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Maurício Caleiro: A greve dos professores das federais e os truques do governo


19/07/2012 - 16h07

por Maurício Caleiro, no blog Cinema e Outras Artes

À medida que vêm à tona análises mais detalhadas da proposta do governo Dilma aos professores em greve, fica cada vez mais evidente que se trata não apenas de uma resposta insatisfatória em termos salariais e de estruturação da carreira. Depreendem-se do episódio aspectos preocupantes quanto às estratégias comunicacionais adotadas pelo governo no episódio, no modo como ele concebe e se relaciona com o professor universitário no Brasil e, sobretudo, no que toca à posição da Educação ante a área econômica do governo, tendo em vista seu planejamento e perspectivas futuras.

Ilusionismo financeiro

Quanto aos aspectos propriamente salariais, claro está que a proposta do governo é de tal ordem sujeita a variações de dados macroeconômicos futuros e à definição exata de datas de reajuste – deixadas em aberto – que não se pode falar categoricamente em aumento. Pois, a depender da inflação de 2012, 2013 e 2014 e de como o governo dividirá percentualmente entre tais anos os reajustes salariais, estes podem ser anulados ou mesmo superados pelo aumento do custo de vida.

Aumentos trienais sem garantia de percentual acima da inflação não significam a priori aumento real, mas uma aposta.

Plano de carreira

A atual greve dos professores prioriza duas reivindicações: plano de carreira e melhoria salarial. Se esta, como vimos, depende de uma aposta, o plano de carreira delineado pelo MEC – que, embora protocolado em abril de 2011, recende a improvisação – apresenta, infelizmente, aspectos que não apenas pioram as condições atuais como traem, de forma indubitável, a priorização das demandas da área econômica do governo em detrimento do planejamento sério e consequente do que deva ser a evolução profissional de um professor universitário.

Em meio a brechas e indefinições potencialmente danosas, o mais contraditório desses aspectos é a determinação de que mesmo mestres e doutores devem ingressar no magistério superior como Professor Auxiliar, e que só podem evoluir após os três anos de estágio probatório. Ora, isso, além de não fazer o menor sentido, é uma afronta à própria expectativa de direito anteriormente assegurada àqueles que ora cursam mestrado ou doutorado, para os quais ingressaram, em sua imensa maioria, justamente para ascender à (ou ingressar na) classe referente à sua titulação.

Papo reto

Se o governo realmente estivesse bem-intencionado e prezasse os professores das federais, não apresentaria uma aposta, mas uma proposta concreta de aumento salarial, superior à inflação projetada para este ano, e efetiva a partir de março de 2013 (pois um ano após o aumento de 2011). Simples assim.

Tivesse tomado essa medida trivial e apresentado um plano de carreira decente – obrigações básicas de qualquer governo, ainda mais de um que diz privilegiar a educação –, a greve já teria há tempos se encerrado.

Ao invés disso, após quase um mês de paralisação, rompe o silêncio e monta uma verdadeira operação de marketing para divulgar sua proposta – incluindo um texto em que dá destaque aos aumentos maiores, relativos à ínfima minoria dos professores titulares,e tabelas comparativas sui generis, que, numa manipulação injustificada e claramente mal-intencionada, contrapõem os salários de 2010 aos que os professores poderão vir a receber em 2015. Convém lembrar que estamos em 2012.

Marketing e mídia

Com estratagemas tais, e contando com a colaboração preciosa da mídia – que tantos alegam ser implacavelmente contrária à administração Dilma -, o governo tem sido parcialmente bem-sucedido em sua estratégia de jogar o público contra a greve. Basta ler os jornais e portais – e, neles, os comentários – para se ter a impressão de que os professores universitários estariam prestes a virar os novos marajás: “45% de aumento!”, “R$17 mil reais”, “Maior aumento da história”.

(Como se vê, a cobertura que a mídia destina à greve fornece mais um exemplo claro de que a oposição simplista entre PIG (Partido da Mídia Golpista) e governo Dilma não é efetiva, como querem alguns. E que havendo afinidade de interesses entre mídia corporativa e governo, a imprensa não se furta a se posicionar ao lado deste. Deixa de ser o malvado PIG e vira jornalismo amigo.)

Porém, a realidade fria dos números é bem outra. Para se aprofundar sobre os meandros da cobertura midiática, vale a pena ler os textos de Joana Tavares (no Viomundo), os de Sylvia Debassan Moretzsohn, “A lamentável cobertura da greve nas federais e “O jornalismo cego às armadilhas do discurso oficial” (no Observatório da Imprensa).

Equívocos e autoritarismo

Ao apresentar aos professores universitários uma proposta que mal disfarça o seu caráter de peça de ilusionismo monetário, o governo Dilma denota possuir uma visão estreita e subvalorizada do que seja o professor universitário, esse ente público que fatalmente tem e terá uma função essencial na formação das novas gerações de brasileiros e no redesenho futuro do país.

A impressão que fica é que o governo os toma por tolos, incapazes de fazerem contas financeiras ou de desvelarem truques de marketing de massas. Isso evidencia a existência de um erro de postura da administração Dilma, certamente menos decisivo e efetivo, na prática, do que as propostas que apresenta podem ser, mas denotadores, por um lado, de uma incompreensão profunda do que seja o professor universitário enquanto categoria profissional do Estado e, por outro, uma vez mais, da tendência a evitar o diálogo e a negociação ou a exercê-los em bases mínimas e restritas – a um passo do autoritarismo, como a autorização para o corte de ponto dos grevistas evidencia.

Contradições óbvias

É altamente significante da posição subalterna e desprestigiada que tanto o servidor público federal como a educação como um todo ocupam atualmente no país o fato de que o Ministério do Planejamento foi quem efetivamente comandou e deu a palavra final aos termos da inaceitável proposta apresentada aos professores. Mercadante, se digladiando entre sua passividade conservadora e sua ânsia por holofotes características, limitou-se, se tanto, a barganhar, enquanto o ministro do Trabalho sequer foi chamado à mesa se negociações.

Mais: o mesmo governo que faz de tudo para irrigar a economia através da ampliação do crédito – portanto, de capital advindo de endividamento junto ao sistema financeiro, que acaba por se traduzir em lucro para os bancos – parece não querer irrigá-la com salário – capital originário das relações sociais do trabalho, que teoricamente beneficiaria o assalariado (e, ainda mais, quem o emprega), mas que, na visão economicista predominante, prejudica o governo por aumentar seus gastos.

