VIOMUNDO

Diário da Resistência


Rodrigo Vianna: Gushiken derrota os 902 mil euros da Veja
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Rodrigo Vianna: Gushiken derrota os 902 mil euros da Veja


12/03/2014 - 23h48

Depois de morto, Gushiken derrota ‘Veja’: o caso das falsas contas no exterior

Por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador, em 12.03.2014

“A Veja dá a entender que não eram fantasiosas as contas no exterior. E não oferece um único indício digno de confiança. Infere, da identidade dos acusadores e dos interesses em jogo, a verdade do conteúdo do documento. A falácia é de doer na retina.” (trecho da sentença que condenou Veja)

Quase oito anos se passaram. A Justiça levou tanto tempo para ser feita, que a vítima dos ataques covardes já não está entre nós. Fundador do PT, bancário de profissão, Luiz Gushiken foi ministro da SECOM na primeira gestão Lula. Por conta disso, teve seu nome incluído entre os denunciados do “mensalão” (e depois retirado do processo, por absoluta falta de provas)…

Mas os ataques de que tratamos aqui são outros. Em maio de 2006, a revista “Veja” publicou uma daquelas “reportagens” lamentáveis, que envergonham o jornalismo. A torpe “reportagem” (acompanhada de texto de certo colunista que preferiu se mudar do Brasil – talvez, por vergonha dos absurdos a que já submeteu os leitores) acusava Gushiken de manter conta bancária secreta no exterior. Segundo a publicação da editora Abril, os ministros Marcio Thomaz Bastos, Antonio Palocci e José Dirceu (além do próprio Lula!) também manteriam contas no exterior.

Qual era a base para acusação tão grave? Papelório reunido por ele mesmo – o banqueiro Daniel Dantas. A “Veja” trabalhou como assessoria de imprensa para Dantas. Da mesma forma como jogou de tabelinha algumas vezes com certo bicheiro goiano. Mas mesmo ataques vis precisam adotar alguma técnica, algum rigor.

No caso das “contas secretas”, não havia provas. Havia apenas o desejo da revista de impedir a reeleição de Lula. O vale-tudo estava estabelecido desde o ano anterior (2005) – com a onda de “denuncismo” invadindo as páginas (e também as telas – vivi isso de perto na TV Globo comandada por Ali Kamel) da velha imprensa.

Pois bem. Gushiken processou a “Veja”. O trabalho jurídico (árduo e competente – afinal, tratava-se de enfrentar a poderosa revista da família Civita) ficou por conta do escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Sociedade de Advogados – com sede em São Paulo. Em primeira instância, a revista foi evidentemente derrotada. Mas a Justiça arbitrou uma indenização ridícula: 10 mil reais! Sim, uma revista que (supostamente) vende 1 milhão de exemplares por semana recebe a “punição” de pagar 10 mil reais a um cidadão ofendido de forma irresponsável. Reparem que este blogueiro, por exemplo, que usou uma metáfora humorística para se referir a certo diretor da Globo (afirmando que ele pratica “jornalismo pornográfico”), foi condenado em primeira instância a pagar 50 mil reais a Ali Kamel! E a “Veja” deveria pagar 10 mil… Piada.

Mas sigamos adiante na história de Gushiken. O ex-ministo recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Antes que os desembargadores avaliassem a demanda, Gushiken morreu. Amigos mais próximos dizem que o estado de saúde dele (Gushiken lutava contra um câncer) se agravou por conta dos injustos ataques que sofreu nos últimos 8 anos.

Gushiken morreu, mas a ação seguiu. E os herdeiros agora acabam de colher nova vitória contra “Veja”. O TJ-SP mandou subir a indenização para 100 mil reais, e deu uma lição na revista publicada às margens fétidas da marginal.

O desembargador Antonio Vilenilson, em voto seguido pelos demais desembargadores da Nona Câmara de Direito Privado do TJ-SP (apelação cível número 9176355-91.2009.8.26.0000), afirmou:

“A Veja dá a entender que não eram fantasiosas as contas no exterior. E não oferece um único indício digno de confiança. Infere, da identidade dos acusadores e dos interesses em jogo, a verdade do conteúdo do documento. A falácia é de doer na retina.”

Quanto aos valores, o TJ-SP sentenciou:

“A ré abusou da liberdade de imprensa e ofendeu a honra do autor. Deve, por isso, indenizá-lo. No que diz com valores, R$ 10.000,00 não condizem com a inescusável imprudência e com o poderio econômico da revista. R$ 100.000,00 (cem mil reais) atendem melhor às circunstâncias concretas.”

