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José Dirceu e a “cultura de esquerda”no Brasil
Opinião do blog

José Dirceu e a “cultura de esquerda”no Brasil


23/12/2012 - 08h39

De José Dirceu, a Monica Bergamo:

Ele acha que o PT falhou ao não estimular, nos últimos anos, uma “comunicação e uma cultura” de esquerda no país. “Até nos Estados Unidos tem isso, jornais de esquerda, teatro de esquerda, cinema de esquerda. É uma esquerda diferente, deles, mas que é totalmente contra a direita. Aqui no Brasil não temos nada disso.” A classe média está “vivendo num paraíso, e isso graças ao Lula”. Mas, ao mesmo tempo, está sendo “cooptada” por valores conservadores. Já disse a Lula que “o jogo pode virar fácil. Nós [PT] não temos a maioria, a esquerda ganha eleição no Brasil com 54% dos votos”.

Discordamos do petista.

Em nossa opinião, cultura de esquerda pressupõe uma participação popular nas decisões que vai muito além das conferências nacionais promovidas pelo governo Lula. Cultura de esquerda pressupõe uma participação de base que coloca em xeque os acordos de bastidores essenciais à manutenção das coalizões e da famosa “governabilidade”.

O recente protesto dos movimentos de moradia paulistanos que ajudaram a eleger Fernando Haddad contra a indicação de um malufista para a Secretaria da Habitação é um exemplo disso.

Quando se trata de “cultura de esquerda” sempre é bom lembrar que o governo federal é o grande financiador da mídia de direita, quando seu papel deveria ser o de promover a pluralidade de opiniões representativa da sociedade.

A escolha do próprio José Dirceu é significativa: na hora das informações exclusivas, deixa o Eduardo Guimarães de lado e abraça a Folha. Está longe de ser o único. Financiar, aparecer na e promover a mídia direitista é uma das tarefas a que se dedicam com mais afinco muitos petistas no poder. O resto é conversa pra boi dormir.

PS do Viomundo: Opinamos com a tranquilidade de quem não aceita propaganda de empresas públicas, nem de governos.

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85 comentários

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Forbes: Veja é odiada no Brasil e se envolveu em corrupção - Viomundo - O que você não vê na mídia

30 de maio de 2013 às 14h00

[…] José Dirceu e a “cultura de esquerda”no Brasil […]

Responder

Objete

19 de maio de 2013 às 13h03

Lembra-me o velho ativista Porfirão quando indagou-me sobre o PT; eu limitei-me dizer que essa era uma agremiação montada à forma do tal sindicato solidariedade, ao que ele acrescentou: só a revolução resolve mas o povo não acredita em revolução. Este é o respaldo certo – o povo acreditando. Somente ele é soberano. Não se pode esperar do PT o que ele não tem pra dar.

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Eudes Hermano Travassos

12 de janeiro de 2013 às 20h34

Acho que Zé Dirceu está certíssimo, culytura de esquerda é a dessiminação de um énsamento em defeza de uma qalternativa à direita e o capitalismo, é fazer o opovo crer denovo que essa alternativa pode exitir, não mais como antes, claro, cultura de esquerda deve ter como seu ponto de partida um empoderamento crescente da participação popular e um desabatecimento de podeer da democracia representativa, não que eesta viure um figurante sem papel, nada disso, não se trata da vontade geral, mas sím, de um alinhamento na relação de poder entre representados e representantes.
E na economia, a instuituição de novas formas de produção visando as necessidades das pessoas e não os lucros, acúmulos tão essenciais ao capitalismo. Em suma, cultura de esquerda um pensamento que coloca o ser humanos e sociais em primeiro lugar bem a frente dos interesses do capital.

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Charles

10 de janeiro de 2013 às 13h10

Companheiro, socorro!!!

Então, quer dizer que o senhor não aceita financiamento público, embora afirme peremptoriamente que o governo financie a “mídia de direita”… Ai ai ai.

Pobre Brasil este em que um jornalista de renome (algum, nem tanto assim, vai), que trabalhou na “mídia de direita”, se preocupe em defender que o governo financie também (ou somente) a “mídia de esquerda”, da qual, evidentemente, o seu blog é um representante. Imaginemos esse debate no meu país natal… Piada!

De toda forma, como se sente o senhor trabalhando para uma rede de televisão que (1) vive em grande medida dos dízimos pagos por pobre fiéis, numa mistura absurda e inaceitável de religião com concessão pública e (2) recebe gigantesco patrocínio de ninguém menos que o governo federal e suas estatais???

Então, quer dizer, que o senhor não aceita financiamento público. É isso mesmo? E posso concluir que a TV Record não é de direita, é isso?

Espero que o senhor responda às minhas indagações.

Charles.

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Leandro Fortes: Casamento de Cachoeira, Jornalismo à moda de Al Capone « Viomundo – O que você não vê na mídia

29 de dezembro de 2012 às 18h28

[…] José Dirceu e a “cultura de esquerda”no Brasil […]

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Bruno Lima Rocha

27 de dezembro de 2012 às 13h48

Lula, Dirceu e a cultura de “esquerda”

27 de dezembro de 2012, Bruno Lima Rocha

No dia 22 de dezembro o ex-ministro José Dirceu de Oliveira Silva recebeu uma colunista da Folha de São Paulo cedo em seu apartamento. Dentre os trechos de conversa reproduzidos pelo jornal dos Frias, me chama a atenção justo o que já fora destacado como editorial da Carta Maior, portal este de apoio crítico ao governo. O ex-guerrilheiro ressalta a falha de seu partido ao não criar “uma comunicação e uma cultura de esquerda no país. Até nos Estados Unidos tem isso, jornais de esquerda, teatro de esquerda, cinema de esquerda. É uma esquerda diferente, deles, mas que é totalmente contra a direita. Aqui no Brasil não temos nada disso.”

Embora esta reflexão seja válida, e justificada, parece outra saída tática. Parodiando nosso poeta maior, vale perguntar: “Só agora José?!” Sim, porque dez anos após a ascensão da maior liderança popular da história do Brasil, chegando ao Planalto através de um pacto de classe assinado na Carta ao Povo Brasileiro, fica difícil crer nisso. Ou a compreensão de cultura do “capa preta maior” não passa de um verniz estético; ou então a geração de dirigentes petistas não entendeu nada do que leu (se leram) do conceito de cultura de classe, operando como norma e código de conduta.

Soa como pastiche imaginar uma produção cultural contestadora em um país onde a melhoria das condições de vida não passou nem perto do aumento da mobilização social. Ao contrário dos demais governos de centro-esquerda da América Latina, aqui a disputa se reduziu à arena política, isolando a luta econômica ao emprego direto e a criação de kits de felicidades para o empresariado nacional. Já na frente ideológica, ocorreu a inversão de papéis. Tal como na obra de George Orwell, a nova elite dirigente da granja se identifica com os antigos inimigos. Por fim, a contradição é tamanha, que nem as boas políticas do Ministério da Cultura, quando dirigido por Gilberto Gil ou Juca Ferreira, jamais receberam orçamento e apoios necessários para seu bom desenvolvimento. Qualquer um que conheça minimamente a escassez de recursos da Teia ou dos Pontos de Cultura concordará com a crítica.

É duro admitir, mas a “cultura” promovida nos últimos dez anos, embora não fosse elitizada, promoveu o “bastantão”. Consumo suntuoso, lixo cultural em larga escala, emprego direto e desmobilização social. Os valores circulando são conservadores, a adesão ao sistema é integral e os setores dominantes nada têm com que se preocupar com Lula, e agora Dilma, à frente do Poder Executivo.

Artigo originalmente publicado no blog de Ricardo Noblat
publicado em meu próprio portal, Estratégia & Análise

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O público, o privado e a ilha de Gilberto Miranda « Viomundo – O que você não vê na mídia

25 de dezembro de 2012 às 14h23

[…] José Dirceu e a “cultura de esquerda” no Brasil […]

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Zezito de Oliveira

25 de dezembro de 2012 às 11h11

Já escrevi sobre este assunto há tempos atrás.
Aracaju colheu agora o resultado, com a vitória acachapante do DEM, nas últimas eleições municipais.
OUTRO BRASIL? SOMENTE COM PARTICIPAÇÃO E ARTE.
Zezito de Oliveira · Aracaju, SE

Certa feita, conversando com um amigo educador/artista, que reside na cidade de Olinda, em Pernambuco, sobre o modo de a esquerda governar, ele externou para mim algumas preocupações referentes ao modelo de gestão de muitas administrações progressistas que ele conheceu e que se moldam facilmente à cultura política das oligarquias locais e realizam, mesmo que de forma mais eficiente, uma gestão cuja prioridade são apenas as grandes obras, os programas assistenciais e os shows com grandes artistas ligados à cultura de massa, o que acaba lembrando uma canção do Cazuza: “Um museu de grandes novidades” ou parafraseando Belchior: “Minha dor é perceber que apesar de tudo que fizemos, ainda somos os mesmos, “pensamos” e administramos a coisa pública como os velhos coronéis.”

E o meu amigo fez o questionamento porque, ocorrendo o término do mandato (sem reeleição), uma outra administração ligada a partidos conservadores, com inteligência e perspicácia pode fazer a mesma coisa: realizar grandes obras, investir em programas sociais e prosseguir na organização dos mega shows e, conseqüentemente, passar para a população a idéia de que não haverá necessidade de se votar na esquerda novamente.

Se na época não consegui imaginar isso como uma possibilidade real, decorridos alguns anos dessa conversa, reconheço que essa opinião é pertinente e esse texto foi escrito para ajudar na reflexão sobre o assunto, na linha de que tudo que é sólido se desmancha no ar e de que o que é novidade facilmente torna-se comum, e por isso todo indivíduo ou organização que deseja ser sempre considerada e reconhecida deve continuadamente buscar se aprimorar naquilo para que foi criada e facilitar as coisas para que novas descobertas e novas invenções possam ter lugar.

E isso só acontece num ambiente de autonomia e que favoreça condições e oportunidades para a construção e reconstrução subjetiva dos indivíduos .

Nesse sentido, considero duas questões primordiais. Em primeiro lugar, atenção especial para a mudança de valores e práticas de relacionamento político pautado nos antigos procedimentos da elite dominante, como o clientelismo, o paternalismo, o autoritarismo etc…

Em segundo lugar, atenção especial àquilo que aponta para a criação de sujeitos mais solidários, mais livres, mais ousados, àquilo que cria e dá sentido à realização plena das pessoas (refiro- me aqui à produção artístico/ cultural).

No primeiro caso se faz necessário (re)construir, fortalecer ou criar estruturas formais e informais de participação “real” da população nas decisões sobre os rumos do governo, como os conselhos, as conferências, as câmaras setoriais, os fóruns e as redes, além do incentivo e apoio à organização da sociedade civil através das ongs, e cooperativas. Assim, se viabilizaria um ambiente favorável à gestação de novas idéias e recursos para resolver ou atenuar velhos problemas, o que também pode garantir a criação de um antídoto para evitar o retrocesso de condução antidemocrática das decisões, a partir da eleição de partidos ligados às velhas elites dirigentes, após suceder-se um governo de esquerda.

No segundo caso, democratizar o acesso aos meios de produção artística e dos meios de produção e difusão da informação, com orçamento decente e gestores comprometidos, preparados e que saibam ouvir os interessados no assunto, o que resultará em diretrizes e ações que garantirão à maioria da população a possibilidade de se expressar de maneira que não fiquem apenas se comportando como meros consumidores de um bocado de lixo que é comercializado como produto cultural e cujos conteúdos — carregados de intolerância (inclusive religiosa), vulgarização do sexo, preconceitos vários, individualismo exacerbado, banalização da violência, etc., — vão na direção contrária de tudo aquilo que defendemos, formando o “caldo” da cultura que conduz ao retorno e sustentação da nova/ velha direita.

E isso é tudo que muita gente que ousa lutar e acreditar em outro país menos deseja, mas que será inevitável, caso opiniões como a nossa não sejam levadas em consideração a tempo.

P.S.: Segundo o pensador italiano Norberto Bobbio a esquerda orienta-se por um sentimento igualitário e a direita aceita a desigualdade como natural. Embora no Brasil seja praticamente impossível perceber a diferença através dos discursos e propaganda em época de campanha eleitoral.

Quanto as questões que apresento no texto acima percebo que o modelo de gestão do Ministério da Cultura aponta para o que escrevi acima. Apesar da necessidade de aumento do orçamento e da capacitação técnica e redução da burocracia para o acesso dos pequenos empreendedores culturais do interior e das periferias aos editais. Em Recife, em visitas a comunidades periféricas e em conversas com artistas e arte-educadores populares e também com o Secretário de Cultura, João Roberto Peixe, que nos concedeu audiência de quase duas horas no ano de 2004, pude perceber que muito daquilo que queremos/sonhamos já é realidade. Na oportunidade, o secretário me entregou cópias do relatório de gestão 2000/2004 e da I Conferência Municipal de Cultura do Recife, da qual tive a honra de participar.

