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Diário da Resistência


Ex-agente: “Coronel Perdigão deu um tiro na nuca de cada um deles”
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Ex-agente: “Coronel Perdigão deu um tiro na nuca de cada um deles”


16/05/2013 - 08h43

por Conceição Lemes

Nesta quinta-feira 16, o ex-agente da repressão Valdemar Martins de Oliveira prestou depoimento na audiência pública realizada da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo.

Ex-paraquedista, Valdemar disse a Rodrigo Vianna, em reportagem exclusiva veiculada nessa quarta-feira 15 pelo Jornal da Record, que abandonou o Exército brasileiro por discordar de torturas e assassinatos cometidos pelos militares contra militantes políticos que se opunham à ditadura.

Valdemar foi testemunha do assassinato do casal Catarina Abi-Eçab e João Antônio dos Santos Abi-Eçab, em 1968, no Rio de Janeiro.  Os dois militavam no movimento estudantil e eram suspeitos de ter participado da execução do capitão do Exército norte-americano Charles Rodney Chandler, em 12 de outubro de 1968, feita pela ALN e pela VPR.

Durante muito tempo prevaleceu a versão policial que atribuiu a morte do casal à explosão do veículo em que viajavam, em consequência da detonação de explosivos que transportavam,  no km 69 da BR-116, próximo a Vassouras (RJ).

A versão divulgada na imprensa foi a de que ambos foram vítimas de um acidente de automóvel: “[…] chocaram-se contra a traseira de um caminhão que transportava pessoas em sua caçamba”. No veículo em que estavam, teria sido encontrada uma mala com armamentos e munição.

No boletim de ocorrência, que registrou o suposto acidente, consta:

Foi dado ciência à Polícia às 20h de 08/11/68. Três policiais se dirigiram ao local constatando que na altura do km 69 da BR116, o VW 349884-SP dirigido por seu proprietário João Antônio dos Santos Abi-Eçab, tendo como passageira sua esposa Catarina Helena Xavier Pereira (nome de solteira), havia colidido com a traseira do caminhão de marca De Soto, placa 431152-RJ, dirigido por Geraldo Dias da Silva, que não foi encontrado. O casal de ocupantes do VW faleceu no local. Após os exames de praxe, os cadáveres foram encaminhados ao necrotério local.

O laudo da exumação, elaborado pelos legistas Carlos Delmonte e Isaac Jaime Saieg, em 23 de julho de 2000, concluiu que a morte foi conseqüência de “traumatismo crânio-encefálico” causado por “ação vulnerante de projétil de arma de fogo”.

Sua morte ocorreu em decorrência de um tiro que a atingiu pelas costas. Além disso, os legistas não encontraram sinais de autópsia feita anteriormente. A causa mortis apresentada em 9 de novembro de 1968, pelos médicos Pedro Saullo e Almir Fagundes de Souza, do IML de Vassouras, foi “fratura de crânio, com afundamento (acidente)”.

A reportagem feita pelo jornalista Caco Barcellos, veiculada no Jornal Nacional (TV Globo) em abril de 2001, desmentiu a versão policial de acidente e demonstrou que João Antonio e Catarina foram executados.

Na entrevista ao repórter Rodrigo Vianna, Valdemar deu detalhes: “O capitão Pereira deu um tiro na nuca de cada um deles”.

Nesta quinta-feira 16, em depoimento à Comissão da Verdade do Estado de São Paulo, na Assembleia Legislativa, Valdemar revelou o nome do “capitão Pereira”: “O coronel Freddie Perdigão deu um tiro na nuca de um e outro tiro na nuca do outro”.

Em depoimento à Comissão Nacional Verdade, o ex-militar já havia revelado o nome de Freddie Perdigão. Como lá a audiência foi fechada, a informação não veio a público.

FREDDIE PERDIGÃO, O DR. NAGIB

Segundo o Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, o nome de Freddie Perdigão, conhecido como o dr. Nagib nos porões da ditadura, aparece em duas listas do Projeto Brasil Nunca Mais, como Major atuando no DOI/CODI do Rio de Janeiro, em 1970.

