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Maria Rita Kehl: Alckmin usa a mesma retórica dos matadores da ditadura


17/09/2012 - 22h01

por Maria Rita Khel, na Folha de S. Paulo, sugestão de Botelho Pinto

“Quem não reagiu está vivo”, disse o governador de São Paulo ao defender a ação da Rota na chacina que matou nove supostos bandidos numa chácara em Várzea Paulista, na última quarta-feira, dia 12. Em seguida, tentando aparentar firmeza de estadista, garantiu que a ocorrência será rigorosamente apurada.

Eu me pergunto se é possível confiar na lisura do inquérito, quando o próprio governador já se apressou em legitimar o morticínio praticado pela PM que responde ao comando dele.

“Resistência seguida de morte”: assim agentes das Polícias Militares, integrantes do Exército e diversos matadores free-lancer justificavam as execuções de supostos inimigos públicos que militavam pela volta da democracia durante a ditadura civil militar, a qual oprimiu a sociedade e tornou o país mais violento, menos civilizado e muito mais injusto entre 1964 e 1985.

Suprimida a liberdade de imprensa, criminalizadas quaisquer manifestações públicas de protesto, o Estado militarizado teve carta branca para prender sem justificativa, torturar e matar cerca de 400 estudantes, trabalhadores e militantes políticos (dos quais 141 permanecem até hoje desaparecidos e outros 44 nunca tiveram seus corpos devolvidos às famílias -tema atual de investigação pela Comissão Nacional da Verdade).

Esse número, por si só alarmante, não inclui os massacres de milhares de camponeses e índios, em regiões isoladas e cuja conta ainda não conseguimos fechar. Mais cínicas do que as cenas armadas para aparentar trocas de tiros entre policiais e militantes cujos corpos eram entregues às famílias totalmente desfigurados, foram os laudos que atestavam os inúmeros falsos “suicídios”.

HERZOG

A impunidade dos matadores era tão garantida que eles não se preocupavam em justificar as marcas de tiros pelas costas, as pancadas na cabeça e os hematomas em várias partes do corpo de prisioneiros “suicidados” sob sua guarda. Assim como não hesitaram em atestar o suicídio por enforcamento com “suspensão incompleta”, na expressão do legista Harry Shibata, em depoimento à Comissão da Verdade, do jornalista Vladimir Herzog numa cela do DOI-Codi, em São Paulo.

Quando o Estado, que deveria proteger a sociedade a partir de suas atribuições constitucionais, investe-se do direito de mentir para encobrir seus próprios crimes, ninguém mais está seguro. Engana-se a parcela das pessoas de bem que imaginam que a suposta “mão de ferro” do governador de São Paulo seja o melhor recurso para proteger a população trabalhadora.

Quando o Estado mente, a população já não sabe mais a quem recorrer. A falta de transparência das instituições democráticas -qualificação que deveria valer para todas as polícias, mesmo que no Brasil ainda permaneçam como polícias militares- compromete a segurança de todos os cidadãos.

Vejamos o caso da última chacina cometida pela PM paulista, cujos responsáveis o governador de São Paulo se apressou em defender. Não é preciso comentar a bestialidade da prática, já corriqueira no Brasil, de invariavelmente só atirar para matar -frequentemente com mais de um tiro.

Além disso, a justificativa apresentada pelo governador tem pelo menos uma óbvia exceção. Um dos mortos foi o suposto estuprador de uma menor de idade, que acabava de ser julgado pelo “tribunal do crime” do PCC na chácara de Várzea Paulista. Ora, não faz sentido imaginar que os bandidos tivessem se esquecido de desarmar o réu Maciel Santana da Silva, que foi assassinado junto com os outros supostos resistentes.

Aliás, o “tribunal do crime” acabara de inocentar o acusado: o senso de justiça da bandidagem nesse caso está acima do da PM e do próprio governo do Estado. Maciel Santana morreu desarmado. E apesar da ausência total de marcas de tiros nos carros da PM, assim como de mortos e feridos do outro lado, o governador não se vexa de utilizar a mesma retórica covarde dos matadores da ditadura -“resistência seguida de morte”, em versão atualizada: “Quem não reagiu está vivo”.

CAMORRA

Ora, do ponto de vista do cidadão desprotegido, qual a diferença entre a lógica do tráfico, do PCC e da política de Segurança Pública do governo do Estado de São Paulo? Sabemos que, depois da onda de assassinatos de policiais a mando do PCC, em maio de 2006, 1.684 jovens foram executados na rua pela polícia, entre chacinas não justificadas e casos de “resistência seguida de morte”, numa ação de vendeta que não faria vergonha à Camorra. Muitos corpos não foram até hoje entregues às famílias e jazem insepultos por aí, tal como aconteceu com jovens militantes de direitos humanos assassinados e desaparecidos no período militar.

Resistência seguida de morte, não: tortura seguida de ocultação do cadáver. O grupo das Mães de Maio, que há seis anos luta para saber o paradeiro de seus filhos, não tem com quem contar para se proteger das ameaças da própria polícia que deveria ajudá-las a investigar supostos abusos cometidos por uma suposta minoria de maus policiais. No total, a polícia matou 495 pessoas em 2006.

Desde janeiro deste ano, escreveu Rogério Gentile na Folha de 13/9, a PM da capital matou 170 pessoas, número 33% maior do que os assassinatos da mesma ordem em 2011. O crime organizado, por sua vez, executou 68 policiais. Quem está seguro nessa guerra onde as duas partes agem fora da lei?

