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Santayana: Bernardo cede ao lobby da TV a cabo em prejuízo do consumidor


13/09/2013 - 15h12

Foto: Wilson Dias/ABr

Paulo Bernardo e o lobby da TV a cabo

por Mauro Santayana, no seu blog

(JB) – Não satisfeito em tolerar, placidamente, que o Brasil conviva com uma situação na qual os serviços de telecomunicações são campeões de reclamações e ostentem, ao mesmo tempo, as mais altas tarifas do mundo para países do porte do nosso, o governo federal, por meio do ministro Paulo Bernardo, prepara-se agora para tirar as castanhas do fogo para empresas estrangeiras também na televisão a cabo.

A pedido do setor, o governo pretende, em nome da “isonomia”, passar a taxar empresas que distribuem filmes pela internet (o que configura um tipo de serviço totalmente diferente), aumentando o preço para o consumidor, ou inviabilizando seu acesso a sites que lhe permitem pagar uma pequena taxa mensal e escolher quando e que filme, programa, ou documentário ver, em nosso idioma.

Quer dizer que — em uma espécie de censura econômica — o mesmo governo que não teve peito para investigar o esquartejamento da Telebras e a desnacionalização das telecomunicações (que expôs o país à espionagem de empresas estrangeiras), responsável pela sangria de bilhões de reais, todos os anos, em remessa de lucros para o exterior, vira bicho na hora de defender os interesses de multinacionais em detrimento do cidadão brasileiro, apesar de já ter derramado, durante anos, bilhões de dólares em empréstimos a custo subsidiado do BNDES, e outros bilhões de dólares em isenção de impostos para multinacionais estrangeiras que operam nessa área no Brasil.

Ora, quem não tem competência não se estabelece. Qualquer uma das empresas que operam com TV a cabo no Brasil pode distribuir filmes e vídeos pela internet a qualquer momento, já que dispõe de tecnologia e capital para isso, operando de terceiros países, sem pagar, como fazem outras empresas, impostos no Brasil.

O problema não é oferecer o mesmo serviço — mais barato e melhor estruturado — para o consumidor brasileiro mas, sim, manter a autêntica reserva de mercado em que se configurou o mercado nacional de TV a cabo, com a mesma programação e os mesmos repetitivos pacotes, oferecidos por todas as operadoras, a um preço muitíssimo superior ao que pagam usuários de outros países.

No lugar de estar preocupado com a situação das empresas de TV a cabo no Brasil, altamente lucrativas, o governo federal e o ministro Paulo Bernardo deveriam (o que inclui o governo Lula) estar trabalhando há anos para rever a criminosa Lei Geral de Telecomunicações (alguém sabia que hoje nem todo orelhão precisa completar ligações interurbanas, e que não existe prazo mínimo definido para o corte de serviço de internet em caso de atraso de pagamento da conta?).

O governo federal e o ministro Paulo Bernardo deveriam estar trabalhando para: exigir das empresas que cumpram seus compromissos quanto à qualidade e universalização; verificar a situação dos Sistemas 3G e 4G no país, que estão uma vergonha. E quanto à TV a cabo, assegurar que o conteúdo “nacional” previsto seja mesmo nacional, do ponto de vista cultural, e não apenas uma mera reprodução, feita aqui dentro de programas e conceitos estabelecidos lá fora; incentivar a criação de novos canais brasileiros voltados para a valorização do país, como nas áreas de defesa, tecnologia e história, por exemplo; e monitorar o farto material que, sob o disfarce de documentários, tem sido exibido por canais norte-americanos, fazendo proselitismo e defesa da doutrina externa e de segurança dos EUA, principalmente quanto a temas como o 11 de Setembro, o “combate ao terrorismo” ou o envolvimento daquele país no Iraque e no Afeganistão, por exemplo.

É preciso dar um tempo nessa desabalada defesa de interesses privados e multinacionais, e pensar um pouco em nosso próprio país e no consumidor brasileiro.

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22 comentários

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Hell Back

18 de setembro de 2013 às 16h01

Na questão das teles esse governo está igualzinho o do FHC, até parece continuação daquele governo espúrio que foi o governo do PSDB.

