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Veja seria impedida de votar em seu próprio plebiscito
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Veja seria impedida de votar em seu próprio plebiscito


06/07/2013 - 12h59

por Luiz Carlos Azenha

A revista Veja circula com dez propostas para um plebiscito:

Os brasileiros trabalham cinco meses do ano só para pagar impostos e agora o governo quer que paguemos também todas as campanhas eleitorais dos políticos. Você concorda?

Se bem gasto, o dinheiro dos impostos seria mais do que suficiente para prover de educação, saúde e segurança os brasileiros. No entanto, a população tem de pagar uma segunda vez por escolas privadas, médicos e seguranças. Você concorda?

Você concorda em proibir o uso de jatinhos da FAB por políticos e, com o dinheiro economizado, investir na melhoria do transporte coletivo urbano e na saúde?

Aos 16 anos, um(a) brasileiro(a) já pode votar e se casar. Caso ele(a) cometa crimes bárbaros, deve ser julgado(a) como se fosse uma criança?

Você concorda que Brasília deveria abandonar a galáxia distante onde vive e voltar para o Brasil?

Você concorda que deveria acabar a alegação de “réu primário” uma vez que isso beneficia quem mata pela primeira vez, mesmo que de maneira cruel e sem chance para a vítima?

Você aceita ceder aos caciques dos partidos políticos seu direito de escolher o candidato em quem votar?

Você concorda que deveriam ser fechadas as embaixadas brasileiras na Coreia do Norte, Cuba, Azerbaijão, Mali, Timor-Leste, Guiné Equatorial, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, Botsuana, Nepal, Barbados e em outros países sem a menor expressão, e o dinheiro gasto com elas investido nos hospitais públicos no Brasil?

*Você concorda que quem recebe dinheiro do governo federal poderia ter o direito de se declarar impedido de votar por óbvio conflito de interesses?

O governo tem 39 ministérios e nenhum deles resolveu sequer um problema relevante do Brasil. Você fecharia a maioria deles?

*Pelos critérios da revista, Veja deveria se julgar impedida de votar no plebiscito que propõe, já que recebe milhões de reais anuais em dinheiro público, seja em propaganda do governo federal, seja do governo tucano em São Paulo — para não dizer de vários outros negócios que a Abril faz com as tetas governamentais.

Um exemplo? (Para saber mais, clique aqui):

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28 comentários

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Magda Mª Magalhães

08 de julho de 2013 às 15h02

Em qualquer país sério este questionário seria colocado em revista de humor. Infelizmente, não consigo rir. Arrepio-me pensando nas crianças e adolescentes que estão submetidos a esta massificação de pensamentos ultra direitistas nos meios de comunicação e em quê este país está se tornando.
Cada partido político tem dois programas por ano veiculado na grande mídia. Os de esquerda deveriam se abster do auto incenso, acreditar na educação e ministrar aula de política a partir de uma visão humanista.
O Ministério de Educação e Cultura deveria criar a cadeira de Cidadania com aulas desde o maternal até o segundo grau. Seriam 3 aulas por semana, onde o humanismo seria o foco. No ciclo mais básico deveria ser ensinado o respeito às pessoas, seja velho, criança ou adulto, aos animais, ao planeta. Poderia haver aulas de dança de salão em um ano, é uma maneira de ver e estar com o outro. Na 8ª e 9ª séries poderia haver democracia e participação política. Educação financeira, sexual, para o trânsito, filosofia, sugiro sejam motes para outros anos.
Não adianta nos escandalizarmos com o quê Veja veicula: é preciso fazer alguma coisa. Acredito que a educação seria a melhor arma para combater estes ultradireitistas. Precisamos também exigir do Congresso Nacional uma regulamentação sobre os meios, principalmente sobre o que afeta mais as crianças, adolescentes e jovens.

Responder

Fátima Oliveira: O povo quer falar e não referendar - Viomundo - O que você não vê na mídia

08 de julho de 2013 às 09h18

[…] Veja seria impedida de votar em seu próprio plebiscito […]

Responder

anac

07 de julho de 2013 às 09h14

Para 2014, Chapa pura do PT: DILMA E LULA.

