VIOMUNDO

Diário da Resistência


Denúncias

Renata Mielli: O escandaloso antijornalismo dos Sarney


12/09/2014 - 22h23

dino

Dino, vítima de uma campanha medieval

MA: Clã Sarney/Lobão apela para anticomunismo e antijornalismo

por Renata Mielli, em seu blog

A grande mídia brasileira está cada vez mais despudorada na sua cruzada para derrotar as forças políticas que assumiram o governo do país desde 2003. Ficção e jornalismo flertam cada vez mais, ao ponto de ser difícil distinguir um do outro. Seja no papel, no rádio, televisão e até na internet, os grupos econômicos que dominam a comunicação no Brasil estão empenhados em derrubar o governo federal e também garantir seus interesses locais. Em alguns lugares, ainda há um cuidado mínimo no tratamento das informações, pelo menos uma tentativa de dar uma roupagem mais crível ao que é veiculado. Mas em outros, como no Maranhão….

Vendo que o candidato do Clã Sarney, Lobão Filho (PMDB), vai perder a eleição para Flávio Dino (PCdoB), a maior parte da mídia maranhense está apelando para o anticomunismo, num discurso que beira a insensatez. Já circulou bastante na internet, a entrevista que Flávio Dino concedeu ao jornal da TV Mirante (de propriedade da família Sarney), na qual o âncora do jornal pergunta se, caso eleito, Dino pretende implantar o comunismo no Maranhão. Mas isso foi fichinha.

Até para quem pensa imaginar do que a mídia é capaz, o que está sendo feito pela TV Difusora de Imperatriz (afiliada da SBT no Maranhão de propriedade da família Lobão) é escandaloso, de deixar qualquer um pasmo, pela desfaçatez e cara de pau.

A Difusora de Imperatriz veiculou no final de agosto uma série de cinco reportagens sobre o comunismo, (assista aqui a quarta) para tentar disseminar o medo e impedir a vitória de Dino, resgatando a guerra fria e o discurso que em 1989 a direita usou para derrotar Lula.

Mas se a série pode ser considerada uma abordagem “indireta”, a reportagem que foi veiculada na semana passada não é nem um pouco.

Numa peça de “jornalismo-ficcional” ou quem sabe realismo fantástico, o jornal da Difusora noticia uma agressão feita contra um grupo de evangélicos por extremistas de esquerda. Usa um trecho da série sobre o comunismo para ressaltar o perigo do fundamentalismo político e sustentar a denúncia, feita por uma fonte preservada, que diz ter sido atacada e, como introduz o jornalista “ela narra os momentos de horror e medo”.

A “vítima” relata a agressão e em seguida entra um repórter que vai narrando o ocorrido em um off, coberto por imagens de um carro aberto e depois da praia, local do atentado.

As imagens não mostram nada, mas o texto do narrador vai induzindo o telespectador dizendo que na praia ainda há sinais de que crianças e adultos saíram as pressas e, que o que era para ser uma noite de busca espiritual se tornou uma noite de fuga.

Os autores da noite de terror não roubaram nada “usaram uma das principais características do comunismo, a coação”. Na praia, os “sinais” de que os evangélicos saíram correndo são uma garrafa de água e camisetas na areia. Depois, a matéria relaciona o ataque aos evangélicos à depredação da faixada do comitê de campanha de Lobão Filho, mostrando no chão cartazes rasgados.

Para sustentar a denúncia, diz que as câmeras de uma lanchonete flagaram o agressor, mas a imagem que a reportagem mostra é de um homem comendo e não de vandalismo.

O repórter encerra a peça de ficç… opa, reportagem, dizendo que a destruição dos cartazes é “uma demonstração de ódio e fúria, típicas de regimes antidemocráticos.

Este é apenas um exemplo de como a mídia maranhense tem feito a cobertura eleitoral e mostra como é necessário uma denúncia veemente dessa manipulação, que fere os mais variados direitos sociais e humanos. O que a TV Difusora está praticando não é jornalismo, é crime.

Diante do desespero de perder a eleição, a família Sarney/Lobão usa todos os recursos. Além de controlar a mídia, controla também aparatos administrativos do estado e, como foi divulgado recentemente, até a empresa responsável pela distribuição das urnas e transmissão dos dados de votação é de Luiz Carlos Cantanhede Fernandes, aliado dos Sarney e amigo do candidato Lobão Filho.

