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Waldir Pires a Bob Fernandes: Oposição age com Lula como agiu com Getúlio e Jango


21/09/2012 - 17h43

“Oposição quer fazer com Lula o que fez com Getúlio e Jango”, diz ex-ministro da Defesa Waldir Pires

por Bob Fernandes, no Terra Magazine

Nesta quinta-feira, 20, seis partidos de sustentação do governo Dilma (PT, PMDB, PSB, PDT, PC do B e PRB), em nota pública, acusaram a oposição de estar “disposta a qualquer aventura” e a “práticas golpistas”. Segundo a nota, “em defesa da honra e dignidade” do ex-presidente Lula, assinada pelos presidentes dos seis partidos, “assim foi em 1954, quando inventaram um ‘mar de lama’ para afastar Getúlio Vargas” e “assim foi em 1964, quando derrubaram Jango para levar o País a uma ditadura de 21 anos”. Para uma reflexão sobre o momento, e o passado, Terra Magazine foi ouvir alguém com idade, história e autoridade para tanto.

Entre os dias 31 de Março e 1 de Abril de 1964, um golpe militar derrubou o governo João Goulart, o Jango. Dois funcionários foram os últimos a deixar o Palácio do Planalto depois do golpe. Um deles, o chefe da Casa Civil, Darcy Ribeiro. O outro, o Consultor-Geral da República, Waldir Pires. Ex-secretário de Estado, deputado estadual e federal, governador e senador, criador da Controladoria-Geral da União e ex-ministro da Defesa no governo Lula, Waldir Pires, aos 85 anos, é candidato a vereador pelo PT em Salvador. Na conversa que se segue, Waldir Pires discorre sobre o que já viveu e as relações ou semelhanças com o momento. Em um trecho da conversa, o ex- ministro da Defesa diz:

– Vamos ser claros: a oposição quer fazer com Lula o mesmo que fez com Getúlio Vargas e com Jango…até as expressões que usam são as mesmas, “mar de lama” é uma delas…

Em outro momento, avança:

– Eu já vi e vivi esse filme antes, e há amarras extraordinariamente suspeitas em tudo isso… o cheiro é o mesmo…

Abaixo, a entrevista.

Terra Magazine: Onde o senhor estava no dia do golpe que levou à ditadura em 1964?

Waldir Pires: Em Brasília, no Palácio do Planalto. Eu era o Consultor Geral da República… eu e o Darcy Ribeiro, Chefe da Casa Civil, fomos os últimos a deixar o Palácio quando derrubaram o presidente João Goulart, o Jango..

Seis partidos, PT, PMDB, PSB, PDT, PC do B e PRB, todos de sustentação ao governo Dilma, assinaram e lançaram uma nota pública. Nesta nota, acusam os partidos de oposição, PSDB, DEM e PPS, de estarem “dispostos a qualquer aventura” e de “não hesitarem em práticas golpistas”. O documento é apresentado em defesa “da honra e dignidade” do ex-presidente Lula…

…sim, eu tomei conhecimento da nota…

Como o senhor, aos 85 anos, tendo vivido o que já viveu e viu, vê esse momento?

Me parece evidente que a oposição, ao menos setores da oposição, estão agindo em relação ao ex-presidente Lula como um dia agiram em relação a Getúlio Vargas e João Goulart…

O senhor diria que já viu esse filme antes ou isso é um exagero dessa nota dos seis partidos?

Eu já vi e vivi esse filme antes, e há amarras extraordinariamente suspeitas em tudo isso…o cheiro é o mesmo…

Em que termos o senhor faz essa comparação?

