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Diário da Resistência


Seringueiro diz que florestas públicas foram privatizadas por 70 anos
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Seringueiro diz que florestas públicas foram privatizadas por 70 anos


13/09/2014 - 21h22

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Osmarino Amâncio, na área em que vive na Reserva Extrativista Chico Mendes, no interior do Acre

por Luiz Carlos Azenha

Osmarino Amâncio não é tão conhecido quanto Chico Mendes. Mas, se há alguém que manteve seu contato com a floresta desde o assassinato do companheiro de lutas, em dezembro de 1988, em Xapuri, no Acre, foi ele. Ainda hoje Osmarino ocupa uma casa de madeira, coberta com palha, no interior de uma reserva extrativista criada como resultado da luta travada por toda uma geração de acreanos. A casa não tem energia elétrica, nem água corrente. O celular não pega. É num lugar de difícil acesso, na região de Brasileia.

Osmarino ganhou uma certa visibilidade recentemente. Estávamos jantando em um restaurante, na cidade, quando a imagem dele apareceu na propaganda eleitoral do PSTU, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, em apoio a Zé Maria, candidato do partido ao Planalto. O seringueiro do século 21 viaja constantemente para participar de debates e palestras sobre a Amazônia, dentro e fora do Brasil.

Osmarino passou toda a sua vida na floresta. Conta que sobrevive com uma renda anual de 15 mil reais. A maior parte vem da coleta de castanhas e da produção de borracha, que acontecem em épocas distintas do ano.

Ele vive sozinho. O vizinho mais próximo está a uma hora e meia de caminhada. Para caçar e se defender, tem um espingarda comum e uma calibre 12.

Quando nos guiou pelo entorno de sua casa, Osmarino mostrou o roçado onde cultiva frutas, feijão e milho. Reconhece todas as árvores e os cantos dos pássaros. Quando anoitece, lê sob a luz de um candieiro ou ouve rádio. Enfrenta o mal de Chagas com receitas locais (uma amiga prometeu tratá-lo com um extrato que exige a captura de dois jabutis, um macho e uma fêmea), mas recentemente esteve em São Paulo para fazer exames e tentar conter o que define como “inchaço do coração”.

Como Chico Mendes e Marina Silva, Osmarino é descendente de um soldado da borracha. Nos anos 40, para cumprir um acordo fechado com Washington durante a Segunda Guerra Mundial, o Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia (Semta) despachou cerca de 50 mil homens, boa parte deles do Ceará, para extrair borracha dos seringais do Acre. Depois da guerra, os que sobreviveram continuaram por lá. Durante a ditadura militar, nos anos 70, preocupados com a possibilidade de perder a Amazônia, os militares decidiram oferecer vantagens econômicas a colonizadores saídos especialmente do Sul e Sudeste brasileiros, conhecidos até hoje genericamente no Acre como “paulistas”.

Os “paulistas” chegaram desmatando e trazendo gado. Deram de frente com os seringueiros, para eles “invisíveis”. Houve dezenas de mortes e milhares de casas queimadas, no que Osmarino define como uma guerra de baixa intensidade. Foi em reação à invasão dos ruralistas que surgiram os sindicatos de Xapuri e Brasileia. Os sindicalistas de esquerda recebiam o apoio ativo de gente da cidade, especialmente de estudantes, como Marina Silva, ela mesma filha de seringueiros e à época integrante do Partido Revolucionário Comunista e abrigada no PT. Juntos, desenvolveram a tática do “empate”: cercar e expulsar os colonos trazidos pelos fazendeiros para fazer o desmatamento.

Quase 40 anos depois, os companheiros de então tomaram caminhos distintos. Wilson Sousa Pinheiro e Chico Mendes foram assassinados. Lula, que esteve no Acre para dar apoio a Chico Mendes, um dos fundadores do PT, mais tarde viria a ocupar o Planalto. Marina Silva, que corajosamente participou de “empates”, agora é pretendente ao mesmo cargo. Osmarino, que continuou seringueiro, ficou onde sempre esteve e se tornou crítico da política de ambos para a Amazônia, especialmente pela promessa nunca realizada de uma reforma agrária sob controle dos trabalhadores.

Osmarino diz que o Projeto de Lei 11.284, de gestão das florestas, assinado quando Marina Silva ocupava o Ministério do Meio Ambiente no governo Lula, se tornou uma herança maldita. A lei regulamentou o manejo, supostamente sustentável, de milhões de hectares de terras públicas.

