VIOMUNDO

Diário da Resistência

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Opinião do blog

O sucesso inicial do crowdfunding do Viomundo


12/05/2013 - 11h29

por Conceição Lemes e Luiz Carlos Azenha

Obrigadíssimo, caros leitores.

As primeiras semanas do crowdfunding do Viomundo — a arrecadação de recursos para sustentar a produção de conteúdo próprio — foram um sucesso.

Em pouco menos de 20 dias foram R$ 17.548,72 em contribuições.

Deste total, R$ 8.430,00 estão reservados para a produção das cinco reportagens especiais propostas por nós.

Nosso compromisso é de aplicar cada centavo arrecadado no site.

Recentemente Conceição Lemes foi a Brasília fazer uma entrevista esclarecedora.  Em vez de dizer “esta viagem à Costa Rica foi paga com dinheiro público do STF”, vamos marcar claramente nossas reportagens para deixar claro as que foram produzidas “graças ao financiamento dos leitores”.

Apesar do sucesso inicial, recebemos muitas reclamações dos que se mostraram reticentes em usar a plataforma proposta por nós.

A partir dessas observações, nos reunimos com o organizador do crowdfunding, o Leandro Guedes, da agência Café Azul, que decidiu:

1. Criar uma assinatura mensal que possibilite ao leitor ajudar no financiamento de longo prazo do conteúdo do site;

2. Mudar a plataforma de financiamento das grandes reportagens propostas por nós, oferecendo opções mais simples;

3. Aperfeiçoar o sistema para que os leitores tenham maior participação na formulação das pautas.

Estas mudanças estão em andamento e em breve as novidades estarão na aba Faça Parte.

Não é de hoje que estamos convictos de que a blogosfera de esquerda deve deixar de replicar a pauta dos grandes meios.

Ou seja, devemos encarar os “não-assuntos” da mídia tradicional, além de possibilitar a jornalistas que produzam conteúdo livres da ditadura dos aquários — as salas onde militam os chefes das redações corporativas. Não há como fazer isso sem algum tipo de financiamento.

Acreditamos que outra mídia é possível e ficamos satisfeitos ao constatar que muitos de vocês estão dispostos a bancar a construção dela.



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41 comentários

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renato

21 de junho de 2013 às 15h49

Olá Luiz tudo bem?

Fiquei feliz em descobrir o seu blog e repensar as minhas opiniões acerca dos assuntos do dia. Quero deixar um abraço e desejar sucesso pra sua nova equipe. OBRIGADO OBRIGADO E OBRIGADO pelas dicas de documentários e outras informações para termos uma idéia mais abrangente da realidade. Se cuida

Responder

José Sena

02 de junho de 2013 às 13h41

Prezada Conceição,

Sou assinante do Viomundo e estou muito interessado no futuro documentário sobre as “atuações” da globo nas eleições. No entanto, acredito que a forma proposta de financiar as produções não está dando certo. O valor de R$50.000,00 é modesto quando falamos em uma comunidade que já fez mais de 59.000 contribuições (supondo que cada contribuição seja de R$25,00 resulta em aproximadamente R$1.475.000,00). Minha sugestão é que sejam usados os recursos destas contribuições para estas produções, os leitores seriam consultados, através de votação, quais receberão prioridade para obter os recursos.

Um grande abraço,
José Sena.

Responder

jeanette

16 de maio de 2013 às 09h57

No processo de depósito via banco o nome do favorecido sai na tela como “Quincom Produções”, ao invés de “Viomundo”. Está correto? (Deixei de contribuir por causa dessa dúvida.)

Responder

José Sena

15 de maio de 2013 às 21h57

Valeu Conceição e Azenha,

Já consegui fazer minha assinatura mensal no Viomundo.

Responder

Vera Silva

15 de maio de 2013 às 17h52

Gostaria de contribuir, mas doação só faço por transferência bancária via Internet. Cartão de crédito só para compra à vista. Deixar o Pag Seguro mexer no meu cartão todo mês…nem pensar.
Lembro que se eu transferir do BB para Santander vou ter que pagar taxa; para a CEF penso que não há taxa, mas não sei.
Como sempre estou por aqui, vou acompahar as mudanças.