Responder

    anac

    07 de julho de 2013 às 09h24

    Corrupção é de responsabilidade do Ministério Público e Poder Judiciário que não denunciam e punem os CORRUPTORES.
    Com o poder d investigação acrescentado a outros que o Ministério Público tem desde 1988, não existe motivo que no Brasil impere a CORRUPÇÃO. A unica explicação cabível é de que tanto o Judiciário quanto o Ministério Público não exercem suas funções. O problema esta nessas duas instituições. Quando vemos Gurgel e Joaquim Barbosa, autoridades máximas de cada órgão, entendemos o porquê não funcionarem e a corrupção imperar.

Francisco

06 de julho de 2013 às 22h56

A Veja é uma revista adolescente. Às vezes me pergunto se ela não é dirigida e redigida por um coletivo daqueles meninos genocidas do Khmer Vermelho.

Sim, eu sei que os meninos genocidas do Khmer Vermelho se diziam de esquerda, mas todos sabem: o que mais os mobilizava não era o desejo de construir algo, apenas o desejo de mergulhar tudo em sangue.

Se a Veja tomasse o poder, em um mês teríamos o fuzilamento do PT. Em dois, o fuzilamento de toda a esquerda (inclusive do PSOL, do PSTU e do PCO), em quatro, a menoridade cairia para 16 anos, em seis para 14, em sete, a pena de morte para bebês (“o aborto é ilegal!!!”) e em sete meses, o extermínio preventivo de de favelados (“…podem vir a ser perigosos marginais…”).

Seriamos um país de sete meses, como o são todas as matérias da Veja…

Responder

Márcio Gaspar

06 de julho de 2013 às 20h10

Esse lixo, e bota lixo nisso, deveria colocar em suas perguntas se as pessoas concordariam que o governo injetasse milhões de reais em propaganda na revista VEJA. Mas que porcaria é essa revista. Essa revista está se tornando um antro de fascistas e extremistas de direita. Acho que os “profissionais” que escrevem nesta porcaria devem ser selecionados a dedo, se forem anti-PT, anti-Lula, contra política social, é contratado de imediato. As pessoas podiam fazer um favor: sumam com uma revista VEJA e joguem no lixo quando se depararem com uma pela frente, pois esta revista é um mal para as pessoas, ela provoca ódios e imbeciliza as pessoas. Que porcaria.

Responder

Marat

06 de julho de 2013 às 20h08

Esse dejeto, que se autodenomina revista, poderia ter vários slogans:
Veja quanta merda a gente escreve;
Veja que lixo;
Veja quanta mentira;
Veja, mas saiba que é mentira;
Veja bem… verdade, verdade a gente não veicula…
Veja: Não valemos nada!
Look, ooooops, ato falho… Veja!

Responder

    renato

    07 de julho de 2013 às 15h34

    Vi e gostei..

Bonifa

06 de julho de 2013 às 19h05

Uma revista semanal com este nível de proselitismo e opiniões de alta voltagem ideológica, seria inteiramente normal numa democracia, se fosse restrita a poucos assinantes e tivesse uma tiragem inexpressiva. Mas acontece que se trata da maior revista do gênero no país. Isto exige algum tipo de interferência, para que a informação e a crítica sem partidarismo fanático seja reequilibrada.

Responder

    Bonifa

    06 de julho de 2013 às 21h45

    Uma boa interferência a ser exigida, absolutamente legal e legítima, seria a exigência de que o governo de São Paulo ou outro qualquer,deixe de gastar o dinheiro público para comprar esta revista e distribuir entre as escolas públicas ou outro lugar público. É um absurdo financiar uma revista deste gênero desta maneira, pagando para que ela faça a cabeça de professores e estudantes da escola pública. Pagando para que ela infiltre ideias mais que polêmicas, reprováveis. É como algum diretor de escola que é um filo-nazista e que obriga seus professores a passar suas convicções aos alunos. Isto em escola pública é absolutamente intolerável por uma democracia que se preze. Não é aceitável que o poder público considere a Veja como uma revista apartidária e sem ideologia. Outra boa interferência é boicotar os escritórios e clínicas médicas, odontológicas e de outra espécie, que recebem a revista (grátis?) e a expõe inocentemente aos seus indefesos clientes. Estas interferências, e outras, devem ser seriamente consideradas por quem tem bom senso político.