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O toari vale ouro. Na Europa

Quase dez anos depois, quais são as consequências? Segundo Osmarino, as madeireiras se fortaleceram na região e aumentaram sua participação no financiamento de campanhas políticas. Algumas lidam tanto com madeira extraída legalmente quanto ilegalmente. Ele aponta para um gigantesco toari e diz que aquela árvore, que pode render ao ocupante da terra 60 reais por metro cúbico, rende no mercado 4 mil reais às madeireiras, em tábuas. Boa parte é exportada para se transformar em móveis ou peças de madeira para construção, que valem uma fortuna, especialmente na Europa.

“Não deixa lucro para o seringueiro, não gera imposto no Brasil. É preciso agregar valor”, afirma Osmarino. Ele está se organizando com sindicalistas da região para combater a prática do manejo que, segundo ele, é rentável para as madeireiras e para as ONGs, que fazem o papel de intermediárias.

O seringueiro enxerga negócios onde muita gente só vê a tentativa de salvar o planeta. Negócios como o da “certificação” de madeira extraída para exportação. Negócios como os títulos dos créditos de carbono, que vão irrigar o sistema financeiro. Negócios como o da biopirataria de concessionários que, sob o escudo do “manejo”, controlam florestas públicas por até 70 anos.

No capítulo das ONGs, a crítica de Osmarino não é novidade. Dado o baixo nível do jornalismo brasileiro, ele até parece uma voz isolada. Não é. Giles Bolton, em Aid and Other Dirty Business, trata de aspectos pouco debatidos do onguismo. Há uma crescente literatura crítica à atuação do chamado “terceiro setor”.

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Osmarino, na seringueira

A entrevista com Osmarino me fez lembrar de viagens à África, onde apontar uma câmera em direção a uma pessoa sem se identificar pode criar graves problemas. Muitos africanos já se deram conta do golpe. ONGs supostamente destinadas a ajudá-los fotografam pessoas em situação de extrema pobreza para promover campanhas em seus países de origem, levantando recursos que, em boa parte, acabam sustentando a própria burocracia da organização. É a famosa “taxa de administração”. Quando estive em Freetown, Serra Leoa, pouco depois do fim da guerra civil, a cidade se dividia em um punhado de pessoas extremamente ricas, centenas de milhares de miseráveis e uma classe média formada por funcionários de ONGs, com seus jipes e salas com ar condicionado.

[Para entender outros aspectos relacionados à “ajuda humanitária”, ao onguismo e à ocupação da Amazônia, o Viomundo fortemente recomenda aos leitores Pathologies of Power e Infections and Inequalities, de Paul Farmer; O Capital e a Devastação da Amazônia, de Fiorelo Picoli, e O Banco Mundial e a terra, organizado por Mônica Dias Martins]

Osmarino Amâncio vê, com distinção, dois momentos de Marina Silva. A corajosa líder dos “empates” teve um papel fundamental, já que no mundo machista dos seringueiros quem tivesse medo de se mobilizar mudava de ideia quando via aquela jovem franzina disposta a colocar a vida em risco em defesa dos seringueiros.

Hoje, no entanto, enxerga uma candidata que se diz representante da “nova política” mas que, na opinião do companheiro de Chico Mendes, se compôs com os interesses que combateu no passado. Para Osmarino, na mesma medida dos que fazem a “velha política”.

Acompanhe abaixo um pequeno trecho da entrevista com Osmarino Amâncio. A entrevista completa em vídeo será oferecida aos assinantes do Viomundo, que tem bancado com sua generosidade todo o conteúdo exclusivo deste site:

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A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



29 comentários

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Ana Vasconcellos

31 de janeiro de 2015 às 09h47

E aí pessoal, a Dilma já desprivatizou a floresta amazônica?

Responder

Ana Vasconcellos

31 de janeiro de 2015 às 09h46

E pessoal, a Dilma já revogou o decreto do Lula ?

Responder

Zilda

27 de setembro de 2014 às 12h26

sou assinante e não recebi, ainda, o vídeo com a entrevista do Seringueiro. Ainda receberei? estou muito interessada.

Responder

Polyana Maria Costa

20 de setembro de 2014 às 23h58

Marina Silva não passa de uma entrequista,ligada as ONGS internacionais.
Marina é um ser que se nutre da morte dos outros pra alavancar sua carreira Politica,foi assim com Chico Mendes e se repetiu agora com Eduardo Campos.
No Acre Marina Silva tem o apoio dos parentes dos assassinos de Chico Mendes,filiados ao PSB.
Marina no enterro de Eduardo Campos,estava toda feliz,não conseguindo disfarçar o sorriso de Felicidade,parecia que tinha ganho um “grande prêmio”.
Definitivamente Marina Silva não é uma pessoa confiável !
Por Hélio Pereira.