Em documento de 2008, o Tortura Nunca Mais/RJ, relata:

“Na primeira destas listas, a de “Elementos Envolvidos Diretamente em Torturas”, à página 39 do Tomo II, volume 3 “Os Funcionários”, seu nome é denunciado por Tânia Chao que, em dezembro de 1970 era professora, tendo 25 anos. Seu depoimento encontra-se à pág 769 do Tomo V, volume 3, “As Torturas” do Projeto BNM, transcrito abaixo:

( ) … que a declarante anteriormente a assinatura de suas declarações foi agredida de diversas maneiras sofrendo, inclusive, choques elétricos pelo corpo sendo que esses fatos foram presenciados pelo Encarregado do IPM; que a declarante foi agredida, inclusive, pelas pessoas de nome Plínio e Nagib, e, também, por Timóteo Ferreira por palmatória; que a declarante na prisão não tem obtido tratamento médico necessário uma vez que sofre de artrite rematoide e de úlcera; que em sua prisão não tem o mínimo conforto necessário no que se refere a higiene uma vez que não há banheiro na cela …( )

Estas declarações de Tânia Chao encontram-se no Processo N.º 81/70 da 1ª Auditoria da Militar, da 1ª RM/CJM, com Apelação no STM de n.º 39.519 consta de dois volumes e dois apensos ( informações contidas à pág 209, Tomo II, Volume 1 “A Pesquisa BNM” do Projeto Brasil Nunca Mais).

Este processo, trata de réus acusados de pertencerem a ALA, no Rio de Janeiro, em 1970, tendo conseguido do dono de uma gráfica autorização para imprimirem identidades falsas, o que efetivamente fizeram. Alguns réus fundaram um curso para obter fundos para a Ala, onde era impresso em mimeógrafo o jornal “Unidade Operária”

Na segunda lista, a de “Membros dos órgãos da Repressão”, à página 233 do Tomo II, Volume 3 “Os Funcionários”, o nome de Nagib é denunciado também em abril de 1971 e aparece no mesmo Processo citado acima.

O Coronel Freddie Perdigão foi denunciado pelo estudante Sérgio Ubiratan Manes em depoimento ao Tribunal Superior Militar (STM), em 1969, segundo reportagem do Jornal O Globo de 04/07/99, como um dos torturadores que o espancaram na Polícia do Exército, na Rua Barão de Mesquita.

Nessa mesma reportagem, o General Newton Cruz revela que o Capitão Perdigão o avisou da Operação Riocentro e esteve no local do atentado com o grupo de militares que colocaram a bomba no estacionamento do Riocentro, durante um show em homenagem ao Dia do Trabalhador, em 30/04/81, onde morreu o sargento Guilherme do Rosário e ferindo o capitão Wilson Machado, ambos agentes do DOI/CODI.

Segundo o jornalista Elio Gaspari, publicado na sua coluna, no Jornal O Globo, no dia 24/10/99 “…O grupo terrorista a que Perdigão estivera ligado em 1968 voltou a agir em 1976.

Seqüestraram, espancaram, pintaram de vermelho e deixaram nu numa estrada o bispo de Nova Iguaçu, Dom Adriano Hipólito…”

Veja também:

Ivan Seixas sobre Ustra: “Todo psicopata tem uma desculpa”

Tatiana Merlino: As feridas sempre abertas de uma infância roubada

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



28 comentários

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Luiz Cláudio Cunha: Quem teme a verdade sobre a ditadura? - Viomundo - O que você não vê na mídia

26 de maio de 2013 às 00h31

[…] Ex-agente: “Coronel Perdigão deu um tiro na nuca de cada um deles” […]

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Victória lança nesta terça Maurício Grabois, Meu Pai - Viomundo - O que você não vê na mídia

25 de maio de 2013 às 19h41

[…] Ex-agente: “Coronel Perdigão deu um tiro na nuca de cada um deles” […]

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Marcela

24 de maio de 2013 às 18h55

Legistas que falsificaram laudos e donos dos sítios onde os militantes eram torturados (às vezes até a morte) também deveriam ser convocados. Todos que colaboraram com esse tipo de atividade devem ser confrontados com o que fizeram.

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    João Francisco

    24 de dezembro de 2013 às 15h28

    Deveriam responder também, é lógico… Inclusive a REDE GLOBO também tem uma enorme dívida com os torturados e familiares dos assassinados pela ditadura.
    A justiça só se fará completa quando todos os autores e apoiadores destas trucidades pagarem pelo que fizeram conosco.

