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Requião vê “canalhice” de Globo e Veja na cobertura sobre os portos
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Requião vê “canalhice” de Globo e Veja na cobertura sobre os portos


12/04/2013 - 15h06

do site do senador Roberto Requião

“Nada mais parecido com um saquarema que um luzia no poder”. A frase foi dita por Holanda Cavalcanti, para designar a ausência de diferenças de fundo e essência entre o Partido Conservador, os saquaremas, e o Partido Liberal, os luzias.
Esta constatação, feita no século XIX, ganha absoluta atualidade à medida que o governo avança suas propostas para a infraestrutura. Avança propostas na direção errada, sob inspiração errada e aconselhamento errado. Avança na privatização e desnacionalização da infraestrutura brasileira, na submissão do país aos interesses do grande capital.

O Estado brasileiro fez recentemente um balanço da privatização das ferrovias levada a cabo pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. E concluiu que a privatização foi um ribombante fracasso. Essa conclusão é do Ministério Público Federal, do Tribunal de Contas da União e do Ministério dos Transportes e do Senado Federal.

E quem formatou o fracassado modelo de privatização das nossas ferrovias no governo neoliberal de Fernando Henrique? O senhor Bernardo Figueiredo, conhecido agente duplo, cidadão público-privado, flex.

Foi por considerar Bernardo Figueiredo um dos responsáveis pela tragédia do nosso transporte ferroviário que o Senado rejeitou a sua recondução para o cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres.
Como reagiu o governo à reprovação de Figueiredo? Reagiu da pior forma possível, alçando-o à presidência da recentemente criada EPL – Empresa de Planejamento e Logística, colocando em suas mãos 133 bilhões de reais para privatizar rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e tornar possível o absurdo projeto do trem-bala.

Como verdadeiro Percival Farcquar do século XXI, testa de ferro de interesses privados, daqui e de fora, Bernardo Figueiredo, assim que nomeado para a EPL, passa a viajar o mundo, reunindo-se com banqueiros internacionais.

Em conjunto com outros membros do governo, promove elegantes “road shows” nas principais capitais mundiais para “vender o Brasil”: ele, em Nova Iorque, e a até então discreta Ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, em Londres.

Na verdade, Bernardo Figueiredo foi à banca internacional definir com os banqueiros o modelo da nova privatização da infraestrutura brasileira, esta que agora o governo leva adiante.

Mas, por ora, deixemos Figueiredo de lado, que outro assunto revela maior premência: a Medida Provisória em trâmite no Congresso Nacional, a MP 595, a famigerada MP dos Portos.

Como à época da campanha da mídia e dos neoliberais pela destruição da Rede Ferroviária Federal e privatização da malha ferroviária brasileira, os portos públicos sofrem hoje um bombardeio terrível. A Globo e a Veja lideram a tropa de choque.

Praguejam contra o “Custo Brasil” e pedem em uníssono a privatização dos portos. O governo atende e a Globo e a Veja elogiam o governo, pelo seu pragmatismo, sua adesão à racionalidade, à eficiência, à “redução do Custo Brasil”.

Nada mais se parece com um saquerema que um Luzia no poder!

O neoliberalismo de Fernando Henrique Cardoso não nos considerava um país, mas um mercado. Um mercado integrado a outros mercados do mundo. Sem cidadania, sem história, sem passado, sem futuro, um mercado em que somos considerados apenas consumidores. Essa visão fez com que os portos brasileiros ficassem naquele momento sob compromisso de privatização.

No Porto de Paranaguá, o governo Fernando Henrique e o governo Lerner estabeleceram um convênio de delegação que garantia que o porto seria privatizado em seis meses. Eu assumi o governo e paralisei o processo. Investi no porto, reorganizei sua administração, combati os interesses que o submetiam, resgatei seu caráter público.

Travei uma dura guerra em defesa do porto. O Porto é a entrada e a saída do país. Do Porto de Paranaguá depende a nossa economia, o desenvolvimento de setores da nossa indústria, de regiões do meu estado e do nosso país.

Pensei que com a eleição do meu amigo Lula e, depois, da presidente Dilma, estaríamos livres da burrice fundamentalista da submissão à cobiça e à internacionalização do Brasil.

Pensei também que não teria mais que sair a campo para lutar contra a destruição e privatização do Porto de Paranaguá.

Afinal, ouvi da própria presidente Dilma, quando Ministra da Casa Civil e pré-candidata à Presidência, que o Porto de Paranaguá era um exemplo de eficiência e racionalidade.

E era, mas não quando eu assumi o governo. O Porto de Paranaguá não tinha dinheiro em caixa, os pátios eram espaços de exploração infantil, o lenocínio tomava conta e o Porto não tinha receita.

Os grandes graneleiros dominavam o porto e a economia do Estado não respirava mais, não tinha como importar, nem exportar, porque o porto só se dedicava a exportar grãos das grandes empresas e das trades internacionais do agronegócio.

Mesmo os pequenos produtores tinham que vender para as grandes porque não tinham lugar no Porto para exportar.

Tive que estabelecer cotas, criei e recriei a exportação das multicargas (madeira, congelados, automóveis …), porque a alguns setores da economia que precisam exportar para crescer. Se o porto fecha, estrangula a economia.

E fui atacado duramente pela grande mídia. Mas resisti e reorganizei o porto de Paranaguá. Em 2003, recebemos o Porto com menos de 40 milhões reais em um fundo informal para custear dragagens e, no término do meu segundo governo, em 2010, deixamos o caixa com um saldo líquido de 450 milhões de reais, mesmo tendo realizado diversas obras de infraestrutura, a dragagem do canal de entrada do porto, a pavimentação em concreto das vias de acesso, a construção de novos terminais.

E acabei com as filas de caminhões. Fazia dez anos que a safra era colhida e imediatamente colocada em caminhões em direção ao porto, à espera de um negócio; e o caminhoneiro ficava na estrada, privado de tudo. Eu acabei com isso. Exigi agendamento. Só podia ir à estrada o caminhão que tivesse navio agendado. Acabou a fila.

À medida que as nossas iniciativas iam melhorando o porto público, passei a ser atacado duramente pela Rede Globo. A Globo colocou o Pedro Bial e a Miriam Leitão no ar para me atacar, por meio de imagens de arquivo e informações absolutamente mentirosas. Imagens de arquivo de filas de caminhões, que não existiam mais.

Era a mídia já então na cruzada pela desmoralização do porto público, para justificar a privatização e desnacionalização. A mesma Globo que, agora, elogia ministros do governo por sua “racionalidade e visão de futuro” quando defendem um novo marco regulatório que resultará na inviabilização dos portos públicos e na desnacionalização absoluta da nossa logística. Meu Deus!

Pois bem. Sejamos claros. Esta medida provisória é uma jabuticaba com recheio de nitroglicerina. O modelo proposto destoa do padrão mundial. O comércio marítimo, do qual o sistema portuário é parte, tem experiência mais de cinco mil anos. Em razão deste milenar percurso de amadurecimento, os portos mais importantes do mundo, nos países mais importantes do mundo são públicos. O padrão vigente no mundo é o de portos públicos operados pelo setor privado. Exatamente como é o modelo brasileiro atual

O modelo que o Brasil adotou com a Lei n. 8.630 de 1993, é o modelo Landlord Port ou porto proprietário da terra, em que o governo, por meio da Autoridade Portuária, administra a infraestrutura, responsabilizando-se pela gestão portuária (berços de atracação e desatracação de navios, píeres, dragagem no canal de acesso ao porto e mais). À iniciativa privada cabem os investimentos na superestrutura portuária (armazéns, prédios, guindastes, etc.

É o modelo predominante no mundo. Holanda, Bélgica, Alemanha, Espanha e USA, para citar apenas alguns países. Só há dois países de portos totalmente privatizados: os da Inglaterra, por obra e graça da Margaret Thatcher, e os da Nova Zelândia, e nenhum dos dois figuram em quaisquer estatísticas de eficiência portuária mundial. O Banco Mundial critica o modelo inglês pela dificuldade de se pensar e executar o planejamento estratégico do setor portuário e a intermodalidade no país.

O mundo sabe que os portos constituem ativos estratégicos que requerem planejamento de médio e longo prazo para funcionar com eficiência, para que toda a sociedade possa se beneficiar dos seus resultados.

Por que, então, os sábios funcionários do governo resolvem parir esta jabuticaba?

Tenho ouvido com atenção os argumentos para justificar a Medida Provisória e a mudança do modelo. E quanto mais ouço mais me convenço de sua improcedência.

Dizem que o novo modelo reduzirá o tal “Custo Brasil”, trará maior eficiência e racionalidade ao sistema portuário e competitividade aos produtos brasileiros no comércio exterior.

Não! Nada disso! Ocorrerá exatamente o contrário!

Primeiramente, esclareçamos: esta MP visa o comércio marítimo de contêineres. O comércio de granéis, no modelo atual, já pode perfeitamente ser movimentado em Terminais de Uso, os TUPs, por quem necessite verticalizar sua cadeia de produção, o que é feito por grandes empresas, como a Petrobrás, Vale, Cargill, Bunge e outras.