Responder

Eunice

18 de setembro de 2014 às 13h12

Denúncia: Aproveito este espaço para denunciar a onda de desclassificação gradual e permanente de pesquisas médicas, por outros pesquisadores “fast food” interesseiros em sabe-se lá o quê….. como os casos que seguem:

1-pesquisadores modernetes usam a mídia para levar sua opinião muitas vezes baseada numa leitura rasa ou um teste malfeito, em uns 2000 pessoas – sem contatar as pessoas interessadas, e sem um estudo mais sério sobre o caso. Fico a pensar o que ganham com isso….

Veja-se o caso de um pesquisador de nutrologia que instantaneamente desclassificou a opinião de médicos ( dieta do tipo sanguíneo estudada por duas gerações) e de milhares de pessoas que têm incômodos ao ingerir gluten. OU seja, esses pesquisadores não conseguindo encaixar essa variação nas suas 2 (duas) caixinhas, a de intolerância ao gluten e alergia ao gluten já descritas e identificadas em sintomas e reações em laboratório, não admitem que alguém possa sentir-se mal ingerindo essa substância sem apresentar resultados mensuráveis. Pobre e arrogante ciência médica e de patologia! Só pelas palavras desses médicos já se vê o besteirol. Eles não leram o livro direito. Talvez sejam analfabetos funcionais. Ou seja, o livro não trata apenas de emagrecimento, a modinha atual.Trata de muito mais coisas, e as pessoas não podem ser medidas assim simploriamente.

Caso 2

Os alimentos trasngênicos foram liberados pelo mundo afora, justamente com o aval desse tipo de pesquisador. Agora a besta se espalha e ninguém mais pode segurar.

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renato

16 de setembro de 2014 às 10h29

Onde esta Fernando Brito do TIJOLAÇO!!!
O que aconteceu com ele???

Responder

José Fernandes

15 de setembro de 2014 às 21h20 Responder

Urbano

15 de setembro de 2014 às 12h18

O que há de gente má, perversa mesmo, a esconder o seu caráter mambembe nas igrejas…

Responder

Jose Mario HRP

15 de setembro de 2014 às 07h48

Quanto mais eu leio sobre essa tal Marina, mais fico apreensivo.
Só tem mala sem alsa ao seu lado.
Financistas, banqueiros, porras loucas, hipsters, ecochatos, eco descolados e fariseus das mais variadas porra louquices!

Ontem um parente de poucos contatos com a família( frequentador assíduo de clinicas de desintoxicação) num longo almoço familiar declarou seu voto presidencial num longo monologo redentor:
Ela é do povo pobre, sofrida e correta, e Deus a conduzirá!
(SIC SIC SIC!).
Jesus o salvou?
Pois é…..está nessa base as justificativas para votar na fadinha redentora!
Ele e alguns milhões votam com o pastor e seus arrependimentos de fracassados esperançosos…..

Responder

    evair da costa nunes

    15 de setembro de 2014 às 16h43

    José Mario que história assustadora e preocupante!!!!!!!!

bruno

14 de setembro de 2014 às 22h07

Pra quem não conhece a história do Osmarino
https://www.youtube.com/watch?v=nhk8fyzhIPs

Responder

    Mário SF Alves

    15 de setembro de 2014 às 18h50

    Acatei a sugestão. Maravilha.

Andrade, Amaury

14 de setembro de 2014 às 21h32

Não vou votar em você, porque o DESERTO VERDE me apavora Marina.
Azenha desculpe-me de utilizar seu espaço para justificar meu voto em carta aberta ao povo brasileiro, Pois bem! Faz alguns dias que o desaparecimento do candidato oficial do PSB desapareceu desta vida, e você Marina, além de não respeitar o PSB que a meu ver, ao assumir sua candidatura à presidência da republica por este partido, trouxe ao debate, temas que o povo brasileiro já superou, além de trazer para o centro do debate outros temas, e especialmente ao que se refere o segmento ENERGIA. E neste segmento eu atuo, e dele tiro meu sustento, nada parecido com R$ 2,0 milhões em 24 meses. Diz o texto (Pág. 90/91) do seu programa de “eventual” governo de Marina Silva, e que certamente não haverá.
E hoje, ao reler alguns pontos de seu programa de governo, me lembrei de uma reportagem (https://www.itau.com.br/itaubba-pt/noticias/repasse-externo-financia-linha-verde-do-itau-bba) e fiquei assombrado, mas, vamos aos fatos.