Responder

Ronaldo Silva

16 de setembro de 2013 às 13h44

Com toda e qualquer responsabilidade que o bernardo tenha, este governo é do PT, portanto, o principal responsável é o Presidente da República.

Responder

Urbano

16 de setembro de 2013 às 12h51

O dito jornalista deve ter sido bem menos danoso, apesar de tudo, pois esses com cara de santinho, mas das trevas…

Responder

Mardones

16 de setembro de 2013 às 10h59

Dilma carrega mais essa: ser contra os consumidores a favos da teles.

É uma vergonha.

Responder

Consumidor fica 2H17 em ligação para a Vivo e não é atendido: “Está na hora de o governo fazer valer a Lei do SAC” | Maria Frô

15 de setembro de 2013 às 10h12

[…] decente. Ao contrário, Paulo Bernardo põe o Ministério das Comunicações a serviço das teles: Santayana: Bernardo cede ao lobby da TV a cabo em prejuízo do consumidor. É […]

Responder

Consumidor fica 2H17 com a Vivo no celular e não é antendido: “Está na hora de o governo fazer valer a Lei do SAC” | Maria Frô

15 de setembro de 2013 às 10h05

[…] decente. Ao contrário, Paulo Bernardo põe o Ministério das Comunicações a serviço das teles: Santayana: Bernardo cede ao lobby da TV a cabo em prejuízo do consumidor. É […]

Responder

Teco

14 de setembro de 2013 às 18h30

Um sujeito desses tá mais prá para ser do DEM, ou um desses tucanos mofos
que temos por ai. Pergunto: qual a serventia para o povo de ministro desse
tipo.

Responder

Elias

14 de setembro de 2013 às 14h06

Bernardo não aprendeu nada com Gushiken. Bernardo deveria estar fora do governo há tempo. Dilma o mantém. Então, sobre o que Santayana disse em seu artigo, cabe uma pergunta: De quem é verdeira culpa por ceder ao lobby da TV a cabo?

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ricardo silveira

14 de setembro de 2013 às 01h14

É uma pena que os partidos de oposição sejam tão ruins, medíocres, e já começa a ficar duvidoso o menos mal que o povo brasileiro fique na mão do menos pior. Evidentemente, não é uma situação aceitável. Pelo que se vê, não há mais nada que este governo possa acrescentar de reforma substantiva à sociedade, o lulismo, como força política já esgotou sua capacidade de produzir mudanças, fez muito, diante do que se tinha, mas é preciso fazer mais e ele não tem mais força. Foi incapaz de enfrentar a mídia golpista e não politizou ninguém, e isso ficou evidente na CPMI da Veja/Cachoeira. Mesmo uma reforma política miserável não sai do papel. Torpedearam o projeto do deputado Fontana e agora o Partido investe num simulacro de reforma. Talvez tenha chegado a hora de anular o voto, mas se não tenho certeza disso, vai crescendo a certeza de que não vale mais a pena votar no menos pior.

Responder

LUIZ EDUARDO MICHELAZZO

13 de setembro de 2013 às 23h26

DILMA ESTÁ IMBUÍDA DO DESEJO DE PERDER A ELEIÇÃO DE 2014. DEVE ESTAR CANSADA DE GOVERNAR. ESSA PORCARIA CHAMADA PT TAMBÉM NÃO QUER GANHAR AS ELEIÇÕES POIS NÃO NENHUMA PRESSÃO NA DILMA PARA QUE ELA TOME MEDIDAS.
FAZER UMA REFORMA MINISTERIAL, REDUZINDO O Nº DE MINISTÉRIOS É FUNDAMENTAL E AI MANDA-SE EMBORA O PAULO BERNARDO, SUA MULHER GLEISI HOFFMANN, O ZÉ CARDOZO, O GARIBALDI ALVES, O EDISON LOBÃO E MAIS ALGUNS CANALHAS QUE ESTÃO NO GOVERNO. SÓ ASSIM GANHARÁ A ELEIÇÃO, VIU DILMINHA PAZ E AMOR.

Responder

tori

13 de setembro de 2013 às 22h11

A depender do bicudo Paulo Hibernardo, muito em breve voltaremos a nos comunicar através de tambores e sinais de fumaça.

