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Diário da Resistência


Propinoduto do Metrô teria irrigado lista de Furnas no governo FHC
Denúncias

Propinoduto do Metrô teria irrigado lista de Furnas no governo FHC


13/08/2013 - 13h36

Para procuradora Andréa Bayão, uma caixinha clandestina funcionou no governo FHC

Cartel do metrô teria irrigado lista de Furnas no governo de FHC

por Rodrigo Lopes, no Hoje em Dia, sugestão de Ronan nos comentários

A procuradora da República Andréa Bayão Ferreira acusa o ex-diretor de planejamento de Furnas, Dimas Toledo, empresários e políticos de participarem da “lista de Furnas”, uma caixinha de campanha clandestina que funcionou na estatal no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A denúncia reúne um arsenal de documentos da Polícia Federal e da Receita que, além de atestar a veracidade, comprova a existência de um “mensalão” organizado por Dimas na estatal.

A suspeita é de desvio de mais de R$ 54 milhões em contratos superfaturados, que alimentavam os financiamentos ilegais de campanha de 153 políticos – incluindo as de ex-governadores de São Paulo e Minas Gerais. Em agosto de 2006, a PF recolheu R$ 1,2 milhão e outros US$ 356 mil, em Bauru (SP), na casa de Airton Antônio Daré, sócio da empresa Baruense Tecnologia e Serviço, que recebeu R$ 500 milhões de Furnas entre 2000 e 2005.

Para o MP, o esquema era custeado por contratos superfaturados assinados pela estatal com as empresas Toshiba do Brasil e JP Engenharia Ltda. Elas foram contratadas, sem licitação pública, para realizar obras no Rio. A Alstom do Brasil e Siemens, acusadas de pagar mais US$ 20 milhões de propina a partidos, venceram vários contratos com Furnas. Elas aparecem na chamada lista de Furnas como possíveis financiadoras do esquema de repasse de dinheiro a políticos.

Termelétricas

Em 2011, Furnas celebrou contratos de US$ 270 milhões com a Toshiba para implantação da Termelétrica São Gonçalo e, com a JP, no valor de US$ 167 milhões para a Termelétrica de Campos.

Para lavar o dinheiro da caixinha de campanha, Dimas teria montado, em nome de seus amigos e filhos, Gabriel Toledo e Fabiana Toledo, cinco empresas de fachada que simulavam prestar serviços de consultoria para a estatal: BCE, Intertel, Compobrás, ECB, e Baruense. Para apagar rastros, elas eram subcontratadas pela Toshiba e JP.

Em depoimento ao MP, os diretores da Toshiba admitiram o pagamento de propina à chefia da estatal. O superintendente administrativo da empresa, José Csapo Talavera, disse que os contratos fictícios das empresas de fachada até 2004 eram esquentados em um esquema de “notas frias”. Tudo para lavar o dinheiro da corrupção, já que os serviços não eram realizados.

“Em reunião, ouvi Dieckson Barbosa (colega de diretoria) relatar que, nos contratos da construção das usinas, os valores que seriam pagos por Furnas teriam embutido percentuais destinados ao pagamento de propinas para diretoria da estatal e para políticos, através de falsos contratos de consultorias”, disse Csapo Talavera.

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29 comentários

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Propina tucana frequentou conta laranja. Literalmente - Viomundo - O que você não vê na mídia

16 de agosto de 2013 às 15h37

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Jorge R

16 de agosto de 2013 às 11h56

Parece que desvios de dinheiro é uma mácula registrada em cartório dos tucanos.Senhoras e senhores, o FHC inaugurou o “FURNODUTO”, o meio mais rápido de repassar capital ilícito para financiar campanhas políticas.Sugiro a vocês que visitem este link: http://caixadoistucanodefurnas.blogspot.com.br/.
Ressalto o diálogo entre o Fábio Passos e o Jotace, o qual concordo plenamente.Independente de quem ocupa o poder, há algo por trás do trono maior do que o próprio rei, e é aí que se encaixa uma intensa flexibilização de jogos políticos alicerçada ao partido da imprensa golpista (escrevi em minúsculas de propósito), o que, infelizmente, culmina com o que nós já conhecemos (e convenhamos: ESTAMOS FARTOS): robalheira dos cofres públicos e cobertura de um midiativismo sujo.
Como se não bastasse privatizar nossas (do povo brasileiro) estatais, ainda teve a audácia instrumentalizar um caixa dois? Esses caras são realmente os inimigos dos brasileiros.

