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Código Florestal: O debate de alta octanagem na rede


16/05/2011 - 00h01

por Luiz Carlos Azenha

Não, não acreditamos que o agronegócio seja culpado de todos os males do mundo. Nem do mundo, nem do Brasil.

Porém, não podemos fechar os olhos para a conjunção de vários fatores políticos e econômicos que se dão neste exato momento:

1. Grosso modo, concordamos com a avaliação de João Pedro Stédile, do MST, segundo a qual existe uma aliança do setor financeiro com um punhado de empresas que controlam o setor de sementes, agrotóxicos e fertilizantes (Monsanto, Sygenta, Bayer e assim por diante), em parceria com empresários brasileiros, que pretende ampliar o espaço de produção no Brasil. O objetivo é o lucro, nem sempre considerando o interesse público na preservação ambiental, na qualidade da água, no fenômeno do assoreamento dos rios, na sustentabilidade dos projetos e na biodiversidade, sem dúvida a maior riqueza do Brasil. Este não é um processo local: há uma imensa demanda por terras na África, por exemplo. Investidores da península arábica estão arrendando vastas áreas da Etiópia com o objetivo de produzir alimentos para exportação, por exemplo. As consequências são as de sempre para as populações locais: invasão de terras comunitárias, expulsão dos pequenos e médios agricultores, inchaço das cidades, concentração de renda.

2. Acreditamos que, justificada como obra que vai levar água a 12 milhões de brasileiros pobres, a transposição do rio São Francisco servirá também à incorporação de terras do Nordeste ao agronegócio exportador, cujo objetivo primário é abastecer as mesas europeias. Nada de errado nisso.

3. Os grandes projetos de monocultura enfrentam forte resistência nos países “centrais”, devido à degradação ambiental e à própria qualidade dos alimentos produzidos. Já falamos, aqui, do documentário Food Inc., que recomendamos fortemente aos que ainda não assistiram. Não, não se trata de “frescura” de ecochatos, mas daquilo que você e seus filhos comem. [Quer saber o que tem na água que você bebe? Clique aqui] A preocupação crescente com a qualidade dos alimentos e com a preservação ambiental faz com que se repita, na agricultura, o que já aconteceu na indústria: a exportação da produção “suja” para as novas fronteiras do agronegócio. Com a vantagem de que nós, brasileiros, ainda não cobramos pela água embutida na exportação agrícola, um bem comum devidamente privatizado em cada tonelada de soja que alimenta os porcos estrangeiros (sem trocadilho, please). Europeus e norte-americanos, em breve, vão nos exportar morango orgânico, de alto valor agregado. Simples assim.

É nesse contexto que temos tratado, neste espaço, do novo Código Florestal. Alguns leitores reclamaram do fato de que não ouvimos o deputado Aldo Rebelo, do PCdoB. Entendemos que o deputado dispõe do apoio de milhares de pequenos proprietários, ansiosos em relação a futuras exigências legais — um caso concreto, do qual tratamos, está aqui. Acreditamos que o deputado já dispõe de amplo espaço para manifestar suas opiniões, inclusive na grande mídia. Mas como prezamos a opinião de nossos leitores, envidaremos esforços para ouví-lo nos próximos dias. Por outro lado, celebramos a diversidade na blogosfera e rejeitamos a transformação deste espaço em quarto de despejo para querelas que não é de nossa alçada esclarecer.

Para saber o que pensam as sociedades científicas a respeito, clique aqui.

Depois, quem vai pagar a conta?

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67 comentários

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Ignez

26 de maio de 2011 às 19h22

Não me surpreende que Aldo Rebelo do PC do B tenha sido festejado pelos ruralistas. Historicamente, no Brasil, os comunistas são aliancistas. Não nos esqueçamos da entrega de Olga Benário, nem de como os dirigentes "pelegos" de sindicatos de trabalhadores juntaram-se para impedir a fundação da CUT e até do PT. Aliás não nos esqueçamos de Roberto Freyre, também…

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Luc

17 de maio de 2011 às 23h27

Azenha, estou postando aqui o resumo de um artigo científico a respeito das florestas serem ou não sumidouros de carbono, pois alguns acham que isso só ocorre no mar, abraço!

Estudos Avançados
Print version ISSN 0103-4014
Estud. av. vol.16 no.45 São Paulo May/Aug. 2002
doi: 10.1590/S0103-40142002000200006

AMAZÔNIA BRASILEIRA

O balanço de carbono da Amazônia brasileira

RESUMO

GLOBALMENTE, a biota terrestre é um sumidouro significativo de dióxido de carbono (CO2) atmosférico. Estudos recentes do IPCC para a década de 1990 estimam a biota terrestre com sendo um sumidouro líquido de aproximadamente 1,4 gigatonelada de carbono por ano (assimilação líquida pela biota terrestre menos as emissões devidas às mudanças dos usos da terra). É provável que a maior parte desse suposto sumidouro aconteça nas florestas das latitudes médias e dos trópicos. Estudos do ciclo do carbono do Experimento LBA estão mostrando que as florestas não-perturbadas da Amazônia comportam-se com um forte sumidouro de carbono, com taxas na faixa de 1 a 7 toneladas por hectare por ano, ao passo que as áreas inundadas e os rios podem estar agindo como fonte de carbono de até 1,2 tonelada por hectare por ano. O desmatamento e a queima de biomassa representam uma emissão líquida de aproximadamente 0,2 gigatonelada de carbono por ano na Amazônia brasileira. Ainda que se leve em conta as grandes incertezas existentes sobre essas medidas, o balanço das evidências observacionais aponta para a possibilidade de que as florestas tropicais da América do Sul estejam funcionando como sumidouros de carbono da atmosfera.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-4014200