E quanto às terríveis filas no Porto de Santos, na época de colheita, todos sabemos que se deve à falta de armazenamento suficiente nas regiões produtoras e nos terminais graneleiros e à perversa matriz de transportes terrestres brasileira – na qual produtos de baixo valor agregado, como a soja e o milho, são transportados por caminhões, ao invés de trem. No caso de Santos, as filas persistem porque o porto não adotou ainda a exigência de agendamento de navio, para os caminhões que se dirigem ao porto, como nós fizemos em Paranaguá.

Ainda sobre os granéis, é evidente que sempre haverá alguma concentração de navios em época de safra. A sazonalidade da produção e do comércio torna irracional e improdutivo construir estruturas gigantescas que ficarão ociosas boa parte do ano.

Logo, o alarido da grande mídia sobre as filas não me comove, nem me engana, como não deve enganar os demais senadores da República. É de uma canalhice absoluta a relação que a Globo e a Veja estabelecem entre as filas de caminhões no Porto de Santos em época de safra e uma suposta falência do modelo brasileiro de portos públicos, para justificar a privatização absoluta dos nossos portos. Alhos com bugalhos. Só se engana quem quer.

As soluções para os problemas do escoamento da safra passam por aumento da armazenagem no interior e nos portos, mudança da matriz de transportes terrestres e gerenciamento inteligente e racional dos portos. Tudo isso é possível fazer no atual modelo portuário. Nada disso exige que o modelo seja destruído, como quer a MP.

Então, como vemos, é do comércio de contêineres que devemos nos ocupar na análise da MP 595. Aliás, o senador Eduardo Braga, relator da MP, reconhece que o foco é o comércio por contêineres.

E aí é que reside o aspecto crítico da MP para a economia nacional, porque o comércio por contêineres é o que afeta mais diretamente a produção industrial. Os prejuízos que o novo modelo trará, se adotado, reforçarão o perfil primário-exportador da economia brasileira.

No caso dos contêineres, o comércio internacional pelo mar é controlado por grandes armadores internacionais, os donos de frotas de navios, como a Maersk, Hamburg Sud, MSS, MAS, Grimaldi. Dez empresas dominam 70% da navegação de longo curso. São eles que estabelecem o porto que será utilizado para a importação ou exportação – sempre lembrando que estamos falando de comércio por contêineres, já que nos granéis a situação é diversa.

São os armadores, também, que fixam o preço da operação, estabelecendo a venda casada do frete marítimo com a movimentação no terminal. E, como são oligopólios, fixam o preço com base na lógica ditada pelo mercado e não com base em custos.

Do valor recebido do exportador ou pelo importador pela movimentação no terminal portuário, o armador paga ao operador apenas uma parcela, que varia entre 50% e 60%.

Logo, é conversa mole neoliberal a afirmação de que uma eventual redução do custo da operação nos terminais implique automaticamente em redução do chamado “Custo Brasil”, uma vez que a lógica econômica é de que o armador, por sua posição dominante, se aproprie deste ganho de produtividade e não o exportador/importador.

Ou seja, a medida provisória não reduzirá os custos de movimentação portuária para os exportadores e importadores brasileiros. Apenas aumentará o lucro dos armadores, que estão no topo da “cadeia alimentar” da logística de transporte marítimo mundial.

Com isso, cai por terra o principal argumento que sustenta a MP. A lógica da MP é a de que um proprietário de carga, um exportador, terá à sua disposição dezenas ou centenas de operadores portuários competindo ferozmente por sua carga, o que faria com que o preço pela operação fosse reduzido por esta competição de vida ou morte. Escolhido pelo exportador um operador portuário, o exportador ou operador escolheria então um armador, o qual encaminharia um navio ao porto escolhido pelo exportador. Raciocínio primário, grave equívoco.

Na realidade é a escala o determinante. Os navios atracam nos portos em que seja maior a quantidade de carga a ser movimentada, porque com isso, os armadores otimizam os seus ativos (navio, tempo, combustível, pessoal etc).

Posso dar um exemplo. No Paraná, em Curitiba, temos uma montadora de automóveis da Volvo. Quem conheça minimamente a geografia, imaginará que o porto utilizado pela Volvo para as operações de comércio, entre a matriz sueca e a unidade paranaense, seja o Porto de Paranaguá, distante 100 quilômetros da fábrica brasileira.

Mas não. A Volvo utiliza o porto do Rio de Janeiro. Por que? Escala! O volume de comércio com a fábrica paranaense não justifica que o navio se desloque até Paranaguá.

Ah! Os sábios formatadores desta incrível MP!

Aproveito este exemplo da Volvo para apontar outro grave erro, outra premissa falsa. O discurso dos que a formataram é que o novo modelo provocará um choque de oferta de movimentação portuária e de transporte marítimo, em decorrência da competição decorrente da abertura de dezenas ou centenas de terminais em portos privados, e que isso levará a uma queda de preços na operação.

Não é verdade. Esta afirmação pouco inteligente desconhece, fundamentalmente, que é a escala que faz com que os preços de operação portuária sejam menores. E não a competição entre centenas de terminais.

Seria interessante se os sábios que formataram a MP revelassem em que país, em que lugar do mundo, se dá esta realidade que a privatização dos portos teria o condão de magicamente criar no Brasil.

Este lugar, se existir, não é no Planeta Terra. Neste nosso planeta, a realidade é outra. Os 100 maiores portos do mundo têm de um a três operadores. Pela razão óbvia de que é a escala o determinante para a redução de custos da operação portuária e não uma cerebrina e inexistente competição entre centenas de operadores.

Sim, pode alguém me perguntar, então os portos públicos brasileiros são perfeitos?

Não. Os portos públicos, como tudo mais na infraestrutura brasileira, precisam ser melhorados. No caso dos contêineres é preciso melhorar os acessos terrestres aos portos, reduzir a elevada burocracia, inclusive aumentando o horário de funcionamento dos órgãos anuentes – Receita, Vigilância Sanitária – e aumentando a coordenação entre eles.

É preciso enfrentar o problema das tarifas portuárias elevadas que são cobradas pelos donos dos navios (armadores) ao importador/exportador, ampliar os berços de atracação e a dragagem para fazer face aos navios gigantes que começaram a vir para o Brasil.

Em 1993, quando foi editada a Lei 8.630, os navios que atracavam nos portos brasileiros transportavam 1,5 mil contêineres. Em 2011, entre 3 e 5 mil contêineres. Em 2012, começaram a chegar navios com 8 mil contêineres. O maior navio porta-contêineres do mundo pode transportar de 11 a 15 mil contêineres.

No caso do granel, é preciso enfrentar a insuficiência de silos nas áreas de produção e nos terminais de grãos, os elevados custos da logística terrestre, decorrente dos pedágios rodoviários, da inexistência de ferrovias e da leniência da ANTT na fiscalização das concessionárias ferroviárias privadas.

Mas, se não é verdade que os portos públicos sejam ilhas de excelência – e nem poderiam ser num país com deficiências graves na infraestrutura – é uma grande mistificação afirmar que seja o modelo de portos públicos o responsável por um “estrangulamento da economia”, como vociferam a Globo e a Veja e afirmam irresponsavelmente autoridades do governo federal.

Este alarmismo é uma cortina de fumaça para nos empurrar à privatização e à desnacionalização absoluta dos nossos portos.

O secretário de Portos da Presidência, José Leônidas Cristino, um dos membros da troika do governo, veio ao Congresso para tentar nos amedrontar, na esteira do alarido alarmista da grande mídia. Disse o secretário que sem a MP aprovada os portos terão que recusar cargas em alguns anos.

Tenho uma proposta de solução para o problema. Diante desta incrível confissão de incompetência e de incapacidade de planejamento e gestão de parte do Secretário de Portos, a presidente Dilma, para evitar o mal anunciado, deveria agir prontamente, demitindo o secretário e estabelecendo uma política de fortalecimento do sistema portuário nacional. E não mandar para o Congresso uma medida que destruirá os portos públicos, encarecerá as tarifas, debilitará a possibilidade de planejamento estratégico e enfraquecerá a soberania nacional.

Deveria trocar o secretário e proibir o novo secretário de segurar o crescimento dos portos públicos, ordenando que desengavetasse os projetos para a expansão dos terminais de contêineres e de grãos nos portos brasileiros. A mesma ordem deve ser dada aos engavetadores da ANTAQ, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários.

Chamo a atenção do Senado para três fatos inquestionáveis, ocorridos entre 2002 e 2011:

1º) a corrente de comércio exterior brasileiro cresceu de US$ 100 bilhões para US$ 480 bilhões;

2º) a movimentação de contêineres cresceu de 2 milhões para 5,3 milhões e;

3º) o Brasil teve crescimento, no comércio exterior, período 2009/2011, maior que a China e muito maior que os Estados Unidos e Alemanha. É bom lembrar que 95% do comércio exterior brasileiro se dão através dos portos.

