VIOMUNDO

Diário da Resistência


Denúncias

Paulo Moreira Leite: Prêmio de até R$ 20 mi a Youssef escancara Lava Jato e Moro


25/01/2015 - 20h06

moro-e youssef

Operação Escancarada

 Taxa de sucesso que pode chegar a R$ 20 milhões a delator da Lava Jato só reforça convicção de que Sérgio Moro quer condenações a qualquer preço — literalmente

por Paulo Moreira Leite, em seu blog, sugestão de Pedro Velho

Poucas notícias sobre a Operação Lava Jato causaram tanta indignação nos meios jurídicos como a revelação de que delator Alberto Yousseff pode voltar para casa com um prêmio de 2% sobre cada centavo que ajudar a localizar em contas secretas no exterior. Isso quer dizer que, se trabalhar direito, Yousseff pode embolsar até R$ 20 milhões, quantia espantosa para um cidadão que, pela letra fria da lei, poderia acumular penas de até 200 anos.

“Agora escancarou”, reage Antonio Claudio Mariz de Oliveira, que defende Eduardo Leite, executivo de uma empreiteira.

“É repulsivo,” afirma Nélio Machado, advogado do acusado Fernando Santana.

Para Claudio José Lagroiva Pereira, professor de Direito Processual Penal na PUC paulista, instituição da qual foi vice-reitor, a decisão envolve uma medida absurda: “como é que o Estado brasileiro vai tirar uma porcentagem de um dinheiro que deve ser devolvido ao povo brasileiro, pois é fruto da corrupção, para entregar a um bandido?”

Num país onde esse tipo de recompensa não é previsto pela legislação — não consta sequer das regras que definem a delação premiada –, o acordo reforça a visão de que o juiz Sérgio Moro está empenhado em obter condenações fortes a qualquer preço — literalmente. A tradição jurídica brasileira admite várias concessões a um acusado capaz de auxiliar no andamento de um processo. Mas são acordos que envolvem redução de pena, suspensão de acusações consideradas pouco consistentes e assim por diante. Nem advogados nem autoridades ligadas ao mundo da Justiça já tinham ouvido falar de um caso semelhante. Para um delegado ouvido pelo 247, e que já participou de várias investigações semelhantes, “pode ser aceitável permitir que um condenando fique de posse de bens que ele pode demonstrar que adquiriu honestamente. E só.”

O curioso é que há uma década o mesmo Sergio Moro acertou com o mesmo Yousseff um acordo de delação premiada, que permitiu ao doleiro safar-se das principais acusações, entregando pouco mais de 60 concorrentes no comercio ilegal divisas — inclusive Toninho da Barcelona, o maior doleiro paulista na época — e cumprir uma pena relativamente leve. Uma das cláusulas dos acordos de delação é óbvio: os beneficiados assumem o compromisso de não retornar às atividades ilegais. Embora não tenha cumprido sua parte do pacto, o que deveria ser um agravante em seu caso, dificultando até um novo acordo acordo de delação, em 2014 Yousseff conseguiu um segundo pacto, tão generoso que lhe permite até cobrar comissão por serviços prestados.

“Estamos no mundo dos caçadores de recompensa,” afirma o professor Claudio Lagroiva, apontando para um crescimento da influência da escola utilitária da Justiça norte-americana no interior do Judiciário brasileiro. Não é uma novidade que caiu do céu, já que, através de acordos bilaterais de cooperação, mantidos pelo Departamento de Estado, muitas idéias jurídicas dos EUA ganharam curso no país em anos recentes, competindo com as escolas europeias que formaram boa parte de nossos juristas.

No debate jurídico, o termo “utilitarismo” ajuda a designar práticas destinadas a obter provas condenatórias de qualquer maneira, ainda que seja possível ferir princípios maiores do Direito. Depois dos escândalos financeiros dos anos 1990, os EUA se tornaram a pátria da delação premiada, que permitiu ao chefe de uma quadrilha, que manipulava informações privilegiadas acumular fortunas na Bolsa, salvar o pescoço em troca da delação de sócios e parceiros.

