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Greve das universidades federais e o silêncio da mídia


18/07/2012 - 16h54

por  Joana Tavares, no Minas Livre/Filha da Pauta, sugestão de Igor Felippe

Perseu Abramo já dizia, no seu clássico “Padrões de manipulação da grande imprensa”, que a mídia comercial lança mão de diversos artifícios para divulgar uma versão distorcida da realidade. Ele advertia que “não é todo o material que toda a imprensa manipula sempre”, mas que há padrões observáveis no conjunto da produção jornalística que demonstram que a maioria incorre em algum grau de manipulação. E nem é preciso dizer que toda manipulação tem objetivos e interesses.

O primeiro dos padrões levantados pelo jornalista é o da ocultação. Não se trata de falta de conhecimento, mas de um “deliberado silêncio militante sobre determinados fatos da realidade”. Não nos faltam exemplos desse simples artefato de seleção de temas. Privatizações, terceirizações, acidentes de trabalho são comumente relegados a espaços mínimos – isso quando merecem – nos jornais. Denúncias envolvendo colegas da própria mídia patronal então, não entram nem entre míseras aspas. Esse pacto de silêncio cúmplice mostrou toda sua força com o caso Veja-Carlinhos Cachoeira.

Mas esse Filha da Pauta trata de outro aspecto da realidade que não costuma merecer o status de pauta: as greves. Um direito legítimo dos trabalhadores e previsto constitucionalmente, com um amplo leque de abordagens possíveis, não costuma receber relevância nas coberturas. Recentemente, ganhou destaque nas redes sociais a crítica ao silêncio da mídia frente à paralisação dos docentes e funcionários das universidades e institutos federais.

O rico debate possível de ser aberto com esse fato – a situação da universidade pública, o modelo de educação para o país, a visão dos estudantes, funcionários e a opinião dos especialistas no tema, os próprios professores, o impacto da proliferação das faculdades privadas e tantos outros aspectos – foi negado aos leitores. Cinquenta e sete dias depois, vira manchete.

O foco não está nos trabalhadores, mas na proposta do patrão, nesse caso, o governo. No sábado, dia 14, repercutindo a proposta oficial os jornais finalmente trataram do tema. “União propõe aumento de 45% aos professores”, coloca o Estado de Minas em chamada de capa, sem destaque. “Governo propõe salário de R$ 17 mil”, estampa O Tempo, no pé da página, sob o chapéu “Professores”. O Hoje em Dia não dá destaque de capa, nem os populares Extra e Aqui. A Folha de S. Paulo dá manchete: “Governo propõe reajuste de até 40% a docentes” e o Estado de S. Paulo dá chamada de capa: “Governo cede e dá reajuste a professores”.

As matérias são parecidas, e repercutem a coletiva de imprensa da ministra Miriam Belchior. O aumento será escalonado, mas não se explica como. O principal reajuste será para os doutores, e não se explica como ficam os outros trabalhadores em greve, principalmente os funcionários. A Folha e o Estado de Minas frisam que o impacto desse reajuste na folha de pagamento chegará a R$ 3,9 bilhões “aos cofres públicos” ao fim de três anos.

Como se não bastasse essa crítica mal disfarçada sobre o impacto da decisão “aos cofres públicos”, Eliane Cantanhêde, que assina retranca do tema na Folha, coloca que o governo não teme que a proposta de aumento – “bem acima do padrão”, nas palavras da jornalista – sirva de estímulo às demais categorias. Os dois jornais omitem o fato de que 56 das 59 universidades federais aderiram à greve, assim como 34 dos 38 institutos de educação federais.

Os sindicalistas até são ouvidos – seguindo o protocolo de “ouvir os dois lados” – mas sem espaço para aprofundarem suas visões. Em suas falas, podemos perceber que estão insatisfeitos com as propostas, aquém das reivindicações da categoria, mas não é possível saber por quê.