Na última quarta-feira, um ato por eleições limpas no Maranhão reuniu representantes da OAB nacional, o presidente da OAB-MA, Associação dos Magistrados do Maranhão, UNE, centrais sindicais, Barão de Itararé e outras entidades do movimentos social para conclamar a sociedade a fiscalizar o processo eleitoral e impedir qualquer tipo de alteração na vontade popular sobre os rumos do Maranhão.

Veja também:

O dia em que a oligarquia “entrevistou” o comunista

Jessé Souza: A classe média como tropa de choque dos endinheirados

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A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



26 comentários

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Narr

14 de setembro de 2014 às 22h07

Bom demais!!!

Eu que pensava que os tempos do IPES/IBAD tinham acabado!

Desculpem a ignorância, mas esse tipo de jornalismo ainda cola em algum lugar do Brasil?

Responder

lulipe

14 de setembro de 2014 às 12h49

O PT aprendeu bem o jeito de fazer política dos Sarney….

Responder

lulipe

13 de setembro de 2014 às 18h38

Pelo que se tem visto na campanha suja do PT, o clã Sarney foi um ótimo professor…

Responder

Rafael Oliveria

13 de setembro de 2014 às 14h23

Mas contra o antijornalismo da oligarquia Sarney, e demais aliados do norte/nordeste, o PT e defensores não têm interesse que uma eventual lei de meios cale!

Responder

Elias

13 de setembro de 2014 às 12h30

O artigo de Renata Mieli nos leva aos fatídicos anos da guerra fria, como ela mesma afirma. E nos revela como ainda é possível conviver com gente que carrega esse registro nefasto contra a palavra comunista. Não bastasse a manipulação através de notícias falseadas, notícias que deturpam a verdade, agora a direita caduca quer lustrar esse meme oxidado e não se acanha diante de tal ridículo.

Flávio Dino compareceu à bancada do Jornal do Maranhão, da TV Mirante e respondeu com elegância e paciência às caquéticas tolas perguntas do âncora Sidney Pereira. Abaixo, um trecho da entrevista.

Sidney Pereira: Se o Sr. for eleito o Sr. vai implantar o comunismo no Maranhão?

Flávio Dino: Sidney, isso implicaria em revogar a Constituição e todas as leis brasileiras, e nenhum governador pode fazer isso. Realmente, a pergunta parte de uma premissa segundo a qual o Maranhão seria algo contrário à Constituição e as leis. Meu compromisso, toda minha vida, é cumprir a Constituição e as leis e assim vai ser feito. Eu sou um democrata, o meu partido defendeu a democracia e eu não entendo Sidney, porque tanta perseguição que tem inclusive um sabor de ditadura militar. Eu acho que esse tempo passou. A Ditadura faz 50 anos, nosso partido foi legalizado há 30, e causa assim muita estranheza ao Brasil e ao Maranhão tanta perseguição e tanto ódio a um partido que serve ao Brasil.

Sidney Pereira: Candidato, eu tive o cuidado de dar uma olhada no seu programa de governo, e lá o Sr. propõe em algum momento que vai implantar uma rede solidária em parceria com as igrejas. Como comunista, como é que o Sr. pretende convencer, por exemplo a igreja católica e os católicos a votar no Sr. e apoiar esse projeto, qual o argumento?

Flávio Dino: Primeiro que o Estado é laico, na verdade a religião não se confunde com a política e eu sou católico. Por isso, talvez, seja mais fácil até convencer todos os católicos. E eu sou cristão. Por isso que há muitos evangélicos ao nosso lado, tenho muito alegria, muito orgulho de ter milhares, milhões de militantes das várias igrejas ao nosso lado. E por isso mesmo nós estamos propondo uma grande parceria na campanha e pra governar. Fazer programas sociais, políticas sociais, de combate às drogas, políticas sociais de combate ao analfabetismo. As igrejas têm e terão um grande papel no nosso governo.

Sidney Pereira: Então é bom esclarecer, né, porque assim a (gagueja), a partir do momento (gagueja) que se é comunista fica a ideia de que é ateu, não é bem assim.