Para falar num caso extremo: durante o governo George W. Bush, a Casa Branca assinou um decreto que autorizava os interrogatórios por afogamento de prisioneiros de guerra — o utilitarismo era dizer que essa forma de violência não constituía tortura. O decreto foi revogado por Barack Obama mas ainda hoje, em determinados estados, policiais acusados de torturar prisioneiros podem até ser processados e cumprir penas — mas as provas obtidas pela tortura não são anuladas, o que implica numa forma de respaldo.

O emprego das prolongadas prisões preventivas por parte de Sérgio Moro não é definida como tortura — é uma medida prevista em lei e os prisioneiros têm sua integridade física preservada. Mas o regime é de uma dureza peculiar, como descreve o advogado Nélio Machado, num habeas corpus em que pede a soltura de seu cliente, detido, como a maioria, sem provas. O acesso de familiares de cidadãos encarcerados nas celas da Polícia Federal no Paraná, que são simples acusados, é mais restrito até do que nas penitenciárias que guardam condenados com pena transitada em julgado. O contato com advogados é mais restrito. O que se busca é uma prova que guarda uma semelhança essencial com a tortura, mesmo que não seja obtida com choques elétricos — uma confissão involuntária.

O utilitarismo é político, também. Como as investigações da Lava Jato interessam aos adversários do governo Lula-Dilma, fecha-se os olhos a um abuso. Imagine se o mesmo regime fosse empregado para se obter confissões dos envolvidos no esquema do metrô do PSDB paulista. Recorde-se a pronta resposta do Supremo Tribunal Federal quando ocorreram as prisões dos acusados na Operação Satiagraha.

Para além do necessário debate jurídico, há uma questão política. Quem lê um texto de Sérgio Moro escrito em 2004, “Considerações sobre a Operação Manni Puliti,” constata que a Operação Lava Jato estava pronta antes mesmo de aparecer a primeira denúncia sobre a Petrobras. Moro já falava na necessidade de “deslegitimar” o sistema político — processo em curso quando parlamentares e ministros são colocados contra a parede por vazamentos cuja origem ninguém assume, cujo conteúdo integral ninguém conhece.

Durante uma década a Lava Jato foi uma ideia em busca de uma oportunidade, escrevi neste espaço, em 16 de janeiro. Num país onde os principais meios de comunicação são adversários assumidos do governo federal, não foi difícil obter adesão a suas ações, indispensável para dar sustentação a uma operação dirigida contra o núcleo do sistema representativo e da soberania popular.

No pedido de habeas corpus, Nélio Machado afirma: “impõe-se que o magistrado do Paraná, o quanto antes, se dê por impedido ou se declare suspeito, pelo inescondível apaixonamento que revela pela causa, que parece ser, em boa verdade, a sua causa, que talvez possa chamá-la de ‘minha, ‘minha causa,’ou quem sabe ‘minha luta,’tarefa incompatível com a judicatura, que há de ser impessoal.”

 Leia também:

Fernando Brito: O crime compensa para doleiro. E com o aval do Judiciário





23 comentários

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Pedro Velho

28 de janeiro de 2015 às 07h48

Fora de Pauta

A Globo não ataca o Governo, ataca o Estado nacional, por J.Carlos de Assis
José Carlos de Assis
qua, 28/01/2015 – 07:33
Atualizado em 28/01/2015 – 07:35
J. Carlos de Assis
Publicado no Blog do Nassif.

Globo não ataca o Governo, ataca o Estado nacional

J. Carlos de Assis*

O noticiário da Globo é tendencioso. Ninguém que seja medianamente informado pensará diferente. Entretanto, não sei se as vítimas desse noticiário perceberam que no afã de denegrir o Governo, o que está perfeitamente dentro de suas prerrogativas de imprensa livre, a Tevê Globo, sobretudo nas pessoas dos comentaristas William Wack e Carlos Sardenberg, passaram a atacar o Estado brasileiro, o que sugere crime de lesa-pátria.

