VIOMUNDO

Diário da Resistência


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As posições das sociedades científicas sobre as mudanças no Código Florestal


13/05/2011 - 16h11

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) lançaram essa semana um documento com respostas às perguntas mais frequentes sobre a posição de ambas em relação às mudanças no Código Florestal.

Vale a pena conferir.

SBPC e  ABC são contra a votação imediata do Código Florestal?

É interesse da Nação que se dê mais tempo para que ciência e a tecnologia – já disponíveis e ainda não utilizadas – possam contribuir para aperfeiçoar o Código Florestal, resolvendo as controvérsias por meio do diálogo substanciado. A inclusão da ciência e da tecnologia em um novo ordenamento territorial levará as paisagens brasileiras para uma era de mais produtividade com sustentabilidade econômica, ambiental e social.

SBPC e ABC estão pedindo dois anos de moratória na votação do Código Florestal?

No tempo gasto na intensa discussão do Código Florestal, faltou um aporte coordenado e qualificado de ciência e tecnologia. Por isso, a SBPC e a ABC propõem dois anos de investimento em inteligência para modernizar o Código Florestal brasileiro. A utilização do saber científico na construção de um novo pacto social de harmonização em torno do Código Florestal deve fomentar um amplo processo de participação dos vários setores da sociedade.

SBPC e  ABC dão apoio ao Código Florestal vigente?

Embora as leis florestais (anteriores e a vigente), tenham contado em sua formulação com importantes aportes da ciência da época, torna-se evidente para a análise científica atual – e pelos desafios de um Brasil diferente e mais desenvolvido –, que o Código Florestal precisa ser atualizado e aperfeiçoado. Um Código Florestal efetivo é aquele bem-vindo e respeitado por todos os segmentos da sociedade.

SBPC e ABC são contra o substitutivo do Deputado Aldo Rebelo?

Por se tratar de abrangente e incisivo interesse nacional, todos devem colaborar para o aprimoramento do Código Florestal. Porém, sob a ótica da SBPC e da ABC, qualquer proposta de alteração dessa lei deve incorporar o que há de mais útil e efetivo na ciência. Em 1934, e depois, em 1965, a ciência contribuiu de forma incisiva. Assim, em 2011, torna-se muito difícil justificar alterações tão significativas sem o aporte da ciência. Segundo a análise feita pelo Grupo de Trabalho da SBPC e ABC, muitos dos problemas e inconsistências detectados no Código Florestal permanecem inalterados no substitutivo do Deputado Aldo Rebelo.

A comunidade científica se omitiu em relação à discussão atual do Código Florestal?

A pesquisa científica e tecnológica feita no Brasil é financiada essencialmente por recursos públicos. Portanto, a colaboração da ciência com os interesses da sociedade deve ser, e é, um imperativo ético. A história tem registrado que a SBCP e a ABC nunca se omitiram das questões relacionadas com a ciência. Entretanto, na gestação das atuais alterações propostas para o Código Florestal, nem SBPC nem ABC, tampouco outras organizações civis representativas da comunidade científica, foram convidadas para a mesa de discussões ou, o que teria sido melhor, foram instadas a fazer aportes científicos qualificados.

Tentar entrar sem convite num debate essencialmente político e com fortes conotações ideológicas, poderia ter sido interpretado como expressão de mais um grupo de interesse, comprometendo nisso a isenção e objetividade que convém a uma contribuição da ciência para a política pública. Ciência e tecnologia não são uma panaceia para a solução de todos os problemas do país, mas certamente oferecem grande potencial para suportar a busca lógica de soluções inovadoras, inteligentes e apropriadas. Precisamente para não se omitirem, a SBPC e a ABC tomaram a iniciativa conjunta de fazer um aporte científico qualificado e independente.

Por que a SBPC e  ABC demoraram para tornar público seu estudo sobre o Código Florestal?

Para evitar as armadilhas de argumentos baseados em achismos, paixões ou ideologias, o Grupo de Trabalho do Código Florestal estabeleceu critérios essencialmente científicos para o desenvolvimento do estudo, o que implicou em extensiva pesquisa de literatura e criteriosas avaliações prospectivas de tecnologias. O trabalho começou em julho de 2010 e foi concluído na sua forma original em fevereiro de 2011. Em seguida, passou por revisão científica externa independente, julgado por estudiosos do assunto. A exposição a esse contraditório ensejou ainda nova redação para incorporar ou responder a críticas feitas nesse processo de revisão. Finalmente, passou por nova e ampla revisão dos conselheiros da SBPC e acadêmicos da ABC e, após nova rodada de correções e refinamentos, ficou pronto em abril de 2011. Os 10 meses consumidos na busca de uma contribuição lastreada de ciência pode ser considerado um ritmo aceleradíssimo de produção se comparado com o ritmo normal de avaliações científicas, ou se considerados o tamanho e a complexidade do desafio.

SBPC e ABC soltaram seu estudo em momento de grande pressão pela votação do substitutivo do Código Florestal na Câmara. Foi seu intuito influir no processo político?

A SBPC e a ABC não quiseram chegar no meio da controvérsia em torno do Código Florestal munidas apenas de opiniões, sem uma contribuição sólida e referenciada. O Grupo de Trabalho foi criado com a missão de compilar fatos científicos e analisar criticamente os tópicos mais controversos do Código Florestal e do substitutivo, sem influências políticas. Para garantir a isenção do processo e por razões relacionadas à transparência, a SBPC e a ABC mantiveram a sociedade informada de suas ações. Logo no início dos trabalhos, em agosto de 2010, a SBPC e a ABC encaminharam uma carta a todos os congressistas alertando para a identificação preliminar, pelo viés científico, de problemas e inconsistências no Código Florestal e no substitutivo em negociação. Posteriormente, em outubro de 2010, outra carta pública foi enviada aos presidenciáveis reafirmando que o Grupo de Trabalho estava investigando e que iria produzir um documento substanciado para auxiliar no diálogo entre as partes. Em fevereiro de 2011, o Grupo de Trabalho tornou público o sumário executivo do documento, apesar do mesmo ainda encontrar-

se em revisão. O estudo seguiu um curso acelerado de maturação e foi finalmente tornado público em abril de 2011. Não existe correlação entre a data de anúncio do estudo e o ritmo de negociação e votação na Câmara dos Deputados, mesmo porque a pressão por votação já vem se arrastando há meses.

Qual o papel político da SBPC e da ABC em relação ao Código Florestal?

A SBPC e a ABC são, por estatutos e regimentos, instituições isentas de viés político-partidário. À comunidade cientifica compete desenvolver novos conhecimentos que possam ser úteis para a sociedade ou que possam inspirar e fazer evoluir a consciência humana. Em uma sociedade democrática madura, o saber potencializa o processo decisório, inspirando e instruindo os representantes do povo a encontrarem as melhores soluções na arte da política. O papel da SBPC e da ABC é mobilizar competências na sociedade que possam embasar cientificamente o diálogo de construção de um novo Código Florestal Brasileiro, participando de agendas plurissetoriais, levantando informações qualificadas que, se aproveitadas, trarão benefícios para toda a sociedade.

SBPC e ABC estão do lado dos ambientalistas ou dos ruralistas?

Todas as evidências encontradas nos mais de 300 trabalhos científicos consultados indicam grande potencial de sinergia entre produção rural e conservação ambiental. Com o aporte de avançadas tecnologias no ordenamento territorial inteligente, é possível multiplicar a produção agrícola e -ao mesmo tempo- ampliar as áreas de produção de serviços ambientais nos ecossistemas naturais. Consequentemente, a SBPC e a ABC estão objetivamente municiadas de argumentos para suportar tanto os ruralistas quanto os ambientalistas. A ciência tem a chave para salvar um acordo entre ambientalistas e ruralistas, que se traduza na sustentabilidade econômica, social e ambiental das paisagens brasileiras.