Vamos ser claros: a oposição quer fazer com Lula o mesmo que fez com Getúlio Vargas e com Jango…até as expressões que usam são as mesmas, “mar de lama” é uma delas…

Mas não existiriam outros fatores objetivos no discurso da oposição? Assim como existem fatos que são objetos das críticas e denúncias e até do julgamento no Supremo…

Existem razões e fatos, mas o Brasil tem instituições funcionando e que são capazes de examinar os fatos sem que seja preciso pressão e a criação de um ambiente artificial. E diga-se que instituições fortalecidas exatamente durante os dois mandatos do governo Lula. Eu mesmo fui ministro-chefe da Controladoria-Geral da União que não existia até Lula. O governo Fernando Henrique tinha uma Corregedoria…

E qual a diferença?

A Controladoria fiscaliza e dá absoluta transparência a todos os gastos federais, está tudo na internet, cada centavo dos bilhões gastos pelo governo federal está no site. E mais. Tudo isso numa ação coordenada com o Ministério Público, no plano federal e nos Estados, com o Coaf, a Receita Federal, Polícia Federal…ora, quando falam no resultado disso, do aprofundamento das investigações nos casos de corrupção, como esquecem de dizer que isso, que essa coordenação de esforços, é obra exatamente dos governos de Lula e agora de Dilma?

Mas…

…a montagem dessa teia de acessos às informações e absoluta transparência, que leva a sociedade a ter acesso às informações, é obra de Lula, do governo Lula. Como é possível ignorar isso, esconder essa informação enquanto, ao mesmo tempo, se valem das informações que esse sistema coordenado de fiscalização e transparência permite obter?

Isso foi decisão pessoal dele ou foi acontecendo?

Decisão pessoal dele. Quando o presidente me convidou para o Ministério da Defesa me preocupei se poderia haver alguma modificação na atuação da Controladoria…o presidente Lula não apenas me garantiu que não como manteve minha equipe, e Jorge Hage está até hoje à frente da equipe com resultados e um trabalho que não apenas o Brasil reconhece. A ONU, a OEA e outros organismos internacionais já reconheceram e deram destaque a esse trabalho modernizador no setor de controle e transparência de informações…

Voltemos ao momento…

Vejo esse momento com preocupação, com inquietação. É um erro, e mais do que isso, não condiz com a verdade esse ambiente de que vivemos num “mar de lama”, que há “corrupção generalizada” desde o governo Lula…

Por que um erro?

Porque nossas instituições democráticas ainda são frágeis…porque isso não é verdade…a transparência, o acesso às informações, a atuação do Ministério Público, da Polícia Federal, a atuação conjunta nos últimos anos e os resultados disso mostram que esse ambiente desejado por certos setores é irreal, não é verdadeiro…o que há é que agora, depois de séculos, as informações, pela primeira vez na história, vêm a público…

O que lhe preocupa?

Me preocupa… há uma tendência nos últimos anos…os setores conservadores, ao invés de articularem golpes militares, agora dão golpes parlamentares… como se viu em Honduras, como se viu há pouco no Paraguai, e isso é precedido pela fomentação de um ambiente adequado para esses golpes parlamentares…

O que o senhor, objetivamente, detecta nessa “ambientação”…

A generalização, o procurar atingir os adversários a esse nível que estão fazendo e como estão fazendo ao invés do enfrentamento político democrático, enfrentamento com críticas duras, críticas e denúncias severas e tudo o mais, mas não com a criação de um ambiente artificial, e ainda mais quando isso parte dos setores de onde isso tem partido…

Ou seja…

Setores com figuras, instituições que construíram fortunas incalculáveis, que estão aí, e sem que nada ou quase nada fosse dito ou apurado… alguns desses personagens até já se foram e deixaram fortunas, até porque não existiam os mecanismos de fiscalização e transparência de agora, mas outros, bem mais recentes, estão por aí…como é possível querer que se acredite que a “corrupção nasceu ou cresceu” nos últimos anos, se foi exatamente nos governos de Lula e Dilma que iniciou o combate verdadeiro e eficaz, combate articulado e com o resultados que se conhece…isso é irreal e é uma farsa…