Vejam, senhoras e senhores senadores, que o quadro real está longe daquele que a gritaria da grande mídia estabelece e reverbera o nosso pusilânime Leônidas que, diferente do Leônidas espartano, não se coloca em marcha para defender sua pátria.

Antes, apressa-se entregá-la à cobiça estrangeira.

A conclusão decorrente do diagnóstico equivocado a que a presidente Dilma está submetida pela indefectível troika privatista é que é preciso permitir a construção de terminais privados para prestar o serviço público de operação portuária.

Diante do diagnóstico equivocado e da conclusão equivocada, a MP 595 revoga a Lei 8.630/93, a chamada Lei dos Portos, e inventa um novo marco regulatório que não existe em parte alguma do Planeta. E, como sempre acontece quando se propõe algo que é ruim para o país e o povo, promete-se um mundo de bonança e riqueza, em que correm leite e mel. Para privatizar as ferrovias, Bernardo Figueiredo, à época funcionário do PSDB de Fernando Henrique Cardoso, fez as mesmas promessas.

Resumindo, ao invés de fazer o que todo país soberano faz, que é fortalecer o porto público e suas estratégias de desenvolvimento, a MP enfraquecerá os portos públicos e entregará sua estratégia de desenvolvimento aos armadores internacionais e seus interesses comerciais.

Pois bem. Diz a troika privatista que a MP 595 não é uma medida privatizante. Diz que os portos públicos não serão privatizados.

Balela. Conversa mole.

Hoje, os portos são públicos e a operação é privada, selecionada mediante licitação. Estamos aqui diante de um processo de privatização que se confunde com a desnacionalização dos portos brasileiros. Desnacionalização! Esta é a palavra-chave para compreendermos a essência desta MP.

O negócio portuário constitui um monopólio natural: demanda investimentos de grande porte para ser eficiente, o que impõe uma barreira de entrada, limitando o número de participantes, e a necessidade de o Estado garantir tais investimentos.

O fato de ter como contrapartida o aproveitamento de economias de escala, em que os custos fixos se diluem à medida que aumenta a movimentação, e que, dentro de sua área de influência, os usuários do serviço não tenham outras opções, também denota sua feição monopolística.

Aqui reside também a importância do papel do Estado como agente regulador que garanta tarifas módicas e tratamento isonômico aos usuários, sejam estes grandes ou pequenos exportadores / importadores, como eu fiz em Paranaguá no meu governo. Quando assumi, o porto era dominado por grandes exportadores e a economia estava estrangulada.

Objetivamente, os nossos portos precisam ser equipados com dragagem, berços de atracação e equipamentos para receber os navios supercargueiros. Não se imagina, ingenuamente, que a dimensão da economia brasileira, especialmente no que se refira a cargas conteirenizadas, comporte tantos portos de grandes dimensões. Evidentemente não.

Por isso, sejamos claros: à medida que a política de fortalecimento dos portos públicos seja abandonada em favor da política de entrega dos portos ao livre jogo dos interesses dos oligopólios e monopólios, os megaportos privados vinculados aos grandes armadores tornarão irrelevantes os portos públicos, que minguarão, entrarão em crise, fortalecendo o discurso neoliberal da incompetência do Estado e da eficiência do mercado.

Logo, o que esta vergonhosa MP provocará – e não como efeito colateral imprevisto ou indesejado, mas como realização de um desiderato dos seus autores e beneficiários – é o enfraquecimento e a quebra dos portos públicos.

E como justificam os formatadores da MP sua opção pela privatização e desnacionalização dos portos, ao invés do fortalecimento da estrutura portuária pública para atração de investimentos privados?

Dizem que não há outra saída! E isso por duas razões: o Estado não tem como financiar os investimentos e o Estado é mais incompetente que a iniciativa privada.

Nada mais se parece a um Saquarema que um Luzia no poder! É incrível – e triste! – ouvir de petistas esta cantilena fundamentalista neoliberal!

Ora, o Estado tem uma capacidade de financiamento muito maior que qualquer empresa privada. Além disso, ao fim e ao cabo, é o Estado, via BNDES, que financia as privatizações, como vimos no caso das ferrovias, apenas para ficar num exemplo.

O BNDES não apenas financia como acaba participando da composição acionária das concessionárias, assim como os fundos de pensão das empresas estatais. Logo, o argumento da falta de recursos não se sustenta. É desonesto.

Por outro lado, este modelo privatista e desnacionalizante que se quer introduzir através da MP acabará por arrebentar a possibilidade de planejamento do Estado e imporá demandas incontroláveis por construção de infraestrutura de transporte terrestre (rodovias e ferrovias) para que as cargas cheguem e saiam dos portos privados. Logo, haverá um aumento brutal e uma dispersão de recursos públicos e não economia deles, como irresponsavelmente propagam os novos arautos da privatização.

O outro argumento é o da incompetência do Estado para realizar as obras de ampliação das instalações portuárias necessárias ao aumento da capacidade de movimentação dos portos. Não procede. As obras não serão feitas pelo Estado e sim por empresas privadas, contratadas mediante licitação.

Diante deste quadro de terríveis consequências para a independência, a soberania e o desenvolvimento do Brasil, uma pergunta se impõe: esta loucura em que consiste a MP é inevitável? O Brasil não tem mesmo outra saída, como querem nos convencer os Bernardos Figueiredos, Leônidas, Gleisi Hoffmann, Veja, Globo, et similes?

Confesso que minha inteligência não alcançou a explicação dada pela ministra Gleisi, quando veio ao Congresso para justificar a MP. Disse ela que o PAC permitiu investimentos públicos com participação privada, mas não permitiu parceria com o privado. A questão é, então, ideológica: é uma questão de honra implantar, a todo custo, as PPPs? As PPPs são, então, um estágio superior de relacionamento entre o público e o privado?

Nada mais se parece com um saquarema que um luzia no poder!

Senhores senadores, senhoras senadoras:

Quid prodest? A quem aproveita?

Os portos privados que surgirem no novo modelo estarão ligados a empresas multinacionais de navegação marítima, integrantes de grandes grupos internacionais, as quais dominarão a logística portuária, estabelecerão preços artificialmente baixos (dumping), transferindo os custos para os demais itens do preço da operação completa (frete etc) e, com isso, quebrarão os portos públicos que estejam na sua área de influência.

E então, quando já tiverem a logística portuária sob seu controle e os portos públicos quebrados, os oligopólios estabelecerão suas condições e seus preços ao país, aos produtores, exportadores e importadores brasileiros.

Isso acarretará elevação dos fretes, aumentando nosso déficit na balança comercial de fretes, que de US$ 1,6 bilhões em 2003 alcança agora US$ 8,7 bilhões. Claro que isso aponta para o mal que faz ao Brasil não possuir uma frota de navios brasileiros para o comércio internacional.

Para que ninguém me imagine possuído por um nacionalismo exagerado, menciono o “Ato de Navegação”, promulgado na Inglaterra, em 1651, pelo governo puritano de Oliver Cromwell, que estabelecia que todas as mercadorias importadas por qualquer país europeu fossem transportadas por navios ingleses ou de seus próprios países.

Posteriormente, em 1652, especificou-se que, pelo menos, três quartos da tripulação dos navios deveriam ser britânicos. Esta lei provou forte reação dos Países Baixos, que até então obtinham grandes lucros com o comércio marítimo inglês. Em consequência, os países mergulharam nas Guerras Anglo-Holandesas, que terminou com a vitória britânica, em 1654, marcando o início efetivo da hegemonia marítima britânica.

Mas, afinal, Quid prodest? A quem aproveita esta medida provisória?

Esta medida provisória foi lançada às pressas para impedir que o TCU julgasse o processo TC-015.916/2009-0. No dia, no momento mesmo do julgamento, a Casa Civil teria solicitado a retirada do processo de pauta, porque uma medida provisória estaria sendo publicada. E foi. Esta malfadada MP 595!

E em que consiste a decisão do TCU que a Casa Civil tentou evitar que fosse proferida? Quem e a que interesses buscou a Casa Civil proteger?

A decisão do TCU determinava à leniente ANTAQ que, em noventa dias, licitasse os terminais das empresas que mantinham ilegalmente portos privativos transportando cargas de terceiros em Cotegipe (Bahia), Portonave (Itajaí-SC), Itapoá (SC) e Emprabort (Santos-SP).

Segundo o TCU, as outorgas destas empresas eram ilegais, porque os terminais foram autorizados pela ANTAQ como privativos, mas operavam principalmente cargas de terceiros, caracterizando prestação de serviço público, o que exigiria prévia licitação. E a leniente ANTAQ nenhuma providência tomava.

Dos 114 terminais privativos em operação no país, sete são exclusivos e 107 mistos. Os terminais mistos transportam carga de terceiros, prestando ilegalmente serviço público, em afronta aberta à Lei dos Portos de 1993 e ao Decreto do Presidente Lula, que em 2008 tentou botar ordem na bagunça, condicionando a autorização de instalações privativas mistas quando a movimentação das cargas para terceiros tivesse caráter subsidiário, eventual e da mesma natureza da carga própria, para aproveitar algumas janelas no grosso da movimentação da carga própria. O relatório do TCU mostra que a Portonave (do grupo Triunfo), por exemplo, escoava 3% de cargas próprias e 97% de terceiros, em frente ao Porto de Itajaí.
Está, portanto, respondida a pergunta sobre os beneficiários da apressada medida provisória, cuja publicação visou impedir que o TCU julgasse ilegal o funcionamento de portos de uso privativo que prestavam serviço público e condenasse a leniência e conivência da ANTAQ.