Qual a posição da SBPC e ABC em relação à Reserva Legal?

SBPC e ABC consideram fundamental a manutenção da figura da RL, pois apenas nela será possível conservar a biodiversidade das formações naturais não ribeirinhas e interligar os fragmentos naturais na paisagem. Em questão da porcentagem de RL em cada região, consideramos que os valores de 20%, estabelecidos para as regiões Sul, Sudeste e Nordeste; 30% para a região Centro-oeste e 80% para a região Norte precisarão ser discutidos tecnicamente e em termos de vocação agrícola dessas regiões, em termos de impacto para a produção agrícola, e em termos da importância das formações naturais dessas regiões, mas podemos adiantar que mesmo na região Sudeste, altamente ocupada, é fácil demonstrar tecnicamente a existência de 20% de áreas de baixa aptidão agrícola e elevada aptidão florestal na paisagem regional, excetuando as APPs, que caberiam adequadamente dentro de um modelo de produção mais sustentada ambientalmente, fazendo papel também de conservação da biodiversidade remanescente, exatamente o que é solicitado legalmente para a Reserva Legal no Código Florestal vigente.

Quais são as medidas de faixas ripárias ao longo dos rios que a SBPC e ABC consideram adequadas?

No contexto das faixas ripárias em discussão no Código Florestal e no substitutivo – e somente neste contexto –, a redução nas dimensões das faixas ou a alteração no bordo de referência não têm suporte científico porque expõem áreas frágeis à degradação. Isso pode provocar múltiplos impactos ambientais e consideráveis prejuízos sociais. Em muitos casos, tais áreas tampouco se prestam para a produção agrícola. Desde 1965, as faixas ripárias estabelecidas na lei como Áreas de Proteção Permanente cumpriram importante função. Contudo, essas faixas geométricas convencionais não são a forma ideal ou mais inteligente de proteger os ecossistemas ripários ou de instruir e otimizar a ocupação agrícola em áreas contíguas. O estudo da SBPC e ABC revela que novas tecnologias geoespaciais de mapeamento permitem avançar muito além das faixas geométricas na direção de um novo sistema de ordenamento das áreas de produção e proteção que considere matematicamente as características variáveis dos terrenos na paisagem. Para tal modernização do sistema de alocação de usos, que resolve com vantagens para ambos os lados, torna-se necessário agregar ciência moderna ao novo Código Florestal.

A SBPC e a ABC apóiam a proteção permanente em topos de morros e encostas?

No contexto dos topos de morro e encostas em discussão no Código Florestal e no substitutivo – e somente neste contexto –, a eliminação sumária dessas áreas de proteção não tem suporte científico porque expõe muitas áreas instáveis à degradação, aumentando consideravelmente o risco para populações humanas. Em muitos casos, tais áreas tampouco se prestam para produção agrícola. Contudo, essas denominações geomorfológicas são pouco acuradas e geram muita controvérsia em sua interpretação e aplicação. O estudo da SBPC e ABC revela que novas tecnologias geoespaciais de mapeamento permitem localizar os terrenos aptos para a produção ou aqueles frágeis e que apresentam riscos, e que por isso devem ser protegidos. Tais tecnologias permitirão o desenvolvimento de um novo sistema de ordenamento das áreas de produção e proteção que considere matematicamente as características variáveis dos terrenos na paisagem.

Está correto dispensar pequenas propriedades de exigências ambientais?

Devido às suas características físicas e socioeconômicas, as propriedades familiares deveriam merecer tratamento diferenciado ao longo do processo de construção de um novo Código Florestal. Não obstante, duas abordagens tecnológicas podem resolver com vantagens o desafio de preservar áreas naturais em pequenas propriedades. A primeira é a intensificação tecnológica da produção agrícola, que pode facilmente multiplicar a produtividade diminuindo o requerimento de área. A segunda é o mapeamento acurado de terrenos aptos, localizando na propriedade áreas que merecem utilização agrícola e aquelas que podem encampar os serviços ambientais com ecossistemas naturais. Tanto a disponibilização de tecnologias de produção

quanto os mapas de terrenos podem hoje se tornar facilmente accessíveis para proprietários rurais via internet. E com novos incentivos em programas governamentais de apoio, todos os elementos estarão no lugar para resolver sustentavelmente o dilema da produção em pequenas propriedades.

Como a SBPC e ABC veem a compensação de Reserva Legal fora da propriedade?

Em alguns casos, tais como o de propriedades com fragmentos naturais bem conservados, com características próprias em termos de biodiversidade, com função de corredor ecológico ou ocupando áreas de baixa aptidão agrícola, a compensação da RL fora da propriedade não deve ser aceita. Em outros casos, como o das propriedades com poucos ou sem fragmentos naturais, onde tais fragmentos e as áreas de baixa aptidão agrícola não somam a quantidade necessária de RL, a proposta de compensação da RL na mesma bacia hidrográfica pode ser uma opção mais adequada.

Qual a área efetivamente disponível para atividades produtivas rurais no Brasil?

O Brasil ainda não dispõe de uma política de ordenamento territorial apoiada em dados confiáveis sobre a aptidão agrícola das terras, restrições ambientais e legais, uso atual e potencial de uso das terras. Também não tem um planejamento estratégico para a expansão futura da agricultura. Dispõe apenas de estimativas, muitas vezes tendenciosas. A ciência pode fornecer tais dados e informações aos legisladores para discussão consciente do Código Florestal a partir de levantamentos de solos em escalas compatíveis, aptidão agrícola e tipificação do uso da terra e da cobertura vegetal. Novas tecnologias e competências estão disponíveis em instituições como IBGE, INPE, Embrapa e universidades e podem ser rapidamente levantadas através de estudos em parceria.

Como a SBPC e ABC entendem a competição e o falso dilema entre produção e conservação nas propriedades rurais?

A questão ambiental e agrícola da propriedade rural não deve ser dissociada, permitindo a construção de um modelo de produção ambientalmente sustentável. É falso o dilema que opõe uma atividade à outra, pois ambas podem se complementar em benefício de toda a sociedade. O equilíbrio entre o setor ambiental e o agronegócio é possível e a ciência e a tecnologia podem atuar

Como a SBPC e ABC veem a relação entre áreas urbanas e rurais?

O relatório do ministério do Meio Ambiente sobre as tragédias da região serrana do Rio deixam claro a importância da legislação ambiental também para as áreas urbanas, que certamente deverão ser objeto de forte discussão técnica na construção do novo Código Florestal. Todavia, o aspecto mais interessante na busca de sinergias entre áreas urbanas e rurais esteja no suprimento e remuneração de serviços ecossistêmicos. Quando as populações urbanas puderem pagar sua conta de água, ou parte dela, diretamente para os agricultores de montante investirem na manutenção e recuperação de áreas de proteção e reservas legais, estará resolvida uma disputa hoje sem sentido.

Qual a posição da SBPC e ABC em relação ao passivo ambiental de APPs e RLs e sua restauração?

Todas as áreas não utilizadas pela agricultura, seja por questão de aptidão agrícola ou por uma questão legal, devem ser protegidas se ocupadas com formações naturais ou restauradas se tiverem sido historicamente degradadas.

Que papel tem a inovação tecnológica no ordenamento territorial e na solução de conflitos entre interesses de uso da terra?