Responder

Marcelo Figueiredo

14 de maio de 2013 às 13h38

Humm … Eu sempre achei o Paypal muito simples. Fiz 2 contribuições (eu e minha esposa) e foi muito fácil. Mas parece que o pessoal não achou. Talvez tenham ficado cabreiros em fornecer número do cartão de crédito, etc.
Espero que seja só isso mesmo, pois achei o valor (17 mil) muito baixo. Ademais, acho que o ideal mesmo era criar uma conta só pra tudo, sem essa de dividir entre reportagens.

Responder

    Valmont

    15 de maio de 2013 às 11h46

    Concordo com o Marcelo.

    Não acho uma boa ideia vincular a arrecadação com a votação das matérias. Pode gerar questionamentos no futuro e engessar a ação de vocês.

    Creio que a indicação das matérias deveria ser por votações à parte, de forma que se atualizasse sempre o debate, abrindo-se para novas situações, dinamizando mais o processo. Assim, a matéria mais votada poderia receber o aporte imediato dos recursos, assim que se alcançasse o valor necessário.

    Acho o Paypal bastante prático e gostaria que o mantivessem como opção.

    Quanto ao Santander, comungo com a opinião dos companheiros: prefiro um banco nacional.

    O marketing da campanha está muito tímido. Precisamos dar mais visibilidade e imprimir um pouco mais de entusiasmo. Acho que este post aqui, por exemplo, deveria estar linkado na página principal e/ou na página da campanha. O colaborador precisa ter feedback para se animar e prosseguir contribuindo.

    Perdoem-me por todos esses “achismos”. :D
    Torço muito pelo sucesso do Viomundo e tenho plena confiança nessa brilhante equipe, que está se desdobrando em mil para realizar um feito histórico.

    Contem conosco.
    Abraços.

Marcelo de Matos

14 de maio de 2013 às 11h06

A resistência de alguns companheiros em ir até o Santander me fez lembrar uma frase do Lula: “O brasileiro não levanta o traseiro do banco, ou da cadeira, para buscar um banco mais barato. Reclama toda noite dos juros pagos e no dia seguinte não faz nada para mudar”. Penso que o Lula não tinha razão: a concorrência entre os bancos não fará baixar os juros. Nem a atuação no mercado do BB e da Caixa. Os juros parecem ser fixados alhures pelos detentores do capital: para a Europa em crise, nadinha; para os países emergentes, que ainda têm gordura para queimar, juros estratosféricos. De nada adiantaria sairmos adoidados por aí à cata de juros mais baixos. A gerente da Caixa encheu o peito para dizer que lá a taxa de manutenção da conta corrente é a mais baixa do mercado, com certeza. Mesmo assim é de R$ 24 por mês. Para finalizar, outro assunto que me está encucando: o Josias de Souza disse que a Câmara não aprova a MP dos portos porque os parlamentares não gostam da Dilma. Penso que a questão não é passional, mas, econômica, para variar. Há um lobby que defende o status quo.

Responder

maria utt

14 de maio de 2013 às 03h41

Achei que só eu que tinha torcido o nariz pro santander, hehe
Ia depositar, mas e a preguiça de ir lá na agência do Santander só pra fazer isso?

Acho que a maioria tem conta no BB. Se fosse uma conta assim, hoje mesmo eu teria depositado.

Responder

    Marcelo de Matos

    14 de maio de 2013 às 09h49

    De tanto ficar sentado em frente do computador já estou com calosidades no traseiro. Qualquer dia vou direto ao pronto socorro. É bom sair um pouco para depositar o dízimo. Quanta gente faz isso! O missionário RR Soares está conclamando seus fiéis a autorizarem o débito no cartão. Melhor não. É bom andar um pouco. Ontem fui até à agência do Santander e não tinha ninguém lá. Acho que o pessoal está todo nessa de depositar pela internet, autorizar o débito no cartão, etc. Vamos andar minha gente! Como diz meu médico, quem não anda desanda.

Rafael

13 de maio de 2013 às 23h14

Por falar em não replicar a pauta da grande mídia, que tal replicar essa.
O díficil vai ser assinar tanto blog bom e alternativo, rsrsrsrs.