O Jornal da Globo de ontem, terça-feira, ultrapassou todos os limites da manipulação no sentido de execrar com a Petrobras através de uma análise distorcida de fatos e estatísticas. Os dois comentaristas tomaram por base valor de mercado, comparando-o com dívidas, para sugerir que a empresa está quebrada. É puro charlatanismo, economia de botequim, violação das mais elementares regras de jornalismo sério.

Valor de mercado não mede valor de empresa; é simplesmente um indicador de solvência de ações num dia no ambiente ultra-especulativo de bolsas de valores. O que mede o valor real de uma empresa é seu patrimônio comparado com seu endividamento. As dívidas que a Petrobras contraiu para suas atividades produtivas, notadamente do pré-sal, são muitíssimo inferiores a seu patrimônio, no qual se incluem bilhões de barris medidos de óleo do pré-sal.

Evidentemente que os dois comentaristas da Globo torcem para que o petróleo fique por tempo indefinido abaixo dos 45 dólares para inviabilizar o pré-sal brasileiro. Esqueçam isso. É uma idiotice imaginar que a baixa do petróleo durará eternamente: a própria imprensa norte-americana deu conta de que os poços em desenvolvimento do óleo e do gás de xisto, os vilões dos preços baixos, tem um tempo de vida muito inferior ao que se pensava antes.

É claro que o preço baixo do petróleo tem um forte componente geopolítico a fim de debilitar, de uma tacada, a economia russa, a economia venezuelana e a economia iraniana – e muito especialmente a primeira. Mas o fato é que atinge também empresas americanas que entraram de cabeça no xisto, assim como países “aliados” que produzem petróleo. No caso do pré-sal, ele só se tornaria inviável no mercado internacional com o barril abaixo de 45 dólares.

Os ataques dos dois comentaristas da Globo à Petrobras têm endereço certo: é parte de uma campanha contra o modelo de partilha de produção do pré-sal sob controle único da Petrobras, contra a política de conteúdo nacional nas encomendas da empresa e contra a contratação das grandes construtoras brasileiras para os serviços de construção de plataformas e outras obras civis, principalmente de refinarias.

Esses três pontos foram assinalados no discurso de Dilma como inegociáveis. É uma decisão de Estado, não apenas de Governo. Sintomaticamente, os dois comentaristas da Globo sequer mencionaram esses pontos. Preferiram dar destaque maior ao noticiário pingado da Lava Jato, que, cá pra nós, já está ficando chato na medida em que não tem nada realmente novo, mas simples repetição à exaustão de denúncias anteriores.

P.S. Talvez os dois comentaristas teriam maior simpatia pela Petrobras se parassem para dar uma olhada nos anúncios televisivos sobre a performance vitoriosa da empresa, e que ela está pagando para serem exibidos na Globo, para mim de forma absurda e injustificável.

J. Carlos de Assis – Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB.

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roberto

27 de janeiro de 2015 às 18h17

A situação do Moro é tão deprimente e bizarra, que já tem gente até aqui, defendendo um doleiro condenado, chamando o cara de senhor.
Devem gostar de traficante,sequestrador e pedófilo também.

Responder

José C. Filho

27 de janeiro de 2015 às 17h36

Agora estou em dúvida; a capital do Brasil é Brasilia ou Curitiba? O juiz Moro tem mais poderes que o Zé da justiça e o STF juntos? A digníssima esposa do juiz foi ou ainda é assessora dos tucanos paranaenses? Estou confuso, me expliquem por favor.

Responder

nicole

26 de janeiro de 2015 às 15h55

Esse artigo é absurdo, mentiroso e tendencioso! Fico abismada em ler tamanho absurdo. O suposto jornalista (não sei se o autor é jornalista, nem quanto recebeu para escrever essa patuscada) sequer pesquisou os termos do acordo de delação premiada.
Para a informação dos leitores, compartilho o site de uma amiga séria que descreve os termos do acordo do sr. Youssef:

http://janiceascari.blogspot.com.br/2015/01/lavajatopetrobras-o-acordo-com-alberto.html

Dizer que há caçador de recompensar, etc etc, não passa de argumentos mentirosos – chego a duvidar até mesmo das citações do Mariz de Oliveira e do Nelio Machado.