Hoje é possível mapear terrenos com imagens de satélites ou aviões geradas em alta resolução com o auxílio de laser ou radar em termos geomorfológicos e hidrológicos. Ou seja, o que antes requeria um corpo-a-corpo de especialistas com cada morro e cada vale na paisagem, seguido ainda por um elaborado processo de compilação de dados e mapeamento, pode ser resolvido agora por processamento matemático das imagens remotas em modelos de computador. Uma revolução semelhante a sair da fita métrica e do teodolito do agrimensor e passar para o GPS. Mapas de terrenos competentes, com indicação de tipos potenciais de solos, profundidade do lençol freático, declividades, susceptibilidade à erosão, entre outros fatores de aptidão e risco, têm condições de resolver disputas através de evidências incontestáveis.

Na visão da SBPC e ABC, quais consequências decorrerão da manutenção do Código Florestal atual sem alterações?

O estudo da SBPC e ABC deixou claro que o Brasil merece um Código Florestal revisto e atualizado à luz do conhecimento científico e de e tecnologias já disponíveis. As demandas do setor rural colocadas em grande evidência nas discussões em curso deveriam ser adequadamente tratadas e atendidas. Contudo, esse atendimento não pode surgir da alteração açodada e sem ciência do Código Florestal, pois, como também ficou claro no estudo da SBPC e ABC, o substitutivo proposto não resolve a maior parte das inconsistências e problemas apontados no Código Florestal, e em alguns casos as piora.

Como o aporte de ciência no diálogo sobre o Código Florestal pode ajudar a resolver o impasse?

A SBPC e ABC verificaram nas várias audiências ocorridas no âmbito do governo federal e no Congresso que a ciência e a tecnologia bem informadas podem promover a concórdia entre as partes. Tanto ambientalistas quanto ruralistas receberam com aprovação e até entusiasmo as várias propostas feitas, como a de modernização tecnológica do ordenamento territorial. As explicações e propostas oferecidas pelo viés da ciência não sofreram contestação, o que pode ser um excelente sinal de que a sociedade esteja pronta para uma nova fase de diálogo e entendimento.

Qual a posição da SBPC e ABC em relação ao rigor da aplicação da lei sobre os proprietários rurais?

Um Código Florestal moderno e inteligente, que respeite a diversidade de demandas de todos os setores regulados, que proteja tanto o bens coletivos quanto os direitos de todos os envolvidos tenderá a ser de fácil interpretação, reduzindo o potencial para controvérsias e contenciosos quanto à sua aplicação. Uma medida do resultado final poderá ser verificada pelo efeito estimulador da lei. Quanto maior o estímulo inteligente na direção do cumprimento, menor a necessidade de punição.

Na opinião da SBPC e ABC qual a solução para o conflito entre os poderes em relação ao ordenamento territorial regulado pelo Código Florestal?

Uma lei gerada ou modificada para atender a momentâneos grupos de interesse ou que se curva ao poder econômico distorcido tenderá a criar instabilidade jurídica, o que resulta em prejuízos para os indivíduos e para a Nação. Entretanto, quando o legislativo gera uma lei sapiente, lógica, densa de significado, de valor universal e coerente com a realidade do que pretende regular, esta tenderá a produzir interpretações uniformes tanto no poder executivo quanto no judiciário, com grande lucro para todos. Cabe, portanto, cuidar para que as leis sejam construídas em cima do melhor conhecimento porque quando todos ganham, também ganham os grupos de interesse e aqueles que dominam o poder econômico. Prova desse efeito generalizador da riqueza distribuída é a própria evolução econômica do Brasil nos últimos anos





54 comentários

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Código Florestal: O debate de alta octanagem na rede | Viomundo - O que você não vê na mídia

16 de maio de 2011 às 00h35

[…] Para saber o que pensam as sociedades científicas a respeito, clique aqui. […]

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Mário SF Alves

14 de maio de 2011 às 21h49

Para mim, nada mais claro; conhecimento sistêmico é a chave, inclusive para se entender a importância de um novo zoneamento agrícola e nova política agrícola e agrária. A tecnologia deve ser diferenciada, fundada em uma ciência tropical, com estímulos específicos ao agronegócio, à agricultura familiar – orgânica ou não – e à orgânica de base técnica pré-capitalista.

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betinho2

14 de maio de 2011 às 20h35

Desculpem a "enxurrada" de postagens que estou fazendo,mas é a contribuição que posso dar nessa questão do Código Florestal.
Aqui um link que reforça o comentário anterior, porém o que quero ressaltar e comentar é a foto, que salvei e ampliei para melhor vizualização.
Repara-se ali dois crimes, um o próprio desmatamento não autorizado, e o outro a situação que ficaram as margens do córrego, "peladas", o que decreta seu extermínio.
Chama também a atenção o solo, branco, o que denota ser uma área arenosa sem vocação agropastoril, prenunciando mais uma área desertificada no futuro:
http://www.primeirahora.com.br/site/index.php?pg=

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betinho2

14 de maio de 2011 às 20h12

Olha o que a expectativa de impunidade e anistia está causando: http://www.24horasnews.com.br/index.php?tipo=ler&

14/05/2011 – 08h35
Ibama chama agentes de todo o Brasil para conter desmatamento em MT
Jonas Jozino
Da Redação 24 Horas News

Leia Também:
» Desmatamento em Mato Grosso teve aumento de 43% em um ano

A ação criminosa de alguns fazendeiros de Mato Grosso que estão devastando a floresta amazônica, fez está obrigando o Governo de Dilma Rousseff a agir com mais firmeza na proteção da floresta. E para coibir o devaneio de alguns em acabar com a mata, ele determinou que o Ibama convocasse todos os seus fiscais para trabalhar de forma conjunta e eficaz em toda a região amazônica, a começar por Mato Grosso para conter a derruba. Todas as operações que estavam sendo realizadas em outras regiões foram suspensas.

O governo acredita que o pulo nos índices de desmate é resultado da perspectiva de afrouxamento da legislação com o novo Código Florestal. "Não adianta combater o tráfico de animais, por exemplo, se o habitat deles foi para o saco", diz o presidente do Ibama, Curt Trennepohl. "Foi a decisão mais lógica. Temos de estancar a hemorragia em Mato Grosso”, disparou ao criticar o descaso das autoridades locais com o problema e a sensação de impunidade dos desmatadores do Estado.

Segundo Trennepohl, há cerca de 520 homens na região agora. O número deve crescer, já que só do Rio Grande do Sul, nesta semana, serão deslocados mais 60 agentes.

A situação é critica e foi demonstrada em dados preliminares do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), a serem divulgados na semana que vem. Estes dados sugerem um repique sem precedentes desde o final de 2007, quando o governo baixou o embargo de crédito aos desmatadores.

Como já é tradição na Amazônia, o setor produtivo se antecipa a decisões do poder público e derruba a floresta. Neste ano, os ruralistas mato-grossenses colocaram que o objetivo do desmatamento seria criar "áreas consolidadas" antes da aprovação do código para ganhar anistia, ter mais área para o plantio, se livrarem de multas e ainda faturarem mais. A demonstração disso é perceptível como os parlamentares ruralistas e entidades do setor têm vendido à base que o novo código permitiria a manutenção de áreas rurais consolidadas e abriria a possibilidade de consolidar o uso de áreas de preservação permanente.

Outro problema descoberto pelo Ibama e o Governo Federal é com relação a lei de zoneamento de Mato Grosso, aprovada recentemente pela Assembléia Legislativa. Esta lei permite a retomada do preço das commodities no mercado internacional e uma ampla e generosa anistia ao desmatamento, aparecem como as principais causas do problema.

A expectativa em relação à mudança no código, em discussão no plenário da Câmara, é considerada pela área ambiental do governo um dos principais fatores por trás da aceleração da derrubada. Segundo Trennepohl, a devastação tem se concentrado na região produtora de grãos do Estado, e o desmate é sobretudo para agricultura

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betinho2

14 de maio de 2011 às 16h42

Mais um excelente artigo:

Hélio dos Santos Pereira
Gerente Técnico do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente http://www.revistaopinioes.com.br/cp/materia.php?…

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betinho2

14 de maio de 2011 às 16h21

Sugestão de leitura:

Código Florestal: ‘falta harmonia, conhecimento sistêmico e sobram dispersão e desinformação’.
Entrevista especial com Dieter Wartchow.