E, assim, editada a MP acabou a ilegalidade e foi para o lixo o Decreto 6.620/2008 de Lula. Com isso, está liberada a temporada de caça aos portos públicos. Com a MP, Portonave pode quebrar Itajaí, Itapoá pode quebrar São Francisco, Pontal do Paraná pode quebrar Paranaguá, Embraport pode quebrar Santos e o porto do Açu, do mago Eike Batista (hoje sob gestão do banco BTG), pode quebrar os portos do Rio de Janeiro e de Vitória.

Observem, senhores senadores, que não estou falando que os novos portos privados competirão com os portos públicos. Digo que enfraquecerão e, no limite, quebrarão os portos públicos. Não há competição em setores da economia que se constituem, como é o caso, em monopólios naturais. Esta MP conduzirá a isso: quebradeira dos portos públicos e desnacionalização das portas de entrada e saída do país.

Senhores senadores, senhoras senadoras, “a pior cegueira é a que acomete os que têm por dever ser os olhos da República”, ensina-nos o Padre Antonio Vieira, no Sermão do Quinta-Feira da Quaresma, em Lisboa, no Ano da Graça de 1669.

Ensinamento atual!

Estamos diante de um escândalo de grandes proporções. Caso o Congresso Nacional não se esperte, caso não acorde para cumprir o seu dever de casa de representantes do povo e da Federação, esta legislatura passará a ser conhecida como a legislatura Joaquim Silvério dos Reis, devendo receber, merecidamente, o desprezo dos nossos concidadãos por este opróbrio.

Lamento que esta medida seja encaminhada pelo nosso governo. Mas isso não aprisiona a minha consciência. Estou aqui para servir ao Brasil. Sou contra esta medida. E espero que os meus colegas senadores também digam não à privatização e à desnacionalização dos nossos portos.

Grato pelo tempo, senhor Presidente.

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Marat: Usuários do Bolsa Família, esquerdistas, idealistas, precisamos nos mobilizar - Viomundo - O que você não vê na mídia

05 de julho de 2013 às 04h32

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05 de julho de 2013 às 03h49

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Pedágios em SP: rentabilidade sobe, investimentos caem - Viomundo - O que você não vê na mídia

04 de julho de 2013 às 18h37

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Franklin Martins: “Governo tem que liderar debate sobre telecomunicações” - Viomundo - O que você não vê na mídia

26 de maio de 2013 às 01h15

[…] Requião vê “canalhice” de Globo e Veja na cobertura sobre os portos […]

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Murilo

10 de maio de 2013 às 10h46

Parabéns Sen. Requião, pela lucidez e pelo inquestionável conhecimento profundo a respeito dos problemas portuários pátrios. Lamento constatar que, o discurso da oposição é radicalmente contrário a tudo aquilo que foi por ela defendido até então valendo o mesmo para o Govêrno Federal.

Responder

Murilo

10 de maio de 2013 às 10h42

Julgo-me no dever de parabenizar o Ilustre Senador, pelo brilhantismo de seu pronunciamento e pelo profundo conhecimento que demonstrou ter a cerca dos problemas portuários brasileiros. Há algo de podre na especulação que os comprometidos meios de nossa imprensa fazem das filas existentes nos portos. Ninguém menciona, no entanto, a SUPER SAFRA DE GRÃOS ocorrida no Brasil, que muitas cargas são enviadas aos portos antes de serem comercializadas etc…. Repito, há uma postura diametralmente oposta neste assunto, não sei se é proposital a oposição adotar um discurso que antes era do Governo e vice-versa.

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“Falido” aos 72, Requião diz que humor na blogosfera é essencial | Blog do Tarso

15 de abril de 2013 às 20h17

[…] No encontro de blogueiros, o senador paranaense também se disse descrente dos partidos políticos brasileiros e criticou o governo Dilma. Segundo ele, a presidente está fazendo o que nem mesmo o tucano Fernando Henrique Cardoso fez em seus dois mandatos. Em caso de aprovação da MP dos Portos, que tramita no Congresso, o BNDES será autorizado a financiar a privatização (aqui, um discurso do senador a respeito do tema). […]

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"Falido" aos 72, Requião diz que humor na blogosfera é essencial - Viomundo - O que você não vê na mídia

15 de abril de 2013 às 00h01

[…] No encontro de blogueiros, o senador paranaense também se disse descrente dos partidos políticos brasileiros e criticou o governo Dilma. Segundo ele, a presidente está fazendo o que nem mesmo o tucano Fernando Henrique Cardoso fez em seus dois mandatos. Em caso de aprovação da MP dos Portos, que tramita no Congresso, o BNDES será autorizado a financiar a privatização (aqui, um discurso do senador a respeito do tema). […]

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Leandro Fortes: Tucano é acusado de tráfico de órgãos - Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de abril de 2013 às 14h30

[…] Requião vê “canalhice” de Globo e Veja na cobertura sobre os portos […]

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Mauricio Dias: Fux, Toffoli, Gilmar Mendes, intérpretes perfeitos da omissão de Gurgel - Viomundo - O que você não vê na mídia

14 de abril de 2013 às 00h13

[…] Requião vê “canalhice” de Globo e Veja na cobertura sobre os portos […]

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Francy Granjeiro

13 de abril de 2013 às 22h53

Tucano mineiro é acusado de traficar órgãos.
A Carta Capital, Leandro Fortes expõe a impressionante história de médicos que, com a participação de outro médico, deputado estadual do PSDB mineiro, retiravam órgãos de pacientes ainda vivos. E os vendiam. http://contextolivre.blogspot.com.br/2013/04/tucano-mineiro-e-acusado-de-traficar.html

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Pedro luiz

13 de abril de 2013 às 21h11

O governo Dilma caminha para perder as eleições em 2014.As mulheres no poder enfrentam problemas em seus governos. Kirchner, Merken, Dilma. Será mesmo que as mulheres administram melhor que os cuequinhas?

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    assalariado.

    13 de abril de 2013 às 22h37

    Pedro Luis, não se trata de cueca ou calcinha, da uma olhada na Europa o que os cuecas e os seus governos da (IN)governabilidade estão fazendo como povo.(EM FAVOR DE QUEM MESMO?) A questão não é de genero. Tudo que acontece em nossas vidas passam pelas mãos dos donos do capital. Perceba, tudo é decido a nivel de Estado onde a burguesia capitalista e seus lacaios, se impõe, e nem percebemo. Tudo isso, nas três esferas de poder (municipal, estadual e federal).

    Oras, para que Estado? Como então nasceu o “Estado de Direito?”

    Nada como tentar entender as origens da exploração de homem pelo homem.

    Karl Marx juntamente com Friedrich Engels explicam:

    “A luta de classes foi a denominação dada pelo filósofo comunista Karl Marx juntamente com Friedrich Engels para designar o confronto entre o que consideravam os opressores, a burguesia, e os oprimidos, o proletariado, consideradas classes antagônicas e existentes no modo de produção capitalista. A luta de classes se expressa nos terrenos econômico, ideológico e político.”

    Continua aqui; http://pt.wikipedia.org/wiki/Luta_de_classes

    Boa leitura. Abraços Fraternos.

Marcelo

13 de abril de 2013 às 21h07 Responder

Valcir Barsanulfo

13 de abril de 2013 às 20h43

Racional ao extremo, sem firulas. Vejo o Senador Requião com seu espírito nacionalista com os melhores olhos.
Homem sério,intimorato, político coerente, passado e presente imaculado.

Responder

Jayme Vasconcellos Soares

13 de abril de 2013 às 19h52

Por que devemos privatizar os nossos portos??? Será que já é um plano traiçoeiro para enfraquecermos a defesa da nossa costa marítima,para entregarmos, literalmente, a nossa soberania aos Países imperialistas?!

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Jayme Vasconcellos Soares

13 de abril de 2013 às 19h37

Foi uma indicação extremamente infeliz e equivocada de Lula a escolha e indicação de Dilma para, como Presidenta da República do Brasil, dar continuidade ao seu Programa de Governo. É hialina a traição da Presidenta Dilma à nossa Pátria ao apresentar uma Medida Provisória que visa privatizar os portos públicos, e, em consequência, desnacionalizá-los Espero que esta escolha de Lula não tenha sido consciente, pois, se assim o foi, ele também traiu a maior parte do povo brasileiro, seus eleitores! Aliás, não canso de dizer que, desde o início de seu governo a Presidenta Dilma mostrou a sua opção neoliberal e antinacionalista, com a qual comungam o PT e demais partidos da base aliada do governo.