ASSASSINATOS

A pesquisadora norte-americana Kathry Sikkink revelou que o Brasil foi o único país da América Latina em que o número de assassinatos cometidos pelas polícias militares aumentou, em vez de diminuir, depois do fim da ditadura civil-militar.

Mudou o perfil socioeconômico dos mortos, torturados e desaparecidos; diminuiu o poder das famílias em mobilizar autoridades para conseguir justiça. Mas a mortandade continua, e a sociedade brasileira descrê da democracia.

Hoje os supostos maus policiais talvez sejam minoria, e não seria difícil apurar suas responsabilidades se houvesse vontade política do governo. No caso do terrorismo de Estado praticado no período investigado pela Comissão da Verdade, mais importante do que revelar os já conhecidos nomes de agentes policiais que se entregaram à barbárie de torturar e assassinar prisioneiros indefesos, é fundamental que se consiga nomear toda a cadeia de mando acima deles.

Se a tortura aos oponentes da ditadura foi acobertada, quando não consentida ou ordenada por autoridades do governo, o que pensar das chacinas cometidas em plena democracia, quando governadores empenham sua autoridade para justificar assassinatos cometidos pela polícia sob seu comando?

Como confiar na seriedade da atual investigação, conduzida depois do veredicto do governador Alckmin, desde logo favorável à ação da polícia? Qual é a lisura que se pode esperar das investigações de graves violações de Direitos Humanos cometidas hoje por agentes do Estado, quando a eliminação sumária de supostos criminosos pelas PMs segue os mesmos procedimentos e goza da mesma impunidade das chacinas cometidas por quadrilhas de traficantes?

Não há grande diferença entre a crueldade praticada pelo tráfico contra seis meninos inocentes, no último domingo, no Rio, e a execução de nove homens na quarta, em São Paulo. O inquietante paralelismo entre as ações da polícia e dos bandidos põe a nu o desamparo de toda a população civil diante da violência que tanto pode vir dos bandidos quanto da polícia.

“Chame o ladrão”, cantava o samba que Chico Buarque compôs sob o pseudônimo de Julinho da Adelaide. Hoje “os homens” não invadem mais as casas de cantores, professores e advogados, mas continuam a arrastar moradores “suspeitos” das favelas e das periferias para fora dos barracos ou a executar garotos reunidos para fumar um baseado nas esquinas das periferias das grandes cidades.

PELA CULATRA

Do ponto de vista da segurança pública, este tiro sai pela culatra. “Combater a violência com mais violência é como tentar emagrecer comendo açúcar”, teria dito o grande psicanalista Hélio Pellegrino, morto em 1987.

E o que é mais grave: hoje, como antes, o Estado deixa de apurar tais crimes e, para evitar aborrecimentos, mente para a população. O que parece ser decidido em nome da segurança de todos produz o efeito contrário. O Estado, ao mentir, coloca-se acima do direito republicano à informação -portanto, contra os interesses da sociedade que pretende governar.

O Estado, ao mentir, perde legitimidade -quem acredita nas “rigorosas apurações” do governador de São Paulo? Quem já viu algum resultado confiável de uma delas? Pensem no abuso da violência policial durante a ação de despejo dos moradores do Pinheirinho… O Estado mente -e desampara os cidadãos, tornando a vida social mais insegura ao desmoralizar a lei. A quem recorrer, então?

A lei é simbólica e deve valer para todos, mas o papel das autoridades deveria ser o de sustentar, com sua transparência, a validade da lei. O Estado que pratica vendetas como uma Camorra destrói as condições de sua própria autoridade, que em consequência disso passará a depender de mais e mais violência para se sustentar.

Maria Rita Khel é psicanalista e integrante da Comissão Nacional da Verdade

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84 comentários

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Celso

20 de setembro de 2012 às 17h56

Lamentamos todos, Maria Rita. Depois de quase trinta anos de final da ditadura as forças policiais estaduais tem a mesma estrutura violenta que agia impunemente. Com o apoio de todos os governantes, direita e esquerda, que nada fizeram para desmontar esse aparato. Não esqueça que muitos brasileiros ( senão a maioria) aprovam a barbárie. Talvez seja a falta de educação democrática para lidar com conflitos urbanos e sociais. O exército foi buscar nas fileiras da polícia os maiores torturadores que já agiam contra a população desvalida. Marginal ou não.

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Fabio Passos

18 de setembro de 2012 às 19h42

É o governador do Estado defendendo grupos de extermínio.
Repugnante.

Um assassino medíocre governando São Paulo.
É preciso resgatar São Paulo das patas sujas destes cães da “elite” branca e rica.

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    gonçalves

    19 de setembro de 2012 às 11h43

    Mais nojento que isso só um idiota reacionário defender bandidos em nome da ideologia política , mostra que pelo poder pode-se dar qualquer “PASSOS”.

Luiz Flávio Gomes: “O mesmo ministro investigar e julgar é do tempo da Inquisição” « Viomundo – O que você não vê na mídia

18 de setembro de 2012 às 19h15

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Jorge Viana: “Essa história de mensalão não começou com o PT” « Viomundo – O que você não vê na mídia

18 de setembro de 2012 às 19h14

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Antonio Marcos

18 de setembro de 2012 às 18h13

Aqui em São Paulo não sabemos quem é pior – bandido ou policial, quando abordados por qualquer um deles o medo é de ser morto sem motivos.