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16 de agosto de 2013 às 00h21

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16 de agosto de 2013 às 00h17

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15 de agosto de 2013 às 00h21

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15 de agosto de 2013 às 00h07

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Francisco

14 de agosto de 2013 às 21h46

Desesperar jamais/
Cutucou por baixo/
O de cima cai/

Desesperar jamais/
Cutucou com jeito/
Não levanta mais!

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Rafael Stedile: As fotos do protesto contra a corrupção tucana em SP - Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de agosto de 2013 às 20h37

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14 de agosto de 2013 às 15h59

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14 de agosto de 2013 às 15h20

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Gilberto Nascimento: MTV foi oferecida à igreja Mundial - Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de agosto de 2013 às 07h27

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Edi Passos

13 de agosto de 2013 às 22h57

O proprinoduto vintenário e bilionário virou “cartel” e agora o Governador vai “processar” a Siemens, o finado Mário Covas, o Çerra e ele mesmo?!

Como diriam os “manifestantes apartidários” do facisbook: kkkkkkkkkkkkkk!

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Marcelo Figueiredo

13 de agosto de 2013 às 21h57

Os tucanóquios aqui de Minas comandados pelo Aócio pagaram 200 mil pra um picareta lá dos EUA vir aqui e dizer que a lista é falsa, sendo que a PF já tinha autenticado-a como verdeira.
Os tucanos são os políticos mais corruptos do universo.

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anderson

13 de agosto de 2013 às 21h39

Caso Alstom: PF vê pagamentos a integrantes do PSDB e indicia 10
Autoridades suíças sequestraram 7,5 milhões, dinheiro que seria de subornos, de uma conta conjunta no Banco Safdié em nome de integrantes do PSDB.
Documentos da Polícia Federal obtidos pelo jornal Estado de São Paulo mostram como funcionou o suposto esquema de pagamento de propina a integrantes do governo do Estado de São Paulo e ao PSDB pelo grupo francês Alstom. Dois ex-secretários, dois diretores da estatal de energia EPTE (ex-Eletropaulo), consultores e executivos da Alstom – dez pessoas no total – foram indiciados no inquérito da PF.

Autoridades suíças sequestraram 7,5 milhões – dinheiro que seria de subornos – de uma conta conjunta no Banco Safdié em nome de Jorge Fagali Neto e de José Geraldo Villas Boas. Fagali é ex-secretário de Transportes Metropolitanos de SP (1994, gestão de Luiz Antônio Fleury Filho) e ex-diretor dos Correios (1997) e de projetos de ensino superior do Ministério da Educação (2000 a 2003) na gestão Fernando Henrique Cardoso. Villas Boas é dono de uma das offshores acusadas de lavar dinheiro do esquema.
Apesar de estar fora da administração paulista na época do pagamento de propina (1998), Fagali manteria, segundo a PF, influência e contatos no governo paulista. O caso envolvendo a Alstom teria os mesmos ingredientes do que envolve o cartel metroferroviário denunciado pela Siemens, do qual a Alstom também faria parte.

Fagali foi indiciado sob as acusações de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e evasão. Outros três agentes públicos foram acusados de corrupção passiva. São eles: o ex-secretário de Energia e vereador Andrea Matarazzo (PSDB), o ex-presidente da EPTE Eduardo José Bernini e o ex-diretor financeiro da empresa Henrique Fingermann. Consultores e diretores da Alstom foram indiciados sob as acusações de formação de quadrilha, corrupção ativa, evasão e lavagem de dinheiro.