O caso Visanet
Enviado por Miguel do Rosário on 13/05/2013 – 5:37 pm 4 comentários

A história de uma farsa – Capítulo 2

Um petista no lugar certo, na hora certa

Trazer o questionamento sobre a lisura no julgamento do mensalão para esta grande ágora pública, a internet, nos permite provocar um debate instantâneo, que nos ajuda a desenvolver nosso trabalho. Os dois primeiros textos já publicados geraram algumas reações negativas curiosas. Um internauta fez uma declaração emocionante: “O PT me fez desacreditar na política, e agora quer me fazer também descrer na Justiça”. Outro se pergunta, perplexo, como pode ser que alguém “não entender que partido político e seus governos, no Brasil, não passam de quadrilhas que vivem meramente de dinheiro público? Assim, o Executivo é o poder que estrutura a corrupção no Brasil. Resta ao Judiciário moralizar e colocar a política em seus trilhos”.

Sem se dar conta, essas críticas apenas reforçam a argumentação central que procurarei expor aqui: a acusação usou e abusou de uma lógica de “linchamento”, que serviu para desqualificar o processo político e as entranhas da nossa jovem democracia. E tudo em prol de soluções de força a serem tomadas pelo Ministério Público e pelo Judiciário, tidos aqui na conta de instâncias “não políticas”. Só que não é verdade. Onde existe poder, existe política. É claro que existe política no MP e no Judiciário, só que de maneira mais obscura do que nas esferas do Estado vinculadas ao sufrágio.

Como nasce um linchamento político? Pega-se uma comunidade revoltada com séculos de corrupção, aponta-se-lhe um culpado, de preferência uma figura pública. Que graça tem pegar um promotor corrupto ou um juiz incompetente. Como não votamos, não nos sentimos culpados por seus crimes. Já um político corrupto gera um sentimento de culpa coletiva. Como fomos idiotas em votar nesse calhorda! Daí para a catarse do linchamento, é o passo seguinte.

Não vamos negar que existam políticos corruptos aos borbotões. E a missão republicana do Ministério Público, do Judiciário, da Polícia Federal, e das próprias institiuições políticas, é combatê-los. O que fazer, contudo, quando os próprios corruptos, numa jogada brilhante, assumem a responsabilidade pelo combate à corrupção e, ao invés de pegar os verdadeiros vilões, miram apenas em seus adversários políticos; e, no lugar de uma investigação séria, se aliam aos meios de comunicação para encetarem inquéritos fajutos, sensacionalistas e tendenciosos?

Pois é, meu inocente amigo, se queres fazer alguma coisa concreta para combater a corrupção no Brasil, terás que se desvencilhar de toda ingenuidade. Existe luta de poder, política e corrupção em todas as instituições da República, incluindo MP e Judiciário. Não digo isso para sufocar a esperança do cidadão comum numa solução ética para o problema político brasileiro. Claro que há! Mas certamente não é linchando inocentes, nem manipulando inquéritos. A busca pela ética na política passa também pela exigência de investigações rigorosas e imparciais, e julgamentos justos, além do fortalecimento da consciência crítica do cidadão, que precisa estar devidamente vacinado contra a demagogia de setores corruptos do MP e do judiciário.

Temos que pegar os corruptos, mas temos que pegar também os corruptos que simulam e manipulam investigações para desviarem a atenção da opinião pública.

E aí voltamos para o caso Visanet e para o indiciamento de Henrique Pizzolato. Todos os laudos, auditorias e documentos à disposição do procurador geral da República, Antônio Fernando de Souza, e do relator da ação junto ao STF, Joaquim Barbosa, provavam a inocência de Pizzolato e, no entanto, ele foi indiciado e depois condenado. Por quê?

Bem, o porque requer uma resposta mais complexa, pois trata de interesses políticos, e vamos discuti-la mais adiante. Por enquanto, podemos analisar outra questão: como? Como a procuradoria e o STF conseguiram a proeza de indiciar e condenar um inocente, à revelia de tantos documentos que provavam o contrário?