Assim, a grande mídia opera o segundo padrão de manipulação analisado por Perseu Abramo: a fragmentação dos fatos. Sem fazer ligações claras entre os dados, sem apresentar com profundidade as propostas dos grevistas, descontextualiza a greve como evento social e foca sua cobertura sob um aspecto da realidade. Cai assim em cheio no terceiro padrão de manipulação: a inversão.

Ao trocar a importância dos atores – colocando o governo no papel de organizar a realidade – inverte a versão pelo fato. Privilegia o anúncio oficial e ajuda a forjar a ideia de que os professores foram privilegiados por um reajuste acima da média, e que essa conquista não deve servir de exemplo pra ninguém, pois foi uma concessão com o objetivo de “valorizar a educação”.

Como já demonstrou a greve de 112 dias dos professores em Minas Gerais, o papel pedagógico das lutas se faz nas ruas, e a luta em si é uma forma de educação. Pena que a imprensa não tem olhos para ver esse “outro lado” do fato, e achincalha a mobilização de uma categoria tão importante para o país, como se fossem apenas interesseiros atrás de reajustes maiores que a média.

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60 comentários

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João Pedro

25 de agosto de 2012 às 14h36

Em época de eleição todos prometem fazer milagres na educação, já iniciam as campanhas falando sobre como o Brasil só vai pra frente se tiver uma educação de qualidade, os jovens são o nosso futuro, estudar é direito de todos. São eleitos, e o jovem segue cada vez mais desrespeitado. Como jogar o peso de ser o futuro em cima de um adolescente que tem que implorar, rezar,sair pintado protestando pelas ruas pra poder ter aula? A culpa é de quem? Dos professores que são igualmente vítimas de todo esse descaso e desvalorização? Do jovem que não é levado a sério? Ou de quem vira as costas pros dois?

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Leticia

18 de agosto de 2012 às 16h01

A reciprocidade vista na frase “gentileza gera gentileza” aborda o q não se vê no Brasil! Quantos professores de universidades merecem uma melhor condiçao de salario mais do que a que se tem considerando o pais em q se vive? Se tiver algum, é raro! o fato é q quem sofre é o estudante q sempre será a vitima, principalmente daqueles professores q dentro de uma sala d aula, a passagem dos seus conhecimentos para os alunos é passada d qualquer jeito e o resto q se dane, e quem sofre com isso? os estudantes q ainda tem a boa vontadwe de espararem a greve acabar pra voltar pra sala de aula e vê uma pessoa q é considerada um “mestre” dando aula d qualquer jeito, so interessado no salario q estara la na sua conta bancaria no final do mes! e por isso vai a pergunta: Pessoas assim merecem uma MELHOR condiçao salarial do q a q se tem neste país?

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A greve e os truques do governo « Psol Osasco Núcleo Solidariedade Socialista's

26 de julho de 2012 às 09h32

[…] sobre os meandros da cobertura midiática, vale a pena ler os textos de Joana Tavares (no Vi o Mundo) e os de Sylvia Debassan Moretzsohn, “A lamentável cobertura da greve nas federais” (no post […]

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A greve e os truques do governo « PSOL Osasco

26 de julho de 2012 às 09h25

[…] sobre os meandros da cobertura midiática, vale a pena ler os textos de Joana Tavares (no Vi o Mundo) e os de Sylvia Debassan Moretzsohn, “A lamentável cobertura da greve nas federais” (no post […]

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A greve e os truques do governo « Liberdade de Expressão e Comunicação

26 de julho de 2012 às 09h20

[…] sobre os meandros da cobertura midiática, vale a pena ler os textos de Joana Tavares (no Vi o Mundo) e os de Sylvia Debassan Moretzsohn, “A lamentável cobertura da greve nas federais” (no post […]

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A greve e os truques do governo « Instituto Zequinha Barreto

26 de julho de 2012 às 09h20

[…] sobre os meandros da cobertura midiática, vale a pena ler os textos de Joana Tavares (no Vi o Mundo) e os de Sylvia Debassan Moretzsohn, “A lamentável cobertura da greve nas federais” (no post […]

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Marcio

21 de julho de 2012 às 06h48

O PT quer implantar ditadura em todos os setores. Eles não estão nem ai para os estudantes.

