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Médica brasileira, formada em Cuba: Brasil é um país “medicalocêntrico”
Entrevistas Falatório

Médica brasileira, formada em Cuba: Brasil é um país “medicalocêntrico”


30/08/2013 - 21h42

Conheci Marina Corradi no lobby de um hotel de Havana, em Cuba, no fim de fevereiro de 2010.

Nós duas aguardávamos a chegada do presidente Lula que, de Cuba, seguiria para o Haiti.

Marina não  é jornalista como eu. Ela já era médica, formada pela Universidade Latino Americana que prepara, em Cuba, profissionais de saúde de vários países.

Marina estava a caminho do Haiti a convite dos cubanos, para participar de uma brigada internacional de ajuda ao país recém-devastado por um terremoto.

Eu desembarquei no Haiti pouco mais de 24 horas após o terremoto, em janeiro, e sabia bem o que Marina iria encontrar por lá.

Pensei, na época: “Que coragem e que disposição!”

Ela não tinha obrigação de ir. Inscreveu-se voluntariamente e, quando veio o convite, se afastou do trabalho para participar da missão humanitária.

Agora, Marina está no Brasil. É médica de família no posto de saúde da cidade de Juatuba, em Minas Gerais. Um município que tem 30 mil habitantes onde ela atende a população rural.

Os problemas mais comuns que ela trata são diabetes, hipertensão e gravidez de adolescentes.

Marina disse que está muito satisfeita com o trabalho e, ao mesmo tempo, faz um mestrado na Unicamp em saúde coletiva.

Ela quer se capacitar para ajudar um número ainda maior de pessoas. Por quê?

“Acho que a gente não está aqui à  toa. Acho que a gente veio aqui para contribuir de alguma forma e a forma que eu encontrei foi essa. A medicina”, disse.

Antes de atender a população rural de Juatuba, Marina passou quatro anos trabalhando na área administrativa da Secretaria de Saúde porque o diploma de Cuba não tem revalidação imediata no Brasil, como tem na Espanha.

Ela deu entrada na papelada junto à  Universidade do Ceará e esperou a revalidação, que veio quatro anos depois.

Agora, lá de Juatuba, ela acompanha a discussão a respeito do programa Mais Médicos e o desembarque, no Brasil, dos primeiros colegas cubanos.

— Fico até emocionada. Queria muito que isso acontecesse. O Brasil abrir as portas para médicos de fora, especialmente de Cuba, porque a população brasileira precisa conhecer uma atenção integral de saúde e os médicos cubanos têm essa formação. Eles estão capacitados para isso. E Cuba não difere muito do Brasil em muitos pontos.

Prossegue:

“Por exemplo, lá eles têm uma população que mora na serra, que não tem luz. Algumas comunidades não têm água ou saneamento básico. Os cubanos estão acostumados a atender todo tipo de pessoa, em qualquer situação. Eles não exigem muita tecnologia para fazer os atendimentos. Eu não estou dizendo que a falta de infraestrutura não prejudica o atendimento. Prejudica, sim. Ou melhor, limita. Mas uma infecção urinária que incomoda prá caramba, uma amigdalite, você não precisa de uma infraestrutura super-ultra-excelente para resolver.

Marina estima que é possível fazer 80% do atendimento com o básico.

— Você consegue fazer um controle, um tratamento, iniciar o tratamento com a clínica. O município onde estou hoje faz parte da região metropolitana de Belo Horizonte e não usufruo de nenhum aparelho super-avançado para tratar a maioria dos meus pacientes. É um caso ou outro. Mas, na maioria, com os exames de rotina, com acompanhamento, com diagnóstico, a clínica e o exame físico você consegue encaminhar.

Foi apenas a primeira crítica de Marina aos argumentos das organizações que são contra a vinda dos médicos cubanos.

Ela reclama que os que são contra apenas reclamam, mas não oferecem solução para as populações que não têm atendimento.

