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Ricardo Kotscho: A terceira morte de Vlado Herzog


20/02/2011 - 17h25

19/02/2011 – 18:59

por Ricardo Kotscho, no seu Balaiodica do Pedro Frineda

Pense num absurdo, em algo totalmente inverossímel, num completo desrespeito aos que querem contar a nossa história e à memória de quem tombou na luta pela redemocratização do país.

Pois foi isso que sentiu na pele esta semana o jornalista Audálio Dantas ao procurar o Arquivo Nacional, em Brasília, para poder finalizar o livro que está escrevendo sobre o seu colega Vladimir Herzog, o Vlado, torturado e morto nos porões do DOI-CODI durante a ditadura militar (1964-1985).

Vlado já tinha sofrido duas mortes anteriores: o assassinato propriamente dito por agentes do Estado quando estava preso e o IPM (Inquérito Policial Militar) que responsabilizou Vlado pela sua própria morte, concluindo pelo suicídio.

Esta semana, pode-se dizer que, por sua omissão, o Ministério da Justiça, agora responsável pelo Arquivo Nacional, matou Vladimir Herzog pela terceira vez, impedindo o acesso à sua história.

Muitos dos que foram perseguidos naquela época, presos e torturados, estão hoje no governo central, mas nem todos que chegaram ao poder têm consciência e sensibilidade para exercer o papel que lhes coube pelo destino.

É este, com certeza, o caso de Flávio Caetano, um sujeito que não conheço, chefe de gabinete do ministro da Justiça, meu velho ex-amigo José Eduardo Cardozo, por quem eu tinha muito respeito.

Digo ex-amigo pelos fatos acontecidos ao longo da última semana, que relatarei a seguir.

Na segunda-feira, Audalio Dantas me contou as dificuldades que estava encontrando para pesquisar documentos sobre o antigo Serviço Nacional de Informações (o famigerado SNI) no Arquivo Nacional, e pediu ajuda para falar com alguém no Ministério da Justiça.

Explique-se: um dos primeiros decretos baixados pela presidente Dilma Rousseff, o de nº 7430, de 17 de janeiro de 2011, determina a transferência do Arquivo Nacional e do Conselho Nacional de Arquivos da Casa Civil da Presidência da República para o Ministério da Justiça.

Por se tratar de quem se trata, presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na época do crime praticado contra Vlado, o primeiro a denunciar o assassinato, profissional dos mais premiados e respeitados do país, com 57 anos de carreira _ provavelmente mais do que os nobres Cardozo e Caetano têm de idade _, encaminhei a Audálio o telefone do gabinete do ministro da Justiça.

E lhe recomendei que falasse diretamente com José Eduardo Cardozo, explicando a ele as absurdas dificuldades que estava encontrando no Arquivo Nacional para fazer o seu trabalho.

Foi muita ingenuidade minha, claro. A secretária de nome Rose, certamente sem ter a menor idéia de quem é Audálio Dantas e de quem foi Vladimir Herzog, informou que o chefe de gabinete, Flávio Caetano, estava “em reunião com o ministro”, garantindo que entraria em contato mais tarde.

Até aí, faz parte do jogo. Chefe de gabinete é para isso mesmo. Serve para fazer a triagem das demandas que chegam ao ministro, e não devem ser poucas.

“Deixar sem resposta mais de dez telefonemas, no caso de qualquer cidadão, não caracteriza apenas desleixo ou arrogância, mas falta de educação”, desabafa Audálio, com toda razão.

Pelo jeito, Flávio Caetano anda muito ocupado ou também nunca ouviu falar de Audálio e Herzog. Sem conseguir ser atendido por telefone pela excelência maior nem pelo seu chefe de gabinete, o jornalista-escritor resolveu encaminhar este e-mail ao Ministério da Justiça:

“Prezado Senhor Flávio Caetano

Provavelmente o senhor não me conhece, por isso apresento-me: sou Audálio Dantas, jornalista, ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e da Federação Nacional dos Jornalistas, ex-deputado federal. Tentei vários contatos telefônicos com o senhor, sem resultado. Por isso envio-lhe esta mensagem.