Chama atenção que a Justiça tenha levado 8 anos para julgar em segunda instância (portanto, há recursos possíveis ainda nos tribunais superiores) caso tão simples. O “Mensalão” – com 40 réus na fase inicial – foi julgado antes.

A Justiça é rápida para julgar pobres, pretos, petistas. E eventualmente é rápida também para punir blogueiros que se insurgem contra a velha mídia. Mas a Justiça é lenta para punir ricos, tucanos e empresas de mídia.

De toda forma, trata-se de vitória exemplar obtida por Gushiken – que era chamado pelos amigos mais próximos de “samurai”…

E falando em samurais, há um ditado oriental que diz mais ou menos o seguinte : submetido ao ataque de forças poderosas, o cidadão simples deve agir como o bambu – sob ventania intensa pode até se inclinar, mas jamais se quebra.

O “samurai” ganhou a batalha. Inclinou-se, ficou perto de quebrar-se. Mas está de pé novamente. E é de se perguntar, depois da sentença proferida: quem está morto mesmo? Gushiken ou o “jornalismo” apodrecido da revista ”Veja”?

Nunca antes na história desse país, o Judiciário adotou expressão tão precisa e elegante para descrever fenômeno tão abjeto: a revista da família Civita produz “falácias de doer na retina”. E não são poucas

*****

Trechos da “reportagem” condenada:

A lista é fruto de um trabalho de investigação feito pelo americano Frank Holder, ex-diretor da agência internacional de espionagem Kroll.

[…]

Na lista produzida por Holder e Manzano, para uso de Daniel Dantas, o presidente e outras autoridades aparecem como detentores de dinheiro em paraísos fiscais. VEJA usou de todos os seus meios para comprovar a veracidade dos dados. Não foi possível chegar a nenhuma conclusão – positiva ou negativa.

[…]

Por todos os meios legais, VEJA tentou confirmar a veracidade do material entregue por Manzano. Submetido a uma perícia contratada pela revista, o material apresentou inúmeras inconsistências, mas nenhuma suficientemente forte para eliminar completamente a possibilidade de os papéis conterem dados verídicos.

PS do Viomundo: Ali Kamel, na Globo, inventou o jornalismo “testando hipóteses”. Você vai publicando as hipóteses, até formar o quebra-cabeças. O risco é montar uma imagem completamente furada a partir de hipóteses falsas. Por exemplo, vamos que eu diga que um avião se acidentou por causa de uma lâmina de água que cobria a pista de Congonhas. Uma lâmina de água que se acumulou numa pista construída pelo Lula, capaz de cobrir uma moeda. Ah, Lula, homicida de 300 passageiros! Foi erro do piloto? Desculpem. Esqueçam os chutes anteriores.

A Folha também contribuiu com o jornalismo brasileiro, depois de receber um spam com a ficha falsa da então candidata Dilma Rousseff e publicá-la na primeira página, em plena campanha eleitoral. Investigou à posteriori e concluiu que não era possível confirmar, nem desmentir a veracidade da ficha. E nós, jornalistas antiquados, que acreditávamos que era preciso investigar ANTES de publicar! Colegas repórteres, marchem até o cursinho de jornalismo da Folha!

Na verdade, a Folha apenas aperfeiçoou a invenção jornalística da revista Veja. A revista investigou, investigou, investigou… Não conseguiu comprovar a veracidade das contas de Lula e assessores no Exterior. De raiva, rompeu um acordo com a fonte (o banqueiro Daniel Dantas) e publicou assim mesmo! Quem assina o texto é Marcio Aith, que mais tarde integrou a campanha eleitoral de José Serra e hoje está no governo de Geraldo Alckmin. Porém, antes de condená-lo é preciso lembrar que a assinatura dos jornalistas é apenas a cobertura que a Veja usa para publicar qualquer coisa.

Finalmente, cabe lembrar que Frank Holder hoje trabalha para a FTI Consulting, aparentemente baseado em Miami. É o chefe da consultoria internacional para a América Latina. A FTI Consulting é aquela empresa acusada pela advogada Eva Golinger de elaborar um plano, em parceria com ONGs colombianas, para derrubar o governo de Nicolás Maduro na Venezuela. Como se vê, estão todos em casa…

Leia também:

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37 comentários

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Maurici Aazevedo

18 de março de 2014 às 19h17

É muito difícel fugir ao quê Mário SF Alves comentou em 14-03. Como é que poder circular uma revista , que só têm um propósito, o de denigrir àqueles que pensam e agem de forma contrária aos ” postulados dessa revista “?

Responder

ANDRE

15 de março de 2014 às 15h04

Veja tentará difamar
advogados ativistas

O detrito sólido de maré baixa queria ruas obedientes ao neofascismo almofadinha, com jovens marchando com bandeiras dos EUA e gritando Fora Dilma.