— Não há proposta. Há quantos anos esse lugares não tem médico? Isso não é um problema recente. Mas ninguém teve a iniciativa de apresentar uma proposta e pensar numa solução. A cobrança de infraestrutura é uma cobrança, mas já foi provado que lugares com infraestrutura também estão sem médicos. Esse discurso de que só fala da infraestrutura não  é suficiente.

Ela acredita que a simples chegada de um médico pode ser motivadora.

— A maneira de criar infraestrutura é com o médico. Ele pode puxar por isso. Não dá pra esperar a situação ideal para o profissional vir. Traz o profissional e vamos atrás da situação ideal. E a população continua sem atendimento. Não dá  mais. O Brasil está crescendo muito, não pode ficar nessa situação. Tem outras opções. Não dá mais para fechar os olhos para isso. Não dá para esperar um médico decidir ir para a cidade que não tem shopping e onde celular não funciona.

Marina vê exagero na reação das entidades de classe:

— Eu acho que foi uma sacudida para a categoria médica porque eu acho que o lugar tá lá. As pessoas têm direito de optar em não ir. Às vezes as condições não são ideais, não vai ter lazer, não vai ter uma vida pessoal legal, ok. Acho que é  uma opção, tem o direito de não querer ir. Mas não permitir que alguém vá fica meio sem sentido. Acho que essa reação é natural. São mais médicos, mais pessoas que vão ocupar lugares que ninguém está ocupando.

Ela está certa de que o apoio aos cubanos vai crescer depois que eles passarem a trabalhar no Brasil.

— Tenho certeza que esses médicos cubanos  vão conquistar o carinho da população, sem dúvida. Vão cumprir com o papel da atenção básica e acho que isso sacode um pouco a categoria. Acho também que há uma tentativa de reserva de mercado. E acho que essa situação traz uma necessidade para os médicos repensarem seus posicionamentos, as condutas, porque não quer tem quem queira, na verdade. Nós não somos exclusivos. Não somos os únicos. Existem médicos que topam ir prá onde a gente não quer ir.  Eu sou super a favor do programa.

A brasileira acredita, no entanto, que é preciso criar uma carreira para os médicos do SUS.

— Faria algumas ponderações porque acho que o governo poderia pensar em uma carreira dentro da atenção básica. Dentro do SUS, para todas as categorias. Não apenas para os médicos. Com concurso. Uma carreira em que ele vai progredir. Que crie um vínculo também. Que estimule o profissional a não sair daquele lugar. A não sair do SUS. Acho que isso seria positivo. Mas no geral, sou super a favor [do Mais Médicos]. Fico super feliz com essa decisão porque acho que a população realmente precisa.

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Marina apresentou uma palavra que define como ela vê a sociedade brasileira: medicalocêntrica. A população, as autoridades e a cultura são, para ela, medicalocênticas. Marina acha que a profissão é sobrevalorizada.

“Não é que não tenha valor”, esclarece, mas os médicos ocupam um papel de destaque e de importância incomparável e, para essa médica, eles são apenas uma parte da equipe. “Eles alegam: estudamos mais tempo, temos mais responsabilidade. Ok, guardemos as devidas proporções, mas o médico é apenas mais um integrante da equipe. No Brasil os médicos ainda são figuras diferenciadas. Acho que isso é um fator cultural”.

Ela acha que, antes de mais nada, a Medicina no Brasil precisa se reaproximar da população.

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73 comentários

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[…] Médica brasileira, formada em Cuba: Brasil é um país “medicalocêntrico” […]

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Mardones

02 de setembro de 2013 às 10h34

Bravo!

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Ted Tarantula

02 de setembro de 2013 às 10h18

No inicio do período revolucionário em Cuba, jovens estudantes mandados para o campo num programa de alfabetização maciço promovido pelo governo foram abatidos a tiros pelos bandidos a serviço dos reacionários. Os médicos cubanos aqui correm risco semelhante: os pistoleiros que exterminam sem-terra e sindicalistas no campo estão a serviço do mesmo tipo de patrão. Todo cuidado é pouco.