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betinho2

17 de maio de 2011 às 22h39

Aquífero Guarani está contaminado por agrotóxicos
17 de maio de 2011

Do DCI

O Aquífero Guarani, manancial subterrâneo de onde sai 100% da água que abastece Ribeirão Preto, cidade do nordeste paulista localizada a 313 quilômetros da capital paulista, está ameaçado por herbicidas.
A conclusão vem de um estudo realizado a partir de um monitoramento do Departamento de Água e Esgotos de Ribeirão Preto (Daerp) em parceria com um grupo de pesquisadores, que encontrou duas amostras de água de um poço artesiano na zona leste da cidade com traços de diurom e haxazinona, componentes de defensivo utilizado na cultura da cana-de-açúcar.
No período, foram investigados cem poços do Daerp com amostras colhidas a cada 15 dias. As concentrações do produto encontradas no local foram de 0,2 picograma por litro – ou um trilionésimo de grama. O índice fica muito abaixo do considerado perigoso para o consumo humano na Europa, que é de 0,5 miligrama (milésimo de grama) por litro, mas, ainda assim, preocupa os pesquisadores, que analisam como possível uma contaminação ainda maior.
No Brasil, não há níveis considerados inseguros para as substâncias. Ainda assim, a presença do herbicida na zona leste – onde o aquífero é menos profundo – acende a luz amarela para especialistas. Segundo Cristina Paschoalato, professora da Unaerp que coordenou a pesquisa, o resultado deve servir de alerta. "Não significa que a água está contaminada, mas é preciso evitar a aplicação de herbicidas e pesticidas em áreas de recarga do aquífero", disse ela.
O monitoramento também encontrou sinais dos mesmos produtos no Rio Pardo, considerado como alternativa para captação de água para a região no longo prazo. "Isso mostra que, se a situação não for resolvida e a prevenção feita de forma adequada, Ribeirão Preto pode sofrer perversamente, já que a opção de abastecimento também será inviável se houver a contaminação".
Aquífero ameaçado
O Sistema Aquífero Guarani, que faz parte da Bacia Geológica Sedimentar do Paraná, cobre uma superfície de 1,2 milhão de quilômetros quadrados, sendo 839., 8 mil no Brasil, 225,5 mil quilômetros na Argentina, 71,7 mil no Paraguai e 58,5 mil no Uruguai. Com uma reserva de água estimada em 46 mil quilômetros quadrados, a população atual em sua área de ocorrência está em quase 30 milhões de habitantes, dos quais 600 mil em Ribeirão Preto.
A água do SAG é de excelente qualidade em diversos locais, principalmente nas áreas de afloramento e próximo a elas, onde é remota a possibilidade de enriquecimento da água em sais e em outros compostos químicos. É justamente o caso de Ribeirão, conhecida nacionalmente pela qualidade de sua água.
Para o engenheiro químico Paulo Finotti, presidente da Sociedade de Defesa Regional do Meio Ambiente (Soderma), Ribeirão corre o risco de inviabilizar o uso da água do aquífero in natura. "A zona leste registra plantações de cana em áreas coladas com lagos de água do aquífero. É um processo de muitos anos, mas esses defensivos fatalmente chegarão ao aquífero, o que poderá inviabilizar o consumo se nada for feito", explica.
Já para Marcos Massoli, especialista que integrou o grupo local de estudos sobre o aquífero, a construção de casas e condomínios na cidade, liberada através de um projeto de lei do ex-vereador Silvio Martins (PMDB) em 2005, é extremamente prejudicial à saúde do aquífero. "Prejudica muito a impermeabilidade, o que atinge em cheio o Aquífero", diz.

Restante da matéria aqui:
http://jaderresende.blogspot.com/2011/05/aquifero

Responder

Código Florestal: O debate de alta octanagem na rede « Afauna Natal

17 de maio de 2011 às 11h51

[…] Extraído do Vi o Mundo. […]

Responder

Marcelo de Matos

17 de maio de 2011 às 08h13

Eu não entendo de preservação ambiental, então, vou ter de recorrer aos universitários. Dizem os espertos que não se pode plantar no cocuruto dos morros. O Aldo Rebelo, por sua vez, quer resguardar os direitos de quem andou tonsurando os cumes, por aí. Se o plantio nessas áreas é prejudicial tem de ser proibido – não há o que discutir. O mesmo se diga do desmatamento da mata ciliar. Vão alegar que o coitado só tem aquela propriedade, mas, como ficam os que dependem da água para sua sobrevivência? Coitados somos nós, vítimas do desmatamento indiscriminado.

Responder

edson

17 de maio de 2011 às 02h51

Eu recoloco aqui um post de outro texto publicado aqui no Azenha:
"Desafio os defensores (ambientalistas que moram em apartamentos de grandes centros urbanos) que aqui defendem a manutenção do Código Florestal sem mexer uma virgula sequer, a responder a simples pergunta: Você aceitaria abandonar sua residência que esteja construída em uma APP urbana ( sobre nascentes, olhos d'água, margens de lagos ou corredores d'água) sem direito à indenização – uma vez que o governo nao vai comprar tais áreas no meio rural- para sua recomposição?? Ou nossos ambientalistas só são contundentes quando suas propriedades não são envolvidas…

Espero que respondam de forma adulta, sem infantilizar o debate.