Ou seja, esse artigo é mentiroso do início ao fim! Aos que desejarem a verdade, sugiro que procurem os termos da delação do Youssef em locais confiáveis (site do MPF, po exemplo). Aos que desejarem apenas fazer panfletagem e propaganda, fica a ficção do reporter paulo moreira leite.

Responder

    Conceição Lemes

    26 de janeiro de 2015 às 17h24

    Nicole, o Paulo Moreira Leite é um jornalista sério. Fale com ele. sds

    Nelson

    27 de janeiro de 2015 às 15h54

    Minha cara Nicole

    Eu ainda fico com o Paulo Moreira Leite que, pelo que sei é um jornalista de princípios.

    De outra parte, sabendo-se que o Sr Youssef já foi beneficiado com a delação premiada anos atrás e que voltou a delinquir, eu vejo como muito suspeita toda essa atenção que é dada aos seus depoimentos; divulga-se como se tudo o que ele diz espelhasse estritamente a verdade.

    Se da primeira vez, suas denúncias, “dedurações”, já tinham, a bem da justiça, que ser investigadas a fundo, maior cuidado elas merecem agora quando ele é reincidente na deliquência.

FrancoAtirador

26 de janeiro de 2015 às 13h02

.
.
E o MPF, com a Cara de Pau Envernizada,

vem dizer que não há Prêmio em Dinheiro,

‘apenas’ Isenção da Multa “Pecuniária” [!?!]
.
.
25/01/2015 15:40
Congresso em Foco

De acordo com a força-tarefa da Lava Jato,
delação premiada estabelece um abatimento
ao valor de um dos imóveis apreendidos na operação.

Quantia será destinada às filhas do doleiro.

Nota do MPF:

“O acordo prevê o abatimento do valor da multa

na proporção de 2% dos valores e bens [!!!]

que o acusado auxiliar a localizar.

O abatimento será limitado ao valor [!!!] de um de seus imóveis,

que será avaliado/leiloado ao final da colaboração.

O valor apurado será abatido do valor do imóvel, e não retornará [SIC] a Youssef,
mas será entregue em proporções iguais para suas filhas [!!!].”

(http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/mpf-acordo-com-youssef-nao-preve-recompensa)
(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/205298-taxa-de-sucesso.shtml)

Responder

Walter Jose

26 de janeiro de 2015 às 12h01

Leia a íntegra da NOTA À IMPRENSA do MPF:

Em esclarecimento a omissões significativas nas reportagens “Doleiro pode levar R$ 10 mi se ajudar a recuperar desvios da Petrobras”, publicada pelo jornal Folha de São Paulo em 24 de janeiro de 2015, e “Youssef pode recuperar até R$ 20 milhões com delação premiada” publicada pelo jornal O Globo em 24 de janeiro de 2015, a Força Tarefa Lavajato tem a esclarecer:

1.No acordo de colaboração premiada, celebrado pelo Ministério Público Federal e homologado pelo Supremo Tribunal Federal, não existe qualquer cláusula de pagamento pela União de recompensa para o acusado Alberto Youssef;

2.O acusado Alberto Youssef, pelo acordo, perde, a título de ressarcimento e multa compensatória, todos os seus bens e valores adquiridos após o ano de 2003, que são estimados em mais de R$ 50 milhões;

3.Caso haja a descoberta de novos bens ou valores sonegados pelo acusado Alberto Youssef, o acordo poderá ser rompido por descumprimento de seus termos, sem prejuízo do perdimento dos bens ou valores;

4.O acordo apenas prevê o abatimento do valor da multa, limitado ao valor de um de seus imóveis, na proporção de dois por cento dos valores e bens que o acusado vier a auxiliar com exclusividade na localização;

5.O abatimento será limitado ao valor de um de seus imóveis, que será avaliado/leiloado ao final da colaboração;