Responder

Malvina Cruela

02 de setembro de 2013 às 10h12

Fico muito tentado abordar o tema pela ótica da contracultura (de que modo o saber oficial e institucional se tornou uma armadilha para os povos pq usado por grupos corporativos para seu domínio e poder ilimitado e abusivo)…mas em se tratando de nossos compatriotas isso pode ser muito perigoso: como dizia o finado Millor, aqui eles confundem e acham que contracultura é o mesmo que pró-ignorância.

Responder

Damastor Dagobé

02 de setembro de 2013 às 09h14

Cada vez mais fica claro pra mim como que tudo está interligado e começa na…música: um povo que se diverte com um gênero musical denominado “pancadão” que todos devem saber do que se trata pq por toda parte carros passam, com alto falantes potentíssimo disseminando a praga. Que se pode esperar de uma gente assim??? algo melhor que isso tudo que temos???
menos né???

Responder

Natrisnira

01 de setembro de 2013 às 23h25

MARINA voce e maravilhosa que alma nobre. Te amamos Ah, para mim isso nao e surpresa voce vai longe.

Responder

Mário SF Alves

01 de setembro de 2013 às 15h11

Quem concorda com a com ideologia expressa na imagem abaixo dê ipi-i-hurra para a posição assumida pela corporação médica antipovo brasileira:

?w=800&h=400

Responder

Mário SF Alves

01 de setembro de 2013 às 13h12

Sem mais delongas. Rogo a Deus que a escolha para a próxima jornada de humanização de outros planetas.
___________________________
É o lado humano da Força.

Responder

Mário SF Alves

01 de setembro de 2013 às 11h41

Saúde nos United Stats:

_________________________________
Alguma semelhança?

Responder

    Mário SF Alves

    01 de setembro de 2013 às 11h45

    Saúde nos EEUU:


    _______________________
    Algo de familiar?

    Paulo César

    23 de setembro de 2013 às 10h22

    Só não entendo uma coisa: Se Cuba é tão evoluída tal como insistem em dizer, pq a população é tão carente? Pq os recursos públicos são tão escassos? Pq o país não tem eleições?

J Souza

31 de agosto de 2013 às 22h47

Cara Dra. Marina,
Espero que você seja leitora do Viomundo, como eu. E, se for, que leia o que vou escrever agora.
“De boas intenções o inferno está cheio”!
Em Cuba, o pouco que se tem é investido em benefício do próprio povo.
No Brasil, o muito que se tem é “investido” para o benefício de poucos. A maior parte deste benefício para poucos se chama “juros e amortizações” da dívida “eterna”.
Ao se desesperar perante as manifestações de junho, o governo ingenuamente satisfez mais uma vez o desejo dos poucos que se beneficiam do trabalho do povo brasileiro.
Ao oferecer bolsas para médicos a custo mais baixo, a economia gerada por esta forma de contratação vai toda para o tal “superávit primário”, ou seja, para o pagamento dos juros e amortizações da dívida. É o tal “estado mínimo”! E neste caso, com a paradoxal ajuda de Cuba! (Nada poderia ser mais irônico!)
E na outra ponta, a “sobra” dos médicos que não aderirem às bolsas de 3 anos do “mais médicos” e que não serão contratados pelos municípios irá diminuir ainda mais o custo da mão-de-obra para as operadoras de planos de saúde e para os hospitais e clínicas particulares. No setor de planos de saúde o lucro gira em fantásticos 30%, e ele explora tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde.
O “mais médicos” seria fantástico, seja com médicos estrangeiros, seja com médicos brasileiros, se não seguisse a lógica neoliberal da redução de investimentos do Estado nas áreas sociais. (Essas bolsas são muito mais baratas para o governo federal do que oferecer salários a profissionais concursados. E para as prefeituras, então, nem vou comentar.)
De qualquer forma, parabéns por ter revalidado seu diploma, o que mostra sua competência. E parabéns pelo seu trabalho. É a gota de suor de cada um de nós que mantém o SUS vivo. É a gota sem a qual o oceano seria menor da Madre Teresa.
Abs