Estou concluindo (com prazo para entregar à Editora Record) livro sobre o Caso Herzog, do qual fui parte. Necessitando de informações sobre o assunto, procurei, no último dia 10, o Arquivo Nacional _ Coordenação Regional de Brasília, que mantém a guarda dos papéis do Serviço Nacional de Informações. Depois de me identificar, preenchi fichas de solicitação, tomando o cuidado de acrescentar informações adicionais sobre o caso, hoje referência histórica.

Como dispunha apenas de uma cópia de procuração que foi dada pela viúva de Herzog, Clarice, datada de agosto de 2010, disseram-me que era necessário documento original, com data mais recente. Já estava para buscar outra procuração quando recebi (dia 14/02) ofício em que se exige, além da procuração:

– Certidão de óbito de Vladimir Herzog
– Certidão de casamento

Considero que, em se tratando de caso histórico, de amplo conhecimento, e quando se sabe que a União foi responsabilizada na Justiça pelo assassinato de Herzog, tais exigências são absurdas e até desrespeitosas. Que atestado de óbito terá a viúva para mostrar? O que foi lavrado com base no laudo do médico Harry Shibata, que servia ao DOI-CODI e confessou tê-lo assinado sem ver o corpo? E que certidão de casamento terá Clarice Herzog juntado à ação que impetrou contra a União pela morte do marido?

E se a pesquisa fosse sobre o ex-deputado Rubens Paiva, quem forneceria o atestado de óbito? Desse jeito, ninguém conseguirá saber sobre ele no Arquivo Nacional.

Gostaria de discutir mais a questão que envolve, parece, deliberada dificultação de pesquisa. Ou, no mínimo, desconhecimento histórico por parte desse órgão público.

Faço questão que essas informações cheguem ao conhecimento do ministro José Eduardo Cardozo, que deve conhecer minha história.

No aguardo de uma resposta,
Atenciosamente,

Audálio Dantas”.

No momento em que escrevo este texto, no final da tarde de sábado, dia 19/02, Audálio continua esperando uma resposta. Na melhor das hipóteses, suas informações não chegaram às mãos do ministro José Eduardo Cardozo. Não tenho como saber porque também não consegui falar com o ministro.

Na sexta-feira à tarde, depois de ler o e-mail acima que Audálio enviou ao chefe de gabinete, sem receber retorno, liguei para o gabinete do ministro. A secretária que atendeu já ia me despachando direto para a assessoria de imprensa do ministério. Fui bem educado ao lhe explicar:

“Minha senhora, eu não quero entrevistar o ministro. Eu preciso falar com ele pessoalmente sobre um caso grave e urgente do qual ele deve tomar conhecimento”.

Só aí ela permitiu que eu soletrasse meu sobrenome, respondeu-me que sabia quem eu era, pediu os números dos meus telefones e, imaginei, cuidou de passar a ligação para o ministro. Minutos de silêncio depois, a secretária voltou para me dizer, sem muita convicção, que o ministro estava ocupado e me ligaria em seguida. Também estou esperando até agora.

Na hierarquia da falta de respeito pela própria função que exerce, o menos responsável nesta história é o funcionário de nome Raines, que se apresentou como historiador ao atender (ou melhor, deixou de atender) Audálio Dantas.

A sua superiora, Maria Esperança de Resende, coordenadora-geral da Coordenação Regional do Arquivo Nacional no Distrito Federal, é quem assina o absurdo pedido de documentos. Alguém superior a ela a colocou lá sem perguntar se as suas qualificações eram adequadas ao seu pomposo cargo no comando do Arquivo Nacional.

Talvez o jeito mais simples e barato de resolver este problema seja baixar outro decreto presidencial e devolver o Arquivo Nacional à Casa Civil da Presidência da República, como era antes, já que o Ministério da Justiça não parece muito interessado no assunto nem preocupado com o seu funcionamento.

Das duas uma: ou Cardoso está muito mal assessorado ou não entendeu ainda quais são os seus compromissos e responsabilidades no Ministério da Justiça do governo de Dilma Rousseff, a presidente da República que, ao contrário de Vladimir Herzog, conseguiu sobreviver às torturas na ditadura militar.

PS do Viomundo: Em 5 de janeiro, publicamos o protesto dos arquivistas (leia aqui) contra a decisão do governo de retirar o Arquivo Nacional da Casa Civil e transferí-lo para o Ministério da Justiça.

