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“Protesto foi reação à provocação da ala conservadora da Unesp”
O "príncipe" Bertrand (no centro da mesa) e Sepúlveda (último, à direita) em evento pró-monarquia realizado no Rio de Janeiro em 2012. Foto: Facebook de Sepúlveda
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“Protesto foi reação à provocação da ala conservadora da Unesp”


16/01/2013 - 17h10

O histórico dos palestrantes levou professores da Unesp-Franca a pedir ao Civi o cancelamento do evento. O grupo não recuou e alguns de seus membros ainda apoiaram um assessor do “príncipe” (foto acima, senhor grisalho), que, para provocar, gritava “Viva o mensalão!”, enquanto os estudantes diziam “Reforma agrária quando? Já”. Fotos: arquivo pessoal

por Conceição Lemes

Na última semana do ano letivo de 2012, a diretoria da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Franca, anunciou a abertura de sindicância contra 31 estudantes da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais.

Eles são acusados de impedir, em 28 de agosto de 2012, a realização das palestras de Bertrand de Orleans e Bragança e José Carlos Sepúlveda em evento do Curso de Iniciação à Vida Intelectual (Civi), coordenado pelo professor  Fernando Andrade Fernandes, diretor do campus.

Bertrand é um dos herdeiros do que foi a família real no Brasil. Autoproclama-se príncipe imperial do Brasil, desde 5 de julho de 1981. Ele é contra reforma agrária, demarcação e reconhecimento das terras ocupadas por quilombolas e indígenas, entre outros temas da plataforma dos conservadores brasileiros.

Em reportagem de Leandro Loyola, publicada em 2005 pela Época, Bertrand aparece  como um dos anfitriões de evento contra a proibição de venda de armas de fogo no Brasil, organizado pela Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição Família e Propriedade  (TFP), e ao qual compareceram muitas viúvas da ditadura no País.

Na matéria, Bertrand é citado como um dos membros mais ilustres da TFP, grupo católico ultraconservador, radical de direita.

Não é à toa que em seu blog, a senadora Kátia Abreu (PSD-TO) é endeusada, enquanto João Pedro Stedile e o MST são satanizados. Ele se apresenta assim:

Coordenador e porta-voz do movimento Paz no Campo, percorre o Brasil fazendo conferências para produtores rurais e empresários, em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Alerta para os efeitos deletérios da Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais, que querem afastar o Brasil dos rumos benditos da Civilização Cristã, que seus antepassados tanto ajudaram a construir no País, hoje assolado por uma revolução cultural de carater socialista (sic).

Sepúlveda, nascido em Portugal, é um apoiador do “príncipe” e de suas causas. Publica textos no site do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, entidade ligada à TFP e que funciona no mesmo casarão do bairro de Higienópolis, em São Paulo. Sepúlveda, aliás, era ligado aos fundadores da TFP.

As duas citações favoritas de Sepúlveda, segundo o seu Facebook:

Se a Revolução é a desordem, a Contra-Revolução é a restauração da ordem. E por ordem entendemos a paz de Cristo no reino de Cristo. Ou seja, a civilização cristã, austera e hierárquica, fundamentalmente sacral, antiigualitária e antiliberal” (Plinio Corrêa de Oliveira, Revolução e Contra-Revolução, 1959.

Se a Monarquia é um sonho, a República é um pesadelo.

O "príncipe" Bertrand (no centro da mesa) e Sepúlveda (último, à direita) em evento pró-monarquia realizado no Rio de Janeiro em 2012. Foto: Facebook de Sepúlveda

Bertrand e Sepúlveda têm percorrido universidades, para falar aos alunos sobre a monarquia, com um falso discurso de história do Brasil. Na verdade, fazem proselitismo político pela monarquia. Esta imagem postada no Facebook não deixa dúvidas sobre as reais intenções da dupla. É um cartaz com a bandeira com o brasão da família imperial brasileira adaptado.

Professores de todos os departamentos estão obviamente contra a absurda sindicância aberta pela diretoria do campus. Os de História e Relações Internacionais publicaram moções condenando a medida.

Carlos Manoel Passos Vaz Jr., o Biscoito, é um 31 processados. Tem 23 anos, formou-se em História. Na colação de grau, em dezembro, foi impedido de pegar o certificado de conclusão de curso devido à sindicância. Agora, no início de janeiro, a Unesp-Franca liberou o documento.

Nós conversamos com  Carlos Manoel ontem e hoje. Ele só nos concedeu a entrevista por achar que a matéria pode ajudar os estudantes a divulgar o caso. O tempo inteiro fez questão de frisar: “Estas opiniões são pessoais”.

Viomundo – Como soube que era um dos 31?

Carlos Manoel Jr. – Pelo Facebook. Alguém, não sei quem é, postou a lista com os nomes de todos os sindicados. Mas eu ainda nem fui citado oficialmente.

Viomundo – Como assim?!

Carlos Manoel Jr. – A diretoria esperou a última semana de aula, quando tem pouca  gente, para comunicar a sindicância. Um funcionário saiu caçando os alunos em salas, corredores, centro de convivência… O pessoal assinou sem saber o que exatamente estava assinando. Como eu cursava o último ano de História, as minhas aulas já tinham terminado, ele não me achou.