Responder

Cibele

31 de agosto de 2013 às 22h10

Essa beleza de matéria compensou o post da insignificância que, graças ao Universo (e ao ritmo contagiante da internet), já está bem distante de nós…

Responder

Júnia Beatriz Mattos

31 de agosto de 2013 às 21h23

Li a matéria e todos os comentários. Tive o prazer de te conhecer e sua eficiência, e a maravilhosa pessoa que você é. Como fiz especialização( 360hs)pela Escola de Saúde sobre Fixação do Médicos após a Lei de Incentivo a Fixação do Médico, lli muito sobre como a fixação de médicos tem problemas no Brasil e no Mundo, por isso concordo com sua posição.
Sua competência e dedicação às pessoas e a Medicina tenho certeza da sua dedicação. Parabéns.

Responder

Paulo Rossato

31 de agosto de 2013 às 19h08

Marina a tua visão e inteligência estão acima da média.
Parabéns pela entrevista. Fico só pensando quantas vidas
deverão ser salvas com este programa. Somente isto já é
motivo de aprovação. Não importa de quem é a iniciativa
e sim o resultado para a população. Que venham os médicos
da mesma forma que chegam Engenheiros, Administradores e
outros.Isto mostra, também que a nossa Educação necessita
de mudanças e boas iniciativas. Teu coração não tem tamanho.

Responder

Marcelo Sant'Anna

31 de agosto de 2013 às 18h39

Tudo se resume no 11º mandamento, o de amar seu próximo. Seja professor, político, policial, pedagogo, pedreiro, o papa, o pastor, o pai.

Responder

    Cibele

    31 de agosto de 2013 às 21h59

    Lindo! Sugiro a todos que tentem.

Pafúncio Brasileiro

31 de agosto de 2013 às 17h27

Ô Lulipe,
Outro dia você se enganou e me chamou de “sábio”. Sábia verdadeiramente é esta médica, nesta entrevista. O que havia respondido a você é muito parecido do que está na entrevista dela. Resumindo: A maior parte dos casos de atendimento médico (segundo ela, mais de 80%) não necessitam da super, super, estrutura alegada. Tudo começa com a presença do médico. Pesoal, tá tudo aí. A partir de agora as coisas tornam-se apenas questão de honestidade intelectual.

Responder

Jovens protestam SP, RJ, RS, BA, PA: Devolvemos à Globo o lixo que ela joga no povo brasileiro - Viomundo - O que você não vê na mídia

31 de agosto de 2013 às 17h23

[…] Médica brasileira, formada em Cuba: Brasil é “medicalocêntrico” […]

Responder

Geraldo Lara

31 de agosto de 2013 às 17h20

Eu já vi muita gente agir sem saber no que ia resultar aa suas ações, mas essa dos “generosos” médicos brasileiros é sem precedentes. Conseguiram manchar de uma “veizada” só toda a categoria.
Na verdade foi uma falta de categoria, de classe. Se quiserem uma falta da categoria. Marina sempre te vi mas nunca, realmente, te conheci. Me orgulho de morar na mesma cidade de Betim e saber que temos uma medica que pensa e age com altruísmo.
Os médicos deveriam agradecer-lhe, pois o seu depoimento ajuda a sociedade enxergar que nem todos os médicos são tão mesquinhos e egoístas como estes que estão em destaque no momento.
Parabéns!

Responder

Francisco

31 de agosto de 2013 às 17h15

Acho que o que Dilma deveria estar pensando era em fechar convênio com Cuba: todos os médicos brasileiros só se formariam lá.

As faculdades daqui (particularmente as privadas), manda fechar e passar desinfetante.

Vai que sai de lá um Rey qualquer?

Responder

    J Souza

    31 de agosto de 2013 às 18h50

    Ela pode fazer isso!
    TODAS as faculdades de medicina do país são subordinadas única e exclusivamente ao ministério da Educação.
    Aos CRMs só compete fiscalização quando os profissionais já estão formados e registrados no órgão.
    Manda essa sugestão para ela!

