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Documento revela plano para derrubar o governo da Venezuela


05/03/2014 - 10h34

Carmona substituiu Chávez por três dias. Quem virá agora?

Agentes de desestabilização

Washington busca a troca de regime na Venezuela

por Garry Leech, no Counterpunch, em 04.03.2014

Tanto os protestos organizados quanto os problemas econômicos contra os quais os manifestantes protestam parecem ter sido orquestrados pela oposição com o objetivo de desestabilizar o país e derrubar o governo. Incapaz de ganhar o poder através do voto, a oposição venezuelana voltou-se para meios inconstitucionais para derrubar o presidente Nicolas Maduro.

Com apoio apenas limitado dos venezuelanos, a oposição se tornou dependente de ajuda externa dos Estados Unidos e da Colômbia, o aliado mais próximo dos Estados Unidos na América Latina. Os atuais protestos parecem representar a tática mais recente da campanha de desestabilização que Washington vem desenvolvendo contra a Venezuela por mais de uma década, inicialmente para derrubar o presidente Hugo Chávez e agora para derrubar seu sucessor, Maduro.

Desde o mês passado, manifestantes em várias cidades venezuelanas tem protestado contra os blecautes de energia e a falta de produtos básicos de alimentação. Mais de uma dúzia de pessoas morreram nos protestos. Enquanto eles são descritos pela mídia corporativa como manifestações espontâneas resultantes da crescente frustração com a incapacidade do governo de gerenciar a economia, um documento estratégico recentemente revelado sugere que os protestos são a tática mais recente da antiga estratégia de desestabilização orquestrada pela oposição com forças externas.

O documento, que foi obtido e publicado pela advogada Eva Gollinger, ilustra como as correntes manifestações na Venezuela foram orquestradas. Ele foi escrito pela FTI Consulting*, empresa baseada nos Estados Unidos, com duas organizações colombianas (Fundación Centro de Pensamiento Primero Colombia e a Fundación Internacionalismo Democrático) numa reunião de junho de 2013. Mark Feierstein, chefe das operações latino-americanas da Agência Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos (USAID) e líderes da oposição venezuelana, incluindo Maria Corina Machado, Julio Borges e Ramon Guillermo Avelado participaram da reunião.

O documento pede o restabelecimento da democracia na América Latina colocando como alvos os líderes políticos “pseudo-progressistas” da Venezuela. De acordo com o texto, “o plano, aprovado por consenso com representantes valorosos da oposição ao governo de Nicolas Maduro, foca nestes objetivos com o forte apoio de várias personalidades globais, com o objetivo de retornar a Venezuela à verdadeira democracia e independência, que foram sequestradas por 14 anos”.

Em seguida propõe quinze ações, incluindo uma que diz “manter e aumentar a sabotagem que afeta os serviços para a população, particularmente o sistema elétrico, o que resulta em culpa do governo por ineficiência e negligência”. Outra ação busca “aumentar os problemas com a escassez de produtos da cesta básica”.

O documento vai adiante para especificar ações violentas de desestabilização, sugerindo “quando possível, a violência deve causar mortos e feridos. Encorajar greves de fome longas, mobilizações de massa, problemas em universidades e outros setores da sociedade agora identificados com instituições do governo”.

O plano também pede o recrutamento de “jornalistas e repórteres venezuelanos e internacionais da CNN, New York Times, New York Post, Reuters, AP, EFE, Miami Herald, Time, BBC, El Pais, Clarin, ABC e outros”.

Finalmente, o plano pede a membros da oposição que “criem situações de crise nas ruas para facilitar a intervenção de forças norte-americanas e da OTAN, com apoio do governo da Colômbia”.

O documento estratégico propõe um calendário de seis meses para as ações. É interessante que os atuais protestos começaram sete meses depois do plano ter sido desenvolvido.

O presidente Maduro, como seu predecessor Chávez, tem alegado repetidamente que as elites econômicas da oposição, que controlam a produção privada de alimentos, tem deliberadamente criado falta de produtos básicos ao cortar a produção, estocar alimentos e exportar para a Colômbia, criando a impressão de que o governo está gerenciando erradamente a economia e gerando protestos civis. O plano estratégico claramente sugere que a oposição joga um papel na criação da falta de alimentos e nos blecautes elétricos, ambos atribuídos publicamente a mau gerenciamento do governo.

As três entidades que aparecem no título do documento tem relação próxima com Washington. A FTI Consulting é uma empresa global de gerenciamento de risco baseada na região de Washington, enquanto as outras duas, baseadas em Bogotá, destacam o papel do ex-presidente colombiano Alvaro Uribe, um linha-dura que foi o aliado mais próximo de Washington na América Latina durante seus oito anos no poder (2002-2010).

Embora a estratégia não se refira ao governo dos Estados Unidos diretamente, levanta questões sobre a possibilidade da empresa norte-americana de consultoria e de duas organizações colombianas estarem atuando de forma encoberta em nome do governo dos Estados Unidos. Tal estratégia estaria de acordo com a longa campanha de desestabilização de Washington contra a Venezuela com o objetivo de conseguir mudança de regime. A campanha envolveu apoio ao golpe militar de abril de 2002 que derrubou o presidente Chávez**.

O plano fracassou quando o maciço apoio popular a Chávez forçou o exército venezuelano a reinstalar o líder eleito democraticamente três dias depois.

Depois do fracasso do golpe, Washington intensificou suas tentativas para desestabilizar a Venezuela ampliando o apoio às forças de oposição sob a desculpa de “promover a democracia”.

Pouco depois do golpe fracassado, Maria Corina Machado, uma importante líder da oposição envolvida no golpe, formou a organização não-governamental Súmate para organizar e promover o referendo revogatório para tirar Chávez do poder. Os Estados Unidos financiaram a Súmate através da USAID e do National Endowment for Democracy (NED).

A Súmate se encaixava bem no NED, que foi estabelecido em 1983 para “promover a democracia” e organizações da “sociedade civil” no exterior. Na verdade, os objetivos do NED tem sido os de dar financiamento para forças políticas pró-Estados Unidos na América Latina, África e Ásia de forma a enfrentar governos que desafiam interesses dos Estados Unidos. Com este objetivo, o NED assumiu o papel de desestabilização antes jogado pela CIA em países como o Chile, nos anos 70.

Alan Weinstein, um dos fundadores do NED, disse em 1991: “Muito do que fazemos era feito 25 anos atrás de forma clandestina pela CIA”.