Diz seu programa de eventual governo:
“O Brasil tem explorado pouco o potencial de geração de energia a partir de biomassa florestal. Ainda que gerar energia própria seja uma atividade comum na indústria de base florestal, o desenvolvimento de biocombustíveis e de energia elétrica a partir de biomassa florestal engatinha no país e precisa ser estimulado. As termelétricas com biomassa florestal podem substituir as movidas a combustíveis fósseis com ampla vantagem em flexibilidade e segurança e menor emissão de CO2.”

Pelo que entendi no texto Marina, sua equipe de incompetentes e você, querem incendiar o país. Já imaginou Marina, derrubar milhões de km² de florestas naturais para o plantio de eucaliptos? Mas, o que me deixou mesmo assombrado é que, estimular a biomassa florestal, me parece que você candidata, quer tocar fogo na floresta, primeiro para produzir CARVÃO VEGETAL, e depois, criar aquilo, que nós os “idiotas”, entendemos como DESERTO VERDE. É isso mesmo Marina?

Por acaso Marina, já parou pra pensar quantos homens, mulheres e crianças, neste exato momento estão em regime de ESCRAVIDÃO em carvoarias por esse Brasil adentro? – Marina, não vá chorar e dizer que nós estamos tentando te destruir também, mas, Já observou Marina, que onde há esse tipo de floresta nem erva daninha dá? Que o único animal que lá busca alguma coisa, são as abelhas? (Só em épocas de Floradas.) E ainda me pego imaginando, como ficaria a logística dessa biomassa florestal? Armazenamento? Salubridade dos trabalhadores? Transporte? Manejo desses milhões de km²?…

Marina, não que eu seja contra a preservação do meio ambiente, mas, seu programa de governo sobre ENERGIA é uma BALELA! Só atende os interesses do bionegócio, que na campanha de 2010, o já falecido Plínio Sampaio, lhe definiu muito bem, e com propriedade: – VOCÊ MARINA, É ECO-CAPITALISTA. http://www.youtube.com/watch?v=Wf0ItQ6DjHU
Que em apenas, menos de 2 minutos, o finado lhe deu um sacode.

Candidata, Marina não voto em você por uma simples razão, você é incompetente para dirigir o país e, sua turma, incompetente para gerir e/ou atuar no segmento ENERGIA; note que em momento algum, citei combustíveis fósseis.

Gostaria candidata, que a senhora esclarecesse a mim e a torcida do Flamengo, o que é: Substituir as movidas a combustíveis fósseis com ampla vantagem? E o que vem a ser: Flexibilidade e Segurança? E mais, Como vamos precisar de carvoarias no país inteiro para suportar as demandas, como é que fica a menor emissão de CO2?

Portanto Candidata, eu não voto em você por estas questões.
PS.: Mas, candidata, se me convencer nos próximos 22 dias que é competente, o que acho pouco provável, dou-lhe, meu voto.

Andrade, Amaury (eleitor de Dilma).

Responder

Tomudjin

14 de setembro de 2014 às 18h01

Imaginem agora a Natura, patenteando a essência de toda essa madeira…

Responder

    Mário SF Alves

    15 de setembro de 2014 às 18h42

    Aí, meu caro, só uma revolução ao estilo cubano pra retomar de volta.

    ______________________________
    Mas, isso é complicado… uma quantidade.

    Ah, o tempo, o melhor amigo da razão.

Regina Braga

14 de setembro de 2014 às 17h45

As ONGs estão fazendo um governo paralelo…são instituições que trabalham com outros objetivos, que não ,os interesses do povo…e não é verdade, quando dizem, que só se interessam por índios…o interesse é pelas riquezas do solo ou hídricas,descobertas pelo projeto Radam…quanto a candidata…ela trocou de lado.Agora há mais do que ovo ,na sua alimentação.E sim,precisamos da reforma agrária urgente!

Responder

Jair de Souza

14 de setembro de 2014 às 11h33

Estimado Azenha, permita-me adicionar como documentos importantes para a compreensão do papel neocolonialista que vem sendo desenvolvido por muitas ONGs sediadas na Europa e nos EUA uma palestra de Álvaro García Linera (publicada aqui em Viomundo), assim como o livro que serviu de base para a citada palestra, Geopolítica de la Amazonía.