6.O valor apurado será abatido do valor do imóvel, e não retornará ao doleiro Alberto Youssef, mas será entregue em proporções iguais para suas filhas;

7.Os valores mencionados em ambas as reportagens, portanto, além de inconsistentes entre si, não possuem qualquer fundamento nas cláusulas do acordo de colaboração;

8.Esse tipo de acordo é absolutamente legal, pois não se trata de ‘recompensa’, mas de determinação futura do valor da multa a ser paga, e atende o interesse público na busca do ressarcimento máximo do patrimônio do povo brasileiro;

A omissão de todos esses aspectos relevantes nas referidas reportagens, talvez fruto da não leitura dos termos do acordo, ou da sua incompreensão, poderia ter sido esclarecida com o contato do órgão de imprensa com a Força-Tarefa Lavajato.

O Ministério Público Federal reconhece o papel essencial que uma imprensa livre desempenha numa sociedade democrática em transmitir informações corretas à população. Assim, esse esclarecimento se faz necessário para que a população tome conhecimento da integralidade dos fatos – como eles realmente se deram, como prova uma leitura atenta do acordo de colaboração – e saiba que o esforço do Ministério Público Federal é o de maximizar o interesse público na condenação de todos os envolvidos e no ressarcimento de todos os prejuízos.

Responder

Nelson Sales e Silva.

26 de janeiro de 2015 às 11h50

Voces não intenderam: É duro de se aguentar. Mesmo assim É sempre ele a cuidar dessas causas.Arre égua.

Responder

Lukas

26 de janeiro de 2015 às 10h30

O Modus Operandi é conhecido e Joaquim Barbosa sofreu com ele. Não podendo inocentar os culpados, não sendo possível desqualificar as provas, parte-se para atacar o juiz.

Costuma dar certo com a claque.

Responder

Morvan

26 de janeiro de 2015 às 10h21

Boa tarde.

Carissimi del VOM:
A vantagem do sr. Moro é que ele não precisa ser deslegitimado. É um energúmeno à cata de veleidades e de reconhecimento — na matriz.
Agora, pensar que só um documento onde expõe sua estratégia golpista não seria nada sem a eminência parda que lhe parece servir de esteio golpista.
Ou o Estado brasileiro reforma o judiciário (caixa intencional) ou viveremos eternamente o feitiço do tempo a la Honduras, onde a vida não é mole. Este judiciário trincado, viciado desde o seu conluio, à época do golpe militar, já deu sobejas demonstrações de golpismo, afora a própria visão elitista | golpista do direito (caixa baixa, também) brasileiro. Ou reforma-se este bumba meu boi ou a respública do Paraná nos assolará para sempre.
Parabéns ao PML. Sempre reto. Intimorato e grande brasileiro.

Saudações bolivarianas; {♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥}; “E No Paraná, Ainda Há Juízes, Ou Só Moros?“,
Morvan, Usuário GNU-Linux #433640. Seja Legal; seja Livre. Use GNU-Linux.

Responder

Abelardo

26 de janeiro de 2015 às 10h17

Todo o corpo jurídico, que forma a equipe de Moro deveria ser enquadrada criminalmente pelo fato de fazer descarada apologia ao crime, mesmo que esta seja de forma indireta. Sugiro que o VIOMUNDO crie um link com um abaixo assinado, para que brasileiros e brasileiras assinem e mostrem a esse juiz o que a população pensa a respeito desse leviano e imoral acordo. Esse absurdo, escarnioso, debochado e inacreditável tratamento VIP nos permite o direito de imaginarmos haver algum outro acordo mais íntimo, entre o bandido e os juízes, do tipo: entrega primeiro aqueles que nos interessam fazer de caça e os demais (do lado oposto ao primeiro), deixa pra último, sem esquecer de descontar o máximo que puder sobre a participação deles. Justiça, judiciário e juiz, que fim triste e deprimente.

Responder

Julio Silveira

26 de janeiro de 2015 às 08h44

Fala sério, esse juiz não é excessão, o Brasil constroi cidadãos em profusão como este, completamente desfocados de conceitos e principios basicos para se construir uma sociedade justa, gente que faz do vale tudo para alcançar seus objetivos um sistema de vida. A diferença desses, para esse, é que esse se apropria do estado para fazer valer sua pretensão. Mas que não são raros não são.

