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Diário da Resistência


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PT: Em dois anos, receita dos pedágios em SP cresceu 26,7%


04/07/2013 - 18h25

Alckmin esqueceu promessa de campanha e, mesmo congelando os preços por um ano, as tarifas ainda são muito altas

da Imprensa do PT na Assembleia Legislativa paulista

Na campanha eleitoral de 2010, Geraldo Alckmin, então candidato do PSDB ao governo de São Paulo, prometeu que iria revisar o preço dos pedágios paulistas, que são os mais caros do Brasil. Já em abril deste ano o governo paulista baixaria a tarifa entre 10 a 20%. Isto custaria aproximadamente de R$ 6 bilhões a 12 bilhões, o que poderia levar à prorrogação do prazo do contrato e a um contrato eterno, com altas taxas de lucro para as concessionárias, em detrimento do bolso do cidadão paulista.

Alckmin esqueceu a sua promessa e resolveu congelar os preços por um ano, mas manteve as tarifas muito altas. Além do mais, para bancar o custo de aproximadamente R$ 500 milhões, o governador cortou em R$ 130 milhões os recursos para a Artesp, adotou a cobrança do chamado eixo suspenso de caminhões, decidiu utilizar os créditos que o governo estadual tem referentes a obras atrasadas, e por último, a redução da receita de concessão, ônus fixo, a ser pago pelo governo estadual.

A receita dos pedágio em 2011 chegou a R$ 6,8 bilhões e, no ano passado, foi de R$ 7,66 bilhões, ou seja, teve um crescimento de 12% desde 2012, o que representa quase o dobro da inflação do período. Se tomarmos de 2010 a 2012, a receita cresceu 26,7% contra uma inflação de 14%, mostrando que talvez as concessionárias tenham crescimento de sua receita mesmo com o congelamento da tarifa.

Obras vão atrasar ainda mais

O governo do Estado, ao utilizar créditos sobre obras atrasadas para pagar às concessionárias a defasagem do aumento congelado, prejudica os moradores de muitas cidades, como a região entre Vargem Grande e Sorocaba, que espera há 11 anos pelas obras de duplicação da rodovia Raposo Tavares, que deveria ter sido feita em 2012, e que chegam a mais de R$ 250 milhões.

Lucro das concessionárias subiu em média 66%

O lucro das concessionárias rodoviárias subiu de 2010 para 2012, em média, 66%, pulando de R$ 963 milhões para R$ 1,6 bilhão. Já os investimentos, considerando as novas e antigas empresas do setor, cresceram 19%, ou seja, cresceram abaixo do valor arrecadado. Em 2010 representavam 24% da receita e agora, em 2012, somente 22,6%, R$ 120 milhões a menos.

Quanto ao lucro líquido, há duas situações distintas.

As concessionárias antigas (os contratos são principalmente de 1998 a 2000), que já passaram da fase de perdas dos primeiros cinco anos, quando os encargos são maiores. Integram esse grupo Autoban, Tebe, Viaoeste,Via Norte, Ecovias, Autovias, entre outras.

E as concessionárias novas, que passaram a operar após 2008. Por exemplo, Ecopistas, que administra a Ayrton Senna e a Carvalho Pinto, Rodoanel e Auto Raposo Tavares.

As novas concessionárias, por estarem começando seus serviços, amargaram prejuízo de R$ 245 milhões em 2011 e R$ 124 milhões em 2012, ou seja, tiveram uma queda de 50% no seu déficit.

Já as antigas concessionárias – que são a imensa maioria — superaram um ano de crise econômica com um crescimento do lucro líquido de 38% frente a 2010, passando de R$ 1,24 bilhão em 2010 para R$ 1,72 bilhão.

Desde que começaram a operar, o lucro líquido total das antigas concessionárias chegou a R$ 7,7 bilhões, capitaneados pela Autoban (R$ 2,27 bilhões), Ecovias (R$ 1,43 bilhão) e Via Oeste (R$ 986 milhões).