Responder

Gersier

13 de abril de 2013 às 19h02

Me vi hoje surpreendido quando depois de vários anos defendendo o PT e defendedo a Dilma,calando e o pior,concordando com as críticas feitas a ambos por um amigo que como eu,detesta as canalhices dos emplumados,dos demos e de sua mídia tranbiqueira,cretina que prega uma ética que não tem e muito menos os seus apaniguados.Um ministro que sai em defesa de menores assassinos,um outro que defende a globo acreditando que somos idiotas ao dizer que não é a favor da regulação dos meios de comunicação,um vice presidente que também é contra a alteração da idade penal para punir os pivetões assassinos,uma maioria no Congresso Nacional que não escuta as vozes das ruas,estão trilhando o mesmo caminho daqueles que a população alijou do Planalto.Começo a acreditar que se aparecer um outro candidato com propostas mais arrojadas e que tenha peito como o Requião,para enfrentar essa corja e os problemas sérios do Brasil,terá apoio da maioria da população.

Responder

João Vargas

13 de abril de 2013 às 18h56

Sexta-feira, Requião aparteando a Senadora Ana Amélia( cria da Globo e RBS), prometeu levar um vídeo ao Senado mostrando as mentiras da Globo e da Miriam Leitão sobre os portos brasileiros.A Senadora quase saiu correndo da tribuna frente às críticas do Senador aos seus patrões. Foi um momento tragicômico no Senado. Bravo Requião.

Responder

Irineu

13 de abril de 2013 às 17h34

Parabens!
O Requiao tem coragem de citar os fatos, não se acovarda como muitos.

Pessoal! Veja o que o Putin disse na entrevista abaixo segue link…….sobre invsao de paises.

http://port.pravda.ru/russa/11-04-2013/34499-putin_siria-0/

Abçs
Irineu

Responder

assalariado.

13 de abril de 2013 às 16h18

Primeiro quero chamar a atenção ao comentário do FrancoAtirador que, aliás, vive ilustrando os artigos para entendermos melhor os assuntos tratados no Viomund, neste, não foi diferente. Então vejamos a contradição da “nossa” Dilma de cada dia.

O comentário, nesta pagina (sex, 12/04/2013 – 22:14);

Está aqui; http://www.youtube.com/watch?v=R7JZ2KrnPJk

Ora, internautas! Os canalhas são os capitalistas ou os capitalistas são os canalhas? São organizados e confiantes, são os de sempre, desde de 1500, se camuflam, atuam nas várias instituiçoes de Estado, através de seus vários quarteis. Ora, o revolucionário Gramsci, já nos alertava sobre essa situação de derretimento do Estado, manipulação, dominação a qual passariam os assalariados, Estados nacionais e o planeta, em favor da livre exploração/ iniciativa do capital. Voces querem exemplos nacionais atuais? Sim, internautas, o capital não tem patria, tem lucros.

Antonio Gramsci está atualíssimo, quando dizia;

“O Estado é apenas uma trincheira mais avançada, por tras da qual se situa uma robusta cadeia de fortaleza e casamatas do capital”

Ou seja, não precisamos de muito exercicio cerebral, para observar que, casamatas significa que o Estado burguês nunca passou de um abrigo subterraneo das elites, para blindar os interesses e maracutaias dos donos do capital.

Um verdadeiro cavalo de troia da burguesia capitalista que, junto com suas ‘instâncias democráticas’ do Estado de direitA, fazem prevalecer suas “energias morais” enquanto classe dominante, exploradora do Estado e da nação.

Este trecho da denuncia é chou de bola, quando fala da troika (Globo, Veja e Jose Leonidas Cristino, secretário de Portos), soldado e (um dos) testa de ferro do capital;

“Deveria trocar o secretário e proibir o novo secretário de segurar o crescimento dos portos públicos, ordenando que desengavetasse os projetos para a expansão dos terminais de contêineres e de grãos nos portos brasileiros. A mesma ordem deve ser dada aos engavetadores da ANTAQ, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários.”

Requião para Secretário dos Portos. Acorda Dona Dilma! Ou será que, quem esta dormindo somos nós, os internautas.

Saudações Socialistas.

Responder

    JOTACE

    13 de abril de 2013 às 18h04

    Caro Assalariado,

    Aprecio demais teus comentários que sempre estão a alumiar os caminhos de leitores como eu, que muito aprendem com eles. Mas, desta vez, duas objeções: a primeira é que Da. Dilma nunca dormiu no ponto. A entrega do Brasil ao grande capital não se dá por nenhum acaso, como também a escolha que faz das figuras do seu séquito, pois são quase todas seguidoras do receituário imperial. Dá um trato em tua memória e sei que no íntimo concordarás com isso. No momento, creio que o mais importante para o Brasil é providenciar suporte ao Senador REQUIÃO para sua candidatura à Presidência. E para isso é necessário que ele sinta o grande desejo do povo brasileiro em ter um Presidente digno, corajoso e sobretudo patriota. Como ministro desse (des)governo ele não iria infrigir o seu código de ética se candidatando ao mesmo tempo e ao meu cargo que a atual presidente. E o Brasil todo iria perder sua voz no Senado a denunciar as quadrilhas que estão a assaltar o patrimônio público. Tenhamos, nós brasileiros, uma só voz a demandar REQUIÃO PARA PRESIDENTE! Cordial abraço, Jotace

    JOTACE

    13 de abril de 2013 às 18h52

    Ops! Perdão pelo lapso…Ao invés de “se candidatando ao mesmo tempo e ao meu cargo”, favor ler “se candidatando ao mesmo tempo e ao mesmo cargo”.

    assalariado.

    13 de abril de 2013 às 22h10

    Caro JOTACE, obrigado pelo bom combate. Sei que uma parte desta situação de entrega do Brasil ao capital internacional, tem muito haver com esta matéria que, foi colocada aqui no Viomundo. Estamos globalizados, não se esqueçam. É bom não esquecer, este post, que sugiro para leitura, serve também para todas as nações do planeta. Afinal, quem é que tem as chaves dos cofres e da as cartas dos processos produtivos e economicos?

    Nome do texto: “Quando os líderes falam muito mas não mandam nada.”

    https://www.viomundo.com.br/politica/quando-os-presidentes-falam-muito-mas-nao-mandam-nada.html

    Aqui meu comentário do link: (dom, 15/01/2012 – 15:24)

    Na verdade estamos chegando na esquina/ encruzilhada da história. É a burguesia capitalista industrial e financeira travestida em forma de Estado que, junto com seu lavador de cerebros, mais conhecido entre nós como PIG, continua camuflando os verdadeiros donos desta crise, chamando -os de “os mercados”.

    O que é isto, senão a própria elite midiática, em busca de sua salvação ideológica enquanto pensamento social e politica, se materializando através do seu cavalo de troia a qual chamamos de Estado e seus soldados juridicos de plantão (dentro das tais, instituições democraticas), para legalizar tudo quanto é tipo de estupro economico e social necessários para legalizar /prolongar sua ideologia, a do deus dinheiro. Sim, a sobrevivencia deles, das elites do capital.

    Enfim, um é o outro, o outro é o um, a burguesia esta oculta devido que, juridicamente e legislativamente, segundo eles, vivemos em plena democracia, que ao olhar burgues é sinonimo de sociedade capitalista/ deus mercado. Haja camuflagem para enganar os povos, mesmo assim o rei esta cada vez mais nu.

    Rumo ao socilaismo, sem medo de ser feliz!

    Pitagoras

    13 de abril de 2013 às 20h54

    Duro é assistir um partido que ainda se diz PT ser porta bandeira do capital predatório. PT entregando o país à sanha privada nacional e internacional…que sejam amaldiçoados pela eternidade!

Messias Franca de Macedo

13 de abril de 2013 às 15h33

[Data venia]

###################

Ministros do STF pedem a Barbosa análise de recursos do mensalão

Sábado, 13 de Abril de 2013 – 14:05

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm alertado o presidente da Corte, Joaquim Barbosa, sobre a resistência em levar a julgamento do plenário os recursos de réus do mensalão. Segundo a Agência Estado, integrantes do STF avaliam como um erro de Barbosa deixar pedidos da defesa engavetados com o objetivo de estender prazos de recursos contra a condenação. A avaliação é compartilhada até mesmo entre ministros que votaram pela condenação maciça dos réus. No final da sessão da última quinta-feira (11), o ministro Celso de Mello, decano do Supremo, ponderou com o presidente para que levasse a plenário os recursos movidos pelos advogados antes da publicação do acórdão do julgamento. Também participaram da conversa os ministros Dias Toffoli e Luiz Fux.

CACHOEIRA – perdão, ato falho –, FONTE: http://www.bahianoticias.com.br/principal/noticia/134811-ministros-do-stf-pedem-a-barbosa-analise-de-recursos-do-mensalao.html

####################

Não tardará o PIG também começar a exorcizar o monstro forjado – pela própria DIREITONA – que existe no Joaquinzão!…

Quem (sobre)viver, verá!]