Dieter Wartchow é engenheiro graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul com especialização em Hidrologia Aplicada pelo Instituto de Pesquisa Hidráulica. Na UFRGS fez o mestrado em Hidrologia Sanitária. É doutor em Engenharia Sanitária e Ambiental pela Universidade Stuttgart (Alemanha). Atualmente, é professor na UFRGS.

Confira a entrevista. http://painelflorestal.com.br/noticias/codigo-flo

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LuisCPPrudente

14 de maio de 2011 às 15h40

Como já disse em outros posts fui eleitor do deputado Aldo Rebelo, votei nele por anos. Mas em 2010, depois que vi latifundiários que sempre foram contra as lutas sociais, que sempre foram contra a reforma agrária e qualquer outra conquista social por parte dos trabalhadores bajulando o deputado Aldo Rebelo, deixei de votar no Aldo Rebelo para deputado.
Hoje sinto que o deputado Aldo Rebelo não está mais do lado do progresso, da soberania nacional, da reforma agrária, pois ele defende que o latifúndio assassino e escravocrata, que provocou muitos crimes ambientais no passado e vem provocando os mesmos crimes ambientais no presente.

Se os latifundiários estão ávidos pela aprovação do relatório do Aldo Rebelo, eu estou contra e quero que toda a sociedade e os órgãos técnicos e científicos do país se posicionem sobre o conteúdo de tal relatório.

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Substantivo Plural » Blog Archive » As posições das sociedades científicas sobre as mudanças no Código Florestal

14 de maio de 2011 às 14h43

[…] VI O MUNDO A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências […]

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waleria

14 de maio de 2011 às 14h01

Betinho, estive na Alemanha e na floresta negra há uns 20 a 30 anos atrás.

Trabalhei muito com empresas estrangeiras, estudei lá fora e trabalhei lá fora.

E lá fora não há codigos florestais limitantes da produção agricola em nenhum país.

É claro que não queremos desmatar – mas o que eu estou do lado do Aldo é para preservar o que se desmatou no passado.

Vou te citar um exemplo meu.
Há uns 30 anos atrás, um tio meu – alemão por sinal – me surgiu com uma oportunidade no estado do Pará. Eram glebas de terras devolutas do Estado do Pará, no sul do Pará, proximo ao Mato Grosso.

Ele comprou uma gleba e eu outra.
E TINHAMOS A OBRIGAÇÃO DE DESMATAR 50% em dois anos, para tomar posse das terras, para receber a escritura definitiva do estado.

Eu desisti do negocio, e ele continuou. Desmatou e conseguiu a documentação.

Hoje em dia ele está fora da lei – pois querem que ele recomponha 30% do total da área – hoje aproveitada em agricultura, para recompor a floresta QUE ELE FOI OBRIGADO A DESMATAR!

Isso é um absurdo.

Aldo Rebelo percebe esses absurdos.

Acho que vocês não percebem.

Na Alemanha – para sorte dos alemães, como nunca tiveram um codigo florestal, nenhum alemão se viu OBRIGADO nem a desmatar, nem a recompor mata alguma – em lugr nenhum da Alemanha.

Eles não são idiotas.
Idiotas somos nós.

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    betinho2

    14 de maio de 2011 às 15h24

    Waleria
    Se voce realmente conheceu a Floresta Negra não poderias ter escrito no comentário anteriror que eles "desmataram tudo".
    Sobre a gleba no Pará, primeiramente o Sul faz parte do bioma cerrado, portanto 50% de reserva legal e não 80%, estás incorreta. Além disso, nenhum projeto "obrigou" a desmatar 50%, mas era o limite permitido. Mais, teve adquirente que desmatou 100% e ainda invadiu mais terras devolutas. Esses incorreram em crime ambiental e apropriação indébita.
    Sobre outros países terem ou nao Código Florestal não nos interessa em absoluto, até porque nossa realidade, nossa topografia, condições atmosféricas são outras, e principalmente aquilo que tenho dito, nossa cultura, preservacionista, exploratória e produtiva também.
    Mas Waleria, penso saber quem é você. O sobrenome Walz te diz alguma coisa?…rsrs

    waleria

    14 de maio de 2011 às 17h30

    Não diga bobagem, não respondo mais nada aqui.

    Você quer saber mais sobre as minhas terras do que eu?

    Esse é o problema.

    Vocês acham que sabem mais do quem tem terras e trabalhou nelas.

    Fui – o codigo se resolve no voto – ou no STF.

    betinho2

    14 de maio de 2011 às 18h16

    Berlinerklugscheisser….rsrs

    JOSE DANTAS

    15 de maio de 2011 às 10h52

    Então não nos interessa que outros paises não tenham código florestal? E porque esses outros paises se interessam no sentido de que tenhamos o nosso? De que tamanho é a Floresta Negra? As matas brasileiras nós sabemos que são enormes. Reflorestar o que foi desmatado desde quando?
    Se quisermos satisfazer a vontade dos gringos devastadores das matas deles e preservadores das nossas, temos que começar desde os tempos do Cabral. Confiar em quem? No rabelo, nos donos de ONGs verdes, na mídia ou nos cientistas? Que sabem o que realmente deve ser feito porém não existem os meios para fazê-lo nem no médio prazo? Leite de vaca faz tempo que é um pecado. Me parece que o de soja também caminha nessa direção. Afinal o que a galera verde tem em mente em relação a alimentação? Camaleão de tanto comer folha acabou verde. Seria esse o objetivo? Enquanto isso vou acender o carvão que comprei legalmente para assar uma picanha, consciente que tudo isso vem do mato, assim como a maioria da folhagem que se come independentemente das técnicas de cultivo.

    Mário SF Alves

    15 de maio de 2011 às 09h49

    Betinho 2,
    Estou de pleno acordo com você. E, "antes que a luz se desfaça", obrigado!

    LuisCPPrudente

    14 de maio de 2011 às 19h58

    Pode ser mesmo que os idiotas somos nós que não pressionamos os deputados para barrar momentaneamente a aprovação desse relatório, pois ele tem que ser aperfeiçoado. Tem que ser retirado do relatório o perdão dos crimes ambientais dos grandes e médios latifundiários.

    Temos que pressionar o deputado Aldo Rebelo, principalmente os eleitores de São Paulo, temos que cobrar do Aldo Rebelo e do PCdoB uma postura mais firme contra os latifundiários. Mesmo porque muitos militantes do PCdoB foram mortos a mando do mesmo latifúndio que hoje o Aldo e o PCdoB, infelizmente, estão apoiando neste momento.

    Mário SF Alves

    15 de maio de 2011 às 09h27

    A questão é simples. Por favor, observe waleria. Talvez, sem o perceber, você esteja argumentando com base numa prática já consolidada entre nós de se estabelecer comparações entre realidades tão díspares como Brasil x Alemanha; Brasil x EUA ou Brasil x Quaisquer Outros. O problema de tais analogias é, via de regra, a descontextualização, e, neste caso, como mencionado por você, especificamente, não se considera nem sequer a fundamental diferença climática entre os dois países.
    Att.,
    Mário.