O maior crescimento do lucro líquido, de 2010 a 2012, ocorreu na Triângulo do Sol (+146%) e na Viaoeste (+ 57%).

A relação entre o patrimônio e o lucro líquido (indica o grau de rentabilidade das empresas) em 2010 chegou a 38%, em 2011 pulou para 54% e no ano passado chegou a 58%.

No mercado em geral, uma relação de 20% é fantástica. A melhor relação é da Viaoeste (96%), seguida por Autoban (93%), Ecovias (47%), Triângulo do Sol (65%), Renovias (64%) e Centrovias (62%).

Investimentos em rodovias caem

Se o lucro das antigas concessionárias vai bem, os investimentos realizados nelas vai mal. Em 2009, foram gastos com novas construções R$ 684 milhões. Em 2010, essas despesas caíram R$ 646 milhões; em 2012 chegaram a R$ 456 milhões, representando um corte de R$ 190 milhões (-29,4%).

As maiores quedas de investimentos ocorreram na Autoban, R$ 251 milhões (64%) e na Viaoeste, no valor de R$ 70 milhões (70%); na Centrovias (93%), Auto Raposo Tavares (24%) e Rota das Bandeiras, com menos R$ 197 milhões (-58%). Já a Ecovias elevou os investimentos em 70%.

Dados da Ass. de Finanças e Orçamento da Bancada do PT na Assembleia Legislativa de SP

Manifestantes reivindicam redução do preço do pedágio

Nesta quarta-feira (3/7), ocorreu o terceiro protesto de moradores do entorno da Rodovia Zeferino Vaz (SP-332) contra o preço do pedágio cobrado entre as cidades de Paulínia e Cosmópolis.

Os manifestantes reivindicam a redução do preço do pedágio, que atualmente custa R$ 6,20 para carro comum e R$ 3,10 para motocicleta, informou a concessionária.

É o terceiro protesto desde o dia 28 de junho. Na última sexta-feira (28/6), os manifestantes destruíram objetos de sinalização e atearam fogo em pneus colocados nas pistas. Na segunda-feira (1º/7) ocorreu outro protesto na mesma região. (com informações da Agência Brasil)

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24 comentários

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Mário SF Alves

05 de julho de 2013 às 14h24

Cooperativismo Já! Cooperativas de Trabalho e Consumo já! Brasil cooperativo já!

Responder

Mário SF Alves

05 de julho de 2013 às 13h55

“Um dos pontos levantados por Waack, e bastante repercutido pelos empresários, foi a questão da desindustrialização. Para reforçar a fala do jornalista, Martins trouxe dados estatísticos que mostram o quando o indústria sofreu retração.

– Em 1985 a indústria da transformação era 25% do PIB. Em 2011 chegamos a 14,6% – alertou Martins.”
_________________________________
E isso aí, Franco? Os caras tentaram mesmo provar a desaceleração da indústria com base nessa reles comparação de desempenho tomando como referência o PIB de 1985?

Responder

    augusto2

    05 de julho de 2013 às 17h53

    Exato, mario.
    tb penso dessa forma, porque em 1915,a agricultura era uns 80% do PIB…
    Entao a agricultura do brasil “caiu” baarbaridade!!!
    Quanto mais um pais se desenvolve mais terá de setor de Serviços. Por conseguinte menos agricultura e menos industria.
    Será fatal porem se ficar com uma taxa de cambio baixa muito tempo: perderá industria.
    Precisa ver se a manteve forte, complexa e atingindo maior valor agregado nos produtos.