José Eduardo

06 de julho de 2013 às 18h39

Você concorda que a Veja/Abril é um antro de corrupção e totalitarismo?

Responder

José Eduardo

06 de julho de 2013 às 17h42

Seria muito útil saber quanto a Veja/Abril já recebeu de publicidade do governo federal desde a Era Lula. Da mesma forma, quanto o governo de SP já pagou a esse grupo nazi-empresarial desde que o reinado de terror tucano começou em 1995. Alguém se habilita?

Responder

FrancoAtirador

06 de julho de 2013 às 17h28

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Por falar em Fascismo…

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A explosão do ódio

Antropóloga detecta aumento de sites neonazistas brasileiros.
E o índice de arquivos baixados com estas características cresce a uma taxa média de 6% ao ano

por Márcio Sampaio de Castro, na CartaCapital

Durante a última grande manifestação organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL), para comemorar a revogação do aumento das tarifas do transporte coletivo em São Paulo, integrantes de partidos políticos e movimentos sociais foram atacados por jovens trajando toucas ninjas, roupas pretas e coturnos. Enquanto agrediam seus alvos, a multidão ao redor aplaudia e gritava “fora partidos, fora partidos”. Para a antropóloga Adriana Dias, que pesquisa há mais de 10 anos a atuação dos movimentos neonazistas no Brasil e já foi diversas vezes ameaçada de morte por seus integrantes, não resta a menor dúvida sobre quem eram esses jovens violentos e quais eram suas motivações.

A partir da análise de blogs, sites e fóruns de relacionamento, muitos deles com domínio no exterior, a pesquisadora documentou, ao longo de sete anos, que mais de 150 mil downloads de arquivos de teor nazista, superiores a 100 megabites cada, foram baixados por um número equivalente de computadores com endereços eletrônicos localizados no Brasil no mesmo período. De 2009 para cá, o índice de arquivos baixados com estas características tem crescido a uma taxa média de 6% ao ano e até postagens de crianças já foram detectadas por ela.

Para Adriana, um misto de despolitização da sociedade no período pós-ditadura e a transformação da política em escândalo por boa parte da mídia são o ovo da serpente para a expansão de manifestações crescentes de caráter nazifascista na sociedade brasileira. A omissão sistemática das autoridades às agressões perpetradas contra homossexuais, negros, judeus, nordestinos, moradores de rua e imigrantes bolivianos nas ruas de grandes centros urbanos completa o ciclo de terror, que silenciosamente avança junto a um número nada desprezível de jovens brasileiros.

Carta Capital: Nas manifestações populares das últimas semanas em São Paulo, um momento que chamou a atenção foi quando jovens, aparentemente ligados a esses movimentos, atacaram militantes partidários e militantes do movimento negro, destruindo suas bandeiras. Enquanto isso ocorria, a multidão à sua volta gritava “fora partido, fora partido”. Como explicar esses dois fenômenos simultâneos?

Adriana Dias: Desde a ditadura militar nós avançamos por um processo de despolitização espantoso em todas as camadas sociais. Os cursos de sociologia e filosofia foram retirados do currículo escolar. Em segundo lugar, há no Brasil uma proliferação da teologia da prosperidade. Na Alemanha, ela foi fundamental para a ascensão do nazismo. A ideia aqui é que não são as ações do governo que auxiliam nessa prosperidade. Por exemplo, o indivíduo consegue comprar uma casa pelo programa Minha Casa, Minha Vida e vai a um culto religioso e acredita que conseguiu por sua própria conta. Esse afastamento gradual do Brasil de um estado laico torna tudo mais difícil. Tanto na Igreja Católica, em sua linha carismática, quanto em certas igrejas protestantes. Por fim, a política de escândalos, patrocinada pela mídia, criou uma personalização da política como um eterno escândalo. Eu chamo isso de um carnaval às avessas. Se no carnaval o povo vai pras ruas para expor sua alegria, nessas manifestações as pessoas têm ido às ruas para expor suas insatisfações, fazendo reivindicações que não são mensuráveis e de um fundo conservador muito forte.