Matéria em vídeo em Viomundo: https://www.viomundo.com.br/denuncias/jair-de-souza-sobre-ecologia-e-neocolonialismo.html

Link para o o livro: http://www.alames.org/documentos/amazoniaAGL.pdf

Responder

Rodrigo Leme

14 de setembro de 2014 às 09h40

Ah, então foi a Marina? Ela era presidente na época?

Ah, ela era ministra do NÃO SABIA. Coerente.

Responder

    Marcilio

    14 de setembro de 2014 às 19h17

    Rodrigo PSDBoy/Marina Leme,

    Não ela era Ministra e por isto mesmo foi defenestrada pelo Lula por incompetência deu para entender ou precisa desenhar.

    Pois na sua época de Ministra o desmatamento na Amazônia só fez aumentar e atrapalhou o quanto pode as obras de Belo Monte e Girau tudo por causa da cópula dos Bagres.

    Em tempo seus pais são responsáveis pelas besteiras que você fala??

    Ainda tem água na sua casa???? Depois reclama…

Hélio Pereira

14 de setembro de 2014 às 09h16

Marina Silva não passa de uma entrequista,ligada as ONGS internacionais.
Marina é um ser que se nutre da morte dos outros pra alavancar sua carreira Politica,foi assim com Chico Mendes e se repetiu agora com Eduardo Campos.
No Acre Marina Silva tem o apoio dos parentes dos assassinos de Chico Mendes,filiados ao PSB.
Marina no enterro de Eduardo Campos,estava toda feliz,não conseguindo disfarçar o sorriso de Felicidade,parecia que tinha ganho um “grande prêmio”.
Definitivamente Marina Silva não é uma pessoa confiável !

Responder

MARINALVA

14 de setembro de 2014 às 07h29

O que Marina fez em Recife e Fortaleza nesses dias de campanha

Rio no velório do Eduardo Campos, em Recife; chorou e meteu o pau em Lula na Praça do Ferreira, Centro de Fortaleza. Mas sobre o seu programa de governo, Neca de Pitibiriba.

Alguns trechos da reportagem sobre a vinda de Marina à Fortaleza, publicada no jornal o Povo:

“O passado de Marina Silva (PSB) no PT foi lembrado ontem pela própria candidata à Presidência durante comício em Fortaleza. Ela disse que se sente “apunhalada” pela sigla e pelo principal líder petista, Luiz Inácio Lula da Silva. “Mesmo aqueles que eu defendi, enfrentando jagunços e poderosos, todas as mentiras que disseram contra eles, eles agora repetem contra mim. Com o mesmo punhal enferrujado (grifo meu), eles me cravam as costas”.

“ Ao afirmar que irá manter os programas sociais do governo Dilma Rousseff (PT) – Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Mais Médicos – Marina lembrou a infância pobre no Acre. “Eu sei o que é passar fome. Eu sei o que é, num Sábado de Aleluia, ter um ovo com um pouco de farinha e sal para oito pessoas”, disse. Ao relatar a experiência, se emocionou e parou o discurso por alguns segundos, com os olhos marejados.”

Ainda segundo o jornal o Povo, e na pesquisa O POVO/Datafolha para o Estado do Ceará, Marina tem 24% das intenções de votos, 33 pontos percentuais a menos que Dilma, que aparece com 57%.

A diferença é grande, mas a Marina não precisava ter sido tão histérica.

Reportagem completa: http://www.opovo.com.br/app/opovo/politica/2014/09/13/noticiasjornalpoli

Responder

    anac

    14 de setembro de 2014 às 09h19

    Só no Brasil mesmo: A direita – Marina – sorri em velório e chora dando entrevista em comício.
    Quer enganar a quem?

andre

14 de setembro de 2014 às 03h35

Irmão de condenado pela morte de Chico Mendes faz campanha para Marina Silva
Aleci Silva faz propaganda com carro de som para a candidata do PSB. Segundo ele, conflitos entre fazendeiros e seringueiros ficaram no passado.

Pelas ruas do município acreano de Senador Guiomard, distante 32 quilômetros de Rio Branco (AC), um carro de som toca o jingle da candidata do PSB à Presidência, Marina Silva. O motorista é o servidor público estadual Aleci Alves da Silva, 46 anos, um dos militantes da candidatura da ex-seringueira e ex-ministra do Meio Ambiente. Um detalhe, no entanto, chama a atenção. Silva é irmão de Darly Alves da Silva e tio de Darci Alves, os homens condenados pelo assassinato, em 1988, do líder seringueiro e ambientalista Chico Mendes, amigo pessoal de Marina.