Mário SF Alves

05 de julho de 2013 às 12h29

Enquanto isso, ontem, 04/07, no Estado do Espírito Santo, a polícia arquitetou e desencadeou uma certa “operação tática” que resultou no encurralamento de aproximadamente 500 manifestantes sobre a 3ª ponte. Todos protestavam contra a cobrança de pedágio decorrente de mais um contrato duvidoso. Verdadeiro sanduíche. Operação temerosa, arriscada, perigosa e insensata. E, não satisfeita, arbitrariamente, obriga a deitar de rosto pro chão submete à revista um grupo de outros 50 manifestantes que pacificamente se afastavam já quinhentos metros da Assembleia Legislativa, um dos locais das manifestações.

Ficam as dúvidas. Afinal, decretou-se o Estado de Sítio? Retornamos à ditadura militar? E mais, tudo isso em nome do quê? De repressão ao vandalismo? Ainda que fosse, mas, quem ou que forças teriam desencadeado o dito vandalismo? Os corruptores? Os corrompidos? Os coniventes com a corrupção? Ou todos? Enfim, quem são realmente os vândalos? Como agem? Desde quando agem? Quem ou o quê os protege?

Diante de tamanha arbitrariedade, diante do risco a que se submeteu tantas vidas, diante de tanto descaso com a Constituição, só nos resta saber: 1) cabe ação civil pública? 2) cabe indenização por danos morais? 3) cabe investigação por abuso de autoridade? 4) cabe processo por ação de inconstitucionalidade? 5) cabe envidar esforços na inadiável democratização da ação policial?

Com a palavra, o Estado Democrático de Direito, o único capaz de nortear e garantir a civilização.

Responder

Gil Teixeira

05 de julho de 2013 às 11h33

Há coisa de um ano peguei a Bandeirantes em direção à campinas e logo no início havia uma placa:
“Desculpe o Transtorno estamos em obras pra melhorar sua viagem.
Obra do Governo do Estado de São Paulo”

Ou seja quem estava reformando era o governo numa estrada literalmente privatizada, ou seja eles cobram o pedágio e nós pagamos,DE NOVO, as reformas!!!!

Responder

Malvina Cruela

05 de julho de 2013 às 10h47

Aquele a quem os deuses querem destruir, primeiro deixam-no louco.
— Eurípides
se políticos e jornalistas tiverem ainda um restinho de juízo deviam pensar sobre isso…

Responder

    Mário SF Alves

    05 de julho de 2013 às 13h38

    “Aquele a quem os deuses querem destruir, primeiro deixam-no louco.
    — Eurípides
    se políticos e jornalistas tiverem ainda um restinho de juízo deviam pensar sobre isso…”
    _________________________________

    E na ausência dos tais deuses a tal ação destrutiva ficaria a cargo de quem mesmo, Malvina?
    Responda rápido:
    I- Do Obema, Yes we can, comandante-em-chefe do Estado Corporativo e Militarista Norte-Americano?
    II- Do próprio povo, cansado de tanto ver triunfar as nulidades e de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos de uns poucos em detrimento do interesse, da vida, da felicidade, da educação, da saúde e da segurança de todos?

    _____________________________________
    “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.” Rui Barbosa, Senado Federal, Rio de Janeiro, DF, 1914. [Atente-se bem para a data: mil, novecentos e catorze]

    V. 41, t. 3, 1914. p. 86

    Descritores: Triunfo das nulidades; Injustiça; Honestidade
    Observações: Trecho do discurso “Requerimento de Informações sobre o Caso do Satélite – II”.
    Não há original no Arquivo da FCRB.