Responder

Julio Silveira

13 de setembro de 2013 às 22h11

Esse aí é um daqueles que muitos chamam petista histórico com a boca cheia. Mas isso vai estampando o por que desse partido estar perdendo o rumo e se tornado uma porta aberta para todo tipo de oportunista que pleiteia e entra para a politica.

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

13 de setembro de 2013 às 19h44

Com tudo que está passando:Leilão do nosso petróleo, entrega total das telecomunicações, saúde pública e privada etc.

PARA TRANSFORMAR O BRASIL:

PRECISAMOS DE UM PARTIDO MUITO DIFERENTE DE TODOS!

Torna-se mais fácil construir uma casa nova, evitando as falhas da antiga que apresentou trincas na sua estrutura.

Reparos, por melhores que sejam não oferecem a mesma credibilidade.

Faz algum tempo, no programa RODA VIVA, foi discutida a segurança. O tema principal foi o brusco aumento da criminalidade no Brasil e principalmente em São Paulo. Tudo girou em torno da polícia militar, polícia civil e presídios. Durante uma hora não se encontrou tempo para que se discutisse a origem de toda essa violência: A injustiça social que impera em nosso país.

A nossa classe média não consegue desvendar o caminho da maior prioridade que se chama EDUCAÇÃO.

Os partidos que chegam ao poder prometem mudar o Brasil, porém terminam adotando soluções paliativas, como o bolsa família. Faltam convicção, coragem e determinação para um salto de qualidade. Resolvem governar com e para o sistema financeiro e, agora, talvez, estão se dando conta, tardiamente, do grande erro cometido. Sinceramente, não sei se é um erro ou pura opção.

Votei no Lula sabendo que não se tratava, nem havia condições, de qualquer mudança mais radical. Votei na Dilma, no segundo turno, pois era a melhor opção. Mas estou totalmente insatisfeito com o tratamento dado à educação que, no Brasil, sofre de doença grave, portanto não pode continuar recebendo, apenas curativos. Toda nação está sendo corroída, principalmente, por essa doença.

SÓ VEJO UMA SOLUÇÃO PARA AS MAZELAS DESTE PAÍS:

UM PARTIDO NOVO, DIFERENTE EM TUDO, QUE DÊ ALTA PRIORIDADE À EDUCAÇÃO.

MUITOS PARTIDOS POSSUEM BONS QUADROS, PESSOAS HONESTAS QUE DESEJAM O MELHOR PARA O BRASIL.

NA URRS, NOS PAISES DO LESTE EUROPEU, TAMBÉM, EXISTIAM DIRIGENTES BEM INTENCIONADOS. MAS, ESSES PARTIDOS POR ESTAREM LONGE DO POVO, POR SE TORNAREM UM CLUBE FECHADO, DIRIGIDOS ETERNAMENTE PELAS MESMAS PESSOAS, FORAM PERDENDO A LEGITIMIDADE.

DIZIAM-SE, E MUITOS ACREDITAVAM, SER O GOVERNO DO PROLETARIADO. MAS, NÃO SE DAVAM CONTA QUE ESSE PROLETARIADO, O POVO, OS JOVENS, TODOS QUE NÃO PARTICIPAVAM DESSA SUPOSTA VANGUARDA ESTAVAM DISTANTES, NUMA DISTÂNCIA SEM VOLTA.

VERDADEIRAMENTE, AS DECISÕES ERAM TOMADAS POR MEIA DÚZIA DE PESSOAS. ALERTO, QUE NOS DIAS ATUAIS, QUANDO INGRESSAMOS NA INFOERA, A PARTICIPAÇÃO DO POVO NAS DECISÕES PASSA A SER MUITO MAIS NECESSÁRIA, MUITO MAIS EXIGIDA QUE NESSA HISTÓRIA PASSADA.

DISCUTIR UM PROJETO DESSE PARTIDO É A GRANDE LACUNA DENTRO DO NOSSO PAÍS. NADA DO PODER SÓ PELO PODER QUE É A NASCENTE DO PARTIDO SÓ PELO PARTIDO.