Por que irreal e…

É irreal fazer de conta que a corrupção é algo apenas “atual”, é irreal fazer de conta que não se conhece os fatos conhecidos, do passado distante e também do passado recente… é uma farsa desconhecer a história do mundo e do Brasil, e desconhecer o combate que vem sendo travado exatamente desde a consolidação de todos esses mecanismos de controle e transparência… A corrupção existe, ninguém está negando isso, mas existem mecanismos de controle e eles estão funcionando…

O senhor sabe que tentarão desqualificar, rotular suas observações…

Certamente, isso é parte desse processo todo…

Que papel a mídia tem e deveria ter diante disso? Como o senhor percebe a atuação da mídia?

O papel é o de dizer como as coisas realmente são e foram, dizer quais são os fatos verdadeiros…e por isso vejo com preocupação a atuação de certos setores…

Que setores?

Os setores conservadores. Há certas coisas muito parecidas, inclusive a expressão “mar de lama”, com a coisa terrível que a oposição fez com Getúlio… tentam fazer o que fizeram com Getúlio e depois com João Goulart, e tudo isso para impedir os avanços, querem, com Lula ou sem Lula, interromper os avanços do processo democrático, e o verdadeiro avanço se deu com a inclusão social. Esse é o avanço. Democracia é também, mas não apenas, o compromisso de liberdades formais. Democracia é, foi a inclusão social de 40 milhões de brasileiros que acontece desde Lula, e esse é o grande incômodo dos setores conservadores. Se a oposição quer vencer, que tenha um ideário e busque votos.

Quanto à imprensa, à mídia, o senhor pode ser mais específico quanto ao que pensa?

Eu era ministro da Defesa no governo Lula e fui a um programa de televisão para ser entrevistado. Por três ou quatro vezes o apresentador, que me recebeu de maneira muito gentil, repetiu “mas que vergonha o mensalão, hein?”, “mas que surpresa um mensalão”. Na quarta vez, respondi: “Mas como surpresa com um mensalão? Você não se lembra do ‘mensalão’ do IBAD, aquele que terminou em CPI em 1962?”. Aquilo era uma trama, uma articulação e preparação para um golpe de estado (NR: Instituto Brasileiro de Ação Democrática. Financiado por setores do empresariado e pela agência norte-americana CIA, o IBAD teve como objetivo financiar a eleição de opositores ao governo João Goulart e também setores da mídia. Por decisão judicial, o IBAD foi fechado em 1963). Se querem usar a expressão “mensalão”, como ignorar tantos mensalões da história do Brasil, inclusive os bem mais recentes? Se falam em “mensalão”, como se esquecem que isso de agora veio de Minas Gerais, e do PSDB?

O senhor já foi secretário estadual, deputado estadual e federal, consultor-geral da República, ministro, governador, o ministro que criou a Controladoria-Geral da União, foi exilado por seis anos e agora é candidato a vereador pelo PT em Salvador, aos 85 anos. Por quê?

Por dever de gratidão. Dever de consciência, por ver minha cidade maltratada, a administração pública indiferente e sem nenhum projeto consistente para seu desenvolvimento, submetida a um processo de corrosão moral que a todos causa indignação. Porque não há como olhar para o espelho e admitir para si mesmo não participar das grandes preocupações. As capitais, a nossa capital, são ou deveriam ser um núcleo de organização da vida, de inclusão social… Salvador foi a cidade onde conheci o mar. Isso já é muito…

Leia também:

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17 comentários

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Uélintom

24 de setembro de 2012 às 09h02

Caros,

Hoje, 24/09/12, o “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo, mais do que em outros momentos, abriu fogo total contra o ex-Presidente Lula. Em toda a longa matéria sobre o julgamento do “mensalão”, com direito a reapresentação de matéria já exibida para ficar mais longa ainda, o nome do ex-Presidente foi repetido à exaustão. E o que até agora era uma opinião de um dos ministros do STF (compra de apoio político) virou A explicação: a compra de parlamentares foi o que sustentou o governo Lula. Não me pareceu apenas mais um ataque. Acho que estão preparando algo muito podre para esta semana.