Julio Silveira

05 de julho de 2013 às 09h54

Meu sentimento é que a questão dos pedágios é uma coisa muito mal explicada. Os governos tem, por lei, obrigação de administrar a malha viária do país, e cobram impostos para isso, e muitos. Um politico incompetente, se não mal intencionado, podendo ser venal, do passado, veio com essa novidade, transferir para alguém da iniciativa privada, provavelmente alguns doadores de campanha, a tarefa que seria de sua atribuição como gestor publico, remunerado para isso, e que, como já citei, altamente tributado pela cidadania. Coisa feita amiúde entre amigos parlamentares, usando apenas o idioma parlamentar, dessas linguagens que a cidadania não entende, mas paga, medida autoritária por si só. Iniciativas como essa, no Brasil, levam o nome de sicolometro, ou seja se colar colou. E, como temos uma cidadania pacifica, geralmente indolente, pelo menos acho que é assim que essa turma nos vê, geralmente a coisa vai ficando até estar institucionalizada. E nós, a cidadania, sendo extorquidos em duas frentes parceiras, nesse jogo de amigos e cartas marcadas. Parcerias maquiavélicas e mancomunadas, a publica na pessoa de alguns incompetentes para o trabalho de gestão, mas experts iluministas na arte da exploração popular, e a privada, geralmente os sócios ocultos, podendo até não ser, mas se não for pode ser alaranjados, provavelmente devido ao sol desse país tropical. Para a cidadania por sua contumaz acomodação e falta de voz e representação leal, resta entregar a lã e rezar para não exigirem também sua carne e seus ossos.

Responder

Mardones

05 de julho de 2013 às 08h51

Aqui no Paraná do PSDB do Beto Richa, nem o TCE consegue enquadrar as concessionárias de pedágio, que – comprovadamente – cobra mais do que deveria e investe menos do que o estabelecido nos contratos. Claro que essas empresas abundam os cofres dos políticos nas disputas eleitorais.

Responder

Égua

05 de julho de 2013 às 04h12

Qualquer negócio renderia muito mais. É um absurdo tirar bilhões que poderia ser investido em cooperativa que constrói casas para pobres, como bancoop, para fazer estrada para que a elite que tem carro se deliciar passeando e só ganhar isso.

Responder

Iza

05 de julho de 2013 às 00h55

ACORDEM!
ACORDEM!
Nem tudo está perdido.
Alguém pode explicar?
Se eu fosse de direita, teria vergonha e muita preocupação!
Ainda mais depois de 10 anos de campanha serrada contra o PT.
Quem não viu os últimos dias, deve estar dormindo!
As teses da direita foram todas derrotadas.
Alguém, nessas manifestações, viu algum cartaz, placa, faixa, pedindo MENOS ESTADO, como pedem a Grobo, Folha, Estadão e Veja?
EU NÃO VI NENHUM.
Ao contrário.
O que o povo pede é MAIS ESTADO.
Ou será que mais saúde ESTATAL, mais Educação ESTATAL, mais transporte ESTATAL, mais MÍDIA ESTATAL é MENOS ESTADO?
Devemos impedir a canalha que acha que está ganhando o debate!
NÃO ESTÃO!
A DIREITA PRIVATISTA PERDEU!

Responder

    FrancoAtirador

    05 de julho de 2013 às 08h03

    .
    .
    Caríssima Iza.

    Será que essa ‘vontade das ruas por mais Estado’

    está se traduzindo nas votações no Congresso?
    .
    .
    03/07/2013 – 20h01

    Câmara aprova fim da multa de 10% do FGTS

    Iolando Lourenço, repórter da Agência Brasil

    Brasília – A Câmara dos Deputados aprovou, há pouco, projeto que extingue a contribuição social de 10% sobre o saldo total do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que é paga pelos empregadores no caso de demissões de trabalhadores sem justa causa.

    Foram 315 votos favoráveis [!!!], 95 contrários e 1 abstenção.

    O projeto segue agora à sanção [OU VETO] presidencial.

    De autoria do Senado, o texto estabelece a data de 1º de junho deste ano como limite para o recolhimento da contribuição pelos empregadores. Como os deputados aprovaram o texto sem qualquer alteração, a proposta segue para a sanção presidencial.

    Encaminharam contrários à aprovação o PT, PCdoB e PSOL, os demais partidos votaram pela aprovação da proposta. [!!!]

    O PP liberou sua bancada para a votação.