Depois que o referendo revogatório fracassou na remoção de Chávez do poder, em 2004, os Estados Unidos ampliaram ainda mais seu apoio à oposição e às tentativas de enfraquecer o governo venezuelano.

Um telegrama secreto mandado pela Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela a Washington, que foi publicado pelo Wikileaks, se refere ao papel do Office of Transition Initiatives (OTI), da USAID.

De acordo com o telegrama, “o embaixador definiu a estratégia de 5 pontos da equipe no país para guiar as atividades da embaixada na Venezuela no período 2004-2006… Os focos da estratégia são: 1) Fortalecer Instituições Democráticas, 2) Penetrar a Base Política de Chávez, 3) Dividir o Chavismo, 4) Proteger Negócios Vitais dos Estados Unidos, e 5) Isolar Chávez Internacionalmente”.

O telegrama segue notando que “este objetivo estratégico representa a maior parte do trabalho da USAID/OTI na Venezuela… Os parceiros da OTI estão treinando ONGs para se tornarem ativistas… 39 organizações focadas em ações públicas foram formadas desde a chegada do OTI; muitas destas organizações como resultado direito de programas e financiamento do OTI”.

O telegrama destaca como era a estratégia dos Estados Unidos de infiltrar a então base primária de apoio de Chávez entre os pobres: “Um mecanismo eficaz de controle chavista aplica vocabulário democrático para apoiar a ideologia revolucionária do bolivarianismo. O OTI vem trabalhando para enfrentar isso através de um programa de educação cívica chamado ‘Democracy Among Us’. Este programa interativo de educação funciona através de ONGs em comunidades de baixa renda. … O OTI apoia ONGs locais que trabalham em bases chavistas e com líderes chavistas… com o efeito desejado de afastá-los vagarosamente do Chavismo”.

Entre 2006 e 2010, a USAID gastou cerca de U$ 15 milhões na Venezuela com uma porção significativa do dinheiro usada para financiar programas universitários e workshops para jovens, sem dúvida com o objetivo de “afastá-los vagarosamente do Chavismo”.

O papel proeminente dos estudantes universitários nos atuais protestos sugere que a estratégia dos Estados Unidos funcionou.

Encarando a ajuda dos Estados Unidos a membros da oposição como violação da soberania da Venezuela, a Assembleia Nacional venezuelana aprovou uma lei em dezembro de 2010 proibindo o financiamento estrangeiro de atividades políticas — atividades que, ironicamente, também são ilegais nos Estados Unidos. Depois da aprovação da nova lei venezuelana, a USAID/OTI transferiu suas operações da Venezuela para Miami.

O Escritório para Iniciativas de Transição (OTI) da USAID foi criado em 1994 e seus objetivos são claros: obter a mudança de regime.

De acordo com a USAID, “os programas do OTI servem como catalizadores de mudança política positiva… Aproveitando janelas críticas de oportunidade, o OTI trabalha em países dados a conflitos para providenciar assistência rápida, flexível e de curto prazo tendo como alvo necessidades-chave de transição e estabilização… Os programas do OTI são desenhados individualmente para atender às necessidades mais importantes da transição, focando nas questões decisivas que vão definir o futuro do país… O OTI busca parceiros para projetos que vão fornecer a faísca para a transformação social”.

O governo dos Estados Unidos não depende apenas da USAID e do NED para solapar o governo venezuelano.

Um documento de 2007 da Agência de Segurança Nacional (NSA) tornado público no ano passado por Edward Snowden descreve “as prioridades da agência em 2007 para os próximos 12 ou 18 meses em termos de ‘signals intelligence’ (SIGINT) ou espionagem eletrônica”.

O documento lista seis “alvos duradouros”, seis países que a NSA acredita que precisam “ser alvos holísticos por causa de sua importância estratégica”.

A Venezuela é mencionada como um dos “alvos duradouros”, junto com a China, Coreia do Norte, Irã, Iraque e Rússia.

O objetivo da NSA na Venezuela era o de ajudar os “políticos dos Estados Unidos a evitar que a Venezuela atinja seu objetivo de liderança regional e que busque políticas que tenham impacto negativo nos interesses globais dos Estados Unidos”.

De seus escritórios em Miami, a USAID continou a apoiar as atividades da oposição venezuelana e seus aliados estrangeiros. O escritório do Solidarity Center [braço sindical do NED, ligado à central sindical norte-americana AFL-CIO] em Bogotá recebeu uma grande doação de U$ 3 milhões para dois anos em 2012, para operações não especificadas na região andina, inclusive na Venezuela. O Solidarity Center mudou suas operações venezuelanas de Caracas para Bogotá depois do golpe fracassado contra Chávez em 2002.

As atividades na Venezuela se tornaram impossíveis depois que foi revelado que o Solidarity Center financiou a Confederação Venezuelana de Trabalhadores (CTV), anti-Chávez, que jogou um papel instrumental no golpe fracassado.

De acordo com o sociólogo Kim Scipes, o escritório do Solidarity Center em Bogotá é gerenciado por Rhett Doumitt, que dirigia a organização na Venezuela durante o golpe.

Enquanto isso, o NED continua a financiar a “sociedade civil”, dando a organizações locais mais de U$ 1,5 milhão em 2012.

Não é surpreendente que o secretário de Estado John Kerry tenha criticado o governo da Venezuela por violência relacionada aos protestos e sugeriu que os Estados Unidos estão considerando impor sanções. Ele também anunciou recentemente a iniciativa de convencer outros líderes da região a se juntar aos Estados Unidos e mediar a crise. Claramente, o objetivo é forçar o governo da Venezuela a negociar com a oposição, que não consegue vencer em eleições justas e livres.

É provável que qualquer processo de mediação liderado pelos Estados Unidos vá resultar num pedido para o presidente Maduro renunciar e na instalação de um governo interino.

É uma estratégia-modelo dos Estados Unidos usada em outros lugares: dar apoio a movimentos de oposição para desestabilizar um país a ponto de justificar a mudança de regime. Dentre as campanhas bem sucedidas de desestabilização de Washington, que derrubaram governos eleitos democraticamente, estão a que tirou do poder o presidente Jean Bertrand Aristide no Haiti em 2004 e a remoção de Viktor Yanukovich na Ucrânia duas semanas atrás.

A figura de oposição que lidera os atuais protestos na Venezuela é Leopoldo López, educado em Harvard, que também foi instrumental na organização dos protestos de rua de abril de 2002, que foram parte do golpe fracassado.