Responder

    souza

    17 de maio de 2011 às 10h18

    Vc já ouviu ou leu que não se pode construir qualquer coisa que vc queira em uma area de um lote ??

    Então e por ai.

    Simples

    valter

    17 de maio de 2011 às 10h38

    O cara a tua sutileza e cavalar, mas tentarei responder… entraria com uma ação por danos e perda de acordo com o codigo Civil em vigo, contra: a contrutora; o Executivo Municipal que liberou o Projeto; a Caixa Economica Federal que liberou o financiamento. e tomava as providencia cabiveis na LEI para solucionar os problema; com certeza não faria lobby e nem pagaria a "midia" para mudar a Lei ao meu favor..

    alberto silva

    17 de maio de 2011 às 11h55

    Meu caro Edson, você conhece a CF-88?Ela diz nNo seu Artigo 5º, inciso XXIII – a propriedade atenderá a sua função social. Nesse quesito de função social deve entrar também a questão ambiental, como a conservação da biodiversidade e a manutenção dos serviços ambientais por ela prestados, além de outros aspectos (vide Art 225, que coloco aqui tb: Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.
    § 1º – Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:
    I – preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas;
    V – controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente.
    Ou seja, todos os proprietários tem o dever de conservar os processos ecológicos necessários a manutenção e perpetuação da vida. Mas não se trata de tirar o direito de propriedade, mas usá-lo de forma sustentável. Ninguém está propondo desapropriar terras de pequenos, médios ou grande agricultores (há não ser que as mesmas sejam improdutivas ou tenham nelas trabalho escravo!), nem de agricultores familiares. A questão é conciliar a propriedade com sua função social, que inclui a socioambiental. O mais interessante é que essa função socioambiental pode e deve estar inserida também no contexto produtivo, pois as Reservas LEgais podem ser manejadas, de forma sustentável, e as Áreas de Preservação Permanente exercem vários serviços ambientais, muitos deles essenciais para a prórpia produção agrícola, como a manutenção de polinizadores, controle biológico ou natural de pragas, manutenção de recursos hídricos. Portanto, nada tem haver esse enfoque de contrapor o rural ao urbano, como me parece estar na sua argumentação.
    Ab,

    betinho2

    17 de maio de 2011 às 11h57

    Respondendo de forma adulta uma questão infantil:
    Muito simples. Se eu invadi uma área de APP sem autorização e a destruí…rua comigo. Se eu ocupei com autorização oficial, duas hipóteses, primeira ser indenizado, não só pelo investimento, mas também por lucros cessantes e outras consequências…e rua ambém. Em segundo, ter mantidos meus direitos e responsabilizado quem autorizou a ocupação.
    Mas o mais importante na infantilidade da pergunta é querer, com um caso pontual e isolado, argumentar para justificar um "rapa" geral. Resumindo, não misturar um caso que se configura como judicial, com a lei em vigor ou a ser criada.

ANTONIO ATEU

17 de maio de 2011 às 00h27

Digite o texto aqui![youtube xhXnUfUnwsQ http://www.youtube.com/watch?v=xhXnUfUnwsQ youtube]

Responder

    LuisCPPrudente

    17 de maio de 2011 às 11h52

    A Monsanto deve defender o relatório de Aldo Rebelo do jeito que ele está atualmente.

    Por que então, eu como morador de um centro urbano vou ser a favor deste relatório que vejo que não defende em nada o meio ambiente e só beneficia empresas como a Monsanto? Além de defender o perdão dos crimes ambientais dos latifundiários?

betinho2

16 de maio de 2011 às 22h11

Indico mais um excelente artigo, com ótimos e esclarecedores comentários:
http://www.oeco.com.br/guilherme-jose-purvin-de-f

Responder

Luc

16 de maio de 2011 às 21h50

Parabéns mais uma vez ao Azenha e sua equipe, a imparcialidade e lógica nos está aproximando da Justiça!

"…Levantamento de ISTOÉ mostra que pelo menos 27 deputados e senadores tinham pressa em aprovar a nova lei para se livrarem de multas milionárias e se beneficiarem de desmatamentos irregulares…"

"…Em novo impasse no Código Florestal, governo queixa-se de traição – IG…"

"…Relator do Código Florestal no Senado recebeu doações de madeireiras e carboníferas -Brasil Atual…"

Responder

soninha

16 de maio de 2011 às 20h37

Parabéns Azenha, pelo menos vc parece ter lucidez, PHA está defendendo os 'patriotas' ruralistas, ainda com o velho discurso da produção de alimentos para acabar com a fome, mas ainda tem gente que acredita neste discurso no país? Ninguem leu Josué de Castro?