    A contribuição foi instituída em 2001 com o objetivo de prover o FGTS de recursos em função das decisões judiciais que obrigaram o fundo a compensar as perdas nas contas individuais dos trabalhadores derivadas dos expurgos na correção monetária feitas pelos planos Verão e Collor, entre dezembro de 1988 a maio de 1990.

    Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI)[*], de 2001 até hoje foram arrecadados R$ 42 bilhões.

    Com a instituição dos 10% a mais na multa em 2001, os empregadores passaram a recolher 50% do saldo do FGTS, nos casos de dispensa imotivada.

    No entanto, os trabalhadores só podem sacar 40%, já que os 10% se destinavam a cobrir déficits no FGTS.

    Edição: Aécio Amado

    (http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-07-03/camara-aprova-fim-da-multa-de-10-do-fgts)
    .
    .
    [*]:
    (http://www.cni.org.br/portal/data/pages/FF8080812E106486012E165C62117777.htm)
    (http://www.novojornal.com/politica/noticia/porque-aecio-neves-ataca-a-petrobras-04-03-2013.html)
    (http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=935)
    (http://www.orteng.com.br/areas-de-atuacao)
    (https://www.facebook.com/cnibrasil)
    (http://www.bancodemidia.cni.org.br/Content/Show/15503?type=todos&offset=0&limit=16)
    (http://aecioneves.net.br/site/agora/aecio-participa-das-comemoracoes-pelo-dia-da-industria)
    (http://www.bancodemidia.cni.org.br/Content/Show/15580?type=todos&offset=0&limit=16)
    (http://www.revistaalgar.com.br/telecomMateria02.asp)
    (http://portalmidiapetista.blogspot.com.br/2005/08/smpb-amplamente-divulgada-pela.html)

    FrancoAtirador

    05 de julho de 2013 às 08h27

    .
    .
    ARTICULAÇÃO COM A MÍDIA BANDIDA EM TODO O PAÍS

    5/6/2013 15:23:15 – RIO GRANDE DO SUL

    William Waack é palestrante da 5ª edição do Badesul Promove

    A RBS TV e o Badesul promovem, na próxima segunda-feira (10), em Porto Alegre, a 5ª edição do Badesul Promove RS, evento que percorre as principais cidades gaúchas para discutir e contribuir sobre o desenvolvimento do RS.

    Esta edição será um café da manhã, na Federasul [Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul](Largo Visconde do Cairu, 17 – Bairro Centro – Porto Alegre/RS), a partir das 8h30.

    Para debater o tema “desafios da economia brasileira”, o evento contará com a palestra de William Waack, editor-chefe e apresentador do Jornal do Globo, que debaterá as perspectivas para o desenvolvimento gaúcho junto ao diretor-geral da RBS TV, Antonio Tigre, o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Tigre, o presidente do Grupo Dimed-Panvel, Julio Ricardo Mottin,e o diretor-presidente do Badesul Desenvolvimento, Marcelo Lopes.

    .
    .
    ECONOMIA EM DEBATE NA SERRA

    “O Brasil é um país travado”

    Essa foi uma das provocações propostas pelo jornalista William Waack aos participantes do Badesul Promove RS.

    Na manhã de ontem, falou para cerca de 100 pessoas sobre os Desafios da Economia Brasileira.

    A explicação para a trava do país, segundo ele, se dá por diferentes fatores, entre eles a burocracia.

    Em uma brincadeira com o público, exemplificou que até para construir um “puxadinho” é preciso passar por pelo menos três instâncias, e ainda corre-se o risco da obra ser demolida depois.

    Por cerca de 25 minutos, o jornalista falou das perspectivas e do cenário econômico para os próximos anos, sempre relacionando essas projeções com a política brasileira, e as medidas adotadas pelos governos, tanto os anteriores quanto o atual.

    Os empresários José Antonio Fernandes Martins, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus) e membro do conselho de administração da Marcopolo, e Astor Milton Schmitt, diretor corporativo da Randon, também falaram sobre o tema.