O Conversa Afiada reproduz artigo de Miguel do Rosário, extraído do Tijolaço e com informações do Blog do Nassif:

Veja tentará difamar advogados ativistas

por Miguel do Rosário

Reproduzo abaixo um post do Nassif que é uma espécie de vacina contra o vírus que a Veja deve soltar amanhã, tentando assassinar a reputação de jovens advogados de esquerda, cujo único “crime” foi prestar serviços a manifestantes e jornalistas presos nas frequentes manifestações que tem ocorrido nas grandes capitais, desde junho do ano passado.

Interessante observar que, a partir do momento em que percebeu que as ruas podem até se voltar contra Dilma, mas atacando pela esquerda, não pela direita, a Veja parece ter abandonado qualquer simpatia que pudesse ter alimentado em favor das manifestações.

Houve um momento em que houve a emergência de grupos de direita nas ruas, mas eles não permaneceram. O jovem que vai à rua protestar pode até odiar o PT e a Dilma, mas por achar que eles são conservadores demais, e não por achar que eles formam algum tipo de ameaça comunista, como pensa o leitor da Veja.

A organização Advogados Ativistas merece respeito apenas por essa resposta a uma das perguntas da Veja:

Veja: O que é necessário fazer para participar?
AA: Não ser leitor da Veja é um bom começo.

É uma resposta que explica muita coisa, inclusive os ataques da Veja aos advogados ativistas. A Veja sabe que não são essas as ruas que lhe interessam. A Veja queria ruas obedientes a algum tipo de neofascismo almofadinha, liberal, com jovens marchando nas ruas empunhando bandeiras dos Estados Unidos e gritando Fora Dilma. Só que essas ruas, felizmente, não existem.

*

Veja prepara mais um assassinato de reputação

sex, 14/03/2014 – 17:19 – Atualizado em 14/03/2014 – 18:22

Por Luis Nassif, em seu blog.

Recebo telefonema do promotor Roberto Tardelli. Foi o mesmo que atuou no caso Suzane Richthofen. Seu filho está prestes a se tornar mais uma vítima de assassinato de reputação pela revista Veja.

Tardelli conhece os métodos da revista. No caso Suzane, foi o único veículo que colocou em sua boca declarações que jamais deu, frases que jamais proferiu. Na época, foi informado por jornalistas da própria revista que a culpa não foi do repórter, mas do editor que jogou as frases para dar mais molho à matéria.

O filho tornou-se alvo por fazer parte dos Advogados Ativistas, um grupo de jovens advogados que decidiu dar apoio jurídico a manifestantes (www.advogadosativistas.com) .

Na última manifestação em São Paulo, apoiaram inclusive 15 jornalistas detidos. E encaminharam a um hospital uma repórter de O Globo que teve o braço quebrado – fato não noticiado pela mídia.

São jovens idealistas, conta Tardelli, empenhados em melhorar o mundo, como todo jovem. Andam de ônibus, comem sanduíches, enquanto atravessam a fase mais bonita da vida, a do idealismo de jovens.

Por sua atuação nas manifestações, entraram na mira da Veja. Tardelli foi alertado por outros jornalistas sobre os telefonemas que a repórter da revista deu a colegas, para buscar informações. Foi entrevistado inclusive um advogado, policial aposentado, que faz parte de uma das comissões da OAB-SP e foi desautorizado pelo próprio presidente da Ordem.

Pelo relato dos jornalistas, virá matéria pesada, criminalizando a atuação dos jovens advogados, colocando-os como integrantes dos Black Blocs e – pior – expondo-os a direitistas fanáticos que hoje pululam nas redes sociais.

A família inteira aguarda com o coração na mão o que virá amanhã da revista. Para Tardelli, não há dúvida de que a Veja há muito ultrapassou as fronteiras que limitam a atuação jornalística.

Por fernando souto

A reposta dos advogados ativistas

Nassif, segue a resposta dos Advogados Ativistas, postado no perfil deles no facebook:

A revista Veja entrou em contato com so Advogados Ativistas para que fosse concedida uma entrevista. Apesar de ter sido avisado que não falamos com este veículo de comunicação, a publicação insistiu e nos mandou algumas perguntas, deixando claro que a matéria sairá com ou sem as nossas respostas.

Os jornalistas que realizam um trabalho sério têm a nossa admiração e respeito, o que se traduz na ótima relação do grupo com eles. Porém, é intolerável que publicações mal intencionadas queiram, mais uma vez, desinformar, mentir e difamar aqueles que realizam trabalhos relevantes.

