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Diário da Resistência


Tambores de água e banho de canequinha voltam à cena em SP
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Tambores de água e banho de canequinha voltam à cena em SP


19/05/2014 - 13h17

Em Pirituba, o tambor d’água foi incorporado ao cenário, como forma de escapar do impacto da falta de água (Fotos e vídeo Mohamad Hanjoura)

Racionamento afeta moradores de São Paulo e faz preços de alimentos subir

A falta de água prejudica população da região metropolitana e do interior do Estado

Por Lúcia Rodrigues, especial para o Viomundo

A falta de água em São Paulo é um problema que está longe de ser resolvido. Nem mesmo a forte chuva que caiu sobre a cidade neste domingo, 18, vai amenizar o sofrimento da população que convive com o corte no fornecimento de água potável nas torneiras, devido à falta de investimentos do governo do Estado na ampliação de novos mananciais e novas estações de tratamento.

A reportagem do Viomundo entrevistou diversas pessoas que estão sendo atingidas pelo racionamento no Estado, para entender quais são os principais transtornos gerados por decisões eleitoreiras como as do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que preferiu esconder da população que as represas estavam secando, a admitir a falta de investimentos na área.

A equipe optou pela represa Jaguari, localizada na divisa de Minas Gerais, porque esse foi o reservatório escolhido por Alckmin para a solenidade de bombeamento do volume morto.

O cenário presenciado é caótico. A represa está praticamente seca. A água só pode ser vista em pontos isolados da região.

Para se ter uma ideia da gravidade da situação, vários moradores para encurtar o trajeto entre os bairros, optam por caminhar dentro do que antes foi o leito da represa Jaguari, uma das duas principais reservas hídricas da Cantareira, o mais importante sistema de abastecimento de água da Sabesp.

Vestígios de casas de um antigo vilarejo, que foi inundado pelas águas quando a represa foi construída, também podem ser vistos no que já foi o fundo do reservatório. Piers que serviam de ancoradouro para os barcos dos moradores dos condomínios de luxo que existem à beira da represa despencam por falta de água.

Mas esses estão longe de serem os principais problemas que os moradores enfrentam com a falta de água.

Empobrecimento

O racionamento de água rebate na queda do poder aquisitivo das famílias mais pobres que moram no entorno da represa.

A vendedora de caldo de cana Maria Aparecida Alves Lopes, 39 anos, mãe de três filhos, está desesperada. Desde que o reservatório começou a secar, ela viu o orçamento da família cair drasticamente. “Vocês são os meus primeiros clientes, hoje. Tá difícil manter a casa”, revelou à equipe de reportagem do Viomundo, no último sábado, 17, por volta das 14h.

Ela e o marido, não têm outra fonte de renda e sustentam a família (dois filhos, um de quatro anos e outro de 14, e uma filha desempregada, de 19 anos), com o que extraem das vendas do caldo de cana. “O turismo acabou aqui. E olha que já chegou a vir gente até do Chile, da Argentina… Agora só vemos os jet skys e as lanchas indo embora”, lamenta.

O preço dos alimentos subiu em espiral por falta de água para a irrigação. O quilo da batata antes do esvaziamento da represa era comprado, segundo ela, a R$ 1,50, R$ 2, agora saltou para R$ 6. “Pra gente ficou tudo bem mais caro: batata, milho, quiabo…”

A falta de água em casa tem sido driblada por Maria Aparecida, com um poço que existe no fundo de sua residência. “Quem não tem poço, tá sem água.”

São Paulo sem água

A sogra dela que mora em Pirituba, região noroeste da capital paulista servida pela represa Jaguari, é uma das que não têm água nas torneiras.

A reportagem do Viomundo foi até o local para conferir como esse drama atinge milhares de pessoas na região metropolitana de São Paulo.