EXISTE, HOJE, UM PARTIDO QUE QUE LUTE PARA A APLICAÇÃO DE 15% DO PIB NA EDUCAÇÃO? CURATIVOS NÃO RESOLVEM! DIZEM LOGO: É MUITO, É UTÓPICO, O PAÍS VAI QUEBRAR ETC.ETC. DEVEMOS DISCUTIR AS FONTES DESSES RECURSOS!

O tópico MOVIMENTO POR UM PARTIDO foi publicado em março de 2012. O âmago desse tópico continua plenamente válido!

Pertenço ao conjunto daqueles que desejam ver o ideal, a atuação, de todos que almejam um mundo melhor sendo a popa dessa nau, onde se encontram a hélice que possibilita singrar por esse mar de injustiças e o leme que conduz esse PARTIDO (a nau).

É um partido com programa muito bem definido e estatuto claro que não permita alterações oportunistas desse programa. O programa deve ser a base de sustentação desse partido!

Esse périplo, com destino ao porto dessa viagem, não necessariamente deve ter uma data rígida, mas é urgente. A tripulação dessa nau deve estar atenta à carta de navegação, para evitar um naufrágio ou encalhe. Essa carta é o estatuto com regras de navegação rígidas e claras, com instrumental participativo.

O comandante não poderá, ao seu bel-prazer, alterar essa rota sem o aval da tripulação, o povo como ator das mudanças.

No destino desse porto estarão esperando, de braços abertos: a EDUCAÇÃO, logo na frente, clamando por 15% do PIB para que as crianças tenham escolas descentes, em tempo integral, com café da manhã, com almoço, com esporte, com janta e com transporte.

Faz-se necessária a federalização da educação básica!

A SAÚDE vem em seguida dizendo que apoia, integralmente, esse pleito; pois ela está ciente dos benefícios que terá com tantas crianças bem nutridas e com a certeza que os pais, também, menos estressados e melhor alimentados serão beneficiados, dispensando, inclusive o bolsa família que passa a ser um aporte a esse programa de salvação nacional.

Os recursos para a educação: Auditoria da dívida pública, uma CPMF exclusiva para a educação básica, royalties do petróleo e bolsa família (todas crianças estarão na escola, em tempo integral).

O pequeno agricultor, com todo suporte da Embrapa, passando a ser o principal fornecedor dessas escolas, sentirá as grandes melhorias proporcionadas pela chegada dessa nau (PARTIDO).

Tanto essa gente do campo como os marginalizados das cidades, acostumados aos efeitos devastadores das naus piratas ou assemelhadas, ficarão, por certo tempo, reticentes, descrentes, crendo ser, apenas, mais uma.

Como nesse longo périplo estão previstas tempestades; causadas por corruptos, por grandes traficantes, pelos lavadores de fortunas recebidas desses piratas e todos aqueles que vivem desse estado de coisas ou são coniventes ou, simplesmente, indiferentes; então, essa grande embarcação (O PARTIDO) deve ter projeto e estrutura para atravessar esse mar revolto.

A passividade facilita a atuação desses psicopatas. Já dizia Luter King: “O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética… O que me preocupa é o silêncio dos bons.” Ele, aqui, possivelmente, engloba os omissos!

Nessa nau todos estarão imbuídos pelo ideal do bem comum. A rigidez do projeto e montagem da sua estrutura não devem sofrer avarias de grande porte ao singrar mar com nuvens negras. O estatuto não permitirá desvios da rota traçada. Tudo deve ser elaborado de tal modo que não haja disputa de poder, só pelo poder; por mais ardilosa que seja. Outras naus existirão e possivelmente os tripulantes com ideais parecidas desejarão mudar de nau democraticamente, pacificamente, ou procurarão meios para adotar estrutura, montagem e estatuto dessas tripulações de modo semelhante. Os honestos, com certeza, notarão que não poderão continuar numa nau que, mesmo com disfarce, esteja sendo usada para a pilhagem.

Muitos políticos, do baixo clero, descobrirão que se tornaram reféns do sistema.

Os tripulantes devem ter o conhecimento necessário; para não serem pegos de surpresa pelo discurso de eventuais corruptos, mafiosos e os lavadores de dinheiro proveniente dessa classe de psicopatas; pois há estudos que comprovam a existência dessa praga no meio da sociedade, numa percentagem de aproximadamente 3 a 5%.