Portanto, achamos por bem responder publicamente as perguntas que nos foram enviadas, para que uma possível matéria que cite o Advogados Ativistas já tenha seu contraponto. Segue abaixo:

Veja: Como surgiram os Advogados Ativistas?
AA: Advogados Ativistas sempre existiram, apenas uma parte deles se uniu.

Veja: Há lideranças?
AA: Não.

Veja: Quais são as causas mais emblemáticas pelas quais o movimento já lutou desde junho de 2013?
AA: Principalmente a defesa da Democracia e da Constituição, as quais vêm sendo incessantemente violadas.

Veja: Quais são suas bandeiras?
AA: Não carregamos bandeiras.

Veja: O que é necessário fazer para participar?
AA: Não ser leitor da Veja é um bom começo.

Veja: Hoje há quantos advogados ativistas?
AA: O suficiente.

Veja: Os senhores atuam apenas em São Paulo ou em outras cidades brasileiras? Se sim, em quais?
AA: Através da internet somos capazes de levar informação para qualquer lugar.

Veja: Em redes sociais do grupo há publicações, como fotos de protestos em cidades como o Rio de Janeiro. Vocês viajam para atuar em causas fora da cidade?
AA: Advogados Ativistas possuem amigos em muitos lugares. Se for preciso viajar, viajaremos.

Veja: Como vocês se mantém?
AA: Somos advogados, ora.

Veja: Quanto tempo do dia se dedicam ao ativismo?
AA: Não o quanto gostaríamos, mas quando o fazemos a dedicação é total.

Veja: Pode definir o conceito de advocacia “pro bono”?
AA: É a advocacia gratuita para o bem do povo. Bastava jogar no Google, essa foi fácil.

Veja: Quais os obstáculos que enfrentam para garantir o direito de ampla defesa dos manifestantes?
AA: A Veja, por exemplo, é um dos obstáculos, pois criminaliza qualquer forma de pensamento diferente do seu.

Veja: Os senhores declararam que sofreram intimidação na OAB-SP no último protesto em São Paulo, de que forma isso aconteceu?
AA: Sofremos intimidação de um grupo inexpressivo, o qual falou indevidamente em nome da classe. Como explicado pelo Presidente da Ordem, a atitude destes não reflete o pensamento da entidade. Assunto superado.

Veja: Advogados ativistas já deram declarações de que a OAB-SP não está cooperando com o trabalho de vocês e se portando de maneira governista. Como é a relação entre os senhores e a entidade? Os senhores publicaram um artigo afirmando que a entidade criminaliza a ação de vocês. De que maneira isso acontece?
AA: A política de relação com outros grupos ou entidades é discutida internamente. No entanto, informamos que o Presidente da OAB/SP, em conjunto com o Presidente da Comissão de Prerrogativas, apresentaram nota pública em defesa de nosso trabalho, disponibilizando, inclusive, amparo emergencial caso cada um de nós tivesse seu ofício prejudicado.

Veja: Os senhores já receberam honorário de algum cliente que atenderam nas manifestações?
AA: Não visamos lucro algum, mas podemos começar a receber quando a Veja informar quem paga a tal “Bolsa Manifestação”.

Veja: Quais são as principais orientações do Manual do Manifestante? Por quais mudanças ele já passou desde a primeira versão?
AA: O Manual está disponível na página do Advogados Ativistas e é de fácil compreensão. Recomendamos a leitura.

Veja: Os senhores declararam que já sofreram ameaças de morte. Pode descrever em quais situações e como essas ameaças se deram?
AA: A investigação está em andamento. É um trabalho para a polícia.

Veja: Os senhores foram apontados como advogados de Humberto Caporalli e Fabricio Proteus, apontados pela policia como adeptos à tática black bloc. Qual a posição dos senhores sobre os black blocs?
AA: Não generalizamos estereótipos e tão pouco criamos inimigos fictícios, isso é trabalho da Veja.

Veja: Na confusão das manifestações e porta de delegacias, é possível distinguir os manifestantes adeptos e não adeptos da tática black blocs?
AA: Não entendemos no que se aplica ao grupo esta pergunta.

Veja: Os senhores prezam pelo direito de se manifestar e defendem todos sem restrições?
AA: Ao contrário do que algumas pessoas (e a Veja) pregam, de acordo com a Constituição todos tem Direito a Defesa. Veja só que coisa (com o perdão do trocadilho).

Veja: Já se recusaram a defender algum manifestante?
AA: Nunca, inclusive se algum repórter da Veja for preso em alguma manifestação pode nos contatar que iremos defende-lo, já que o direito de defesa é para todos, mesmo que este veículo propague o contrário.