Eu cheguei a ir atrás dele para assinar (risos), mas ele estava em curso, segundo informação que me foi dada.

Daí que até hoje não assinei nada nem fui citado oficialmente. Isso só deve ocorrer no reinício das aulas, pois agora tudo para. É horrível, pois fica essa pressão nas férias.

Viomundo – Eu li que dois dos 31 estudantes processados nem estavam presentes na palestra. E você?

Carlos Manoel Jr. – Embora apoiasse, eu nem fazia parte da Frente Única, que aglutinou vários movimentos, partidos e independentes contra essas palestras.

Como o auditório da Unesp-Franca é pequeno, coube, claro, pouca gente lá dentro. Eu subi um pouco antes do pessoal do ato e consegui furar o cerco e sentar. Quando eu sentei uma garota veio até mim e um amigo que me acompanhava e nos chamou de criminosos e bandidos. Quando levantei para sair, essa menina, que tem problemas pessoais com minha namorada e tem participação efetiva na denúncia desta sindicância, continuou nos ofendendo.

Hoje, tenho plena consciência de que ela estava fazendo cena. Foi de caso pensado. Foi uma tentativa de mascarar um evento político, fazendo-o passar por  acadêmico.

Viomundo – Quem é a menina?

Carlos Manoel Jr. – Uma aluna que faz parte do Civi, o grupo que promoveu as palestras e cujo diretor está nos processando. Provavelmente, como mostra o processo, fui denunciado, e para atestar a minha presença sou visto em um vídeo qualquer, no qual ambos os lados estão alterados.

Viomundo – O que levou vocês a protestarem contra as palestras do “príncipe” e seu apoiador Sepúlveda?

Carlos Manoel Jr. — Não posso responder como porta-voz de um grupo que sequer existe, respondo aqui como um dos sindicados. A meu ver, o histórico de discursos e posturas antidemocráticas dos palestrantes gerou descontentamento geral nos estudantes. O protesto foi somente uma reação à provocação da ala conservadora da universidade. Tanto que, em nenhum outro evento promovido pelo Civi houve qualquer tipo de manifestação. Porém,  você transforma seu evento em palanque político, como fez o Civi, abrem-se margens para ações pragmáticas, não é mesmo?

Viomundo – O que exatamente aconteceu no dia?   

Carlos Manoel Jr. – Normalmente, na Unesp-Franca, as palestras são abertas ao público. Nós ficamos sabendo dessas com alguns meses de antecedência. A informação de quem eram os palestrantes já alertou a comunidade acadêmica, principalmente os professores. Inclusive, com antecedência, alguns mandaram cartas à diretoria pedindo o cancelamento do evento.

 Pois bem, no dia da palestra, seguindo uma resolução, encaminhada via Facebook, de uma frente única heterogênea, que reunia vários movimentos, partidos e independentes, ocorreu um ato-debate. O objetivo era debater o prejuízo de a Unesp-Franca receber um palestrante ligado a órgãos repressores que se aliaram à ditadura, além de outras arbitrariedades contidas na vinda deste senhor e de seu apoiador, o jornalista José Carlos Sepúlveda, ligado a esses mesmos órgãos.

Foi feita uma votação rápida e decidido democraticamente que as pessoas envolvidas no ato-debate subiriam para proferir palavras de ordem e demonstrar apoio a todos os movimentos sociais rechaçados pelos palestrantes.

Os cartazes pertencentes aos grupos do movimento estudantil foram arrancados e os manifestantes, por alguns minutos, impedidos de entrar no salão do evento. Eu havia subido logo no início com um amigo e consegui lugar para sentar. No momento em que levantei, eu e alguns outros alunos fomos  agarrados por membros do Grupo Civi (Curso de iniciação a vida intelectual). Depois dessa recepção não muito calorosa, a confusão foi generalizada.

Viomundo —  Quais as palavras de ordem?

Carlos Manoel Jr. — Apesar de haver uma Frente Única, que aglutinou vários movimentos, não houve consenso de ideias, nem a tentativa disso era uma pretensão dessa Frente.

O histórico de discurso de ódio e ultrarreacionáro dos palestrantes foi o suficiente para levar os mais de 300 manifestantes ao evento. Ou seja, cada manifestante falou o  que bem entendeu. Uma das palavras de ordem mais ouvidas, em coro, foi REFORMA AGRÁRIA QUANDO? JÁ!

Tudo isso dito pelos manifestantes postados atrás dos ouvintes das palestras, deixando o caminho livre para os palestrantes chegar à mesa.

Enquanto isso, um homem identificado como assessor do “príncipe” se dirigia aos manifestantes, gritando VIVA O MENSALÃO!,  apoiado pelos anfitriões do evento, ou seja, o Grupo Civi, da Unesp-Franca.

Viomundo —  Como terminou o evento?

Carlos Manoel Jr.  –  O autoproclamado príncipe e sua comitiva desistiram das palestras. Já havia uma reserva do salão de uma universidade particular de Franca, eles foram então diretamente para lá. Isso só desmascara a estratégia do assessor do dito príncipe que era vitimizar a sua comitiva.