José de Oliveira Santos – “Zezito” Professor de história e ativista cultural – e-mail.: [email protected]

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

24 de dezembro de 2012 às 18h18

O Dirceu já começa errando no básico.

Não é a classe média que se encontra no paraíso.

Acredito que ele se refere às classes B e C. Quem sempre esteve e continua no paraíso é o sistema financeiro. Dizem que é um sistema sólido. Com os juros praticados,com as taxas cobradas pelos serviços, com os juros recebidos da dívida interna, tudo isso sendo pago pelo público e pelas empresas, principalmente as pequenas, o sistema que emperra o nosso crescimento econômico pode suportar qualquer tsunami, pois somos a muralha que dá sustentação, suportando essa fantástica carga.

Agora, quando o governo da Dilma pretende baixar esses juros escorchantes, estão criando dificuldades, estão reclamando. A imprensa cuida dos interesses de quem? Os interesses da imprensa não são isolados. Ela representa essa gente!

O Dirceu afastou-se do povo e escolheu esse lado. Agora, lamenta a falta de apoio dessa classe média baixa, e, lá de cima, como um faraó reclama do seu povo por não lutar pelo seu reinado tão bondoso! A mídia tem seu grau de influência, mas não está sendo decisiva no comportamento do povo. Esse povo tem razão e não é tão inocente e ingrato como pensam!

Pergunto: Que atenção foi e tem sido dada à educação? Isso é um fator fundamental para as classes B e C. O Bolsa Família não pode ser eternizado e os beneficiados sabem disso. Quando o ser humano está com fome cai muito bem uma ajuda, uma esmola, para mitigar a situação de desespero. Com um projeto de grande investimento na educação, será dispensável essa ajuda, esse socorro passageiro.

Faz décadas, o Luiz Gonzaga já expressava o sentimento da alma desse povo oprimido:

Mas doutô, uma esmola
A um homem que é são
Ou lhe mata de vergonha
Ou vicia o cidadão
————————
Livre assim nós da esmola
Que no fim dessa estiagem
Lhe pagamos inté os juros
Sem gastar nossa coragem

Os Dirceus não entenderam e continuam não entendendo qual é a grande prioridade!

Responder

J Souza

24 de dezembro de 2012 às 16h44

Por falar em José Dirceu, o barbosa vai proibí-lo de receber visitas ou de dar entrevistas?
E o que vai acontecer com o gurgel quando não for mais procurador geral do golpismo?
Quem será o candidato do Lula contra o gilmar mendes em MT?
O fux língua solta vai conseguir completar o mandato no stf? Ou vai continuar dando entrevistas auto-desmoralizantes?
Quantas vezes o tão “elogiado” ayres britto apareceu na mídia na última semana?
Acho que vou ter de recorrer ao NostraDilmus…

Responder

Gerson Carneiro

24 de dezembro de 2012 às 06h34

Quem vai ser o primeiro do PT a pedir investigação da fortuna do Álvaro Dias?

Responder

    Larissa

    24 de dezembro de 2012 às 13h24

    Nenhum tem “culhão” para tanto. Um partido que está sob o mato da covardia

Francisco

24 de dezembro de 2012 às 03h13

Convem no entanto, não esquecer: Lula foi dar entrevista no Ratinho e nunca mais apareceu na Globo… nem no Ratinho! Oito anos como presidente e nada.

O vexame histórico de não ter feito uma única entrevista com um dos dois presidentes com mais longo mandato no Brasil ficou para o jornalista (!) José Soares, mas a vitória moral não vence a batalha.

De modo que hoje existe condições tecnológicas de ter quatro vezes mais canais (digitais) que no passado. É pegar uma COOPERATIVA de jornalistas e criar a nossa Al Jazira, inicialmente, com patrocinio de empresas estatais.

Esse arranjo ficaria perfeito se o modelo de financiamento seguisse o padrão da BBC (com óbvios ajustes). Mas romper tudo de uma vez é sumamente arriscado.

Principalmente porque não fizemos nada da CPMI de Cachoeira…

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

23 de dezembro de 2012 às 23h29

Pergunto: Por que a urss e o leste europeu desabaram como um castelo de areia?

Por que seus líderes estavam encastelados, longe do povo! Rótulo de socialismo, é só um rótulo.

Quem era o principal candidato “socialista” na França? O ex chefe do FMI que para livrar-se da prisão, devido à armação daquela camareira, rapidamente, conseguiu desembolsar milhões de dólares.

Hoje, estamos na INFOERA. Faz-se necessária a participação do povo.

PRECISAMOS DE UM PARTIDO MUITO DIFERENTE DE TODOS!

Faz algumas semanas, no programa RODA VIVA, foi discutida a segurança. O tema principal foi o brusco aumento da criminalidade no Brasil e principalmente em São Paulo. Tudo girou em torno da polícia militar, polícia civil e presídios. Durante uma hora não se encontrou tempo para que se discutisse a origem de toda essa violência: A injustiça social que impera em nosso país. A nossa classe média não consegue desvendar o caminho da maior prioridade que se chama EDUCAÇÃO.

Os partidos que chegam ao poder prometem mudar o Brasil, porém terminam adotando soluções paliativas, como o bolsa família. Faltam convicção, coragem e determinação para um salto de qualidade. Resolvem governar com e para o sistema financeiro e, agora, talvez, estão se dando conta, tardiamente, do grande erro cometido. Sinceramente, não sei se é um erro ou pura opção.

Votei no Lula sabendo que não se tratava, nem havia condições, de qualquer mudança mais radical. Votei pelo segundo mandato, pois era a melhor opção. Votei na Dilma, no segundo turno. Mas estou totalmente insatisfeito com o tratamento dado à educação que, no Brasil, sofre de doença grave, portanto não pode continuar recebendo, apenas curativos. Toda nação está sendo corroída, principalmente, por essa doença.

SÓ VEJO UMA SOLUÇÃO PARA AS MAZELAS DESTE PAÍS: UM PARTIDO NOVO, DIFERENTE EM TUDO, QUE DÊ ALTA PRIORIDADE À EDUCAÇÃO.
DISCUTIR UM PROJETO DESSE PARTIDO É A GRANDE LACUNA DENTRO DO NOSSO PAÍS.
NADA DO PODER SÓ PELO PODER QUE É A NASCENTE DO PARTIDO SÓ PELO PARTIDO.
EXISTE, HOJE, UM PARTIDO QUE QUE LUTE PARA A APLICAÇÃO DE 15% DO PIB NA EDUCAÇÃO? CURATIVOS NÃO RESOLVEM! DIZEM LOGO: É MUITO, É UTÓPICO, O PAÍS VAI QUEBRAR ETC.ETC. DEVEMOS DISCUTIR AS FONTES DESSES RECURSOS!

Pertenço ao conjunto daqueles que desejam ver o ideal, a atuação, de todos que almejam um mundo melhor sendo a popa dessa nau, onde se encontram a hélice que possibilita singrar por esse mar de injustiças e o leme que conduz esse PARTIDO (a nau).

Esse périplo, com destino ao porto dessa viagem, não necessariamente deve ter uma data rígida, mas é urgente. A tripulação dessa nau deve estar atenta à carta de navegação, para evitar um naufrágio ou encalhe. Essa carta é o estatuto com regras de navegação rígidas e claras, com instrumental participativo.

O comandante não poderá, ao seu belprazer, alterar essa rota sem o aval da tripulação. No destino desse porto estarão esperando, de braços abertos: a EDUCAÇÃO, logo na frente, clamando por 15% do PIB para que as crianças tenham escolas descentes, em tempo integral, com café da manhã, com almoço, com esporte, com janta e com transporte. A SAÚDE vem em seguida dizendo que apoia, integralmente, esse pleito; pois ela está ciente dos benefícios que terá com tantas crianças bem nutridas e com a certeza que os pais, também, menos estressados e melhor alimentados serão beneficiados, dispensando, inclusive o bolsa família que passa a ser um aporte a esse programa de salvação nacional.

O pequeno agricultor, com todo suporte da Embrapa, passando a ser o principal fornecedor dessas escolas, sentirá as grandes melhorias proporcionadas pela chegada dessa nau (PARTIDO). Tanto essa gente do campo como os marginalizados das cidades, acostumados aos efeitos devastadores das naus piratas ou assemelhadas, ficarão, por certo tempo, reticentes, descrentes, crendo ser, apenas, mais uma.

Como nesse longo périplo estão previstas tempestades; causadas por corruptos, por grandes traficantes, pelos lavadores de fortunas recebidas desses piratas e todos aqueles que vivem desse estado de coisas ou são coniventes ou, simplesmente, indiferentes; então, essa grande embarcação (O PARTIDO) deve ter projeto e estrutura para atravessar esse mar revolto.

A passividade facilita a atuação desses psicopatas. Já dizia Luter King: “O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética… O que me preocupa é o silêncio dos bons.” Ele, aqui, possivelmente, engloba os omissos!

Nessa nau todos estarão imbuídos pelo ideal do bem comum. A rigidez do projeto e montagem da sua estrutura não devem sofrer avarias de grande porte ao singrar mar com nuvens negras. O estatuto não permitirá desvios da rota traçada. Tudo deve ser elaborado de tal modo que não haja disputa de poder, só pelo poder; por mais ardilosa que seja. Outras naus existirão e possivelmente os tripulantes com ideais parecidos desejarão mudar de nau democraticamente, pacificamente, ou procurarão meios para adotar estrutura, montagem e estatuto dessas tripulações de modo semelhante. Os honestos, com certeza, notarão que não poderão continuar numa nau que, mesmo com disfarce, esteja sendo usada para a pilhagem. Muitos políticos, do baixo clero, descobrirão que se tornaram reféns do sistema.

Os tripulantes devem ter o conhecimento necessário; para não serem pegos de surpresa pelo discurso de eventuais corruptos, mafiosos e os lavadores de dinheiro proveniente dessa classe de psicopatas; pois há estudos que comprovam a existência dessa praga no meio da sociedade, numa percentagem de aproximadamente 3 a 5%. Eles passam a ter menos influência, quando as leis são devidamente aplicadas e começam a ser identificados. Essa percentagem faz parte de pesquisas internacionais, bem fundamentadas.
Num país de 190 milhões, esses 3% são 5.7 milhões atuando em todas as esferas da sociedade. Pense no efeito multiplicador, devido à enorme influência que esses bandidos exercem sobre aqueles menos informados. Eles, em geral, têm um nível de inteligência acima da média, são dissimulados e bastante ativos no meio em que convivem. Não medem esforços para alcançar o que desejam. Só um partido, como descrito, chegando ao poder, poderá colocar limites a essa escória, onde se encontram os corruptos, os traficantes e aqueles que lavam todo esse dinheiro. Essa gente convive melhor num ambiente de injustiça social. São contrários a um investimento maciço na educação. Eles e aqueles que são influenciados sempre irão dizer, procurar convencer, que investir 15% do PIB na EDUCAÇÃO é uma meta ambiciosa, porém inviável, que o país não tem recursos etc. Na verdade, em médio prazo, isso será prejudicial a todos esses mafiosos. Não interessa a eles um povo esclarecido.

Quem pode achar que pessoas com mentes sadias cometeriam: crimes tão horrendos como a corrupção deslavada, atividades mafiosas e a execrável lavagem de dinheiro? É tudo isso que denigre, embrutece, empobrece uma nação. Quando um país se torna rico através da espoliação de outros povos, pode-se identificar o perfil de seus dirigentes que não titubeiam em fomentar guerras, enganando e manipulando seus compatriotas mal informados.

O mesmo comportamento, ou similar, verifica-se, também, dentro do próprio país, quando tudo é feito para manter o status quo que privilegia grupos em detrimento de todo o povo, sonegando-lhe a educação, a saúde e tudo que represente bem estar social. O psicopata, como já disse, é inteligente, é dissimulado, não sente culpa, é um mentiroso, é manipulador, está sempre à procura de estímulos, adora ser líder. Como exímio chantagista, consegue manter os políticos corruptos no bolso.

Esse partido deve prever, em seu estatuto: mandato único em todos os níveis; fim do alto clero que tudo pode, tudo decide; país unitário; lei única; câmara única; deputados estaduais e vereadores só para fiscalização, recebendo, apenas, ajuda de custo; financiamento público exclusivo, evitando que os eleitos se tornem reféns do poder econômico; revezamento constante em todos os níveis desse partido, desde os menores núcleos à toda direção; não haverá coligações; fim da profissão “político”, o deputado estadual, o vereador continuarão sendo o torneiro, o professor, o médico, o taxista, o comerciante etc.etc.

Deputados estaduais e vereadores, como fiscais, devem ter todos os meios para denunciar os malfeitos; o número poderá triplicar para que haja revezamento.

Esse partido, até que essas mudanças não sejam alcançadas, levará ao povo essas mensagens de mudanças. Pouco a pouco irá conseguir a adesão da maioria de nossa população. Esse é o caminho para, pacificamente, transformar esse nosso Brasil.

Não será um partido tirado da manga de um ou meia dúzia de figurões. Será um partido criado e fiscalizado pelo povo para que não seja usurpado! É difícil, mas só assim teremos uma nação forte, em busca de justiça social.