Eles passam a ter menos influência, quando as leis são devidamente aplicadas e começam a ser identificados. Essa percentagem faz parte de pesquisas internacionais, bem fundamentadas.

Num país de 200 milhões, esses 3% são 6 milhões atuando em todas as esferas da sociedade. Pense no efeito multiplicador, devido à enorme influência que esses bandidos exercem sobre aqueles menos informados. Eles, em geral, têm um nível de inteligência acima da média, são dissimulados e bastante ativos no meio em que convivem. Não medem esforços para alcançar o que desejam.

Só um partido, como descrito, chegando ao poder, poderá colocar limites a essa escória, onde se encontram os corruptos, os traficantes e aqueles que lavam todo esse dinheiro. Essa gente convive melhor num ambiente de injustiça social. São contrários a um investimento maciço na educação.

Eles e aqueles que são influenciados sempre irão dizer, procurar convencer, que investir 15% do PIB na EDUCAÇÃO é uma meta ambiciosa, porém inviável, que o país não tem recursos etc. Na verdade, em médio prazo, isso será prejudicial a todos esses mafiosos. Não interessa a eles um povo esclarecido.

Quem pode achar que pessoas com mentes sadias cometeriam: crimes tão horrendos como a corrupção deslavada, atividades mafiosas e a execrável lavagem de dinheiro? É tudo isso que denigre, embrutece, empobrece uma nação.

Quando um país se torna rico através da espoliação de outros povos, pode-se identificar o perfil de seus dirigentes que não titubeiam em fomentar guerras, enganando e manipulando seus compatriotas mal informados.

O mesmo comportamento, ou similar, verifica-se, também, dentro do próprio país, quando tudo é feito para manter o status quo que privilegia grupos em detrimento de todo o povo, sonegando-lhe a educação, a saúde e tudo que represente bem estar social. O psicopata, como já disse, é inteligente, é dissimulado, não sente culpa, é um mentiroso, é manipulador, está sempre à procura de estímulos, adora ser líder. Como exímio chantagista, consegue manter os políticos corruptos no bolso.

Esse partido deve prever, em seu estatuto: mandato único em todos os níveis; fim do alto clero que tudo pode, tudo decide; país unitário (seria o ideal); lei única; câmara única; deputados estaduais e vereadores só para fiscalização, recebendo, apenas, ajuda de custo; financiamento público exclusivo, evitando que os eleitos se tornem reféns do poder econômico; revezamento constante em todos os níveis desse partido, desde os menores núcleos à toda direção; não haverá coligações; fim da profissão “político”, o deputado estadual, o vereador continuarão sendo o torneiro, o professor, o médico, o taxista, o comerciante etc.etc.

Deputados estaduais e vereadores, como fiscais, devem ter todos os meios para denunciar os malfeitos; o número poderá triplicar para que haja revezamento.

Esse partido, até que essas mudanças não sejam alcançadas, levará ao povo essas mensagens de mudanças. Pouco a pouco irá conseguir a adesão da maioria de nossa população. Esse é o caminho para, pacificamente, transformar esse nosso Brasil.

Não será um partido tirado da manga de um ou meia dúzia de figurões. Será um partido criado e fiscalizado pelo povo para que não seja usurpado! É difícil, mas só assim teremos uma nação forte, em busca de justiça social.

Só que isso é uma heresia para muitos intelectuais e a maioria da classe média. Não estou falando só das centenas de milhares daqueles que se sujeitaram a verdadeiros vexames para conseguir um carimbo de visto, com a finalidade de passar o fim de ano em NEW YORK (fica mais bacana a pronúncia), pois isso exige renúncias.

Por um partido criado pelo povo!

Responder

    LUIZ EDUARDO MICHELAZZO

    13 de setembro de 2013 às 23h30

    LAFAIETE SUAS OBSERVAÇÕES ESTÃO PERFEITAS. PARABENS.

    Lafaiete de Souza Spínola

    14 de setembro de 2013 às 10h47

    Luiz Eduardo Michelazzo,

    Desde inicio de 2012 estou, onde consigo, publicando esse tópico.