Gostaria de acrescentar que, após o tumulto, os manifestantes se mantiveram no local e os palestrantes foram até a mesa. Alguns minutos depois, em uma conversa rápida com o mediador das palestras, que é também professor da UNESP-Franca, disseram ser impossível continuar.

O mediador ainda tentou uma saída infeliz. Pediu para um porta-voz do grupo fazer nossas reivindicações. Só que era impossível achar um representante para um grupo tão heterogêneo. E, diante do desconforto geral, os palestrantes desistiram de continuar.

Gostaria de ressaltar também que se fixar  na desistência ou não dos palestrantes é atropelar as conclusões. O fato a ser focado é que a presença do autoproclamado príncipe como palestrante, dentre outras coisas, fere o patrimônio científico e cultural da UNESP-Franca.

Viomundo —  Por que a reitoria da Unesp se fixou nesses 31?

Carlos Manoel Jr. — Não foi a reitoria que indicou os nomes. Foi a diretoria da UNESP-Franca. Eu também gostaria de saber a resposta verdadeira para essa pergunta. Contudo, ao que parece — e consta no processo — foi a denúncia de um dos representantes do Grupo de estudos Civi. É bom relembrar que dois dos citados nem estavam no dia do evento.

Viomundo — Como está a situação de vocês?  

Carlos Manoel Jr. — Estamos aguardando a citação oficial para depor, o que ocorrerá durante o período letivo. Os envolvidos que iriam se formar não puderam pegar o certificado de conclusão de curso durante a colação diante de seus familiares, somente participaram do ato solene. Há um grupo de advogados da  Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares (Renap) defendendo os sindicados.

Viomundo — O que está achando da atitude da diretoria da Unesp-Franca?

Carlos Manoel Jr.  — Prefiro não me pronunciar sobre isso por enquanto. Só posso dizer que sou contra a sindicância. E, se ela for realmente inevitável, que seja feita da maneira mais transparente e imparcial possível e menos kafkiana.

Viomundo — O que farão agora para reverter a situação?

Carlos Manoel Jr.  – Só nos resta esperar, não é?  Acho que isso tudo é um reflexo de como os discentes ficam de mãos atadas em certos processos de seu próprio interesse. Porém, continuaremos divulgando esse ocorrido nos meios de comunicação e se reunindo para agir da melhor maneira possível.

Leia também:

Estudantes dizem que protestaram mas não impediram palestra





62 comentários

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Marcelo

22 de novembro de 2013 às 16h56

O que monarquia tem a ver com extrema-direita?
A pessoa pode ser monarquista e defender a democracia. Inclusive, na década de 70, os militares ofereceram a coroa a D. João Henrique (Pai do “príncipe” que vocês falam pejorativamente) e ele disse que só aceitaria se fosse por voto popular (Se ele tivesse aceito, teríamos passado por uma situação bem semelhante à Espanha).
Sou monarquista (por convicção de que seria melhor que a atual república), defendo a ampla democracia e liberdade de expressão, direito à educação, saúde, emprego…
Aliás, impedir uma pessoa de falar não é nada direito (não se combate um erro com outro)… Quantas vezes não tive que assistir aulas de esquerdistas radicais na faculdade e às vezes até fazer trabalho sobre isso…
Por favor, moderação e bom senso são de essencial importância

Responder

Hans Bintje

18 de janeiro de 2013 às 11h48

Os comentários deste post estão impagáveis.

Vale a pena responder alguns:

*****

Moacir Moreira disse:

– Monarquias talvez sejam divertidas para os europeus mas não para nós, brasileiros.

Monarquia é carnaval, basta lembrar nomes de Escolas de Samba do Rio de Janeiro ( fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_escolas_de_samba_e_blocos_carnavalescos_do_Rio_de_Janeiro )

– Desfilam sábado de carnaval no sambódromo

Império Serrano
Império da Tijuca

– Desfilam segunda-feira de carnaval no sambódromo

Imperatriz Leopoldinense

*****

Abolicionista disse:

– Trata-se de um potencial tirano: para isso serve a guilhotina.

Matar é mais rápido, não é?

Mas, infelizmente, não adianta: a presença física do rei faz pouca diferença. Se as mentalidades não se alteram, ele volta.

Aconteceu na França, acontece em todo o mundo.

Responder

Jose Mario HRP

18 de janeiro de 2013 às 10h14

Enquanto esse velho patético grita “Viva o Mensalão!” lá na Direito USP isso acontecia:

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/01/18/usp-se-solidariza-com-lewandowski/

Ainda bem que temos a juventude!