SUGESTÃO para leitura sobre o crime organizado:

1. Gomorra: livro do Roberto Saviano.
2. Combate à lavagem de dinheiro: livro do Juiz Fausto De Sanctis.
3. As entrevistas de ambos, na internet.
4. Outras fontes.

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

23 de dezembro de 2012 às 23h07

Infelizmente, enquanto a política desses partidos tiver como paradigma o partido pelo partido em direção ao poder pelo poder, sem considerar uma verdadeira participação do povo, isso vai acontecer.

Pergunto: Por que a urss e o leste europeu desabaram como um castelo de areia?

Procuram justificar o injustificável. O Sr Gorbachov, na oportunidade, estava na sua casa de férias, quando retornou, encontrou a casa arruinada, toda corroída pelo cupim. Era o líder máximo do proletariado que só o conhecia de nome. Estamos em plena INFOERA. O que funcionava a séculos ou décadas atrás está fora de uso.

Uma advertência: Deixem de querer imitar, inclusive, a social democracia européia. Quem era o principal candidato do Partido Socialista na França, antes do escândalo do Chefe do FMI com aquela roupeira do Hotel? Eu não estou censurando a atitude de Don Juan. Questiono a rapidez com que um autêntico “socialista” consegue desembolsar milhões de dólares para livrar-se daquela armação e adquirir, em seguida, um apartamento de luxo. O mundo está mudando!

PRECISAMOS DE UM PARTIDO MUITO DIFERENTE DE TODOS!

Faz algumas semanas, no programa RODA VIVA, foi discutida a segurança. O tema principal foi o brusco aumento da criminalidade no Brasil e principalmente em São Paulo. Tudo girou em torno da polícia militar, polícia civil e presídios. Durante uma hora não se encontrou tempo para que se discutisse a origem de toda essa violência: A injustiça social que impera em nosso país. A nossa classe média não consegue desvendar o caminho da maior prioridade que se chama EDUCAÇÃO.

Os partidos que chegam ao poder prometem mudar o Brasil, porém terminam adotando soluções paliativas, como o bolsa família. Faltam convicção, coragem e determinação para um salto de qualidade. Resolvem governar com e para o sistema financeiro e, agora, talvez, estão se dando conta, tardiamente, do grande erro cometido. Sinceramente, não sei se é um erro ou pura opção.

Votei no Lula sabendo que não se tratava, nem havia condições, de qualquer mudança mais radical. Votei pelo segundo mandato, pois era a melhor opção. Votei na Dilma, no segundo turno. Mas estou totalmente insatisfeito com o tratamento dado à educação que, no Brasil, sofre de doença grave, portanto não pode continuar recebendo, apenas curativos. Toda nação está sendo corroída, principalmente, por essa doença.

SÓ VEJO UMA SOLUÇÃO PARA AS MAZELAS DESTE PAÍS: UM PARTIDO NOVO, DIFERENTE EM TUDO, QUE DÊ ALTA PRIORIDADE À EDUCAÇÃO.
DISCUTIR UM PROJETO DESSE PARTIDO É A GRANDE LACUNA DENTRO DO NOSSO PAÍS.
NADA DO PODER SÓ PELO PODER QUE É A NASCENTE DO PARTIDO SÓ PELO PARTIDO.
EXISTE, HOJE, UM PARTIDO QUE QUE LUTE PARA A APLICAÇÃO DE 15% DO PIB NA EDUCAÇÃO? CURATIVOS NÃO RESOLVEM! DIZEM LOGO: É MUITO, É UTÓPICO, O PAÍS VAI QUEBRAR ETC.ETC. DEVEMOS DISCUTIR AS FONTES DESSES RECURSOS!

Pertenço ao conjunto daqueles que desejam ver o ideal, a atuação, de todos que almejam um mundo melhor sendo a popa dessa nau, onde se encontram a hélice que possibilita singrar por esse mar de injustiças e o leme que conduz esse PARTIDO (a nau).

Esse périplo, com destino ao porto dessa viagem, não necessariamente deve ter uma data rígida, mas é urgente. A tripulação dessa nau deve estar atenta à carta de navegação, para evitar um naufrágio ou encalhe. Essa carta é o estatuto com regras de navegação rígidas e claras, com instrumental participativo.

O comandante não poderá, ao seu belprazer, alterar essa rota sem o aval da tripulação. No destino desse porto estarão esperando, de braços abertos: a EDUCAÇÃO, logo na frente, clamando por 15% do PIB para que as crianças tenham escolas descentes, em tempo integral, com café da manhã, com almoço, com esporte, com janta e com transporte.

A SAÚDE vem em seguida dizendo que apoia, integralmente, esse pleito; pois ela está ciente dos benefícios que terá com tantas crianças bem nutridas e com a certeza que os pais, também, menos estressados e melhor alimentados serão beneficiados, dispensando, inclusive o bolsa família que passa a ser um aporte a esse programa de salvação nacional.

O pequeno agricultor, com todo suporte da Embrapa, passando a ser o principal fornecedor dessas escolas, sentirá as grandes melhorias proporcionadas pela chegada dessa nau (PARTIDO). Tanto essa gente do campo como os marginalizados das cidades, acostumados aos efeitos devastadores das naus piratas ou assemelhadas, ficarão, por certo tempo, reticentes, descrentes, crendo ser, apenas, mais uma.

Como nesse longo périplo estão previstas tempestades; causadas por corruptos, por grandes traficantes, pelos lavadores de fortunas recebidas desses piratas e todos aqueles que vivem desse estado de coisas ou são coniventes ou, simplesmente, indiferentes; então, essa grande embarcação (O PARTIDO) deve ter projeto e estrutura para atravessar esse mar revolto.

A passividade facilita a atuação desses psicopatas. Já dizia Luter King: “O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética… O que me preocupa é o silêncio dos bons.” Ele, aqui, possivelmente, engloba os omissos!
Nessa nau todos estarão imbuídos pelo ideal do bem comum. A rigidez do projeto e montagem da sua estrutura não devem sofrer avarias de grande porte ao singrar mar com nuvens negras. O estatuto não permitirá desvios da rota traçada. Tudo deve ser elaborado de tal modo que não haja disputa de poder, só pelo poder; por mais ardilosa que seja. Outras naus existirão e possivelmente os tripulantes com ideais parecidos desejarão mudar de nau democraticamente, pacificamente, ou procurarão meios para adotar estrutura, montagem e estatuto dessas tripulações de modo semelhante. Os honestos, com certeza, notarão que não poderão continuar numa nau que, mesmo com disfarce, esteja sendo usada para a pilhagem. Muitos políticos, do baixo clero, descobrirão que se tornaram reféns do sistema.

Os tripulantes devem ter o conhecimento necessário; para não serem pegos de surpresa pelo discurso de eventuais corruptos, mafiosos e os lavadores de dinheiro proveniente dessa classe de psicopatas; pois há estudos que comprovam a existência dessa praga no meio da sociedade, numa percentagem de aproximadamente 3 a 5%. Eles passam a ter menos influência, quando as leis são devidamente aplicadas e começam a ser identificados. Essa percentagem faz parte de pesquisas internacionais, bem fundamentadas.
Num país de 190 milhões, esses 3% são 5.7 milhões atuando em todas as esferas da sociedade. Pense no efeito multiplicador, devido à enorme influência que esses bandidos exercem sobre aqueles menos informados. Eles, em geral, têm um nível de inteligência acima da média, são dissimulados e bastante ativos no meio em que convivem. Não medem esforços para alcançar o que desejam. Só um partido, como descrito, chegando ao poder, poderá colocar limites a essa escória, onde se encontram os corruptos, os traficantes e aqueles que lavam todo esse dinheiro. Essa gente convive melhor num ambiente de injustiça social. São contrários a um investimento maciço na educação. Eles e aqueles que são influenciados sempre irão dizer, procurar convencer, que investir 15% do PIB na EDUCAÇÃO é uma meta ambiciosa, porém inviável, que o país não tem recursos etc. Na verdade, em médio prazo, isso será prejudicial a todos esses mafiosos. Não interessa a eles um povo esclarecido.

Quem pode achar que pessoas com mentes sadias cometeriam: crimes tão horrendos como a corrupção deslavada, atividades mafiosas e a execrável lavagem de dinheiro? É tudo isso que denigre, embrutece, empobrece uma nação. Quando um país se torna rico através da espoliação de outros povos, pode-se identificar o perfil de seus dirigentes que não titubeiam em fomentar guerras, enganando e manipulando seus compatriotas mal informados.

O mesmo comportamento, ou similar, verifica-se, também, dentro do próprio país, quando tudo é feito para manter o status quo que privilegia grupos em detrimento de todo o povo, sonegando-lhe a educação, a saúde e tudo que represente bem estar social. O psicopata, como já disse, é inteligente, é dissimulado, não sente culpa, é um mentiroso, é manipulador, está sempre à procura de estímulos, adora ser líder. Como exímio chantagista, consegue manter os políticos corruptos no bolso.

Esse partido deve prever, em seu estatuto: mandato único em todos os níveis; fim do alto clero que tudo pode, tudo decide; país unitário; lei única; câmara única; deputados estaduais e vereadores só para fiscalização, recebendo, apenas, ajuda de custo; financiamento público exclusivo, evitando que os eleitos se tornem reféns do poder econômico; revezamento constante em todos os níveis desse partido, desde os menores núcleos à toda direção; não haverá coligações; fim da profissão “político”, o deputado estadual, o vereador continuarão sendo o torneiro, o professor, o médico, o taxista, o comerciante etc.etc.

Deputados estaduais e vereadores, como fiscais, devem ter todos os meios para denunciar os malfeitos; o número poderá triplicar para que haja revezamento.

Esse partido, até que essas mudanças não sejam alcançadas, levará ao povo essas mensagens de mudanças. Pouco a pouco irá conseguir a adesão da maioria de nossa população. Esse é o caminho para, pacificamente, transformar esse nosso Brasil.

Não será um partido tirado da manga de um ou meia dúzia de figurões. Será um partido criado e fiscalizado pelo povo para que não seja usurpado! É difícil, mas só assim teremos uma nação forte, em busca de justiça social.

SUGESTÃO para leitura sobre o crime organizado:

1. Gomorra: livro do Roberto Saviano.
2. Combate à lavagem de dinheiro: livro do Juiz Fausto De Sanctis.
3. As entrevistas de ambos, na internet.
4. Outras fontes.

Responder

Mario

23 de dezembro de 2012 às 22h53

Fora de pauta? Não sei.

MIGALHAS INFORMATIVAS é o título do editorial da Folha de São Paulo on line de hoje. A Folha passa o tempo todinho caçando o Lula e se surpreende quando a Dilma faz um discurso mostrando que a o PIB esteve mal este ano, mas o povo vai bem, obrigado.

O assunto do Editorial é a falta de comunicação da Dilma com a imprensa. Ou será que a Folha está “desconfiada” que a Dilma anda fazendo algo de errado? Por que será que ela está se escondendo, hem?

Aliás, migalhas informativas é o que a Folha vem fornecendo aos seus eleitores desde que assumiu, dentre os impressos, uma condição de destaque no PIG. Eles (os jornalistas da Folha) só pensam em lascar o PT, Lula e a própria Dilma a ponto de não prestarem a atençao ao que a mulher vem dizendo e fazendo de bom por esse país. Eles deveriam dar uma olhadinha no Blog do Planalto de vez em quando.

A propósito, por que não mandaram um jornalista da Folha acompanhar a Dilma quando ela foi inaugurar o Estádio Castelão e o Hospital da Mulher, em Fortaleza, uma das cidades escolhidas para sediar a Copa de 2014? Provavelmente ela deve ter discursado e a Folha de São Paulo nem notou porque a mônica bérgamo estava no apartamento do Dirceu esperando pela polícia para prendê-lo. A Folha por acaso mandou algum jornlista acompanhar a Dilma na viagem recente que ela fez a Paris e a Moscou? Alguém sabe me dizer?

Se a Folha não escolhe as notícias que realmente têm importância para o Brasil, que diabo ela quer que a Dilma faça? Que ela dê 5 entrevistas exclusivas por semana à mônica bérgamo para falar sobre o “mensalão”?

Um trecho da citada matéria:

“Sem vocação para a oratória, mas dotada de familiaridade com a argumentação técnica, Dilma Rousseff teria, em tese, propensão maior para defrontar-se com a imprensa. Seria, no mínimo, uma maneira de desbastar as arestas de personalidade que a notabilizaram antes de assumir o cargo. O próprio desempenho dos jornalistas, cabe reconhecer, padece com a falta de prática e certa cultura de reverência quando “convidados” (e o termo já é consternador) a entrevistar os ocupantes do Planalto.

A democracia brasileira -cujos avanços na transparência institucional são notáveis, como a transmissão ao vivo dos julgamentos do Supremo Tribunal Federal- se ressente de uma tradição ao mesmo tempo autoritária e intimista nas relações entre imprensa e poder”.

“O próprio desempenho dos jornalistas…”Que história! O desempenho dos jornalistas da Folha é ruim por causa da orientação que eles recebem do dono do jornal. Veja neste trecho da matéria que o editorialista faz as suas digressões mas acaba sempre no “mensalão”. Foi, está sendo e será sempre assim. Forever.