Ao contrário da nora, a dona de casa Maria de Lurdes Alves Lopes, 58 anos, não tem um poço no fundo de casa. “Aqui (em Pirituba) tá todo mundo sem água. Ontem (sexta-feira, 16) eu andei o dia inteiro nos ferro-velhos pra comprar um latão (para fazer de reservatório), mas não tem mais. Com a falta de água, todo mundo comprou”, explica. Vizinhos dela, têm vários sobre a laje.

O quintal, ela nem lembra quando foi a última vez que lavou. “Só varro com a vassoura, senão o fiscal multa.” Mas o principal problema enfrentado, de acordo com ela, é para lavar roupa. “A água chega de madrugada. Ontem não veio e esta noite chegou às duas da manhã… mas eu não ia levantar nesse horário pra guardar água no tanquinho e na máquina…”, comenta.

Ela revela que a frequência da água no bairro tem sido dia sim, dia não. E conta que já pensa em comprar uma caixa de água menor do que a sua, para manter uma reserva.

Viúva, Maria de Lurdes enfrenta a falta de água com a filha, o genro e o neto, de 13 anos, mas considera ainda mais grave o caso de famílias que têm filhos pequenos. “Pra quem tem criança a situação é ainda pior. A gente pode juntar e lavar uma vez por semana, mas quem tem criança pequena faz o quê?” questiona.

Esse é o caso professora de educação infantil Gislaine Ferreira, 35 anos. Mãe de um adolescente de 16 anos e uma menina de um ano e cinco meses, ela ressalta que passa o dia todo fora de casa e que no horário em que retorna não tem água nas torneiras para executar as tarefas do lar. “A gente trabalha o dia todo fora, meu tempo disponível pra fazer as coisas em casa é à noite, mas não posso, porque não tem água. Aí fica complicado.”

“Para onde vai tanto dinheiro”, pergunta, ao se referir à falta de investimentos para evitar o racionamento de água. “Quem tá no comando não vai fazer nada? Vai ficar assistindo? No Palácio dos Bandeirantes não falta água, lá é tudo bem limpinho”, critica.

“A gente tá a mercê, mas as eleições estão aí…”, adverte.

[Para ver uma galeria de fotos, clique aqui]

Comerciantes também sofrem

O gerente da padaria do bairro, Paulo José Flores (foto acima), 33 anos, não tem dúvida de quem é o responsável pelo desabastecimento de água. “A culpa é do governo, porque sabia há bastante tempo que a água ia faltar e não fez nada… Agora quem paga é a gente…”, afirma revoltado.

O chapeiro do mesmo estabelecimento, Dionísio de Abreu, 52 anos, revela como o racionamento atrapalha os comerciantes que dependem da água para suas atividades. “Aqui tem água dia sim, dia não e isso atrapalha demais a higiene geral da padaria. É mais trabalho pra lavar copos, pratos…”

Em casa a situação também é de penúria. “Nos dias em que falta água, banho só de canequinha. Nunca vi um problema como este, já tem três, quatro meses com essa falta de água…”, recorda Dionísio.

A dona de casa Maria de Lurdes também afirma que não se lembra de ter enfrentado um problema tão grave de falta de água no bairro. “Nasci e me criei em São Paulo, nunca vi nada igual. E a tendência é piorar… Você viu aquela água que tão tirando (do volume morto)? Tá saindo marrom… Eles vão ter que tratar, mas a água deve ser pior”, ressalta, preocupada com a saúde da família.

O aposentado Zélio Pinheiro, de 75 anos, morador às margens da represa Jaguari, também conta que nunca passou por um problema parecido. “Nunca vi uma coisa assim na minha vida. A gente fica preocupado com a água sumindo. Como é que a gente vai ficar?”, pergunta apreensivo.

Mas não só os mais idosos que se preocupam com a falta de água. Os estudantes universitários Caio Custódio, de 18 anos, e sua namorada, Ana Carolina Poleti, de 19 anos, tiraram a tarde do último sábado, 17, para fazer uma visita ao que já foi uma imponente represa. “Antigamente, a gente vinha com os pais aqui, para pescar. Hoje é triste voltar… Nossa… como tá seca”, afirma surpreso.