    No começo de sua fala, Martins questionou: “Por que o Brasil não cresce?”
    O empresário disse que há, pelo menos, R$ 240 bilhões na Bovespa para investimentos, e que a incerteza em relação a algumas medidas do governo inibe a movimentação desse valor.

    Para Schmitt, falta investimento em pesquisa e desenvolvimento. Países emergentes como o Brasil também deveriam estimular o adensamento das cadeias produtivas.

    – Por que exportar minério de ferro, e não veículos? Por que exportar soja, e não óleo engarrafado? É preciso agregar valor aos produtos – defende.

    Um dos pontos levantados por Waack, e bastante repercutido pelos empresários, foi a questão da desindustrialização. Para reforçar a fala do jornalista, Martins trouxe dados estatísticos que mostram o quando o indústria sofreu retração.

    – Em 1985 a indústria da transformação era 25% do PIB. Em 2011 chegamos a 14,6% – alertou Martins.

    Brasil e Mundo
    Além dos empresários e do jornalista, participaram do debate o presidente do Badesul, Marcelo Lopes, e o diretor de televisão do Grupo RBS, Antônio Tigre.

    Lopes comentou sobre a posição do Brasil em relação aos demais países, na disputa pela 5ª posição como a maior economia mundial. Ele ressaltou que esse destaque mostra que muito já foi feito, mas que ainda é preciso melhorar bastante.

    (http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/videos/t/todos-os-videos/v/jornalista-william-waack-esteve-em-caxias-do-sul/2466335)
    .
    .

    Mário SF Alves

    05 de julho de 2013 às 13h47

    “Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI)[*], de 2001 até hoje foram arrecadados R$ 42 bilhões.”
    —————————–
    O quê, R$ 42 bilhões? De 2001 até hoje?
    _____________________________________
    Caro Franco, isso é um nada se comparado aos 10 (dez) trilhões de reais que desde 1988 têm vazado pelo ralo no pagamento da malfadada, odiosa e impagável dívida pública do Estado Brasileiro.

jõao

04 de julho de 2013 às 23h35

Jatinho de Henrique Alves foi também para tomar uísque com Aécio

O vôo de jatinho da FAB do deputado Henrique Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara, no sábado (29), não foi para encontrar-se apenas com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB-RJ). O almoço a três contou com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), em encontro regado a uísque, segundo o jornalista Jorge Moreno.

Como Aécio é da oposição e Alves da base governista, o almoço ganha ares conspiratórios, já que Alves tentou esconder o fato.

O uso de aviões da FAB por autoridades é para quando houver motivo de segurança em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente.

O deputado disse que “solicitou” o avião porque tinha encontro com o prefeito Eduardo Paes (PMDB) no sábado. Porém, na agenda de Alves divulgada no site da Câmara não constava nenhum compromisso oficial no fim de semana. A agenda oficial de Paes também não trazia o encontro com Alves.

O deputado disse que pagará o custo da passagem de 7 parentes a quem deu carona de Natal para o Rio, no valor de R$ 9.700,00. Porém o valor muito inferior ao fretamento de um jatinho, cujos valores de mercado seriam a partir de R$ 150 mil. O deputado precisa ressarcir os cofres públicos com esse valor.

Resta saber quem teria pago a conta do uísque. Seria Aécio com a verba do Senado? Ou seria na conta da rádio Arco-Íris de Aécio para abater no Imposto de Renda? Seria Paes com a verba da prefeitura do Rio? Seria Alves com a verba da Câmara?

Em tempo: Alves é um dos donos da TV Cabugi, afiliada da Rede Globo.