Vão reclamar ao bispo.

Responder

Bonifa

23 de dezembro de 2012 às 19h59

À época da Ditadura, toda a cultura de vanguarda no Brasil era de esquerda. Toda a cultura de ponta, a tal ponto que a mídia mesmo quando queria fazer algo de qualidade tinha que apelar para os criadores de esquerda, como Dias Gomes e Oduvaldo Vianna Filho. E havia também alguns bons jornais semanais de esquerda. A Classe Média fingia que era de esquerda para não parecer ignorante. Isto era apenas o reflexo interno do que acontecia em todo o mundo. Mas houve, a partir da ofensiva thatcherista do Neoliberalismo, um movimento descomunal de libertação da Classe Média das amarras desta cultura clássica e seus esquemas de valores. A estupidez passou a ser supervalorizada. A alienação política passou a ser uma enorme virtude. Todos passaram a ser pensadores, surgiam os filósofos da Mídia. Os grandes filósofos e pensadores, todos evidentemente de esquerda, passaram a ser considerados caducos ultrapassados. André Gluksmann e Henry Levi Strauss passaram a percorrer o mundo inteiro pregando que todo o passado era lixo e eles eram os grandes pensadores do novo mundo liberal. Fukuyama declarou que dalí por diante o pensamento era único, não poderia haver outro pensamento, e a História havia acabado, não interessava mais. Tudo passava a ser espetáculo. A performance visual passou a definir o teatro. A esquerda não soube como se comportar nesse mundo. A informação foi completamente controlada e a censura dos acontecimentos passou a ser absoluta. A Classe Média sentiu que podia chamar um gênio de patife e não ser desmentida, porque o próprio sistema lhe facultava esse direito. Gênio passou a ser sinônimo de bem sucedido, ainda que passando por cima de todos os semelhantes. Uma parte da esquerda ainda tentou seguir o sistema, mas acabou se mostrando apenas como uma caritacatura ridícula dentro do próprio sistema. Hoje, que desmorana o mundo do pensamento único, encontrar o caminho de volta não é fabricar artificialmente uma cultura de esquerda. É começar com um grande jornal de circulação nacional que seja totalmente independente e desligado da atual junta de famílias que governa a informação em nosso país, em nome do neoliberalismo global que desmorona.

Responder

    Bonifa

    23 de dezembro de 2012 às 20h03

    Teimamos em confundir os nomes de Bernard Henri Levy, colocando um Strauss onde não devia. Desculpem.

J Souza

23 de dezembro de 2012 às 19h36

No Brasil ainda se fala dos mortos… Talvez por respeito…
Algumas publicações financeiras mundiais já estão dizendo que os próprios banqueiros já admitem que o atual modelo financeiro já se esgotou (ou seja, dá pouco lucro, na opinião deles…).
Por isso precisarão cada vez mais, nos próximos anos, das lucrativas concessões públicas, nas quais pouco nada investem quando privatizadas, oferecendo precários serviços, e vultuosos dividendos… (pobre Europa… Será devastada pelos plutocratas…)
Por isso o amor (quando privatiza portos, aeroportos e rodovias) e o ódio (quando cria estatais ao invés de privatizar) ao governo Dilma!
No último refúgio do lucro através de juros escorchantes, os banqueiros brasileiros e a mídia que os serve esperneiam…
Entendemos!

Responder

Nelson

23 de dezembro de 2012 às 17h49

Tens toda a razão, Azenha, em cobrar que o PT leve em conta, de fato, a participação popular nas decisões. E José Dirceu, como grande cacique a “dar a linha” política do governo Lula talvez tenha sido o grande responsável por este divórcio entre partido/governo e movimentos sociais.

Ao invés de implementar um Reforma da Previdência includente, como reivindicado pelos movimentos sociais, o governo Lula, preferiu a exclusão e a castração de direitos, bem ao gosto do Sistema Financeiro. Os banqueiros lambem os beiços com as imensas possbilidades de lucros que oferece o nicho de mercado da Previdência Privada.

E podemos enumerar várias outras “barbeiragens”, em que o governo Lula deixou de ouvir os movimentos sociais – parece que fez questão de deles se afastar – e se pautou por bajular, por agradar o grande capital:
– Televisão digital;
– Transposição do Rio São Francisco;
– Transgênicos;
– Construção de grandes usinas hidrelétricas na Amazônia;
– Reforma Agrária que quase não andou;
– Subsídios fartos a grandes corporações;
– Privatizações

Responder

Beatriz Santana

23 de dezembro de 2012 às 17h32

Zé Dirceu está chorando tarde demais e quando esteve no governo não moveu uma palha no sentido em que sua crítica vai. Erraram e estão pagando caro pelo erro.

Responder

    Larissa

    24 de dezembro de 2012 às 13h23

    Concordo em gênero, número e grau

Lu Melo

23 de dezembro de 2012 às 17h27

Fátima Oliveira cantou tal pedra há muito tempo, logo após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2010, no artigo: A pequena burguesia “viajou” na onda da alta burguesia – Fatima Oliveira

“Setores do PT de extração reformista torcerão o nariz para a presente análise, ainda preliminar. Desprezá-la não é apenas ingenuidade, é atestar que esquecem dos milhões de recém-chegados à classe média (pequena burguesia) que, nela instalados, tendem a adotar valores políticos e morais da classe a que chegaram… E, como não houve empenho para a elevação da consciência política e sua decorrência direta, o pensamento crítico, o resto fica por conta de analistas políticos com mais “sustança” do que eu”.

http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=3565&id_coluna=20

Responder

Rodolfo Machado

23 de dezembro de 2012 às 17h11

Zé dirceu defendendo a “abertura de capital” da Embrapa:
http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&&id=14847&Itemid=2

Responder

    Bonifa

    24 de dezembro de 2012 às 12h21

    É incrível. Mas quando se vai fundo no assessoramento liberal, impossível não se perder a noção tanto de conjunto quanto de tempo. Aliás, a urgencia baseada em dois ou três dados da realidade imediata é a mais escabrosa característica da dinâmica neoliberal. Assim se despede de tudo o que exige pensamento de longo prazo e planejamento.

Rodolfo Machado

23 de dezembro de 2012 às 17h09

O Azenha postou o video do discurso do Senador Roberto Requião denunciado o uso de eufemismo pelo PT para esconder suas privatizações,
https://www.viomundo.com.br/denuncias/roberto-requiao-pt-usa-eufemismo-para-esconder-suas-privatizacoes.html
principalmente a da Embrapa.
A Embrapa e tão estratégica para o pais quanto a Petrobras ou o Banco do Brasil, talvez até mais, pois ela tem um centro inteiro em Seropédica, no Rio de janeiro, dedicado a agricultura orgânica e adubação verde(que substitui fertilizantes químicos de forma natural).
O Zé Dirceu defende a privatização(chamada “abertura de capital”) em seu blog, não precisa dizer mais nada, esta é a “cultura de esquerda” do Zé Dirceu, que entregar a Embrapa para a Monsanto.

http://autarquiaembrapa.blogspot.com.br/2012/04/mapeando-privataria.html

EMBRAPA – Autarquia Especial

Blog independente dos empregados da Embrapa para o interesse nacional. Para conhecer a Proposta de tranformação da Embrapa em Autarquia Especial, o Estudo de constitucionalidade, e o projeto de lei. https://skydrive.live.com/?cid=A057764007816E3C&id=A057764007816E3C%21102

MAPEANDO A PRIVATARIA
Quando se diz que não haverá a PRIVATIZAÇÃO da EMBRAPA; saibam: estão MENTINDO! O “ardil” da mentira é dizer que ao abrir o capital não haverá privatização porque o governo permanecerá com a maioria das ações. SÍNICOS!
Quando se vende ações, na verdade parte do capital da empresa está sendo transferida para novo dono que terá assento na mesa de decisões. Não é isso uma privatização? Ainda, passados alguns anos, o restante do controle acionário é, finalmente, vendido! A privataria segue ao PL 222/2008, do Senador Delcídio Amaral (PT-MT), ao PL 5575/2009, do Deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), ao PL 268/2007 da Senadora Kátia (PSD-TO) Abreu, adotado pelo Deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR) que buscam apoio na opinião pública através do Valor Econômico, do Estadão e Blog do petista José Dirceu.

Responder

Ricardo Lima

23 de dezembro de 2012 às 16h56

Na mosca, Azenha!

Responder

mineiro

23 de dezembro de 2012 às 16h23

ate que enfim chegou a ponto comun. ate o proprio jose dirceu assumiu qu errou e isso prova que a maioria de nos que comenta nos blogs tem toda razao. o governo ajuda mais a direita do que a esquerda. ajudando a midia golpista com verbas publicitarias , nao precisa responder mais nada. ta na cara gente , o governo dilma bandiou para direita junto com setores do pt e o resto da base do governo. todo mundo bandiou , ate o geito da pres. falar é diferente da campanha. ela simplismente apoia tudo que vem deles. o proprio dirceu confirmou isso , nao com essas palavras , mas ta nitido. o governo dilma precisa de um choque para voltar atras , porque do geito que vai ela e o lula vao se confrontar na eleiçao . pode ser um grande besteira que eu estou falando . tomara que nao.

Responder

Messias Franca de Macedo

23 de dezembro de 2012 às 16h05

O PT MORALMENTE (QUASE-)NOCAUTEADO POR UM CRIME QUE NÃO EXISTIU! ENTENDA

O jornalista *Raimundo Pereira demonstra claramente – a partir de um aprofundado e meticuloso estudo fundamentado em documentos oficiais e em depoimentos – que não houve desvio de dinheiro do Banco do Brasil. Como se sabe, a tese condenatória do STF baseia-se no alegado desvio de recursos da referida instituição financeira [desvio de dinheiro público]. Partindo deste pressuposto a acusação alega que o dinheiro [supostamente] surrupiado dos cofres do BB serviria para “esquentar” os empréstimos [“fraudulentos”!] junto ao Bando Rural e ao Banco de Minas Gerais. No entanto, de modo peremptório, o jornalista Raimundo Pereira (Revista Retratos do Brasil) afirma que não houve retirada de recursos do Banco do Brasil. Portanto, assevera, indignado, o jornalista: “… O crime que fundamenta a condenação dos réus da Ação Penal 470, pasme, simplesmente NÃO EXISTIU! Na Idade média, pegava-se a bruxa, impunha-lhe torturas, e resultava a confissão; por exemplo, a confissão de que teria matado o Papa. A bruxa era condenada, e o Papa estava vivo!… Então, como é possível condenar pessoas por um crime que não existiu?!… Portanto, esse julgamento tem que ser A-NU-LA-DO, ANULADO!…”
*em discurso realizado no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, durante o debate que discutiu a cobertura da mídia no julgamento da Ação Penal 470.

Aqui – http://MARIAFRO.COM/2012/12/20/OS-VIDEOS-DA-TVT-O-BRASIL-EM-DEBATE-O-ESTADO-DEMOCRATICO-DE-DIREITO-A-MIDIA-E-O-JUDICIARIO/
OS VÍDEOS DA TVT: “O BRASIL EM DEBATE: O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, A MÍDIA E O JUDICIÁRIO”

Ou aqui http://altamiroborges.blogspot.com.br/
Juristas criticam postura do STF

NOTA: a participação do jornalista Raimundo Pereira tem início no tempo 0:47:45.

IMPORTANTE: no entanto, vale a pena assistir ao vídeo na íntegra! As intervenções do escritor Fernando Moraes e de dois catedráticos juristas são elucidativas e lapidares!

NITROGLICERINA PURA! O STF ESTÁ CADA VEZ MAIS AUTODESMORALIZADO! ENTENDA

Na edição de janeiro de 2013, a manchete de capa da revista ‘Retratos do Brasil’ anuncia a matéria investigativa: ‘A PROVA DO ERRO DO STF’
IMPORTANTE: o espectro da capa da revista já está disponível, é só clicar: http://www.oretratodobrasil.com.br/revista/

NOTA ACAUTELATÓRIA: eu ainda não consigo imaginar a maneira pela qual o [encalacrado] STF irá sair desta arapuca!…
… Quem (sobre)viver, verá!…

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    Messias Franca de Macedo

    23 de dezembro de 2012 às 17h03

    retificação: revista ‘Retrato do Brasil’ (ao invés de revista ‘Retratos do Brasil’

    BRASIL (QUASE-)NAÇÃO
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

Leandro

23 de dezembro de 2012 às 15h07

O dia que o governo petista for esquerda da pra comentar a materia

Responder

    Julio Silveira

    23 de dezembro de 2012 às 18h03

    Quando vejo a forma como um Tarso Gernro leva a coisas no Rio Grande do Sul, começo a concordar com você.