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68 comentários

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flavio jose

26 de março de 2011 às 10h27

Certidão de óbito de Vladimir Herzog
– Certidão de casamento

Piada de pessimo gosto ou quem sabe. Covardia.

Responder

Carlos A. Rosse

28 de fevereiro de 2011 às 01h46

O Sr. José Eduardo Cardozo não é um daqueles que segundo PHA andou articulando em benefício do Sr. Daniel Dantas? Ah, entendí! O que ainda tem que ser explicado é o porquê a Sra. Presidenta Dilma colocou esse farsante lá, e o Palloci na casa civil. Com a palavra a Presidenta.

Responder

waldir salvi

25 de fevereiro de 2011 às 15h28

Justo agora que o povo brasileiro elegeu uma Presidenta que foi TORTURADA e sobreviveu !!!! A Presidenta Dilma tem uma dívida com a redemocratização brasileira. Uma dívida histórica que ela precisa saldar, dando todas as condições para sabermos DE VERDADE tudo que se passou durante o período da ditadura civil-militar. Por favor Presidenta Dilma, não seja nossa frustração, seja nosso ORGULHO !!!!

Responder

A terceira morte de Vlado e os servidores do Arquivo Nacional | Viomundo - O que você não vê na mídia

25 de fevereiro de 2011 às 14h23

[…] respeito do texto de autoria do Ricardo Kotscho, publicado no Balaio (clique aqui) e reproduzido pelo Viomundo (clique aqui), registro o recebimento de nota da Associação dos Servidores do Arquivo […]

Responder

beattrice

23 de fevereiro de 2011 às 22h01

A presença do senhor Cardozo neste ministério, em pasta de tão relevada importância, configura um absurdo desrespeito com o país da parte de quem o nomeou. O resto é conseqüência.

Responder

Pitagoras

21 de fevereiro de 2011 às 22h02

Lamentável. O poder não corrompe. O poder só revela quem são verdadeiramente as pessoas.

Tenho uma sensação desagradável ao constatar as semelhanças entre a situação no Egito e a daqui: lá o povo pensa ter eliminado uma tirania para ver os militares assumirem escancaradamente um poder que sempre detiveram; aqui, dois governos sucessivos de esquerda, ao menos aos olhos de incontáveis militantes assim o consideravam, viram casaca e vão babando fazer aliança com exatamente os algozes do povo e compactuar com suas práticas centenárias que tanto se combatia.
Meio desanimador!

A *erda muda, mas as moscas continuam as mesmas!

Responder

Andre

21 de fevereiro de 2011 às 18h02

Comunistas bonzinhos:

Trecho:
"(…)Fiz atletismo, vôlei, fui campeã brasileira de esgrima. E isso me deu muita estrutura. Aquilo era a minha vida, até que eu fui arrancada do esporte…"

Como assim, arrancada?

"Foi quando o Partido Comunista Brasileiro achou que eu tinha que parar com aquele desvio pequeno-burguês. Eu tinha 15 anos…"

Mas você já era do partido comunista nessa idade?

"Não, mas o meu entorno era. Irmãos, amigos da família. E eles exerciam um poder enorme sobre a gente. E em determinado momento um deles chegou pra mim e disse: “Olha, chegou a hora de você largar essas coisas e entrar na luta. A vida do militante tem que ser exclusivamente a revolução. E acabou”. O discurso era muito persuasivo, principalmente para uma adolescente culta, sob uma ditadura. Aquelas pessoas destruíram parte da minha vida."

Destruíram de que forma?

"Eram violentos. Fui muito maltratada dentro das organizações de esquerda. Primeiro no Partido Comunista Brasileiro. Mas pelo menos no Partidão era só tortura psicológica. Bem melhor do que na outra organização da qual eu fiz parte, a Convergência Socialista, hoje o PSTU. Lá eu fui estuprada… E tinha que suportar, porque contar seria traição. A luta era mais importante – e os homens eram mais importantes. As militantes de base eram obrigadas a fazer sexo com os líderes. Tem militantes de uma geração anterior à minha que não sabem se foram mais agredidas pelos torturadores ou pelos companheiros. E eu era uma menina novinha, 16 anos, loira, de olho azul… prato cheio."

http://revistatrip.uol.com.br/revista/196/reporta

Responder

Francisco Nogueira

21 de fevereiro de 2011 às 08h07

Além de um absurdo é uma vergonha para um governo democrático e que sofreu o que sofreu (neste caso alguns, como a própria presidenta).