Flávio Dino: Eu sugiro a você, Sidney, leia o livro do Ato dos Apóstolos, capítulo 4, versículo 32 que lá há uma boa definição do modo de vida dos cristãos e como quem é comunista defende a comunhão, defende a comunidade e é ao contrário do império do dinheiro, da ditadura do dinheiro. Então é um bom caminho, você vê que é possível, sim. Com eu tenho alegria de ser comunista, cristão, maranhense e brasileiro.

Responder

    Elias

    13 de setembro de 2014 às 20h48

    Correção: O certo é Renata Mielli

    Edna Lula

    27 de setembro de 2014 às 11h07

    Comunista católico só existiu um: Karl Marx.

Urbano

13 de setembro de 2014 às 11h36

Os lobões nunca foram nem nunca virão a ser um lobinho. Os conhecidos fazem jus sempre…

Responder

lulipe

13 de setembro de 2014 às 10h25

O aliado de todas as horas do PT ensinou direitinho como fazer campanha onde impera o vale-tudo, pelo que temos visto aprenderam muito bem!!!Se merecem….

Responder

Leandro

13 de setembro de 2014 às 07h02

Que engraçado, e a campanha do medo do Pt contra a marina? Em que difere disso?

Responder

    Seu Zé

    13 de setembro de 2014 às 10h57

    Que o eleitor dela sou eu, o do Lobão é você.

    [email protected]!r [email protected]+e5

    13 de setembro de 2014 às 11h47

    A diferença é que:

    1) Você está comparando um fato, de que Marina assim como Collor e Jânio, não tinham apoio no congresso (e deu no que deu) com uma campanha anti-comunista.
    2) O PT está utilizando o horário eleitoral, com fins específicos de debate de ideias, para mostrar as fragilidades da outra candidata (ou você realmente acredita nesse conto de fadas de que ela vai governar com “os bons”?). A família Sarney está utilizando uma concessão pública para cometer um crime eleitoral FORA do horário eleitoral e FORA das regras de direito de resposta do período eleitoral.

    Percebeu a diferença entre usar o horário eleitoral para debate de ideias e o uso de uma concessão pública para atacar adversários?

    Rafael Oliveria

    13 de setembro de 2014 às 14h26

    Meu caro, candidato nenhum tem apoio do legislativo. Quem tem que ter apoio do legislativo são os vencedores do pleito (presidentes, governadores e prefeitos). Não julgue que todos que vem aqui são idiotas!

    Giordano

    13 de setembro de 2014 às 12h10

    Desculpa aí, mano, mas você não entendeu nada. Quer que desenhe? Assim, talvez você entenda !!!

FrancoAtirador

13 de setembro de 2014 às 05h33

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DILMA VANA DETONA MERVAL & NOBLAT NA CAVERNA DA GLOBO

(http://youtu.be/o_DeoR3bZ-U)

(http://jornalggn.com.br/noticia/o-bom-humor-de-dilma-na-sabatina-de-o-globo)
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DILMA VANA 7×1 Globo/MariNéca

Nem a Edição do Debate Final

no Jornal Nacional da Véspera

salva Globo/MariNéca da Derrota.
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Responder

    FrancoAtirador

    13 de setembro de 2014 às 06h30

    .
    .
    TROPA DE CHOQUE DO GRUPO GLOBO

    SUCUMBIU ANTE A VERDADE DOS FATOS.

    DILMA VANA DESTRUIU CADA FACTÓIDE.
    .
    .
    O dia em que os entrevistadores da Globo

    foram obrigados a se explicar para Dilma

    Sex, 12/09/2014 – 13:23 Atualizado em 12/09/2014 – 16:44
    GGN

    Por Luis Nassif

    Em geral, entrevistas com autoridades
    visam obrigar o entrevistado
    a sair da zona de conforto
    das afirmações não questionadas.

    Na entrevista de hoje, ocorreu o contrário:
    Dilma obrigou os colunistas do jornal O Globo
    [Merval, Noblat, Leitão, Ancelmo, Xexéu et Caterva]
    a saírem da zona de conforto das afirmações reiteradas
    que, pela força da repetição – e da falta de contraponto -,
    tornaram-se verdades acabadas para seus leitores.

    Além disso, entrevistas ao vivo reduzem
    o poder de manipulação da edição,
    do uso de frases tiradas do contexto.