E para ficar ainda mais com a cara da Veja, o “Bom Dia Brasil” passou o tempo todo anunciando matéria sobre uma “revolução” no tratamento do câncer de mama, com ênfases que davam a entender que era a descoberta da cura! A “reportagem”, no entanto, se resumiu a uma entrevista ao vivo com um médico que, de forma absolutamente responsável, explicou que o que aconteceu foi apenas o aprofundamento no estudo genético dessa doença, com mais detalhes do que havia até agora, mas que isso ainda não muda nada no tratamento, nem tampouco há qualquer possibilidade de prever prazos e datas para que o estudo mude o tratamento. Foi uma tremenda brincadeira de mal gosto do sr Kamel com as pessoas atingidas por essa terrível doença. E o que explica isso? Há algo nos estudos sobre marketing e publicidade que relaciona esses dois focos (ataque político de um lado e fabricação de esperanças relacionadas à saúde, de outro) em jornais matutinos? Foi um triste “Bom Dia Veja Brasil” esse de hoje.

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    Mário SF Alves

    30 de setembro de 2012 às 21h18

    Muitíssimo bem observdo, caro Uélintom. O nome da coisa é esse mesmo. Desonestidade. Falta de respeito. Psicologia desumanizadamente aplicada. O que eles não entendem e não vão entender nunca é que o Lula é igual a massa de pão, quanto mais batem mais ele cresce; mais ele se agiganta. O mesmo pode acontecer com o PT. Todo mundo já sabe que o PiG local tem ódio ao PT.

Manoel Teixeira

23 de setembro de 2012 às 19h53

Waldir Pires é aquele que abandonou a Bahia, após uma grande frente popular o eleger Governador do Estado. Na sequência, ele renunciou para se candidatar a vice-Presidente na chapa de Ulisses Guimarães, abandonando o estado baiano nas mão de Nilo Coelho. Isso fez ressurgir o poder de ACM.
Não, não tenho a menor simpatia por este senhor.

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xacal

23 de setembro de 2012 às 17h17

Caros moderadores e comentaristas, desculpem comentário sem relação (direta) com o texto, embora golpes e interesses econômicos andem juntos, em qualquer época:

Já escrevi neste blog sobre as ameaças a nossa soberania e pré-sal, pois é, pelo visto o ovo da serpente já chocou, leiam o que O Globo Online informa sobre o assunto:

“Ao tratar de uma possível extração de petróleo na plataforma estendida do Canadá, surgiram questões como quem irá arcar com o pagamento de tais royalties? Governo central, companhias petrolíferas, ou os entes subnacionais (no caso do Brasil, Estados e Municípios)? Qual seria a base de cálculo desses royalties. O valor total da produção? Caberia a dedução de algum valor? — afirma.

A advogada acredita que o tema ainda não está sendo muito debatido no Brasil pois a cobrança deve demorar para começar — esta região do pré-sal sequer foi leiloada pelo governo. O valor será crescente, começando em 1% da produção do sexto ano da atividade na região, até chegar a 7% do total, no 12º ano da exploração. Além do petróleo, esta região é rica em outros minerais, como cobalto, níquel, cobre e manganês, entre outros.

Assim como ocorre com os royalties brasileiros, os debates estão abertos na ONU. Uma nova rodada está prevista para acontecer antes deste ano, em um seminário na China. Há divergências quanto à base de onde será cobrada a taxa e para onde iria o dinheiro arrecadado dos países costeiros envolvidos: distribuição equitativa? As nações que não têm mar ficariam de fora? À frente do tema está a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), a Uncles na sigla em inglês. Estarão sujeitos ao tributo os países que conseguirem autorização para explorar recursos naturais além das 200 milhas. Isto porque, pela Uncles, tudo o que estiver de fora é considerado patrimônio da humanidade. Depois da Rússia, o Brasil foi o segundo país a pedir a ampliação para 350 milhas, em 2004.