Pedro Cruz

23 de dezembro de 2012 às 14h38

O problema do Viomundo, é o de não ter compromissos e responsabilidades com as mudanças. Para êle, Viomundo, as mudanças conseguidas até agora não valem nada, o importante é apoiar o candidato do psol a vereador e a prefeito de São Paulo, mesmo que seja para ter votações inexpressivas, que não encontram eco na sociedade. O psol teve menos de 2% para prefeito de São Paulo e o candidato a vereador apoiado pelo Viomundo, menos de 3000 votos. Eu prefiro uma aliança ao centro, fragil, mas capaz de conseguir as mudanças que foram, a duras penas, realizadas. O que queremos, ficarmos em guetos discutindo com meia duzia de “iluminados” ou nos compormos para termos maioria, e mudarmos as condições de vida da população??? As limitações que o PT tem, são as limitações da sociedade. Eu prefiro continuar derrotando a grande imprensa e seus partidos aliados, nas urnas e continuar, a duras penas, mudando o Brasil. Temos sim, que avançar com uma política de esquerda, mas elaborada e apoiada pela sociedade. Isso não depende do desejo de meia duzia de pessoas, depende da participação da sociedade.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    23 de dezembro de 2012 às 14h51

    Ou seja, Pedro, a culpa é nossa! Abs e Feliz Natal.

    Ricardo

    23 de dezembro de 2012 às 15h20

    Azenha,
    concordo com vc na analise da falta de “esquerda” no pt. Por outro lado, o Dirceu tem certa razao no tocante a nao haver um contraponto de esquerda à grande midia. O que nao falta sao bons textos pra criar um jornal de base consistente que possa se contrapor ao discurso millenarista. So na blogosfera, temos N pessoas capazes de enfrentar a conversa mole pra bovino, entre eles, vc. Se o governo estimulasse a criaçao de um grupo midiatico vanguardista e popular onde tivesse condiçao de expor os fatos pra populaçao, o poder pigalico tenderia a enfraquecer, pelo menos, em principio. Concordam?

    Julio Silveira

    23 de dezembro de 2012 às 15h38

    Azenha, meu caro, ele não vai retribuir. Você quer falar na unica lingua que ele não quer ouvir. Então, com toda a minha gratidão, por ter me possibilitado mostrar minha anonima voz, por me emprestar seu espaço e coerência, como um verdadeiro homem de liberdade. Quero oferecer a voce um FELIZ NATAL extensivo sua equipe, sua familia e aos familiares de sua equipe.
    Aproveito para estender a todos os participantes do Blog.
    É uma droga não ter copydesk.

    Rodolfo Machado

    23 de dezembro de 2012 às 16h18

    O problema hoje de muitos ditos progressistas é que eles sofrem da mesma disfunção cognitiva dos conservadores que não veem a decadência do modelo econômico-financeiro hora vigente no mundo, os conservadores pelo fato de que admitir a falência completa e iminente do império é admitir a derrota total de seu conjunto de valores, vá lá no blog do Caio Blinder, lá ele fica discutindo se os EUA devem ou não atacar o Irã.

    As consequências de tal ataque, se ainda existe dinheiro em caixa, ou se vão imprimir mais para custear suas absurdas guerras, isto não é discutido, pois a premissa é de que o império é eterno, seus valores são inquestionáveis, e não, os EUA não vão quebrar, não há nenhum colapso financeiro iminente, não há peak oil, não há colapso ambiental, nada disso.
    Qualquer psiquiatra chama isso de disfunção cognitiva, não se enxerga uma realidade posta diante de seu nariz, ou não se quer enxergar.

    Surpreendentemente a Globo News entrevistou um escritor e ativista ecologico australiano,Paul Gilding:
    http://globotv.globo.com/globo-news/milenio/t/programas/v/escritor-paul-gilding-fala-sobre-o-fim-do-mundo-como-o-conhecemos/2215316/

    Assista o video e você vera ele dizendo o que eu disse, existe uma disfunção cognitiva sobre as crises convergentes e iminentes que nos afetam, financeira, ecologica-ambiental, geopolítica, porque e certo que logo Rússia e China irão confrontar, de alguma forma os EUA, colapso do Dólar como moeda de reserva, o que ira causar hiper inflação nos EUA.

    Então, quais serão os mecanismos que o PT ira usar daqui para frente para prover o bem estar do povo e ao mesmo tempo continuar sua guinada ao centro e suas alianças com partidos fisiológicos e comprometidos justamente com os valores e com a visão e concepção do mundo que esta falindo, eu postei aqui no blog do azenha um comentário sobre como existem modelos de auto gestão , cooperativas e de respeito ao meio ambiente, na Europa, na Espanha, vou colocar de novo abaixo, mas o que eu quero dizer é que o PT se afasta dos valores alternativos que começam a surgir, a emergir a partir do colapso do sistema atual, e se aproxima do velho, do falido.

    Auto gestão, empresas administradas pelos funcionários, cooperativas, Software Livre, agricultura orgânica, pequenas empresas, cooperação ao invés de competição, são os valores que emergem mas o velho centralismo da velha esquerda ainda seduz, só que agora totalmente despido de qualquer compromisso com valores históricos da esquerda, meios e métodos são neoliberais, mas passa-se um verniz “progressista”, pinta-se uma estrelinha vermelha( a força aérea russa ainda usa a estrela vermelha pintada na cauda de seus aviões, mas Putim não é nenhum progressista, embora não seja neocom), pinta-se uma estrelinha vermelha e tudo bem, agora o projeto é “progressista”.
    Água e óleo não se misturam, são duas concepções de mundo que são irreconciliáveis, o PT vai quebrar a cara e perder o bonde da historia.

    Vandana Shiva
    http://www.youtube.com/watch?v=-xi_4Lc5mqs

    É possível ser diferente do PT:

    Mais um documentário que mostra que é possível viver de maneira diferente da sociedade capitalista clássica. O Colaborativismo, a economia solidária, trazendo uma forma mais harmônica, saudável, divertida e singela de vida.

    http://www.youtube.com/watch?v=PbGwdNLHh1U&feature=player_embedded

    MARINALEDA, Uma Cidade Cooperativa
    Marinaleda, essa cidade existe. Depois de ocupações, prisões e muito suor, um grupo de sem terras conseguiu exigir reforma agrária numa terra que antes era de apenas 4 pessoas. Essa cidade é a mais socialista das cidades espanholas. Há mais de 30 anos o povo elege o mesmo prefeito. O resultado é que num país onde a crise e o desemprego atingiu quase todas as famílias, em Marinaleda a taxa é quase zero, assim como a criminalidade. Não há policia nas ruas e a prestação das casas é de apenas 15 euros (a média espanhola é de 1000 euros), pois todos participam da construção da própria casa. A creche custa 2 euros ao mês e não há fila de espera. Os principais atos de gestão são decididos através de Assembleias Populares, a forma mais aut~entica de democracia direta. Esta cidade é a prova que o capitalismo está ruindo e que novas formas de sociedade tem que surgir. (docverdade)

    http://www.youtube.com/watch?v=9lZJDSoZH00&feature=player_embedded

    da servidão moderna:
    “Meu otimismo está baseado na certeza que esta civilização vai desmoronar. Meu pessimismo em tudo aquilo que ela faz para arrastar-nos em sua queda.”

    http://www.youtube.com/watch?v=Sgd4xLmLBrc

    Nelson

    23 de dezembro de 2012 às 17h38

    Tuas argumentações estão excelentes, Machado. Porém, vejo um problema no teu texto: as frases são longas demais e, não raro, misturam ideias e assuntos dificultando a compreensão das mesmas.
    Assim, fraternalmente, peço-te que providencies a correção desse problema e que continues a escrever teus comentários, ajudando-nos a entender a realidade que nos cerca.

    Rodolfo Machado

    24 de dezembro de 2012 às 09h49

    Caro Nelson, agradeço tua observação, a angustia dos tempo que estamos vivendo me faz despejar talvez um excesso de ideias, talvez não coordenadas da melhor forma.
    O blog do Azenha tem dado mais espaço do que outros blogs ditos progressistas para esta critica ao PT,e também uma critica mas geral aos valores neoliberais, ainda assim , as diversas crises convergentes que acredito serem iminentes deveriam ter mais espaço na pauta de discussões.

    Walter

    23 de dezembro de 2012 às 19h49

    “nos compormos para termos maioria, e mudarmos as condições de vida da população???”
    – Compormos quem, para ter a maioria para quem? E por que a população , esse sujeito vago, tipo opinião pública, deveria querer ESSA mudança de condições de vida, a mudança preconizada por ESSA maioria?

    As limitações que o PT tem, são as limitações da sociedade.
    -Então também são as limitações do psol, do psdb e do dem ? Se a sociedade é limitada, não existirão iluminados que a fará avançar…independente do partido.

    Eu prefiro continuar derrotando a grande imprensa e seus partidos aliados,
    – Com derrotas igual estas que você alardeia, cada dia que passa a grande imprensa fica mais rica e quanto aos partidos aliados da imprensa, não seria o PT ,um deles???

    mudando o Brasil.
    -Arrocho salarial, inflação de 6%, crescimento de 1%,incentivos ao grande capital, privatizações, impostos escorchantes sobre a sociedade civil, a pessoa física… Os antecessores também achavam que estavam mudando o Brasil….fazendo a mesma coisa. Enfim…

    Cada dia que passa e cada coisa que a gente lê que faz não ver uma luz no fim do tunel.

    Um bom 2013 , Azenha. Continue o bom trabalho !

    wilson

    23 de dezembro de 2012 às 20h19

    Meu caro, mudanças se faz só com maioria (orígem dos acordos espúrios) no parlamento?
    Se assim for é melhor o PT propor mudanças no parlamento.

Alfredo

23 de dezembro de 2012 às 14h17

O próprio Zé Dirceu, qdo ministro de Lula. dizia que o governo jamais iria “cair no chavismo”, ou seja, brigar com a direita como Chavez teve que fazer. Tentou cooptar a direita ao contrário de promover uma cultura de esquerda, como quer agora. O resultado foi isso que estamos assistindo. E ele é a principal vitima.

Responder

    LuizCarlosDias

    23 de dezembro de 2012 às 17h33

    Junta 10 ou até 100 bons profissionais da midia, mais uma bolada (grana) retirada da verba dada a Globo e assim online, cria uma voz da esquerda
    na internet. O que se discutisse no site seria em parte impresso e distribuido nos varios meios sociais.Posso desenhar se for necessário.
    A decisão é politica, nossa salvação é politica e temos raça politicamente.
    Viva LULA na caravana da cidadania, falando sobre politica, com o povo.

Messias Franca de Macedo

23 de dezembro de 2012 às 14h17

José Dirceu e a “cultura de esquerda”no Brasil
publicado em 23 de dezembro de 2012 às 8:39
De José Dirceu, a Monica Bergamo:

… CONCORDO COM O JORNALISTA LUIZ CARLOS AZENHA…

[‘O PT da governança’ incorporou – para além da conta – o fisiologismo e o pragmatismo, curso e rito a embalarem, gradualmente, o (quase-)desprezo em relação às demandas de determinados setores/segmentos da sociedade e o desenvolvimento da inapetência pelo diálogo com as bases do próprio partido… Enfeixando esta limitadíssima síntese, cumpre reafirmar a (re)negação de alguns princípios fundamentais preconizados e propugnados pelo PT de antanho…]

… E NÃO O FAÇO POR BAJULAÇÃO: as considerações acima foram proferidas em comentário relacionado a um texto escrito pelo jornalista Mino Carta.

… Muitos parlamentares do PT se regozijam num quase êxtase quando focados pelas lentes e holofotes do PIG. É verdade, o *complexo de vira-lata ainda acomete representantes não só do PT: o senador Randolfe Rodrigues do PSOL é um exemplo lapidar!…

*”Complexo de vira-lata” é uma expressão criada pelo dramaturgo e escritor brasileiro **Nelson Rodrigues, a qual originalmente se referia ao trauma sofrido pelos brasileiros em 1950, quando a Seleção Brasileira foi derrotada pela Seleção Uruguaia de Futebol na final da Copa do Mundo em pleno Maracanã. O Brasil só teria se recuperado do choque (ao menos no campo futebolístico) em 1958, quando ganhou a Copa do Mundo pela primeira vez.
Para Rodrigues, o fenômeno não se limitava somente ao campo futebolístico. Segundo ele, “’complexo de vira-lata’ significa a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo.”
“O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a autoestima.”
(…)
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Complexo_de_vira-lata

**Nelson Rodrigues nasceu da cidade do Recife – PE, em 23 de agosto de 1912. Foi um importante jornalista e escritor brasileiro, e tido como o mais influente dramaturgo do Brasil. Nelson Rodrigues faleceu na manhã do dia 21 de dezembro de 1980, um domingo. No fim da tarde daquele dia ele faria treze pontos na loteria esportiva, num “bolo” com seu irmão Augusto e alguns amigos de “O Globo”. Dois meses depois, Elza cumpriu o seu pedido — de, ainda em vida, gravar o seu nome ao lado do dele na lápide, sob a inscrição: “Unidos para além da vida e da morte. É só”.
FONTE: http://www.releituras.com/nelsonr_bio.asp

EM TEMPO: ou PT imagina que não precisa se reinventar?!…

Parabéns pela análise crítica, egrégio, competente, radicalmente democrático e impávido jornalista brasileiro Luiz Carlos Azenha!