Responder

    JotaCe

    16 de maio de 2011 às 22h31

    Prezada Soninha,

    Muito bem lembrado por você o meu conterrâneo, o (grande) nordestino, ex-Presidente da FAO. e que se notabilizou pelos estudos sobre a fome e profunda visão social que detinha. O PHA bem que devia ler seus trabalhos…Um deles (Geografia da Fome) foi editado em 25 diferentes línguas. Castigado pela 'ditabranda' morreu em 1974 exilado na França, castigado onde foi professor…Cordial abraço,

    JotaCe

    JotaCe

    17 de maio de 2011 às 00h50

    Prezada Soninha,

    Muito bem lembrado por você o meu conterrâneo, o (grande) nordestino, ex-Presidente da FAO. e que se notabilizou pelos estudos sobre a fome e profunda visão social que detinha. O PHA bem que devia ler seus trabalhos…Um deles (Geografia da Fome) foi editado em 25 diferentes línguas. Castigado pela 'ditabranda' morreu em 1974 exilado na França onde foi professor…Cordial abraço,

    JotaCe

urbano t mertz

16 de maio de 2011 às 20h03

Sinto que a discussão está muito mais ideológica do que técnica. Por pouco técnica, digo que não se analisa todas as questões ambientais envolvidas na discussão da reforma do Código Florestal.

Parece que no Brasil esta discussão ambiental mais profunda ainda não entrou na ordem do dia. Aqui somente se discute: terra desmatada= produção; florestas= fome e atraso, coisa de ONG.

Parece que a maioria não se dá conta da enorme discussão relativa ao aquecimento global e ao papel das florestas como sumidouros de CO2.. E isso não é trololó de ONGs.

Graças a deus que existem ONGs ambientais, pois sem elas as coisas estariam muitíssimo piores no nosso planeta. Pelo menos conseguiram travar um pouco a lógica mercantil do uso irrefreável dos recursos da natureza.

Politizar a questão ambiental, colocando ela a direita ou a esquerda, não contribui em nada com uma solução. O que devemos discutir é o quanto de florestas precisamos preservar e repor, sem comprometer a produção e assegurando a sustentabilidade. É uma equação difícil, mas temos que fazê-la, e isso que deveriamos estar discutindo.

Nunca devemos esquecer que o solo, que produz os nossos alimentos, depende de inúmeros outros fatores: umidade do ar, temperatura, chuvas, ventos, equilíbrio ecológico, etc.e estes dependem muito da presença de florestas, matos e matas ciliares.

Responder

    Silvio I

    17 de maio de 2011 às 10h16

    urbano t mertz:
    Sem tirar a importância que tem os arvores para purificar a atmosfera, não concordo totalmente com o exposto. Os arvores durante o dia, quando funciona a foto síntese, se apodera do CO2, mais na noite devolve CO2. Quem realmente purifica o ar, são os oceanos durante o dia e a noite.

Araquem

16 de maio de 2011 às 18h09

Cada vez que um defensor do código do latifunaldo substitui "produção de commodities" por "produção de alimentos" como argumento para seu raciocínio, eu logo seguro a minha carteira.
Ou é uma santa inocência ou quer enganar alguém. E o saudoso filósofo Caetano já dizia: "A inocência acabou…"

Responder

FranX

16 de maio de 2011 às 17h36

Se certos países estrangeiros acreditam que a preservação ambiental no Brasil é assunto que lhes diz respeito, que lhes afetam por lá, a ponto de se intrometerem aqui, é bom considerarmos que a destruição ambiental praticada descaradamente por lá e maquiada para nos ser apresentada por aqui, NOS AFETA, o que deveria nos dar direito a irmos lá e exigir de igual maneira o que nos sido exigido. Quais os ambientalistas , ONG's, e entidades simpatizantes (ainda que de última hora) se disporão para tão digna tarefa?

Responder

FranX

16 de maio de 2011 às 17h23

A OAB, sempre disposta a estar 'cansada', se diz contra o novo código, mas se os 'grandes latifundiários', 'ruralistas' forem para ilegalidade quem os representará judicialmente, os advogadozinhos de porta de cadeia ou grandes nomes ou grandes escritórios de advocacia do país? A que preço? Os orgãos do judiciário farão valer a lei? Quem defenderá os verdadeiramente pequenos? Entre os grandes e os pequenos produtores( ainda que tenham realmente desmatado), quais terão mais chances de não cumprir a lei? O Brasil tem a SBPC, a ABC, a EMBRAPA para pensar a sustentabilidade do Brasil. Não carecemos de consultores externos e muito menos de pseudos-ambientalistas(externos e internos). A questão vai além do simples sim ou não.

Responder

    betinho2

    16 de maio de 2011 às 18h37

    Franx
    Você está enganado. O novo código não os levará para ilegalidade. Eles já estão na ilegalidade a muito tempo. O que o novo código própõe é justamente a impunidade de crimes já praticados. Estão de moratória em moratória empurrando com a barriga até encontrarem um Aldo Rebelo para lhes tirar do compromisso de reporem o que não poderiam ter tirado.
    Eu quero os mananciais, os córregos, os rios e as encostas protegidas. Quem, contra a lei em vigor, fez o "rapa", que reponha.Nas demais questões, como RL pode até haver uma flexibilização, desde que pontual e não "geral e a là vonte".

    FranX

    16 de maio de 2011 às 20h15

    Não quis dizer que eles já não estejam. Me referi ao momento em que o efetivo cumprimento da lei for tentado. Onde estarão os advogados da OAB?

    betinho2

    16 de maio de 2011 às 23h19

    Mas isso é uma questão judicial em todos setores, não só no ambiental. O que não pode é o código deixar brechas para a postulação judicial a cada vez que a lei for descumprida.

fernandoeudonatelo

16 de maio de 2011 às 17h04

Acredito que, apesar do atual Código Florestal precisar ser modificado e adaptado a nova dinâmica econômica e demográfica nacional, não pode ser alterado pelo substitutivo de dep. federal Aldo Rebelo.