Responder

luiz mattos

14 de março de 2014 às 18h19

Rodrigo vem se superando,parece que o time da record é muito mais confiável.
Como fica a vida de um homem de bem ao ver sua honra ser defenestrada por meses e somente ter uma pálida justiça após sua morte?
A responsabilidade somente virá com uma ágil punição,liberdade não é libertinagem.
Necessitamos de uma regulamentação e de uma total democratização da mídia e que o governo compreenda e valorize os blogs que não deixam a Nação nas trevas da desinformação.

Responder

Mário SF Alves

14 de março de 2014 às 16h17

Enfim, a verdade foi parida. E foi a fórceps, óbvio; afinal, Gushiken, o samurai, não era só mais um quadro PT. Ele foi um dos fundadores do PT. E em se tratando de PT, a já gente sabe como é ágil uma certa justiça que ainda temos por aí. Ágil pra condenar; ainda que na mais completa inexistência de provas. Aí vale tudo, até o domínio do fato sem a comprovação do fato.

Responder

Luís Carlos

14 de março de 2014 às 12h18

A vitória é inegavelmente importante, pois desmonta a mentira urdida 8 anos atrás, porém, a pena de multa de R$100.000,00 é baixa demais, apesar de não ser o escárnio de R$10.000,00 anteriormente fixada. Cem mil reais para uma revista do porte da Veja e que causou constante sofrimento ao acusado, torturando-o até a morte, e mais, contribuindo incessantemente para o infortúnio, aviltamento, humilhação e dor da vítima da armação, é muito pouco. Não há a menor proporcionalidade entre prejuízos imensos e irrecuperáveis causados pela mentira da Veja e a pena imposta.
Apesar disso, o “Samurai” venceu, por aquilo que tinha, altivez, ética e moral, o que Veja jamais terá. A sentença é pequena mas a vitória é muito grande. A mentira e os mentirosos foram derrotados, tardiamente derrotados.

Responder

    Urbano

    14 de março de 2014 às 13h42

    Vítima, por ser inocente, da farsante pantomima encenada pelos meretríssimos do staf (salvaguardo a todos os meritíssimos do STF), teve que pagar uma multa de quase um milhão de reais. A coisa está feia praquelas bandas…

José Augusto

14 de março de 2014 às 11h25

Ontem, apareceu aqui no meu trabalho um vendedor da Veja. Vejam vocês…

Responder

    Mário SF Alves

    14 de março de 2014 às 16h24

    Trabalho é trabalho, dizem. Mas, contra esse antro de desinformação, de calúnia e de demosqueteiros, existe um antígeno: se te derem não aceite… se aceitar, não abra… se abrir, não leia… se ler, não acredite… se acreditar, relinche!

    Marat

    15 de março de 2014 às 16h29

    José, toda vez que me deparo com vendedores daquele lixo, concluímos que umas poucas revistas da Abril são boas, mas, quase que unanimemente os vendedores daquilo consideram-na um lixo, um panfleto contrário ao Brasil. Eles dizem vender para os reacionários, mas eles mesmos não gastam seu salário com aquilo.

francis

14 de março de 2014 às 06h48

viu genteee

Responder

Francisco

14 de março de 2014 às 00h37

10 mil também é o que recebeu o pessoal da Escola Parque…

Deveria receber 100mil de cada mídia que publicou e republicou!

Teríamos jornalistas e jornalismo menos fuleiro…

Responder

    Zimbro

    17 de março de 2014 às 15h08

    Um dano moral de 10.000 reais?

Marat

13 de março de 2014 às 23h07

Faça-se justiça: O PS está tão bom quanto o texto! Parabéns!!!

Responder

nina rita

13 de março de 2014 às 22h48

Até em suicídios há julgamentos, que correm no JURI, para apurar quem teria contribuído para levar a vítima a tal ato extremo. A veja e outros se safam de sua responsabilidade, mas nós sabemos que muito colaboraram com a morte de Gushiken. Foi uma conspiração que provocou muitas baixas essa perpetrada por esse conjunto de atores que interpretaram também a farsa O Mentirão.

Responder

Marat

13 de março de 2014 às 21h38

Primorosa matéria, como de costume, do Rodrigo. O juiz também mandou bem. Falácias sempre doem nas retinas.
Ainda há um fio de decência e esperança!

Responder

paulo bueno

13 de março de 2014 às 20h51

PT só tem bobos
se o LULA e DILMA fossem espertos
processariam a FOLHA e a VEJA
e ganhariam milhões
mas eles são bobos tolos e ingênuos
e mídia desce o pau sem ser punida..