CC: Quais as alternativas para isso?

AD: A alternativa é a volta para o diálogo com os movimentos sociais. Nas elites políticas, em um sentido mais geral, há um movimento totalitário, dentro do que analisa Hannah Arendt. Particularmente na direita brasileira. Em São Paulo, por exemplo, muitas práticas do Estado são totalitárias. Veja a atuação da polícia. Já em um campo mais específico, entram esses movimentos neonazistas e suas ações, como essa verificada nas manifestações.

CC: Como esses jovens neonazistas são cooptados?

AD: Há um proselitismo muito forte no Brasil. Os grandes líderes têm entre 35 e 50 anos e normalmente são pequenos empresários e profissionais liberais. Estes não vão para as ruas. Em um segundo grupo, temos os mais jovens, que vão para as ruas e não se importam por que sabem que, se forem presos, serão soltos. E temos também as mulheres neonazistas, que são vistas somente como reprodutoras, dentro de um ideal paternalista e machista. Os grandes líderes atuam dentro de universidades, por exemplo, distribuindo material de divulgação do movimento e, principalmente, nas redes sociais.

CC: Como surgiu a ideia de pesquisar o movimento neonazista no Brasil?

Adriana Dias: A partir de uma disciplina que cursei na Unicamp, em 2002, na graduação, onde se discutia a negação do holocausto, tive a ideia de fazer um trabalho para conhecer um pouco os grupos neonazistas brasileiros. Como sou programadora, criei uma aranha de busca e percebi que estava entrando em um mundo muito grande. No início, eram apenas 7500 sites, em 2009 já eram mais de 20 mil. Existem também os blogs, que cresceram 450% nesse período, e as redes sociais.

CC: Quais as características desses sites?

AD: São compostos por páginas profundas, com diretórios dentro de diretórios. Nos diretórios mais profundos encontramos incentivos ao genocídio e assassinatos. Muitos deles são de origem norte-americana. Fazem apologia ao número 88, já que o H é a oitava letra do alfabeto e duplicado faz referência ao Heil Hitler. Uma frase muito comum de ser encontrada é o “nós devemos assegurar um futuro para as crianças brancas”, o slogan de 14 palavras inspirado em uma passagem do Mein Kampf, livro escrito por Hitler. Da combinação desses dois números, temos o 14/88, que é uma saudação. Muitos membros nos fóruns de internet se utilizam desses números como nicknames associados a nomes nórdicos. Coisas como Odin88 ou Thor 14/88.

CC: Por que esta forte influência dos sites norte-americanos?

AD: Eu fiz a minha pesquisa em inglês, espanhol e português. Os grandes pensadores do movimento estão nos EUA e um dos principais deles foi o David Lane, que morreu na prisão em 2007. O movimento surge muito forte lá por que a questão racial é muito dura entre eles. Esse lado mais duro permite a expansão desses pensamentos, ao lado do conceito de liberdade de expressão. Nos Estados Unidos, esses sites são legais. É um discurso público e consequentemente é mais fácil de reproduzi-lo. Só que para mim, a liberdade de expressão se interrompe quando chega à dignidade humana. Representar outro ser humano como animal ou como um demônio está muito além da liberdade de expressão.

CC: A ligação com movimentos estrangeiros tem crescido?

AD: Já houve casos de grupos brasileiros serem rejeitados por serem sul-americanos, mas nos últimos tempos esta visão tem mudado e o ideário da raça branca tem aproximado esses grupos ao redor do mundo.