Pelo fato de não normatizar ou discutir princípios fundamentais da produtividade, como o esgotamento do solo e capacitação para o reaproveitamento, delineamento e regularização fundiárias e a diferenciação de manutenção das APPs e Reservas legais para estruturas do Agronegócio e Agricultura familiar, analisando anistia ou punição para cada situação específica, levando em que contexto se deu o ganho de escala.

O novo Código Florestal deve ser montado por cruzamento de pesquisas e estudos de diversos grupos técnico-científicos dos governos, movimentos sociais e grupos empresariais. Além é claro, de não poder ser desprendido a estratégia nacional de desenvolvimento.

Responder

Geraldo Brasil

16 de maio de 2011 às 16h18

O debate está quente! Mas temos deixar a ideologia de lado. A maioria quer mostrar uma posição apaixonada, mas nunca esteve próximo a realidade do pequeno e médio produtor rural. É possível que nunca tenha estado em uma área de produção. A vida real é bem diferente da ideal. A situação existente hoje é o resultado de anos de políticas equivocadas para o campo e não pode ser mudado abruptamente sem saber quem paga a conta.
O que habita os rincões há décadas e cujo destino está sendo discutido aqui é o que tem o menor poder de fazer valer os seus pontos de vista. Na minha opinião temos que definir o que é de interesse do Brasil, e mandar as Ong's lutarem por um Código Florestal em seus países de origem.

Responder

JOSE DANTAS

16 de maio de 2011 às 15h05

Eu acho que passamos por um momento de reflexão sobre esse assunto como jamais aconteceu nesse País.
Portanto, se estão defendendo o desmatamento zero, seria preciso que se defendesse também o reflorestamento apenas das margens dos rios e áreas de encostas castigadas pela erosão. Reduzir a produção não atende os interesses dos brasileiros, que em sua maioria estão embarcando na onda verde sem o mínimo conhecimento da realidade que é o abastecimento da população e muita gente não se posiciona a favor do código florestal do Aldo apenas porque sabe que vai ser duramente criticado, principalmente aqui neste espaço, onde se criou o paradigma de que quem não é verde não presta.

Responder

    Nádia

    21 de maio de 2011 às 01h25

    Produção de alimentos é uma falácia, utilizada como argumento que serve bem para pessoas desinformadas e sem estudo no assunto. Produção de milho e soja não é exatamente produção de alimento. No mínimo, vai ser exportado. O que ficar, vai virar ração de gado. Aí sim, vc pode começar a pensar em alimentar a população.
    Ninguém quer reduzir a produção. É evidente que é necessária a regeneração de áreas de encostas e beiras de rio, mas a população mal tem idéia de como se faz isso. O Brasil precisa de produtividade – tecnologia – não utilizar técnicas do século passado, para beneficiar grandes latifundiários ignorantes que dependem da anistia do governo para regularizar a destruição que causaram – e ainda pretendem causar. Sugiro que estudem os argumentos, principalmente científicos, que vão contra o novo código florestal, e só então venham dar declarações a respeito do assunto.

    JOSE DANTAS

    06 de junho de 2011 às 07h18

    Gado e seus derivados são alimentos, cientista. A maioria consome e acha o maior barato.

Observadoro

16 de maio de 2011 às 13h56

Azenha: o que você diz de Presidenta Dilma ter incluído o grande destruidor da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, em sua "Câmara de Políticas de Gestão", um orgão de aconselhamento ligado diretamente a ela? Certamente os petroleiros, que a apoiaram a candidatura dela não gostaram: http://www.fup.org.br/noticias.php?id=5088

Moreira Franco, Jobim, e agora Reichstul… O Brasil pergunta: DILMA, qual é a sua cara?

Responder

waleria

16 de maio de 2011 às 10h40

O patrulhamento ideológico da falsa esquerda – a esquerda pseudo-ambientalista de Marina e Heloisa Helena – não permite que se fale bem aqui do Aldo Rebelo?

Ô Azenha, vocês tão virando um PIG pseudo–ecologico?

Não se pode falar BEM de Also Rebelo, do PC do B e de seu bom código florestal aqui?

Responder

    Conceição Lemes

    16 de maio de 2011 às 10h48

    Se houvesse patrulhamento, vc não teria feito tantos comentários nas matérias sobre o Código Florestal. saudações

    waleria

    16 de maio de 2011 às 11h30

    Conceição, antes desta mensagem eu postei outra – propositiva sobre o assunto, que não foi publicada.

    E noto que dentro do mesmo assunto – o Codigo Florestal, surgem muitas novas mensagens e temas, recorrentes. O que nos obriga a reafirmar os mesmos pontos – que nem sempre são publicados.