Felicidades!

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Valmont

23 de dezembro de 2012 às 14h12

Mexer na hegemonia da direita que governou o Brasil por 500 anos requer isto que o Dirceu falou: promover mudanças culturais, e a comunicação social é parte FUNDAMENTAL desse processo. Gramsci falou isso há mais de meio século.

Azenha acertou na veia ao criticar essa PRÁTICA IDIOTA dos petistas graúdos: Não apenas prestigiam, mas principalmente, FINANCIAM O PIG!
É discurso pra um lado e prática pro outro! Os petistas sabem o que têm que fazer. POR QUE NÃO FAZEM?

Esse é o mistério da esfinge petista.

A entrevista da Dilma na Rede Globo, imediatamente após a eleição foi a maior bofetada que eu já levei na vida. Até hoje tenho uma puta raiva disso. Por que não deu a entrevista à Record, concorrente da Globo, para dar uma lição naqueles que a bombardearam incessantemente na campanha?

Até quando se comportarão como IDIOTAS???
Nós sabemos que política não é esporte, é arte de guerra. E ninguém deve acreditar em “INGENUIDADES” nesse campo. NÃO! Isto é DISSIMULAÇÃO! Estamos sendo enganados por petistas dissimulados. Não podem ser verdadeiros membros do Partido dos Trabalhadores quem atua abertamente contra as convicções e diretrizes do próprio partido.

O QUE ESTAMOS EXIGINDO AQUI É COERÊNCIA NAS AÇÕES E FIDELIDADE PARTIDÁRIA! NADA MAIS.
CORTE RADICAL NA PUBLICIDADE DO GOVERNO FEDERAL. PROPAGANDA ZERO!
EIS O QUE QUEREMOS: ENFRENTAMENTO REAL DA HEGEMONIA. SEM TERGIVERSAR.

Responder

antonio

23 de dezembro de 2012 às 13h38

Se entendermos como uma autocrítica, acho que ele não está errado. A questão é o que fazer diante disso? Continuar ou mudar esta política cultural?

Responder

assalariado.

23 de dezembro de 2012 às 13h35

Sabendo que, o histórico das esquerdas no Brasil, de forma orgânica, começou em 1922, com o PCB (Partido Comunista Brasileiro), conhecido também, como Partidão. Aqui tem um breve histórico:

http://pcb.org.br/portal/docs/historia.pdf

Realmente, um bom momento histórico e politico, para nos perguntarmos:

O que é a cultura (histórica), das esquerdas no Brasil?

Ora, internautas! A luta de classes no Brasil como o próprio Dirceu alega para dona Monica sobre a LUTA POLITICA, “ É preciso trabalhar. A esquerda nunca teve uma vida tranquila no Brasil nem no mundo. Nunca usufruiu das benesses do poder.”

E continua:

“De 1889 a 1946, o poder era militar. Tudo era decidido por tenentes e depois pela cúpula militar. Depois, o país viveu seu período político, mas sempre sob tutela militar, até o golpe de 64. Só em 1989 retornamos [civis]. É tudo muito recente”, diz.

Então, que tem haver o post, o Zé Dirceu e o Partidão? Assim comento:

Minha consciência de classe ensinou que dependência econômica é dependência politica. Ou seja, o partidão comia nas mãos do Stalinismo soviético, que tinha que seguir as “orientações politicas” de então que, de forma errada via, “socialismo num país só”, acabou virando pensamento único pela esquerda. Logo, matou a nascente criança socialista marxista no berço da história. Isto é, contrariando os escritos de Marx que, em primeira analise, O SOCIALISMO, seria, e é, elevar o proletariado e a classe trabalhadora, à condição de classe dirigente do Estado proletário, neste caso sim, um Estado Socialista, e não o capitalismo de Estado, com de fato, proposto por Josef Stalin. Stalin foi tudo, menos um dialético marxista. Com os devidos respeitos a sua história e ao povo russo.

Devemos, agora mais do que nunca, corrigir rumos e táticas desta tática ULTRAPASSADA da visão do pensamento único pela esquerda, para tomada de poder via “REPUBLICANISMO”. Se a burguesia deixar! Que significa dizer, FAZER ALIANÇAS PREFERENCIAS COM OS EXPLORADOS DA NAÇÃO, os assalariados a qual vocês dizem representar. Portanto, as alianças com a direita são táticas e não estratégicas, nos dias de hoje. No entanto, estratégico é, como disse Marx, nunca como agora, fazer alianças com as massas e não subestima -las, como massas de manobra. Basta ler um pouco sobre como era o PT nas origens, com o PT pragmático nestes dias, não é verdade? Só que tem um probleminha, salvador da patria nunca existiu, não é mesmo Sr. Lula? Então, quem é que vai ter o papel central, nessa aliança com o povo. Será o partido, como proposto por Vladimir Lenin? VAMOS CONTRUIR A HEGEMONIA, ESTUPIDOS! Antes que seja tarde!

Saudações Socialistas.

Responder

Walter Cesar

23 de dezembro de 2012 às 13h28

Concordo com o Dirceu. Daí a facilidade da mídia embaralhar as régras das idéias. Só acesso, contínuos, aos blogs de esquerda ajudam a ter uma visão menos neoliberal.

Responder

Luis Henrique - MG

23 de dezembro de 2012 às 13h27

Concordo com as duas opiniões. Mas só teremos uma cultura de esquerda se ocorrer a junção das ideias constantes nas afirmativas de José Dirceu e nas de Azenha. Quem sabe um dia……
A falta dessa “cultura” é que faz que a população, principalmente a mais pobre e a da dita classe média, que não reconhece que os avanços são frutos de uma programa de governo, que com acertos e erros, vem transformando o país.

Responder

Joe

23 de dezembro de 2012 às 13h13

Dirceu, talvez como todos, está defendendo o seu lado. E para isso usa as armas que estão por ai, a venda. Mídia de esquerda?? Esse não é o problema, aceitar ou não propaganda gov tb não! A questão é temos um jornalismo raso, que subestima o receptor.
É caro fazer jornalismo, temos comentadores de notícias e só.
Há telejornais que praticamente não produzem nada, só comentam (sem acresentar nada) notícias produzidas por outros veículos e na maioria não pagam por isso.
Enquanto a informação for produto secundário nas empresas jornalisticas isso não vai mudar.

Responder

Nisio

23 de dezembro de 2012 às 13h09

Parabéns pelo seu artigo. Direto na veia. Foi direto e preciso na abordagem, onde apontou a falta de coerência e congruência da maioria dos parlamentares e líderes petistas, e das esquerdas.

Responder

Isidoro Guedes

23 de dezembro de 2012 às 13h01

Verdade, é inexplicável (e inaceitável) esse deslumbramento e colaboracionismo masoquista com uma mídia (direitista e reacionária) que vive batendo no PT e nos governos trabalhistas e de esquerda. Ternurar esse tipo de mídia não tem dado os resultados esperados pelos (esquerdistas ingênuos) que ainda creem no bom senso dessa mídia, que nem sequer age como morcego (mordendo e assoprando), agindo apenas como carrasco, batendo e batendo, e quando possível, decepando a cabeça.

Responder

Danilo Morais

23 de dezembro de 2012 às 12h44

Com todo respeito Azenha, mas você trabalha na Record, que até onde sei é grande mídia. Ou não é? Se o problema do Zé Dirceu e do PT fosse dar entrevista para a FSP… Em minha humilde opinião, o problema do PT e dos governos Lula/Dilma, além da falta de hegemonia na sociedade em geral – e particularmente no Estado -, o que exige uma política de alianças muito ampla (não adianta dizer que as alianças os descaracterizam, pois sem elas nem Lula e nem Dilma teriam sido eleitos) é também não ter considerado estratégica a disputa da hegemonia pela cultura. Neste sentido, a fala de Zé Dirceu está muito correta. O problema é que o governo Lula começou a perceber esta questão, mas com a sucessão, com Dilma, parece que se esqueceu de tudo (vide o engavetamento do projeto de Franklin Martins). Aí com ministros como Paulo Bernardo, mais preocupado com seus interesses eleitorais no Paraná, ou José Eduardo Cardoso, mais preocupado em aparecer bem na fita com a Globo…. Realmente é esta falta de aprendizado, sobre a luta de hegemonia, depois de 10 anos de governo que me preocupa!

Responder

Leonardo Câmara

23 de dezembro de 2012 às 12h36

Matou a pau. Eles (PT) vivem adulando esses veículos da casa grande, buscando sua aceitação. Depois aparecem com essa conversa mole. Um progressista que se jamais daria entrevista para essa colonista, artífice do atraso.

Responder

Marcos Sousa

23 de dezembro de 2012 às 12h28

Quando afirmo imagem acima, quero dizer imagem abaixo, no meu último comentário.

Responder

Marcos Sousa

23 de dezembro de 2012 às 12h24

Azenha, apesar de concordar com algumas coisas que você afirmou na postagem, há de se convir que o Brasil, diverso com é, dificilmente seria governado atualmente sem uma coalizão, e infelizmente com o PMDB e outros fisiologistas. E aí temos de engolir este sujeito, próximo a ACM, que está na foto acima postada pelo companheiro José Mário HRP, Garibaldi Alves, que atualmente é ministro da Previdência. Ademais, penso que é preciso dar alguns passos para trás, para depois dar outros saltos à frente, o que de fato aconteceu nos últimos anos. Pena que não como e na velocidade que gostaríamos. E neste sentido, critico que a indicação de ministros para os tribunais superiores e procuradores da República deveria ser feita com mais cuidado, com intuito sempre de se cumprir o republicanismo e de não ser tão seletivo ou parcial, o que não ocorre atualmente. Lembro que na última semana antes do segundo turno, o STF sequer aceitou uma denúncia, “por falta de provas”, contra Antony Garotinho, acusado de crime eleitoral, por ter sido encontrado grande quantidade de dinheiro em comitê de campanha, a qual ele era coordenador, em Campos/RJ, cuja a Relatora Rosa Weber votou pelo recebimento. Vale até condenar só com indícios, e vale também pedir prisão preventiva antes do trânsito em julgado. Enquanto isso, o livro de Amaury Jr. recheado de provas e o caso de Demóstenes Torres sequer chegam ao STF.
Voltando ao tema inicial, acho que temos de ter o cuidado para não praticar o que algumas figuras de esquerda tem feito nos últimos anos. Mais ajudou à direita do que contribuiu para a redistribuição das rendas no País; basta ver a imagem de Heloísa Helena na mesma imagem acima. É como Lula fala: de tanto girar a esquerda, termina se encontrando com a direita.

Responder

Eneágono Glutão

23 de dezembro de 2012 às 12h16

Muito bem colocado, Azenha! Bravo!

Acho só que em um parágrafo faltou um esclarecimento:

<>

Todos sabemos do esforço que promoção da pluralidade de opiniões empreendido pelos governos Lula e Dima na alocação de verbas publicitárias.

Aqui podemos ver o Estadão (e a Folha, citada) esperneando:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,democratizacao-ou-mero-desvio,659789,0.htm

Saudações,

Glutão

Responder

José X.

23 de dezembro de 2012 às 12h11

[[Em nossa opinião, cultura de esquerda pressupõe uma participação popular nas decisões que vai muito além das conferências nacionais promovidas pelo governo Lula. Cultura de esquerda pressupõe uma participação de base que coloca em xeque os acordos de bastidores essenciais à manutenção das coalizões e da famosa “governabilidade”.]]

Eu acho que nem é uma questão de “cultura de esquerda” e sim de “mais capitalismo” (i.e. mais concorrência, mais diversidade, mais oportunidade de escolha) na mídia corporativa. Salvo engano é o que Chávez tentou fazer na Venezuela e Cristina na Argentina.

PS. O Viomundo devia usar o IntenseDebate ou algum outro serviço parecido. Nem tanto por causa das notas (o gizmodo.com.br usa IntenseDebate sem avaliação das postagens), mas para facilitar aos o acesso a suas postagens antigas.

Responder

Fabio

23 de dezembro de 2012 às 12h10

Participação popular em outros tempos, era o sonho do MST, da CUT e etc. Desde 2002, de alguma forma – talvez menos do que queríamos-, estes movimentos ganharam voz no poder. Porém agora dão o nome à isso de cooptação. Concordo que cultura de esquerda vai muito além das conferências, porém não diminui a importância destas, que em outros momentos nem sequer existiam, ou eram meras fachadas.
O maior dilema do governo é sobre a reforma política e reforma da mídia. E aí entra os 545% que Dirceu explica: 54% com coalizão, é importante dizer… Sem coalizão corre-se o risco de perder não só a maioria, como também o próprio governo. Este é o dilema que se têm. Reformar a mídia e mexer com os “aliados sangue-sugas”, correndo o risco de entrar em direta rota de colizão? Ou Não mexer em time que está apanhando, como diz Maringoni e realmente continuar apanhando, mas ao mesmo tempo promovendo os avanços que estão em curso?
Creio que chegará o momento de enfrentamento, é invevitável, está no DNA da esquerda. O importante é termos consciência do momento histórico (Maior crise financeira desde sempre), para sabermos o momento exato de romper com estas alianças que causam desgosto a todos nós, mas que ao mesmo tempo, se mostraram mais conscientes do presente do que partidos de extrema esquerda, que não conseguem se situar no momentto histório.