A polícia de SP é mal preparada. Não dá para esperar uma boa estrutura em um Estado governado pela incompetência DemoTucana…

O metrô está funcionando mal, os trens nem se fala, saúde pública está um caos, trânsito caótico, PCC, enchentes, polícia truculenta, políticas preconceituosos com idéias higienistas, falta de humanidade no convívio social…
Até quando este povo vai continuar votando nestas pessoas que pouco estão preocupados com a dignidade, bem estar social e qualidade de vida da população que mora na periferia.

Responder

Urbano

18 de setembro de 2012 às 15h24

E nem poderia ser diferente, a não ser enxerto…

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Roberto Locatelli

18 de setembro de 2012 às 14h41

As favelas que não reagiram não pegaram fogo.

Responder

    Julio Silveira

    18 de setembro de 2012 às 19h31

    Rsrsrsrsrs, essa é boa Locatelli.

Apavorado por Vírus e Bactérias

18 de setembro de 2012 às 14h29

Alckmin com o povo é o Tigrão, com o crime organizado é a tchutchuquinha.

Eu, quando precisei da polícia para conseguir trabalhar em paz, tive que chamar o ladrão.

E como o desgoverno Alckmin não é democrático, ele precisa do braço forte de sua polícia política. Mas tenho a impressão que nem ele tem controle sobre a tropa, que quando se vê acuada pela bandidagem sai matando todo mundo.

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Rose SP

18 de setembro de 2012 às 14h02

O que esperar de um governo que que fez o que fez no caso Pinheirinho.Isso mostra governo com raizes na ditadura militar. Pelo artigo! Valeu!

Responder

Marcelo de Matos

18 de setembro de 2012 às 14h01

O que está em discussão neste post não é os “direitos humanos” da policia, nem os “direitos humanos” dos bandidos, como se diz em alguns programas de TV. Claro que ninguém quer a hegemonia do crime, nem a morte criminosa de policiais. O meu professor de Direito Penal, Reale Júnior, lá pelo fim da década de 60, perguntava a seus alunos, ainda completamente jejunos em Direito – Quem é a favor do esquadrão da morte? Alguns levantavam a mão (não me lembro de ter levantado). Aí o professor explicava: o Estado tem o monopólio do poder de punir. Só existe uma Justiça, que é a do Estado. Estudante de Direito não pode defender a existência do esquadrão da morte. Nem os bandidos de Várzea Paulista podem julgar um suspeito de estupro, nem a polícia pode julgar e condenar esses “julgadores”. Só o Estado pode fazê-lo. Se abrirmos mão dessa premissa básica do estado democrático de direito, estaremos de volta à barbárie. Portanto, não estamos defendendo os “direitos humanos” dos bandidos, mas, a única forma válida de se fazer justiça.

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will

18 de setembro de 2012 às 13h22

Se os defensores públicos em geral tivessem como interesse maior o bem estar da sociedade, botaria o alckmin no pau faz tempo.

obs. o link no cabeçalho da folha está com problemas:

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/1153816-alckmin-usa-a-mesma-retorica-dos-matadores-da-ditadura.shtml

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    Conceição Lemes

    18 de setembro de 2012 às 14h14

    Obrigada, Will. Já corrigimos. abs

João Vargas

18 de setembro de 2012 às 13h11

O livro Rota 66 do jornalista Caco Barcellos foi lançado em 2003 e narra com detalhes a forma de atuação dos assassinos fardados em São Paulo.
Já se passaram quase dez anos desde o lançamento e parece que as coisas só pioraram. Não é possível que estes assassinatos continuem acontecendo diáriamente e nada seja feito. Já não falo das autoridades constituidas porque nelas a omissão é patente e costumeira. Falo das organizações civis não governamentais que praticam um silêncio ensurdecedor frente a este verdadeiro massacre.Onde esdá a OAB? as organizações de defesa dos direitos humanos? Estes crimes tem que ser denunciados constantemente para que não caiam no esquecimento e que os culpados sofram as consequências dos seus atos. temos que por fim à barbárie policial. Chega de impunidade e acobertamento covarde das autoridades.

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Daniel

18 de setembro de 2012 às 12h40

É bom lembrar que também estão matando à toda hora policiais em São Paulo, e os marginais não estão nem um pouco preocupados com qualquer direito que os policiais ou as suas presas (nós) possam ter. É bom lembrar que o sujeito empunhando uma arma e apontando-a para a sua cabeça exigindo tudo o que você têm não é uma pessoa apesar da aparência, é um mero animal selvagem com o qual não adianta argumentar ou negociar.

Em suma, o grande problema é que a coisa já tomou proporções de guerra não-declarada. Aonde ou você atira primeiro ou você morre.