Tire suas conclusões

Assim, no final das contas, apesar das inegáveis conquistas sociais representadas pela redução da pobreza no país, mesmo o investimento em áreas fundamentais como saúde e educação mantém-se submetido aos ditames ditados pelo setor financeiro, que tem na área econômica do governo o seu representante no Estado. Os bancos brasileiros são, atualmente, os que mais lucram no mundo. Já a educação oferecida no país ocupa posições vergonhosas em comparação com o contexto internacional. Diga o leitor qual é a prioridade do governo.

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A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



80 comentários

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adenilde petrina

21 de julho de 2012 às 20h54

Sou professora de ensino fundamental na rede pública de minha cidade,há 28 anos.Lutamos bastante para que os professores tenham um salário digno, condições excelentes de trabalho em todos os níveis:do pré à universidade;porém lutamos tambem para que a universidade forme excelentes profissionais que saibam dialogar,partilhar conhecimentos,informar e,sobretudo,conscientizar as pessoas para que busquem todos juntos uma sociedade mais fraterna e igual.

Responder

Arthur Schieck

21 de julho de 2012 às 13h09

Sem entrar no mérito, devo dizer que os únicos afetados por essa greve são os estudantes. A população está indiferente, o governo não está nem aí, os professores estão de “férias” e o trânsito na cidade está muito melhor.

Responder

    Nelson

    21 de julho de 2012 às 14h15

    Pelo menos, ao contrário dos órgãos da mídia hegemônica, de seus (de)formadores de opinião e de muitos dos comentaristas deste sítio, pelo menos alguma coisa o Sr econtrou de positivo na greve.

Carlos

21 de julho de 2012 às 01h59

Os nossos professores universidades das faculdades pública são uma vergonha, pois se escondem atras de um título (pago por nós!!) para se dizerem competentes, mas quando comparamos a produção (produção de verdade) de um pesquisador brasileiro e os correlatos estrangeiros, é uma vergonha. Vão justificar mil coisas, mas a verdade é que eles se sentem reis, logo com a ausência de controle externo se tornam arrogantes e improdutivos.

Alguém precisa dizer para eles que o título não se materializa e produz nada. É a velha cultura da monarquia de se esconderem atrás de títulos. Foi assim ontem, e continua assim ainda aqui no Brasil.

As universidades tem que ser privatizadas. Assim como as excelentes universidades americanas.

Responder

    Nelson

    21 de julho de 2012 às 13h47

    Somente uma parte ínfima de toda a pesquisa feita no Brasil é realizada nas universidades privadas. Enquanto isso, cabe às universidades federais um percentual que beira os 100%.

    E isto ocorre por uma razão bem simples: a lógica capitalista de obtenção de lucros crescentes.

    Pesquisa significa investimento que, em grande parte dos casos, só vai maturar e render frutos a longo prazo. Isto, quando não “dá com os burros n’água”, ou seja, não serviu para nada. Mas, faz parte do risco e este risco é bancado pela sociedade, via Estado.

    Já a universidade privada, que tem por como primeiro objetivo – em muitos casos o único – a garantia de lucro para seus donos, não conseguindo fugir a esta lógica capitalista, pouco ou nada vai investir em pesquisa.

    Então, Sr. Carlos, a sua proposta, de privatização das universidades federais, vai decretar a morte definitiva da já pouca pesquisa feita em nosso país. E isto vai ter como resultado óbvio, uma ainda maior dependência do nosso país ao primeiro mundo. Ou seja, ampliar mais e mais a perda da nossa soberania.

    Sem dúvida, o que o Sr propõe vai em sentido totalmente contrário ao desenvolvimento das enormes potencialidades do nosso grande país e às necessidades de seu povo.

    Paciente

    21 de julho de 2012 às 15h09

    E os que vc nos diz das excelentes universidades públicas europeias?
    Oras, não sabes do que estás falando, então fique calado para não passar vergonha!

    Carlos

    22 de julho de 2012 às 11h23

    Aos dos barnabés, acima, não comprei as universidades estatais brasileiras às privadas brasileiras. Não se fala de besta.

    O sistema público brasileiro é improdutivo, isso inclui as universidades e seus professores barnabés, como vocês dois. Tamanha a arrogância e prepotência.

    Nós pagamos a conta e tomos o direito, através de nossos representantes, em decidir que modelo queremos. Por mim, privatiza tudo.

    E quanto aos barnabés, sobretudo àqueles que não trabalham, sinto muito, mas precisamos aprender muito, em matéria de trabalho e produtividade, com nossos irmãos do norte.

    Ressalto, a comparação aqui é um professor de uma universidade privada americana, por exemplo, com um professor-barnabé de uma universidade brasileira. A pesquisa brasileira é um faz-de-conta porque está na mão dos barnabés!!!

Carlos

21 de julho de 2012 às 01h41

Esta mais do que na hora do nosso país acabar com a estabilidade no serviço público, impondo transitoriedade nos cargos públicos. Tem gente que quer passar a vida toda nas tetas gordas do estado mamando nosso suado dinheirinho.

“As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver por conta pública.”

Marcus Tullius Cícero – Roma, 55 a.C.

Responder

    Nelson

    21 de julho de 2012 às 14h09

    Sinto ter que dizer, Sr. Carlos, mas, pelo jeito, o Sr ficou mesmo lá pelos tempos de Antes de Cristo. Está totalmente por fora das necessidades dos nossos tempos.

    Propor o fim da estabilidade no serviço público é decretar o fim do mesmo, algo que é tão essencial a qualquer sociedade e a qualquer país. É, por consequência, jogar o caos, a baderna definitiva na nossa nação.

    A proliferação dos CCs (cargos em comissão) é uma das pragas que enodoam a administração pública e lutamos para debelá-la, ou pelo menos minimizá-la, justamente por sua transitoriedade. Assim, é de imaginarmos no que se tornará uma administração pública em que todo o contingente de funcionários seja submetido à transitoriedade.

    Por exemplo, um grupo de CCs, ligados a um determinado partido, entra numa Prefeitura, escorraçando o que ali estava. Passados quatro anos, é bem possível que seja a vez de outro grupo assumir, “chutando” para fora o anterior. Isto é transitoriedade. Será que isto faz bem a uma administração que tem que se preocupar com uma visão de mais longo prazo? Duvido muito.