Responder

Haddad e o cansaço de uma cidade: 91% se sentem inseguros « Viomundo – O que você não vê na mídia

18 de janeiro de 2013 às 08h42

[…] “Protesto foi reação à provocação da ala conservadora da Unesp” Venício Lima: Por que o governo deve apoiar a mídia alternativa […]

Responder

Victor Hugo: Os prefeitos e os partidos dos prefeitos « Viomundo – O que você não vê na mídia

18 de janeiro de 2013 às 08h34

[…] “Protesto foi reação à provocação da ala conservadora da Unesp” Venício Lima: Por que o governo deve apoiar a mídia alternativa […]

Responder

Bruno

18 de janeiro de 2013 às 04h35

Lamentável. Impedir a realização de uma palestra porque se discorda das idéias do palestrante é um comportamento contraditória e vergonhoso de quem supostamente defende as liberdades individuais.
Os estudantes precisam deixar de ser infantis e entender que existem pessoas que não pensam como eles e que têm todo o direito de se manifestarem e exporem o seu pensamento. Afinal a liberdade de pensamento é para todos.

Responder

    abolicionista

    18 de janeiro de 2013 às 09h34

    A democracia não existira se pessoas como o “príncipe” não tivessem sido arrancadas à força do poder pelas mãos do povo.

    Moacir Moreira

    18 de janeiro de 2013 às 10h16

    Os nazi-fascistas querem ter o direito a expressar sua opinião mas quem disse que aceitam ouvir a opinião dos outros?

    Matheus

    18 de janeiro de 2013 às 10h22

    Beleza! Então vamos chamar palestrantes defensores do nazismo, da KKK, do colonialismo, da escravidão, da esterilização forçada, da tortura e da pedofilia! Já que temos que respeitar um “palestrante” defensores do latifúndio escravista, da criminalização dos movimentos populares, da monarquia teocrática e do genocídio de índios e quilombolas…

    Maurício

    23 de julho de 2015 às 17h49

    Vi um comentário abaixo dizendo que “a monarquia foi removida pela vontade do povo”. Só pra informar que houve um golpe militar para a tomada de poder no Brasil império (exército tomar o poder é golpe não?!) , golpe este que contou com 1% do apoio dos militares e 0 da população.
    Vindo de esquerdistas toddynho não é de se estranhar a desinformação, afinal por 30 anos esses amebas são doutrinados para pensar como manda seu ParTido, sem nem ao menos tentar “olhar fora da caixinha”.
    A República começou com um erro, e sempre resultará em erro pois sempre haverá um partido que queira assumir o poder e implantar sua ideologia, mesmo que custe 100 mensalões, ao passo que um monarca não tem partido, antes faz com que todos os partidos submetam suas metas a um único objetivo, o bem estar da nação.

maria olimpia

17 de janeiro de 2013 às 18h41

Que raios de palestra poderia fazer um ser que se auto intitula príncipe,ou melhor dizendo, qual seria o “assunto” da tal palestra? Nunca pensei que em pleno século XXI alunos fossem “forçados” a ouvir um “príncipe de fachada”, se ao menos fosse algum intelectual ou pessoa que merecesse respeito por alguma descoberta ou por uma tese, etc… Isso foi ridículo para a UNESP de Franca, Universidade Pública que deveria ter mais respeito para com os alunos! Nesse caso, o controle remoto não funciona, de fato!

Responder

Urbano

17 de janeiro de 2013 às 17h46

Há príncipes que em não se conformando em ficar nus, se borram todo ao falar qualquer coisa…

Responder

    Urbano

    17 de janeiro de 2013 às 17h50

    Na verdade, ao falarem qualquer coisa…

abolicionista

17 de janeiro de 2013 às 15h19

O que dizer? Afinal, para isso serve a guilhotina.

Responder

    Hans Bintje

    17 de janeiro de 2013 às 16h47

    O rei francês Luis XVI, que despezou o povo e foi por ele guilhotinado, é a versão antiga de Francesco Schettino, comandante do navio que afundou na Itália.

    Explico:

    1) Do comportamento dos italianos ( http://www.cartacapital.com.br/sociedade/vada-a-bordo-cazzo/ ):

    “O único imperativo é fazer a coisa certa, como mandou fazer o chefe da capitania dos portos Gregorio de Falco: ‘Vada a bordo, cazzo!’. É o que todos queriam dizer ao comandante do navio. (…)

    Não se sabe ao certo como Schettino agiu enquanto teve forças, mas a bronca captada pelo rádio colocou os velhos mitos do herói e do vilão em vestes atuais: um é enérgico, e diz o que deve ser feito; o outro, o fujão, agora lembrado como bunda-mole, que escapa da raia junto com os ratos.

    A história costuma ser implacável com personagens como Schettino, e reserva suas melhores prateleiras a quem se deixou flagrar em ato de coragem e despreendimento, como o piloto do avião que anos atrás aterrissou no rio Hudson, em Nova York, e salvou a vida da tripulação. Ou os bombeiros do 11 de Setembro.”

    2) Do comportamento francês:

    Filme: “Casanova e a Revolução – A Fuga de Varennes”
    Ettore Scola, ITALIA, 1982, 126 min.