Para isso, há uma resposta dura e direta: omissão e má-fé. Quando apareceu o nome da Visanet na CPI e no noticiário, o Ministério Público mandou a Polícia Federal investigar quem eram os responsáveis, dentro do Banco do Brasil, pela relação com a Visanet, sobretudo quem fiscalizava, no BB, as campanhas patrocinadas pelo Fundo de Publicidade da Visanet, nos anos de 2001 a 2005. A investigação foi rápida e fácil. A parceria entre Banco do Brasil e Visanet data de 1999. A partir de 2001, a Visanet cria um fundo de publicidade, alimentado por seus bancos parceiros. Esse fundo continuava sendo propriedade da Visanet, conforme provam todas as auditorias já realizadas. Mas os parceiros tinham direito de orientar campanhas, escolher as agências que as fariam e propor o pagamento das mesmas. Executivos do Banco do Brasil integravam o Conselho de Administração da Visanet, e havia um funcionário do BB com a função de “gestor” do Fundo de Publicidade Visanet.

O nome de Pizzolato sequer aparece no laudo 2828, que reúne as informações coletadas pela Polícia Federal a pedido do Ministério Publico, sobre a relação da Visanet com o Banco do Brasil. Por uma razão simples: como diretor de marketing do BB, Pizzolato não tinha nenhum controle sobre o fundo da Visanet, cuja relação com o BB se dava através da diretoria de Varejo (que lida com cartões de crédito). Pizzolato nunca foi gestor do fundo Visanet. A investigação descobrira ainda que a Visanet mantinha relações com a DNA Propaganda ao menos desde 2001.

Todos os funcionários do BB que mantinham relações com a Visanet (funcionários do BB que integravam o conselho de administração da Visanet, gestores do fundo Visanet, diretores de Varejo, vice-presidente de Varejo, e o próprio presidente do banco) eram remanescentes da era tucana. Todos haviam chegado aos respectivos postos através de nomeações feitas antes da eleição de Lula, e todos se alinhavam ideologicamente ao PSDB.

Entretanto, o laudo2828, mesmo contendo informações vitais à defesa e à compreensão do processo, foi mantido em sigilo para os advogados de Pizzolato e para a opinião pública. O documento foi varrido para debaixo dos espessos tapetes da procuradoria e do STF. Quando a denúncia da Procuradoria foi encaminhada ao STF e começou a ser debatida pelos ministros, o laudo 2828 jamais foi mencionado. O relator da Ação, Joaquim Barbosa, ao arrepio das informações contidas num documento que ele mesmo havia deferido, declara em seu voto:

“Assim, Henrique Pizzolato agiu com o dolo de beneficiar a agência representada por Marcos Valério, que não havia prestado qualquer serviço em prol dos cartões do Banco do Brasil de bandeira Visa, tampouco tinha respaldo contratual para fazê-lo. De fato o contrato entre a DNA Propaganda e o Banco do Brasil não fazia qualquer alusão à Visanet. “

O voto de Barbosa merece um prêmio: conseguiu reunir num pequeno trecho uma quantidade tão grande de inverdades que pode arrumar um emprego fácil como editorialista do jornal O Globo:

1 – Pizzolato não poderia ter agido “com dolo de beneficiar Marcos Valério” porque nunca teve o poder de propor pagamentos para a DNA Propaganda. Essa função era do gestor apontado pela diretoria de Varejo; na época de que trata a acusação, esse gestor era Léo Batista dos Santos.

2 – A DNA Propaganda prestou, sim, serviços ”em prol dos cartões do Banco do Brasil de bandeira Visa”, e tinha total respaldo contratual para fazê-l0, desde 2001.

3 – Havia diversos pareceres à disposição de Barbosa comprovando a relação entre a DNA, BB e Visanet.

Todas essas informações constavam em documentos vários; no caso do Laudo 2828, serviria sobretudo para provar a inocência de Pizzolato, mas o laudo foi oculto. Os advogados de Pizzolato afirmam que, na denúncia da Procuradoria para o STF, o laudo sequer foi anexado. Meses depois, após a denúncia ser aceita pelo STF, o laudo é reintroduzido no banco de dados da acusação.

Pizzolato surge nessa história da seguinte forma. Como diretor de marketing, seu nome aparece em três “notas técnicas”, que eram de circulação interna, sem nenhum poder autorizativo, tratando de questões laterais referentes aos pagamentos a serem emitidos à DNA com recursos do fundo da Visanet. O BB sugeria o pagamento, mas quem o fazia era a Visanet, mediante a apresentação de notas fiscais e comprovantes de realização de serviços por parte da DNA. E a pessoa responsável pela solicitação do pagamento, através de um documento efetivamente autorizativo, era o gestor indicado para essa função, não o diretor de marketing.

