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Votação do projeto da terceirização fica para setembro
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Votação do projeto da terceirização fica para setembro


13/08/2013 - 20h30

Votação do PL 4330, da terceirização, é adiada para setembro

13/08/2013

Presidente nacional da CUT diz que Central terá mais tempo para melhorar texto e dar garantias a trabalhador ou obter arquivamento e iniciar novas conversas. Vigília no Congresso prossegue até amanhã

Escrito por: CUT NACIONAL

O Projeto de Lei 4330, que precariza ainda mais a vida dos trabalhadores terceirizados, teve a votação adiada para o dia 3 de setembro – os patrões favoráveis ao texto queriam que fosse votado amanhã (14).  O adiamento foi decidido na tarde desta terça-feira- (13). O projeto, de autoria de Sandro Mabel (PMDB-GO), está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados e seria votado nesta quarta-feira (14) por pressão de empresários e parlamentares ligados ao empresariado – favoráveis à aprovação da matéria.

Segundo declarou o presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, à vice-presidência da Câmara após a decisão da CCJC, o adiamento servirá como estratégia para melhorar o texto, tendo em vista que a sua aprovação não representa a vontade dos trabalhadores brasileiros. “Do ponto de vista da opinião pública, esse projeto é muito ruim para a imagem do Congresso Nacional. Nossa proposta é  melhorar o texto, dando garantias aos trabalhadores ou o conseguir o seu arquivamento e início de uma nova rodada de conversas”, disse Vagner Freitas.

“Queremos fazer um debate mais apropriado, que não ofereça apenas segurança jurídica para o empresário. A regulamentação da terceirização não pode piorar a legislação que temos hoje. Com esse tempo (adiamento), esperamos que o texto não coloque amarras nos trabalhadores, que tenha um melhor conceito de especialização, contratos de trabalho, tempo de duração do contrato com regras claras, salários dignos e decentes”, explicou o presidente nacional da CUT.

Neste momento, Vagner Freitas, o secretário-geral nacional da CUT, Sérgio Nobre, e outros dirigentes da Executiva Nacional da CUT, além de centenas de militantes e dirigentes cutistas de todo o Brasil estão no Congresso Nacional e imediações, em Brasília, em um ato, que será seguido por uma vigília, realizado pela CUT para pressionar os parlamentares a votar contra o PL 4330. Mesmo com o adiamento, a vigília prosseguirá até amanhã, segundo informou a secretária nacional de comunicação da CUT, Rosane Bertotti, que também está em Brasília.

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4 comentários

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Urbano

14 de agosto de 2013 às 17h47

Trabalhadores, centrais sindicais realmente comprometidas com o trabalhador vão para o Congresso, a fim de acompanhar sempre em cima do lance, caso contrário a vaca irá inapelavelmente pro brejo. Nem precisa se dizer que, salvaguardando-se as exceções, o pessoal não é confiável, né?

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Mardones

14 de agosto de 2013 às 08h55

É fundamental essa pressão contra esse projeto de precarização do trabalho no Brasil.

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    flavio jose

    14 de agosto de 2013 às 14h01

    Este projeto tem como finalidade iniciar o processo de escravidão moderna onde trabalhador terá diminuição do salario, será humilhado porque vai ser demitido e um outro vai ocupar seu cargo com um salario menor e o único beneficio vai ser o aumento dos lucros dos empresários.
    O lado burro da historia é o maquiavelismo de alguns empresários que não entende que o moeda deve circular e esta circulação da moeda e que gera o consumo. Salario menor consumo menor. Os medíocres não entendem que é ai o inicio do festival de falências.

Fabio Passos

13 de agosto de 2013 às 21h32

Este projeto vergonhoso precisa ser eliminado!
Os congressistas são representantes do povo, que trabalha e produz, ou são lacaios do capital, usurpador e insaciável?

O nome dos congressistas que apóiam o roubo de direitos dos trabalhadores precisa ser amplamente divulgado.
A começar pelo pau-mandado irresponsável por mais esta tunga contra os rabalhadores: sandro mabel.

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