    Felizmente, alguns BLOGS, como este, são independentes; mesmo enfrentando as dificuldades, pagando o preço dessa altruísta independência; para o bem do Brasil.

    Infelizmente, poucos se apresentam, para uma empreitada desse tipo.

    Ficam discutindo: Isso não está bem, aquilo está mal; esse é entreguista, aquele um traíra; FHC fez isso e fez aquilo, a Dilma é o FHC de saia; uns atacam de PTralhas, outros contra atacam com TUCAnalhas e assim o tempo passa, sem nada de concreto para a transformação do Brasil.

    Poucos estão dispostos a ler um texto maior como este, diferente, mostrando um caminho possível para quem, realmente, deseja um projeto de transformação do nosso país.

    Discutir, indefinidamente, nossas mazelas, apenas, não sinto suficiente. Precisamos de um partido com a participação do povo como ator e não como mero figurante.

    Um partido com programa detalhado, onde a educação seja a prioridade das prioridades.

    Um partido com estatuto claro, rígido, que não permita meia dúzia de pessoas manipularem, mudar tudo, para chegarem ao poder só pelo poder. Partido sem donos, sem caciques. Partido, onde a estrela é o povo!

    Alex Back

    14 de setembro de 2013 às 10h03

    Lafaiete, entendo sua indignação e a resumo da seguinte maneira:

    Quando vamos deixar de lado essa conversa estúpida sobre direita/esquerda, que não nos leva a lugar a algum, e passar a falar sobre o que realmente interessa: Independência, Soberania e Liberdade?

    Essa conversa mole sobre direita/esquerda é sobre divisão. Dividir o que, se entra e sai governo, tudo que se vê é entreguismo? Governos que prostituem nossa Nação a séculos.

    Quando vamos deixar de brigar pelas sobras e passar a defender o todo?

    Lafaiete de Souza Spínola

    14 de setembro de 2013 às 20h08

    Alex,

    Dentro desse quadro, não há perspectiva para mudanças!

    E a transformação do país, necessariamente, passa pela educação básica.

    Sem um partido que não seja comprometido com o financiamento privado não há solução.

    Precisamos de um partido com milhões de membros; cada membro contribuindo com 10, 20, 50 reais para não necessitar desse espúrio sistema; com todos participando, obrigatoriamente revezando em todos os níveis. Mandato único, como descrito, deve ser a regra.

    Todos os países com alto nível de desenvolvimento tiveram seus alicerces na educação.

    Nesse mundo globalizado, quem não investe em Educação estará mais vulnerável.

    O Brasil, todos sabemos, é um país de analfabetos e semianalfabetos.

    Um diploma de segundo grau, quase sempre, não passa de um pedaço de papel. O IDEB e testes internacionais estão aí para comprovar a quem duvida dessa verdade.

    Depois do primeiro impacto inicial, o bolsa família passa à fase da saturação no que diz respeito à ampliação do mercado interno.

    Segundo estatísticas, as classes D e E representam cerca de 75 milhões de habitantes, aproximadamente 40% da nossa população. O poder aquisitivo desses nossos conterrâneos está em torno de, mirrados, 10%. O que podemos esperar dentro desse quadro de calamidade?

    Um investimento de pelo menos 15% do PIB na educação, em nossas condições concretas, daria um impulso, em curto prazo, no nosso mercado interno, desde que haja uma mobilização nacional.

    Boa parte das nossas reservas poderia ser usada, inicialmente, para a construção de escolas, em tempo integral, tipo CIEPS, porém mais amplas, com áreas dedicadas à cultura e ao esporte. Tudo isso nas cidades e no campo.

    Reservando aos pequenos agricultores o fornecimento da alimentação dessas escolas, haveria um crescimento do mercado interno oriundo da renda desses agricultores, além de mantê-los em suas terras. Não se faz necessário deduzir que haveria um crescimento, também, na construção civil. Esse é o trem bala que o Brasil necessita.

    Sugiro que se aplique cerca de 40% das reservas na construção de grandes centros educacionais e na preparação urgente de professores, tudo federalizado.

    Um exemplo: FINLÂNDIA x BRASIL.