Eram pareceres internos, e o nome de Pizzolato aparece, no mesmo grau de hierarquia, junto a outros três diretores. No total, são quatro notas técnicas, um das quais Pizzolato sequer aparece. Porque apenas Pizzolato foi indiciado? A explicação talvez esteja em sua história: tinha sido o primeiro diretor sindical eleito pelos próprios funcionários do banco, ainda antes da redemocratização. Mesmo sendo funcionário de carreira, e tendo ingressado via concurso, o talentoso sindicalista e combativo militante político do Partido dos Trabalhadores seguramente não era benvindo numa instituição dominada por tucanos de alta plumagem.

Mais tarde, contaremos porque o PT entregou o Banco do Brasil ao PSDB.

Ao menos um alto executivo do BB, um dos mais poderosos, também ligado aos tucanos, trabalhou ativamente para incriminar Pizzolato. É Antônio Luiz Rios da Silva, que havia sido vice-presidente de Varejo do Banco do Brasil em 2003, e responsável pela nomeação de todos os funcionários que tinham relação com a Visanet. Este cidadão, simplesmente, saiu do BB para se tornar presidente da… Visanet, função que exerceu no auge das comissões de inquérito que investigavam o mensalão! Um acaso não tão casual, que foi extremamente oportuno para a oposição e trágico para Pizzolato, porque Rios, como presidente da Visanet e ex vice-presidente de Varejo no BB, se recusou a fornecer os documentos que provariam a inocência do petista, nem fez qualquer declaração neste sentido. Descobriu-se também mais tarde mensagens do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Nelson Jobim, avisando Rios de que a Polícia Federal faria investigações nos escritórios da Visanet. Ou seja, todos os tucanos, em todas as altas funções da república, estavam se dando as mãos, solidariamente. (Documentos neste link)

São artimanhas como essas que explicam o indiciamento de Pizzolato. Possivelmente, em meio às turbulentas conspirações que aconteciam nos bastidores das CPIs que investigavam o mensalão, houve um decisão política sobre a trama e os personagens. O nome de Pizzolato aparece quando se projetam os holofotes sobre a relação do Banco do Brasil com a DNA Propaganda. Era o petista no lugar certo e na hora certa.

Mas tudo começa com a figura de Marcos Valério. A oposição tinha que ligar Marcos Valério, suposto “operador financeiro” do mensalão, ao desvio de dinheiro público, e como a DNA Propaganda respondia por contas milionárias junto à Visanet, que por sua vez mantinha contratos com o BB, iniciou-se o esforço para encontrar um petista no BB que pudesse “fechar” a trama já armada por oposição e mídia.

No próximo capítulo, falaremos deste personagem até hoje explosivo: Marcos Valério. De onde ele vem? Porque se torna de repente tão íntimo do PT? Pizzolato participou de reuniões com o alto comando da campanha petista de 2002, e me contou algumas histórias interessantes sobre a situação financeira do partido, e como Valério aparece como “salvador da pátria”.

PS: Diante da importância pública do debate, e porque ainda temos esperança de que algumas injustiças sejam corrigidas no julgamento dos embargos, deixarei os posts abertos. Para pagar ao menos parte deste empreendimento, conto com a sua generosidade na forma de doações (clique aqui) ou assinaturas do blog O Cafezinho(aqui).

Responder

jair marcatti

13 de maio de 2013 às 23h13

Tb. acho que a conta deveria ser na caixa federal ou no BB.

A conta inicial era no BB. infelismente quem colocou aquela conta no ar, não tinha o menor conhecimento bancário. Precisava entes de divulgar ter experimentado fazer um depósito, para só depois divulgar .

Por favor : agência / conta / nome e cpf. isto para estar depositando de um banco para outro.
Atenciosamente.

Jair Marcatti.

Ps. A conta anterior , depois de treis tentativas, fui ao banco tentar uma transferência em dinheiro. A funcionária do banco disse que tal conta não existia.