Filiado ao PSB há sete anos, Aleci Silva conta que era admirador do ex-governador de Pernambuco e candidato ao Palácio do Planalto Eduardo Campos, morto em um desastre aéreo em 13 de agosto. Mesmo lamentando a morte de Campos, o funcionário público diz estar satisfeito com o fato de Marina ter assumido a candidatura presidencial. “Eu tenho é orgulho da Marina ser candidata à Presidência da República”, diz.

Na visão de Silva, os conflitos entre fazendeiros e seringueiros ficaram no passado. Ele se diz disposto a abraçar a causa ambiental defendida por Marina Silva. “Acho que tudo passa na vida da gente, aquela fase [conflitos entre fazendeiros e seringueiros] passou e quem está aqui hoje sabe que a luta dela [Marina] é necessária”, ponderou.

Em entrevista ao G1, o irmão do assassino de Chico Mendes tentou descontruir a imagem de que faz parte de uma família de devastadores do meio ambiente.

“Minha família foi sabatinada, mas as pessoas não foram a fundo no que é minha família. Minha família também defende a floresta. Meu irmão não é contra a Amazônia, minha família não é contra a Amazônia”, argumentou.

Segundo ele, nas fazendas mantidas atualmente por sua família, existem grandes áreas de floresta preservadas. “Pode ir na fazenda que lá tem plantio de árvores. Sei que as gerações futuras precisam disso”, ressaltou Silva.
– See more at: http://pocos10.com.br/?p=13282#sthash.ItHKuXlB.dpuf

Responder

Ricardo Carvalho

14 de setembro de 2014 às 00h56

Concordo com o Osmarino, com quem tive o prazer de conversar durante os trabalhos de campo no período de mestrado. Transcrevo um pequeno trecho da minha dissertação: “O diálogo dos resultados obtidos nos capítulos mostra que as relações entre a teoria científico-mercadológica hegemônica e a tecnologia proposta se mostram em desordem. O maior cuidado técnico-científico na exploração da madeira, além de não garantir a conservação da estrutura da floresta como sugere o capítulo IV, não se reverteu em ganho financeiro para essas comunidades, como se viu no capítulo III. Comunidades que, aliás, como se viu no capítulo V, nunca tinham sequer pensado esse tipo de exploração em suas florestas, tendo sido abordados numa ação de convencimento, de difusão do manejo madeireiro. Ou seja, pelos casos estudados, parece que a política de difusão do manejo madeireiro em comunidades no Acre não cumpriu nenhuma de suas promessas originais: é limitada na conservação da estrutura da floresta, não gera renda se não contar com subsídios e, por essa frustração na renda, aponta para uma tendência de colocar em movimento aquilo que buscava inicialmente conter, a pecuária.” Abraços.

Responder

marcio ramos

13 de setembro de 2014 às 23h40

Nunca vi uma ONG decente na região Norte, infelizmente. Greenpeace, a WWF e esta Survive da Inglaterra é uma malandragem só, adoram os indígenas. De Rondônia até o Acre pela BR 364 o que mais se vê é carreta de madeira em direção ao Sul. A noite o tráfego aumenta em direção a Bolívia e Peru. Concessão para explorar a terra é o que mais tem. Em julho conversando com mestre Aragão , 80, no Parque Chico Mendes em Rio Branco ele me disse que depois que Lula entrou no governo os conflitos diminuíram muito e que tinha receio mesmo é de Osmarina. Só ouvi. Entra e sai governo e o sistema continua o mesmo. Feliz do bicho que come o outro.

Responder

José Fernandes

13 de setembro de 2014 às 22h36

isso é pouco dão uma olhada nisso pessoal
http://www.portalimprensa.com.br/noticias/internacional/68073/
jornalista+norte+americano+diz+que+cia+provocou+morte+de+eduardo+campos

Responder

fernando

13 de setembro de 2014 às 22h35

Concessao eh diferente de privatizaçao.

Responder

[email protected]!r [email protected]+e5

13 de setembro de 2014 às 21h38

Infelizmente, a tendência é esse vai encher mais um caixão para a Osmarina tirar selfie.

Responder

    sonia divina

    13 de setembro de 2014 às 21h54

    Esse conhece a peça…com certeza mantem distancia segura


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