    (http://jornalggn.com.br/luisnassif)

    Íntegra do Áudio da Sabatina com Dilma Vana Rousseff:

    (http://abre.ai/dilma_sabatina_globo_12-9-2014)
    (http://mudamais.com/daqui-pra-melhor/dilma-para-o-globo-eu-nao-so-nao-paguei-bolsa-banqueiro-como-tambem-nao-recebi)
    .
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FrancoAtirador

13 de setembro de 2014 às 01h02

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UMA IMPRENSA SEM JORNALISMO

Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa, via Blog do Miro

Já se disse neste Observatório que não existe mais
uma relação orgânica entre imprensa e jornalismo no Brasil.

Alguns comentaristas que se manifestam
sobre os temas propostos pelo observador neste espaço,
entre eles acadêmicos portadores de currículos respeitáveis,
consideram exagerada, ou no mínimo controversa essa afirmação.

Mas a ruptura entre a mídia tradicional, como instituição,
e o jornalismo, como atividade socialmente relevante
no equilíbrio entre as forças que atuam no espaço público,
fica mais evidente conforme se intensifica a disputa eleitoral.

É neste período que os principais protagonistas
da instituição conhecida como imprensa
extrapolam de suas funções mais nobres
para atuar como agentes de propaganda
a serviço de determinada pauta política.

Como na frase de um antigo assessor do ex-presidente americano Bill Clinton, trata-se, como sempre, da economia:
por trás de toda controvérsia abrigada pelos jornais, pode-se notar a linha d’água da questão crucial que ainda divide o mundo das ideias, grosseiramente, entre esquerda e direita.

Trata-se de um embate mais próximo do pensamento religioso do que da racionalidade.

Acontece que essa matriz dicotômica não dá conta de iluminar as questões da complexa realidade contemporânea.
Assim como as planilhas de uma pesquisa de opinião, por mais extensas e detalhadas que sejam, não conseguem abarcar as sutilezas que demarcam as variáveis individuais, a informação mediada passa longe de retratar a diversidade de interpretações possíveis para cada evento.

A origem dessa complexidade é facilmente identificável:
quanto maior o protagonismo dos indivíduos, estimulado pela cultura de massas e facilitado pelas tecnologias de informação e comunicação, maior o peso das individualidades sobre o coletivo.

Tomemos, por exemplo, o caso da Petrobras, que frequenta o noticiário a bordo de uma sucessão de notícias sobre desvios de recursos, fraudes e supostos erros de gestão.

Não há como escapar ao fato de que toda a celeuma
em torno da estatal brasileira de petróleo
tem como núcleo a divergência central
grosseiramente delimitada entre direita e esquerda.

Isolada a questão da corrupção, fenômeno histórico,
o que alimenta o debate é a divergência ideológica.

A ruptura

Desde os comentários em programas noticiosos do rádio e da televisão
até os artigos de economistas e jornalistas especializados,
passando pelos editoriais que procuram conduzir a opinião do leitor
para determinado viés,
todas as manifestações credenciadas pela imprensa brasileira sobre a Petrobras
carregam uma alta dose de aversão ao controle da estatal pelo… Estado.

Paralelamente ao noticiário – necessário e coerente com o papel da imprensa – sobre erros, fraudes, crimes e outros desvios na gestão da empresa, o que se critica, realmente, é a estratégia de gestão.

Dizem comentaristas da mídia tradicional que o governo atual prejudica a Petrobras ao definir uma estratégia que a coloca como um dos instrumentos da política econômica.

Ora, se a aliança política que governa o país foi eleita há doze anos para conduzir um projeto de governo que se propõe a reduzir as diferenças de renda, ainda que eventualmente contrariando a doutrina do livre mercado, e o eleitorado tem renovado seus mandatos, não há como questionar a legitimidade de suas ações quando elas são coerentes com o compromisso anunciado.

A Petrobras, assim como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal
e todos os ativos do Estado são instrumentalizados para a realização desse propósito.
Essa escolha permitiu, há cinco anos, que o governo utilizasse os bancos oficiais para manter a oferta de crédito, quando a crise surgida no sistema financeiro dos Estados Unidos quebrou a capacidade dos bancos privados de financiar atividades econômicas essenciais.