Assaltao a assessor de Alves levou R$ 100 mil em dinheiro

O jornal Correio Braziliense noticiou que no último dia 13, por volta das 13h30, em Brasília, o secretário parlamentar de Henrique Alves (PMDB-RN), o assessor Wellington Ferreira da Costa, foi assaltado, quando dirigia seu carro. Um veículo com dois homens que se identificaram como policiais civis fechou e levaram maleta com R$100 mil, além de celular, tablet e ou outros pertences.
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

Responder

Palomino

04 de julho de 2013 às 22h44

O pedágio é fator alimentador da inflação e portanto atinge a todos, sejam usuários ou não. Dentro da politica de controle da inflação interessa ao governo federal a politica de tarifas dos pedágios que é em grande parte executada pelos governos estaduais. Decerto que para os governos estaduais da oposição o melhor mesmo é impor tarifas de terra arrasada, pois assim pressiona o governo Dilma. Não vê quem não quer.

Responder

    Mário SF Alves

    05 de julho de 2013 às 14h19

    E se assim for, qual a saída?
    __________________________________
    E se assim for, isso também não poderia ser caracterizado como vandalismo? Ou irresponsabilidade social? Ou conivência com crime contra a economia popular? Ou conluio entre corrompidos e corruptores para a prática desta “nova” modalidade de corrupção?
    __________________________________________
    Então? Onde está a saída?

Narci

04 de julho de 2013 às 22h24

E o pior: muitos dos investimentos não têm necessidade real, são feitos para justificar o pedágio, como por exemplo, a recente obra de construção dq quinta faixa da Bandeirantes no trecho Jundiaí-São Paulo. Muito do que foi feito 2 anos atrás no recapeamento do mesmo trecho está sendo destruído agora na ampliação, para ser refeito depois… A ARTESP, essa não sei o que faz. Já protocolei tanto pedido de esclarecimento e reclamações, nunca respondidos.

Responder

    Mário SF Alves

    05 de julho de 2013 às 14h22

    É o estado mínimo, meu caro. Mínimo pro povo e máximo pros mão-grande de sempre.
    _____________________________
    Fazer o quê? Dizem que pra o que não tem remédio, remediado está. Será? Até quando?

J Souza

04 de julho de 2013 às 21h56

Viiiiixxxiiiii! Os paulistas têm o maior orgulho de pagar pedágio!
Nem se importam de pagar por algo que foi construído por eles mesmos, com dinheiro deles mesmos!
É que às vezes o limite entre a vaidade e a burrice é tênue…

Responder

M. S. Romares

04 de julho de 2013 às 21h03

Toda praça de pedágio deveria erguer um monumento a seus “benfeitores”. Já pensou você viajando pela Anhanguera ou pela D. Pedro e de repente dar de cara com um busto enorme do alckmin? No Pr, um estátua gigante pro jaime, “overmer”, em cada praça? Seria a glória…

Responder

H.92

04 de julho de 2013 às 20h46

Bem feito pra quem insiste em votar nessa gente eleição após eleição.

São quase 20 anos de desmandos tucanos, aparelhamentos, sucateamento da Saúde, Educação, Segurança, Transporte Público e Moradia. Desses 20, 10 anos só com o Picolé de Chuchu, haja pedágio, PCC, Cracolândia e Pinheiro na cabeça!

Responder

    Mário SF Alves

    05 de julho de 2013 às 14h35

    Prezado H.92,
    O neoliberalismo deles, o famoso “o mercado acima de tudo”, o tudo pelo “deus mercado” deles, contagiou, contaminou e contamina ainda tudo o que diz respeito ao público no Brasil de hoje. Ainda não nos desvencilhamos nem deles, nem da ideologia deles e nem da estratégia deles. Afinal, governaram o Brasil por 08 anos, não é não?
    ______________________________
    Estado mínimo… sei… mínimo… mínimo só enquanto a crise econômica não bate forte na arrogância, na prepotência e no bolso deles. Aí, não tem nem perhaps, mais que depressa correm todos a se socorrerem com o dinheiro do povo arrecadado por este mesmo Estado Ínfimo.

Luciano

04 de julho de 2013 às 19h43

Quem não quiser pagar pedágio, pode seguir a dica deste vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=-MULz4enzb4

Responder

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