Carlos Tautz: A explosão da bomba no Riocentro seria queima de arquivo? - Viomundo - O que você não vê na mídia

22 de maio de 2013 às 18h14

[…] Ex-agente: “Coronel Perdigão deu um tiro na nuca de cada um deles” […]

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Ditadura praticou tortura antes da luta armada - Viomundo - O que você não vê na mídia

22 de maio de 2013 às 05h37

[…] PS do Viomundo: Meu pai, José Rodrigues Azenha, militante comunista no interior de São Paulo e “aliancista”, ou seja, contrário à luta armada, foi preso pelo menos uma vez no navio Raul Soares, ancorado no porto de Santos. Foi detido em várias outras ocasiões entre 1950 e os anos 70. A tortura “científica” data da guerra colonial francesa na Argélia, foi adotada e aperfeiçoada pelos Estados Unidos para uso no Vietnã e hoje é aplicada com o nome tucano de enhanced interrogation techniques em militantes islâmicos. Na Escola das Américas, situada inicialmente no Panamá, os Estados Unidos ensinaram tortura a militares de toda a América Latina para aplicação contra militantes de esquerda depois da ascensão de Fidel Castro ao poder em Cuba. Durante a ditadura militar, “especialistas” ligados aos serviços de informação dos Estados Unidos frequentavam o Brasil para prestar “assessoria” e provavelmente recolher dados para a CIA, conforme denunciou mais uma vez, em recente depoimento, o ex-militar Valdemar Martins de Oliveira. […]

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Bernardino

17 de maio de 2013 às 22h09

Morreu o sr VIDELA,carniceiro e ditador,pensava que nao acertaria as contas pelos maus feitos e que ironia pelas maos de um ex-preso politico que veio a ser Presidente:GRANDE Nestor KIHNER e sua Cristina.
jA NO lixao Portugues chamado BRASIL torturador é anistiado e apoidado pela imprensa BANDIDA que os apoiaram e recentemente inocentados pelo STF que duranta a Ditadura obedecia aos milicos com medo de puniçao.Que Belo poder juciciario!!!
È a INDOLE PORTUGUESA: Corrupta,covarde e Antipatriota,nao foi à toa que a ditadura durou longos 20 anos,enquanto na ARGENTINA só 5 anos de duraçao com 30 vezes mais vitimas que aqui o que denota grande resitencia pelos Hermanos e a prova que acabaram todos na cadeia e condenados pelas maos do Pres KICHNER
Enquanto aqui todos sentaram-se a mesa e perdoaram uns aos outros como manda o figurino Portugues.Que dizer de um PAÍS em que um TORTURADOR da nome a uma LEI:Lei FLEURY.UMA NAÇAO dessa nao merece um PINGO DE RESPEITO!!!ESSA comissao da VERDADE tera o mesmo efeito de JOGAR Confete em AVIAO!!!

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    pão & circo

    18 de maio de 2013 às 17h34

    E de hipocrisia em hipocrisia as elites brasileiras vêm se mantendo há séculos. Uma hora a bolha estoura.

abolicionista

17 de maio de 2013 às 19h47

Para que não nos esqueçamos:

Atentado do Riocentro é o nome pelo qual ficou conhecido um frustrado ataque a bomba que seria perpetrado no Pavilhão Riocentro, no Rio de Janeiro, na noite de 30 de abril de 1981, por volta das 21 horas, quando ali se realizava um show comemorativo do Dia do Trabalhador, durante o período da ditadura militar no Brasil.
As bombas seriam plantadas pelo sargento Guilherme Pereira do Rosário e pelo então capitão Wilson Dias Machado, hoje coronel, atuando como educador no Colégio Militar de Brasília. Por volta das 21h00min, com o evento já em andamento, uma das bombas explodiu dentro do carro onde estavam os dois militares, no estacionamento do Riocentro. O artefato, que seria instalado no edifício, explodiu antes da hora, matando o sargento e ferindo gravemente o capitão Machado.
Na ocasião o governo culpou radicais da esquerda pelo atentado. Essa hipótese já não tinha sustentação na época e atualmente já se comprovou, inclusive por confissão, que o atentado no Riocentro foi uma tentativa de setores mais radicais do governo (principalmente do CIE e o SNI) de convencer os setores mais moderados do governo de que era necessária uma nova onda de repressão de modo a paralisar a lenta abertura política que estava em andamento.
Uma segunda explosão ocorreu a alguns quilômetros de distância, na miniestação elétrica responsável pelo fornecimento de energia do Riocentro. A bomba foi jogada por cima do muro da miniestação, mas explodiu em seu pátio e a eletricidade do pavilhão não chegou a ser interrompida.
Esse episódio é um dos que marcam a decadência do regime militar no Brasil, que daria lugar dali a quatro anos ao restabelecimento da democracia.