Ele também é o ex-prefeito do município mais rico da Venezuela e integrante de uma das famílias mais ricas do país. López recebeu financiamento do NED apesar de um telegrama diplomática de 2009, da embaixada dos Estados Unidos na Venezuela, também publicado no Wikileaks, tê-lo definido como “uma figura divisiva da oposição” que é “geralmente descrito como arrogante, vingativo e sedento de poder”.

López abandonou a campanha presidencial de 2012 quando ficou claro que ele não teria os votos necessários para derrotar o principal candidato da coalizão. Ele recentemente se entregou às autoridades para enfrentar acusações de instigar violência, enquanto Maduro expulsou três diplomatas dos Estados Unidos que alegadamente se encontraram com manifestantes nos dois meses que precederam as manifestações.

Como mencionado nos documentos acima, a política dos Estados Unidos tem sido a de desestabilizar o governo da Venezuela com o objetivo de trocar o regime.

Washington apoiou um golpe militar, financiou as tentativas eleitorais da oposição e grupos cujo objetivo é desestabilizar o país. Os atuais protestos constituem a culminação de mais de uma década de políticas voltadas para solapar o governo.

Embora muito da estratégia dos Estados Unidos tenha sido implementada sobre a rubrica de “promoção da democracia”, na verdade o objetivo é a derrubada inconstitucional de um governo eleito e a instalação no poder de uma oposição que tem repetidamente fracassado na tentativa de vencer no voto, em eleições justas e livres.

Garry Leech is an independent journalist and author of numerous books including Capitalism: A Structural Genocide (Zed Books, 2012); Beyond Bogota: Diary of a Drug War Journalist in Colombia (Beacon Press, 2009); and Crude Interventions: The United States Oil and the New World Disorder (Zed Books, 2006). He is also a lecturer in the Department of Political Science at Cape Breton University in Canada.

PS do Viomundo1: O dirigente da FTI Consulting para a América Latina é Frank Holder, conhecido da Polícia Federal brasileira como ex-integrante da empresa de espionagem Kroll.

PS do Viomundo2: Assim que assumiu o poder, depois do golpe contra Chávez, o empresário Pedro Carmona Estanga fechou o Parlamento! Ah, esses democratas!

PS do Viomundo3: No Brasil, o lobby do momento é em busca de alguma manifestação do governo brasileiro que enfraqueça Maduro. Está lá, no ponto cinco do documento da embaixada: isolar Chávez (agora Maduro) internacionalmente. Resta saber se os proponentes são inocentes úteis ou lobistas pagos, em dinheiro ou favores.

PS do Viomundo4: A CNN em espanhol trabalha 24 horas por dia na guerra da propaganda. Destaca de forma proeminente as manifestações de artistas populares, como Rubén Blades e Rihanna, em apoio aos manifestantes da Venezuela. Está lá, no documento das ONGs, contar com a ajuda de “personalidades globais”. Se tiverem milhões de seguidores no twitter, então, melhor ainda…

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50 comentários

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Alexandre pontes ferreira

08 de março de 2014 às 14h26

A revolução Bolivariana proposta por Hugo Chaves seria união dos países Latinos em torno de uma idéia econômica e social fora do contexto American-way. Com a aposta de que somos( américa latina)tontos, ingênuos e incapazes de administrar-mos nossos países (riquezas), eles vão tentar de tudo para minar nossa soberania através dessas ditas manifestações populares. Qual a diferença entre as manifestações brasileiras e as venezuelanas? Nenhuma, é só ver as imagens com os mesmos mascarados, as mesmas táticas e violência.É muito ameaçador a possibilidade de a América Latina Unir-se em torno de um projeto econômico-social idealizando uma forma de vida voltada para nossa própria visão de união entre países do continente.Enquanto tivermos representantes de uma classe de empresários políticos que tem como objetivo de produzir de acordo com seus interesses pessoais e não da nação.Eles querem estar no domínio do mundo, custe o que custar. Temos que ter senso crítico sem sonhos. Não somos Americanos, cada país tem sua cultura e modo de viver, isto não pode ser violado sob perigo de nos tornar-mos cópias mau feita deles, é isto que queremos?

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José Souza

07 de março de 2014 às 22h58

O problema está no petróleo. Façam a pesquisa. Verifiquem quanto era o preço do barril quando Chaves assumiu o governo e veja qual sua cotação no dia da morte. Foi ele quem mostrou para a OPEP como elevar a cotação e tirar proveito da única matéria prima dos países exportadores, todos subdesenvolvidos. Os EU não perdoaram Chaves. O império perdeu o controle dos poços da Venezuela, tiveram que negociar para não pararem suas refinarias. O império busca, desesperadamente, o controle das fontes produtoras e, para isso, não medem esforços para atingirem esse objetivo. A sequência é bastante conhecida e tem 4 etapas. Negociação, suborno, desestabilização e derrubada, com ou sem vítimas. Já executou isso em vários países mundo afora. Se é pequeno ou desarmado, invadem. Se é grande, conta com a colaboração dos entreguistas de plantão dentro do país alvo. E não se esqueçam que eles possuem a maior arma de todas. São os donos da máquina de fazer dinheiro, o dólar.

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Narr

07 de março de 2014 às 11h17

A lógica é simples: a Venezuela é um país dividido, portanto, o governo tem que ficar nas mãos de quem perdeu a eleição…
A sério: além da divisão, temos que prestar a atenção no crescimento do conservadorismo silencioso, o das pessoas que temem o aquecimento dos combates governo vs. oposição, em outras palavras, o acirramento das lutas de classes.
Esta camada que teme a instabilidade crescente nas ruas é a que tende ao bonapartismo, e está disposta a apoiar o partido da ordem, seja ele qual for.

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M D

07 de março de 2014 às 09h59

Esse texto é para os inocentes úteis que fazem parte da massa de manobra e repetem besteiras como se fossem mantras!

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/os-criticos-do-socialismo-olham-para-a-venezuela-e-dizem-nos-avisamos-mas-eles-estao-errados/

Publicado originalmente no Independent.

POR OWEN JONES

Aqui está a narrativa da direita: o povo venezuelano saiu às ruas contra um regime que abusa dos direitos humanos. A resposta tem sido a repressão assassina, sendo cada morte uma prova contundente de uma autocracia monstruosa. As políticas econômicas do governo não serviram para nada além de ruína para a população, o que demonstra mais uma vez que o “socialismo” é um fracasso abjeto. Aqueles que desafiam esta narrativa, como eu, não são nada além de ingênuos, idiotas úteis, os equivalentes modernos dos fabianos que foram para a União Soviética de Stalin louvá-la como uma nova civilização.