Responder

Ignez

21 de fevereiro de 2011 às 00h29

Já disse e repito: Esse Zé Eduardo e esse Palocci só podem ser algum "acidente de percursso" desses primeiros meses de governo da Presidenta. É incompreensível eles estarem como ministros. Presidenta! Por favor, tire esses tucanos do governo! Eles são traíras e mau-caráter!!!!

Responder

João

20 de fevereiro de 2011 às 23h28

Infelizmente a Presidente Dilma, ao que tudo indica, ficou refém daqueles que coordenaram sua campanha: Palocci, Cardozo, Paulo Bernardo.
Como alguém aqui escreveu: lutamos para eleger este governo, temos o direito de pedir que o Cardozo saia já do Ministério da Justiça.
Presidente Dilma, leia os "blogs sujos", pelo bem de seu governo.
Do contrário, o Piñera tupiniquim (Aécio) poderá levar a próxima eleição.

Responder

marcos santos

20 de fevereiro de 2011 às 23h13

Cardoso ? quem ?

Ele esta preocupado com justiça?
Só se justiça for sinônimo de trafico de influência!
Não foi ele advogado de Daniel Dantas?
Defendeu Dantas com maestria!!
Entretanto, quando queriam dar o golpe no Lula, achou que o Lula era indigno da sua defesa.
Herzog? quem é esse devrem dizer seus pupilos!
Audalio Dantas, um desconhecido…. aff…esses puxa saco nem conhecem de história !!!

Responder

Alberto Santos Neto

20 de fevereiro de 2011 às 23h02

Com este José Eduaro Cardoso no ministério da justiça, a Dilma está verdadeiramente dormindo com o inimigo. Como diz o Paulo Henrique Amorim, o José Eduardo Cardozo e Nelson Jobin, irão preparar uma cama da gato para a presidenta Dilma. Ela que abra o olho!

Responder

Marcus Vinicius

20 de fevereiro de 2011 às 22h37

Acho dificil, senão impossivel, que um ministro paulista nāo conheça o caso Herzog. Ache desrespeitoso um agent público não dar retorno a um cidadāo. E, finalmente, pen so que o ministrondeva levar mIs a sério o debate sobre a verdade, sorb os crimes da ditadura militar. Sem revanchismo, sem furor midiático, mas com um profundo sentiment republicano. O Brasil só fará a reconsciliação com sua própria histórianquando encara-la de frente. No mais dwsconfio muito de gente que é valence ao telefone mas se borra toda ao vivo. Desconfio ainda mais daqueles que se vestem do manto da moralidade.

Responder

Scan

20 de fevereiro de 2011 às 21h17

"Das duas uma: ou Cardoso está muito mal assessorado ou não entendeu ainda quais são os seus compromissos e responsabilidades no Ministério da Justiça do governo de Dilma Rousseff…"

Porque será que as pessoas sempre insistem no "das duas uma"?
Será que nunca existe a terceira hipótese?
Tenho certeza neste caso que o sr. José Eduardo Cardozo Dantas não está mal assessorado e sabe perfeitamente bem quais são seus compromissos. O que não quer dizer que os cumpra.
O problema é que este sr. é um mau caráter, vendido, salafrário e, principalmente, vagabundo e está se lixando para quem quer que seja, desde que não seja aquele que lhe paga o salário da traição. Esta é a terceita hipótese.

Em tempo:
Se alguém quizer ser atendido por isso aí, que converse com algum dos advogados do Dantas e consiga um pistolão. Ou com o próprio Dantas que enviará uma ordem ao seu empregado para que receba quem lhe aprouver.

PS – J
Já estou com o saco cheio da Dilma por esses caras que ela nomeou!

Responder

    Paulo Monarco

    20 de fevereiro de 2011 às 22h55

    Que "isso aí" e a homu reacionarius Ana de Hollanda sejam apenas engano ou natural inocência de Dilma. Caso contrário, bem deixa prá lá…

    Mário Salerno

    21 de fevereiro de 2011 às 07h57

    Ora, o Scan disse tudo o que eu ia dizer!