… República da [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL… ALOPRADA, AVARENTA, sanguessuga, LACAIA, ABJETA, GOLPISTA/TERRORISTA de meia-tigela, ABESTADA, ALIENADA, ALOPRADA, indecorosa, AÉTICA, traidora, despudorada, impunemente fascista, histriônica, MENTEcapta, néscia, antinacionalista, corrupta… ‘O cheiro dos cavalos ao do povo!’ (“elite estúpida que despreza as próprias ignorâncias”, lembrando o enunciado lapidar do eminente escritor uruguaio Eduardo Galeano)
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Hélio Pereira

13 de abril de 2013 às 14h44

Muito bom este Senador do PMDB do PR,acho uma pena que não temos um Senador com este Perfl em SP.
Se trocassemos ele pelo “Casal Suplicy” ainda sairiamos no lucro!

Responder

    Luciano Bastiani

    14 de abril de 2013 às 17h29

    Mas tu não tenhas a menor dúvida disso!

lulipe

13 de abril de 2013 às 14h10

Como diria o filósofo Romário, Requião calado é um poeta!!!

Responder

Bernardino

13 de abril de 2013 às 13h46

REQUIAO,o melhor senador dessa legislatura e tem mais nao ha segundo,seus ppronunciamentos com Conteudo,eloquencia e contundencia o credenciam a despontar como um gigante na defesa dos interesses NACIONAIS e mais com u curriculo invejavel:Prefeito,Governador 3 vezes e senador com duas legislaturas tudo com Coerencia sem fugir dos principios!!
Mais patriota que toda banca da Petista do senado que por sinal nao passam de aproveitadores,fisiologicos e frouxos!!!
A D DILMA foi eleita com um discurso de defesa dos intereeses nacionais,porem no governo se revela uma TRAIDORA dos proprio principios e dos outros,nao foi a toa que alguem em um comentario neste blog a classificou de uma pessoa sem bom CARATER,Haja vista suas atitudes e comportamento na defesa dos interesses da NAÇAO.Mais um engodo e enganos para aqueles que votaram NELA!!!

Responder

Messias Franca de Macedo

13 de abril de 2013 às 12h38

CONSELHOS DE QUEM ‘AMA’ A PRESIDENTE DILMA VANA ROUSSEFF! PARA A PRÓPRIA!…

Mantenha nos respectivos cargos o Paulo (Hi)Bernado do plim-plim; o tucano Zé da (In)Justiça; o ‘neocoroné’ Geddel Vieira Lima da Caixa Econômica Federal – e aliado de ACMalvadeza Neto entre outros “da sua base aliada”; todos [todos!] os cargos do ‘Eduardinho Por Agora Queridinho do PIG’ no governo federal… E por aí continue a sua benquerença, inusitada!…

… Ah! E não esqueça de perguntar à *Helena **”por que o governo da senhora libera tanta grana para o PIG?…

*Chagas, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
**Helena: Pimenta na verba dos outros…
Na tarde desta quarta-feira (10), o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) protocolou junto ao Gabinete da Liderança do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados requerimento para que a ministra Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, explique aos parlamentares petistas os critérios utilizados para o direcionamento da mídia publicitária do Governo Federal.
No documento, Pimenta solicita a realização de um seminário, em data a ser definida, sobre a “Democratização dos Meios de Comunicação no Brasil” e que, além da ministra Helena Chagas, também sejam convidados representantes de blogueiros, das rádios comunitárias, além de representante das mídias regionais do Brasil.
(…)

em http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/pimenta-para-helena-chagas-explique-a-concentracao-de-verba-para-a-midia.html

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    JOTACE

    13 de abril de 2013 às 15h30

    Seria bom também saber o que está acontecendo com a soberania brasileira lendo o penúltimo artigo do Mauro Santayana, publicado no blog do jornalista em 12.04.13 e intitulado “O Brasil, a Espanha e a LAAD”

Ana Cruzzeli

13 de abril de 2013 às 12h34

¨Observem, senhores senadores, que não estou falando que os novos portos privados competirão com os portos públicos. Digo que enfraquecerão e, no limite, quebrarão os portos públicos. Não há competição em setores da economia que se constituem, como é o caso, em monopólios naturais. Esta MP conduzirá a isso: quebradeira dos portos públicos e desnacionalização das portas de entrada e saída¨

Concordo com o Marcio Martins, isso não tem logica alguma…
Os portos privados vão existir longe dos publicos, nada além disso e o que é mais importante, em regime de concessão que no longo tem que seguir os contratos firmados. Se descumprir uma unica clausula pode perder a concessão.
O estado brasileiro não tem estrutura para tamanha envergadura de projeto tão ambicioso como escoar uma produção que já vem crescendo além do esperado.
Um porto privado vive do lucro, se não houver circulação de mercadoria ele entrega a concessão de maneira fácil e tem mais, o Brasil é um dos poucos paises de frente para Europa e África, esses portos não serão apenas nacionais, atenderam a produções dos paises vizinhos que também precisam escoar sua produção para o leste e vice-versa.
Gentem, temos que pensar como continente, só como nação já não dá mais.

Responder

    assalariado.

    13 de abril de 2013 às 17h35

    Ana Cruzzeli e Márcio Martins, a logística dos donos do capital vai além da logica de voces, trabalham no médio prazo. O Estado brasileiro não tem estrutura/ dinheiro para portos, educação, saúde, mas tem para pagar R$210 BI/ ano de juros, dos titulos publicos, para a burguesia rentista. Isso, sem falar que, o Estado brasileiro, via BNDS, com certeza, é quem vai financiar estas obras. Então, será que essa lógica da “falta” de dinheiro tem endereço e dono certo?

    É bom não esquecer que a burguesia capitalista atua em conluio contra o Estado, quando este lhe põe na parede, quanto aos seus lucros. Lembra daquela regra das elites, quanto as leis “naturais” do capital. Sim, eu sei, temos que pensar globalizado, tudo bem! Mas não precisa ficar de quatro para o capital, que de forma cruzada, atua nos vários segmentos da economia. Digo isso, porque lembrei de um artigo do Rodrigo Vianna que falava do (BV) Bonus de Volume, assim como nas comunicações, nos portos há. Digo, os armadores (donos dos navios), fazem acordo direto com porto privado (paga adiantado para deixar o ‘negócio’ amarrado, entenderam?) para quebrar o porto estatal, como disse o Requião, assim como a empresa de propaganda faz acordo direto com a Globo, e assim vai, …

    Ah, sim! Algumas perguntinhas: Por que você sempre toma a frente, para defender o PT e esse governo? Seja sincera, você ocupa algum cargo comissionado e/ ou é, funcionária do partido?

    Abraços.

    JOTACE

    13 de abril de 2013 às 19h20

    Caro Assalariado,

    Parabéns por tão correto e brilhante comentário. A Ana Cruzzeli, que habitualmente comete esses “equívocos”, bem que poderia se identificar mais com os problemas brasileiros que ela parece ignorar e que estão a se agravar com as medidas entreguistas do atual (des)governo. O senador REQUIÃO proferiu na realidade uma aula magistral sobre a magna questão dos portos brasileiros e a defesa dos interesses nacionais ameaçados pela burguesia capitalista.

Messias Franca de Macedo

13 de abril de 2013 às 11h41

A ALTA DOS JUROS A QUEM INTERESSAT POSSA!…

#####################

… O Brasil paga 900 bilhões de juros aos agiotas internacionais, contra 71,7 bilhões investidos na Educação, a disparidade é grande; um aumento de 1% nos juros significa 90 bilhões no bolso das elites genocidas internacionais. é isso que a nossa mídia conservadora defende. se o Brasil suspendesse o pagamento desses juros e investisse esse dinheiro em Educação, Saúde, Moradia, Empregos e ,lógico,na regulamentação dessa mídia traidora golpista, encontraria o caminho do desenvolvimento.

Por Emilio Kelvin – comentário postado em
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2013/04/a-natureza-da-crise-economica.html

Repúlica de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Messias Franca de Macedo

13 de abril de 2013 às 11h34

… AINDA SOBRE AS CANALHICES DA GLOBO, VEJA &$ DO RESTANTE DO PIG!

#################

AINDA SOBRE TOMATE$ A$$A$$INO$ II (SIC)

##############

TERRORISTA, VEJA PRODUZ SEU SEGUNDO CASO BOIMATE

Em 1984, o jovem repórter Eurípedes Alcântara caiu numa pegadinha de primeiro de abril e acreditou numa reportagem de uma revista científica sobre o cruzamento genético entre o boi e o tomate; o caso “boimate”, levado às páginas de Veja, se consagrou como a maior “barriga” jornalística de todos os tempos, mas não impediu que Eurípedes se tornasse diretor de redação da revista da Abril; nesta semana, Veja diz que a presidente Dilma “pisou no tomate” e que o alimento virou piada nacional; tabelinha entre Abril e Globo é mais um momento baixo do jornalismo brasileiro, em sua campanha para disseminar terrorismo, pedir juros altos e combater o PT

(…)
Na reportagem, Veja mal disfarça seu lobby pelos juros altos. “Com a inflação não tem conversa. Ela só entende uma coisa: aumento dos juros, corte de gastos do governo e aperto no crédito – todas medidas impopulares”. No seu Boimate 2.0, Veja aproveita também a oportunidade para fazer um elogio rasgado em relação a Margaret Thatcher, que “cortou os gastos e elevou os juros”. Prestes a ser enterrada, Margaret Thactcher ainda hoje é um das figuras públicas mais odiadas da Inglaterra e a polícia britânica discute como conter protestos em seu funeral.
(…)
Sobre Veja, Eurípedes e seu segundo caso Boimate, nada a fazer a não ser atirar tomates na publicação. Que, aliás, já estão bem mais baratos.
FONTE: http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/98804/Terrorista-Veja-produz-seu-segundo-caso-Boimate.htm

Uma oposição pelo amor de Deus!