Responder

    Luiz Reis

    18 de setembro de 2012 às 17h30

    A questão é exatamente essa Daniel, o problema é que não há, em boa parte dos casos, a diferenciação da bandidagem e pistolagem pela farda… vamos falar a verdade: se você está andando na rua e se depara com uma viatura policial vindo em sua direção, ela para à sua frente e dela saltam 2 policiais armados e apontando para você. Você vai ficar tranquilo sabendo que são a força policial, que representa o estado, a justiça, o bem estar do cidadão??? Ou vai começar a rezar? Ah, bom, se não estiverem de farda é assim também. Claro! Mas o que causa a surpresa é não termos na figura do policial, salvando as exceções, alguém em quem possamos ficar seguros de que não seremos o próximo alvo. Não estou nem falando da questão de se respeitar direito de justiça a todos, inclusive aos suspeitos ou arrolados (quem sou eu, a professora deu aula), estou falando de como nos sentimos, e esse sentimento, imagine como ele é nos lugares onde a polícia atira primeiro e pergunta (hoje em dia nem pergunta!) depois…

Marcelo de Matos

18 de setembro de 2012 às 11h55

Será que a mídia, exceção dessa brilhante Maria Rita Khel, perdeu a capacidade de se indignar? Garotinho, como secretário de segurança de sua esposa Rosinha, era assiduamente cobrado por eventuais erros. O festejado Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, sentava a ripa no garoto. Inclusive através do Jornal do Brasil que, talvez por essa razão, optou por demiti-lo. Dines também foi demitido pela Folha, segundo a lenda, por querer publicar um artigo que detonava Maluf. Dines culpa Boris Casoy pela demissão, mas, dizem as más línguas que quem o demitiu foi o próprio finado seu Frias. É isso: criticar secretários de segurança e governadores pode dar demissão. Isso, porém, não costuma intimidar a mídia, como se vê neste post da Maria Rita. No caso do Ferreira Pinto, que já resistiu a tantos embates, a mídia parece intimidada. Será que o Alckmin tem cara de bonzinho, mas, é vingativo? Sei não. Muita coisa acontece por aí e ninguém fala nada. O emprego está difícil e ninguém quer arriscar, embora esse episódio do “tribunal” de Várzea Paulista mereça melhor esclarecimento.

Responder

    Marcelo de Matos

    18 de setembro de 2012 às 14h07

    ET: estava esquecendo de dizer: a indignação, também, pode ser seletiva. Pode ser que a mídia se sinta indignada com Garotinho e Maluf, mas, não tenha o mesmo sentimento com relação a Alckmin. Em se tratando de mídia tudo é possível.

Gerson Carneiro

18 de setembro de 2012 às 10h22

“Bernardinho Respooonde!”

Responder

Gerson Carneiro

18 de setembro de 2012 às 10h20

Também encontraram o autor do segundo incêndio na favela Moinho: um travesti, pobre e drogado. Perfeito para a conveniência demotucana.

Responder

    rodrigo

    18 de setembro de 2012 às 12h23

    No incêndio do Reichstag pegaram um sujeito que tinha problemas mentais…

abolicionista

18 de setembro de 2012 às 10h13

São Paulo é o retrato mais claro de tudo aquilo que uma gestão tucana pode fazer por você.

Responder

José Antônio

18 de setembro de 2012 às 09h41

Parabéns, Maria Rita Kehl,quem ama a justiça não pode calar ante a injustiça. Quando ouvir o Govenador Alckimin falar em alto e bom som, que: “quem não reagiu está vivo”, pensei que estava ouvindo um um Chefe de Quadrilha e não o representante maior do governo paulista. Conheço a atividade policial, porque fui Policial, durante 12 anos e sempre argumentei com os meus colegas da polícia que: “se não podiamos entrar nas mansões, sem mandado judicial”, igualmente não podíamos adentrar nas casas humildes da periferia, pois ambas recebiam o mesmo tratamento constitucional “asilo inviolável”. O que falta é respeito com os cidadãos em São Paulo, o governador já deve estar revoltado com a derrota do PSDB nas próximas eleições e deve estar achando que os culpados moram nas periferias, são os incultos seguidores do Petismo/Lulismo. Ainda bem que temos no Brasil, um cidadão chamado Luís Inácio LULA da Silva.

Responder

Regina Braga

18 de setembro de 2012 às 09h18

Excelente o artigo e necessário.Sampa perde a credibilidade de vez.Um Estado Ditatorial,com mate primeiro e explique depois.

Responder

Cesar

18 de setembro de 2012 às 09h04

Se a pena de morte imposta pelos Pms resolvesse alguma coisa, São paulo seria um paraíso…
isso só a classe média burra de SP não percebe…

Responder

    Jairo Beraldo

    18 de setembro de 2012 às 10h31

    E nem os anencéfalos veste-fardas paulistas, que teve até esposa cansada apanhar, matou o maridão PM dissimulado. A coisa tá feia! E vai ficar mais…violencia gratuita, vira violencia contra os presenteadores! Se violencia resolvesse, Bashar Al Assad estaria controlando a população na Síria.

Mardones Ferreira

18 de setembro de 2012 às 08h51

Esse tipo de Estado só interessa àqueles que acreditam na via policial para garantir a segurança, mas enganam-se, pois com uma política de segurança a base de assassinatos de criminosos e suspeitos de crimes de baixa rapinagem a segurança jamais será conseguida.

Infelizmente o crime ainda tem cor e classe social e atende aos desejos de uma minoria que ainda não aceita o estado de direito como meio para resolução dos conflitos.

No comando do estado de São Paulo há um quarto de século, os tucanos desenvolvem uma política de segurança pública de estado de sítio. Ainda há métodos da época da ditadura militar.

Responder

Aroldo

18 de setembro de 2012 às 08h18

OPUS DEI, OU OPUS MATA? OU SERÁ OPUS QUEIMA?