Rosane

14 de maio de 2011 às 13h05

Betinho….prefiro pensar que és um romantico….qualquer coisa além disso….é atentar contra o nosso BRASIL…..opiniões de quem faz parte de ong ambientalista…seja brasileira ou não….serão sempre objeto de questionamento por mim…..então vai um resumo:

ACREDITO NESSE GOVERNO…..ACREDITO NA PRESIDENTA DILMA….ELA SÓ PODERIA TER ESCOLHIDO O ALDO…COMUNISTA CORAJOSO…GUERREIRO…COMO ELA MESMA…

Responder

    betinho2

    14 de maio de 2011 às 16h26

    Tivesses lido com atenção meu comentário verias que não me pauto por ONGs. Pelo histórico vivencial que faço eu estaria mais para "bancada ruralista" e exatamente por conhecer o meio não me alinho a essa facção, sem desmerecer os que produzem preservando, pois os há sim.

    Bonifa

    15 de maio de 2011 às 16h27

    Ela não esco0lheu o Aldo. A Democracia escolhueu o Aldo. É muito mais forte.

    Mário SF Alves

    16 de maio de 2011 às 13h31

    Prezado Bonifa,
    Tenho lido atenciosamente seus comentários e, quase sempre tenho tido satisfação ao lê-los, esse, porém…
    A propósito, dá uma canja aí e destrincha essa pra gente, i. é., de onde saiu esse "A democracia escolheu o Aldo"?
    Cordialmente,
    Mário.

JotaCe

14 de maio de 2011 às 12h19

Caro Ricardo Silveira,

Concordo com você quanto à questão da neutralidade do conhecimento científico. Mas é crível se admitir que os trabalhos em tese propostos pela ABC e SBPC devem ser discutidos com as partes envolvidas, que deveriam ainda acompanhar o desenvolvimento das pesquisas. Sua observação quanto à ausência das universidades e escolas de ensino básico na discussão do problema muito procede: elas têm estado praticamente alheias às grandes questões cidadãs, particularmente aquelas que podem contrariar o interesse do capital. Podemos incluir no rol a nossa (tão decantada, mas nem sempre virtuosa) pesquisa agropeuária. A agricultura do agronegócio é um bom exemplo. Finalmente, destaco como você, a importância dos blogues na discussão do assunto. Louvo também o comportamento do Vi o Mundo, enquanto outros blogues de destaque vêm perdendo credibilidade (e participação) a cada dia que se passa. Continua na luta, companheiro! Abraços,

JotaCe

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Geloca

14 de maio de 2011 às 11h47

Azenha, muito obrigada pelo post que vai me ajudar a sair dessa discussão muito apaixonada e pouco, me parece, racional. Devemos pressionar os políticos e governantes para incorporarem tanto a SBPC quanto ABC como órgãos assessores para o aperfeiçoamento do CF.

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Bernardino

14 de maio de 2011 às 11h29

Meu caro LUC voce fez uma colocaçao perfeita.Com poucas chances seu comentario saira no conversa afiada que para mim é conversa pra boi dormir.O sr Henrique Amorim nao passa de um BOÇAL i PARCIAL Veja que ele apoiou a operaçao que matou o Bin Lade e agora fica ao lado dos que desejam rasgar o atual codigo.Parabens pela isençao de comparar os Blogueiros,liberdade de imprensa se faz assim!!!!

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Ricardo Galvão

14 de maio de 2011 às 11h28

Peraí, vê se eu entendi? Quer dizer que “Em 1934, e depois, em 1965, a ciência contribuiu de forma incisiva”, com afirma a Nota? Na era Vargas ainda pode ser discutível, mas em 1965, em plena Ditadura Militar, no auge da cacetada, ela permitiu e promoveu um debate soberano e livre sobre o Código de então ???? Rapaz, que exercício eloquente de tucanagem…é o mesmo que chamar a ditadura de ditabranda. Nesse nível a SPBC vai dando uma “contribuição” ao país tão relevante como a OAB tem dado ultimante. É a velha discussão sobre ciência neutra, sobretudo nesses tempos de hegemonia de opinião do império capitalista…se não se entender o que tá em jogo e quem joga, mesmo fora do campo da partida, terminamos fulanizando o debate e reduzindo a oportunidade de discutir o BRASIL floresta e não só as arvores.

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Nivaldo

14 de maio de 2011 às 10h34

AZENHA.
Tenho indicado seu BLOG com muito prazer, para muitos.
Vou apenas reproduzir o meu comentário para o PHA, já que o LUC, está correto sobe a parcialide e imparcialidade, dos BLOGs na questão do Código Florestal. É lógico que a TV GLOBO e BAND já assumiram o seu lado faz muito tempo. Aí está:

PHA
Sou professor de hidrologia florestal e manejo de bacias hidrográficas do Curso de Engenharia Florestal da UFPR e quem, sabe, um dos poucos que leu a proposta de alteração do código florestal de “cabo a rabo” e posso dizer: é um retrocesso em todos os sentidos. Técnico, Político, Ambiental e, até Jurídico. Tenho até um texto na página da minha disciplina (www.hidrologia.ufpr.br) que reporta a questão técnica. Pois bem, se a questão técnica já é REDUCIONISTA, conceitualmente a discussão agora de colocar ONGs x PRODUÇÃO é também reducionista e, pior, tira o foco da questão. Quem viaja por este Brasil sabe do que estou falando quando vê margens de rios, topos de morros e áreas de fragilidade ambiental (rural ou urbana). A questão para mim está muito clara: mais áreas de fronteiras agrícolas e de pecuária, esta última ainda com tecnologia de produção do século “retrasado, nem passado é” (pode ainda acharmos que 1 cabeça por hectare, em média, é um sistema produtivo? sem, lógico desmerecer aqueles produtores que estão já introduzindo técnicas de manejo de pastagens e “semiconfinamento”). Na questão de APPs e RL a pergunta que se deve fazer é outra: é suficiente os atuais 30m ou RL para conservação de solo e água? Eu digo: NÃO! precisamos de muito mais!. Nós não vamos avançar politicamente nesta questão se não entendermos que o Manejo de Bacias Hidrográfica deve estar focado nas funções hidrológicas (recarga, armazenamento, descarga) e funções ambientais (ciclos geoquímicos e fluxos genéticos de flora e fauna). Com todo respeito PHA, já que que tenho indicado seu blog para muitos, o seu amigo pecuarista está equivocado. E para finalizar, há uma questão de patrimônio da nação, que deve ser discutido: tem direito a propriedade rural (de grandes, pois a familiar está sendo “enganada”) não ter responsabilidade social com os recursos naturais da NAÇÃO?. E isto PHA, não tem nada a ver com “quebra” de produção e muito menos com “falta de alimentos” em função de uma política ambiental. Poderíamos até estender esta discussão para a Amazônia e Cerrado (veja os documentos do INPA, INPE, CGEE e Universidades) para sabermos ainda mais, que “não falta terra” para a agricultura e pecuária e que há necessidade de entendermos que há regiões de vocação florestal natural. Desculpe-me PHA, mas há muita gente entrando de “gaiato” nesta história, inclusive (por convição ou desinformação) o próprio relator do projeto, deputado Aldo Rebelo.
Um grande abraço e parabéns pelo seu Blog.

Responder

    betinho2

    14 de maio de 2011 às 15h54

    Na mosca Nivaldo.
    Parabens pela excelente e embasada explanação.

    francisco

    15 de maio de 2011 às 09h52

    nivaldo
    faz tempo eu sequer indico o PHA, tem muita coisa estranha lá..

    quando ele falou que impor limites à propriedade cruzada era anacronismo e com isso arrasou o Paulo Bernardo, muitos, inclusive eu, lhe apontou o erro e ele, discretamente, voltou atrás. Mas era um assunto de maior conhecimento da população ( queira ou não, a blogosfera "vigia"a globo).

    Há pouco, houve um debate entrte o Nilmário MIranda e o Santayanna porque este último, ingenuamnete, atacou ponto da reforma política, necessário para fortalecer os partidos e diminuir a excessiva fragmentaçaõ, que, repito, ingenuamentete, é também a plataforma da extrema direita ( o Serra e seus jornalistas defendem o mesmo e não preciso dizer nada sobre o respeito do Serra por partidos).