    Cleber

    21 de fevereiro de 2011 às 10h55

    Em menos de 2 meses, uma decepção atrás da outra. Um ministério cheio de malacos, lobistas, e babões fisiológicos. Estou preocupado.

    beattrice

    23 de fevereiro de 2011 às 22h49

    Estamos.

malu

20 de fevereiro de 2011 às 21h15

O Cardozo é a cara do Aécio, será que não é a mesma pessoa?

Responder

    Pardalzinho

    20 de fevereiro de 2011 às 21h51

    Separados na maternidade…

Celso dmnb

20 de fevereiro de 2011 às 21h06

Esse ministro é famoso pelo egocentrismo. Vai dar merda essa escolha…. Ele não tem como comandar esse ministério… Ele é famoso para quem o conhece… diga-se…

Responder

claudio

20 de fevereiro de 2011 às 20h23

Ô, Companheira Presidenta, não atucana o povo….

Responder

Fred Oliva

20 de fevereiro de 2011 às 20h16

Gosto do Kotscho e acompanho o Balaio, mas… este artigo me pareceu um exagero, típico de alguém que sentiu-se desprestigiado e que soa quase como um "carteiraço" virtual. Antes de formar juizo, gostaria de ouvir de alguém do MJ as explicações pertinentes (especialmente se existe uma rotina a ser seguida para a obtenção deste tipo de informação não só para jornalistas famosos, mas para qualquer cidadão).

Responder

    Pardalzinho

    20 de fevereiro de 2011 às 21h46

    "E lhe recomendei que falasse diretamente com José Eduardo Cardozo, explicando a ele as absurdas dificuldades que estava encontrando no Arquivo Nacional para fazer o seu trabalho"

    Que beleza… O Kotscho agora é o dono da agenda em Brasília. Pessoal, olha aí, isso vale pra qualquer um de vocês, quem precisar falar com qualquer Ministro é só avisar o Kotscho que ele intermedia um papo no ato.

    Gente, o que é isso? É um nonsense total… Menos, Kotscho… Menos.

    Enio

    20 de fevereiro de 2011 às 22h25

    Fred Oliva ( verde ? ) e "Pardalzinho"

    A questão é bem clara: BUROCRACIA e não "carteiraço" !!! Até porque os jornalistas em questão não tem carteiras de cargo algum !!!
    Como exigir do jornalista e escritor Audálio Dantas o "Atestado de Óbito" do Vlado e a certidão de casamento de Clarice Herzog. ?
    O primeiro documento foi assinado pelo Dr. Shibata e o segundo está no processo que Clarice requer um "atestado de óbito" com a declaração de culpa do Estado !!!

    É tão difícil assim saber ler ?
    Mas é fácil xingar e desconfiar da própria sombra. O Ricardo Kotscho e o Audálio Dantas merecem respeito pela história e o conjunto da obra !!!

    "Pardalzinho"….( sic )

    Fábio

    21 de fevereiro de 2011 às 08h57

    O Senhor perdeu uma excelente oportunidade de ficar calado.
    Meus pesâmes.

    Scan

    21 de fevereiro de 2011 às 16h54

    Ah, o senhor "gostaria", é?
    E porque não se põe a campo para fazê-lo?
    Escreva ou telefone pro seu ídolo, o Cardozo Dantas, e veja se ele te atende…

    beattrice

    23 de fevereiro de 2011 às 22h41

    Se alguém ainda precisa "formar juízo" sobre o CARDOZO é porque é realmente muito mal informado.

betinho2

20 de fevereiro de 2011 às 20h14

Eu não entendi a nomeação do Cardozo para o MJ, menos ainda vou entender se permanecer no cargo.
Temos nomes "trocentas" vezes melhor que o dito cujo.