Responder

Gerson Carneiro

23 de dezembro de 2012 às 12h09

Paulo Bernardo no lugar do Franklin Martins… Eduardo Cardozo repetindo as palhaçadas do Nelson Jobim… Marco Maia sentando na CPI da Privataria (se bem que CPI e nada…). Tá ruim de sonhar com uma cultura de esquerda.

Responder

Euler

23 de dezembro de 2012 às 12h02

Achei coerente e consistente o contraponto elaborado pelos editores do Viomundo. O PT falhou não em não criar uma suposta “cultura de esquerda”, mas por ter abandonado práticas de esquerda quando chegou ao poder. Uma delas, como bem mencionou o Viomundo, a da participação das bases nas decisões. O PT não tem que “criar” cultura alguma. Se pelo menos o PT tivesse travado as lutas contra os grupos que mantêm as culturas dos privilegiados, já estaria de bom tamanho. Por exemplo: travar a luta contra o monopólio da mídia; ou a luta pela reforma política que impusesse maior controle sobre o parlamento e o judiciário pela maioria da população.

Apostar na melhoria das condições de vida – e de consumo – da maioria da população é importante sim, mas não basta. Dirceu só acerta nesta conclusão, ou seja, a de que a nova classe média está sendo cooptada pela direita. Lógico, ela teve a sua vida material melhorada com base em valores mercadológicos, de disputa egoística de fatias de consumo e de mercado.

Esta chamada classe média não associa seus ganhos com valores de solidariedade de classe, ou algo afim, pois ela foi chamada a participar da disputa de mercado como um fim em si mesmo. Sua melhoria social não foi fruto, por exemplo, de uma reforma agrária arrancada na luta, ou de um aumento salarial que expressasse os interesses de toda uma classe contra inimigos identificados. Não está claro, para ela, que o país é dividido por interesses de grupos, de classes sociais, e quem representa o quê nessa disputa.

Criar simplesmente uma “cultura de esquerda”, com um cinema ou jornal alternativo, é coisa voltada para a militância de esquerda – que aliás, está se diluindo e desaparecendo, cooptada que foi pela máquina do estado. O próprio PT tratou de expulsar os grupos de militantes mais à esquerda, para facilitar os acordões com a direita fisiológica.

Uma cultura que pudesse se contrapor aos interesses dos grupos privilegiados passa pela disputa aberta com estes setores. Pelo fim do monopólio da mídia – que é o mais forte poder hoje no Brasil e no mundo; por maiores investimentos sociais na Saúde e na Educação, reduzindo os gastos com a dívida pública; pela reforma agrária e urbana, garantido terra e moradia para a maioria pobre; pela reforma política que acabasse com este distanciamento entre os poderes instituídos e as pessoas comuns, etc. Estes seriam alguns pontos que poderiam compor uma plataforma de luta e envolver milhões de pessoas por todo o Brasil. Mas quem disse que o PT tem interesse em abraçar uma luta deste porte?

P.S.: Embora respeitando o posicionamento do Viomundo, acho que este valoroso espaço deveria aceitar publicidade de empresas públicas, pois se eles investem na mídia de direita, não vejo porque não possam investir também na mídia independente. O limite é este: se tentarem interferir na linha editorial ou nas publicações do Viomundo, corta-se a publicidade.

Responder

francisco niterói

23 de dezembro de 2012 às 11h49

E eu discordo profundamente do PS do Viomundo.

Um blog que aceite este tipo de publicidade nao treia “tranquilidade”? Este atributo só teria sentido, portanto, em blog que ficaria desde sempre “amarrado”? Assim legitimamos a midiazona, certo? Publicidade como simbolo de partidarismo ou politizacao.

No raciocinio do Viomundo, a desejável democratizacao das verbas de publicidade perderiam entao sentido pois destruiriam a “tranquilidade” do jornalismo serio, aquele que pode e deve ser exercido na plenitude da democracia, inclusive aquela em que anuncios da petrobras podem e devem atingir a todos os leitores, inclusive aqueles do viomundo.

Acho esta posicao do viomundo “um pouco”fora da realidade. Me lembra um amigo que, no inicio do governo lula, ja estreou o udenismo( ainda nao havia o PSOL) ao se revoltar contra, nao me lembro quem, ter aceito um assento no Conselho de Administracao de uma estatal sem “recusar o jeton” . Este amigo conhecia o novo conselheiro, sabia da capacidade dele e viu o mesmo lendo, em fins de semana, muitos relatorios. “MAS ELE NAO PODE RECEBER JETON”, dizia. De forma mambembe, a esquerda “dos moinhos” tem que tabalhar de graca.

Assim, publicidade democratica, por ser para todos, nao poderia tirar tranquilidade. Se tira, a questao é muito maior do que um blog. ALIAS, com mais publicidade, talvez o blog pudesse ter uma moderacao mais dinamica que certamente enriqueceria mais o debate. Este hiato entre comentar e aparecer tira um pouco o tesao.

Achei, portanto, o PS udenista, purista ou, pra provocar, “PSOLISTA”.

Azenha e conceicao: a intimidade é uma m*rda. E de tanto conviver com vcs, ja começo a viajar. Rsrssr.
Criei um metodo puramente intuitivo de descobrir origens de post ou artigos nao assinados. Se é petista, acho que é da conceicao. Se é psolista, do Azenha. O que quero dizer com isso é que se tiver vies udenista me lembra o azenha.

Azenhao, nao me leve a mal…. Foi so uma brincadeira, que realmente eu sempre faco, por “conhecer um pouco vcs”. MAS EU GOSTO MUITO DE VCS DOIS. ATE QUANDO PSOLANDO, NO SENTIDO UDENISTICAMENTE FALANDO.

Responder

Julio Silveira

23 de dezembro de 2012 às 11h42

Esse Dirceu, o ex leme do Lula. O ratzinguer do PT na hora de expurgar a esquerda do partido. Os inconvenientes. Essa fala comparada com o que se viu, soa muito falsamente, até rizivel.

Responder

anac

23 de dezembro de 2012 às 11h34

Masoquistas. Adoram apanhar. Pagam com nosso dinheiro quem bate neles.
Entretanto, Dirceu no fundo sabe que tendo um escritorio de advocacia poderoso por tras conseguirá escapar do regime fechado através dos embargos infrigentes para o semi-aberto. É so derrubar o crime de formação de quadrilha.

Responder

FrancoAtirador

23 de dezembro de 2012 às 11h31

.
.
Os proeminentes da esquerda estão esquecendo um detalhe:

A população do Brasil sempre defendeu os valores nacionais.

Mas grande parte da extrema-direita também é nacionalista.

E o povo brasileiro está se movimentando neste sentido.

A condenação sumária do Dirceu é comemorada pela maioria.

Direitos Humanos resumem-se a direitos dos consumidores.

A pena de morte é reivindicada até para furtos e roubos.

Há total descrédito na política como meio de transformação.

A Constituição da República, como a Verdade, é uma “quimera”.

É o reflexo sócio-cultural do esgotamento de um sistema.

Sem alternativas político-partidárias, corre-se um risco:

a corrida das massas ignaras em busca de um “Supremo Fuhrer”.

É assim que a Mídia Mafiosa pretende instalar o “IV Reich”.
.
.
“A presença simultânea de individualidade e coletividade na figura do Führer teria um potencial de mudança, impossível de ser tematizado naquele momento, mas capaz de acumular-se para o acontecimento.”

(ALBERTI, Verena. A existência na história: revelações e riscos da hermenêutica. Estudos históricos – Historiografia, Rio de Janeiro, v.9, nº 17, p.31-57, 1996; Citação na Nota de Rodapé 41)

http://cpdoc.fgv.br/producao_intelectual/arq/413.pdf
*(http://cpdoc.fgv.br/equipe/VerenaAlberti)

Responder

Marcelo de Matos

23 de dezembro de 2012 às 11h14

Não entendo como pureza ideológica não aceitar comerciais de empresas públicas. O Viomundo estampa um comercial da Google, multinacional que fez parceria com vários órgãos públicos, inclusive a NASA. Não seria mais interessante fazer comerciais de empresas públicas que possam, eventualmente, barrar o monopólio dessas multinacionais? Conheci o Zé em 1968, na época do Congresso de Ibiúna e da desocupação do CRUSP. Ele sempre fez o tipo de estranho no ninho da esquerda. Muitos o combatiam por razões ideológicas ou outras. Houve até dúvida se o levavam para Cuba no avião dos fugitivos da ditadura. Talvez por isso ele tenha essas atitudes desconfiadas e prefira escrever no blog do Noblat e não no do Edu. Finalmente, não entro nessa batalha quixotesca contra o PIG. Não sou revolucionário digital. O estado brasileiro tem normas fundamentais que defende com mão de aço, como essa da liberdade de imprensa. Inclusive a de criar factoides como esse da Rosemary. O governador e o prefeito de Santos nem são citados na investigação. Deu para entender?

Responder

    Mário SF Alves

    24 de dezembro de 2012 às 11h31

    Isolando propositalmente o PT, o resultado é: não obstante a oposição sistemática e o desdém quanto a tímidos protocolos éticos por parte da mídia corporativa [murdochiana ou não], o povo brasileiro tem seguido o Lula e/ou modo Lula de governar. Portanto, caro Marcelo Matos, alguma coisa anda saindo errada na formulação do bolo que há uma década vem tirando o brilho do Natal da direita rentista/subdesenvolvimentista local.
    Estamos diante de um fenômeno. Isso sim é o que conta; isso sim é o que merece ser devidamente investigado. E por fenômeno não entendo só o Lula, não. Pode incluir o povo brasileiro; pode incluir a singularidade brasileira.
    _____________________________________________
    E mais. Para perplexidade geral, acresça-se a tudo isso esse seu “o estado brasileiro tem normas fundamentais que defende com mão de aço, como essa da liberdade de imprensa.” Liberdade de imprensa, sei. Liberdade de antidemocracia [via de regra muito mal] dissimulada, isso, sim.
    ___________________________________________________________
    E por falar nisso, o PT, o nosso PT precisa, sim, é de mais democracia; de compromisso real com a democracia; de democracia interna e de regras mundialmente claras de compromisso na construção da democracia no mundo.
    _________________________________________________
    Bem…. a não ser que tudo isso [democracia] não passe mesmo de miragem. A não ser que tudo isso [democracia] seja realmente inviável nas circunstâncias atuais.
    _______________________________________________ ___________________
    Enquanto não se demonstra e prova o contrário, democracia em todos eles, inclusive no próprio PT.
    _____________________________________________________________________________
    E viva a Constituição de 88. Nossa única arma contra os ataques da elite mais retrógrada do mundo e eternamente faminta de mais e mais subdesenvolvimento brasileiro.

Messias Franca de Macedo

23 de dezembro de 2012 às 11h08

… CONCORDO COM O JORNALISTA LUIZ CARLOS AZENHA…

[‘O PT da governança’ incorporou – para além da conta – o fisiologismo e o pragmatismo, curso e rito a embalarem, gradualmente, o (quase-)desprezo em relação às demandas de determinados setores/segmentos da sociedade e o desenvolvimento da inapetência pelo diálogo com as bases do próprio partido… Enfeixando esta limitadíssima síntese, cumpre reafirmar a (re)negação de alguns princípios fundamentais preconizados e propugnados pelo PT de antanho…]

… E NÃO O FAÇO POR BAJULAÇÃO: as considerações acima foram proferidas em comentário relacionado a um texto escrito pelo jornalista Mino Carta.

… Muitos parlamentares do PT se regozijam num quase êxtase quando focados pelas lentes e holofotes do PIG. É verdade, o *complexo de vira-lata ainda acomete representantes não só do PT: o senador Randolfe Rodrigues do PSOL é um exemplo lapidar!…

*”Complexo de vira-lata” é uma expressão criada pelo dramaturgo e escritor brasileiro **Nelson Rodrigues, a qual originalmente se referia ao trauma sofrido pelos brasileiros em 1950, quando a Seleção Brasileira foi derrotada pela Seleção Uruguaia de Futebol na final da Copa do Mundo em pleno Maracanã. O Brasil só teria se recuperado do choque (ao menos no campo futebolístico) em 1958, quando ganhou a Copa do Mundo pela primeira vez.
Para Rodrigues, o fenômeno não se limitava somente ao campo futebolístico. Segundo ele, “’complexo de vira-lata’ significa a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo.”
“O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a autoestima.”
(…)
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Complexo_de_vira-lata

**Nelson Rodrigues nasceu da cidade do Recife – PE, em 23 de agosto de 1912. Foi um importante jornalista e escritor brasileiro, e tido como o mais influente dramaturgo do Brasil. Nelson Rodrigues faleceu na manhã do dia 21 de dezembro de 1980, um domingo. No fim da tarde daquele dia ele faria treze pontos na loteria esportiva, num “bolo” com seu irmão Augusto e alguns amigos de “O Globo”. Dois meses depois, Elza cumpriu o seu pedido — de, ainda em vida, gravar o seu nome ao lado do dele na lápide, sob a inscrição: “Unidos para além da vida e da morte. É só”.
FONTE: http://www.releituras.com/nelsonr_bio.asp

EM TEMPO: ou PT imagina que não precisa se reinventar?!…

Parabéns pela análise crítica, egrégio, competente, radicalmente democrático e impávido jornalista brasileiro Luiz Carlos Azenha!