Sob essa estratégia, a Petrobras não apenas reduz a dependência nacional de insumos fundamentais para o dia a dia do país – também atua como fator de moderação de preços.

Submetida aos caprichos do Mercado, ela serviria apenas aos investidores da bolsa de ações e títulos – que, aliás, durante os anos anteriores se valeram de muita manipulação para fazer lucros da noite para o dia.

Essa é apenas uma das muitas complexidades que a mídia tradicional
não penetra, nas intervenções diárias que protagoniza no debate eleitoral.

Por quê?

Porque não existe mais a relação orgânica
entre imprensa e jornalismo no Brasil.

(http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/09/uma-imprensa-sem-jornalismo.html#more)
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Responder

    FrancoAtirador

    13 de setembro de 2014 às 02h52

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    .
    REVISTA VEJA MENTE REPETIDAMENTE.

    MENTIU NOVAMENTE? NENHUMA NOVIDADE…

    COMISSÃO DE SINDICÂNCIA DO SENADO

    CONCLUI QUE NÃO HOUVE VAZAMENTO

    DE PERGUNTAS NA CPI DA PETROBRAS

    12/09/2014, 12h26 – Atualizado em 12/09/2014, 20h16
    Agência Senado

    Comissão conclui que não houve vazamento
    de informação privilegiada na CPI da Petrobras

    A comissão de sindicância instaurada no Senado para apurar denúncias de conduta inadequada de servidores no âmbito da CPI da Petrobras concluiu pelo arquivamento do processo. Os membros da comissão entenderam que
    “não houve qualquer indício de vazamento de informações privilegiadas,
    de documentos internos da CPI ou de minutas de questionamentos
    que seriam formulados aos depoentes”.

    A sindicância foi pedida pelo presidente da CPI, Vital do Rêgo (PMDB-PB),
    e determinada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros,
    depois que a revista Veja sugeriu a existência de um esquema de combinação prévia
    de perguntas com pessoas chamadas a depor à comissão.

    Veja a íntegra da nota:

    “A Diretoria-Geral do Senado Federal recebeu, na tarde desta quinta-feira (11), o relatório da comissão de sindicância instaurada para investigar a denúncia publicada na imprensa quanto ao suposto vazamento de informações, em especial de perguntas, entre assessores parlamentares do Senado e a assessoria da Petrobras no âmbito da CPI da Petrobras.

    A comissão de sindicância funcionou por 37 dias, tomou 14 depoimentos, investigou as caixas-postais de correio eletrônico dos envolvidos, verificou o controle de acesso aos arquivos eletrônicos confidenciais, examinou os documentos utilizados como subsídio das reuniões da CPI e analisou os vídeos dos depoimentos, por diferentes câmeras, bem como o vídeo que originalmente fundamentou a denúncia.

    Ao término das investigações, a comissão, composta por servidores com notável formação acadêmica e experiência profissional, contando com um doutor em Direito Penal, um mestre em Direito Processual e um especialista em Direito Constitucional, concluiu que não houve qualquer indício de vazamento de informações privilegiadas, de documentos internos da CPI ou de minutas de questionamentos que seriam formulados aos depoentes e manifestou-se pelo arquivamento do processo.”

    Texto e Áudio da Reportagem:

    (http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2014/09/12/comissapso-conclui-que-napso-houve-vazamento-de)
    .
    .

Rodrigo

13 de setembro de 2014 às 00h15

Agora adivinhem quem elogiou a aliança com o Sarney hoje de tarde?

Responder

zaca

12 de setembro de 2014 às 23h46

este senário que foi montado ai no Maranhão, min lembra a falsa montagem de uma falsa reportagem do programa do GUGU LIBERATO SBT. será que foi os mesmos atores?

Responder

Lukas

12 de setembro de 2014 às 23h21

Eu respeito bastante o ex-presidente Sarney. Acho que ele fez boas contribuições para o país.