    Que há problemas oriundos da estabilidade do servidor público, todos sabemos. Porém, sabemos também que esses problemas podem ser sanados ou bastante minimizados. De outra parte, deveremos estar preparados para vermos surgirem problemas muitíssimo mais graves – e aí, sim, insolúveis – se aderirmos a sua proposta de acabarmos com a estabilidade e implementarmos a transitoriedade no serviço público, Sr. Carlos.

    Paciente

    21 de julho de 2012 às 15h11

    Vc deve ser frustrado porque nunca passou num concurso público! Deve ter feito faculdade particular e não teve uma boa formação. Só consegue trabalhar no serviço público se for apadrinhado por algum político corrupto que lhe dê um cargo comissionado!

ivomar

21 de julho de 2012 às 00h02

As vezes eu fico indaganda se 90% ds comentarios daqui são de burros ou pilantras. De tanto levar cassetadas os trabalhadores dos Correios, depois de mais de quase duas decadas trocou a direção do comando de nossa federação> saiu o comando majoritario do PT e entrou o PCO. A causa disso foi as inumeras traições da direção da federação. Em nossa ultima greve li comentarios idiotas de “jumentos” que não conheciam a correlação de forças no nossso movimento, opinando que este era fruto de uma politica suicida e louca do PSTU, PSOL e PCO, que juntos não tinham 30% de força na categoria. Assim chamando os trabalhadores de burros.

Responder

Carlos

20 de julho de 2012 às 23h53

Dilma tem que cortar o ponto. Um trabalhador sério não faz greve para prejudicar a população. Os salários estão todos na internet e sabemos que não justificam uma greve como essa.

O serviço público brasileiro é uma zona, os servidores querem ganhar o máximo possível pelo baixo nível de produção e produtividade.

Responder

    Nelson

    21 de julho de 2012 às 00h20

    Estás plenamente equivocado, Sr Carlos.

    Nenhum trabalhador, mesmo aquele que tem estabilidade no emprego, faz greve no oba oba, para ficar sem trabalhar. E se faz, te garanto que, quando a greve passa das duas ou três semanas, começa a aparecer um mal-estar, a tensão e uma vontade quase incontida de voltar ao trabalho, mesmo que não tenha havido ganho algum.

    E, Sr Carlos, quando este trabalhador se dispõe a fazer uma greve de mais de um mês, de 40, 50 ou 60 dias, como é o caso dos professores federais, é porque a coisa já passou do ponto tolerável, está demasiadamente ruim.

    Os professores estão lutando também pelos interesses do povo brasileiro. Eles procuram fazer ver ao governo Dilma o quanto é equivocado destinar gordos subsídios a já bilionárias empresas, entre várias outras benesses que vêm concedendo aos tubarões, ao mesmo tempo em que questões de extrema importância como a educação, a saúde, a reforma agrária vão sendo relegadas cada vez mais a um segundo plano.

    Carlos

    21 de julho de 2012 às 01h36

    Equivoca e muito está o Senhor, pois o tempo de uma greve não garantia nenhuma de honradez.

    E mais, a sociedade não apoia essa greve. Muito pelo contrário ela quer ver os salários e, ela mesma, fazer juízo se o DINHEIRO PUBLICO que os professores recebem justificam uma greve. Pois todos nós sabemos a quantidade de impostos que pagamos.

    Nós pagamos os salários dos servidores públicos, logo temos o direito de avalia-los, inclusive, nos rendimentos.

    Esses servidores estão na época do feudalismo, se acham senhores feudais.

    jose marcos

    21 de julho de 2012 às 10h00

    Caro SR Nelson, infelizmente não é bem assim, tenho uma filha que estuda na UFF, um sobrinho que estuda na UFRJ, outro na UFMG e uma filha de uma amiga que estuda na UFJF. Em todas elas existem professores bons e sérios, mais tambem existem muitos doutores que NÃO QUEREM SABER DE DAR AULA, FALTAM POR QUALQUER MOTIVO, CHEGAM CONSTANTEMENTE ATRASADOS, NÃO TOLERAM QUESTIONAMENTOS DOS ALUNOS, QUASE NUNCA REPÕEM AS AULAS QUANDO ESTÃO NO EXTERIOR FAZENDOS SEUS CURSOS POR CONTA DO GOVERNO.Acho justo pagar bem aos professores , desde que trabalhem sério e deixem de lançar matéria para os alunos se virarem nos tais “trabalhos de grupo”. Como eu ja falei em outros comentários não existem INOCENTES neste conflito, só os alunos sérios que estão perdendo um ano de suas vidas. CHEGA DE HIPOCRISIA, O PESSOAL SÓ QUER SALÁRIO. PEÇO PERDÃO AS EXCEÇÕES.

    abolicionista

    21 de julho de 2012 às 08h13

    Reaça detected!

Marcelo

20 de julho de 2012 às 23h31

Realmente está um lixo. O REUNI só traz desestruturação, onde já se viu polos universitários dentro de rincões, isto faz com que mais professores sejam contratados e obviamente nós com PhD não podemos ter salários dignos.
Só o PT mesmo querendo, universalizar o ensino superior a qualquer custo.
Repetindo o que um amigo me disse no passado, ensino superior e principalmente Stricto Senso é para quem pode e não para quem quer.
Torço todos os dias que PSDB volte e termine estes anos de treva na educação do país.

Responder

    Paciente

    21 de julho de 2012 às 04h41

    Sua ironia demonstra que você não conhece a realidade e as condições de trablaho dos novos campi do REUNI! A GREVE NÃO É CONTRA O REUNI NEM CONTRA A UNIVERSALIZAÇÃO DE UM ENSINO SUPERIUOR INCLUSIVO! Se informe antes de fazer deboche sobre o que vc desconhece!

Leo V

20 de julho de 2012 às 22h28

Atenção!

Presidente do INCRA se recusou a cortar o ponto dos servidores e foi exonerado por isso.

Notícia que dificilmente aparecerá no PIG e no PIG (o Partido da Imprensa Golpista e o Partido da Imprensa Governista).

Responder

Uma tremenda falta de Educação « Viomundo – O que você não vê na mídia

20 de julho de 2012 às 10h53

[…] Maurício Caleiro: A greve dos professores das federais e os truques do governo […]

Responder

mello

20 de julho de 2012 às 10h47

Injustificável a atitude do Governo Federal ao apresentar uma proposta desrespeitosa aos servidores federais da área de Educação. Só ratifica que a “prioridade ” para o setor é apenas um aceno, semelhante ao que os outros governos, atuais e passados, nas três esferas de Governo fazem.
Grande decepção.