Responder

cesar

13 de maio de 2013 às 21h56

Qual o caminho para fazer o deposito ou transferência bancaria.A única conta que tinham divulgado não existia

Responder

José Sena

13 de maio de 2013 às 19h26

Prezada Conceição,

Estou com dificuldades para colaborar porque não tenho cartão internacional, vocês poderiam empregar um meio de pagamento que aceite cartões nacionais?

Responder

Selma

13 de maio de 2013 às 19h01

Por que o Santander, pior banco que existe? Já colaborei e gostaria de colaborar mensalmente, mas só trabalho com o BB e não uso internet p/ transferência bancária, sou da velha guarda.

Responder

Emília

13 de maio de 2013 às 16h58

Farei depósito na conta do Santander, ok?

Responder

IVO MENEZES

13 de maio de 2013 às 16h39

Gostaria de sugerir que se dê ênfase à repercussão para além do blog, com a participação Ativa de assinantes e/ou patrocinadores das matérias, notícias, não-noticias.

Responder

Marcelo de Matos

13 de maio de 2013 às 11h35

Copiei o número da conta no Santander e vou depositar hoje.

Responder

Luiz Aldo

13 de maio de 2013 às 09h51

Azenha, fui lá no “Faça Parte” hoje, 13/05/2013, e me veio um aviso de que as transferência via PayPal estão suspensas. Aguardo o restabelecimento para fazer parte.

Responder

Frank

13 de maio de 2013 às 08h16

Azenha e Conceição, vocês e os outros blogueiros têm que deixar à vista no topo ou ao lado da página do blog, a Conta e a Agencia para doações.

As pessoas precisam ter rápido acesso a estes dados para quando estiverem nos sites web dos bancos, consigam se lembrar e acessar rapidamente este dados para doação.

Abç.

Responder

Rasec

12 de maio de 2013 às 23h39

É tudo o que queremos: uma pauta própria! Não reproduzir e embarcar em reportagens da velha mídia. Um novo mundo na blogosfera está surgindo, é possível!
Parabéns a todos!

Responder

Celso Carvalho

12 de maio de 2013 às 22h11

O Azenha foi muito elegante ao agradecer as colaborações. R$17.000,00 !!!!
É muito pouco. Eu tenho certeza que esquerdista no Brasil não sabe fazer investimento a longo prazo.

Responder

    Falando pra pobre

    13 de maio de 2013 às 10h44

    Achei pouco, sim,

    De minha parte será como uma assinatura mensal,pouco e sempre, um compromisso,
    Mas esperava que os gigantes comentaristas contribuissem mais…

    Emília

    13 de maio de 2013 às 17h01

    Também achei pouco, e da minha parte, farei contribuição mensal como faço com o MSM do Edu Guimarães.

Geo

12 de maio de 2013 às 20h52

Azenha,

Aguardo as mudanças para efetuar a doação, inclusive assinatura mensal. Não consegui fazer uso naquela plataforma.
Crie um sistema simplificado, com adesão a todos os cartões de crédito, com possibilidade de autorização mensal do débito.
Abraço,

Responder

marcio gaúcho

12 de maio de 2013 às 17h48

O Banco do Brasil está presente em todos os recantos do país. Assim como a CEF. Abram conta corrente e celebrem convênio para mensalistas. Essa é a melhor e prática opção.

Responder

    Falando pra pobre

    13 de maio de 2013 às 10h46

    Número de conta e só.
    Nada de balanço, ou burocracia.
    Quem confia, confia.
    Se quiser que publiquem um balanço no final do ano. Sucinto.

    Luís CPPrudente

    13 de maio de 2013 às 12h39

    O Santander é um banco, estrangeiro, privado e não confiável. O Viomundo poderia abrir conta no BB ou na Caixa (bancos públicos e de confiança).

    wilson

    13 de maio de 2013 às 18h45

    Luis,
    Concordo contigo. Realmente quero distancia da privataria financeira e sou um radical bem resolvido a respeito disso: não transaciono c/ bancos privados de forma voluntária. Minha relação c/ o Satânicoder é só de uma conta salario onde o din-din bate lá e vem pro Banco do Brasil onde sou cliente voluntário e consciente.
    Agora, Azenha e Conceição: tratem de abrir pelo menos uma poupança na CEF ou no BB que eu farei transferência programada. É muito + conveniente e prático e não ajudamos a engordar o lucro de quem cobiça um dia privatizar nossos empregos e serviços públicos. Do contrário, com o satânico eu me recuso a contribuir. E podem me chamar de cri-cri…… rsrsrs

Lair

12 de maio de 2013 às 17h14

Parabéns ao Viomundo!