Manuela Abreu

31 de agosto de 2013 às 17h04

Para os que conseguem enxergar para alem do proprio umbigo e de sua mediocridade, fico feliz e ate um pouco esperancosa, o resto, como disse nietzche, é so a humamidade! Ma, super bacana seu depoimento! Orgulho! Bjos e sucesso!

Responder

maria do carmo

31 de agosto de 2013 às 17h00

Parabens! Dra Marina, tem responsabilidade de quem cuida da saude da especie mais importante do planeta, voce e vocacionada, voce e DOUTORA e exerce a medicina como verdadeiro sacerdocio, nao se acha DEUS, nao a mercenaria, faz muitos anos que nao ouco um medico como essa jovem. Felicidades! SUCESSO!

Responder

Manuela

31 de agosto de 2013 às 16h51

Para os que conseguem ver alem do proprio umbigo e de suas ideias pequenas e egoistas, fico feliz e esperancosa..o resto, como dizia nitzche, é so a humanidade! Aeeeee!

Responder

Claudia Abreu

31 de agosto de 2013 às 16h45

Muito bom saber e vivenciar com voce todas essas experiencias! Sabemos do compromisso e do trabalho humano feito pelos medicos cubanos. A populacao brasileira so tem a ganhar! Compartilhamos de suas ideias com orgulho! Bjos, Claudia e Alexandre

Responder

Mauricio Dias: Dilma continua em viés de alta - Viomundo - O que você não vê na mídia

31 de agosto de 2013 às 13h26

[…] Médica brasileira, formada em Cuba: Brasil é “medicalocêntrico” […]

Responder

Roberto Locatelli

31 de agosto de 2013 às 13h14

Tudo bem, tudo bem, essa médica tem uma mentalidade diferente. Mas não mudou minha decisão de não me consultar mais com médico brasileiro. Espero que pela vida toda.

Responder

Ricardo Pereira

31 de agosto de 2013 às 11h46

Doutora Marina tenho um grande orgulho de fazer parte de nossa equipe do Psf como odontologo, nobre sao os teus valores como profissional generosa, sempre disposta a distribuir o que sabe com toda a equipe! Somente tenho a agradecer a oportunidade de aprender e absorver os conhecimentos. Espero poder contribuir cada dia mais em prol de nossa comunidade! Que tenhamos mais seres dignos de serem chamados de medico como você !! Orgulho hj é o que me define!! Ricardo Pereira

Responder

Gustavo

31 de agosto de 2013 às 10h36

PARABÉNS DOUTORA, VOCÊ É UM EXEMPLO DE COMO OS MÉDICOS DEVEM SER.

Responder

Cuma???

31 de agosto de 2013 às 10h31

Brasiliero que em tais hora joga a Bandeira Brasileiro no lixo para vestir a cubana não tem o meu respeito. Asim como, quem poderia ter feito medicina, no Brasil emtudo curso há vaga, e ir para peuenas cidades salvar gente, prefere fazer jornalismo para ficar passeando pelo mundo só contando fofoca e até comerando junto com Lula, como foi caso pela morte de cubano em greve de fome.

Responder

    J

    31 de agosto de 2013 às 11h18

    sem comentários sua ignorância…

    Eunice

    31 de agosto de 2013 às 17h41

    KKKKKKKK.

    ricardo

    31 de agosto de 2013 às 11h48

    De acordo com seu comentário, seu pensamento é: Vamos todos fazer medicina afinal essa é a única profissão de que o Brasil precisa. Isso só confirma o medicalocentrismo dos brasileiros.

    Marcus Vinicius

    31 de agosto de 2013 às 12h02

    pelo nível do seu comentário, bem ao estilo “Didi Mocó” mesmo…

    Luís Carlos

    31 de agosto de 2013 às 19h42

    Seu comentário explica porque não usa seu nome.