Responder

fernando oliveira

25 de janeiro de 2015 às 22h03

Ou o crime organizado subiu muito de status ou o poder judiciário desceu esgoto abaixo. Sou mais a segunda alternativa. Olhaí o exemplo que veio de cima, do jb, frutificando.

Responder

Pedro Velho

25 de janeiro de 2015 às 22h02

Youssef: A história do doleiro que a mídia não contou

http://www.ocafezinho.com/2014/10/27/a-historia-do-doleiro-que-a-midia-nao-contou/

A história do doleiro que a mídia não contou
Por Miguel do Rosário, postado em outubro 27th, 2014 | 56 comentários

doleiro1

A mídia escondeu a verdeira história do doleiro.

Alberto Youssef foi condenado em 2004, pelo mesmo juiz Sergio Moro, do Paraná, por corrupção.

Segundo a Ação Penal movida contra Youssef, ele obteve um empréstimo de US$ 1,5 milhão, em 1998, numa agência do Banestado, banco público do Paraná, nas Ilhas Cayman.

No processo de delação premiada da época, Youssef confessou que internou o dinheiro no Brasil de forma ilegal, ao invés de fazê-lo via Banco Central.

Mas negou que tenha pago propina a um executivo do Banestado. Segundo o doleiro, a condição imposta para o Banestado liberar o dinheiro para sua empresa, a Jabur Toyopar, era fazer uma doação para a campanha de Jaime Lerner, do então PFL (hoje DEM), aliado do PSDB, para o governo do Paraná.

Doação “não-contabilizada”. Caixa 2.

A mídia nunca deu destaque a essa informação.

Alberto Youssef operava para tucanos e demos do Paraná desde a primeira eleição de Jaime Lerner, em 1994. Assim como operou também para FHC e Serra em 1994 e 1998.

O Banestado, um dos bancos mais sólidos do sistema financeiro do país, foi saqueado pelos tucanos na década de 90. Após devastarem as finanças da instituição, o PSDB, que governava o país, iniciou um processo de privatização cheio de fraudes.

O Banestado foi então vendido para o Itaú, pela bagatela de R$ 1,6 bilhão.

Existem acusações de que a privatização do Banestado gerou prejuízo de R$ 42 bilhões aos cofres públicos.

Mas tucanos podem tudo.

Depois de tanta roubalheira, o único condenado foi o mordomo, o doleiro Alberto Youssef, um homem de origem simples que ficou milionário operando para a elite tucana.

Mas a elite tucana é magnânima, e o juiz Sérgio Moro absolve o doleiro após um ridículo acordo de delação premiada, que não resultou em nada.

Este é o Sérgio Moro que a mídia chama de “duro”.

Em agosto deste ano, Youssef é preso outra vez e Moro cancela o acordo anterior de delação premiada do doleiro.

O juiz e a elite tucana tinham outros planos para o doleiro. Ele poderia ser útil numa operação midiática para derrotar Dilma nas eleições de 2014.

O advogado do doleiro, Antônio Augusto Figueiredo Basto, tem profundas conexões com o PSDB. Foi membro do conselho da Sanepar, estatal paranaese que cuida do saneamento do estado, e foi também advogado de doleiros tucanos envolvidos no trensalão.

Os escândalos de corrupção no PSDB paranaense envolvem mais nomes. Em 2001, a Procuradoria de Maringá acusou o prefeito tucano Jairo Gioanoto de desvios superiores a R$ 100 milhões, feitos durante o período de 1997 a 2000. Em valores atualizados, esse montante aproxima-se de R$ 1 bilhão.

E quem aparece nesse escândalo, mais uma vez?

Ele mesmo: Alberto Youssef.