Vamos dar algum contexto. Antes de Hugo Chávez ser eleito presidente em 1998, a Venezuela foi governada por várias administrações neoliberais. Em 1975, 15% dos venezuelanos viviam na pobreza. Duas décadas mais tarde, o número subiu para 45%. Quando venezuelanos protestaram contra o então presidente Pérez – que abandonou o neoliberalismo em 1989 -, todo o poder do estado foi jogada sobre eles no chamado “Caracazo”, um massacre da Praça de Tiananmen em que centenas de manifestantes foram abatidos.

Repelido pela elite política tradicional, os venezuelanos deram a Chávez uma vitória esmagadora em 1998. Na época, ele defendia a abordagem da Terceira Via defendida por Tony Blair, mas sua principal estratégia era usar a riqueza do petróleo para financiar programas sociais. As taxas de pobreza despencaram de 50% para cerca de 25%; a extrema pobreza foi reduzida em dois terços. Segundo a ONU, o que representa a segunda maior queda percentual de pobreza na América Latina.

O bastião tradicional do dogma neoliberal, o Banco Mundial, revela que, enquanto a renda per capita da Venezuela definhava abaixo da média do continente antes de Chávez chegar ao poder, ela é agora de US$13 120, mais alta do que Brasil ou Argentina, contra uma média de US$ 8 981. Apesar dos problemas econômicos recentes, a ONU revelou que a Venezuela teve a maior queda no número de pessoas em situação de pobreza na região em 2012.

Isso quer dizer que a Venezuela é uma espécie de paraíso? Não. A inflação está em mais de 50%. Sob o antecessor neoliberal de Chávez, Rafael Caldear, na década de 1990, ela superou os 100%. E, no entanto isso não foi apresentado como um fracasso do capitalismo de livre mercado.

A situação da lei e da ordem é simplesmente inaceitável, agravada por vários fatores: vizinhos em guerra civil na Colômbia; uma sociedade que está repleta de armas; e uma força policial ineficaz e corrupta. O apoio do governo a tiranias como a da Síria e a da Líbia não deve ser esquecido, mas dado o apoio ocidental a ditaduras infames como a da Arábia Saudita – e emprego lucrativo de Tony Blair na ditadura do Cazaquistão -, não vamos exagerar na dose de hipocrisia.

Mas dê uma olhada no comportamento da oposição. Em 2002, Chávez foi derrubado por um golpe apoiado pelo Ocidente, vigorosamente incitado por uma mídia privada que faz Fox News parecer liberal. E no entanto um levante popular devolveu o governo eleito ao poder. Imagine se o nosso governo eleito fosse derrubado por uma junta, matando muitas pessoas inocentes no processo, e a coisa toda fosse aplaudida por ITN e Sky News. Qual seria o resultado?

Quanto às credenciais democráticas do governo, quando Chávez foi eleito, em 1998, recebeu 3,7 milhões de votos contra 2,6 milhões da oposição. Em 2013, seu sucessor, Nicolás Maduro, recebeu 7,6 milhões de votos, contra 7,4 milhões da oposição. Os observadores internacionais têm repetidamente declarado que as eleições são livres. Em 2012, o ex- presidente dos EUA Jimmy Carter elogiou o processo eleitoral da Venezuela, dizendo ser “o melhor do mundo”. Quando Chávez perdeu um referendo constitucional em 2007, ele aceitou.

A Venezuela é um dos países mais polarizados do mundo. Negociações devem acontecer, os mortos precisam de justiça, o governo deve garantir as liberdades e a desordem violenta precisa acabar. Mas uma coisa é clara. Aqueles que usam os problemas da Venezuela para ganhar pontos políticos não têm nenhum interesse na verdade.

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Jair de Souza

06 de março de 2014 às 23h11

No fundo do coração, a gente precisa torcer para que aqueles que aparecem por aqui defendendo as ações da extrema direita e do imperialismo na Venezuela estejam apenas mal informadas. Do contrário, seríamos obrigados a reconhecer que estamos lidando com verdadeiros monstros, nada mais do que monstros em corpos humanos.

Se uma pessoa procura saber a verdade do que ocorre na Venezuela e não se limita simplesmente a absorver o lixo que lhe é despejado pela máfia midiática, ou seja, se recebe, além desse lixo, informações de outras fontes, não terá como não reconhecer que defender as ações da extrema direita e do imperialismo na Venezuela é defender a morte como um instrumento válido para garantir os interesses dos mais poderosos, é ir contra os direitos das maiorias humildes poderem viver em paz e com justiça.

Prefiro acreditar que essas pessoas não têm acesso a nada que não seja o que veem pela CNN, Globo, Band, SBT, BBC, e todos os órgãos similares. Não é fácil encontrar outras fontes, é preciso procurar, vasculhar… Isso dá trabalho. Não é para qualquer um, concordo. Por isso, entenderia a posição de alguém nessas circunstâncias.

No entanto, quem recebe todo este lixo corporativo (eu recebo e quase todos os brasileiros também) mas também pode compará-lo com outras fontes não tem como justificar a defesa de “fatos” que ele sabe ser “mentiras”, a menos que não tenha nenhum sentimento humano.

Exemplo: quase todos as mortes nos recentes episódios de violência na Venezuela foram causadas diretamente pelas ações dos grupos de choque da extrema direita, a ampla maioria das pessoas mortas eram gente do povo, simpatizantes do governo de Maduro. Os poucos mortos da oposição faleceram em acidentes durante a prática da violência (um deles caiu do telhado de um prédio de onde lançava pedras, outro foi atingido por um disparo vindo da própria manifestação em que participava, só em um caso há suspeitas de que foi um policial da GNB que efetuou o disparo).

Apesar disto, a mídia corporativa (neste momento toda a mídia corporativa mundial segue a linha traçada pela CNN em espanhol) culpa o governo pelas mortes que a oposição comete. E isso vai sendo martelado milhares de vezes pelas televisões, pelas rádios, pelos jornais, pelas revistas, pelas redes sociais a serviço da direita, tudo dentro daquele princípio goebbeliano de que “uma mentira repetida mil vezes passa a ser uma verdade”.

E na cabeça de quem é vítima deste bombardeio o normal é que exista realmente a crença de que a verdade é aquela. Isso a gente pode entender, estamos lidando com vítimas de uma estratégia de desinformação.