Responder

jose marcos

20 de julho de 2012 às 10h21

Antes de mais nada quero deixar bem claro que não suporto a manipulação das noticias pelo PIG. Porém neste caso da greve dos professores o meu comentário é como pai e tio de varios alunos de Universidades Federais pois não existem “santinhos” neste caso, a responsabilidade do Governo nós ja sabemos, agora boa parte dos professores tambem não são santinhos injustiçados, e porque?

1- Não comparecem para dar aulas pois estão fazendo seus doutorados, mestrados e especializações no exterior e depois dizem que vão repor as aulas, e quase nunca repõem e recebem seus salarios. MINHA FILHA CANSA DE VOLTAR PARA CASA PORQUE O DOUTOR ESTA NO EXTERIOR E NÃO TEM NEM A DIGNIDADE DE AVISAR A TURMA COM ANTECEDENCIA;
2-Muitas vezes tratam os alunos com menosprezo pois acham que são pesquisadores e não tem que aturar alunos ainda em formação;
3- Muitas vezes jogam a matéria de qualquer jeito mandam tirar 200 milhões de cópias, passam um trabalho em grupo e cobram como se tivessem explicado alguma coisa;
4-Os “doutores” muitas vezes são extremamente autoritários em sala de aula, não admitindo contestações de “reles” alunos;
5-Faltam por qualquer motivo, não são descontados e chegam frequentemente atrasados

Azenha, converse com alunos que não sejam agentes politicos de universidades federais e confirme ou não o que estou falando. Gostaria de acrescentar ainda os seguintes pontos:
a-É claro que existem varias exceções que peço que perdõem a revolta de um pai que acompanha o que a filha passa na universidade;
b-Engraçado, qualquer trabalhador que faz greve ou chega atrasado tem muitas vezes seu salãrio descontado, E OS PROFESSORES NÃO PODEM SER DESCONTADOS????E plha que nos só temos,quando podemos tirar 30 dias de férias por ano, que muitas vezes usamos para nos especializar POR NOSSA CONTA, VIU SRS PROFESSORES!!!!!
Para finalizar não estou entrando no mérito da discussão salarial. O QUE QUERO DEIXAR CLARO É QUE NÃO EXISTEM INOCENTES NESTE CASO (GOVERNO E PROFESSORES). AS VITIMAS SÃO NOSSOS FILHOS EM QUEM , HIPOCRISIAS A PARTE, NINGUEM ESTA PENSANDO. DESCULPEM NOVAMENTE A REVOLTA DE UM PAI, POR VER SEU FILHO PERDENDO UM ANO DE VIDA.

Responder

    Carlos

    21 de julho de 2012 às 01h55

    Tem toda razão, os caras se escondem atras de um título (pago por nós!!) para se dizerem competentes, mas quando se compara a produção (produção de verdade) de um pesquisador brasileiro e os correlatos estrangeiros, é uma vergonha. Vão justificar mil coisas, mas a verdade é que eles se sentem reis, logo com a ausência de controle externo se tornam arrogantes e improdutivos.

    Alguém precisa dizer para eles que o título não se materializa e produz nada. É a velha cultura da monarquia de se esconderem atrás de títulos. Foi assim ontem, e continua assim ainda aqui no Brasil.

    As universidades tem que ser privatizadas. Assim como as excelentes universidades americanas.

Marcellus

20 de julho de 2012 às 10h06

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem. Mas vem cá: “(Como se vê, a cobertura que a mídia destina à greve fornece mais um exemplo claro de que a oposição simplista entre PIG (Partido da Mídia Golpista) e governo Dilma não é efetiva, como querem alguns.” Claro pra quem cara pálida? Isso é ridículo, ou o autor acha que a atitude da “mídia” explica-se por “simpatia” ou “cumplicidade” com o governo? O orçamento da União é pífio para a educação pois é espremido pela massa sinistra dos gastos com os juros e amortização da dívida pública, um assalto aos cofres da nação. O que essa mídia pretende blindar não é o governo, mas o status quo da agiotagem e do rentismo, além de defender a ideologia liberal privatista da educação em detrimento do ensino público. Para eles a educação pública que se lixe e vire sucata, e na primeira oportunidade de descer o sarrafo no governo como incompetente, ardilosamente usando até do expediente crítico em relação à educação pública, farão com indisfarçável alegria e oportunismo.

Responder

Marcia Noemia

20 de julho de 2012 às 09h45

Acho muito interessante toda esse debate em torno da questão dos professores universitários. No entanto, quando os professores das redes públicas do ensino Fundamental e Médio entram em greve…. Os próprios professores universitários não têm um discurso tão inflamado em nossa defesa – sou professora da rede estadual de ensino do Estado do Rio de Janeiro -; e tampouco a sociedade. Eles lutam pela melhoria da “educação e da pesquisa em nosso país”, isso eu também acho; mas se por acaso o governo(de qualquer partido) atende todas ou parte de suas reivindicações, o discurso em defesa da escola pública e da valorização de seu professor se resume à Academia (pelo menos nas faculdades de Educação, porque outras faculdades ou Institutos não estão nem aí para esta discussão). Pois é, pelo menos eles estão cumprindo o seu papel, ou seja, a do discurso em defesa da Educação e pela meelhoria de seus salários.

Responder

mfs

20 de julho de 2012 às 09h31

Tenho dois colegas insuportáveis – tucanos assumidos e veementes – que passam todo o tempo trombeteando que as melhores universidades do Brasil, a USP e a Unicamp, são administradas há muitos anos pelos governos do PSDB. Para eles, a comparação entre as gestões tucana (estadual SP) e petista (Lula e Dilma) nas áreas de educação universitária mostram claramente a superioridade administrativa do PSDB. Vejam, estou aqui meio como advogado do diabo, a reproduzir argumentos deles. E admito que fico enrolado para responder. Os salários dos professores da USP e Unicamp realmente são superiores aos equivalentes nas univ. federais? Alguém aí pode responder? Repito, não sou provocador da direita, troller ou algo assim. Realmente setou sem saber responder. Alguém se habilita a responder?