A reportagem procurou os acusados. A Alstom disse que não ia se manifestar. Matarazzo afirmou que não há nada que comprove a acusação. Outros ocupantes de cargos públicos se disseram inocentes ao depor. O inquérito foi relatado pela PF. A Procuradoria da República não ofereceu denúncia e vê a necessidade de informações completares em relação a Matarazzo.

A PF usa a teoria do domínio do fato contra o vereador. Ao justificar o indiciamento, o delegado Milton Fornazari Junior escreveu: “Matarazzo era secretário de Energia e pertencia ao partido político que governava São Paulo à época, motivo pelo qual se conclui pela existência de um conjunto robusto de indícios de que ele tenha se beneficiado, juntamente com o partido político, das vantagens indevidas então arquitetadas pelo grupo Alstom”.

Segundo a PF, os beneficiários finais da corrupção eram “servidores públicos do governo no primeiro semestre de 1998”, na gestão de Mário Covas (PSDB). A investigação começou após a apreensão na Suíça de documentos com diretores da Alstom sobre subornos.

No caso da EPTE, o esquema teria atuado na contratação, sem licitação, de um crédito de R$ 72,7 milhões no banco Société Générale, subscrita por Fingermann, seu diretor financeiro. De acordo com a PF, o dinheiro só foi liberado “porque o grupo Alstom (…) idealizou um esquema de pagamento de vantagens indevidas para funcionários públicos paulistas (…) pela aprovação da celebração do contrato de crédito com declaração de inexigibilidade de licitação”.

O dinheiro serviria para a compra de equipamentos para uma subestação de energia. Mas, quando foram entregues, o governo não havia nem licitado o prédio para abrigá-los.

O dinheiro das propinas teria sido pago por meio de offshore no Uruguai. A PF destacou quatro: a MCA Uruguay, de Romeu Pinto Junior; a Taldos Ltd, de Villas Boas; a Splendore Y Associados Desenvolvimento Econômico, de Jean Marie Lannelongue, e a Andros Management Ltd, de Jean Pierre Courtadon. Para justificar a saída do dinheiro, o esquema contrataria empresas de consultoria no Brasil. Entre elas, estariam a Cegelec Engenharia e a Acqua Lux Engenharia e Empreendimentos – esta última de um empresário ligado ao ex-secretário de Governo de Covas e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Robson Marinho.

Dono da MCA, Romeu Pinto Junior confessou à PF ter “servido de intermediário do pagamento de propinas a funcionários públicos paulistas a mando da Alstom e por meio da MCA”. A MCA usaria três contas bancárias no UBP Zurich, uma no Bank Audi em Luxemburgo e outra no Bank Audi em Nova York. O consultor teria recebido da Alstom R$ 40,1 milhões em 2000 e 2001 e de 2005 a 2007. Villas Boas teria recebido R$ 2,65 milhões da Alstom em 2000 e 2002 “sem justificativa plausível” e teria feito saques em espécie do dinheiro depositado. Parte foi enviada à Sanmoca Foundation, em Liechtenstein, e apareceu na conta bancária 230-566047, no Banco UBS, na Suíça. Ele alega inocência. As informações são do Estadão.

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leonardo brito

13 de agosto de 2013 às 21h20

FHC é cínico e devia ficar calado no seu cantinho. Faz críticas ao governo atual, quando ele foi na verdade um entreguista, corrupto, quebrou o nosso país por algumas vezes e arrebentou com o poder aquisitivo do povo mais simples. Acho que ele devia se portar de forma mais discreta.

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    JOTACE

    16 de agosto de 2013 às 00h49

    Sim, mas vendo o sol quadrado e vestindo uma farda de zebra…

Votação do projeto da terceirização fica para setembro - Viomundo - O que você não vê na mídia

13 de agosto de 2013 às 20h32

[…] Propinoduto do Metrô teria irrigado lista de Furnas de FHC […]

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SEM VERNIZ

13 de agosto de 2013 às 19h39

O petralhada, requentando denúncias de 15 anos atrás??!?! Quer dizer que não consiguiram nada além disso? Enquanto as denúncias sobre vocês já abundam só de se buscar o que aconteceu semana passada? tsk tsk tsk Prefiro o que rouba a cada 10 anos do q o q rouba a cada dia! E mais, eles ainda sabem conduzir uma economia, coisa que vcs tão afundando a cada novo “programa brilhante”.