    Sinopse ( http://resenhasculturais.blogspot.com.br/2007/11/anlise-de-filme-casanova-e-revoluo.html ):

    “O filme apresenta diferentes olhares sobre a Revolução Francesa através da história do escritor Nicolas Edmé Restif de la Bretonne, que decide seguir a condessa Sophie de la Borde – juntamente com o sedutor Casanova e o patriota americano Thomas Paine – para encontrar o rei Luís XVI – que havia fugido de Paris.”

    abolicionista

    18 de janeiro de 2013 às 09h41

    Desculpe, mas esse tipo de debate não me interessa minimamente. Países de primeiro mundo podem até se dar ao luxo de ter reis, isso não é novidade, os EUA têm a Disney (segundo consta, há até mesmo um castelo lá dentro). Beijaria os pés de um rei que acabasse com a imensa desigualdade social brasileira, o que passa por enfrentar nossa elite escravocrata e os interesses do capital internacional. Infelizmente, nosso “príncipe” está do lado oposto nessa luta. Trata-se de um potencial tirano: para isso serve a guilhotina.

Hans Bintje

17 de janeiro de 2013 às 13h46

Eu sou Monarquista, Conceição Lemes.

Venero a rainha Beatrix, da Holanda, e comemoro todos os anos o Koninginnedag (Dia da Rainha). Eu e milhões:

Perguntas:

– Por que os antigos monarcas brasileiros fazem tanta questão de serem odiados?

– Será que perderam o poder por afundarem o país numa profunda desigualdade social?

Vejamos os casos de outros países monarquistas:

A Noruega – rei Harald V.

A Suécia – rei Carl XVI Gustaf.

A Dinamarca – rainha Margrethe II.

Eis uma breve explicação dos motivos porque essas monarquias continuam existindo ( fonte: http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-pais-mais-feliz-do-mundo/ ):

“Vou à Escandinávia sempre que posso. No final de 2012, andei de bicicleta em Copenhague, vi em Oslo uma sessão do julgamento de Breivik e errei por Reiquijavique. A Escandinávia é uma quase utopia, e o mundo vai se dando conta disso agora. Raridade das raridades, grandes corporações e milionários pagam a justa cota de impostos, e aí repousa a base de uma sociedade em que a educação pública é admirável, e a saúde pública também — na qual, enfim, verdadeiramente impera o interesse público.

Vocês acompanharam os erros históricos da mídia brasileira nos últimos dias. Na Dinamarca, onde a fiscalização da mídia é feita por um órgão independente tanto do governo quanto das corporações jornalísticas, as retratações têm que ser feitas na primeira página. E multas podem ser elevadas para que o jornalismo seja menos irresponsável.

O jeito de ser nórdico deve muito a um pensador extraordinário, o sueco Gunnar Myrdal (1898-1987). Nobel de Economia em 1974, Myrdal nos anos 40 teve uma influência comparável à de John Maynard Keynes na defesa de um capitalismo no qual o mercado não fosse visto como um deus que corrigiria todos os problemas automaticamente e, portanto, estava acima do bem e do mal. Keynes ganhou projeção maior não por ser melhor que Myrdal, mas por causa da língua inglesa. Num momento em que o capitalismo em crise parecia confirmar a profecia de Marx de um mundo comunista, Myrdal, como Keynes, ofereceu uma saída dentro do próprio modelo capitalista.”

Responder

    FrancoAtirador

    17 de janeiro de 2013 às 17h12

    Hans Bintje

    17 de janeiro de 2013 às 18h08

    Na verdade, é pensamento Católico, muito Católico.

    Do Príncipe de Falconeri:

    – A não ser que nos salvemos, dando-nos as mãos agora, eles nos submeterão à República. Para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude.

    Fonte: livro “Il Gattopardo”, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa.

    Narr

    18 de janeiro de 2013 às 10h14

    Agora sim, uma explicação não-simplista, a pobreza é causada pelo catolicismo. Países católicos são pobres e atrasados, por exemplo, França e Áustria (assim como a parte sul da Alemanha). Protestantes são sempre avançados, como por exemplo Jamaica e Guiana. Nos EUA, o presidente Kennedy foi morto porque era católico, símbolo do atraso. Só não sei se o Japão e a China são católicos ou protestantes. Alguém pode me dizer?

    henrique de oliveira

    18 de janeiro de 2013 às 08h38

    A Escandinávia é do tamanho de Santo Amaro por isso tem reizinho e as coisas dão certo, na Inglaterra o povo adora pagar impostos para manter a monarquia, nos outros países a monarquia não apita nada , veja o caso da Espanha , Suécia etc.

    Moacir Moreira

    18 de janeiro de 2013 às 09h07

    Monarquias talvez sejam divertidas para os europeus mas não para nós, brasileiros.

Sagarana

17 de janeiro de 2013 às 12h57

A república é, em tese, um sistema mais moderno. Todavia depende de um povo educado. Quando se deu o golpe da proclamação da república, quase 90% da população era totalmente analfabeta. O resultado está ai para quem quiser ver.

Responder

    abolicionista

    17 de janeiro de 2013 às 14h55

    Sou obrigado a concordar, chamar um aristocrata decadente que se arroga o título de princípe e um lambe-coturno ignaro para dar palestra em uma universidade pública é algo que só acontece em país subdesenvolvido.

lulipe

17 de janeiro de 2013 às 12h56

Estudar que é o principal ninguém quer….