    Conceição Lemes

    16 de maio de 2011 às 12h26

    Primeiro, precisa saber se chegou, às vezes isso não acontece. Segundo, se as opiniões forem apenas divergentes, são publicadas. Não impedimos o contraditório no Viomundo, mesmo que eu ou Azenha não concordemos pessoalmente com o conteudo do comentário. Porém, se
    tiver acusações a terceiros, xingamentos, por exemplo, não liberamos. Além de o Viomundo não ser quarto de desjeo, nós também temos responsabilidade legal pelos comentários postados. saudações

    waleria

    16 de maio de 2011 às 12h45

    Nenhuma de minhas mensagens jamais ofendeu quem quer que seja.

    E se o site diz que foi enviada, deve ter sido reebida.
    A menos que o sistema tenha alguma falha.

    Conceição Lemes

    16 de maio de 2011 às 13h27

    Waleria,de que site foi enviada? O que eu disse é que às vezes não chega até nós, o que talvez tenha acontecido com o seu comentário. saudações

    JOSE DANTAS

    16 de maio de 2011 às 14h58

    Eu já vi comentário aqui taxando de verme aquele produtor que desmatou a margem de um rio mesmo não tendo as informações que tem hoje sobre o assunto e até alguns sugerindo colocar essas pessoas na cadeia. Se isso não ofende, realmente fica difícil estabelecer parâmetros nesse sentido.

    waleria

    16 de maio de 2011 às 15h34

    Jose Dantas, estamos do mesmo lado.
    Do lado do Brasil e da produção agricola nacional com cuidados ambientais compativeis.
    Eu não disse e jamais diria isso de um produtor rural.

    JOSE DANTAS

    16 de maio de 2011 às 17h46

    Waleria,
    Apenas eu disse que vi esses comentários. Claro que não são seus.
    Realmente são poucas as pessoas que botam a cara para bater aqui se posicionando de maneira diferente da maioria que frequenta este espaço.
    Precisamos preservar a natureza, porém não podemos chegar ao cúmulo de achar que o cara por que tem grana e produz em larga escala seja um bandido, pois dependemos e muito dessa produção para que não se estabeleça uma crise no abastecimento da população. A produção de qualquer tipo de alimento não deixa de ocupar seu espaço na natureza e até a agricultura orgânica depende basicamente do cocô da vaca, que naturalmente se transforma em adubo. Agora condenam a soja e isso significa que leite já era, só o materno, que nem é suficiente para as criancinhas, caso contrário não existiria os bancos de leite.

    waleria

    16 de maio de 2011 às 15h32

    Conceição, de um PC acessei o site (ou blog) Viomundo, abri este assunto e postei comentário, que entrou no sistema com a mensagem de verificação pela moderação e não foi publicado.

    Que eu saiba é assim que se faz. Saudações.

    JOSE DANTAS

    13 de agosto de 2011 às 06h59

    Patrulhamento? Que patrulhamento? O mecanizado que ajuda a matar a fome ou o armado que mata em seu lugar?

    LuisCPPrudente

    16 de maio de 2011 às 13h25

    Eu sempre defendo o PCdoB, mas neste momento, em que o PCdoB preferiu ficar do lado do Aldo Rebelo, que foi conquistado pelas ideias do latifúndio que não pensa no bem estar social e nem na natureza, eu tenho que questionar o posicionamento do PCdoB (muitos dos deputados do PCdoB não fizeram discursos a favor do Código latifundiário de Aldo, provavelmente eles também são contra, mas como o PCdoB tomou posição, eles têm que votar de acordo com o que quer o Aldo Rebelo).

    Não me considero da falsa esquerda e também tenho certeza que não há o patrulhamento ideológico aqui neste espaço.

    JOSE DANTAS

    16 de maio de 2011 às 14h53

    Luis, bem estar social combina com maioria e barriga cheia. Reflorestar áreas produtivas não me parece caminhar nessa direção.

    LuisCPPrudente

    17 de maio de 2011 às 12h00

    A lei permite que o agricultor use áreas produtivas para a produção de alimentos, no entanto, a lei diz que o agricultor não pode ser ganancioso e a pretexto de produzir mais, colocar em risco as as matas ciliares e as áreas de preservação permanente.

    A ciência prova que não é necessário derrubar mais matas e "tornar estas em áreas produtivas".

    VERA

    16 de maio de 2011 às 20h24

    Sei não!!! Acho que essa tal de waléria deve ser uma miss-motosserra, tal qual a kátia-miss-desmatamento-abreu!!!
    Pois é incrível a defesa apaixonada que ela faz do Aldo-espalhador-do-deserto e de seus amiguinhos latifundiários!!!

    waleria

    17 de maio de 2011 às 10h26

    Vera.

    Tenho uma chacrinha em Minas, onde planto arvores frutiferas para cinsumo proprio.
    Uma chacrinha de i hectare.

    Tive no passado, sitios e mesmo uma fazenda.
    Não tenho mais há mutos anos.

    O que me irrita é o entreguismo nacional diante das ONGs multinacionais, e:

    1.A falta de respeito com os direitos adquiridos no campo, depois de decadas ou mais de vida no campo.

    2. O interese de estrangeiros em tolher o desenvolvimento do Brasil.

    3.Deveriamos levar o brasileiro ao campo, com vida digna no campo – e não afasta-lo do campo, favelando-o nas cidades

    4. O desinteresse dessas ONGs multinacionais em lutar por preservação ecologica NAS CIDADES brasileiras, inchadas pelo esvaziamento do campo no Brasil.