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Tremenda falta de Educação « Viomundo – O que você não vê na mídia

20 de julho de 2012 às 11h28

[…] Greve das universidades federais e o silêncio da mídia […]

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Luciene

20 de julho de 2012 às 10h59

Greve nas federais é manobra paga para fortalecer as privadas. Será que não existe outra forma de reinvidicação? Que falta de criatividade dos movimentos sociais!

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Zezinho

20 de julho de 2012 às 04h31

Infelizmente a educação é um investimento de médio prazo e que não dá retorno eleitoral.

O fato da mídia não dar muita cobertura ocorre pelo fato desses movimentos serem sempre liderados pela esquerda barulhenta. A esquerda barulhenta adora fazer tempestade em copo d’água e quando há razões verdadeiras por trás elas não são levadas à sério pela população e por isso a mídia tb não dá cobertura. Ou vcs acreditam que o brasileiro comum tem consciência de quão fundamental a educação é?

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OPINIÃO – a Greve dos Professores Federais e os Truques do Governo | UnB em Greve!

19 de julho de 2012 às 22h18

[…] sobre os meandros da cobertura midiática, vale a pena ler os textos de Joana Tavares (no Viomundo), os de Sylvia Debassan Moretzsohn, “A lamentável cobertura da greve nas federais“ e “O […]

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Marcelo

19 de julho de 2012 às 21h21

Vem cá pessoal. Há muitos meios de discutir essa greve. E as opiniões falam em “descaso com educação”, “abandono”, miséria … Tenho tanta pena dos sem título e sem produção. A proposta é ruim? É, nao e nenhum espetáculo. E a ANDEs é uma maravilha? UM LIXO!!!!!! De grandes proporções. Nao negocia e nao propoe, somente berra como cabra velha. Adoraria outro sindicato, racional e decente .. não esse lixo do PSTU…Argh!!!!!!!!!!! Sai dessa, Azenha … Mvoimento de professores unversitários é por carreria e salário – e só … o resto e papo furado e ideologia vagabunda

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Maurício Caleiro: A greve dos professores das federais e os truques do governo « Viomundo – O que você não vê na mídia

19 de julho de 2012 às 16h07

[…] sobre os meandros da cobertura midiática, vale a pena ler os textos de Joana Tavares (no Viomundo), os de Sylvia Debassan Moretzsohn, “A lamentável cobertura da greve nas federais“ e “O […]

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francisco pereira neto

19 de julho de 2012 às 12h38

Para o Luis
Eu fiquei em dúvida se a sua ira, se deve ao fato de vc morar em São Paulo e se sentiu ofendido, porque esclareço que sou paulista, e como tal, estou completamente a vontade para convidar todos que não moram aquí, que venham morar nas terras dos Bandeirantes que escravizam os nativos indígenas, legítimos habitantes destas terras, na “ardua” tarefa de saquear as riquezas minerais, ouro e pedras preciosas para doar para a Coroa e esta entregar de mãos beijadas aos ingleses.
Se vc vestiu a toca Luis, o que eu posso fazer?
Cada um com os seus problemas.
Para o Willian (sic)
Eu sinto muito que vc invente rótulos.
Se Tomé de Souza era de direita, eu sinceramente não sei. É vc que está dizendo.
Em nenhum momento eu fiz uso de rótulos.
Com certeza se vc vivesse naquela época, seria um donatário.
Seu conhecimento histórico é retilíneo e bitolado.

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    Willian

    20 de julho de 2012 às 10h55

    Meu caro Chico, você é que disse que a direita governou este país por 500 anos. Por este raciocímio, todos os governantes neste 500 anos eram de direita. Eu não rotulei ninguém, vc(sic)sim.