Caros amigos, está mais do que claro o que o excelso membro do Opus Dei tem para oferecer a São Paulo. E se ele defende as chacinas, ele sabe que a classe média paulistana o apoia integralmente nessa sua loucura, e espera com esta sua declaração estapafúrdia ajudar o Serra, o seu candidato por afinidade ideológica, a conquistar a prefeitura de Sampa.

Portanto, o governador de São Paulo se ufana do que faz e dá, mais uma vez, carta branca à polícia. E sai da frente!

O nazi-fascismo do paulista (paulistano, em especial) tem origem “nas Europa” e remonta à 30 de janeiro de 1933.

Heil Hitler, é o que a classe média esbraveja toda vez que ver o nosso bravo governador fazer um discurso criminoso.
Ele está no papel do Chanceler do terceiro Reich.

E como não tem Reichstag em São Paulo, são as favelas que ardem em chamas.

Responder

    Mariac

    18 de setembro de 2012 às 11h15

    Defenestrá-lo. Nem a eláite votará nele novamente.

Jose Mario HRP

18 de setembro de 2012 às 08h13

Há mais de 10 anos o PSDB elegeu esse tipo de politica de segurança como padrão pois não consegue lidar com o problema das drogas e do crime organizado com inteligencia e prevenção!
Também observamos uma forte repressão aos direitos de reunião e de protesto!
Passeatas, assembleias ao ar livre são reprimidas e violentamente punidas!
Recentemente nas proximidades do teatro municipal e vale do Anhangabaú jovens que estavam protestando bom mais onibus e tarifas menores foram reprimidos com pancadaria, gás de pimenta, sendo que criminosamente 04 MEGANHAS(PM) espancaram um jovem esfacelando sua face, que só depois de 04 cirurgias pode ser reconstituida!
Sabemos que a PM paukista é a mais assassina do país, e que em 2011 matou mais que todas as policias dos EUA juntas!
É hora de mudança, hora do BASTA PAULISTAS!

Responder

rudi

18 de setembro de 2012 às 08h08

Posso entender que a luta política supõe crítica implacável.
Mas quero lembrar que o aumento da criminalidade atinge tanto os de direita quanto aos de esquerda. Principalmente os mais pobres que não tem cerca elétrica nem segurança particular.
Sou a favor de uma reforma no Código Penal com endurecimento das penas e introdução da pena de morte. E considerações humanistas não me atraem quando considero o contrôle de pragas.
Em tempo: sou petista e não tenho cerca elétrica nem segurança privada.

Responder

    Mariac

    18 de setembro de 2012 às 11h13

    A questão não é essa: se a pena de morte fosse aplicada justamente e com segurança e surtisse efeito, até eu, que sou em geral benevolente e caridosa seria a favor.

    O problema é que há suficientes estudos sobre a pena de morte e conclui-se que não adianta nada, não evita o crime,nem o aumento percentual do crime nas mesma situação social mantida, e acaba servindo apenas como meio de afirmação retórica de um estado ditatorial.(causar medo nas pessoas que não cometeram e não querem cometer nenhum crime)E serve também a confundir pessoas pois essa retórica encobriria eventual ineficiência da prevençãoao crime. E outras razões.

    Há ainda o problema de se aplicar injustamente a pena a pessoas erradas, como resultado de julgamentos confusos, e má aplicação da lei.
    No Brasil existe até problemas de homônimos na cadeia por décadas em lugar de verdadeiros criminosos. Ou seja, não resolvemos problemas básicos como racismo e homônimos. Como resolver os criminosos infiltrados? Seria para eles também a pena de morte?

Rodrigo Leme

18 de setembro de 2012 às 07h13

Em uma semana, 4 PMs foram mortos em SP. Maria Rita Kehl não liga. Esse blog não liga.

Afinal, não são tijolos sobre os quais se constroem panfletagem barata.

Responder

    Jairo Beraldo

    18 de setembro de 2012 às 10h34

    Violencia gera violencia…eles acham que espancando gratuitamente o povão vão conquistar a simpatia da grande maioria. Conquista “elitizados” como voce.

    gonçalves

    19 de setembro de 2012 às 12h21

    Mais uma pérola do “Sr BERALDOABISMO” abismo entre a realidade das ruas com a retórica barata e rancorosa deste “Sr” que segue os “PASSOS” tortuosos da crítica pela crítica conveniente á seus interesses políticos , mais uma vez que me perdoem as GALINÁCEAS titica esta sobrando em seu cérebro nervoso.

    Marcelo de Matos

    18 de setembro de 2012 às 10h48

    Você se contrapõe a tudo que o blog publica ou só a essa questão da segurança? Pelo que tenho visto, parece um opositor de carteirinha. Se for para discutir a questão da segurança, vamos deixar de picuinhas. Há muita coisa mal explicada nessa operação em Várzea Paulista. Por sinal, conheço a região. O jardim Paulista é uma região de meliantes de pequeno porte, digamos assim. Não há, ali, grandes traficantes. Quando muito o pessoal do varejinho. Na ocasião estavam “julgando” um estuprador, coisa que ocorre em muitos lugares por aí. O que o governador disse não convence: primeiro, quem está fugindo em um carro não tem escolha entre reagir e se entregar. Leva tiro e só sai vivo se tiver sorte. Segundo, como pode um indivíduo que está sendo “julgado” por estupro estar armado e reagir, sendo, por essa razão, eliminado?