    Respeito o Santayana mas ele, como todos nós, erra. Alertei o PH, mandei textos de vários cientistas políticos, inclusive eu sou um ('amador", mas sou- acabei vivendo de outa coisa ). Enviei tb exemplos das democracias ocidentais consolidadas.

    Fui bloqueado e o que ele fez? Deu a última palavra ao santayana que, ingenuamente, não percebeu o erro.

    'debochou", nas entre-linhas, do nilmário que defendia uma posição não só dele mas do mundo "evoluido politicamente".

    comentei no que era possível ( como tratar de assunto árido em 15 linhas?) Ficaram respostas truncadas pois tive que enviar sucessivos comentários e alguns passaram e outros foram bloqueados.

    o cara tem muita audiência e muitas vezes faz um trabalho muito estranho.

Luisk2017

14 de maio de 2011 às 08h50

Postura equilibrada da SPBC e ABC. E dizemos mais: esse código é tão importante que deveria ser objeto de decisão na sociedade, via plebiscito. Esse Congresso que está aí não reúne condições político-morais para decidir sobre fato tão relevante.
PS:
Sobre Aldo Rebelo e sua acusação ao marido da Marina (e eu não sou marinista): seu pedido de desculpas não elide o ato de prevaricação (crime cometido por funcionário público quando, indevidamente, este retarda ou deixa de praticar ato de ofício, ou pratica-o contra disposição legal expressa, visando satisfazer interesse pessoal). É impressionante que, nesse caso, o interesse de classe (dos latifundiários) evita a acusação formal a ele.

Responder

ricardo silveira

14 de maio de 2011 às 02h34

Parece-me óbvio que a definição do Código Florestal não pode prescindir do conhecimento científico. Mas, é sempre bom termos claro que o conhecimento científico não é neutro e que o problema continua sendo político. É uma pena que uma questão tão importante e oportuna para os dias atuais não esteja sendo discutida nas escolas do ensino básico e nas universidades. De todo modo, é muito saudável que esteja sendo discutida nos “blogs sujos”. Felizmente, e parabéns ao Viomundo e aos demais blogs que buscam informar e assegurar um espaço de discussão e formação de uma opinião pública.

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As posições das sociedades científicas sobre as mudanças no Código Florestal « Afauna Natal

14 de maio de 2011 às 00h45

[…] Extraído do Blog Vi o Mundo. […]

Responder

piastetarde

14 de maio de 2011 às 00h36

eu ja vi um debate com povo da sbpc, me pareceu um pouco oportunistas, debate do codigo sem entrar no merito de ser a favor ou contra, vem sendo discutido a muito tempo, na hora da votacao, da definicao, so agora aparece sbpc propondo adiar para poderem estudar melhor o tema ou traduzindo, ficaram de fora do debate agora precisam de tempo pra pensar,,,,

nao é isto que esperamos deles, eram pra ser vanguarda pensamento, nao foram, se omitiram no minimo,,

Responder

Lia

13 de maio de 2011 às 23h37

Uma questão tão SÉRIA como esta, não sei PORQUÊ tanta pressa nessa VOTAÇÃO IMEDIATA?
Questionamentos, quem esta LEVANDO AS VANTAGENS POR ESSA APROVAÇÃO A TOQUE DE CAIXA, OU MELHOR DIZENDO VOTAÇÃO EM UM PISCAR DE OLHOS ?
E quanto estão LUCRANDO nesta? Sim, pois somente consigo achar esse "motivo", para tanta pressa em se votar tão rápido.
Este assunto é tão sério e mal foi apresentado as claras para a sociedade, ou melhor aos PAGADORES DE IMPOSTOS! que fica a "dúvida" Só servimos NÓS pra isso? Bancar a farra dos "políticos" pagando impostos!
Vejo que esta requer maior cuidado e explanação, mais divulgação em todos os meios (do OIAPOQUE AO CHUÍ) , e que este assunto chegue de fato para todos de forma clara e objetiva, que os responsáveis pela dita votação imediata, não tenham tanta pressa assim.

Responder

Luc

13 de maio de 2011 às 23h22

Posições sobre o Código Florestal até esta data:

O escrevinhador (Rodrigo Vianna) imparcial
Brizola Neto imparcial
Viomundo ( do Azenha) imparcial
Luis Nassif imparcial
Conversa Afiada (Paulo Henrique Amorim) parcial a favor de Aldo Rebelo

isso será postado como comentário em todos estes sites, caso não se encontre em algum deles, ocorreu censura!

Viva o Brasil

Responder

    betinho2

    14 de maio de 2011 às 00h22

    Luc
    O PHA está me decepcionando nessa questão. Na verdade ele não está parcial a favor do Aldo, está fazendo lobby para o agronegócio, e combatendo a radical Marina e as ONGs do mesmo quilate.
    Já sugeri a ele que saia do eixo Rio-São Paulo-Brasília e vá conhecer a realidade nas fazendas, as degradações dos rios, com suas margens totalmente desmatadas sendo solapadas dia após dias.
    Mais, passou a passar tesoura nos comentários. Meus já foram ns 5.
    Um abraço.

    francisco

    15 de maio de 2011 às 09h53

    conforme comentário acima, não leio nem indico o PH.