Mas, alguém que tem acesso ao outro lado da história e pode comparar os dados e, mesmo assim, se aferra à mentira, esta pessoa não merece a mesma consideração. Neste caso, estamos diante de gente mal intencionada, gente desprovida de qualquer ética humana, gente que não acredita no valor da verdade, gente que se aferra às mentiras porque no fundo sabe que sua causa é maligna.

Se alguém precisa mentir e tergiversar propositadamente para fazer valer sua posição é porque sabe que sua posição não tem nada de correta.

Responder

    M D

    07 de março de 2014 às 09h47

    Só discordo de você em um ponto:

    se elas estão aqui, é porque têm acesso a outros meios, senão não estariam aqui. Se não aprendem é por outro motivo que eu não vou expor para não ofender…para bom entendedor …

    Parabéns pelo texto.

Mauro Assis

06 de março de 2014 às 18h26

Eu imagino que foi um passarinho que soprou a Maduro sobre a existência dessa conspiração…

A coisa por lá é muito mais simples: morreu o caudilho, sobrou o poste. Numa eleição questionável, onde a diferença de votos foi mínima (e o texto do cabra fala em “oposição com apoio apenas limitado dos venezuelanos”… pfff!), assumiu um sujeito com conversa com aves com o carisma de uma folha de alface. A economia ruma pro buraco, a metade que não votou no cara foi prá rua reclamar.

É o caudilhismo do século 21 definhando… Néstor legou Cristina, que está firme no seu propósito de conduzir a Argentina ao abismo, Lula nos legou Dilma, que cá entre nós não prima pela inteligência e carisma, mas como o padrinho está por aí pode conceder-lhe algum emprestado (é só ver a foto do comitê de campanha reunido no Planalto para entender isso.

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    Bonifa

    07 de março de 2014 às 09h58

    Parece que o está definhando é a inteligência de certos “comentaristas”. A palavra “spam” tem dois significados: Sending and Posting Advertisement in Mass, isto é, “enviar e postar propaganda em massa”, e Stupid Pointless Annoying Messages, que significa mensagem estúpida, sem propósito, e irritante. Certos “comentaristas” deveriam se ater aos sítios e meios em que atinjam o primeiro significado, e não ficar enchendo a paciência dos leitores de blogs sérios com seus comentários situados além da linha suportável de burrice.

Apavorado com a cara-de-pau humana.

06 de março de 2014 às 18h07

para cada dólar gasto pelas corporações em tarefas de lobby, elas obtêm um retorno de 220 dólares. E os sistemas regulatórios costumam ser capturados por gente dessas corporações que devem ser reguladas. O exemplo mais óbvio é Henry Paulson, o CEO de Goldman Sachs, que foi Secretário de Tesouro dos EUA e artífice do resgate que canalizou trilhões de dólares dos contribuintes para a banca privada.

E no Brasil?

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Roger Matos

06 de março de 2014 às 17h40

Tanto os protestos organizados quanto os problemas econômicos contra os quais os manifestantes protestam parecem ter sido orquestrados pela oposição com o objetivo de desestabilizar o país e derrubar o governo.

Os problemas econômicos foram orquestrados pela oposição???? É isso que o texto diz???

Responder

Pedro

06 de março de 2014 às 16h12

Muita atenção para o currículo do Garry Leech. Muita atenção, mesmo. Vejam esse seu livro Capitalism: A Structural Genocide.
Vamos ter presente, sempre, o que significa atualmente o capitalismo. O título desse livro do G. Leech é a chave para que a gente não apenas responda às ações genocidas do império, mas comecemos a nos organizar para impedir o holocausto que o império, a matriz do capitalismo, está preparando. Veja o apoio do Departamento de Estado aos nazistas da Ucrânia, esses que derrubaram o governo eleito. Não vamos ter dúvidas sociológicas sobre o significado das manifestações “populares” aqui no Brasil. Estão articulados para implantar novamente ditaduras no mundo inteiro. Não vamos esquecer do genocídio que fizeram aqui na América Latina a partir do golpe de 64 no Brasil. Só na Argentina mataram 30 mil pessoas com total beneplácito dos Estados Unidos. É só para isso que servem. Se não acabarmos com o capitalismo, o capitalismo vai acabar com a gente.

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Julio Silveira

06 de março de 2014 às 10h01

Existem céticos que sempre duvidam da existência dessas articulações criminosas. Visto que, em seu “mundico” nanico, acreditam que sua pequena existência não vai interessar a ninguém. Não imaginam que com o somatório de varias vidas nanicas, insossas e inodoras, já começam a tornar considerável, vantajoso, o ganho com a manipulação, pelo recompensa do peso econômico e geopolítico que isso pode alcançar. Viajando na imaginação um pouco mais, multiplicando isso ao nível das massas, numa progressão, a possibilidade de servirem de instrumento de poder, para afirmação de lideranças estratégicas, países que tradicionalmente se articulam para esse fim ganham vantagens e proeminência mundial. E o utilizam em beneficio próprio. A manutenção desse status então fica visivelmente necessário. E o somatório das alienações individuais, se torna uma estratégia, que tem alcançado seus resultados desde sempre. façam-me o favor caiam na real. Esse país corruptor foi designado para isso. Pós segunda guerra, como a representação de um sistema de sustentação das oligarquias mundiais. Fruto da necessidade de recomposição financeira das perdas pelos financiadores do embate mundial havido. E só os trouxas acreditam que as massas não podem ser manipulas e dirigidas para atender a sustentação desses poderes e impérios individuais. Quem pensa assim deveria olhar mais a historia humana de reis, tronos, alianças, ouro, mortes, e poder. Mas a raia miúda desde sempre tem servido de peões inúteis e moeda de troca para a sustentação disso. Desde aquele tempo a cidadania mudou, um pouco, mas conserva muito da ingenuidade que tem servido para manter processos repaginados, preconceitos e outras dificuldades para o grosso da cidadania, mas que atendem perfeitamente bem aos interesses de uma minoria articulada, inclusive que o fazem em nome de países. A cidadania tem mais é que se antenar, o mundo de interesses é muito maior que as individualidades possam imaginar.

Responder

ricardo

06 de março de 2014 às 01h51

Azenha, Ceição e galerinha do viimundo. Vocês estão bem próximos de tombarem abraçadinhos com o chavismo. Eu falei que ia acontecer. Sou só o mensageiro. Publicar ou não meus posts não mudará o curso dos acontecimentos. Qualquer um com dois neurônios podia notar que os idiotas venezuelanos estavam destruindo a economia e as instituições. Fico admirado com vocês. Tão “espertos” para uma coisa e, não obstante, burros pra caralho para outras.