CC: O jornalista espanhol Antonio Salas, autor de O Diário de Um Skinhead, se infiltrou em grupos neonazistas. A senhora chegou perto de ter alguma experiência deste tipo?

AD: Antonio Salas produziu um trabalho heroico, se fazendo passar por um neonazista para conhecer estes grupos a fundo. Atualmente, ele tem que se manter oculto, pois é ameaçado de morte em 16 países. Eu pesquiso os sites e fóruns. Conheço perto de 500 desses fóruns e muitos funcionam como páginas de relacionamentos, mas os mais representativos chegam a um número de 12. Eles se dividem por temáticas, como o Fórum Verde, sobre ecologia, o Solar General, sobre religiosidade e o Movimento Cristão Identitário, que é protestante radical de direita e que tem a plataforma de criar um estado branco dentro dos EUA.

CC: Em sua pesquisa, o que mais chamou a atenção?

AD: A quantidade de ódio, a idolatria ao ódio. A ideia de achar que ele estrutura a personalidade. Eu, que tenho uma formação humanista, posso dizer que fiquei chocada com isso. Outro aspecto é a crença na noção de sangue que ultrapassaria a substancialidade. Ou seja, o sangue não seria material, estaria na alma. Isto explica por que entre eles a nação, tal qual nós a concebemos, não existe. O que existe é a nação racial. Por isto, é preciso destruir os movimentos populares, que estão associados a outra concepção de nação. Por fim, me chamou a atenção a facilidade para encontrar inimigos. Eu, como antropóloga, não acredito em raças, somente na raça humana, mas para eles, o casamento chamado de inter-racial, por exemplo, é considerado um genocídio.

CC: E no Brasil?

AD: No Brasil, existe o discurso separatista, que traz elementos complicadores.

CC: Como assim?

AD: Cada um quer uma coisa. Veja o caso do (Ricardo) Barollo, que mandou matar o (Bernardo) Dayrell, em 2009, no Paraná. Eles estavam lutando pela liderança do movimento no país, mas o que cada grupo defende a seu modo é a separação de São Paulo ou dos estados do sul do restante do Brasil. Nessas explosões de ódio, que mencionei há pouco, é exigido que eles ataquem os inimigos. Aliás, um dos critérios para aceitar um novo membro é que ele cometa uma violência contra um inimigo. Os grupos neonazistas têm matado e agredido gays em São Paulo, na região da rua Augusta, e ninguém fala nada. A polícia não faz nada. Já conversei com policiais que não consideram crime um indivíduo portar uma suástica bordada na blusa.

CC: Somente os gays?

AD: Não. Atacam bolivianos, negros, gays, nordestinos, judeus e depois relatam nos fóruns. Eles são organizados. Possuem inclusive estratégias de defesa. Muitos, quando são pegos, alegam loucura. São estratégias previamente montadas e as autoridades, por sua vez, não dão importância.

CC: Isto seria em função da cultura brasileira de deixar as coisas acontecerem para depois tomar uma atitude?

AD: Não, não acho. Acontece que no Brasil as minorias não têm importância e é por isso que ninguém faz nada.

(http://www.cartacapital.com.br/politica/a-explosao-do-odio-7327.html)
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Responder

    FrancoAtirador

    06 de julho de 2013 às 19h35

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    QUANDO A EDUCAÇÃO VIRA NEGÓCIO EM BOLSA DE VALORES
    E O ENSINO É VOLTADO PARA A IDEOLOGIA DO PRECONCEITO





    Abril Educação compra grupo de educação Motivo no Recife por R$103 mi
    sexta-feira, 5 de julho de 2013 09:57 BRT Imprimir [-] Texto [+]
    SÃO PAULO, 5 Jul (Reuters) – A Abril Educação anunciou nesta sexta-feira a compra de grupo de educação no Recife por cerca de 103 milhões de reais, ampliando atuação da companhia no ensino infantil, onde já tinha anunciado na véspera mais 130 milhões de reais em investimento.