betinho2

13 de maio de 2011 às 20h59

FlaFlu ???
Tenho acompanhada a questão do Código Florestal e feito alguns comentários.
Tenho reparado que poucos falam com conhecimento real, vivencial. Fazem na verdade um FlaFlu, em que não querem ver seus "pernas de pau", para dizer que tem o melhor time.
Os que defendem Rebelo são vistos como defensores do agronegócio de "terra arrazada", os que defendem a preservação vistos como "verdes radicais", defensores de ONGs. Enquanto for esse
o enfoque estamos fadados a fazer o pior debate.
Para tentar colaborar farei, junto com minha opinião, depoimentos pessoais e familiares, até para
que não me classifiquem como torcedor de FlaFlu.
Tenho na minha origem 5 gerações de agricultores, que foi também meu ganha pão na maior parte da vida. Conheço e atuei em toda a cadeia do agronegócio, conheço a terra e suas particularidades. Conheço a agricultura do Sul e do Centro Oeste. Mas conheço acima de tudo a cultura (de cultural) dos agricultores. E ai creio eu reside a maior das questões.
Meu pai começou na enxada, evolui para a tração animal e em 1946 comprou seu primeiro trator (um Case LA roda de ferro, a querosene). Em 1957 plantava 2.000 ha.de trigo (considerado o maior plantador no RS naquela época). Lembro da preocupação do meu pai com a questão das margens de córregos e nascentes, que sempre preservou, dentro das terras que cultivava. Mas lembro principalmente da sua preocupação com a erozão provocada pelas chuvas nas áreas de lavoura, tanto é que contratava agrimensor para fazer o estaqueamento, em nível, das áreas com mais declividade, e seguindo esse nível passava o arado diversas vezes no mesmo alinhamento, fazendo o que se chama "curva de nível", para ali represar as águas, evitando a erozão. Em 1953 solicitou à indústria IMASA de Ijuí/RS o desenvolvimento de um equipamento para fazer as curvas de nível, dando sugestão de como deveria ser. Surgiu ali o primeiro Arado Terraceador fabricado no Brasil, testado e aprovado por meu pai. Seus irmãos, todos se tornaram grandes plantadores, todos com a mesma vocação preservacionista, pois era uma questão cultural, nunca ouviram falar em código ambiental. Nas 6 fazendas que cultivou, áreas próprias e ou arrendadas, em todas elas implantou extenso pomar de frutas, havia fartura, pessoas vinham da cidade e saiam carregadas, nunca vendeu, sempre teve prazer em dar as frutas. Nas últimas 2 fazendas não chegou a aproveitar, pois venceram os arrendamentos, mas estão lá os pomares até hoje produzindo.
Mas tenho também um outro ramo da família, uma irmã, cunhado e sobrinhos, que foram pioneiros em Tunápolis/SC, em 1954, abertura de colonização, agricultura familiar. A pouco mais de um ano lá estive por 2 semanas. Meu cunhado e sobrinhos (6) tem áreas entre 8 e 12 ha. cada um. Todos vivendo com conforto, veículo próprio e sim, trabalhando muito. Para quem conhece Tunápolis sabe que é uma região acidentada topográficamente. Porém está lá para quem quizer ver, preservação total de córregos, nascentes e encostas, que são sim aproveitadas, porém de maneira correta. Essas famílias todas que estão lá produzindo também nunca haviam ouvido falar em código ambiental, mas tinham uma cultura preservacionista de seus antepassados. Portanto, a primeira coisa que precisamos nessa questão ambiental é esclarecimento sobre o que e como preservar produzindo. Enquanto ficarmos querendo rotular as pessoas numa disputa FlaFlu estaremos fugindo das verdadeiras questões.
Aos que dizem que estamos contra a produção de alimentos eu pergunto: Já viram falar que manga, caju, pera, maça, pessego, goiaba. jabuticaba, pitanga, açai,banana também são alimentos?, não só soja, arroz, feijão, mandioca?
Pois é, as que eu citei acima podem ser plantadas para recuperação de áreas desmatadas e reserva florestal. Mas demora mais a produzir, não é mesmo? Entao o problema não é o tamanho da área ou pouco espaço para produção, é a visão imediatista do brasileiro. Pergunte ao agricultores se querem plantar oliveiras? Não querem, demora demais para produzir..rsrs. No entanto Portugal, Espanha, Grecia, Argentina e vários outros países plantaram, colhem resultados e nós pagamos caro pelas azeitonas e o azeite. Questão de cultura, é isso que tem de mudar em primeiro lugar.
Resumindo, minha opinião é que o Código apresentado por Aldo Rebelo, em alguns aspectos é um descalabro. Áreas devem ser recuperadas sim, anistia de multas talvez, mas com um sério compromisso de recuperação, sob pena inclusive de desapropriação se vencido o prazo sem a recomposição. Multas, as que, e se houverem, para um fundo expecífico para subsidiar pequenos agricultores para fazerem a sua recuperação. E um plano nacional de viveiros de mudas, tanto frutíferas como nativas para a recomposição florestal, para os pequenos como doação. A natureza agradece, os verdadeiros ambientalistas, que não precisam de ONGS, também.

Responder

    JOSE DANTAS

    14 de maio de 2011 às 05h29

    Concordo com quase tudo que você falou, até porque também tenho uma cabeça e naturalmente diferente da sua. O seu texto é longo porém li tudo sem conseguir parar. Seu comentário é fundamentado no conhecimento ao vivo e a cores e no exemplo de profissionais do campo que amam a atividade e assim acabam amando em primeiro lugar a natureza, pois ninguém é mais interessado em sua preservação e nem tem tantos motivos para isso do que o proprietário inteligente.
    Conheço a atividade rural também desde criança, muito embora no semi-árido nordestino, que é outra realidade, onde o pequeno produtor rural aprendeu que se matasse a "cacimba" poderia morrer de sede.
    Parabéns pelo comentário realista e embasado em profundo conhecimento tão raro nesse espaço.

Regina Braga

13 de maio de 2011 às 20h47

Não vou comentar o código…Afinal,somos o unico país,que se interessa em proteger o meio ambiente…Mas o Aldo, falando da blábláRINA………….foi lindo!!!

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city

13 de maio de 2011 às 20h26

nem tudo é política…mas depois é!

Responder

FrancoAtirador

13 de maio de 2011 às 20h13 Responder

JotaCe

13 de maio de 2011 às 20h06

Eis um pronunciamento que, comode fato, só o poderiam fazer associações científicas do mais alto nível como a SBPC e a ABC. É gratificante, para todos nós brasileiros, ler e refletir sobre tão importantes considerações como as nele expendidas uma a uma. Se presidir o bom senso às partes atualmente envolvidas, a sabedoria que paira em todos os argumentos das duas associações não pode ser, de forma alguma, rejeitada. É ainda a grande oportunidade que surge para o Legislativo de não desencantar o povo de uma vez por todas através de decisões apressadas e destituídas de fundamento científico.

JotaCe

Responder

sironn

13 de maio de 2011 às 19h47

Postei no blog Ouvidor os pontos críticos do Novo Código levantados pelo MST. Tá aqui ó: ouvidor.wordpress.com

Responder

SEBASTIÃO FACA

13 de maio de 2011 às 19h30

CARO AZENHA ;
Somos um país soberano , assim entendo, entendo tambem que nosso país tem legitimas condições de debater em alto nivel , e dentro do resultado desse dialogo, sair as proposituras honestas e viaveis acima de tudo compativel com as novas ordems mundial de respeito ao meio ambinte , buscando dempre desenvolvimento e segurança alimentar com sustentabilidade. Não da pra admitir e a intromissão internacinal em nossos assuntos como vem ocorrendo em nosso paísna questão ambintal, os países onde essas ongs fajutas são sediadas não são nem nunca foram sinonimos de honestidades com meio ambiente, arrasaram com tudo que existiu la, agora tão de olho mesmo é em nossas riquezas que não sabemos cuidar, aqui na região amazônica, ainda tem 80% das florestas preservadas, e uma riqueza imensuravel escondida nela possivel de ser explorada, olha só, o que esses ongueiros estão fazendo,.Infiltrados nas aldeias de nossos indios como falços amigos, tipo preocupado com as causas socio-ambientais, estão mesmo é usando a boa fé do nosso povo para pesquizar essas riquezas disperssa em nossa biodiversidade, e patentiandos de forma candestina, e isso acontece em larga escala , e o governo permite que isso aconteça de forma negligente. o nosso sub solo caro azenha encontra-se todo registrado em nome de empresas que nen em sonho ouvimos falar seus nomes, ja não nos pertence mais, vastas áreas de terras da amazonia ja pertencem a estramgeiros, brasileiros não podem entrar nessas reservas indigenas, mais vai la pra ver , estão cheios de americanos , ingleses, etc. nem as forças armadas tem licença para adentrar nelas. vc s blogueiros nacionalistas e progressistas, devem ouvir o grito deste amazônida e fazer uma grande escurssão por essa região e confirmarão o que denuncio, estou desde os dezenove anos morando neste norte de meu deus, sou sobrevivente da pólitica do governo militar, que anunciou o projeto de ocupação da região norte, nos anos 70 INTEGRAR PARA NÃO INTREGAR , sei o que estou falando. ta na hora do brasil acordar antes que seja tarde. senão seremos meros idiotas do sistema. adeus amazonia. PS. VOCES ACREDITAM QUE DEUS INUNDOU A VENEZUELA DE PETROLEO E DEMARCOU EM FRONTEIRA SECA QUE O BRASIL ALI NÃO TERIA PETROLEO? VEJA O QUE QUEREM SOBRE A RESEVA INDIGINA RAPOSA DO SOL, OLHA LA É UM VERDADEIRO PARAIZO DE JAZIDAS AURIFERAS. MAIS JA TEM DONO E NÃO SOMOS NOIS. COMECEM SUAS VIAGEM POR LÁ . DUVIDO QUE ENTREM. ESTARIAM PRESTANDO A ESTE PAÍS E A SEU POVO UM DOS MAIORES SERVIÇOS. ABRAÇOS.