Responder

    Willian

    17 de janeiro de 2013 às 14h18

    Ir para universidade estudar é coisa de reacionário, que quer aprender, progredir na vida, ganhar dinheiro, estas coisas burguesas. Universidade é revolução.

    abolicionista

    17 de janeiro de 2013 às 17h33

    Estuda, meu filho, para subir na vida e virar príncipe. ;)

    Decidam-se, trollzinhos: ou moralismo pequeno burguês ou elitismo “Ancien Régime”.

    Não dá para fazer apologia do esforço individual e defender o direito divino.

    Questão de coerência, percebem?

Wagner

17 de janeiro de 2013 às 12h51

Grupo de ultradireita, que defendem o provilégio, o racismo a discriminação e intolerância religiosa e foram protagonistas e aliados da ditadura militar não tem nada o que fazer num campus universitário. Isso ñada tem a ver com liberdade de expressão e sim com o bom sensu da direção daquela instituição. Pau neles !

Responder

Marinho

17 de janeiro de 2013 às 12h07

Ah que maravilha! fiquei muito emocionado com os argumentos favoráveis ao direito do tal príncipe a falar na palestra. Um sujeito fez uma analogia entre o tal príncipe e Stédile do MST. Tudo muito igual.Que tal convidar-nos o Breivik? aquele nazi da Noruega? que ele venha sem seu fuzil é claro.

Responder

Rodrigo Leme

17 de janeiro de 2013 às 12h00

Primeiro, não fizeram nada. Agora, fizeram, mas é por uma boa causa.

É o famoso tentativa e erro, ajustando a verdade até ela ficar legal.

Responder

Moacir Moreira

17 de janeiro de 2013 às 11h07

Dar voz a bandidos não significa respeito à democracia.

Então seria o caso de admitir a existência de um partido nazista participando de eleições.

Responder

    Willian

    17 de janeiro de 2013 às 14h19

    Como era de esperar, a Lei Godwin não tarda.

Romanelli

17 de janeiro de 2013 às 11h02

Por tudo o que li, reitero, acho que as pessoas, em não agredindo as leis, tem o direito de se expressar e defender o que pensam e querem pra si, inclusive se valendo de espaços PÚBLICOS, cujo acesso deve ser garantido a TODOS, pelos mesmos critérios, de forma isonômica.

Aliás, por se falar nisso, em se defender, refletir e/ou se questionar alguns temas que nos cercam, se eu encontrasse com o príncipe eu perguntaria pra ele, democrática e respeitosamente, se ele acha justo a existência de um LAUDÊMIO perpétuo que recai sobre o município de Petrópolis, este que premia os membros de sua família desde idos, indo até “infinitos” tempos.

..abaixo um link de reportagem de 2008, portanto, favor corrigir os valores lá citados em, médios, 75% frente a recente valorização imobiliária.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u378136.shtml

ps – ao meu modo de ver, por estas e outras mamatas inconfessáveis, penso que a passagem do BRASIL, de MONARQUIA para Republica, não foi feito tão de graça como alguns fazem parecer ..ou será que estou enganado ?

Responder

E. S. Fernandes

17 de janeiro de 2013 às 10h02

Caramba, a extrema direita achou um príncipe. Igual fizeram na Espanha.
Quantos demônios temos de exorcizar a cada dia.
Só falta alguém dizer que esse “principe” fascistizado ainda recebe uma gorda pensão do Estado para atacar suas instituições modernas. Que ele volte para Portugal e reclame a coroa lá.

Responder

    Moacir Moreira

    17 de janeiro de 2013 às 11h05

    É evidente que o príncipe vive às custas do povo brasileiro.

    Ou você acha que a família real trabalha?

Luís Fernando

17 de janeiro de 2013 às 09h56

haha o via mundo é muito partidário, é inacreditável.
Qualquer um sabe que não foi uma “manifestaçãozinha”.
Sou estudante da Unesp e fico inconformado como as pessoas são derrotadas por si mesmas.

Poxa, galera, vocês são estudantes da Unesp, não sabem argumentar não????
Xingar, impedir os outros de falar, isso não é argumento …ainda mais para universitários.

A sindicância é o melhor caminho mesmo àqueles que não sabem se comportar.

Responder

Tiago

17 de janeiro de 2013 às 09h29

Infelizmente, as declarações do rapaz me fizeram entender que a intenção do grupo era sim tentar impedir (de alguma forma) a tal “palestra”. Isso é triste e se for comprovado que era a intenção, penso que devem sim ser punidos.

Isso me leva a concordar com os colegas acima que destacaram o direito do tal “príncipe” e do outro palestrante se pronunciarem sobre o que bem entenderem, e quem quiser assistir e ouvir, que assista e ouça. É inaceitável querer impedir uma palestra por não concordar com o seu conteúdo. Já estou no aguardo dos “progressistas” virem latir sobre o “fascismo” da direita…sem olhar a sujeira dos próprios pés.

E mais uma coisa: o rapaz criticou a tal palestra pois na sua opinião na verdade era um “evento político”. Ok. Provavelmente muitos aqui dirão o mesmo (e me parece que foi o caso). Só gostaria que também houvessem críticas quando os professores da USP fazem atos em defesa ou apoio ao PT.

Sou petista e de esquerda, mas prefiro viver em um país onde impera o pensamento livre, e não o pensamento único, ainda que este se declare “progressista” (o que aliás não é).