Lucy

19 de julho de 2012 às 11h41

Sentimo-nos irritados quando vemos a forma como o PIG está tratando as notícias da greve, sempre manipulando para denegrir os servidores públicos. Mas, convenhamos, o tratamento dado a questão pelo governo é simplesmente vergonhosa.

Responder

Julio Silveira

19 de julho de 2012 às 11h32

Esse é o tipo de discussão do qual os petistas viram a cara.
Nesse momento eles preferem falar do Cerra.

Responder

abolicionista

19 de julho de 2012 às 11h30

No que tange à política econômica, o governo do PT está ficando cada vez mais parecido com o de FHC. Mantendo a taxa de juros elevada e praticando ele próprio a especulação via fundos de pensão, beneficiando o agronegócio de monocultura e intenso uso de agrotóxicos, sentando a borracha nos movimentos sociais, paralisando a reforma agrária, o PT está indo na direção exata do PSDB e, de fato, vai acabar cruzando a fronteira cada vez mais tênue que separa os dois partidos. O PT tem praticado um neoliberalismo light, só que não existe isso, todo liberalismo é para lá de “hard” com a classe trabalhadora.

O modelo aplicado pela coligação do PT, PMDB, e o resto da “base aliada”, tende a perpetuar o subdesenvolvimento brasileiro. A tese de FHC, infelizmente, ditou os parâmetros da política econômica brasileira. O Brasil ocupa um lugar estratégico na divisão internacional do trabalho: ele fornece matérias-primas. E ponto. Triste.

Responder

Mardones

19 de julho de 2012 às 10h56

Josaphat, o PT já se despiu de partido de esquerda. Isso foi antes de ganhar o governo federal. Depois de alcançado o poder, é hora de cair na real e fazer o dever de casa que é manter as remessas de juros das multinacionais às suas sedes, o pagamento dos juros da dívida (via superávit primário), o sistema tributário sem progressividade, a imprensa livre, do jeito que o PIG gosta, o refinanciamento eterno das dívidas dos ruralistas, os contratos de concessão que tanto maltratam as contas dos serviços que deveriam ser públicos e etc.

Reposição de perdas salariais dos governos anteriores, reformas estruturais? Para quem? Para o povo mais pobre? Esqueça! Em 2014 teremos eleições para presidente e teremos mais uma vez que escolher entre o péssimo e o menos pior.

Com direito à greve e tudo o mais. Prioridade é reativar a indústria nacional, melhorando a infraestrutura (via PAC’s), realizar Copa e Olimpíadas e manter pollíticas de transferência de rendas aos mais pobres.

Mudanças como apreogoava aquele PT da esquerda, aquele mesmo de tantas batalhas fora do poder, esqueça. O PT-poder é o partido que realiza dezenas de audiências e tudo o mais e na hora de decidir, escuta o mercado, o Papa, todo mundo, menos a maioria que lutou junto para ver o PT no poder e fazer a diferença.

Mas veio a Carta ao Povo Brasileiro, a garantia aos investidores internacionais de não mudança das regras do jogo, as reuniões em Washington, as alianças com os apoiadores da ditadura (Sarney), o caixa dois do Dirceu-Delúbio-Marcos Valério (a praga do financiamento privado das campanhas bilionárias), a renovação dos contratos de concessão pelo Lula. Aí caímos na real.

O PT entrou no centro, eu diria centro-direita. É o menos pior.

Responder

O_Brasileiro

19 de julho de 2012 às 10h49

A notícia: “Arrecadação cai e coloca em xeque meta fiscal do governo”.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1122381-arrecadacao-cai-e-coloca-em-xeque-meta-fiscal-do-governo.shtml

O que ela mostra?
Que os cortes de impostos, que só beneficiam os empresários, só está ajudando a fomentar a recessão no país, pois estes não repassam os cortes para os preços. E muitas das empresas beneficiadas são multinacionais, que pouco investem no país, e que só ameaçam demitir, demitir e demitir.
O governo deveria estimular a economia aumentando a renda das pessoas, e não promovendo arroxo salarial.
É a política neoliberal do governo federal que está começando a cavar uma cova para o país.
Se desconsiderarmos o número de privatizações, tanto faz PT ou PSDB…

Responder

    O_Brasileiro

    19 de julho de 2012 às 13h30

    Errata: onde se lê “arroxo”, leia-se “arrocho”. E onde se lê “só está ajudando”, leia-se “só estão ajudando”.