Responder

    ricardo

    20 de julho de 2012 às 10h31

    Sim, os slaários são ligeiramente melhores, mas não é nisso que está a superioridade. É no cuidado com a infraestrutura. USP e UNICAMP tem um grau consideravelmente maior de autonomia e recursos para continuar sendo o que são. Fala-se muito mal da atual reitoria da USP, mas todo o blablablá assume o jeitão de um grunhido distante quando se observa o progresso da universidade na comparação com as melhores universidades do mundo nos últimos anos. Já as federais, além de padecerem de falta de autonomia, têm sido vitimadas há anos por uma absoluta falta de planejamento, fato que deve ser debitado na conta da tecnocracia incompetente do MEC.

    abolicionista

    20 de julho de 2012 às 13h32

    A USP tem um orçamento de 4 bilhões. Uma longa lista de fatos que seria difícil enumerar aqui mostra que política do PSDB em relação à USP visa torná-la uma instituição privada. O maior exemplo disso são as chamadas “fundações”, que atuam como empresas dentro da USP. Houve uma grande resistência às fundações na FFLCH e também na maioria dos cursos ligados às biológicas. As fundações conseguiram espaço principalmente na FEA. Não à toa, o nível da FEA caiu muito, tanto em relação à produção quanto à infraestrutura. Embora a faculdade esteja parecendo um shopping, o nível do ensino lá já está bem abaixo, por exemplo, do da GV. O PSDB não aprecia a autonomia universitária e chama quem a defende de corporativista. O resultado é uma tentativa de instrumentalizar as atividades acadêmicas. Algo que envenena a liberdade da pesquisa, da extensão e do ensino. Alckmin tentou até mesmo criar um cargo dentro da USP em 2007, o que desencadeou a greve e a invasão da reitoria. Serra, mais esperto, enfiou o atual reitor goela abaixo dos docentes, por uma brecha no regulamento. Para quem frequenta a universidade diariamente, é óbvio que o nível dos cursos está caindo, mas que a USP ainda mantém a excelência, apesar do PSDB. Aliás, não foi sob o jugo do PSDB que a USP alcançou essa excelência, correto? A única verdade é que, felizmente, ainda existem resquícios de autonomia universitária na USP, que lhe permitem resistir a tentativa tucana de privatizar a universidade. Só não vê quem não quer. O Rodas tem na cabeça o modelo das universidades americanas. Só que, nos EUA, as universidades, além de receberem ajuda do estado, recebem vultuosas doações de milionários nacionalistas. Ora, tente pedir ao Naji Nahas uma doação para a USP!rs

    O problema é que o PT também não é nenhum modelo nesse sentido. Sua visão do que seja a atividade universitária e sobre a função da universidade dentro da sociedade é totalmente deturpada e, muitas vezes, é preciso que se diga, tacanha. Só que não dá para comparar universidades recém criadas com a USP, isso é ingenuidade. O PT tem o mérito de ter criado mais universidades federais, embora não o tenha feito de modo satisfatório.

Mardones

20 de julho de 2012 às 08h55

As manobras do governo nessa questão da greve das federais foi uma vergonha!

Pior. Os ministros (Mercadante e Brizolinha) mostraram suas insignificâncias nesse processo.

Por hora, o governo só pensa em superávit, agroexportação e combate a miséria. Ah, as eleições municpais.

Reajuste de professores universitários e melhoias de condições de trabalho ficam para depois de 2020.

Até lá, as prioridades são a Copa e a Olimpíadas, com todo o superfaturamento de orçamento de obras que nós estamos cansados de lidar.

Mas nem de longe isso fará a direita soar menos conservadora e muito menos apagará o histórico do tratamento do PSDB dado aos funcionários públicos durante os 8 anos de desgoverno do FHC.

Ou seja, demagogos de direita, não se animem, pois vocês não têm nada de bom para falar nesse assunto. Vocês são marionetes de Washington.

Mas como estamos numa democracia, podem participar à vontade, de preferência, identificando-se como eleitor da direita.

Responder

Gerson Carneiro

20 de julho de 2012 às 08h02

Hoje é Dia do Amigo.

Parabéns, José Serra e Paulo Preto.

Responder

    LEANDRO

    20 de julho de 2012 às 10h36

    Bem lembrado, parabéns lula, sarney e maluf.

paulo roberto

20 de julho de 2012 às 02h05

Pelo que se observa na maioria dos comentários “indignados”, a questão é meramente salarial. Não é preciso mudar nada, basta aumentar os salários que a greve acaba. Ou seja, a greve não é pela melhor qualidade da educação, mas por mais dinheiro, e só.

Responder

    Wagner

    20 de julho de 2012 às 12h53

    Que eu saiba greve é direito do trabalhador, pleiteando melhorias da suas condições de trabalho, o que inclui salários.

    Mudou o conceito de greve atualmente?

    Paciente

    21 de julho de 2012 às 15h16

    Nõa! A Greve é por plano de carreira e melhoria das condições de trablaho e estuturais nos campi novos do REUNI. Há um ano atrás, o ANDES aqceitou do governo o irrisório índice de 4% de aumento (o primeiro desde 2008!).

Assis

19 de julho de 2012 às 23h51

Incompetência, falta de inteligência e egoismo.

1.Um movimento que faz oposição a um governo petista e não consegue apoio da mídia, é incompetente e sem inteligência.
2.Onde está a inteligência? Deixar os alunos meses sem aula? Pq não fazer um sistema alternativo?

Todos os dias, todas as aulas, utilizar cinco minutos para explicar para os alunos a situação precária, pedir para os alunos multiplicarem a manifestação. (net, familia, amigos).. Levar o PIG para acompanhar as aulas, fazer papel de bons moços e o governo de vilão…

Mas não, preferem fazer o papel que a direita adora…Um greve de meses, que perde o apoio da população, que faz colocar em questionamento o direito de greve (inclusive de outras categorias que o fazem com sabedoria) e serve para os que argumentam pelo fim da estabilidade no funcionalismo público.

Se o governo cedeu um pouco, pq não pegar o que tem agora e se preparar para avançar mais amanhã? Pq não dar um passo de cada vez?

Sei lá…talvez os grevistas estejam certos…e que se f…os alunos e a educação…(módulo ironia tá…)

Responder

    Leo V

    20 de julho de 2012 às 15h40

    Talvez o Assis esteja certo, e que se f… os professores e os trabalhadores

    Osasco

    20 de julho de 2012 às 19h10

    Vc entendeu…o cara estava sendo ironico…seja menos radical…nesta briga, onde alguns radicais não querem solução e sim o caos, pois, acreditam na revolução utópica…não estão preocupados com a educação e utilizam os professores e servidores como massa de manobra…No final, quem perde são os alunos e quem ganha são os que defendem a privatização do ensino público.