Responder

Marcos Crato Ceará

13 de março de 2014 às 19h49

É PIG a rapadura é doce mas não é mole não chora PIG chora..chora…(kkkk….)

Responder

Vinicius Garcia

13 de março de 2014 às 14h14

Azenha, boa tarde. E como anda o caso com o ex-ministro dos esportes?

Responder

abolicionista

13 de março de 2014 às 14h08

Ainda acho que o melhor seria juntar um bambual, fazer umas lanças e espetar nelas as cabeças dos tiranos que conspurcam nossos ideais mais caros, mas é bom saber que ainda existem juízes nesse país com brio suficiente para fazer justiça e enfrentar os poderosos.

Responder

Urbano

13 de março de 2014 às 13h50

Falta de provas foi a principal tônica da farsa construída pelos meretríssimos do staf…

Responder

    Urbano

    13 de março de 2014 às 20h25

    A conta maior do responsável mor já está sendo paga e de forma multiplicada, na outra dimensão. E lá não há staf nem seus degenerados, que seguirão sina idêntica. E mais… no momento ele está pagando apenas a primeira parcela… As demais serão resgatadas quando ele voltar para o lado de cá, de novo. Como não vai saber de nada do que já fez, então vai pensar que é um desvalido da sorte, por tudo que vai acontecer. Acreditando-se ou não, mas vai dar certinho pras pilhinhas do rádio dele, que teve tudo nessa última passagem terrena, e que bilhões e bilhões não tiveram, mas mesmo assim ele viveu para tornar mais miserável a existência de todo esse contingente de seres humanos.

    Mário SF Alves

    14 de março de 2014 às 16h31

    “As demais serão resgatadas quando ele voltar para o lado de cá, de novo.”
    ______________________
    Voltar pro lado de cá, se entendi bem, será quando ele sair do staf e cair na real. É isso?

    Urbano

    14 de março de 2014 às 20h38

    Uma visão imaterial, Mário… O caborje a que me refiro pegou o beco recentemente…

Julio Silveira

13 de março de 2014 às 10h15

Saibam, acho uma sacanagem danada esse tipo de produção de calunia, uma coisa grotesca mesmo, animalesca. A punição dada pela justiça é muito pouco para reparar o mal causado ao Gushikem. Inclusive pode ter tido, quem sabe, alguma influência na causa ou agravamento de sua doença. Sabemos hoje que problemas emocionais são o pano de fundo para muitos problemas de saúde, e um problema desse tamanho, artificialmente lhe imposto, para quem é honrado, deve ser de matar.
Acredito que esteja faltando no Brasil um instrumento mais eficaz que impeça essas pessoas que se escondem atrás de instrumentos poderosos, como esse, um jornal, de praticar manipulações, que visam apenas produzir benefícios econômicos de forma repugnante. Indenização pecuniária ou um desagravo, mesmo formal, é muito pouco, para quem na vida valores são vitais.

Responder

    Mário SF Alves

    14 de março de 2014 às 16h38

    Perdoar, perdoar-se, sempre, prezado Julio. Setenta vezes sete vezes sete vezes sete vezes infinitos setes. O que, obviamente, não significa fazer vista grossa diante covardias e crimes, e nem submeter-se a totalitarismos e prepotências.
    _______________________________

    Paz!

    renato

    14 de março de 2014 às 22h12

    Mário, precisamos de um nome, de um ser materializado para perdoar.
    Neste caso, quem devo perdoar…
    Não é uma revista, pois pareceria louco falando com uma na banca da esquina..ou rasgando uma dentro do banheiro.
    Quem! Quem!
    Para que aqueles que cuidam da Justiça, processem e cumpram a lei, não tenho duvidas, que se houvessem dúvidas sobre ele, ele estaria PRESO, e preso começa com P….

    Maria Libia

    15 de março de 2014 às 21h04

    Perdoar, sim, mas até a 2a.página. Se perdoar é deixar a Veja livre e em condições de atacar outros, nem pensar. Estou com Sarte quando diz: “Odeio as vítimas que respeitam seus opressores.”

Leandro_O

13 de março de 2014 às 08h51

Ah não, como é???? R$ 10.000 na primeira instância????? Essas tabelinhas de indenização moral entre juízes de primeiro grau é pior do que eu pensava!!! E depois ainda querem falar de autonomia. Achava que essas merrecas (de R$ 3, 4 ou 5 mil) era só para as telefônicas. Vergonha!

Responder

Bonifa

13 de março de 2014 às 07h18

Agora a família e os amigos devem entrar com um processo, mas não um processo comum, contra a Veja. Deverá ser um processo histórico, fundante, exemplar, inesquecível. Mexam-se os melhores advogados do Brasil.