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Atentado_do_Riocentro

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Isidoro Guedes

17 de maio de 2013 às 16h56

Dom Adriano Hipólyto, que tive a honra de conhecer participando dos movimentos jovens na Pastoral da Juventude na Diocese de Nova Iguaçu (RJ) e na Juventude Franciscana (JUFRA) era um religioso franciscano ligado a Teologia da Libertação. Um homem de fé, mas sobretudo de ação. Defensor intransigente dos dos oprimidos, dos direitos humanos, das liberdades democráticas, da justiça social e um profeta que não tinha medo de sua opção, a opção preferencial pelos pobres e injustiçados.

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jaime

17 de maio de 2013 às 14h36

Há um texto muito bom do Sakamoto, publicado hoje, sobre diferença de tratamento dos anos de chumbo, aqui e na Argentina, aproveitando a morte de Rafael Videla.

“A Argentina pode ter um milhão de problemas. Mas conseguiu lidar com seu passado de uma forma bem melhor do que nós, punindo responsáveis por sua ditadura militar (uma das mais cruéis da América Latina), reformando sua anistia.
Por aqui, as coisas não funcionaram assim.”

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/05/17/morre-videla-na-argentina-onde-ditador-vai-para-a-cadeia/

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Lafaiete de Souza Spínola

17 de maio de 2013 às 11h59

“A TAREFA PRINCIPAL DO ESTADO CONSISTE NISTO: Proteger o indivíduo, oferecer-lhe a possibilidade de se realizar como pessoa humana criativa”.

Afirmação do ALBERT EINSTEIN.

Porém, pense num estado onde os psicopatas galgam grande influência!

Os psicopatas, sempre olham o presente; não se importam com o futuro! Estudos bem elaborados confirmam que no meio da sociedade há cerca de 3% a 5% dessa praga. Num país com uma população de 190 milhões, temos, assim, pelo menos, 5.7 milhões praticando todo tipo de ato daninho à sociedade.

Quanto mais permissivo o ambiente, mais os psicopatas atuam. Com um povo educado essa gente não desaparece, porém o grau de atividade será bem menor.

Eles permeiam em toda sociedade! Durante a ditadura, eles aproveitaram o ambiente e perpetraram tudo isso. Como não havia liberdade, essa gente atuou impunemente!

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Marco Ferreira

17 de maio de 2013 às 11h53

A reportagem do Rodrigo tá perfeita, mas a história desse “tiozinho” tá meio furada…militar que se rebela contra superior , vai preso e não afastado, ainda mais naquela época…o cara desertou, voltou e não aconteceu nada com ele? Tá esquisito..

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Gerson Carneiro

17 de maio de 2013 às 11h06

Ex-ditador argentino Jorge Videla morre na prisão aos 87 anos (e não foi torturado). Enquanto que os daqui passeiam livres recebendo pensão do Governo.

http://noticias.terra.com.br/mundo/america-latina/,5bf649210b8ae310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

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abolicionista

17 de maio de 2013 às 10h39

O exército brasileiro precisa servir seu povo e sua pátria. O golpe militar foi também um golpe contra a honra do exército brasileiro, que se tornou marionete dos EUA, um crime de lesa-pátria. É preciso afastar do exército todos os canalhas que estão escondidos lá e substituí-los por brasileiros idealistas e preocupados com a soberania nacional e a justiça social.