    Carlos Antonio Alves de Aquino

    01 de setembro de 2013 às 11h57

    Infeliz e lamentável esse comentário. Cabeça vazia, nada compreende.
    Sejam bem vindos e mãos à obra em benefícios do povo brasileiro Precisamos, u r g e n t e , dar um basta na elite inconformada com a inversão de valores e prioridades do nosso Governo. Diga-se de passagem, Governo que iniciou com Lula.
    Sejam bem vindos e mãos à obra!!!

Isabela

31 de agosto de 2013 às 10h19

Ah, que bonita toda ela! É por essas que me sobe um suspiro de esperança, depois da avalanche de hipocrisia e descaso que o Mais Médico aflorou! Obrigada Viomundo: continuem me dando esse sopro de esperança e lucidez!

Responder

J Souza

31 de agosto de 2013 às 10h18

“Postos mais distantes ficam sem profissionais do Mais Médicos em SP”
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,postos-mais-distantes-ficam-sem-profissionais-do-mais-medicos-em-sp,1069685,0.htm
Na matéria: “De fora ficaram unidades carentes, como a AMA Jardim Santo André, na zona leste, onde a operadora de caixa Maiane Xavier, de 22 anos, levou mais de três horas para conseguir que seus dois filhos fossem atendidos pelo pediatra, na manhã desta sexta-feira.” (Ué!? Pediatra??? Brasileiro atendendo onde os “mais médicos” do governo não querem ir???)

“No Rio, 1 em cada 4 inscritos no Mais Médicos vai para a capital”
“Cidades do norte e noroeste fluminense, onde ficam alguns dos municípios com os mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado, não atraíram um médico sequer”
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,no-rio-1-em-cada-4-inscritos-no-mais-medicos-vai-para-a-capital,1069675,0.htm
Na matéria: “Sumidouro, na Região Serrana, pior IDH do Estado, estava entre as cidades que se inscreveram para receber profissionais. A 174 km da capital, tem 15 mil habitantes, e apenas dois médicos residem no município – os que trabalham ali vivem em Minas Gerais. ‘A proposta inicial é levar médico aonde não tem, mas isso não aconteceu.'” (Outros médicos brasileiros trabalhando onde os “mais médicos” não querem ir??? “Maus médicos” esses brasileiros, hein???)

Ufa! Ainda bem que o programa do ministério da saúde “resolveu” o problema da falta de médicos onde os brasileiros não queriam ir…

Responder

    J Souza

    31 de agosto de 2013 às 10h20

    Tem notícias que a gente não vê na mídia…

    ricardo

    31 de agosto de 2013 às 11h40

    Essas notícias só comprovam que o aporte de profissionais ainda não foi suficiente. O programa precisa ser expandido ainda mais para sanar um problema tão arraigado.

    Luís Carlos

    31 de agosto de 2013 às 19h32

    Quantos médicos tem em Sumidouro? DOIS! E isso prova o quê? Que não tem médicos suficientes no Brasil e com disposição para trabalhar em municípios como esse. O Mais Médicos só está começando, e você sabe disso J Souza. Seus argumentos já foram melhor fundamentados.

Marmeladov

31 de agosto de 2013 às 10h10

Curso de MG é suspenso por ter ‘orientação comunista’
UFOP – comunismo curso de extensão
Um programa de extensão ligado à Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) foi suspenso por determinação judicial sob alegação de que “ostenta feição predominantemente político-partidária”. Na avaliação do juiz José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara Federal no Maranhão, o Centro de Difusão do Comunismo (CDC) comete “grave ofensa” ao princípio da moralidade porque “favorece a militância política anticapitalista em detrimento de outras militâncias” existentes no País.

Responder

    Icaro

    02 de setembro de 2013 às 01h08

    Nesta lógica, o Juiz deveria fechar o que, por ter militância capitalista?
    – TV?
    – Lojas?
    – Judiciário?
    – Legislativo?
    – Rádios?
    – Proibir filmes,
    – Escolas, Universidades?
    ……….

ZePovinho

31 de agosto de 2013 às 09h58

Desculpe a atemporalidade do comentário,Azenha,mas que gata!