Responder

    Mário SF Alves

    14 de março de 2014 às 16h40

    Amém. Que assim seja!

Ronaldo Curitiba

13 de março de 2014 às 07h10

Pergunta para o PT, que está há 12 anos no comando do país: Quando o Brasil terá uma imprensa decente?

Responder

    Mário SF Alves

    14 de março de 2014 às 16h45

    Quer saber quando? Quando o analfabetismo for definitivamente superado. Analfabetismo político, que fique bem claro. Aí, sim, Ronaldo, o poder será o poder público. Aí, sim, todo poder há de emanar do povo. Aí, sim, em seu nome será exercido.
    _____________________________
    Enquanto esse dia não chega… vamos fazer o quê? No que tange a isso, toda ideia será muitíssimo bem vinda.

FrancoAtirador

13 de março de 2014 às 04h04

.
.
Não existe no Universo quantia suficiente de dinheiro,

ou qualquer outra espécie de penalidade indenizatória,

que seja capaz de reparar esse crime praticado pela Veja

contra a honra e a dignidade da pessoa humana de Gushiken.

Só no Brasil um veículo com esse nível de depravação ética

continua circulando e sendo repercutido impunemente no País.
.
.
Gushiken foi vítima da degeneração moral da Veja

Por Paulo Nogueira, no DCM

A Veja não desceu, subitamente, ao abismo jornalístico a que chegou.

Foi um processo, foi uma caminhada em que houve marcos.

Isso me ocorre ao ler, agora, que a Justiça enfim condenou a revista a pagar uma indenização à família de Gushiken.

É uma cifra irrisória perto do tamanho da infâmia, 100 000 reais, mas é melhor isso que os 10 000 reais anteriormente determinados pela Justiça.

Gushiken foi vítima de um dos marcos da transformação da Veja num panfleto canalha: uma reportagem que falava de alegadas contas no exterior de líderes petistas.

Entre os caluniados, estava Gushiken.
No texto, a revista admitia que publicara acusações de tamanha gravidade mesmo sem ter conseguido comprová-las.

Mais que uma frase, é uma confissão de má fé assassina.

Em que país sério você assassina a reputação de alguém sem comprovar a veracidade de dossiês que vão dar na redação por mãos altamente suspeitas?

No caso, por trás das acusações da revista – sabe-se agora – estava uma das personagens menos confiáveis do Brasil contemporâneo, Daniel Dantas.

Fora transposta uma barreira ali, na marcha da Veja rumo ao horror jornalístico.

Mais ou menos naqueles dias, outro marco no declínio moral da revista fora estabelecido quando foi feita uma enorme resenha para louvar um romance do então redator-chefe Mario Sabino.

Publicações decentes, em casos assim, dão, quando muito, uma nota seca para registrar o lançamento de um livro de um funcionário.

Quanto mais graduado este funcionário, menor o espaço, esta é a lógica, para evitar a desmoralização da publicação perante o público e perante seus próprios jornalistas.

Mas o romance de Sabino – um notório bajulador de patrões segundo o qual o granjeiro Frias foi um gênio do jornalismo — apareceu como algo digno de Proust, ou coisa parecida.

Também ali um marco foi vencido. Uma revista que faz aquele tipo de coisa faz tudo.

Minha interpretação para o processo de degeneração ética da Veja junta um patrão que não aceitava a decadência da revista com o advento da internet e editores fracos que não souberam mostrar a ele os limites da abjeção.

Roberto Civita jamais de livrou da queda de Collor.
Mesmo com técnicas jornalísticas altamente discutíveis – tanto que Collor foi absolvido de todas as acusações pelo STF – o impeachment deu uma aura de poder superior à Veja e a Civita.

Os anos passaram, e a magia ficou para trás.
Caso Lula fosse derrubado pela Veja, o prestígio perdido seria recuperado.

Provavelmente foi isso que levou Roberto Civita a fazer da Veja o que ela é hoje.

Para tanto, ele contou com editores fracos, sobretudo Eurípides Alcântara. Um bom editor teria mostrado a Roberto Civita que a imagem da revista seria destruída com aquele tipo de jornalismo.

“Estou protegendo você de você mesmo”, em algum momento o editor diria.

Mas quem conhece Eurípides sabe que um comportamento altivo diante do patrão está acima de suas possibilidades.

Fomos colegas de redação na Veja no começo da década de 1980.

Uma jornalista que era chefiada por ele me contou um pequeno episódio que não é grande senão por revelar a personalidade de Eurípides:
Elio Gaspari, diretor adjunto, chamara a repórter e Eurípides para reclamar de um texto que chegara às mãos dele.
Elio falou de uma coisa que Eurípides tinha feito.
Imediatamente, como me contou na época a jornalista, ele pisou no pé dela para que ela ficasse calada e não dissesse que o erro era de Eurípides.