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Leia também:

Como a Sanepar, no Paraná, Sabesp privilegia acionistas em detrimento de consumidores





46 comentários

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paulista quase migrante

24 de maio de 2014 às 22h48

Uma nova era que desponta: Os migrantes da seca paulista.

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lukas

24 de maio de 2014 às 20h34

Todo mundo torcendo para não chover…

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Marat

24 de maio de 2014 às 14h15

Os eleitores do PSDB são mais nostálgicos (ou seriam cafonas?) do que eu pensava: Adoram tinas, banho de canequinha, lampião, FMI, jornais com mentalidade dos séculos XVI e XVII, ex-comunistas ‘arrependidos”, pastores obscurantistas, jornalistas venais, penicos, Jean Calvin e Adam Smith!

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Planeta de Cuia

24 de maio de 2014 às 13h46

Tambores de água,
tambores distantes,
BUM! BUM! BUM! BUM!
e São Paulo volta ao passado
com alkimin e o banho de cuia!

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Francy Granjeiro

24 de maio de 2014 às 12h43

Lembrei daquela musiquinha que diz…lata d’água na cabeça!!…….Pensei que fosse só os nordestinos…..kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Sérgio

23 de maio de 2014 às 17h32

O povo de SãoPaulo é fortemente assediado pela tucanice do pig.
É muito difícil perceber a realidade diante de tantos factóides mas,
não é impossível. Um dia a verdade aparece.
Tudo indica que não passa deste ano.

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paulista indignado

23 de maio de 2014 às 16h32

Ouvi dizer que a nova sigla do PSDB será PFDP.Se duvidar,o nordeste estará exportando água pra terra da garoa.

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Urbano

23 de maio de 2014 às 15h32

E o pobre mais uma vez tomando na base da cuia, o banho… porque para o rico não faltará água nem na piscina.

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edward

22 de maio de 2014 às 12h20

O problema é que canequinhas e tambores de água vão trazer novo surto de dengue. É um problema muito difícil de ser resolvido. Viva o PSDB.

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denis dias ferreira

22 de maio de 2014 às 00h56

Caros conterrâneos não se desesperem. Estou montando uma fábrica de canecas para o seu banho de canequinha semanal.

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Paulista adota banho de cuia!

21 de maio de 2014 às 17h43

Paulista adota banho de cuia!

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claudio

21 de maio de 2014 às 09h14

Imagina como estaríamos hoje em dia, caso o PSDB tivesse sido eleito para a presidência do Brasil?
O famoso cano que levaria água da região sudeste para a região nordeste certamente teria que fazer o caminho inverso agora.. Que ironia..

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Millena Borges

20 de maio de 2014 às 23h07

Em um caso desses seria inteligente da pare da comunidade fazer um poço popular, não tirando, é claro, o dever do estado de fornecer água para a população, já que todos ai pagam imposto, mas a longo prazo a Sabesp sentiria no bolso a falta dos consumidores adeptos dos poços comunitarios.
A palavra chave é união.

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renato

20 de maio de 2014 às 22h22

Na figura tres…
O cara vai ter que aumentar a escada…
Escada longa esta..

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wagner paulista de souza

20 de maio de 2014 às 22h19

Desculpem o mau humor: Paulistas merecem ainda piores consequências de seu insano antipetismo.

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AlvaroTadeu

20 de maio de 2014 às 19h39

Não há amor dos paulistas pelos fascistas. Devem entender, foi daqui que o PT saiu, foi da Praça Charles Miller, num memorável comício do PT que começou a campanha pelas Diretas-Já, foi daqui que começou a maior reação contra Paulo Maluf, nomeado governador do estado na Ditadura Militar.

Precisam entender que a Direita era toda desorganizada, envergonhada e apavorada, a cada eleição que aparecia. Foi em 1989, com o apoio do PSDB, que houve uma articulação orgânica da Direita para fazer contraponto ao PT, elegendo Collor Presidente da República.