Consegui doar pouco, mas foi de coração.

Sempre que acesso o Viomundo, clico nos links com propaganda aqui no site. Não sei direito como funciona, mas acredito que isso forneça alguma verba ao site.

Responder

maria de sobral

12 de maio de 2013 às 15h58

Qual é mesmo o nr. da conta e agencia pra fazer o deposito? Tentei varias vezes e nao consegui.

Responder

    maria de sobral

    12 de maio de 2013 às 16h51

    já achei, obrigada

GISONALDO GRANGEIRO

12 de maio de 2013 às 15h28

A imprensa pertence ao poder econômico. Sempre me perguntei porque não haver uma iniciativa para criar também a imprensa de esquerda, com uma rede de TV nacional, revista, jornal e, na realidade atual, portais de internet. Esse valor citado aí acima é gorjeta. Deveríamos falar de milhões. Não seríamos capazes de juntar um milhão de doadores de 100 ou 200 reais por ano, cada um, para financiar essas iniciativas?

Responder

Álvares de Souza

12 de maio de 2013 às 15h26

Para mim o mais simples e répido é fazer a contribuição via cartão de crédito VISA BANCO DO BRASIL, e nunca por bancos comprometidos até o pescoço com lavagem de dinheiro e outras coisitas mais.

Responder

    Eugênio

    13 de maio de 2013 às 22h03

    Verdade, apesar do banco do brasil não dar a mínima para a mídia alternativa.

Zilda

12 de maio de 2013 às 14h33

Também quero contribuir e sugiro que um Banco público seja depositário das contribuições.

Responder

jaime

12 de maio de 2013 às 13h22

Acho ótimo que a campanha esteja dando certo, pretendo continuar a contribuir via assinatura, mas observo que:
1 – Foi muito confortável pagar via Cartão de Crédito;
2 – Vocês acham mesmo que é melhor ter que ir ao banco toda a vez que se quiser fazer uma contribuição?
3 – Só lido com banco público. Santander?! A causa é nobre, mas francamente!! Santander!!! Parece uma aliança com a “base de apoio”.
Sugiro que fiquem abertas as duas opções – via Cartão ou quem quiser, via Santander (Bleeerg!)

Responder

    Euler

    12 de maio de 2013 às 16h08

    Quero sugerir uma terceira opção. Como servidor público, recebo pelo Banco do Brasil e não tenho cartão de crédito (antigas dívidas bancárias me ensinaram / impuseram a abrir mão desse mecanismo). Muitos outros servidores públicos devem receber pela Caixa Econômica Federal. Se puderem diversificar, incluindo estes dois bancos, acho que seria uma boa. Seria mais fácil fazer transferências sem custo extra e pela própria Internet.

Mateus Paul

12 de maio de 2013 às 11h57

Deveras incrível! Que bom que a ‘vaquinha’ está rolando bem.
Acho ótima a ideia de uma assinatura mensal, tenho certeza que muita gente (eu, incluso) aderirá! Além disso, muito bom que abriram uma conta para depósito direto, pois em casos como o meu, que não tenho cartão de crédito (único modo de utilizar o Paypal), ainda não fora possível fazer parte dos leitores-patrocinadores.

Por fim, uma dúvida simples. Ao fazer depósito, mando no e-mail do blog o comprovante digitalizado?

Um forte e caloroso abraço.

Responder

José X.

12 de maio de 2013 às 11h51

O opção inicial de usar o PayPal deve ter afastado muita gente.

“Nada mais simples” do que usar uma conta de banco para fazer o depósito. (Entre aspas, porque sei que muitas vezes o que parece simples em teoria na prática se revela difícil).

Responder

trombeta

12 de maio de 2013 às 11h36

O sucesso da arrecadação é o reconhecimento da seriedade, honestidade e competência do viomundo.

Responder

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