    Aline C Pavia

    18 de setembro de 2012 às 12h24

    Vc tem razão, mas tem o massacre do Carandiru, do pedágio da Castelinho, de maio de 2006, de Caraguatatuba, os grupos de extermínio, as milícias, Pinheirinho, Cracolândia, pau em professor grevista, pau em aluno da USP, pau em mendigo, pau em manifestante na Paulista.
    Ué, mas Várzea Paulista é só mais um episódio cheio de sangue nas mãos dos ditadores da província de São Paulo.
    E paulista adora. Desde Maluf eles concordam que “bandido bom é bandido morto”. Nada de novo sob o sol.

    Francisco

    18 de setembro de 2012 às 13h25

    Rodrigo Leme, não que eu goste, mas sempre leio os seus comentários. O contraditório é importante – embora exija inteligência, é claro. O fato é que os seus comentários – não o conteúdo dos comentários, mas o fato de você postar comentários, no plural – me fazem retomar sempre um pequeno texto do Darcy Ribeiro: “Sobre o óbvio”. Importante leitura, se o Darcy não lhe faz regurgitar.

    rodrigo

    18 de setembro de 2012 às 13h53

    O que a SSP-SP fez com o PCC, acordos ou panos quentes? Porque só tão matando os praças da PM? Mataram algum coroné? Aliás, xará, você gostaria de discutir mais profundamente a sociedade ou prefere ficar jogando com o sentimento emocional que a morte de um agente público traz na imprensa? Você gostaria de discutir as diretrizas patrimoniais e ideológicas do modelo policialesco ocidental? Você gostaria de discutir a doutrina de segurança nacional que tá embutida em teu discurso?

    Maria Amélia Martins Branco

    18 de setembro de 2012 às 13h58

    Idiota TUCANO, vai de retro… o Opus Dei mata e queima.

    Julio Silveira

    18 de setembro de 2012 às 19h39

    Rodrigo, existe uma diferença no meu entendimento vital, para que os possiveis crimes perpetrados pela força policial sejam sob todos os pontos mas deploráveis que os praticados pela delinquência civil. É que o força representa a Lei, estão investidos pelo estado para defender a sociedade, não pode ou não deveria se assemelhar a delinquência. Quando isso acontece o cidadão perde a referencia nivela todos. Alias, voltando a politica, essa é uma cultura que vem acontecendo e prosperando de forma corrente no Brasil em diversos segmentos, e tem gente que nem se toca que tudo isso está relacionado.

Moraes

18 de setembro de 2012 às 06h32

Faz parte do DNA do PSDB ser truculento e vil. Basta ver o comportamento de seus “políticos”: Artur Virgílio Neto; FHC; Serra, Álvaro Dias, etc. Com relação ao governador de São Paulo, os exemplos de sua trucuLência espalham-se pela cracolândia, 25 de março, USP, sindicatos de professores, Pinheirinho… Sem falar no uso da violência contra os cidadãos que protestam contra as calamidades da saúde, do transporte público, da segurança, etc. Aliás onde anda aquela foto do Alckmin com um candidat do PCC, por ocasião de sua eleição para governador? O Alckmin não é católico: ele pertence à seita mais reacionária da igreja católica: a Opus Dei.

Responder

Pedro Ribeiro

18 de setembro de 2012 às 04h39

Vergonha do cinismo de quem deveria ser bom exemplo.

Tristeza, insegurança e mêdo de um dia a próxima vítima ser eu ou alguém do meu convívio, pois moro no estado que esse cidadão “está” governador.

Responder

ed.

18 de setembro de 2012 às 02h11

Não entendi os números e peço confirmação:

a) “…depois da onda em maio de 2006…1.684 jovens foram executados na rua pela polícia…”
b) “…no total, a polícia matou 495 pessoas em 2006.”

(a) foi de 2006 para cá e (b) só em 2006? … É isso?

Responder

Pedro Vizcaya

18 de setembro de 2012 às 01h41

Como é engraçado ver as palavras bem colocadas dos intelectuais, não tem a menor noção do que é morar na periferia das grandes cidades do Brasil. So veem para este lado em ano de eleição ou quando são condidados a falar sobre determinado assunto e falam como se fossem os mais sabios.

So Deus sabe o que passamos aqui.

Responder

lulipe

18 de setembro de 2012 às 00h09

Por que será que esses críticos nunca se pronunciam quando policiais são executados por bandidos??? Parabéns ao Alckmin e a PM de SP!!!!

Responder

    Renata

    18 de setembro de 2012 às 00h42

    Fora desse site seu reacionário!!

    Scan

    18 de setembro de 2012 às 02h36

    Renata, não perca seu tempo respondendo a gente que não presta.

    carlos dias

    18 de setembro de 2012 às 02h21

    Os criticos se pronunciam sim.. vc é que não le…

    Moraes

    18 de setembro de 2012 às 06h36

    Só pode ser o próprio Alckmin se atuo-elogiando, com esse pseudônimo babaca:”lulipe”! KKKKKKKKKKK….

    Moacir Moreira

    18 de setembro de 2012 às 07h53

    O fato de policiais estarem sendo executados por bandidos não autoriza o Estado a agir como os delinquentes.