Responder

Nelson

06 de março de 2014 às 00h29

“Ta…num país onde a cotação oficial é 6 por um dólar e o paralelo é 80 por um você acha que vai ter como evitar o desabastecimento ? Mania de errar e não assumir o erro, mais fácil culpar outro pais.”
(comentário/resposta de Leandro -05/03/2014 – 21:56)

Azenha, Conceição e companheira(o)s comentaristas. Pelo jeito, não bastou o artigo esmiuçadíssimo do Garry Leech. Ao que parece, para que o Leandro enxergue e entenda o que está acontecendo vai ser preciso desenhar.

Responder

J.Carlos

05 de março de 2014 às 23h27

O golpista Carmona não só fechou o Parlamento Venezuelano, colocou em recesso também sua Corte Suprema.

Responder

José Neto

05 de março de 2014 às 20h23

Não podemos esquecer do golpe contra Zelaya e Honduras, essa maquinação não vai parar até que a resposta venha a altura contra os golpistas da comunicação na América Latina.

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ricardo

05 de março de 2014 às 19h57

PS 5 – O estadunidenses desenvolveram, na Universidade de Chicago, um DDLA (dispositivo desmaterializador de longo alcance), que faz com que produtos básicos de alimentação e higiene desapareçam sem deixar vestígios das prateleiras abarrotadas dos supermercados venezuelanos. Ah, esses capitalistas!

Responder

    eros alonso

    05 de março de 2014 às 20h36

    O papel higiênico desapareceu nas prateleiras da Venezuela porque meia duzia de homens decidiram parar a produção e distribuição.Certamente são ligados aos interesses dos EUA, que usou várias vezes ao longo da História e em vários países, sua rede de empresários locais associados, que ajudam a espoliar suas nações e trabalham por golpe branco ou de qualquer cor possível, desde que sejam colocados governos lacaios e servis.

    Leandro

    05 de março de 2014 às 21h56

    Ta…num país onde a cotação oficial é 6 por um dólar e o paralelo é 80 por um você acha que vai ter como evitar o desabastecimento ? Mania de errar e não assumir o erro, mais fácil culpar outro pais.

    Marcos F. L.

    05 de março de 2014 às 23h44

    Sou contra guerra mas em último caso precisamos ter um defesa que imponha respeito, só de pensar que a Rússia possui 1,800 caças de combate e que nós daqui a uns três anos vamos construir 36 em parceria com a SAAB fico preocupado, os Estados Unidos só respeitam a força, são os maiores violadores de leis internacionais do mundo, interceptaram as ligações da Angela Merkel e da presidente Dilma e posam de legalistas.

Francisco

05 de março de 2014 às 19h18

Os “democratas” não toleram governos trabalhistas. Se forem governos eleitos democraticamente então…

Mas eles estão no deles. Quem tem de ter consciencia de que está diuturnamente numa guerra (guerra no sentido pleno, não metafórico), são os trabalhistas.

Viu Putin? Pois é. Um pouco de Nietzsche ajuda que é uma beleza…

Responder

    ricardo

    06 de março de 2014 às 11h33

    Que confusão! Nietzsche ajudou muito um cara de bigodinho que governou a Alemanha em meados do século XX. É claro que o Nietzsche não pode ser culpado com o que malucos como Hitler e Francisco pretendem fazer com suas ideias.

abolicionista

05 de março de 2014 às 18h32

Impressionante, o golpismo está escancarado. As provas são contundentes. O capital financeiro realmente tem planos sólidos para a desestabilização da América Latina.

Por outro lado, a experiência venezuelana mostra que não existe transformação pela metade. A democracia em nosso continente está sob ameaça. É preciso fortalecer os laços com as Forças Armadas, colocar os golpistas atrás das grades, tirá-los do comando das empresas, mobilizar a população. Afinal, nossas elites são capazes de tudo para chegar ao poder. Não há acordo possível entre classes antagônicas. Há sempre luta, mais ou menos violenta, mais ou menos latente, mas sempre presente.

Responder

marcosomag

05 de março de 2014 às 18h14

O Presidente Nicolas Maduro está agindo, de forma geral, corretamente em relação a tentativa de desestabilização do seu legítimo mandato.

Conversar com a oposição moderada, isolar os conspiradores é um bom caminho.

A esquerda tem um histórico de ser “mole” em relação a seus inimigos declarados.

Desde a Comuna de Paris, passando pelos golpes na América Latina nos anos 50 aos 70 e chegando aos golpes frustrados contra Chávez e Morales, os setores progressistas sempre foram condescentes com a reação. Quando a reação perde, todo mundo volta para casa e fica por isso mesmo. Mas, quando a reação ganha, é o sangue dos progressistas que é derramado!

No Brasil mesmo, JK foi “mole” com os conspiradores de Jacareacanga e Aragarças, concedendo a eles anistia antes do final do seu mandato. Caso tivesse aplicado a lei de forma inflexível, muito provavelmente não teríamos passado por 64.

Portanto, Maduro deve fazer com que os conspiradores decididos sintam o peso da lei. Caso tentem chegar ao Poder à bala, à bala devem ser tratados!

Responder

renato

05 de março de 2014 às 18h01

Toda a Esquerda da America deveria colocar sua posição em relação a Venezuela, em radio nacional. 1 minuto só cada presidente deixando bem claro a todos o que pensamos da Venezuela.
Deixar bem claro Para Americanos e Europeus..
Já demorou….