Obrigado.

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Guanabara

16 de janeiro de 2013 às 23h37

Olha, sinceramente, eu prefiro uma atitude dessas do autoproclamado príncipe que realmente fala o que pensa a outros que se dizem democráticos e não passam de capachos dos grandes capitalistas, mas dão discursos pela saúde, transporte, educação…

Erraram os universitários, que deveriam ter deixado o pequeno príncipe falar e, depois, rebater suas ideias com argumentos, o que não seria muito difícil. Com atitudes assim, fica difícil defender liberdade de expressão.

Se recebessem o Stédile, e o grupo de reacionários fosse lá tentar impedir a palestra, como seria? Por mim, deveriam ter convidado o próprio a palestrar na semana seguinte. Aí, sim, se a diretoria da universidade não permitisse, tería-se um fato, e os alunos poderiam tentar algo alternativo, como uma palestra do Stédile em uma área aberta da universidade que é PÚBLICA. E com as tecnologias de hoje, terem no mínimo mais de uma pessoa gravando o evento e divulgando na internet o video como vacina anti-PIG.

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Pós-moderno

16 de janeiro de 2013 às 23h33

Apesar de todo esse ideário monarquista ser uma verdadeira tosquice e enorme perda de tempo, as pessoas devem ter o direito de poussi-lo, caso queiram.
Essa esquerdinha safada adora argumentar suas pretensões igualitárias com eufemismo, dizendo que “foi apenas manifestação”. Estive presente e não foi apenas manifestação. Simplesmente deixaram os palestrantes sem voz.
Se quisessem exercer o direito de manifestação, sem problemas. No entanto, não se deve simplesmente impedir que os outros falem. O que achariam se impedissem as palestras do NATRA, NEDA e de outros grupos esquerdistas? Gritariam a plenos pulmões a coerção, com toda a razão. O problema é repetir a mesma imbecilidade e APENAS por causa disso, não merecem respeito algum. Bando de hipócritas.

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    Paulo Figuiera

    17 de janeiro de 2013 às 12h50

    Concordo com os argumentos dos que defendem o direito dos monarquistas realizarem seu evento e defenderem suas posições, porém não vi nenhum desses democratas de ocasião defender a democratização dos meios de comunicação onde prevalece o pensamento único e não há espaço para o contraditório

Jose Roberto

16 de janeiro de 2013 às 23h13

O Principe está proibido de ter a opinião dele? Só opinião de esquerda é que vale?

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    Moacir Moreira

    17 de janeiro de 2013 às 11h04

    O príncipe que guarde suas idéias psicopatas para ele mesmo.

    Carlos

    17 de janeiro de 2013 às 14h25

    Na verdade, o “Príncipe” conseguiu exatamente o que queria, ele foi lá para fazer uma provocação, dizer barbaridades e provocar revolta, e aumentar a notoriedade dessa Extrema Direita que deseja pautar o debate publico de acordo com seus próprios termos. Se os estudantes cometeram algum erro, foi o de haverem caído na provocação… O problema, no entanto, é que a maneira como essa mesma gente da Extrema Direita entra no debate já prova claramente suas intenções: quem fala do jeito que eles falam, é porque está pronto para trocar a fala pelos punhos, se puder. Precisamente por isso, talvez uma contramanifestação , por mais desagradável que seja, seja absolutamente necessária, do mesmo modo que um piquete de greve é, em termos objetivos uma violência, e igualmente necessário.

Moacir Moreira

16 de janeiro de 2013 às 23h02

Já dizia o filósofo que a o mundo só vai melhorar no dia em que o último banqueiro for enforcado nas tripas do último monarca.

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rita

16 de janeiro de 2013 às 22h29

voces tem certeza que essas fotos são do campus de franca? lembram demais o campus de assis da unesp.

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    Conceição Lemes

    16 de janeiro de 2013 às 22h30

    São de Franca, sim, Rita. Foram feitas por alunos que estiveram no evento. abs

Marcelo Rodrigues

16 de janeiro de 2013 às 22h23

Tenho um primo, já entrado em anos, que deu para ser monarquista. A família está desolada.

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Willian

16 de janeiro de 2013 às 22h16

Pobre esquerda. Sabe, as vezes meu coração fica apertado com a maldade da direita. A esquerda só quer o bem da humanidade, porque é tão agredida?

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    Ana Clara

    17 de janeiro de 2013 às 00h35

    alguém falou de esquerda/direita? o problema é mais embaixo, meu caro. a questão é o conteúdo do discurso do “príncipe”, o qual já tive o desprazer de ouvir em outras oportunidades.

    Willian

    17 de janeiro de 2013 às 08h28

    Mais uma lutadora pela democracia.

    Luís Felipe

    17 de janeiro de 2013 às 09h49

    dessa vez não deixou nem ele falar né? “Bela” atitude !

    LEANDRO

    17 de janeiro de 2013 às 10h05

    Não importa o conteúdo. Se trata qui de qualquer um poder expressar o que pensa. Você concordar ou não é opinião sua. Também não concordo, mas isso não quer dizer que eu posso impedir alguém de ter opinião.