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rodrigo frateschi

17 de maio de 2013 às 10h03

É preciso rever a Lei da Anistia o quanto antes. Não podemos admitir essa impunidade que diminui a importância da vida e do ser humano. Não é concebível o argumento de que isso seria revanchismo, ainda que legítimo, o que se propõe é de outra estirpe, é democrático, julgamento justo, bem diferente do que eles fizeram e servirá para desautorizar qualquer um a matar ou agredir em nome do Brasil. No caminho do bem como dizia o Tim Maia.

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Luís Carlos

17 de maio de 2013 às 06h51

A canalha quer ficar escondida com ajuda dos amigos de sempre do PIG. Vermes detestam luz… …o jornalismo, de verdade, serve também para limpar sujeiras como essas.

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andre i souza

16 de maio de 2013 às 22h36

Não, não se pode achar qualquer resquício positivo no desgraçado golpe de 1964. Nada justifica a execução sumária de seres humanos, quanto mais compatriotas.

Essa CV ainda nos vai embrulhar o estômago muitas vezes mais, mas com gosto de justiça, pelo menos.

Será tardia a justiça para muitos. Para outros o castigo não baterá à sua porta, pois a morte, piedosamente, já levou muitos ajudada pela sempre oportuna lavada de mãos dos Pilatos que a Nação, equivocadamente, pôs nos degraus mais altos do poder.

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Bonifa

16 de maio de 2013 às 22h20

Um tiro na nuca de cada um. Quem tinha mesmo razão era Noel Rosa, quando disse que o cinema falado era o grande culpado da transformação.

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Fabio Passos

16 de maio de 2013 às 21h54

Chocante a bestialidade e covardia de mais um carrasco a servico da ditadura.

E preciso trazer a luz os crimes contra a humanidade cometidos pela pior “elite” do mundo.

Os canalhas do PiG, que apoiaram e ate financiaram, e os covardes togados stf, que defendem estes carniceiros malditos, sao minoria.
A maioria do povo brasileiro na aceita impunidade para criminosos asquerosos como este coronel freddie perdigao.

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souza

16 de maio de 2013 às 21h14

muito boa a reportagem.
parabéns.

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renato

16 de maio de 2013 às 20h48

Conceição, não há algo errado nos nomes, duas vezes o da
Catarina?

Responder

    Conceição Lemes

    16 de maio de 2013 às 23h36

    Obrigada pelo alerta, Renato. Já corrigimos. abs

renato

16 de maio de 2013 às 20h45

Estou assistindo pela TV BRASIL, o documentário sobre a Ditadura.
É muito difícil, há um sentimento meu que não consigo entender,
não estive próximo dela para poder critica-la.
Mas estive tão próximo, que deu para sentir o cheiro.
Acho que é isto, que me tirou o orgulho de ter servido na PE.
Dias atrás procurei minha companhia, vi o pessoal marchando e
me enchi de orgulho, mas na procura me deparei com uma noticia
na internet do tipo” Geraldo Vandré, esteve preso no PIC da BPEB.
Aquilo me arrepiou. Eu, quase, servi o ano inteiro no PIC.
Graças a Deus não ocorreu! Mas me orgulho dos amigos..é o que restou.

Responder

    Lafaiete de Souza Spínola

    17 de maio de 2013 às 11h35

    RENATO,

    Os psicopatas, sempre olham o presente; não se importam com o futuro! Estudos bem elaborados confirmam que no meio da sociedade há cerca de 3% a 5% dessa praga. Num país com uma população de 190 milhões, temos, assim, pelo menos, 5.7 milhões praticando todo tipo de ato daninho à sociedade.

    Quanto mais permissivo o ambiente, mais os psicopatas atuam. Com um povo educado essa gente não desaparece, porém o grau de atividade será bem menor.

    Eles permeiam em toda sociedade! Durante a ditadura, eles aproveitaram o ambiente e perpetraram tudo isso. Como não havia liberdade, essa gente atuou impunemente!

Coutinho

16 de maio de 2013 às 18h46

Seria bom mandar esse vídeo para a globo.

Responder

Rasec

16 de maio de 2013 às 17h11

Uma pauta diferente! É disso que precisamos. Primorosa reportagem! Um show de jornalismo!
E muita emoção depois de assistir!
Parabéns ao Vianna!

Responder

maria olimpia

16 de maio de 2013 às 13h09

Há exceções, de fato!

Responder

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