… República da [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL… GOLPISTA/TERRORISTA de meia-tigela, ABESTADA, ALIENADA, ALOPRADA, indecorosa, AÉTICA, traidora, despudorada, impunemente fascista, histriônica, MENTEcapta, néscia, antinacionalista, corrupta… ‘O cheiro dos cavalos ao do povo!’ (“elite estúpida que despreza as próprias ignorâncias”, lembrando o enunciado lapidar do eminente escritor uruguaio Eduardo Galeano)
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

emerson57

13 de abril de 2013 às 11h19

estradas com os seus pedágios, portos e aeroportos com suas taxas e tarifas, fazem parte do custo brasil.
mais,
é aonde o estado deveria exercer a sua soberania.
o governo do pt está terceirizando porque? acaso não tem competência para gerir e governar? ou está mal assessorada? (com zés, bernardos e congêneres é o previsível)
dilma foi eleita contra a privatização, concessão ou doação e dessa forma deveria governar.
dinheiro não falta. faltasse não estaria o bndes emprestando bilhões às teles alienígenas.
(obs. no senado só temos requião e collor. o resto, petezada inclusa,não abre a boca com do pig ou está fazendo lobby para ser convidado para a cancelada festa do fux, para fim de semana na ilha de caras ou para entrevista nas páginas amarelas da revistinha).

Responder

    JOTACE

    13 de abril de 2013 às 15h41

    É isso mesmo, Emerson57, a nossa soberania está sendo aluída diariamente pela Dilma e os apaniguados que ela escolhe para entregarem o país. Precisamos de um governo digno, e sobretudo patriótico. E que tenha a coragem de denunciar as canalhices que se passam seguindo a batuta da Veja e da Globo… REQUIÃO PARA PRESIDENTE!

J Souza

13 de abril de 2013 às 11h17

Quando a Dilma foi à Globo fritar ovos e à festa da Folha, todos nós engolimos seco, fingindo ser apenas uma atitude de boa convivência.

Agora, passados mais de dois anos, precisamos admitir que fomos traídos por ela e pelo PT.
E não adianta o PT dizer que não é governo, porque concorda e vota de acordo com o plano de governo neoliberal da Dilma.

Na área social faz um grande jogo de marketing, mas a inflação real vai corroendo os salários e a classe C vai voltando para onde veio.

Enquanto isso, os ricos vão ficando cada vez mais ricos, com redução de seus impostos, e uma provável alta nos juros à vista! Como alguém disse no Twitter: “Quando o pobre quer ganhar mais, trabalha mais. Quando o rico quer ganhar mais, pede alta nos juros!”.

E como ninguém apoiaria um Requião para candidato a presidente, para não interferir nos lucros dos poderosos que dominam Brasília, nós somos os “sem-candidato” para 2014!

Responder

Eme Gomez

13 de abril de 2013 às 11h11

Quem com SERRA (pai das privatizações do desgoverno FHC)serra, com serra será cerrado. Deu para entender, PT?

Responder

Julio Silveira

13 de abril de 2013 às 10h17

O que o Requião está tentando dizer é que dentro do PMDB há melhores alternativas para se ter como parceiros que os atuais parceiros escolhidos como preferênciais pelo PT.
O Requião já está fazendo por merecer a chance de ser indicação fora da cota do partido. Mas pode ser que alguem como ele ofusque alguem com brilho artificial, desses criados pela facilidade com que aceitam troca de favores.

Responder

Francisco

13 de abril de 2013 às 09h55

Os paises europeus têm, normalmente, as seguintes forças: trabalhistas (de vários tipos), nacionalistas burgueses e conservadores cristãos preocupados com moral e anti-comunismo).

Os dois preimeiros grupos costumam ser a maioria.

O problema do Brasil é que tem os carolas (Felicianos e Bolssonaros), tem os trabalhistas (de vários matizes) e não tem nacionalistas (desconfio que nem burgueses tenha…).

Na direita o que tem é rentista e entreguista aos magotes. Na França, quem coibiria medidas desse jaez seria a direita nacionalista francesa.

Qual burguês brasileiro luta por o Brasil ser uma potencia dominante?

Responder

leia

13 de abril de 2013 às 09h14

Se correr o bicho pega, mas se ficar o bicho come. Socorrooooooooo……………………..

Responder

José Ricardo Romero

13 de abril de 2013 às 08h50

É impressionante como o governo da Dilma desandou de vez nos últimos tempos. Vai de mal a pior. Dilma está abobada. Não tinha mesmo capacidade para governar o país. Só se envolve com gente da pior espécie para ouvir os interesses maléficos. Que bom seria o Requião candidato a presidente. Votaria nele.

Responder

Moacir Moreira

13 de abril de 2013 às 08h44

Em São Paulo a privataria entregou a exploração das ferrovias para a mesma empresa que recolhe o dinheiro do pedágio no Sistema Bandeirantes-Anhanguera.

Conclusão: não se pode mais viajar para o interior de trem.

Responder

Simas Sampaio

13 de abril de 2013 às 08h24

Nosso eterno presidento Luiz Inácio Lula da Silva será incluído no Guinness Book, o livro dos recordes por três motivos:
1. ele tem origem operária, mas trouxe a desindustrialização ao país: acabou com a indústria.
2. defendia o nacionalismo, mas acabou com a Petrobras.
3. num momento de bonança externa, provocou a estagnação da economia no Brasil.
Guiness para Lula, já!!

Responder

Alemao

13 de abril de 2013 às 06h42

Chega a ser engraçado, quando o PiG apoia o governo então é claro que o governo só pode estar errado.

Responder

renato

13 de abril de 2013 às 01h21

Caso o Congresso Nacional não se esperte, caso não acorde para cumprir o seu dever de casa de representantes do povo e da Federação, esta legislatura passará a ser conhecida como a legislatura Joaquim Silvério dos Reis, devendo receber, merecidamente, o desprezo dos nossos concidadãos por este opróbrio.
Fala de Requião.
Minha fala agora: P….Q…..P…..
Acorda aí LULA, meu rei.
A anos que conheço o que Requião falou aí.
A anos, que sou contra privatização..
ou melhor…e agora a Oposição usará contra vocês.
DESNACIONALIZAÇÂO. esta será a palavra..
Todos os esforços irão por terra. Gleissi me decepcionou…

Responder

anderson

13 de abril de 2013 às 00h59

denuncia:
Mídia esconde processo contra Aécio

http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/

Por Altamiro Borges

Por três votos a zero, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu, na semana passada, que o tucano Aécio Neves continua como réu na ação civil por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual. O ex-governador é investigado pelo desvio de R$ 4,3 bilhões da área da saúde e pelo não cumprimento do piso constitucional de financiamento do sistema público de saúde entre 2003 e 2008. A mídia comercial, que adora um escândalo político, é tão seletiva que não deu qualquer destaque à decisão do TJMG.

Segundo o sítio do deputado Rogério Correia, “desde 2003, a bancada estadual do PT denuncia essa fraude e a falta de compromisso do governo de Minas com a saúde. Consequência disso é o caos instaurado no sistema público de saúde, situação que tem se agravado com a atual e grave epidemia de dengue no estado”. O ex-governador mineiro, que vive se jactando do tal “gestão de gestão”, poderá sofrer uma baita indigestão. O julgamento da ação está previsto para ocorrer ainda neste ano.

Responder

renato

13 de abril de 2013 às 00h40

Nada mais se parece a um Saquarema que um Luzia no poder! É incrível – e triste! – ouvir de petistas esta cantilena fundamentalista neoliberal!

Tá na hora de mudar. Ou melhor a ser o que era!

Responder

Fabio Passos

12 de abril de 2013 às 23h17

A canalhice absoluta da rede globo e da veja na defesa da privataria sao bem conhecidas.
O PiG e co-particepe da desgraca neoliberal que destruiu o Brasil durante a ultima decada do seculo passado.

Injustificavel o governo Dilma trair seus compromissos e insistir na privataria.

Responder

Márcio Martins

12 de abril de 2013 às 23h12

Requião ia muito bem até o ponto em que citou que os portos “concedidos” aos privados e que funcionam de maneira ilegal iriam quebrar os portos públicos! Pela lógica isto significa que eles realmente são mais eficientes que os públicos. Requião, desculpe, te admiro, mas que furada!

Responder

    Márcio Martins

    12 de abril de 2013 às 23h45

    Posso não entender de porto, mas de “lógica” eu entendo!