    1. O PIB PER CÁPITA da Finlândia é de aproximadamente US$ 55.000,00.

    2. O do Brasil está em torno de US$ 12.000,00.

    3. A Finlândia investe cerca de 6% na educação, o que dá US$ 3.300,00. Já investiram, no passado, muito mais de 6%.

    4. O Brasil dedica por volta de 5%, num total de US$ 600,00.

    5. A Finlândia, portanto, investe 5.5 vezes mais que o Brasil, na área.

    6. Se passarmos a investir 15% do PIB, dá para ver que não é um exagero, como alguns afirmam. Neste caso, a Finlândia continua investindo 80% mais que o Brasil.

    Devemos considerar, ainda:

    Que a nossa população em fase escolar, percentualmente, é maior que a da Finlândia.

    Que a Finlândia investiu na educação para chegar a um alto patamar de bem estar social.

    Cerca de 40 anos atrás, na década de 70, a Finlândia não era um país avançado, era um país madeireiro.

    Que não se deve esperar melhores dias para assim proceder, pois esses dias podem não chegar ou tornar-se muito tarde, prolongando essa injustiça social e mantendo a nossa fragilidade na segurança.

Luís CPPrudente

13 de setembro de 2013 às 18h05

Paulo Bernardo é um traira, é um tucano dentro do PT, assim ele vem trabalhando para melhorar os lucros das empresas que ele representa, pois ele atende por Plim Plim e por Trim Trim.

Quando ao consumidor, o traira do Paulo Bernardo está pouco se lixando.

Responder

Luiz

13 de setembro de 2013 às 17h01

DILMMMMMMMMMMMMMMMMMAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, TIRA ESSE CRÁPULA DO SEU GOVERNO POR FAVOR !!!!!

Responder

Luiz Carlos

13 de setembro de 2013 às 16h56

Paulo Bernardo, ele consegue superar o maior dos traíras, é um TUMOR cancerígeno, que vem aniquilando com a sociedade brasileira, na minha opinião, pena de morte prá esse cara(que não tem coluna espinhal), é muito pouco.

Responder

renato

13 de setembro de 2013 às 16h32

Não assisto TV a cabo.
Só na anteninha normal..
Assisto filme pirata.
Baixo filme da internet.
Assisto na internet.
Passo de PC para a tela.
Não tenho antena pirata.
Não baixo música da internet.
Só escuto musica americana nas rádios.
Não escuto musica nacional.
Pergunto o que é que ele esta negociando!!!
TV por assinatura é furada…um chute.
Mas para quem gosta de jogar dinheiro fora.BLZ.

Responder

Leandro_O

13 de setembro de 2013 às 15h40

Como já colocava CAPRA (p.400) há 30 anos atrás:
“Uma certa reestruturação da informação já está sendo realizada com êxito por movimentos de cidadãos e associações e por numerosas redes alternativas de cidadãos e associações e por numerosas redes alternativas. Entretanto, para que a nova consciência ecológica passe a fazer parte de nossa consciência coletiva, ela terá que ser transmitida, em última instância, através dos meios de comunicação de massa. Estes são atualmente dominados pelo mundo dos grandes negócios, especialmente nos Estados Unidos, e seu conteúdo é devidamente censurado. O direito de acesso do público aos veículos de comunicação de massa será, por conseguinte, um aspecto importante da mudança social em curso. Uma vez que tenhamos conseguido reformar os veículos de comunicação de massa, poderemos então decidir o que precisa ser comunicado e como usar eficazmente esses veículos para construir nosso futuro.”
Mas mesmo que o Direito venha a democratizar os meios de comunicação, isso só seria feito se houvesse uma anterior vontade motivacional, que fosse outra que a atual, isto é, fosse a construção de uma sociedade mais justa em detrimento da concentração do capital (não à toa, no Brasil a família mais rica detém o principal meio de comunicação). E, então, só a partir dessa vontade motivacional, o Direito garantiria a mudança social.

CAPRA, F. O ponto de mutação: a ciência, a sociedade e a cultura emergente. Tradução: Alvaro Cabral. São Paulo: Editora Pensamento-Cultriz, 1997.

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