    Lugar de criminoso seja pobre ou seja rico é numa colônia penal agrícola onde poderá plantar seu próprio alimento ao invés de viver do suor alheio.

    abolicionista

    18 de setembro de 2012 às 07h59

    Esse comentário ilustra bem o nível da direita brasileira, cuja indigência intelectual e moral é um dos paradigmas maiores de nosso atraso e de nossa dependência. Quando os policiais começarem a caçar banqueiros e magnatas do mercado financeiro, daí talvez mereçam algum aplauso. Por enquanto, são apenas mantenedores do sistema escravocrata de que nossa burguesia brucutu necessita para manter o abismo social brasileiro. Pior, são mantenedores recrutados na própria senzala, que traem seu povo e sua classe para obter uma ascensão social irrisória e a satisfação de impulsos violentos. Nas horas vagas, participam de grupos de extermínio e servem como capangas do PCC. São mercenários sem nenhum sentimento cívico ou sentimento de cidadania, mas nisso você é parecido com eles.

    Alexandre Felix

    18 de setembro de 2012 às 09h10

    Queremos justiça para todos, inclusive para as famílias dos policiais covardemente assassinados. Veja bem, justiça…não vingança! Abraços.

    Ricardo Lima Vieira

    18 de setembro de 2012 às 10h19

    A Lei de Talião oficialmente foi abolida há muito tempo. O Estado não pode ser assassino de assassinos e/ou ladrões, igualando-se a eles. O Código Penal (ultrapassado ou não, porém vigente) especifica o que deve ser feito. Quem defende esta postura de “tiroteios” com baixas de um lado só tem postura fascista. Note bem, não aceito morte de policiais, mas alguns deles não podem ser assassinos impunes e acobertados pelos superiores, principalmente o principal superior, o senhor governador. Se o grupo político do atual governador investisse adequadamente em educação e bem-estar social, a criminalidade estaria reduzida em SP, e todos estaríamos mais seguros, por consequência.

Saul Leblon: Golpismo age como se não houvesse amanhã « Viomundo – O que você não vê na mídia

17 de setembro de 2012 às 23h55

[…] Maria Rita Kehl: Alckmin usa a mesma retórica dos matadores da ditadura […]

Responder

Marcia Noemia

17 de setembro de 2012 às 23h36

O governador não é católico?

Responder

abolicionista

17 de setembro de 2012 às 23h36

O PSDB não combate violência com violência. Desenvolveu um método muito mais eficiente: associar-se ao crime organizado. A aliança com o PCC possibilita, entre outras coisas, que PMs e integrantes da ROTA sejam contratados como capangas de aluguel pelo crime organizado, com o que engordam seu magro orçamento. Bandoleiros uniformizados tomaram a cidade e agora, mesmo que Alckmin ou qualquer outro tentar reverter a situação, enfrentará uma máfia tão terrível como aquela da qual a Itália não consegue se livrar. Parabéns, tucanada! Vivam sua utopia.

Responder

    Jose Mario HRP

    18 de setembro de 2012 às 08h50

    Sensacional!!!!

    gonçalves

    20 de setembro de 2012 às 22h57

    “ALUCIONISTA” não consegue se libertar nem do seu próprio vício que é criticar por criticar defendendo sua ideologia a qualquer custo ,uma pena que essa oposição irmã gêmea do PIG nivela tudo por baixo , assim como a retórica nojenta do PSDEM .

    abolicionista

    21 de setembro de 2012 às 14h07

    Cuidado com as drogas, amigo, elas prejudicam as sinapses cerebrais.

Allan

17 de setembro de 2012 às 23h30

É incrível como intelectuais ainda se preocupam tanto com a vida de bandidos e odeiam a polícia. Deveria-se criar uma polícia composta somente por jornalistas e intelectuais pró-bandidos, assim eles poderiam colocar em prática as suas metodologias fantasiosas de combate ao crime,tipo, preservar a vida de criminosos armados com armamentos pesados e atirando. Se Maria Rita Kehl estivesse na operação, ela certamente esperaria acabar a munição dos bandidos para em seguida tentar prendê-los, se eles tentassem fugir, ela deixaria pra lá e aguardaria o momento em que eles resolvessem se entregar. Isso é uma palhaçada! Somos caçados todos os dias por esses marginais que matam sem dó e sem piedade, e que ainda são defendidos por intelectuais descolados da realidade, presos em seus tratados sociológicos! O curioso é que não noto a mesma indignação em Maria Rita Kehl em relação aos mais de 60 policiais mortos só este ano! Nessa eu estou com Alkmin e dou TOTAL APOIO à ROTA!

Responder

    Moacir Moreira

    18 de setembro de 2012 às 00h05

    Lamentável o seu comentário, sr. Allan.

    Para ser nazi-fascista basta ser ignorante.

    Matar e torturar bandido pé-de-chinelo qualquer covarde é capaz.

    Quero ver é chegar chutando porta de mansão e meter uma arma na cabeça do bandido engravatado.

    Os banqueiros do crime organizado internacional não moram em barracos nem praticam seus crimes diretamente na rua.

    Renata

    18 de setembro de 2012 às 00h46

    belo comentário Moacir

    Renata

    18 de setembro de 2012 às 00h44

    Vá dormir Allan ao invés de ficar falando baboseiras aqui.

    renato

    18 de setembro de 2012 às 02h03

    Comparar pessoas que foram torturadas, com bandidos?
    Não estou entendendo?
    Torcer para bandidos,não estou entendendo?
    Mataram o cidadão que sequestrou a filha do Silvio Santos?
    E ninguém falou nada? Favor ou contra pena de morte?
    O Champinha foi liberado da cadeia, está em regime aberto!!!!
    O que, encontraram ele morto???? Quem será que foi, deve ter sido um desafeto…..Amanhã a seleção jogará com a Argentina, e choverá no Sul.