Trecho de matéria publicada na Folha, em 4 de março de 2001:

“Um dos nomes sob investigação, o ex-secretário da Fazenda de Maringá, Luís Antônio Paolicchi, apontado como pivô do esquema de corrupção, afirmou, em depoimento à Justiça, que as campanhas de políticos do Paraná, como o governador Jaime Lerner (PFL) e o senador Álvaro Dias (PSDB), foram beneficiadas com dinheiro desviado dos cofres públicos, em operações que teriam sido comandadas pelo ex-prefeito Gianoto.

A campanha em questão foi a de 1998. “A pessoa que coordenava (o comitê de Lerner em Maringá) era o senhor João Carvalho (Pinto, atual chefe do Núcleo Regional da Secretaria Estadual de Agricultura), que sempre vinha ao meu gabinete e pegava recursos, em dinheiro”, afirmou Paolicchi, que não revelou quanto teria destinado à campanha do governador -o qual não saberia diretamente do esquema, segundo ele.

Quanto a Dias, o ex-secretário disse que Gianoto determinou o pagamento, “com recursos da prefeitura”, do fretamento de um jatinho do doleiro Alberto Youssef, que teria sido usado pelo senador durante a campanha.

“O prefeito (Gianoto) chamou o Alberto Youssef e pediu para deixar um avião à disposição do senador. E depois, quando acabou a campanha, eu até levei um susto quando veio a conta para pagar. (…) Eu me lembro que paguei, pelo táxi aéreo, duzentos e tantos mil reais na época”, afirmou.”

Todas as histórias que envolvem o doleiro Alberto Youssef e seus advogados desembocam em escândalos tucanos: Banestado, caixa 2 de campanhas demotucanas na década de 90, desvios em Maringá, trensalão.

Todavia, na última hora, os tucanos e a mídia levaram um susto.

Houve uma fissura na conspirata para prejudicar Dilma, quando apareceu um dos “testas de ferro” do doleiro, o senhor Leonardo Meirelles.

Em depoimento à Justiça, Meirelles acusou Youssef de operar para o PSDB, e de ter como “padrinho” um político de oposição do estado do Paraná, praticando nomeando Álvaro Dias (e confirmando o depoimento do secretário da fazenda de Maringá, citado acima).

Assim que a informação do testa de ferro de Youssef veio à tôna, o advogado do doleiro, Antônio Augusto Figueiredo Basto, iniciou uma operação midiática desesperada para negar que seu cliente tivesse operado para o PSDB. A mídia seguiu-lhe os passos, tentando neutralizar uma informação que poderia atrapalhar os planos de usar o doleiro para derrotar Dilma.

Em segundos, todos os jornais deram um destaque desmedido à “negativa” de Youssef de ter operado para o PSDB.

Só que não tem sentido.

A própria defesa do doleiro, em suas argumentações contra a condenação imposta por Sérgio Moro, pela Ação Penal de 2004, extinta e retomada agora, diz que os US$ 1,5 milhão que ele internou no país em 1998 foram destinados à campanha de Jaime Lerner, candidato demotucano ao governo do Paraná.

Como assim ele não operou para o PSDB?

Youssef operou a vida inteira para o PSDB! Era a sua especialidade!

Tentar pregar uma estrelinha do PT no peito do doleiro não vai colar.

Alberto Youssef é um produto 100% tucano.

Responder

    Walter Jose

    26 de janeiro de 2015 às 12h03

    E agora opera para o PT….
    Que coisa hein ?

    Nelson

    27 de janeiro de 2015 às 16h29

    “Agora opera com o PT” e quer f… com o Partido dos Trabalhadores.

    Como tu explica essa José?

    destruidor

    27 de janeiro de 2015 às 19h23

    Não opera para o pt. Até agora não tem nada contra o pt, e sim com a Petrobrás. Tinha contra Andre Vargas, que viajou no jatinho do Youssef, mais o senador Alvaro Dias também viajou. Sem falar que uma empresa de Youssef fez contrato com ministério da saúde, quando o ministro era o Serra, e o pig falou que era o Padilha. O que têm é contra o PP, que nomeou o Paulo Roberto da Costa. E por falar nisso ele operou para Ricardo Sergio de Oliveira, tucano que foi tesoureiro do FHC e Serra. Sem falar que o Banestado foi o maior esquema de corrupção do Brasil. Que foi planejado pelo Ricardo Sergio de Oliveira e Daniel Dantas. Um foi tesoureiro do FHC e do Serra e outra se beneficiou das privatarias da época do FHC, que foi o segundo maior escândalo de corrupção do Brasil. Engraçado na época do psdb do poder não tinha nenhuma operação agora no governo do PT, várias operações. Tucano não têm memória.