Complexidade técnica e legal
Alexandre Szklo, professor de planejamento energético da Coppe/UFRJ, afirma que ainda não tem conhecimento desta discussão no Brasil, mas teme que o assunto acabe complicando ainda mais o setor. Hoje, lembra o professor, já são três sistemas tributários diferentes para o pré-sal: alguns campos foram concedidos, houve a cessão onerosa para a Petrobras e, nos novos campos, haverá o sistema de partilha:

A Petrobras não quis comentar o tema O Departamento Nacional de Produçção Mineral, órgão do MInistério de MInas e Energia, lembra que o governo está realizando pesquisas nas área de extensão marítima, próximas ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina.”

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Sagarana

23 de setembro de 2012 às 08h47

“golpe parlamentar”??? Só faltou dizer que esta havendo “golpe jurídico”. Eh a democracia, meu caro Waldir.

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Elza

22 de setembro de 2012 às 19h22

Emocionante, ainda bem q/ existe a Internet e os Blogs progressistas, pois só assim temos o deleite de tomar conhecimento de alguns fatos políticos da história do Brasil, através de um grande homem – Waldir Pires. Mt saúde, vitória na sua candidatura e vida longa pra ele.

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FrancoAtirador

22 de setembro de 2012 às 14h36

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É uma ilusão esse sistema presidencialista baseado no modelo político dos Estados Unidos da América do Norte, onde só há um partido com duas facções de direita, ambas dominadas por corporações financeiras e predeterminadas por uma fé cega e por um nacionalismo belicista agressor.

Em qualquer outro país que se aplicar essa suposta democracia representativa modelar norte-americana, toda vez que a esquerda conquistar o poder pelo voto e, através de ações radicais populares independentes, tentar se desvincular das oligarquias políticas dominantes, contrariando os interesses dos cartéis financeiros, a desestabilização institucional e a ameaça de golpe rondarão os governos.

Isto é um fenômeno cíclico em toda a América do Sul.

Antigamente, derrubavam presidentes eleitos pela força militar. Foi assim com Salvador Allende, no Chile, e João Goulart, no Brasil.

Depois, mudaram os métodos, passaram a ser mais sutis, mas se mantiveram os mesmos propósitos golpistas para obterem o mesmo efeito: a manutenção do poder econômico concentrado nas mãos de uns poucos exploradores apátridas.

Desde que o PT assumiu pela primeira vez a Presidência da República, em 2003, que há uma tentativa de deslegitimação das eleições no Brasil.

Isso que Lula – e também Dilma – sequer alterou o status quo, apenas mudou a correlação de forças na economia, privilegiando um pouco mais o trabalho do que o capital, isto é, o governo petista promoveu uma política assistencial com o bolsa-família, elevou o valor real do salário mínimo e colocou o país numa situação de pleno emprego, aumentando a renda do trabalhador que se vê valorizado para pleitear melhores salários no mercado de trabalho.

Isto só já foi suficiente para que os capitalistas oligarcas estremecessem.

Nas últimas três eleições, cada vez que o PT elege e reelege um candidato a presidente, alternam-se na mídia oligárquica empresarial argumentos de colunistas, articulistas e especialistas, todos admiradores ou correligionários de FHC, para explicar “como pode o povo haver cometido esse engano”, e as conclusões são óbvias: hora é o ignorante que não sabe votar, hora é o miserável que vende seu voto, hora é a corrupção na política parlamentar, hora é a impunidade por negligência judicial.