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JOTACE

13 de agosto de 2013 às 19h32

Absolutamente importante o artigo do Rodrigo Lopes pelas informações que contém. Pois ele constata , e mais uma vez, a corrupção dos demtucanos e a ousadia que lhes têm conferido a impunidade perante a Justiça e até as benesses com que têm sido tratados nos governos que lhes sucederam. E os propinodutos têm continuado, e o vai-e-vem do contrato do trem-bala aumenta ainda mais a suspeita de que algo de muito podre irá escoar também pelos trilhos além do trem. Para quem duvidar, sugiro a leitura do imperdível artigo de Mauro Santayana intitulado “A Espanha e o trem-bala” e por ele publicado no seu blog no dia 8 do corrente.

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FrancoAtirador

13 de agosto de 2013 às 19h26

.
.
Foi no ano de 2001 [!!!]

que Furnas celebrou contratos

com a Toshiba e a JP Engenharia

e não em 2011 como constou acima.

(http://bit.ly/1bt3UGz)
(http://www.tcu.gov.br/Consultas/Juris/Docs/judoc/Dec/20021111/TC%20005.156.doc)
.
.

Responder

Fabio Passos

13 de agosto de 2013 às 18h52

E o PiG é cúmplice da roubalheira tucana!
Por que a globo, veja, fsp e estado continuam defendendo os ladrões do psdb?
Porque são da mesma organização criminosa…

psdb = PiG
É a mesma quadrilha!

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    JOTACE

    13 de agosto de 2013 às 19h42

    Caro Fábio Passos,

    Mais uma vez estás coberto de razão ao denunciar os maiores inimigos do povo brasileiro. Os mesmos vende-patrias que enaltecem e, independente de partidos que têm se sucedido no Poder, assaltam da mesma forma os cofres do país. Abraços pra ti, do Jotace

Youssef

13 de agosto de 2013 às 17h27

Ninguém mais tá levando a sério essas denúncias rapaziada. Já se constatou o cartel em todo o MUNDO. São Paulo é só mais um. O PT tá envolvidão também…. já deuuuuuu petralhada!

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    Luiz (o outro)

    14 de agosto de 2013 às 11h13

    Eita falta de argumento, heim, trollha?
    Tucano é tudo babaca mesmo…

Marisa

13 de agosto de 2013 às 16h11

O caso de Furnas já sabíamos há tempos, no entanto ver esses fatos divulgados, ah, isso não tem preço. Resta saber se com o judiciário aparelhado de udenistas vamos chegar a ver alguém processado, julgado segundo a lei e preso.

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Altamiro Borges: Protestos contra Alckmin vão crescer - Viomundo - O que você não vê na mídia

13 de agosto de 2013 às 15h04

[…] Propinoduto do Metrô teria irrigado lista de Furnas no governo FHC […]

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Heber

13 de agosto de 2013 às 14h14

Quando Fernandinho vai jogar dominó com Menen e Fujimore

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    matheus

    13 de agosto de 2013 às 18h08

    Nem fala disso que eu já começo a sonhar com esse dia!

Valente

13 de agosto de 2013 às 13h54

Esse é o tipo queixudo.

Ele declarou para quem quisesse ouvir, que possivelmente houve caixa 2. Que isso cabia a Receita Federal.

Ele também disse a quem quisesse ouvir que houve compra de votos. E isso jamais foi negado, e foi confirmado pelos que receberam a grana do voto da reeleição.E todos sabemos que foi pago 200.000 a cada um votante. Façam as contas. Pois acham que algum votante deixaria de receber essa grana, que já tinha asido recebida pelos resistentes? Ele sabia que ele tinha uma imunidade que Collor jamais teria.

Cada um fala como tem garantias.

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