FrancoAtirador

12 de abril de 2013 às 22h14

.
.
EM 2007, DILMA ELOGIA “GESTÃO REVOLUCIONÁRIA”

DO PORTO DE PARANAGUÁ, NO GOVERNO REQUIÃO:

UM EXEMPLO DE EFICIÊNCIA AO GOVERNO FEDERAL

(http://www.youtube.com/watch?v=R7JZ2KrnPJk)

QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ
(Chico Buarque de Holanda)

Você era a mais bonita
das cabrochas dessa ala
Você era a favorita
onde eu era mestre-sala

Hoje a gente nem se fala,
mas a festa continua
Suas noites são de gala,
nosso samba ainda é na rua

Hoje o samba saiu, lá lalaiá,
procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece
não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece
não pode reconhecer

Quando o samba começava
você era a mais brilhante
E se a gente se cansava,
você só seguia adiante

Hoje a gente anda distante
do calor do seu gingado
Você só dá chá dançante
onde eu não sou convidado

O meu samba assim marcava
na cadência os seus passos
O meu sonho se embalava
no carinho dos seus braços

Hoje de teimoso eu passo
bem em frente ao seu portão
Pra lembrar que sobra espaço
no barraco e no cordão

Todo ano eu lhe fazia
uma cabrocha de alta classe
De dourado eu lhe vestia
pra que o povo admirasse

Eu não sei bem com certeza
por que foi que um belo dia
Quem brincava de princesa
acostumou na fantasia

Hoje eu vou sambar na pista,
você vai de galeria
Quero que você assista
na mais fina companhia

Se você sentir saudade,
por favor não dê na vista
Bate palmas com vontade,
faz de conta que é turista…

(http://letras.mus.br/chico-buarque/45166)
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    13 de abril de 2013 às 02h06

    .
    .
    Agora, cá entre nós:

    Será que Trio Roberto

    vai processar o Requião?
    .
    .

    JOTACE

    13 de abril de 2013 às 15h25

    Caro Franco,

    EXCELENTE! E REQUIÃO PARA PRESIDENTE! Um frateno abraço do, Jotace

Ronaldo Silva

12 de abril de 2013 às 22h09

Dilma está tentando destruir o legado de Lula? rss

Responder

    Alemao

    13 de abril de 2013 às 07h00

    Que legado? O Lula por acaso entregou uma infraestrutura portuária em condições decentes de operação?

    Pitagoras

    13 de abril de 2013 às 20h55

    Como todos, sucateiam para depois privatizar.

jaime

12 de abril de 2013 às 20h39

Requião sozinho tentando fazer verão. Que pena!
Imagine se não houvesse FHC, Serra e Cia pra comparar como o governo da Dilma…

Responder

Neotupi

12 de abril de 2013 às 20h09

Nesse ponto, o “estatista” Daniel Dantas está junto com o Requião.

Responder

Graça

12 de abril de 2013 às 17h42

E Requião está certo. Aqui em Pernambuco vamos perder a gestão sobre o Porto de Suape, que mais do que um Porto, é um polo industrial que precisa de um planejamento integrado. A bancada pernambucana é contra a MP. Pelo menos é o que se divulga. Eu pensava ser este o único defeito da MP mas ouvindo o senador Requião percebo que o problema não é só de Pernambuco, não podemos ser rachados de corporativos, o problema é do país como um todo. E a Gleisi não é inocente. E Dilma não pode se dar ao luxo de não ver o que é melhor para a República.

Responder

    JOTACE

    13 de abril de 2013 às 17h42

    Excelente, Graça, tua visão de brasileira, sem esquecer como eu, teu conterrâneo, a importância do polo industrial – e porto – de Suape. Ainda bem que temos um senador como REQUIÃO, apontando para o Brasil inteiro os (des)governos petistas nos quais, aliás, sempre votei mas não o farei de novo. Minhas esperanças de brasileiro são de que ele se candidate à Presidência desta nação que vai perdendo a soberania a cada dia que passa. Precisamos evitar que a Dilma com o seu séquito de entreguistas continue seu (des)governo jogando as últimas pás de terra no túmulo da nação brasileira. Não é por acaso que ela se cerca de apátridas destituídos de qualquer senso de dever para com o Brasil. REQUIÃO PARA PRESIDENTE!

Fernandes

12 de abril de 2013 às 17h39

Requião para presidente da República

Ele seria o nosso Chavez.

O Pt(medo) é uma mer…

Responder

    Gersier

    12 de abril de 2013 às 18h31

    Se candidatar e os comentaristas dos blogs sujos o apoiarem,tem muita chance de ser eleito.Precisamos de alguém com atitude que não tenha medo dos marinhos,dos frias,dos cívitas.Que não alimente com verbas públicas via publicidade essas serpentes e seus lambe botas travestidos de jornalistas e “colonistas”.

    Fabio Passos

    12 de abril de 2013 às 23h21

    Ha muitos procurando uma alternativa de esquerda nacionalista.

    JOTACE

    13 de abril de 2013 às 15h16

    É isso mesmo, Gersier! Requião representa a última esperança para o Brasil. Precisamos de um homem digno, corajoso e patriota como ele tem sempre demonstrado ser! Que aula magnífica a revelar conhecimento, capacidade administrativa, e o seu cuidado com a coisa pública! Requião, o Senador que tem a coragem de denunciar não só a canalhice da Globo e da Veja, mas também a que reina nos bastidores do governo que lutamos para que fosse eleito! REQUIAO PARA PRESIDENTE, deve ser o lema para os “que querem Pátria” no Brasil…

renato

12 de abril de 2013 às 17h29

Se fosse presidente este Requião seria, chefe da Casa Civil.

Responder

renato

12 de abril de 2013 às 17h28

Onde é que a Presidenta Dilma esta explicando suas tomadas de atitudes.
Não posso ficar falando Dela se não a ouço.
Por favor, me mostrem o canal mais adequado!
Me ajudem aí!

Responder

    Ronaldo Silva

    12 de abril de 2013 às 22h40

    Reina o silêncio no palácio de Pilatos.

    Roberto Locatelli

    13 de abril de 2013 às 13h39

    Renato, o canal atual é a TV NBR (TV do Governo Federal). Dá pra assistir na tv a cabo, tv aberta (difícil) ou pela internet: http://conteudo.ebcservicos.com.br/streaming/nbr

    É um canal, mas não é um diálogo, que é o que está faltando. Quando o PIG começa a elogiar medidas de Dilma, é o caso de ficarmos preocupados.

lando carlos

12 de abril de 2013 às 17h23

A canalhice não é da globo e nem da veja já que elas são apenas caixa de ressonância dos interesses internacionais, a canalhice é da Presidenta Dilma. É preciso reagir,o congresso não pode aceitar esse roubo ao patrimonio publico, eu acredito na boa fé do Senador Requião. O Governo e a Presidenta Dilma devem maiores explicações ao País. A quem serve esta medida provisória 595? Pelo pronunciamento do Senador Requião não é ao País! O interesse público deve nortear toda e qualquer mudança em todo e qualquer setor estrategico do País. O Governo não pode permitir que esta medida avance sem considerar os argumentos do Senador Requião, que bem se posiciona ao afirmar “nosso Governo”. O ex-Presidente Lula foi eleito porque ia fazer um governo diferente do anterior, que quebrou e queria entregar o País aos interesses do neoliberalismo. A Presidenta foi eleita para continuar o meritoso Governo de Lula na construção de um País diferente e defender a soberania do brasil num novo e melhor caminho, não é possível sair da rota a pretexto dessa fantasiosa palavra competitividade. Com a palavra a Presidenta Dilma e o Congresso Nacional.

Responder

    Mário SF Alves

    14 de abril de 2013 às 13h46

    Mais uma vez tenho de elogiar seu comentário. Tecnicamente perfeito. Se ser radical é ir até a raiz, então que seja. Seu comentário é mais um entre tantos outros radicalmente perfeitos. É o imprescindível referencial teórico da esquerda.

    A propósito, e indo à raiz, às origens, em momento da história do homem teve início a luta de classes? Ou ainda, em que momento teve início a exploração do homem pelo homem?

    ________________________________
    Penso que tais respostas ajudariam bastante na estruturação de pensamentos libertários, livres de ideologias. Talvez a arma mais poderosa contra as viocissitudes, malandragens antirepublicanas e arrogância do poder constituído/ordem estabelecida.

Masan

12 de abril de 2013 às 17h08

Perfeito, Requião!!! Dilma continua sendo mal assessorada!

Responder

    Vlad

    12 de abril de 2013 às 22h36

    Exato.
    A culpa é dos assessores e do PIG.
    Ela é uma vítima.
    Tipo uma di menor.

H. Back™

12 de abril de 2013 às 16h56

Caramba! Pensei que eu estava sozinho, quando pensava que o PT, nos últimos tempos, começou a seguir justamente aquilo que combatia: o neoliberalismo do PSDB.

Responder

    FrancoAtirador

    12 de abril de 2013 às 23h08

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