José Carlos Vieira Filho

25 de janeiro de 2015 às 21h21

A situação criada por esse cavalo de tróia do império (é só olhar seu currículo e suas relações com o Departamento de Estado) é semelhante à situação da Cristina Kirchner com o caso da Amia. Ver: http://vineyardsaker.blogspot.com.br/2015/01/false-flags-and-how-to-start-colour.html
O comentário sobre o judiciário argentino pode ser aplicado ao nosso.

Responder

    Nelson

    27 de janeiro de 2015 às 16h16

    A morte de Nisman parece ser uma jogada com a qual os governos dos EUA e de Israel pretendem “matar vários coelhos de uma cajadada só”.

    1 – Detonar com a possibilidade de La Kirchner fazer seu sucessor e, assim, recolocar o país “nos trilhos” ou seja, totalmente de joelhos e obediente perante os Estados Unidos;

    2 – Apagar as pistas que apontam como verdadeiros autores dos atentados em Buenos Aires, a CIA e o Mossad, ou pelo menos postergar ad eternum a divulgação das conclusões finais sobre a autoria dos mesmos. Veja o artigo “LA JUSTICIA ARGENTINA DESCARTA LA PISTA ISLÁMICA-Washington pretende rescribir la historia de los atentados de Buenos Aires”, de Thierry Meyssan, em http://www.voltairenet.org/article142151.html;

    3 – Ao seguir imputando ao Iran a autoria dos atentados, abrir espaço para apertar ainda mais o torniquete sobre o país na tentativa de provocar uma mudança de regime e, como na Argentina, colocar lá um governo servil ao império estadunidense.

    4 – Jogar mais “água no moinho” da tese que aponta os muçulmanos como terroristas de nascença e incorrigíveis, espalhando ainda mais a islamofobia pelo mundo afora.

    Nelson

    27 de janeiro de 2015 às 16h27

    O editor do jornal La Jornada (México), Guillermo Almeyra, afirma em entrevista, http://www.rebelion.org/noticia.php?id=194786, que “a morte de Nisman forma parte de um processo mundial”. Conforme Almeyra:

    “No se puede separar el caso del fiscal Nisman de lo que pasó en París con la masacre de Charlie Hebdo y todo el plan que está detrás de eso. Si en el caso de Charlie Hebdo había cosas rarísimas, en primer lugar los terroristas que iban con sus documentos a realizar un atentado, cuando uno de esos documentos decía que había estado 3 años preso y el otro estaba siendo buscado. Además, se olvidaron los documentos. Cosas rarísimas que no se pueden separar de esto.”

    “Nisman fue llamado por alguien, suspendió sus vacaciones, dejó a su hija en el aeropuerto de Barajas y se vino como si hubiera un incendio, que le dijo que tenía que presentarse urgentemente en plenas vacaciones judiciales y paralelamente en medio de un gran escándalo, porque la prensa ya estaba hablando de que el Canciller no había participado en el repudio a los atentados en París.”

    “Nisman era un hombre, como él mismo confesó, ligado a la Embajada Norteamericana y al Mosaad indirectamente, además manipulado por un sector de los servicios de inteligencia”

FrancoAtirador

25 de janeiro de 2015 às 20h37

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A BAIXEZA DE UM MEGALOMANÍACO

Esse juiz, além de desmoralizar o Poder Judiciário Brasileiro,

afronta o Estado de Direito e enxovalha o Brasil perante o Mundo.
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Responder

Giordano

25 de janeiro de 2015 às 20h35

fdp

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