    5. A injustiça contra o grande brasileiro, comunista do PC do B, Aldo Rebelo.

    6. As falacias pseudo-cientificas que surgem, manipuladas contra Aldo Rebelo.

    7.O oportunismo dos entreguistas do campo brasileiro, quando criminalizam a produção.

    Não tenho interesse pessoal ALGUM nessa questão. Mas não vou me calar, quando vejo o oportunismo contra o povo brasileiro.

Klaus

16 de maio de 2011 às 10h05

Não sou vegetariano, mas todos os problemas se resolveriam se o homem não comesse carne. Mas o apelo de uma picanha mal passada é irresistível, como eu sei.

Responder

ralph danisa

16 de maio de 2011 às 08h47

Mostrar a posição da SBPC é algo que canais como a Band não deveria se furtar. A missão de um canal de TV é servir a todos e não somente a interesses próprios.

Responder

JOSE DANTAS

16 de maio de 2011 às 07h31

Quanto a essa questão de dizer que o nosso maior patrimônio é a biodiversidade pode até ser, pelo menos tem sido para os gringos, porém até se convencer o investidor que tenha que priorizar isso em detrimento daquilo que remunera o investimento vão aí muitas décadas.Quando se fala em biodiversidade, aqueles mais espertos, inclusive indígenas, já pensam em faturar em cima de algum bicho, uma raiz, uma aranha e por aí vai. O que não podemos é impedir a produção de alimentos pensando em preservar macaco, arara ou cupim, pois assim, mais adiante, é provável que tenhamos de comê-los para suprir a falta de grãos nas prateleiras dos supermercados, mercearias e centrais de abastecimento. Vamos cobrar dos produtores a preservação de maneira realista sem que a atividade seja inviabilizada, senão acabamos pagando muito mais caro por isso do que pela extinção de algumas espécies da fauna e da flora. É pouco provável que um proprietário hoje em dia desmate as margens do rio sabendo que assim sua atividade acabe junto com o próprio riacho.

Responder

JOSE DANTAS

16 de maio de 2011 às 07h17

A transposição do São Francisco possibilitará a irrigação ao longo dos rios que serão perenizados, porém é um traço no mapa da região que ganhará esse benefício e não uma ameaça em termos de grandes áreas como acontece no cerrado e na Amazônia. As próprias margens do São Francisco produzem frutas, cujas plantas, por mais que os ambientalistas queiram negar, são também árvores em sua maioria e o restante é cultivado com verduras e legumes que abastecem grande parte dos vegetarianos brasileiros. Não se irriga monoculturas em imensas áreas, pois a irrigação inviabiliza os custos. A água que escorre ao longo dos rios é um recurso renovável e mandado de graça pela própria natureza a cada ano, ou em alguns casos o ano todo. Cobrar por ela dos irrigantes seria um verdadeiro "tiro no pé" para todos nós que somos consumidores pois acabaríamos pagando a conta e ainda a justificativa dos especuladores quanto ao aumento exagerado dos preços em decorrência desse novo "imposto".

Responder

    betinho2

    16 de maio de 2011 às 12h47

    "Não se irriga monoculturas em imensas áreas, pois a irrigação inviabiliza os custos"

    José Dantas, você nunca ouviu falar em Pivô Central?…se informe. Até o Kaddaffi instalou centenas deles para os Líbios produzirem no deserto da Líbia.

    JOSE DANTAS

    16 de maio de 2011 às 14h41

    Conheço pivô central sim, porém isso aqui não é o deserto do Saara e ninguém deixará de plantar soja onde ela produz sem irrigação para instalar pivô central. Só para você ter uma idéia uma saca de soja custa em torno de 40,00 e um abacaxi 4,00. Aqui na região produtiva da Paraíba você encontra pivô central irrigando abacaxi e outras culturas mais valorizadas em pequenas áreas cercadas por todos os lados da monocultura de cana-de-açúcar irrigada pelos céus. Você sabe quanto custa a instalação de um pivô central? Você sabe que pivô central depende da existência de água apropriada geralmente de origem subterrânea?

    JOSE DANTAS

    16 de maio de 2011 às 16h29

    Conheço pivô central sim, porém isso aqui não é o deserto do Saara e ninguém deixará de plantar soja onde ela produz sem irrigação para instalar pivô central. Só para você ter uma idéia uma saca de soja custa em torno de 40,00 e um abacaxi 4,00. Aqui na região produtiva da Paraíba você encontra pivô central irrigando abacaxi e outras culturas mais valorizadas em pequenas áreas cercadas por todos os lados da monocultura de cana-de-açúcar irrigada pelos céus. Você sabe quanto custa a instalação de um pivô central? Você sabe que pivô central depende da existência de água apropriada geralmente de origem subterrânea além de solo plano?

    betinho2

    16 de maio de 2011 às 17h44

    Dantas
    Parece que não tem lido o que escrevo. Não tente ensinar padre a rezar missa. Eu já falei que conheço e atuei em toda a cadeia do agronegócio. É uma das coisas que sem modéstia digo que conheço muito bem, não tenha duvida disso. Voce conhece ai o teu rincão. O pivô central está muitissimo dissiminado nos plantios de soja, onde, em razão do Pivô, fazem até 3 colheiras anuais.
    Inclusive no município de Primavera do Leste/MT colocaram em quarentena, por ele dar condições, pela manutenção de umidade, perpetuar a terrível ferrugem asiática. E mais, pivô não depende, para soja, algodão, cana e outras culturas de água subterrânea, estão pegando diretamente do rio e ou barrando córregos e nascentes, deixando os vizinhos a jusante sem agua.

    betinho2

    16 de maio de 2011 às 17h45

    Mais uma coisinha, não depende de solo plano, desde que não acidentado. Acho que você não sabe o que é um pivô central.