Embora formalmente Covas tenha apoiado Lula, todo seu comitê eleitoral bandeou-se para Collor. Depois disso, em 1998, Marta era favorita para vencer a eleição para governador. Mas Maluf vinha forte, em primeiro lugar. Muitos petistas viraram o voto para Covas, temendo dar Maluf já no primeiro turno, medo esse induzido pelo IBOPE, Veja, Estadão e Folha.

Resultado: Marta ficou em terceiro, com apenas 5 mil votos atrás do Covas, e seguramente, mais de cem mil petistas haviam sufragado Covas, num movimento antimalufista, mas de puro medo, covarde mesmo. Foi aquela eleição que deu combustível para o PSDB, que se não tivesse sido isso, hoje seria um partido extinto e estaríamos discutindo outros problemas mais importantes do país.

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josénbratavvo

20 de maio de 2014 às 16h29

Sâo Paulo virou nordeste e nordeste virou Sun Paulo…

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ZePovinho

20 de maio de 2014 às 15h18

LATA DÁGUA NA CABEÇA/LÁ VAI O PAULISTA/LÁ VAI O PAULISTA….

Responder

    ZePovinho

    20 de maio de 2014 às 15h19

    A CULPA É DO PETÊ!!!A CULPA É DO LULA!!!

Aline C. Pavia

20 de maio de 2014 às 15h13

Parabéns paulistas, vocês merecem.

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abolicionista

20 de maio de 2014 às 14h55

Próxima marchinha de carnaval pode ser mais ou menos assim:

Lata d’água na cabeça,
lá vai o paulista.
Passa sede e não se cansa,
de dar voto pra fascista,
lá vai o paulista.

E por aí vai…

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    abolicionista

    20 de maio de 2014 às 14h56

    Antes de que me acusem disso, sou paulistano, mas a ironia é a última que morre…

Jaco do B

20 de maio de 2014 às 00h31

Em se tratando de paulistas, duvido que eles não acham que a culpa é do Governo Federal, como disse o gerente da padaria, “a culpa é do governo”. Eles não falam PSDB nunca. Quando dizem é ‘governo’, pode saber que é do PT que querem falar. Por que o PT não se comunica melhor e mostra que a falta d’água foi causada pelos tucanos que preferiram distribuir dividendos para os acionistas da Sabesp, e não investir em água, e sim em lama, para o povo?

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    abolicionista

    20 de maio de 2014 às 15h01

    Chegou a hora de perguntar isso pro nosso ministro das comunicações, né? Aliás, ele anda sumido, não? Mas esse caso de amor dos paulistas pela direita é coisa antiga, algo difícil de entender…

Fabio Passos

19 de maio de 2014 às 21h55

Assim são estes privatas safados do PiG-psdb.

Lucros nababescos para meia dúzia de especuladores miliardários que sugam a Sabesp… enquanto o povo pobre e trabalhador passa sede ou bebe “volume morto”.

Livrar-se do psdb-PiG será uma bênção para São Paulo.

Responder

Luís Carlos

19 de maio de 2014 às 19h50

Segundo entrevistado já são 3 ou 4 meses sem abastecimento rede água. E tudo escondido, omitido pela mídia corporativa. Não querem “água padrão FIFA”? Aliás, os que protestam “contra tudo que está aí” também não se incomodam com a falta d’água em SP.

Responder

    abolicionista

    20 de maio de 2014 às 14h58

    É isso mesmo Luís Carlos, mais do que a falta de água, é espantoso o silêncio ululante da mídia a respeito, que se comporta como uma verdadeira organização mafiosa. Imagine se o governador fosse do PT…

Urbano

19 de maio de 2014 às 19h11

Maaaaar! Ó outro desrespeito ao Estado e seu povo…

Responder

Francisco

19 de maio de 2014 às 18h39

A solução é recriar o DENOCS…

Responder

MARCOS F.L.