Eduardo Raio X

16 de janeiro de 2013 às 21h53

Vamos aos fatos, esses herdeiros deveria é pegar suas trouxas e voltar para Terrinha e reivindicar suas coroas lá! Além do mais foi por causa deles que o BraSil viveu numa pindaíba danada! É tudo uma turma de oportunistas, esse papo de príncipe somente cola na mente dos incautos, vê lá se a nação vai dar vida boa e farta para essa turma de come e dorme! Essa gente da TFP&CIA faz parte da elite racista, preconceituosa, separatista, raivosa e excludente! Vou dar um conselho, tire a carteira de trabalho, acorde cedo e vão procurar um trampo!

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    Leandro Santos

    17 de janeiro de 2013 às 10h18

    Todos os Brasileiros já sustentam seus legislativos nacionais, estaduais e municipais.

LucieneArroio

16 de janeiro de 2013 às 21h52

Eu e meu marido estudamos em Franca,e em nossa época ocorreram situações como essa, e nunca ninguém foi processado. Isto é consequência do modelo ditatorial do atual governo do Estado. Vejam o caso da USP. Ainda que eleitos, a forma como reitores e diretores atuam é calcada e embasada no autoritarismo. Some-se a isso o fato do diretor ser docente do curso de Direito, que nunca foi lá progressista, por assim dizer.

Responder

Cândido

16 de janeiro de 2013 às 21h30

Foi mal turminha, mas isso de tentar impedir os outros de falar dentro de uma universidade não faz sentido. Ainda assim, é típico das universidades públicas do Brasil. Triste.

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renato

16 de janeiro de 2013 às 19h27

Me perdoem minha ignorância!
Em uma casa de ensino é proposta uma palestra!
Educativa…
Afinal, ninguém vai extrapolar!Espero!
Se sou estudante, simplesmente não vou se achar que
não é legal para mim. Afinal, alguém pode gostar e tenho
por obrigação, respeitar.
Vou perder nota, se não for assistir a palestra.
Então vou assistir a palestra!
Mas vou me dar o direito de questionar o palestrante se
não estiver de acordo com seu pensamento.
E se as respostas não forem do meu agrado, continuarei
questionando, e questionando e questionando.
Acredite, dá para questionar por sete vezes, até que na
última, faltará argumentos, se estes não forem verdadeiros!
Forem embuste, agredirem a sociedade, etc.
Quanto a um Prìncipe do Brasil, perdoe, Napoleão ainda anda
por aí!E nem por isto é apedrejado.
Não dê a importância que eles não tem.

Responder

    Killamanjairo

    16 de janeiro de 2013 às 21h26

    Isso não são idéias em uma palestra. É uma ideologia totalitária, racista e genocida. Precisa ser banida da normalidade, considerar isso como conhecimento é impossível, quem o faz é por puro interesse ao dinheiro e por militancia reaceonária.Os heróis desses senhores mataram milhões de índios pacificos desarmados. Isso sim é terrorismo.

    Narr

    17 de janeiro de 2013 às 08h18

    O problema de banir “ideologias totalitárias” de um debate universitário é que banir quem pensa diferente já faz parte de ideologia totalitária. E quem é que seria o Dr. Simão Bacamarte da história? Eu me recordo quando o deputado Amaral Neto foi dar palestra lá no auditório do Bloco A no CT do Fundão (UFRJ). Ele era deputado do PDS (ex-Arena) e jornalista da TV Globo famoso pelas reportagens entusiasmadas sobre as maravilhas do Brasil da ditadura militar. Em vez de impedir a palestra, nós estudantes panfletamos contra a ditadura e contra ele. E fomos ao tal debate. O melhor foi a pergunta de um gaiato que serviu para desmoralizar a suposta relevância da palestra com um propagandista da ditadura: “Sr. deputado, ilustre jornalista, qual foi a sua sensação quando o sr. viu pela primeira vez o fenômeno da pororoca?”

    Killamanjairo

    17 de janeiro de 2013 às 18h19

    O problema está em entender os conceitos que são tirados dos seus sentidos. A ideologia totalitária está em tudo, nos objetos de consumo do sistema capitalista, nos aparatos repressivos, nas intituições de segurança. Não na decisão dos estudantes em decidir o que definitivamente não é conhecimento em uma universidade. Defender o Principado não é conhecimento gente.. Eu aprendi isso nas aulas de história na quinta-série, reis absolutistas alguem se lembra?

Dialética

16 de janeiro de 2013 às 19h02

O Brasil às vezes viaja na Máquina do Tempo, para o passado.

Responder

Helio

16 de janeiro de 2013 às 17h50

Um intelectual, na minha humilde visão, é uma pessoa que usa o seu “intelecto” para estudar, refletir ou especular acerca de ideias, de modo que este uso do seu intelecto possua uma relevância social e coletiva.

Se a denúncia partiu de um dos representantes do Grupo de estudos Civi(Curso de iniciação a vida intelectual), que futuro espera a geração de meus filhos, que são combativos, mas comuns, no sentido de que sua “majestade”, o “príncipe” Bertrand, que ousa autoproclama-se príncipe imperial do Brasil.

Responder

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