Maisa

19 de julho de 2012 às 23h29

A Dilma eh muito boa pra dizer NAO., NAO, NAO e NAO. O salário dela foi reajustado e nao precisa fazer greve pra aumentar. Basta esperar que ele vem. Ela nao paga aluguel, comida, plano de saúde, escola e faculdade pros filhos, nao gasta com comida, com combustível, com empregados, enfim, nao tem qualquer tipo de despesa, seu salário sobra no final do mês. Ah!, mas ela eh presidente da republica… Como se isso fosse o maior problema pra ela. Pergunta pra ela se ela quer trocar comigo… Conversa mole, o problema eh que ela nao esta nem aí para o funcionalismo, esse mesmo funcionalismo que votou nela quando ouviu suas promessas de resgatar a dignidade de muitas carreiras que estão jogadas as traças. O povo precisa saber que o serviço publico federal esta falido. Nao há verba pra nada. Os órgãos estatais nao tem dinheiro para sustentar o básicos de suas atividades, esta tudo parado, falta até papel pra escrever, o governo federal eh o maior caloteiro do mercado, deixando de honrar seus compromissos com os fornecedores e prestando serviços de péssima qualidade aos contribuintes que pagam impostos aviltantes. Falta dinheiro? Nada, faltam critérios pra gastar, alias, nao se trata de gasto, mas de custeio da maquina estatal que nao pode parar sobre pena de impor mais agruras aos administrados. O problema da Dilma eh que ela nao tem, talvez nunca tenha tido, sensibilidade, humildade e jogo de cintura para ouvir os anseios de uma classe de servidores que efetivamente fazem o seu governo andar. a questão nao pode se resumir a dizer sim ou nao, mas de postura diante dos problemas e de igualmente enfrenta-los. Se há exageros, estes o são do governo que se recusa, terminantemente, a buscar o dialogo e o entendimento. Dizer NAO, NAO, NAO e NAO, eh muito fácil e cômodo, quero ver eh coragem de enfrentar frente-a-frente e nao botar seus burocratas encastelados, e muito bem pagos, a maioria com cargos em comissão, ou seja, que entraram pelas portas fundos, sem concurso, pra tratar de assuntos tão relevantes e que deveriam ser tratados como assunto de estado e nao de governo. Gerentona desse jeito até eu poderia ser dentro de minha casa, mas muitas vezes sou obrigada a ceder por me colocar do outro lado. O FHC, por pior qwue tenha sido, ainda seguia uma doutrina, mas a Dilma esta se saindo pior do que a encomenda.
G

Responder

Wagner

19 de julho de 2012 às 21h52

Azenha

Muitíssimo obrigado.

Em nome de todos os servidores federais deste país, que estão sendo pisoteados pelo Governo Federal, muito obrigado.

Nossa luta é inglória.

O PIG odeia greves (baderna…) e a mídia direitista, quando menciona nossos movimentos, o faz em tom de reprovação ou de regozijo por haver greve num governo dito trabalhista.

Já os blogs suportamente progressistas…

Bem, vemos agora quem está ao lado dos trabalhadores, das reinvidicações sociais, e quem está simplesmente com a pena a soldo de um partido.

Enfim, estamos entre 2 PIGS: o Partido da Imprensa Golpista e o Partido da Imprensa Governista, que omite, mascara e distorce qualquer fato que seja contra o Governo.

Ao mostrar que há dezenas de milhares de servidores numa greve que tanto a direita como a pseudo esquerda tentam fingir que não existe, e mais ainda, ao deixá-los expor suas razões, você se coloca dos GRANDES jornalistas da história brasileira.

E progressista, ainda por cima. Você sim, pode orgulhar-se desse título.

Responder

    Leo V

    20 de julho de 2012 às 09h21

    Assino embaixo.

    Belo comnetário e belo artigo.

    Supimpa

    20 de julho de 2012 às 09h38

    Por favor pare de sofrer. Não vale a pena tanta entrega por nada.
    Seu eu fosse vc ja tinha me transferido para iniciativa privada (Universidades privadas) só por estes motivos enumerados em seu comentário

    jaime

    20 de julho de 2012 às 11h38

    Muito bem, Wagner. Finalmente começam a aparecer todas as definições de PIG. Não é de hoje, demorou pra perceberem, mas antes tarde do que nunca. E parabéns sim, Azenha, por manter o equilíbrio nessa avalanche de mentiras e interesses menores.

Marcelo

19 de julho de 2012 às 21h23

Ah, pára com isso… Truques todos rtem … O movimento docente é um lixo ideologizado do pior nível e devemos ter vergonha desse baixo clero ue sustenta greve. Vem cá pessoal. Há muitos meios de discutir essa greve. E as opiniões falam em “descaso com educação”, “abandono”, miséria … Tenho tanta pena dos sem título e sem produção. A proposta é ruim? É, nao e nenhum espetáculo. E a ANDEs é uma maravilha? UM LIXO!!!!!! De grandes proporções. Nao negocia e nao propoe, somente berra como cabra velha. Adoraria outro sindicato, racional e decente .. não esse lixo do PSTU…Argh!!!!!!!!!!! Sai dessa, Azenha … Mvoimento de professores unversitários é por carreria e salário – e só … o resto e papo furado e ideologia vagabunda

Responder

    Pimon

    20 de julho de 2012 às 00h19

    Pessoal tá com saudades de 64!

    O país gasta 200 bilhões com juros, a prioridade da Presidente é diminuir o custo e o valor/PIB, hoje em 35%.

    Voltemos aos gloriosos tempos de FHC, com 57% de dívida líquida.

    Ou 64!

    assalariado.

    20 de julho de 2012 às 08h31

    Marcelo, sim, é a luta entre CAPITAL X TRABALHO. Então coloque sua proposta aqui no viomundo -(ao vivo e a cores)-, para viabilizar o fim desta luta entre a exploração do patrão estatal e os explorados assalariados.

    Abraços.

    Luís

    20 de julho de 2012 às 09h38

    Maravilhas são a CUT, UNE e UJS, né?

Almir

19 de julho de 2012 às 20h28

Ok, ok.