Responder

MirabeauBLeal

20 de fevereiro de 2011 às 20h09

Arquivo Nacional revê restrição a dados sobre morte de Herzog

Após artigo publicado neste sábado, 19, pelo colunista do iG Ricardo Kotscho, o escritor Audálio Dantas finalmente poderá pesquisar os documentos em posse do governo federal sobre a tortura seguida de morte do jornalista Vladimir Herzog em 1975. O diretor-geral do Arquivo Nacional, Jaime Antunes, afirmou não ser necessária a apresentação de atestado de óbito, requisito que havia sido imposto a Dantas quando ele tentou obter acesso aos dados na coordenação regional do órgão em Brasília.
“Pela legislação vigente, quando a pessoa pedir acesso à documentação de terceiros, ele tem de ter autorização do próprio. Se falecido, de quem representa a família. Então, se a pessoa tem uma procuração da família, é só apresentá-la”, disse Antunes, em entrevista ao iG por telefone. “Mas eu ainda não li o artigo do Kotscho para saber o que aconteceu. Acho que foi um mal entendido”, completou o diretor do Arquivo Nacional, cuja sede é no Rio de Janeiro.
Íntegra em: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/arquivo+n

Responder

    CLAUDIO LUIZ PESSUTI

    20 de fevereiro de 2011 às 21h03

    E aquela historia, so quando ganha o grande publico que os caras se mexem.Ai ficam uns comissionados aqui criticando e negativando comentarios que fazem cobrancas de compromissos por parte da presidenta.E necessario que a presidenta se afaste dos puxa-sacos, que sao os primeiros a abandonar o barco quando as coisas ficam quentes…

Jairo_Beraldo

20 de fevereiro de 2011 às 19h51

"Das duas uma: ou Cardoso está muito mal assessorado ou não entendeu ainda quais são os seus compromissos e responsabilidades no Ministério da Justiça"….

Ele sabe muito bem qual sua função como sinistro da Justiça…proteger o outro Dantas, o Daniel "brilhante".

Responder

Fernando Oliveira

20 de fevereiro de 2011 às 19h43

José Eduardo Cardozo é todo aquele constrangimento que o Paulo Henrique Amorim lança diariamente sobre ele, e muito mais; É mais um daqueles tecnocratas-tucanos-disfarçados que envergonham a banda sã e guerreira daquele partido que um dia foi de esquerda e que se chama PT. É lamentável, pra não dizer revoltante, que tenhamos ralado tanto, dia e noite, na Rede, nas ruas, nas esquinas, nos botecos, enfrentado com raça a campanha mais desleal e sórdida da história da democracia brasileira, para elegermos e avançarmos com a competente e guerreira Dilma Rousseff, e agora no entanto termos que nos entupir goela abaixo com essa verdadeira força-tarefa-tucana, Jobim, Palocci e mais esse ato constrangedor e vexaminoso que é o atual Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo… Francamente, Dilma… Ninguém merece…

Responder

    CLAUDIO LUIZ PESSUTI

    20 de fevereiro de 2011 às 21h07

    Incluo o Paulo Bernardo nesta sua lista, outro que, se for esperar , nao vai fazer a regulacao da midia.A conversa que ele teve na internet deixou claro:o camarada nao vai se posicionar , vai ficar esperando a "correlacao de forcas".Como se o governo e a eleicao de Dilma nao fosse expressao de forca.Vai bancar o arbitro e ver o pau comer para decidir o que fazer?Ora , entao antecipo o resultado:PIG 10x outros 0.Pois ninguem vai sair as ruas para exigir regulacao de midia, nao um numero expressivo.Pelo que posso entender a eleicao de Dilma e expressao desta vontade de mudanca.Engracado que o governo, quando lhe e conveniente , nao espera "correlacao de forcas" nenhuma, vai la e expressa a forca que tem.Principalmente contra servidores publicos e sindicalistas.

ozeias laurentinoAp

20 de fevereiro de 2011 às 19h40

O poder é para ter lado, conviver com o oposto mais ter lado, ter coragem, não é possivel termos combatido o regime militar e agora no poder termos medo desses restos de entulhos autoritários que ficam por ai, atrapalhando a democracia, coragem ministro a história não perdoa.

Responder

Marcelo Rodrigues

20 de fevereiro de 2011 às 19h28

O que vocês esperavam que os três porquinhos fizessem? Estava claro que seria porcaria e mais porcaria.

Sra. Presidenta, pelo amor do povo brasileiro!, livre-se desta gente.

Responder

Luciano

20 de fevereiro de 2011 às 19h13

Imaginem um tucano com pele de ovelha!

É o ministro…

Responder

Carmem Leporace

20 de fevereiro de 2011 às 19h07

Se brincar, essa turma por aqui vai querer é o Delúbio Soares para ministro da justiça.

Um partido onde ninguém tem moral para se opor a um tipo como Delúbio tem moral para criticar quem??