Responder

Antonio Carlos

31 de agosto de 2013 às 09h45

AO DR. RUY PENALVA DE FARIA NETO –

Muito bem Doutor!!! Concordo com o digníssimo!. Vamos começar com os médicos para terem iniciativa em contribuir para minimizar a corrupção…afinal bater ponto e não trabalhar; não atender nos rincões do País podemos considerar como o que: CORRUPÇÃO; VIOLÊNCIA CONTRA A POPULAÇÃO POBRE….INCHAÇO DO ESTADO…ETC….VAMOS FICAR POR AQUI!

Responder

Avelino

31 de agosto de 2013 às 08h24

Caro Azenha e demais
Essa medida veio para ficar e se o prefeito não mudar sua postura, dificilmente será reeleito, segue um exemplo de mudança, em Sorocaba, com governo do PSDB, de Armando Pannúnzio, é tudo que eles não queriam

Prefeitura chama 142 médicos para reforçar atendimento na saúde

http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/498648/prefeitura-chama-142-medicos-para-reforcar-atendimento-na-saude

Saudações

Responder

IVAN NOGUEIRA DE MORAIS

31 de agosto de 2013 às 08h19

Olá Meus Caros:
Emocionante ler entrevista de quem ama o próximo. É preciso pensar mais no país coletivamente. Quem tem dignidade aje assim !!! Doutora Marina é exemplo a ser seguido.O BRASIL será uma grande NAÇÃO quando efetivamente tivermos mé[email protected] pensando nas pessoas. Eu acredito no BRASIL !!! Eu acredito na DEMOCRACIA !!!
Respeitosamente,
Ivan Nogueira de Morais

Responder

Bene

31 de agosto de 2013 às 06h59

Quer saber de uma verdade: Os médicos cubanos vão ser os melhor médicos do país que, que ironia do capitalismo/destino.
Os médicos cubanos vão também, revelar uma decadência, nas faculdades de medicina brasileira. Vão mostrar um esquema implícitos e oculto, de viciar as população em remédios em nome de lucros…
Parabéns Mariana, linda

Responder

Gerson Carneiro

31 de agosto de 2013 às 04h26

Outro nível. Quanta diferença para o mediquinho chiliquento, Rogério Perillo, amigo do prefeito e primo do governador.

“Antes de atender a população rural de Juatuba, Marina passou quatro anos trabalhando na área administrativa da Secretaria de Saúde porque o diploma de Cuba não tem revalidação imediata no Brasil”

Quanta coisa deixou de ser feita. Quantos pacientes não foram atendidos. Tudo em nome da burocracia.

Responder

helio

31 de agosto de 2013 às 01h09

Emocionante…

Responder

J

31 de agosto de 2013 às 00h48

“Vai tua vida
Teu caminho é de paz e amor
A tua vida
É uma linda canção de amor
Abre os teus braços e canta
A última esperança
A esperança divina
De amar em paz

Se todos fossem
Iguais a você
Que maravilha viver
Uma canção pelo ar
Uma mulher a cantar
Uma cidade a cantar, a sorrir, a cantar, a pedir
A beleza de amar
Como o sol, como a flor, como a luz
Amar sem mentir, nem sofrer

Existiria a verdade
Verdade que ninguém vê
Se todos fossem no mundo iguais a você”
Tom Jobim

T.A

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ricardo silveira

31 de agosto de 2013 às 00h02

Ser médico é um privilégio porque os médicos são pessoas formadas para cuidar da vida das pessoas. Mas para muitos médicos brasileiros, talvez a maioria, isso não significa nada, pois vivemos numa sociedade capitalista e o que interessa é ganhar dinheiro. Já os médicos cubanos têm outra visão de mundo, foram formados em uma sociedade em que o dinheiro não compra juízes, parlamentares, empresários e profissionais liberais. O que conta é a construção de uma humanidade generosa, solidária, virtuosa.

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tiago carneiro

30 de agosto de 2013 às 23h48

Nao adianta concurso para essa categoria de mafiosos. Eles vão sempre achar que ganham pouco, que merecem mais, que não precisam trabalhar.