Em 2014 elejam Serra (ou Aécio, tanto faz) e obtenham o aumento que vocês tanto querem e merecem. É só ver os salários que os professores da rede pública de SP e MG recebem.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    19 de julho de 2012 às 20h29

    Oh, Almir, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa…

    Fernando R.

    19 de julho de 2012 às 21h34

    Luiz, aí você está sendo ingênuo. As coisas se interligam sim.

    Wagner

    19 de julho de 2012 às 21h59

    Vocês estão usando o Serra como a ditadura usava a “ameaça vermelha” em tempos não tão distantes.

    Do mesmo jeito que EUA usam o terrorismo para justificar seus atos sanguinários.

    É o bicho-papão que o PT encontrou para justificar qualquer absurdo que cometa.

    “Vale tudo para impedir o comunismo de destruir nosssas famílias…”

    “Vale tudo (até tortura) para combater os terroristas…”

    “Não importa que a gente privatize, se alie ao Maluf ou detone o funcionalismo público, o importamte é o Serra não ganhar…”

    Ulisses

    19 de julho de 2012 às 22h26

    Comparem a situação da universidade pública dos períodos PSDB e PT. Em menos de 10 anos o PT revolucionou as universidades federais, aumentou exponencialmente o numero de professores, universidades alunos, laboratórios, equipamentos e bolsas. Todos hoje fazem mestrado e doutorado aqui no Brasil ou no exterior. Mas vejo que os professores não estão satisfeito e agora jogam esta asneira de dizer que ameaçar com o Serra. Cuidado, o PIG nunca gostou das universidades públicas e por isto não apoiam os professores, mas já estão dizendo que o governo federal está um caos com o servido publico em greve. A opinião publica já está contra os professores, ainda mais agora que o governo federal divulgou o salários dos professsores e vemos salários médios de 15 mil reais, 20 e até 35 mil. Todo cuidado é pouco com PIG/PSDB.

    Ulisses

    19 de julho de 2012 às 22h31

    PS. Reparem nos comentários. Tá cheio de PSDBistas fingindo-se petistas e falando que não votam mais no PT. É uma cambada de pilantras, agem de acordo com as ordens de Serra,

    MARCELO

    20 de julho de 2012 às 11h45

    Ulisses,não caia no conto da sereia.Ligue a TV e veja atores da
    Globo fazendo comerciais da CAIXA.Se isso é PIG,meu Deus….

    Ulisses

    20 de julho de 2012 às 19h39

    Marcelo, este não é o mundo ideal, mas está bem melhor que a10 anos atrás e olha que enxergo este país desde a década de 80. Radicalismo demais é só da margem a oposição e esta oposição eu sou vacinado. Por mim, estes calhordas do PSDB não voltam mais ao governo federal nunca mas

carlos cruz

19 de julho de 2012 às 20h27

O governo do PT continua, em seus 10 anos de poder, seguindo a cartilha imposta ao governo Sarney, Collor, Itamar, FHC, da criminalização e transformação do servidor público (seja em que esfera) no inimigo da nação. O Sr. Luis Inácio, com sua credibilidade (hoje em falta no PT…), apenas empurrou com a barriga os problemas existentes, o mesmo que a Sra.Dilma tenta fazer. Em todo nível do Estado ligado ao Executivo nada foi resolvido, apenas medidas paliativas foram tomadas. A educação sempre é tratada como GASTO, a súde, segurança, idem. Traem seus apoiadores em busca de uma falsa reativação da economia, doam bilhoes em renuncia fiscal a industria que os remetem ao exterior. Talvez a resposta eleitoral de 2012 mude a percepção da realidade imaginada pelo governo encastelado no poder. O uso do cachimbo faz a boca torta. Ser PT já não é selo de qualidade, mas de duvidas e desconfiança.

Responder

Viviane Neves Legnani

19 de julho de 2012 às 20h08

Acabei de ver no site do proifes ( sindicato que representa 6 UFs, o Andes representa as demais) que eles acataram a proposta salarial do governo apenas com pequenos ajustes. Isto significa que terei 0,85% de aumento real até 2015.
Este mesmo sindicato foi o responsável pelo inconsequente acordo no governo Lula. Enquanto todas as outras categorias tiveram aumento real e uma carreira decente como a carreira do MCT, por exemplo, os professores tiveram aumentos pífios no governo passado.
Não sei o que vai dar, mas um artigo como este aqui postado me anima um pouquinho. A grande mídia, como sempre, dá provas dos seus interesses e até mesmo de incapacidade intectual para entender a lógica do que o governo nos propôs. Cristiana Lobo, em um comentário sobre a greve na globonews, parecia uma ignorante sem noção. Estou muito desanimada! A briga entre os sindicatos será grande e o governo com o apoio do proifes não vai ceder na questão salarial!

Responder

Pedro

19 de julho de 2012 às 19h49

Fico a me perguntar acreditando ainda neste governo: O PT que tanto falou em projetos estruturantes para o país toma medidas na contramão daquilo que prega, pregou e pregará? PAC PRÁ CÁ, PAC PRÁ LÁ, mas me parece ser projetos de curto prazo(copa, Olimpiadas,renúncias fiscais a multi do automovel, prouni, anistias e outros.Tô quase ficando em cima do muro.Mas jamis serei PSDB e seus filhotes demos e demais.Sou trabalhador.

Responder

JOSÉ RAMOS PEDRAL

19 de julho de 2012 às 19h37

Foi muito bom DILMA ter ganho a eleição. AGORA, o servidor e a classe média que tiver VERGONHA NA CARA não votará mais no PT, nem no PA, PB, PC, PD, PF….

Responder

    Ary

    19 de julho de 2012 às 23h33

    Deixa de palhaçada, cara!!!!

    Paciente

    20 de julho de 2012 às 09h26

    Vai votar em quem? No PSOL ou PSTU ou no PV, que nem a Marina Silva aguentou e que o Sr Gabeira, que se diz de esquerda, coliga com os neoliberais do PSDB e niguém critica? Será que tais partidos vão mudar o Brasil e o funcionalismo público? Se estes partidos ganharem a eleição do poder Executivo vão ter que ter o apoio do PT tão odiado pela direita e tão criticado pela chamada “esquerda”. O raciocínio é muito simples, para conseguirem governar vão ter que ter coligações ou então a população vai ter que votar em massa nestes partidos e formar uma boa bancada no Congresso. Se não…

assalariado.