Responder

    abolicionista

    13 de setembro de 2014 às 20h58

    Não vi nada demais na declaração de Dilma. Respeito é índice de civilidade e todo cidadão, principalmente se for ex-presidente, merece. Quanto às contribuições importantes para o país, talvez a maior delas seja a Constituição Federal de 1988. No plano econômico, o governo Sarney teve uma atuação desastrosa, com uma série de planos fracassados, embora tenha herdado uma inflação elevadíssima resultante da incompetência administrativa dos militares. De todo modo, é preciso pararmos com essa prática maldosa de fulanizar a política, de desferir ataques pessoais a nossos políticos. Digo isso, caro Lukas, mesmo em relação à Marina Silva, cuja pessoa a presidenta Dilma também declarou respeitar. O que deve ser discutido são os modos de governar, os projetos, as forças políticas. Chega de baixaria, política não é fofoca, cresça e apareça, meu caro.

Alexandre Tambelli

12 de setembro de 2014 às 23h08

Quando fui ao Maranhão de férias em 2008, Jackson Lago do PDT era Governador. Mídia e Judiciário estaduais são totalmente ligados ao clã dos Sarney.

Jackson Lago estava fazendo um monte de obras importantes em São Luis e Imperatriz e era um Governo progressista.

Não terminou o mandato porque a Justiça Estadual tomou uma mirabolante decisão: destituir o Governador Jackson e brindar à segunda colocada da Eleição o cargo de Governadora, não foi o Vice nem o Presidente da Assembleia que assumiram o cargo, era a segunda colocada nas eleições: Roseana Sarney.

Agora nesta Eleição ficou mais fácil, se o Flávio Dino do PCdoB sofrer impeachment o PSDB assume, não precisará ser o segundo colocado da Eleição.

Responder

pimenta

12 de setembro de 2014 às 22h49

fugindo do assunto:
A república de Malafaia

por : Kiko Nogueira

O pastor Silas Malafaia segue e dissemina dois evangelhos: o do ódio e o da tagarelice.

Alguém fez um levantamento sobre sua atuação insalubre no Twitter. Não sei se os números estão corretos, mas numa avaliação superficial de seu batuque incessante no teclado o resultado não parece absurdo.

Entre 3 de março e 3 de setembro, ele teria feito apenas 59 menções a Jesus Cristo e 87 a homossexuais.

Ainda não houve um levantamento da quantidade de vezes em que fala no PT, mas é um assombro. Geralmente, junta as fixações. Por exemplo: “Petistas covardes usam a causa gay para me denegrir e mudar de assunto.”

Marina Silva está pagando por seu apoio. Pode ter sido um beijo da morte. Não é exagero apostar que, fora de sua paróquia, é um dos homens mais detestados do Brasil.

Malafaia deve ser levado a sério? Sim, na medida em que encarna uma direita religiosa que tem voto, influência, ambições — e que cresce.
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Ele, juntamente com colegas como Marco Feliciano e outros pastores e bispos, sonha com um Brasil livre de abominações como gays, abortistas, “umbandistas” etc, e que tenha sua interpretação literal da bíblia como constituição.

Todos os jornalistas que o desagradam são canalhas, covardes e por aí vai. O mais recente foi um repórter do UOL. Mas já sobrou para um profissional da revista Forbes que o colocou numa lista dos religiosos mais ricos do país, com 300 milhões de reais.

“Safado, sem vergonha, bandido e caluniador tem em tudo que é lugar (…). Quando a Forbes faz uma declaração dessa, não é uma declaração qualquer. Eu vivo de que pessoas acreditem em mim”, vociferou ele no ano passado. Ameaçou processar a publicação. Nunca cumpriu.

Essa tática da vitimização costuma ser muito utilizada. Fundamentalistas como Malafaia gostam de gritar que são perseguidos, num clássico do sujeito que bate a carteira e berra “pega ladrão!”.

Malafaia é a culminância do poder do pentecostalismo nacional. Um extremista que quer impor sua visão a qualquer custo. Seu grupo existe para estabelecer suas crenças como força dominante na organização do direito, da política e da cultura.

Todo fanático é um inseguro. Sua fé está ligada a sua paixão doentia e a sua necessidade de se segurar em alguma coisa, muito mais do que à certeza de suas convicções.

Malafaia já afirmou que não quer um cargo político. Na verdade, não precisa. Ao declarar que não quer “fundar uma república evangélica”, está dando um aviso. Para Freud, aquilo que se nega é o que está sendo reprimido. Quando nega, ele afirma. Juntamente com a dedicação diuturna a gays e comunistas, tudo indica que esta é provavelmente uma de suas obsessões.

Responder

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