Responder

FrancoAtirador

05 de março de 2014 às 17h11

.
.
US Big Six Media Corporation

1. Time Warner (http://migre.me/i9SN6)
(CNN/Time/TBS: http://migre.me/i9RWH)

2. Walt Disney Company (http://migre.me/i9SRT)
(ABC/ESPN/Marvel)

3. News Corporation (http://migre.me/i9S0R)
(FOX/Dow Jones/Wall Street Journal)

4. General Eletric/Comcast (http://migre.me/i9SJH)
(NBC/Universal/Focus/Telemundo)

5. Viacom (http://migre.me/i9SAl)
(MTV/Paramount)

6. CBS Corporation (http://migre.me/i9SZd)
(Showtime, CW, Simon & Schuster)

(http://prezi.com/higaaym-zzv3/media-ownership)
(https://soma.sbcc.edu/Users/DaVega/FILMST_101/FILMST_101_GENERAL_HISTORY/Studios/TheBig6EntertainmentCorps.pdf)


Responder

    FrancoAtirador

    05 de março de 2014 às 17h45

    .
    .
    Top 50 International Media Corporations

    01. GE/Comcast/NBCUniversal, LLC (Philadelphia / USA)
    02. Google Inc. (Mountain View / USA)
    03. The Walt Disney Company (Burbank / USA)
    04. News Corp. Ltd. / 21st Century Fox (New York / USA)
    05. Time Warner Inc. (New York / USA)
    06. Viacom Inc./CBS Corp. (New York / USA)
    07. Sony Entertainment (Tokyo / JP )
    08. Bertelsmann SE & Co. KGaA (Gütersloh / GER)
    09. Vivendi S.A. (Paris / FRA)
    10. Cox Enterprises Inc. (Atlanta / USA)
    11. Dish Network Corporation (Englewood, CO / USA)
    12. Thomson Reuters Corporation (New York / USA)
    13. Rogers Comm. (Toronto / CA)
    14. Liberty Media Corp./Liberty Interactive (Englewood, CO / USA)
    15. Reed Elsevier PLC (London / UK)
    16. Pearson plc (London / UK)
    17. Lagardère Media (Paris / FRA)
    18. Nippon Hoso Kyokai (Tokyo / Japan)
    19. ARD (Berlin, München / GER)
    20. Fuji Media Holdings, Inc. (Tokyo / JP)
    21. Bloomberg L.P. (New York / USA)
    22. BBC (London / UK)
    23. Charter Comm. Inc. (St. Louis / USA)
    24. Advance Publications (Staten Island, New York / USA
    25. Cablevision Systems Corp. (Bethpage, NY / USA)

    26. Globo Communicação e Participações S.A. (RJ / BRA) € 5.023 bi

    27. Clear Channel Comm. (San Antonio / USA)

    28. The Naspers Group (Kapstadt / ZA) € 4.762 bi

    29. The Nielsen Company (Haarlem / NL)
    30. Gannett Co. Inc. (McLean, Virginia / USA)
    31. Grupo Televisa (Mexico City / MX)
    32. Shaw Communications (Calgary /CA)
    33. Yahoo! Inc. (Sunnyvale / USA)
    34. Mediaset SpA (Mailand / IT)
    35. Jupiter Telecommunications (Tokyo / Japan)
    36. Wolters Kluwer nv (Amsterdam / NL)
    37. Discovery Communications (Silver Spring / USA)
    38. McGraw-Hill Financial (New York / USA)
    39. Tokyo Broadcasting System Holdings, Inc. (Tokyo / Japan)
    40. Quebecor Inc. (Montreal / CA)
    41. Bonnier AB (Stockholm / SWE)
    42. Axel Springer SE (Berlin /GER)
    43. Nippon Television Holdings (Tokyo / Japan)
    44. France Télévisions S.A. (Paris / FRA)
    45. ITV plc (London / GB)
    46. Graham Holdings Company (Washington D.C. / USA)
    47. RAI Radiotelevisione Italiana Holding S.p.A. (Rom / IT)
    48. ProSiebenSat.1 (Unterföhring / GER)
    49. The Hearst Corporation (New York / USA)
    50. Netflix (Los Gatos / USA)

    Last Change: 22.11.2013 17:41

    (http://www.mediadb.eu/en.html)
    .
    .

    FrancoAtirador

    05 de março de 2014 às 20h05

    .
    .
    A CORPORAÇÃO MUNDIAL

    FrancoAtirador

    05 de março de 2014 às 20h38

    .
    .
    OS DONOS DO MUNDO

Patrick

05 de março de 2014 às 16h51

Saiu na Carta Maior reportagem escrita por Glenn Greenwald sobre como os serviços de espionagem do Reino Unido e dos Estados Unidos produzem essas “faíscas”: http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/Como-os-governos-ocidentais-manipulam-a-internet/6/30391

Responder

Bernardino

05 de março de 2014 às 15h05

EUA sao bandidos e bandidos só RESPEITAM A Força ate pq eles dominam a Midia bandida que junto com CIA<NSA,USAID e ongs fazem o trabalho SUJO

Aqui vale o Ditado:Os EUA estao como COBRA quando perdem o VENENO ficam desesperadas e este veneno foi-lhe subtraido pela grande CHINA nos uktimos 20 anos produzindo mercadorias baratas e inundano o mundo com seu produtos industrializados de baixo custo,dando acesso a toda populaçao de comprar.

Coisa que o capitalismo nao consegui realizar com sua politica de exclusao para muitos.o pior é que nao pode pegar a CHINA,populosa,rica e ARMADA ATE OS DENTES.SE tentarem APANHARAO NO TAPA E NA BALA

VAO pegar os Pequenos e sem armas de defesa inclusive o BRASIL que ja éPau mandado deles,mesmo com um governo dito de Esquerda como o atual e mais com apoio da Milicada subserviente,covarde e antipatriota que temos.

America latina e AFrica sao como AÇUCAR pra Formiga.Eles dominarao com FACILIDADE!!!!!ISSO É favas contadas!!!!!

Responder

Regina Braga

05 de março de 2014 às 14h38

Como Estado terrorista só vai fomentar golpes…e depois como bons humanitários, vão intervir,gerando verdadeiros massacres.E ainda temos aqueles que acham o EUA top…top em armas!

Responder

emerson57

05 de março de 2014 às 14h18

cadê o apoio i-n-e-q-u-i-v-o-c-o do governo brasileiro ao governo d-e-m-o-c-r-á-t-i-c-o da Venezuela?
O planalto ainda não percebeu que essa ação seria um importante seguro contra o mesmo tipo de tentativa de golpe aqui no Brasil?

Responder

Alemao

05 de março de 2014 às 13h47

Kkkkkk, deveria ir pro espaço humor…

Responder

Fabio Jr

05 de março de 2014 às 13h41

Não seria bom perguntar ao exército venezuelano o que eles acham da infiltração de agentes cubanos em seus pelotões?

Responder

Urbano

05 de março de 2014 às 13h09

Com toda a certeza outro carcinoma, pois com os ianques na parada não pode ser diferente, nunca!

Responder

Luís Carlos

05 de março de 2014 às 12h46

Os EUA gastam tanto dinheiro patrocinando golpes contra governos eleitos em todo mundo e não tem sequer sistema de saúde universal para seu próprio povo. Oligarcas dos EUA e do mundo odeiam políticas sociais universais e sempre encontram rábulas para apoiarem golpes contra seu prórpio povo.