19 de maio de 2014 às 17h52

Os acionistas da SABESP estão com os bolsos cheios de dinheiro enquanto o Cantareira está seca, é isso que o PSDB pensa em fazer com todo aquele ataque a Petrobrás querem interromper a construção das refinarias, navios e plataformas.

Responder

    Fabio Passos

    19 de maio de 2014 às 22h26

    Exato.
    É isso a única coisa que os entreguistas do PiG-psdb sabem fazer: Negociatas privatas!
    E o povo pobre e trabalhador sofre…

    Ilson Roberto

    20 de maio de 2014 às 06h14

    Prezado. Esse é o tão decantado governo do PSDB e o decantado choque de gestão tucano. O próximo ano tem mais, paulista gosta de sadpmasoquismo.

MARCOS F.L.

19 de maio de 2014 às 17h48

E AI PSOL????!!!!! VAMOS PROTESTAR!!!!!

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    carlos

    19 de maio de 2014 às 18h10

    agora o PT vai delegar protestos para os militantes dos outros partidos? cade o maior partido do país? nao consegue puxar nem um protestozinho contra o psdb em são paulo??

    Marcos F. L.

    19 de maio de 2014 às 20h02

    Não sr. Carlos, vocês que terceirizaram o PSOL.

    SÁVIO SOBREIRA

    19 de maio de 2014 às 22h36

    PSOL, PSTU E OS BLACK-BLOCS NÃO VÃO PROTESTAR NÃO ????

Claudio

19 de maio de 2014 às 17h28

Vai ser bonito ver! Só sinto pena das pessoas mais necessitadas.
Não vejo nenhuma protestite e manifestite nas ruas de São Paulo.
Tem que manifestar.
“MANIFESTO DO NÃO VAI TER ÁGUA”!
Atenção ambientalistas deste país, São Paulo pode fazer clandestinamente, extração de água do Aquífero Guarani, através da SABESP, sem que ninguém tome conhecimento.

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Caracol

19 de maio de 2014 às 17h24

Disse o(a) entrevistado(a) que a “culpa é do governo”. Que governo? o Federal, o Estadual ou o Municipal?
O que eu quero saber MESMO é o que é que o PT de S.Paulo, antes das eleições, vai fazer pra convencer esse pessoal sofrido de que a culpa não é da Dilma nem do Hadad.
Isso ANTES, porque depois… bom, depois é depois.

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Vinicius Garcia

19 de maio de 2014 às 17h22

E o Aidemim faz solenidade vip pelo uso do volume morto, pode?

Responder

Manoel

19 de maio de 2014 às 17h06

Nova modalidade de crime em S.Paulo.
Assalto a caminhões . Dispensam a carga. Só querem a agua do RADIADOR.

Responder

Eduardo Raio X

19 de maio de 2014 às 16h10

Vai voltar aquela velha situação de banho a francesa do século XIX, canequinho nas mãos, balde no chão e bacia para aparar a água, para jogar no vaso sanitário, se aproveita tudo em São Paulo!

Responder

Francisco de Assis

19 de maio de 2014 às 15h48

Responder

Marcio Wilk

19 de maio de 2014 às 15h25

No JN disseram que a culpa é da “estiagem” e do povo (imigrantes nordestinos naturalmente) que não sabem poupar água. Ninguém contestou!

Responder

francisco pereira neto

19 de maio de 2014 às 14h05

Já que o Jornal da Record vem aumentando a sua audiência, ao contrário dos seus concorrentes, que vem caindo absurda e gloriosamente(sic), para o meu deleite, este seria um ótimo tema para a “Reportagem da Semana” no Jornal.
Que tal a sugestão?

Responder

Julio Silveira

19 de maio de 2014 às 13h51

Os Tucanos são saudosistas, vão trazer para São Paulo o tempo das latas d’água nas cabeças.

Responder

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