Gushiken acabou sendo vítima do afrouxamento moral da revista.

Mais importante que a cifra em si é uma frase usada na sentença:
“falácia de doer na retina”.

Não foi o único triunfo póstumo de Gushiken.

Também o editor da seção Radar, Lauro Jardim, foi condenado a pagar 10 000 reais de indenização por uma nota na qual afirmava que Gushiken pagara com dinheiro público uma conta de cerca de 3 000 reais num restaurante.

Lauro é um caso clássico do que a Veja faz com as pessoas que trabalham lá.
Contratei-o, em meados dos anos 1990, para ser editor da Exame no Rio de Janeiro.

Nunca imaginei que Lauro acabaria fazendo parte de um jornalismo tão sujo quanto este da Veja.
Era um bom rapaz, e foi absolutamente corrompido por um ambiente tóxico e amoral.

Carregará para sempre o anátema de ser um dos principais homens desta Veja que está aí.

Quanto a Gushiken, não viveu para ver as reparações judiciais.

A imagem com que passará para a história é a de um homem íntegro que lutou por um Brasil melhor, e foi por isso perseguido.

Quanto à Veja, a posteridade conferirá a ela o título de publicação mais canalha da história da mídia brasileira.

(http://www.diariodocentrodomundo.com.br/gushiken-foi-vitima-da-degeneracao-moral-da-veja)
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Responder

    Mário SF Alves

    14 de março de 2014 às 17h30

    “Só no Brasil um veículo com esse nível de depravação ética
    continua circulando e sendo repercutido impunemente no País.”
    ________________________

    Acrescente aí, prezado FrancoAtirador: não apenas circulando impunemente, mas sobretudo, sendo misteriosamente estimulada a recrudescer no ataque. E com uma condicionante: só e apenas só enquanto o PT estiver no governo dessa res que de pública não tem nada. Porém, no dia que a ave de rapina, travestida de tucano, voltar tudo imediatamente volta ao velho e obsceno normal. Oops, digo, ao velho e, em terras tupiniquins, pra lá de obsceno normal conservador.
    _______________________________________
    Nada muito distante disso, ó:

    1)Século XX (1929): ápice da primeira grande crise do capitalismo.

    2)Século XXI (2008): início daquela que possivelmente será a segunda pior crise do capitalismo.

    Saídas encontradas pelo capitalismo e/ou pelo poder econômico para a superação dessas duas crises estruturais:

    1)Século XX: nazismo; 2ª Guerra Mundial; início da guerra fria.

    2)Século XXI: estratégias e ações visando a imposição global do neoliberalismo após o esfacelamento da URSS; fim da polarização entre capitalismo e stalinismo; fim da guerra fria; ataques às liberdades individuais; espionagem eletrônica exercida pelos SPYstates, país que um dia foi por muitos considerado o campeão da Democracia; ameaça neonazista.
    _________________________________
    Saudações puristas e ingenuamente democráticas.

Isabela

13 de março de 2014 às 00h45

Na linha do testanto hipóteses, agora é a vez do aumento da conta de luz: estão presumindo que o uso das termo elétricas vai provocar o aumento pro consumidor. Vi ainda agora no jornal da Globo: interpretaram um trecho de documento on-line do governo, destacando pontos que possivelmente signifiquem um provável aumento…aff, é tão baixo!

Responder

    M Cruz

    13 de março de 2014 às 15h29

    Isabela, essa mania do PIG de manipular negativamente as notícias dos governos do PT e acobertar as más administrações dos tucanos pode estar indo por água abaixo: segundo especialistas e órgãos de controle as águas da Cantareira, que abastecem 8,8 milhões de clientes paulistas, estão tão baixas que mostram um quadro de desabastecimento irreversível para os próximos meses. Tudo por culpa da falta de investimentos da SABESP e irresponsabilidade do governo de SP em decretar racionamento enquanto podia.
    Agora é que a mídia começa a mostrar timidamente tal situação – gravíssima – mas com a SABESP tentando passar a culpa para o governo federal, através da ANA (Agência Nacional de Águas).
    Todavia, se faltar água geral não vai ter mídia que salve os tucanos, pois o povo não é bobo (vide apagão do FHC).
    Como já comentou um leitor: até São Pedro tá de saco cheio dos tucanos.
    PS: Do outro lado, por enquanto está descartado apagão!

Ivanisa Teitelroit Martins

13 de março de 2014 às 00h04

Por isso tenho bambus no meu jardim.

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