Responder

Luís Carlos

05 de março de 2014 às 12h40

A manipulação do desabastecimento feita pela elite venezuelana, em conluio criminoso com EUA está clara no texto. Também a sabotagem nos serviços elétricos. Porém o que mais chama atenção é a indicação de atos de violência que geren feridos e mortes. Sem nenhum pudor e limites para alcançarem seus objetivos econômicos e políticos.

Responder

    Marcos F. L.

    05 de março de 2014 às 19h50

    Grupos armado ameaçam tocar fogo no estabelecimento que abrir as portas e permitir a renovação do seu estoque.

    silveira

    06 de março de 2014 às 11h07

    Luis Carlos: Voce tem razão, é uma manipulação infernal e não é só na Venezuela não, sempre foi assim.Na antiga União Soviética os americanos provocavam filas para tudo,isto durante 70 anos. Nos anos 80 estive 3 vezes na Alemanhã Oriental,e na primeira vez ao chegar a fábrica de retificadoras, vi os funcionarios com sacolas de pano, e ai perguntei, para que serviam e meu interprete disse:Eles trazem as sacolas e ficam atento a chegada de mercadoria no armazem da fábrica e hoje chegou salsicha, veja só a boiada saindo para a fila, simplesmente largavam tudo que estavam fazendo. Os americanos são fogo

Luís Carlos

05 de março de 2014 às 12h37

Parabéns ao Viomundo pelos textos do Counterpounch que tem sido disponibilizados em português para leitura e discussão.

Responder

Luís Carlos

05 de março de 2014 às 12h35

O El País também consta no documento. E depois dizem que é um jornal capaz de fazer “cobertura mais equilibrada”! Foi dito pelo Leo V em post recente. Acaso?

Responder

    Luís Carlos

    05 de março de 2014 às 12h44

    O mesmo manifestante disse que “nem todo golpe leva a ditadura”. Esqueceu de dizer que todo golpe é antidemocrático. Apoio a golpes como na Ucrânia e essa tentativa articulada para derrubada de governo venezuelano eleito pelo povo é indisfarçável por parte de alguns defensores dessas manifestações de rua que tem ocorrido concomitantemente pelo mundo. Como se não fosse possível perceber a orquestração.

Fabio Jr

05 de março de 2014 às 11h52

Tem certeza que parte da população não está simplesmente insatisfeita?!?!

Responder

    Euler

    05 de março de 2014 às 13h36

    Estar insatisfeito não significa querer derrubar um presidente eleito legitimamente pela maioria da população através de golpes. Eu estou insatisfeito com muita coisa no Brasil, o que não significa que eu queira derrubar a presidenta DILMA, eleita com meu voto e que vai merecer novamente meu apoio para a reeleição. Quero mudanças sim – mais investimento na Educação básica, na saúde pública, reformas no judiciário e na política, fim do monopólio da mídia, etc. – mas quero que estas mudanças sejam feitas com um governo progressista ou popular, e nunca, nunca mesmo, com o retorno de governos neoliberais do tucanato e afins, serviçais do império norte-americano.

    Objete

    07 de março de 2014 às 07h07

    Falou e disse, amigo. Você , como eu somos Democratas . Mas o Imperialismo quer tumultuar e cooptar os tolos e ingênuos .

    Mário SF Alves

    08 de março de 2014 às 11h52

    Assino embaixo. E Objete complementou muito bem.
    ______________________
    O detalhe é saber onde está o fio de esperança de que os seculares “donos”, associados, prepostos e corsários do poder estariam dispostos a uma solução, negociada ou não, para a efetivação da Democracia no Brasil. Não creio que Democracia seja o forte deles. Penso que temem a Democracia mais do que diabo teme a cruz. Por tudo o que temos visto, já é possível afirmar categoricamente que a única Democracia que a eles interessa é condicionalmente a que temos; com regras elaboradas por eles e apenas enquanto o time deles estivesse ganhando. Para tais oligarquias o PT, certamente o partido mais democrático de nossa História, foi e continua sendo um osso atravessado na garganta.
    ___________________________________
    Noutros termos. Para as oligarquias, corsários e prepostos dos interesses coloniais dos SPYstates, a consolidação da democracia no Brasil rima com riscos seríssimos de perda de poder, renda e privilégios. Daí, inventam de tudo, inclusive, arrogantes teses feagaceanas, pseudointelectuais, golpes de estado, crises que só eles enxergam, e por aí vai.

    Nelson

    05 de março de 2014 às 17h10

    Meu caro Fabio Jr. A Constituição da Venezuela dá aos insatisfeitos a oportunidade de se desfazerem do ou dos governos que não lhes agradam, dentro das regras do jogo, sem golpe baixo, “chute nas canelas” e outras apelações.

    Bastará a qualquer um dos insatisfeitos, assim que Maduro completar a metade de seu mandato, arrebanhar assinaturas entre os venezuelanos num total equivalente a 25% do eleitorado do país. Conseguidas as assinaturas, o insatisfeito deverá ir até o Tribunal Eleitoral e pedir a realização de um plebiscito nacional revocatório.

    A partir daí, esse insatisfeito, junto a outros insatisfeitos, terão que disputar a opinião do povo venezuelano, tentando convencê-lo da necessidade de acabar com o mandato de Maduro. Obviamente, terão apoio maciço do governo dos EUA e dos órgãos da mídia hegemônica que, sabe-se, têm 90% da audiência no país.

    Se ganharem o plebiscito, será chamada nova eleição presidencial a qual terão, também, ganhar para poderem mudar o regime.

    Isto é democracia, Fabio. Agora, por favor, diga-me o nome de um outro país em que existe plebiscito desse tipo.

    Para terminar, Fabio. Você sabe porque a oposição, dita democrática, não quer esperar pelo plebiscito? Porque ela tem muitas dúvidas de que possa ganhar, apesar da imensa quantidade de dinheiro que recebe do grande empresariado e dos EUA.

    M D

    07 de março de 2014 às 09h54

    Insatisfeitos todo lugar tem , é uma condição humana…!

    A questão é qual a verdadeira causa dos problemas e como solucioná-las , não com um golpe que atende aos interesses da plutocracia americana.

Paulo

05 de março de 2014 às 11h44

Tem certeza que estão fazendo isso só na Venezuela????

Responder

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