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fabio Nogueira

30 de agosto de 2013 às 23h41

Essa é digna de ser chamada de DOUTORA!!

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ivonete

30 de agosto de 2013 às 23h27

O brasil estar perecisando de pessoas assim com coragem vai ser um balcamo nas vidas dos que precisam

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Marat

30 de agosto de 2013 às 23h06

Não me recordo o ano, mas foi entre 1997 e 1999. Conheci dois irmãos de São José do Rio Preto, na paradisíaca Porto Seguro, do alegre, simpático e sorridente povo baiano. O rapaz e a moça, estudantes de medicina, me disseram que fizeram intercâmbio em Cuba… Eles eram abastados, isso era perceptível. Ambos disseram que gostaram demais da ilha e do povo, e que ficaram envergonhados em verificar que os cubanos sabiam mais da história do Brasil do que eles mesmos!

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Marat

30 de agosto de 2013 às 23h01

Conheço médicos brasileiros abnegados, sensíveis, inteligentíssimos, bondosos! São admiráveis e merecem o carinho e admiração de todos. Ponto!
Conheço também muitos médicos brasileiros mauricinhos, que jamais sujariam seus sapatos de pelica de R$ 3.000,00 para atender pessoas carentes no meio do mato ou do barro. Estes jamais poderiam jurar a Hipócrates. São escória, embora não tenham a aparência de tal… Por falar em aparência, lembrei-me daquela jornalista estúpida do RN… aquela que exalava variadas e fortes preconceitos, por todos os poros… Em contrapartida, vejo os médicos cubanos: Alegres, solidários, sem o senso capitalista de ostentação e luxo… Poxa. ponham a mão na consciência. Tenham respeito e carinho. Os cubanos, ao contrário da maioria dos estadunidenses, desejam o bem ao mundo! Cooperem!Ponham a mão na consciência! Lutem por um país melhor, e ajudem os mais necessitados!

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renato

30 de agosto de 2013 às 22h25

Fiquei fã, e orgulhoso dela. E do meu país.
O meu país não vai falhar comigo.
Isto me dá esperança por que tenho filhos.
Que orgulho para os pais dela.

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    Conceição Rezende

    30 de agosto de 2013 às 23h06

    Fantástico! Eu já sabia que ela, como os outros médicos cubanos, são fera. Amo essa menina! Uma graça! Dedicada, amorosa, humilde, trabalhadora, solidária, cuidadora e linda.

    Luís Carlos

    31 de agosto de 2013 às 19h41

    Creio que sejas a Conceição Rezende que foi secretária de saúde de Betim. Caso sim, é grande prazer encontrá-la por aqui. Marina de fato parece ser ótima médica.

Cezarley

30 de agosto de 2013 às 22h15

Uma mulher linda, inteligente e com boas posições. Precisamos de mais médicos com essa postura, esse pensamento humanitário.
No nosso país os médicos são elitista e se acham os mais importantes acima de todos os demais profissionais da área de saúde.
Quanto à doutora que belezura de mulher hein!…

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Luís Carlos

30 de agosto de 2013 às 22h09

Muito bom Marina, especialmente quando enfatiza a clínica, tudo que foi deixado de lado pela medicina praticada atualmente no país. Esvaziaram a clínica e hipertrofiaram a alta tecnologia. Saúde sem clínica é terapêutica sem vínculo e sem cuidado.

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    Ivan Cordeiro

    01 de setembro de 2013 às 00h33

    Qual é o teu salário? Não o de psícólogo, mas de pitbul do Padilha. Quem paga? O povo brasileiro? Só para ficar na inernet. Vai trabalhar, cara!

    Luís Carlos

    02 de setembro de 2013 às 14h09

    Ivan
    Como pudeste ver, o horário de minha mensagem foi 22h09min. Estava em minha casa, descansando e lendo o que gosto, VIOMUNDO, além de deixar minhas manifestações, cmo qualquer outra pessoa, mesmo com sujeitos como você, que não toleram a diferença. À propósito, estou em meu horário de almoço agora.


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