É certo dizer que todos esses fatores devem ser considerados para o aprimoramento da Democracia Real, mas o estranho é que, quando o povo elegeu Fernando Collor de Mello e reelegeu Fernando Henrique Cardoso, não havia nada disso.
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Responder

    Mário SF Alves

    30 de setembro de 2012 às 21h40

    É, Franco.
    O jeito é a gente começar logo a se preparar para enfrentar os traiçoeiros drones (os do psdb a gente já entende). O problemas são os drones do estado-corporations norte-americano. Soube que a coisa não é tão difícil assim. Dizem que basta um iPad I, com rede 3G. Parece que o mais complicado é quebrar a senha do bicho, encriptada a 10³ Kbits.

FrancoAtirador

22 de setembro de 2012 às 14h09

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Envelhecer
(Bastos Tigre)

Entra pela velhice com cuidado,
Pé ante pé, sem provocar rumores
Que despertem lembranças do passado,
Sonhos de glória, ilusões de amores.

Do que tiveres no pomar plantado,
Apanha os frutos e recolhe as flores,
Mas lavra ainda e planta o teu eirado
Que outros virão colher quando te fores.

Não te seja a velhice enfermidade!
Alimenta no espírito a saúde!
Luta contra as tibiezas da vontade!

Que a neve caia, o teu ardor não mude!
Mantém-te jovem, pouco importa a idade!
Tem cada idade a sua juventude.
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Responder

Fernando Oliveira

22 de setembro de 2012 às 13h49

Todas a vezes em que leio e/ou ouço palavras oriundas de figuras humanas da grandeza, dignidade e nobreza de caráter de um Waldir Pires, chego a sentir “vergonha alheia” da pequenez oportunista de certos Mervais, Jabores, Garcias, Waakcs, e outros tantos constrangimentos que tais da nossa(?) sofrível, partidária, tendenciosa e CORRUPTA grande(?) imprensa, bem como de certos (tanto quanto GOLPISTAS) atores políticos, mormente os de certos partidos de oposição…

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mari

22 de setembro de 2012 às 12h15

Com um orgulho danado declaro meu voto a Waldir Pires e no PT

Responder

José

22 de setembro de 2012 às 08h35

Emocionante ver a lucidez e a dignidade desse homem de 85 anos de história e de nacionalismo. Voto nele para vereador e espero que os mais jovens ouçam com atenção o que ele tem a dizer.

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João Brasileiro

22 de setembro de 2012 às 01h20

Olá, Pessoal

Quanta lucidez!! E honradez!!
Como a VERDADE é bonita!!!

Rafael Kafka,
Não se maltrate!! Não seja VELHO antes do tempo!!
Um abraço.

Responder

Francisco

21 de setembro de 2012 às 21h37

“Por dever de gratidão. Dever de consciência (…). Porque não há como olhar para o espelho e admitir para si mesmo não participar das grandes preocupações. As capitais, a nossa capital, são ou deveriam ser um núcleo de organização da vida, de inclusão social… Salvador foi a cidade onde conheci o mar. Isso já é muito…”.

Sinta isso:

“Salvador foi a cidade onde conheci o mar. Isso já é muito…”

Grande Waldir… Waldir da velha escola, Waldir que acertou, Waldir que errou, Waldir que, de todo modo, tentou. Waldir que é da Bahia. Da minha Bahia…

Êê, Bahia, vota em Waldir ai, Waldir de 85 anos e sonhando com o futuro bom.

“Triste bahia, ó quão desemelhante e bela…! (Gregório de Matos).

Responder

BATISTA NOGUEIRA

21 de setembro de 2012 às 21h20

Este homem é muito generoso, ele é muito Grande. Que lucidez! prestemos atenção a fala de um Homem deste, ele é muito Sabio.
Corremos o riscos sim!
Gente vamos as ruas JÁ.

Responder

NãoDesistoNunca

21 de setembro de 2012 às 20h01

Sensacional! Chega a ser comovente. Dá esperança. Renova nossas forças. Valdir Pires, sim, é pessoa que não veio ao mundo a passeio. Maravilha!

Responder

    Julio Silveira

    21 de setembro de 2012 às 21h46

    E no entanto foi escanteado para dar lugar do JohnBean,justamente por ser um progressista.


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