Felicidades!

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

José de Almeida Bispo

23 de dezembro de 2012 às 11h03

Uma frase de novela que casualmente assistir na Globo: “O povo vota em assassino sim; em corno é que não vota!”
Ou, o povo vota em corrupto, ladrão, assassino… sim; em covardes, nunca! E há um grande hiato entre tolerância e covardia.

Responder

Antônio

23 de dezembro de 2012 às 11h00

Concordo com o viomundo. O PT só recorre às bases e aos movimentos populares quando a água chega às narinas, ná prática adora um microfone da grande mídia golpista fascista. UMA PERGUNTA: QUEM FOI O RESPONSÁVEL POR APROXIMAR O PT DO DANINEL DANTAS, EM? Ganha um doce quem apontar o responsável.

Responder

Pedro

23 de dezembro de 2012 às 10h49

O mais honesto seria o sr. José Dirceu falar: eu errei em transformar o PT num partido sem ideologia, numa máquina eleitoral descuidando da formação política das bases e abrindo o partido para todo o tipo de oportunistas e carreiristas possíveis. Infelizmente, o sr. Dirceu, não tem o mínimo de humildade, continua prepotente e arrogante, como sempre. Coloca no conjunto do PT uma responsabilidade que é sua e de seu grupo político, o tal campo majoritário, que leva o partido a adotar as formas mais espúrias da prática política brasileira, desde a compra de votos a armação de esquemas corruptos para se financiar. Se Dirceu estivesse, realmente, preocupado com o PT pedia para sair do Diretório Nacional, apresentaria sua desfiliação e faria uma sincera autocrítica, e não este blábláblá para o PIG.

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Shogun

23 de dezembro de 2012 às 10h27

“Opinamos com a tranquilidade de quem não aceita propaganda de empresas públicas, nem de governos.”

Acho elogiável alguém tentar manter um site politico sem o apoio de publicidade de governos.
O fato é que isso não acontece com todos os sites do ramo, e nem com empresas e conglomerados tradicionais de mídia que abocanha uma fortuna com esse tipo de publicidade.

Se é para o governo fazer publicidade em meios de comunicação, que seja o mais abrangente possível. Não é aceitável que apenas 10 empresas fiquem com quase toda a verba publicitária, fazendo com que novas vozes, seja de esquerda, direita, de centro, de marte ou de vénus, não participe de algo que é de todos, pois, as verbas vem de tributos de todos.

Agora, isso é obvio -> “Classe media…está sendo “cooptada” por valores conservadores.”

A esquerda não tem o poder dos meios de comunicação em suas mãos, os movimentos sociais estão cada vez mais acomodados, a democratização da comunicação não é feita, o governo arquiva projetos de regulamentação da mídia e financia os meios de comunicação que foram adquiridos de forma arbitraria na ditadura. A Anatel só serve para assegurar o direito dos conglomerados, e ATACAR os pequenos meios de comunicação comunitários. A cultura é patrocinada com dinheiro de impostos, mas quem sai bem na foto, escolhendo quem patrocinar são as empresas. Além dos conglomerados multinacionais que patrocinarem a cultura estrangeira no Brasil em detrimento da brasileira, estrangeira não, norte-americana, pois, não vemos, ouvimos ou lemos nada que não seja dos EUA.

Um movimento social que consiga uma vitoria, seja no campo que for, não faz com que os valores conservadores sejam abafados, apenas venceu uma barreira, que para os resto do povo ainda continua lá. Não vejo movimentos sociais que tenham voz suficiente para conseguir mudar o paradigma de que quem entretém, diverte e informa seja outro que não os conservadores da grande mídia.

É bacana ver um movimento social com um canal de noticias na internet, ou que tenha um site, ou um pequeno jornal e revista, mas isso não chega as massas, isso fica restrito a uma pequena parcela. O resto fica a mercê da mídia conservadora, fica refém do jabá que artistas pagam tocarem nas rádios tradicionais, refém de filmes, musicas, shows, programas e todo o resto da cultura enlatada que são patrocinados por grandes empresas nacionais e multinacionais. Além de cinemas, shoppings, casas de shows e todo o resto, que se submetem aos ditames das grandes distribuidoras internacionais, que facilitam a distribuição de conteúdo estrangeiro e dificultam a distribuição de conteúdo e produtos nacionais, quando os nacionais alcançam a prateleira do “mercado cultural”, vem carimbado com a marca conservadora, que escolhe bem o que pode ou não ter sua distribuição facilitada.

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Rodolfo Machado

23 de dezembro de 2012 às 10h21

Concordo com o Azenha, por exemplo, já vi um artigo sobre Itamar Franco, que não era nenhum progressista, mas no pouco tempo que foi presidente governou sem acordos fisiológicos com o “centrão” no congresso, todos os projetos de interesse do pais que seu governo enviou ao congresso foram aprovados sem negociata,outro exemplo, Roberto Requião zerou a verba de publicidade para o pig em seu governo no Parana, deixou o pig a míngua.

O PT e seu governo limitam as criticas ao neoliberalismo e ao sistema financeiro internacional a superficialidades do tipo austeridade vs crescimento, nunca fez uma critica mais contundente a globalização, nas poucas vezes em que critica a imprensa partidária, nunca da nome aos bois, coisa que Brizola fazia fartamente e Requião faz também.

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Messias Franca de Macedo

23 de dezembro de 2012 às 10h19

Eduardo Campos diz que apoiará candidatura de Dilma em 2014
22/12/2012 – 20h36

(…)
“Quem defende a presidenta Dilma neste momento deseja cuidar em 2013 do Brasil. Quem pode cuidar do Brasil é Dilma. Nós temos de ajudá-la a ganhar 2013. Ganhando 2013, Dilma ganha 2014. Então a forma de ajudar Dilma é dizer: em 2014 todos nós vamos estar com Dilma. Claro. Por que não vamos estar com Dilma?”, indagou o governador de Pernambuco.
(…)

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1205657-eduardo-campos-diz-que-apoiara-candidatura-de-dilma-em-2014.shtml

RESCALDO: Bye bye *DIREITONA ‘forever’!
*eterna oposição ao Brasil, ‘o cheiro dos cavalos ao do povo’!…

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Messias Franca de Macedo

23 de dezembro de 2012 às 10h18

PERSONALIDADES DISCUEM O JULGAMENTO DA AÇÃO PENAL 470

VÍDEOS ESCLARECEDORES

# Juristas criticam postura do STF

# STF coloca em risco a democracia

# Ir às ruas contra o retrocesso

em http://altamiroborges.blogspot.com.br/

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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wilson

23 de dezembro de 2012 às 10h17

O problema com o Viomundo neste post é desconsiderar o fato de que o PT ganha as eleições com 54% dos votos. Como governar com maioria tão apertada e baseada em coalisões muitas vezes espúrias? Será que o apoio dos movimentos sociais sozinho daria essa governabilidade? Acho que faltou sim um esforço no sentido de politizar a cidadania, mostrando que os direitos do cidadão vão muito além do direito de consumir. Agora que essa turma toda é baba-ovo dos jornalistas-celebridades, isto é verdade. Ô Dirceu, não tem nada mais brega do que essa gente.

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    Jairo Falcucci Beraldo

    23 de dezembro de 2012 às 12h59

    Desculpe, Sr Wilson, mas tive um entendimento um tanto diferente do seu no debate. E concordo plenamente com a equipe do VIOMUNDO. Não é que falte uma “esquerda” no Brasil. Falta, sim, os que se elegem como esquerdistas, se portarem como esquerdistas no poder, e não “dar milho para bode”, achando que assim, a direita os aceitará. Falta coerencia para colocar em ministerios estrategicos, verdadeiros esquerdistas, como no caso específico da Justiça, onde temos um grande inimigo. Que fazia o Malocci no inicio do governo Dilma na Casa Civil, um traste traidor que vende informações à R$15.000,00? São estas incoerencias que deixa transparecer que não há esquerda no Brasil. E logo o Zé (mais um Zé) Dirceu vem dar os EUA como exemplo…ah, me poupe!

José Ricardo Romero

23 de dezembro de 2012 às 09h58

Esse discurso do Zé Dirceu é um discurso edulcorado, que pretende mudar, mas só um pouquinho para que tudo fique na mesma. Padece da síndrome do bom-mocismo, do comportamento republicano, da necessidade(???)de governabilidade. Nem toca no assunto de cortar as verbas para a mídia bandida. Não deixarão de escrever na folha, no estadão, de dar entrevistas para a globo etc.

Responder

    FrancoAtirador

    23 de dezembro de 2012 às 13h24

    .
    .
    O jornalista Leandro Fortes, da CartaCapital,

    já havia alertado no 2º BlogProg, em 2011:

    “A maioria dos políticos, de esquerda e de direita,
    quer mesmo é aparecer no Jornal Nacional da TV Globo
    e dar entrevistas nas páginas amarelas da Revista Veja.”

    Se no ano que vem, nessa prenunciada peregrinação pelo País,

    o Lula, ora o único político brasileiro que é ouvido pelo Povo,

    não convencer a população sobre a necessidade da Lei de Meios,

    os candidatos petistas terão uma péssima surpresa em 2014.

    Inclusive a Dilma, que só com muita parceria com a privada

    terá chance de se eleger e, assim mesmo, no segundo turno.
    .
    .

Jose Mario HRP

23 de dezembro de 2012 às 09h52

Vejam só os que desde 2002 vem tentando destruir a dignidade do povo, que LULA e Dilma construiram!

Responder

    Jairo Falcucci Beraldo

    23 de dezembro de 2012 às 13h04

    Sr. José Mário, faltaram mais alguns nesta foto.
    Faltaram:
    – Candido Vacarezza
    – Paulo Teixeira
    – Arlindo Chinaglia
    – Odair Cunha
    – Walter Pinheiro
    – Jacques Wagner
    – Zé Caridozo
    – Tony Malocci
    – dentre outros bundões e infiltrados.

José Maia

23 de dezembro de 2012 às 09h22

Concordo com Dirceu e concordo com Viomundo. Explico: Dirceu tem razão quando diz que o governo petista não promove uma “cultura de esquerda”. Mas o Viomundo erra ao minimizar o papel da conferências nacionais. Viomundo também faz uma análise idealista ao criticar os acordos para governabilidade e eleição. Isso é impossível não fazer e manter-se no poder. Por outro lado, Viomundo acerta em cheio: os petistas graúdos adoram Folha e Globo! Ressalve-se o Lula. No dia em que voltar a dar entrevistas as folha, globo e estadão, perde meu voto. A não ser numa nova campanha, claro, pois aí terá que fazê-lo.

Responder

    Narr

    23 de dezembro de 2012 às 10h21

    Esse negócio de não dar entrevista para a Globo é complicado. Um político (ou qualquer um) que não aparece na Globo é quase uma não-pessoa pública. Pergunte a qualquer pessoa e ouvirá que o primeiro passo para a pessoa ser considerada notável foi ter aparecido na TV Globo. Ora, se lutamos para que os candidatos, políticos em geral, tenham tratamento equilibrado pela TV Globo, como abrir mão disso e deixar que apenas a imagem tucana etc apareça na tela? Sim, é triste saber que precisamos aparecer na telinha, dizendo qualquer coisa, para sermos levados em conta. Mas ainda há um longo caminho a ser percorrido até que isso se inverta.

    wilson

    23 de dezembro de 2012 às 20h15

    Peraí!!!
    Se trata de um ex ministro de estado, muito conhecido do povo brasileiro que não precisaria da globo para nada. Se quisesse, é claro!!!

    simas

    24 de dezembro de 2012 às 00h14

    … Mas, acontece, tbm, q o Lula pra ser eleito foi buscar anuência de mta gente “diferente”. E o Dirceu, igualmente. Buscaram apoio do Roma, do ACM, etc e tal… Naquele momento eu não queria saber de nada; pensando no resultado, final. Convenhamos, mtos e mtos pensaram o mesmo. Ademais, como ganhar eleição sem aparecer, lindo, na globo? Não podemos nos esquecer q essa mídia tinha o “dedinho” do Poder Central; tanto, q se tornou, e se perpetua, como a emissora padrão. Para o bem ou para o mal, o q aparece na globo emplaca.
    Eu, faz tempo, não olho pra essa gente. Salvo, todo dia, olhar as manchetes; pra me revigorar… Chega a ser sadismo. No momento, pós “18 minutinhos de JN” e – pior, ainda, com a covardia do odair cunha, conclui não ser mais possível votar com o PT…
    Tenho refletido se seria justo, dar uma de psol, Poxa!… Abraço, fraterno


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