aprovação da lei na Câmara dos Deputados, a estratégia agora é recrutar novos parceiros para trabalhar no Senado, buscando aprovar emendas essenciais na lei, assim como empurrar a decisão para depois das eleições de outubro”, conclui o telegrama do consulado.

    Entre os parceiros, a OGX, do empresário Eike Batista, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    “Lacerda, da Exxon, disse que a indústria planeja fazer um ‘marcação cerrada’ no Senado, mas, em todos os casos, a Exxon também iria trabalhar por conta própria para fazer lobby”.

    Já a Chevron afirmou que o futuro embaixador, Thomas Shannon, poderia ter grande influência nesse debate – e pressionou pela confirmação do seu nome no Congresso americano.

    “As empresas vão ter que ser cuidadosas”, conclui o documento.

    “Diversos contatos no Congresso (brasileiro) avaliam que, ao falar mais abertamente sobre o assunto, as empresas de petróleo estrangeiras correm o risco de galvanizar o sentimento nacionalista sobre o tema e prejudicar a sua causa.”

    (http://cartacapitalwikileaks.wordpress.com/2010/12/13/nos-bastidores-o-lobby-pelo-pre-sal)

Jayme Vasconcellos Soares

08 de setembro de 2013 às 11h43

Molina já não é mais um exilado político da Embaixada do Brasil, na Bolívia. Trata-se de um fugitivo, com vários processos de crimes a responder na Bolívia, e, em sendo assim, tem que ser imediatamente extraditado para ser julgado legalmente naquele País, face a estas acusações. A manutenção deste senhor, em território brasileiro é, antes de tudo um desrespeito à Nação boliviana. O Senador, que proporcionou esta fuga, deveria responder a um Processo de cassação.
Quanto aos embaixadores cúmplices desta fuga, têm que ser destituídos dos cargos que ocupam, e cassados definitivamente para o exercício desta função.

Responder

Marat

07 de setembro de 2013 às 19h54

Ficaram tanto tempo lobotomizando e fazendo lavagens cerebrais com relação aos malvados comunistas, que, com os passar do tempo faz os que tinham medo de tais comunistas terem mais medo dos “defensores da paz e da democracia”

Responder

Marat

07 de setembro de 2013 às 19h53

Quem com drones fere, com drones serão feridos. Não vai demorar muito!

Responder

Marat

07 de setembro de 2013 às 17h12

Temos que agir rapidamente. O “ministro” “Patriota” (de qual pátria?) já foi espirrado, mas não para onde deveria ir. O tal de Diplomata, um malandraço, deverá ser punido exemplarmente. O tal senador deverá ser preso e deportado. O STF deve ser despolitizado, e a direita precisa de um corretivo bem forte!

Responder

Marat

07 de setembro de 2013 às 17h09

Que eu me recorde, os EEUU (para falar apenas no pós-1945) invadiu Granada, desestabilizou a Nicarágua, devastou El Salvador, patrocinou golpes de Estado em n Estados latino-americanos, invadiu o Vietnã, o Iraque, o Afeganistão e a Líbia; tenta desestabilizar Cuba, Coreia do Norte, China e Rússia. Agora querem invadir a Síria, destruir o pouco de decência que resta da imprensa e deseja impor sua ditadura ao mundo inteiro…
Não obstante tudo isso, grande parte de sua população, e as elites mundiais (especialmente as do Brasil) acreditam que eles estão corretos, o resto do mundo errado. Sendo assim, creio que é melhor que a NASA encontre logo um planeta habitável e mude o país para lá, onde eles não terão inimigos!

Responder

FrancoAtirador

07 de setembro de 2013 às 14h24

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Desconfio que o assunto ‘Síria’ seja uma válvula de escape…

Em matéria de estratégia de comunicação e contra-informação

os United States of America estão realmente anos-luz à frente.
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Responder

    o adivinho

    07 de setembro de 2013 às 15h58

    Oi franco, nada que nosso cérebro e nossa imaginação não sejam capazes de revelar…

Urbano

07 de setembro de 2013 às 13h09

Caso essa gente possua algum fragmento de humanismo, só consegue dormir o sono de laboratório.

Responder

Mauro Santayana: Já vimos esse filme da Síria no Iraque - Viomundo - O que você não vê na mídia

07 de setembro de 2013 às 09h52

[…] Alipio Freire: EUA, Síria, México, Brasil e Bolívia […]

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