Cardoso é homem honrado.

Responder

    Radamés A. P. Silva

    20 de fevereiro de 2011 às 21h19

    Carmem, você me fez lembrar que Ricardo Kotscho escreveu artigo com o título "O gesto de grandeza de Delúbio Soares" dedicado ao "amigo Delúbio Soares", e portanto ele não deve gostar de Tarso Genro que pôs para fora do PT o Delúbio e outros envolvidos na mais grave crise do PT, onde muitas lideranças sérias do partido pediam até refundação do PT. José Eduardo Cardoso também é liderança da mesma corrente política de Tarso Genro.

    Zé Boquinha

    20 de fevereiro de 2011 às 21h59

    Fica a impressão de que Kotscho esperava ser chamado para alguma função por Dilma e está (bastante) ressentido. Não é o primeiro post dele, desde a posse de Dilma, em que desqualifica alguém da equipe de forma pouco nobre; soa quase como uma delação (à Lula) de que as coisas vão mal. Tudo bem, posso estar enganado; mas esses posts agressivos do Kotscho parecem uma ameaça: ou vocês me dão algum cargo ou eu volto para a Folha…

    beattrice

    23 de fevereiro de 2011 às 22h29

    José Eduardo Cardozo é mais uma vergonha do PT-SP, aquele grupinho que é "freguês" dos tucanos do MORUMBI.

    Fabio SP

    20 de fevereiro de 2011 às 21h28

    Delúbio é para o Ministério da Fazendo… ele é bom com a $$$$

    Guanabara

    21 de fevereiro de 2011 às 10h17

    É. Bom mesmo é o Paulo Preto.

Jorge Leite Pinto

20 de fevereiro de 2011 às 19h06

O PHA é que adora o Cardozo…
Frito no azeite com alhinho picado, de preferência…

Responder

Polengo

20 de fevereiro de 2011 às 19h04

Bem, se a palavra "Justiça", que consta no título do ministério, deva fazer juz ao seu significado da forma em que é aplicada no Brasil, acredito que vai ser um pouco difícil acreditar em seus propósitos.

Responder

@walterthe

20 de fevereiro de 2011 às 19h02

esse ministro aí é o Zé do Dantas????
mais um daquela absurda cota dos paulistas derrotados né ???
Abre o olho ,Presidenta…..

Responder

CLAUDIO LUIZ PESSUTI

20 de fevereiro de 2011 às 19h01

Cargo "ad nutum".Quem nomeia? A presidenta.De quem e a responsabilidade?Da presidenta.Para o bem e para o mal.E assim no presidencialismo.Por isso, vamos parar de sofisma:Jobim, ANa Holanda, Jose Eduardo Cardozo.Sao demissiveis ad nutum.Nao tem cargo eletivo.Cabe cobrar a presidenta Dilma sobre isto.

Responder

Jair Almansur

20 de fevereiro de 2011 às 18h57

Quem sabe do Cardozo é o Paulo Henrique Amorim. Perguntem a ele.

Responder

Glecio_Tavares

20 de fevereiro de 2011 às 18h53

Quanto tempo dura esse ministro? Alguém quer apostar? Ligado ao Dantas, fazendo descaso com os assassinados pela ditadura, e agora saiu mais uma no conversa afiada a respeito dos tenentes da aeronautica que foram contra o golpe de 1964. Esse camarada tucanou.
http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/02

Em tempo:

Li hoje um manifesto do Ricardo Berzoini no Conversa Afiada que me pegou de surpresa, pois vi gente defendendo o voto distrital como uma coisa boa, mas pela explicação que li hoje é golpismo!!! http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/02

Responder

    beattrice

    23 de fevereiro de 2011 às 22h27

    CARDOZO sempre foi tucano Glécio, tem pena de tucano, bico de tucano, fala como tucano, age como tucano, é tucano.

Janes Rodriguez

20 de fevereiro de 2011 às 18h38

Ou Zé Eduardo muda de atitude ou a Presidenta deve mudar de Ministro. Como petista, acho isso inaceitável, vergonhoso. E num cargo dessa importância, não se pode estar rodeado de ineptos, mal formados, semi formados, acéfalos incompetentes. Sob pena de ser um deles.