    Zezinho

    18 de setembro de 2012 às 05h30

    Excelente argumento Renata!

    Allan

    18 de setembro de 2012 às 13h52

    Você consegue algo melhor além de uma frase de efeito batida? Acho que não…

    Bonifa

    18 de setembro de 2012 às 07h27

    Entendo sua revolta, meu caro Allan, mas ela está mal direcionada. Matar um, dois, dez, cem bandidos em São Paulo não afetará em nada a ação da bandidagem e é muito provável que até estimule a violência dos bandidos contra a polícia e a população. É isso que é oferecido pelo governo e pela mídia retrógrada, na telinha, ao povo: Um gostinho de sangue na boca, um sentimento fugaz de vingança que mantém o povo cego quanto às origens e responsabilidades do problema. Uma política de segurança aliada a uma política social substancial, de alcance a longo prazo, perseverante, desenvolvida por inteligência própria e não tirada da prateleira de alguma empresa americana para fins imediatos. Este seria um bom começo.

    Rafael Barberino

    18 de setembro de 2012 às 08h34

    Aposto que o Sr. foi a favor da desapropriação do “Pinheirinho” também, não foi? Afinal, “deve-se cumprir ordem judicial”, não é assim que você pensa?
    Mas, a propósito quem falou em defender bandidos? O que está em jogo é só a confiança que podemos ter nas “versões oficiais” da PM. Você deve se lembrar daquela cena de tropa de Elite: “morte na praia é afogamento”, mesmo com perfuração. Resistiram mesmo? Ou se resistiram, depois de presos, não foram executados?
    Allan, se for capaz, responda simplesmente a três perguntas: (I) O estado de SP não lhe parece especialmente autoritário? (II) Como construir uma sociedade pacífica a partir da violência do estado? (III) como confiar nas versões oficiais?

    Allan

    18 de setembro de 2012 às 14h03

    Rafael, me poupe das suas ilações infantis. No mais, respondo a única parte do seu texto que merece alguma atenção: (I) O estado de SP não lhe parece especialmente autoritário? Sim, me parece. E não sei se a permissividade é um contraponto saudável. (II) Como construir uma sociedade pacífica a partir da violência do estado? Você acredita que é possível construir essa sociedade pacífica suprimindo a legítima reação da polícia e a partir da violência da bandidagem? Dando aos criminosos a liberdade de agir impunemente, sem medo de sanções? Talvez o PCC acredite nisso, eu não (III) como confiar nas versões oficiais? Ora, tanto se fala em benefício da dúvida, inocência até provem o contrário, etc. São esses os problemas desse “estado de direito relativo” que viram marionetes manipuladas conforme a ideologia a ser defendida. Por isso eu devolvo a pergunta: Como não confiar na versão oficial? Porque uma “testemunha”, que no jargão do direito é a “prostituta das provas”, disse que houve execução?. Tenha a santa paciência.

    gonçalves

    21 de setembro de 2012 às 11h11

    PARABÉNS ALAN finalmente apareceu alguém com bom censo neste blog apesar de ser totalmente contra o “PICOLÉ DE CHUCHU” não tem cabimento defender bandidos como a maioria absoluta faz por aqui em nome de uma oposição burra cópia fiel do PIG ,basta conversar na rua para ver que a maioria absoluta do povo quer que a PM reaja e mantenha a ordem e a segurança de todos não adianta tentar tapar o sol com a peneira furada desses reacionários ultrapassados que só atrapalham o projeto de oposição em SP por isso que esse maldito PSDEM comanda os paulistas ha anos .

Irene

17 de setembro de 2012 às 22h47

“Suprimida a liberdade de imprensa…” as coisas pioraram até aquele ponto. Imagina se usarem a liberdade de imprensa p’ra fazer o mal. Falar em mal, certa vez googlei a biografia do fundador da Opus Dei e ao terminar, em choque, pensei: – se eu morasse em São Paulo andaria com o batistério na bolsa.
No dia seguinte googlei o perfil de um barão da mídia brasileira na wikipédia e lá tá escrito que, entre outros trocentos cursos, é formado em física nuclear pela universidade do Texas. Não tão chocada como no primeiro caso, mas meio ressabiada, pensei: vou seguir o exemplo do comentarista de um blog de esquerda – vou começar a estocar comida.

Responder

FrancoAtirador

17 de setembro de 2012 às 22h38

.
.
SÃO PAULO:

-AME-O OU DEIXE-O!

NO CAIXÃO DE DEFUNTO…
.
.

Responder

Marcelo

17 de setembro de 2012 às 22h18

No Paraguai, fato semelhante resultou em impeachment do presidente do país. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) apoiou o ato, assim como fez outros tucanos e demistas. E no caso de São Paulo, será que o distinto senador terá a mesma opinião?

Responder

    carlos dias

    18 de setembro de 2012 às 02h24

    claro que sim, alv aro dias é um paladino da etica rsrs

    PQP, será que esse botoqueiro é meu parente???

    Zezinho

    18 de setembro de 2012 às 05h31

    Vc se superou na distorção agora hein?


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