    A aquisição –que envolve o Colégio Motivo, a livraria Park Carapuceiro Serviços e o Centro Recifense de Educação, todos no bairro de Boa Viagem, na capital pernambucana– ocorreu após a Abril Educação ter anunciado a compra do Centro Educacional Sigma, em Brasília, por 130 milhões de reais, na quinta-feira.

    Segundo a companhia, a compra do Colégio Motivo adicionará 2,8 mil alunos à base da Abril Educação, além dos 5,1 mil previstos no acordo com o Sigma.

    Com as últimas aquisições, a companhia decidiu criar uma nova unidade de negócios, que passará a centrar-se na gestão destes ativos, afirmou a Abril Educação em comunicado ao mercado.

    A empresa estimou que a receita consolidada dos dois grupos adquiridos este ano será de 100 milhões de reais, com lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) previsto de 32,5 milhões e margem de 33 por cento.

    Com as duas aquisições, o negócio de escolas e cursos pré-vestibulares da Abril Educação passa a incluir as marcas Anglo em São Paulo, pH no Rio de Janeiro, Sigma em Brasília e Motivo no Recife.

    A receita consolidada estimada para estes negócios em 2013 é de cerca de 270 milhões de reais, “comparável à receita do negócio de sistemas de ensino da companhia”, afirmou a Abril Educação.

    (Por Alberto Alerigi Jr.)

    © Thomson Reuters 2013

    FrancoAtirador

    06 de julho de 2013 às 20h45

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    Abril Educação S.A.
    Demonstrações Financeiras Individuais e Consolidadas
    em 31 de dezembro de 2012
    e Relatório dos Auditores Independentes [PwC]

    18. IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES A PAGAR

    18.1 REFIS e PAES

    Em novembro de 2009, a Companhia e suas controladas aderiram ao Programa de Recuperação Fiscal, instituído pela Lei nº 11.941/09 e pela Medida Provisória nº 470/09, visando equalizar e regularizar os passivos fiscais por meio de um sistema especial de pagamento e de parcelamento e suas obrigações fiscais e previdenciárias.

    Como consequência da adesão ao REFIS IV, a Companhia e suas controladas obrigam-se ao pagamento das parcelas sem atraso, bem como a desistência das ações judiciais e renúncia a qualquer alegação de direito sobre a qual se funda as referidas ações, sob pena de imediata rescisão do parcelamento e, consequentemente, perda dos benefícios anteriormente mencionados.

    De acordo com a Lei 11.941/09 (*), não foram dadas garantias para ingresso a esse programa.

    O parcelamento foi efetuado em 60 meses(*), sendo que os pagamentos estão sendo efetuados nos prazos de vencimento, em espécie, uma vez que não estão sendo efetuados pagamentos via utilização de prejuízos fiscais.

    A atualização está sendo realizada pela taxa de juros SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia).

    A Administração aguarda a homologação dos débitos da Companhia e suas controladas para o ano de 2013.

    (http://ri.abrileducacao.com.br/pt-br/InformacoesFinanceiras/Documents/Abril%20Educa%C3%A7%C3%A3o%204TRI12%20Reapresentado%20Abril-13%20V3_16042013.pdf)

    (*) LEI Nº 11.941, DE 27 DE MAIO DE 2009

    CAPÍTULO I
    DOS PARCELAMENTOS

    Seção I
    Do Parcelamento ou Pagamento de Dívidas

    Art. 1º…
    (…)
    § 3º … os débitos que não foram objeto de parcelamentos anteriores a que se refere este artigo poderão ser pagos ou parcelados da seguinte forma:
    (…)
    III – parcelados em até 60 (sessenta) prestações mensais,
    com redução de 80% (oitenta por cento) das multas de mora e de ofício,
    de 30% (trinta por cento) das isoladas,
    de 35% (trinta e cinco por cento) dos juros de mora
    e de 100% (cem por cento) sobre o valor do encargo legal;

    (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l11941.htm)
    .
    .
    O QUE ESSAS EMPRESAS QUEREM MESMO É ISENÇÃO DE IMPOSTOS
    .
    .