Responder

    Fábio

    20 de fevereiro de 2011 às 20h05

    Prezado Janes.
    Você ainda é petista? Não percebeu que o PT é pior que os outros partidos?
    Os outros assumem o que fazem e dizem. O PT posa de íntegro/honesto.
    Descobri isso há dez anos atrás, quando o PT assumiu a Prefeitura de Guarulhos, onde resido.
    Abraços.

    beattrice

    23 de fevereiro de 2011 às 22h14

    Sob pena de ser o chefe e líder deles.

renata rosica

20 de fevereiro de 2011 às 18h35

Mas esse ministro é um embuste! #foracardozo

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    20 de fevereiro de 2011 às 19h05

    Renata, vamos com o #foracardozo?

    betinho2

    20 de fevereiro de 2011 às 20h36

    Vamos nessa, acho que temos que deixar bem claro o que apoiamos ao votar e eleger Dilma Vanna Roussef para nossa presidenta.
    E vamo que vamo.

    beattrice

    23 de fevereiro de 2011 às 22h28

    Aliás alguém aí votou CARDOZO? ou PALOCCI? EU VOTEI DILMA, PORQUE VOTEI LULA.

    angela

    21 de fevereiro de 2011 às 09h23

    Vamos nessa Azenha, mas vamos com força total….senão vira….nada.

Roberto Locatelli

20 de fevereiro de 2011 às 18h26

Alguns indicadores mostram que todos nós seremos chamados a tomar posição na batalha, por um lado ou por outro. Ficar em cima do muro como o Governo Lula ficou e, parece, o Governo Dilma ficará também, não será mais uma opção, pois o muro será destroçado pelas bombas que virão dos dois lados.

Responder

    Carmem Leporace

    20 de fevereiro de 2011 às 19h05

    Não brinca… hum… sei…. sei….

Roberto Locatelli

20 de fevereiro de 2011 às 18h24

Zé Eduardo Cardozo tem, digamos "ligações" com um certo "banqueiro" e seus 200 advogados.

Delegado Protógenes para Ministro da Justiça!!

Juiz Fausto De Sanctis para o STF!

Responder

P A U L O

20 de fevereiro de 2011 às 18h20

Cardozo, D.Dantas, G. Mendes, a podridão é a mesma.

Responder

Leider_Lincoln

20 de fevereiro de 2011 às 18h12

Não nos esqueçamos, JAMAIS, de duas coisas: esse José Eduardo Cardozo foi o petista que deu uma de desentendido e não defendeu o presidente Lula na época do circo do mensalão. Não satisfeito, é conhecido amigo do Dantas, tendo lhe prestado valorosos favores, inclusive. Uma pena que a é a demissão do Johnbin, mas espero que celeremente, a hora dele e da Ana de Hollanda chegue logo…

Responder

    Morvan

    20 de fevereiro de 2011 às 21h15

    Boa noite.
    Bem lembrado, Leider_Lincoln. Há um jornalista (mesmo, este não é calunista) aqui no Ceará (Lustosa da Costa) que sempre falava, com muita ênfase no fato de este sr. Eduardo Cardozo, além de não defender Lula nem o PT, era todo diligência para o tucanato e não podia ver uma câmera e um microfone…
    Incrível como a Presidente escolheu mal, com relação a este senhor, à sra. Ana Holanda e outros mais…

    Morvan, Usuário Linux #433640

    beattrice

    23 de fevereiro de 2011 às 22h13

    A ópera bufa se resume a uma disputa entre os três para definir quem tem "o bico mais amarelo e mais longo": CARDOZO, PALOCCI ou MERCADANTE

O_Brasileiro

20 de fevereiro de 2011 às 17h57

Acho que o Ministério da Justiça voltou a ser um fiasco depois da saída do Márcio Thomaz Bastos.

Responder

    Juliano da Fonseca

    20 de fevereiro de 2011 às 21h09

    Meu caro, o márcio não é o advogado do maior estuprador mundial, o Abdelmassih??? como ele pôde ser ministro da justiça do nosso país????????? Você deve estar brincando…..

    O_Brasileiro

    21 de fevereiro de 2011 às 09h13

    Isso é mais uma lição para todos nós!
    Quando somos bons no que fazemos, devemos sempre nos lembrar de que esse saber, esse poder pode ser usado tanto para o bem quanto para o mal!


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A mídia descontrolada

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