    JOSE DANTAS

    17 de maio de 2011 às 07h10

    Amigo, solo que não seja acidentado é plano. Outra coisa, não estou querendo ensinar nada pra ninguém, apenas dizer que onde se produz de sequeiro não se usa irrigação, a não ser para se obter uma safra extra e apesar de não conhecer a região a que você se refere, duvido muito que a utilização da pivô central seja uma coisa assin generalizada, até porque se utilizam as águas dos rios essa questão é mais um obstáculo para essa prática.
    O problema é que aqui não se pode fugir da onda verde.

    betinho2

    17 de maio de 2011 às 12h12

    "apenas dizer que onde se produz de sequeiro não se usa irrigação, a não ser para se obter uma safra extra".

    Verdade, assim como quem quer engravidar não usa camisinha. Ou vice versa…rsrs
    Áreas com declividades variáveis não são planas, mas também não consideradas acidentadas para uso de irrigação. Não confunda irrigação por aspersão com irrigação por gravidade ou de tabuleiro.
    Mais, em momento algum falei que era algo generalizado. Porém são milhares de hectares com pivô central e aumentando ano a ano. Em muitas áreas não poderão utilizar porque no passado já mataram suas nascentes e córregos., e ou porque realmente não tem recurso hídrico.

JOSE DANTAS

16 de maio de 2011 às 07h01

O governo brasileiro investe desesperadamente na baixa do dólar com o fim principal de aumentar nossas exportações e o agronegócio é fundamental nesse aspecto. O Brasil precisa produzir e vender para quem não tem o alimento que todos consomem, assim como outros países vendem eletrônicos, aviões e outros bens que produzem em larga escala. Nenhum país do mundo tem a capacidade de produzir alimentos como o Brasil e assim somos nós que deveremos investir nesse potencial e não crescer os olhos em cima dos lucros de quem tem coragem de investir além de grana. Não sou proprietário de terras porém reconheço que a produção precisa de regras claras no sentido de preservar a natureza e não de obstáculos que inviabilizem essa atividade tão importante para toda a humanidade. O Brasil para investir adequadamente em saúde, educação e segurança precisa depende de dois fatores: o primeiro é a existência de recursos e o segundo é que nós aprendamos a punir nas urnas os corruptos amparados pelas Leis. No mais, dinheiro não cai do céu e o agronegócio gera recursos em grande quantidade.

Responder

PauloHCampos

16 de maio de 2011 às 02h05

Bravo Azenha! Sua contribuição tem sido do mais alto nível nessa complexa discussão.

Responder

betinho2

16 de maio de 2011 às 00h32

Tenho notado que tem comentarista que pelo único fato de serem contra as ONGs (e eu também não gosto da grande maioria) se tomam de ódio e defendem o código florestal do Aldo sem uma maior análise de todo o histórico e a conjuntura. Se assemelham àqueles que apenas por ódio de Lula e do PT votaram em Serra e Marina.
Fogem da lábia das ONGs e caem na maracutaia dos desmatadores irresponsáveis, aqueles que querem anistia de seus crimes ambientais.
Digo isso parabenizando os empresários do agronegócio e da agricultura familiar que fazem o dever de casa e não precisam se preocupar em ser criminalizados por qualquer código, atual ou futuro.

Responder

    Pedro Francisco

    16 de maio de 2011 às 01h18

    Perfeito, Betinho! Faço minhas as suas palavras.

    Mário SF Alves

    16 de maio de 2011 às 13h22

    Isso mesmo, Betinho. É por aí que a gente cresce. É por aí que se tem de encaminhar o desenvolvimento do potencial sócio-econômico do Brasil. Brasil País de Todos: é disso que o povo gosta e é isso que o povo quer.
    Abs.,
    Mário.

    betinho2

    16 de maio de 2011 às 14h12

    Pois é caros Pedro e Mário, penso que fui bem ponderado nesse comentário, que postei também em outros blogs, porém somente no Conversa Afiada ele foi censurado. O que está acontecendo com PHA?
    Acabei de repostar no SIM e NÃO do PHA, vamos ver se dessa vez não censura.

    JOSE DANTAS

    16 de maio de 2011 às 14h44

    Me perdoem amigos, mas crescer reflorestando áreas produtivas não me parece uma idéia muito coerente com a realidade.

    alberto silva

    17 de maio de 2011 às 11h34

    Você tem convicção de que a floresta não pode ser produtiva? Quais são seus dados e base econômica para dizer isso?

    JOSE DANTAS

    16 de maio de 2011 às 14h50

    Outra coisa: a única vez que não votei no Lula foi no primeiro turno de sua primeira eleição para presidente, onde optei pelo Covas. Votei na Dilma e gostaria muito de saber o que ela realmente pensa a respeito do novo código florestal, já que hoje em dia quem não se pinta de verde politicamente está frito e político que tem juízo procura estar ao lado da maioria, enquanto o cidadão precisa se posicionar de acordo com a realidade, que não mostra redução na produção de alimentos como uma boa alternativa para a humanidade.


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