Antonio

06 de julho de 2013 às 16h19

Você concorda que o jornalista Policarpo Jr deveria ter sido convocado na CPI do Cachoeira?

Responder

    De Paula

    06 de julho de 2013 às 19h36

    Quem impediu?

    FrancoAtirador

    06 de julho de 2013 às 19h47

    .
    .
    Discordo.

    Deveria ser indiciado pela Polícia Federal como Bandido

    membro da Quadrilha do Empresário de Negócios Cachoeira.
    .
    .

Julio Silveira

06 de julho de 2013 às 16h09

Pensando bem, isso deve ser uma espécie de deboche. Um recado. Uma forma de identificar como eles vêm a maioria da cidadania brasileira.

Responder

Fabio Passos

06 de julho de 2013 às 15h50

veja é produzida por e para imbecis. rsrs
Se parar de mamar nas tetas públicas a veja desaparece.

Responder

Gerson Carneiro

06 de julho de 2013 às 14h56

O Plebiscito da Veja é financiado pelo Carlinhos Cachoeira.

Responder

J Souza

06 de julho de 2013 às 14h51

E assim caminha o judiciário paulista, com sua justiça de olhos bem abertos… E bem conivente!
Fala, PEC37!

Responder

Gerson Carneiro

06 de julho de 2013 às 14h43

Você acha que parceiros do Carlinhos Cachoeira têm credibilidade?

Responder

Julio Silveira

06 de julho de 2013 às 14h42

E tem gente que, infelizmente, ainda presta atenção a Veja. Francamente, só de ler o que a novidade, deles, traz para o consumo da cidadania fico estarrecido. O elemento, antes de ser trazido como alguém com contribuição importante a dar a cidadania, deveria ter passado por um teste psiquiátrico tal o volume de grosserias exposta em tão pouco espaço digital. Se a Veja acredita que é esse tipo de cidadão que trará o novo para a politica de negação da politica, não será de se estranhar se logo ali na frente sermos assolados por uma horda de neo-neandertais, todos muitos intuitivos na defesa de suas prerrogativas, com uma clava na mão. Se sinônimo de cidadania é isso, trocar uma esculhambação por outra, então acho que o Brasil realmente vai acabar merecendo ser recolonizado por algum pais mais culto e poderoso, que atento percebe sermos ainda o mesmo país de silvícolas, hoje de uma selva de concreto, obtusos, temperamentais, com pretensão de caciques e uma tribo de seguidores.

Responder

Gabriel Braga

06 de julho de 2013 às 14h24

Essa “proposta” tem como alvo os beneficiários do bolsa família,ou seja,pobres que recebem auxílio do governo federal.

Veja simplesmente propõe que os cidadãos que se situam nos estratos superiores de renda decidam pelos mais humildes.Veja quer uma democracia em que uma parcela significativa da população seja excluída do processo decisório.Veja quer que os “iluminados” decidam pelos pobres.Veja quer uma democracia sem povo.Nada que surpreenda em se tratando desse panfleto de extrema direita em que Veja se transformou nos últimos anos.

Responder

Bacellar

06 de julho de 2013 às 13h20

Meu Deus que tipo de retardado pode levar a sério essa lista esdruxula? A proposição em negrito sequer faz sentido lógico.

Responder

    Neotupi

    06 de julho de 2013 às 14h33

    Além do pig, não poderiam votar: todos os aposentados, todo o funcionalismo público, inclusive do judiciário, todo fornecedor ao governo, estudantes que recebem bolsas estudos, e óbvio, a intenção da revista foi esta: beneficiários do bolsa família.

    Bacellar

    06 de julho de 2013 às 15h55

    Se alguem conseguir me explicar pq um eleitor que supostamente se beneficia por “receber dinheiro do governo federal” deveria ter o direito de abrir mao do seu voto por “conflito de interesses” e uma vez possuindo esse magnifico direito pq o faria ja que se beneficia eu dou de presente uma assinatura da Veja. Juro que nao entendo o encadeamento logico desse paragrafo da “proposta”.


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