19 de julho de 2012 às 19h36

Este governo é um governo violino. Segura com a esquerda e toca com a direita. Este é um processo natural e histórico da social democracia, desde seu surgimento. Sua tese, administrar o Estado para os seus donos, jamais para o seu povo. Portanto estão coerentes. Sim, sempre quando a social democracia desceu muro da história sempre caiu pelo seu lado direito. Sem novidades!

Abraços.

Responder

abolicionista

19 de julho de 2012 às 18h26

O PT pode não ser igual ao PSDB, mas está fazendo um esforço incrível para ficar…

Responder

    Observadoro

    19 de julho de 2012 às 18h45

    Para mim, igual já ficou. Agora tá ultrapassando o PSDB em matéria de cretinice.

    Um exemplo? Divulgação nominal dos salários dos servidores. Isso só serve para dar o falso ar de transparência (alguém acredita que os salários exorbitantes serão reduzidos?), e jogar a opinião pública contra os movimentos por reajuste salarial (o povão vai sempre olha o vizinho servidor como um marajá querendo ganhar mais).

    Dilma = FHC + Maquiavel!!

    jaime

    20 de julho de 2012 às 11h52

    Não só pra você já ficou clara a semelhança do modus operandi de PT e PSDB. Pode ter certeza que muitos estão despertando pra isso, mas o problema é o que isso significa: pra onde correr agora? Sabe quanto tempo leva pra formar um Partido de verdade que seja uma alternativa a isso? Novamente crédito ao PT por nos ter deixado no meio do caminho com seu “pragmatismo”.

Naor

19 de julho de 2012 às 18h10

Magnifico comentário, sou professor universitário e vejo no governo Dilma alguma luz, no entanto, com o episodio da greve da universidade sinto tristeza por este mesmo governo, nos tratar desta maneira vil.
Alguns sites e blogs da blogosfera se negam e até nem publica qualquer comentário com respeito a esses episódios lamentáveis do governo. Parabéns pela lucidez da análise sem afetação…

Responder

André

19 de julho de 2012 às 17h45

Manter o gado sem conhecimento essa é a estratégia de todos os governos, educação não foi e não é prioridade no Brasil, infelizmente, políticas populares e populistas, resumindo dão o peixe, mas evitam ensinar a pescar.

Responder

    Julio Silveira

    20 de julho de 2012 às 09h56

    Esse é o X do problema. Quanto maior a ignoranciua maior espaço para a canalhice comandar e transitar no poder.
    O Povo brasileiro culturalmente tem sido reflexo dessas politicas bem articuladas entre todos os parceiros. E essa divisão sórdida dos agentes da retórica ideologica. Esquerda, direita, todos muito parecidos quando o que está em jogo é o beneficio a seus pequenos grupos ativistas. O cidadão o que banca, o iludido com essa retórica, está provado, entra como o gado.

josaphat

19 de julho de 2012 às 17h43

O PT nunca teve, não tem e nunca terá propostas, muito menos um plano ou programa, para transformar o estado catastrófico em que se encontra a educação brasileira.
E é o nosso melhor partido.

Responder

Vinicius Garcia

19 de julho de 2012 às 17h39

Não me lembro do autor da frase, só me lembro que ela existe e se tornou base para muitos dos governos no país (aqui generalizo pois o PT pratica a mesma fórmula que o PSDB, DEM e similares), de que governo bom não precisa ser bom patrão. A única coisa que diferencia um partido de outro é que PSDB e similares rechaçam manifestações populares com força policial, o PT ainda não… (até quando?).

Responder

lulipe

19 de julho de 2012 às 17h16

É esse o governo que é do partido dos trabalhadores??Deve ser trabalhadores donos de bancos, de empreiteiras ou empresários.Quem mandou votar no PT….

Responder

Paciente

19 de julho de 2012 às 17h15

Postem 3 contra-cheques aqui e conversaremos.

Responder

Bonifa

19 de julho de 2012 às 17h12

Decepção. Não há outra palavra para certos atos injustificáveis do Governo. As leis a favor da divulgação obrigatória de salários de servidores públicos vem para complementar a “Caça aos Marajás”, permitindo o apedrejamento de quem ganha por justiça um pouquinho a mais, mas que a imprensa hipócrita neoliberal está a postos para fazer o pouco parecer demasiado. Servirá para acabar de desistumular a carreira dos serviços públicos, em proveito da indústria neoliberal e corrupta das malditas terceirizações. Servirá para que a nata dos profissionais abandone o serviço público por medo de sequestros. É a maior contribuição brasileira ao avanço da destruição do serviço público, comparável à invenção do Pau de Arara.

Responder

    Observadoro

    19 de julho de 2012 às 18h50

    O governo Dilma desde o início dá sinais de guinada à esquerda. A gente veio se enganando, dizendo para si próprio que eram concessões para manter a governabilidade.

    Agora a gente sabe a verdadeira cara do atual PT. Gente, não dá mais! Temos que encarar: PT não representa mais a esquerda! Quem defende os ideais de esquerda tem que partir para outro!!

    Observadoro

    19 de julho de 2012 às 18h51

    “Guinada à direita”, eu quis dizer…

    abolicionista

    19 de julho de 2012 às 19h39

    Pois é, caro Observadoro, mas partir para qual? Sempre votei no PT sem esperança, de modo bem pragmático, apenas para impedir o pior, pois acho que Marx tinha razão quando via no estado burguês um adversário do proletariado. De repente ficou todo mundo com saudade da terceira via… Não acredito que nenhum outro partido faria algo tão diferente assim do que o PT está fazendo, até mesmo o PSOL, que acabou de nascer, está realizando cada vez mais alianças com partidos burgueses, e logo veremos uma coligação deles com o PSDB, acredito que é questão de tempo. Será que não chegou a hora de encararmos os limites da prática partidária, ainda que o país viva um marasmo dos movimentos sociais?

Ceiça Araújo

19 de julho de 2012 às 17h08

Esse comportamento do Governo Federal tem me deixado insatisfeita. Um país que deseja se desenvolver não pode deixar de lado a educação. Houve um debate na TV Brasil, em que Alberto Dines foi mediador, sobre questões ligadas ao ensino superior e o Ministro the Educação, apesar de ter sido convidado, não só não compareceu, como também, não enviou representante algum. É deverasmente lamentável.

Responder

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