Responder

    JOSE DANTAS

    13 de maio de 2011 às 21h15

    Uma coisa é a teoria e outra é a prática. Quem mora lá sabe o que ocorre. Quem mora numa cobertura em Copacabana apenas é mais uma vítima da "paranóia verde" que tenta sob todas as formas impedir que o Brasil se consolide como o grande celeiro do mundo.
    Na verdade ao invés de defender o desenvolvimento sustentável o povo brasileiro, embalado pela propaganda, tenta levar o setor agropecuário a estagnação e a longo prazo ao próprio abandono da atividade de tão complicada que se tornaria, adotando assim uma atitude que seria o puro suicídio para a maioria, quando viesse o desabastecimento de alimentos.

    Scan

    14 de maio de 2011 às 00h43

    Desculpe, mas você mora em Copacabana ou mora "lá"?
    É preciso saber para que possamos julgar o seu "`Na verdade…" aí de cima.

    Mário SF Alves

    16 de maio de 2011 às 13h41

    Celeiro do quê? Você quer celeiro de laboratórios de venenos do mundo, é isso?

Marcelo

13 de maio de 2011 às 18h52

O codigo florestal proposto pelo criminoso conhecido como Aldo Rabelo é uma proposta irreal que só atende aos interesses de grandes latifundiarios ., desmatadores e madereiras, por isso é apoiado por outros criminosos ja conhecidos , como Katia Abreu e Ronaldo Caiado .

Responder

Rosane

13 de maio de 2011 às 18h01

Fica muito fácil! Toda vez que alguém invocar a defesa do meio ambiente é automaticamente tachado de entreguista! De estar contra os interesses nacionais. Vamos falar dos reais interesses nacionais. Quero dizer da maioria dos brasileiros e não de apenas uma meia dúzia de grandes plantadores de soja e as empresas de insumos que ganham rios de dinheiro e enfiam pela nossa goela abaixo os transgênicos e suas toneladas de venenos. Onde está o interesse nacional? E a riqueza da biodiversidade perdida sem sequer ser convenientemente estudada, quanto mais explorada, não é de interesse nacional? E a manutenção dos solos e da qualidade (e quantidade) das águas, não é de interesse nacional? E o equilíbrio climático e das pragas não é de interesse nacional? Na minha opinião, o “interesse nacional” está sendo reduzido a um campo muito restrito ou seja, supõe-se ser o do agronegócio plantador de soja, que não respeita sequer as leis nacionais.

Responder

waleria

13 de maio de 2011 às 17h09

É uma falacia dizer que as sociedades cientificas são contra o novo codigo florestal.

Porque qualquer cientista que se preze será contra QUALQUER CODOGO GENERALISTA, como o codigo florestal – tanto o velho, arcaico como o proposto por Also Rebelo.

Um país deste tamanho, deveria ter alguns codigos florestais pelo menos.

Um para a Amazonia, outro para o Cerrado, outro, ….

Ou quem sabe por estado da federação.

Talvez alguns municipios precisassem ter seus codigos.

Assim, é uma FALACIA publicar que tal ou tal sociedade cientifica é contra este codigo – serão sim, contra todos os codigos generalistas.

MAS HOJE PRECISAMOS PARA DAR TRANQUILIDADE JURIDICA a mais de 1/3 dos produtores do PIB brasileiro, uma ordenação juridica como o Codigo Florestal.

E para isso, a melhor proposta hoje, é a de Aldo Rebelo.

E para finalizar – ONGs multinacionais – go home.

Responder

    betinho2

    13 de maio de 2011 às 19h15

    A proposta de Aldo Rebelo, no que diz respeito a encostas , faixas de margens de rios e não necessidade de recomposição para módulos até 400 hectares, e uma aberração.
    Já viu falar que manga, caju, pera, maça, pessego, goiaba. jabuticaba, pitanga, banana também são alimentos?, não só soja, arroz, feijão, mandioca?
    Pois é, as que eu citei acima podem ser plantadas para recuperação de áreas desmatadas e reserva florestal. Mas demora mais a produzir, não é mesmo? Entao o problema não é a tamanho da área ou pouco espaço para produção, é a visão imediatista do brasileiro. Pergunte ao agricultores se querem plantar oliveiras? Não querem, demora demais para produzir..rsrs. No entanto Portugal, Espanha, Grecia, Argentina e vários outros países plantaram e colhem resultados. Questão de cultura, é isso que tem de mudar em primeiro lugar.

    waleria

    13 de maio de 2011 às 20h50

    Betinho 2

    Você conhece os codigos florestais desses paises que citou?

    Certamente não.

    Eles não tem isso.
    Eles já desmataram as florestas que tinham.

    Você fala sem conhecimento algum de causa.

    E fique sabendo que em APP, pelo codigo velho, não se pode plantar o que se quer, nem arvores frutiferas.

    Por sinal, esses paises todos estão quebrados… não sei se sabia disso.

    betinho2

    14 de maio de 2011 às 00h13

    Waleria
    Nosso problema é o Brasil, que tem 500 anos de descobrimento, contra milénios de outros continentes. Acho que é melhor que nos sirva de alerta o que outros paises fizeram, que acordaram tarde,e não como exemplo a ser seguido. Fiz outro comentário lá no alto, onde recoloco essa questão aqui. Perceba que falo de cultura preservacionista da minha família. Isso vem dos antepassados imigrantes, exatamente por saberem dos males causados no passado, lá na Europa, de onde vieram. Quanto ao código atual, velho no teu entender, se tem falhas, e tem,que se corrijam no que está em discussão.
    Sobre estarem quebrados, não misture as coisas, nada a ver com o que está sendo discutido. mantenha o foco.
    Ainda assim, já que me questionas sobre os "códigos" de lá, já viu falar sobre a famosa Floresta Negra na Alemanha? Faça um "sobrevôo" com o Google Earht sobre a mesma, bem como sobre diversas outras regiões da Alemanha e veja a preservação bem como reposição de florestas. Depois volta e falamos "com conhecimento de causa".
    Um abraço.

    carmen

    14 de maio de 2011 às 00h35

    Waleria,me parece que vc não entendeu nada que o betinho2 falou,exposto num primeiro comentário dele.O comentário dele trata de sua experiência e é muito interessante.Vc descontextualizou o que ele disse e reduziu a um argumento que não contribui com a discussão

    Mário SF Alves

    16 de maio de 2011 às 14h05

    Cara, mais uma vez você foi preciso (e necessário). É certo que a lógica do lucro acima de tudo e a qualquer custo é o que mais nos assusta, pois corrói tudo o que há de mais sagrado. Não existe limite para o interesse do investidor! E isso é a mais pura verdade! E se essa é a regra do jogo num contexto de capitalismo selvagem, eu não sei! Tenho claro que não deveria ser assim, jamais. Mesmo porque existe um negócio chamado CONTRATO SOCIAL que deve ser respeitado, senão escamba-se para o abismo da barbárie. Seja como for, gostaria de lhe dizer que a continuarem nesse ritmo, com biocidas, transgênicos e agricultura predatória como matriz tecnológica e ideário dominantes, logo, logo vão transformar o Brasil numa imensa "fazenda" e nada mais. CApenas com direito a umas poucas casas-grande e um incontável universo de senzalas.
    Capitalismo sim, vá lá, mas, tomar de assalto (mais uma vez) o patrimônio do povo, não!
    Houve um tempo em que se dizia (até mesmo pra favorecer a venda toneladas e toneladas de venenos organo-clorados): ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil. Parece que agora o entendimento deveria ser outro: ou o Brasil acaba com a hegemonia do agronegócio predador ou agronegócio predador acaba com o Brasil ( a começar pelo que ainda nos resta de parca democracia).


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