Wagner

19 de julho de 2012 às 10h47

(obrigado Conceição)

Responder

Wagner

19 de julho de 2012 às 10h31

Puxa, por que o blog está vetando a minha postagem sobre a charge do Latuff que mostra o tratamento quea dilma tá dando a nós servidores federais?

Responder

    Conceição Lemes

    19 de julho de 2012 às 10h39

    Wagner, ela está entrando totalmente disforme, tente outro formato. abs

Reinaldo

19 de julho de 2012 às 10h28

Ai que saudades do Paulo Renato,do FHC. eles sim, Foram os grandes pensadores da educação Brasileira que atendia plenamente os interesses da maioria da população. Tenho um amigo, prof. da UFV, que, quando estudante era Petista, hoje abomina o PT mais do que a direitona, na eleição para presidente não votou na Dilma nem no segundo turno, aliás não viu nada que prestasse no gov. LULA. Hoje ele é do comando de greve da UFV.
Parabéns José Humberto! Vc esta contribuindo para a politização do Brasileiro, são de pessoas assim que os Pinocches, os golberis precisam para fazer a revolução.
Assinado: Prof. Ariovaldo

Responder

    Nelson

    19 de julho de 2012 às 11h12

    Não queremos FHC, Serra, Malan, Fraga, Franco, Parente, e outros da patota demo-tucana, no poder, novamente, nem pintados de ouro.

    Porém, a forma com que vêm sendo tratados os trabalhadores das empresas públicas/estatais pelos governos Lula/Dilma é repugnante; lembra em muito a era FHC. Os trabalhadores estão pedindo, para passarem a ganhar, cada um, R$ 15 mil, R$ 20 mil, R$ 30 mil por mês? Não. Querem ser valorizados, ter reconhecida sua importância para o país, recuperar um pouco seus salários que foram tremendamente achatados no governo FHC, melhores condições de trabalho, Plano de Carreira dignos.

    Nenhum trabalhador, mesmo aquele que tem estabilidade no emprego, se dispõe a fazer greves longas, de 25, 30, 40 dias no oba, oba, como quer nos fazer crer a mídia nojenta e manipuladora. Greves de 50 dias ou mais, então, só se a coisa estiver demasiadamente ruim.

    O que eu vejo é os governos Lula/Dilma desdenhando de gente compromissada, que deveria ser tida como aliada para um projeto diferente para a nação, ser escorraçada e empurrada para o outro lado, como é o caso que tu citas, Reinaldo. Enquanto isso, o BNDES – banco governamental – está a “molhar a mão” de empresas bilionárias com empréstimos subsidiados; subsidiando seus lucros, na verdade.

    Paciente

    20 de julho de 2012 às 02h26

    Meu irmão, quando era pequeno, dizia assim: “seria se ‘sesse’, mas não ‘esse'”.

    É o caso. De tanto viver nas brumas do parnaso grego da academia o pessoal das federais esquece que não se faz politica no limbo.

    No planeta terra, o pau quebra adoidado: se não soma, atrapalha. No minimo! Na real verdadeira, quem não esta comigo esta contra mim…

    A direita não esta noticiando a greve por que se a direita estivesse no poder faria com as federais o que fez com a USP. Metia meganha em cima, cortava ponto desde o primeiro dia de greve e começava a contar os 29 dias corridos para dar justa causa. Se duvidasse aproveitava o embalo e aprovava o fim da estabilidade. Só. A direita odeia a universidade.

    Se as federais acham que brigar por percentuais com o ÚNICO partido com história de defender a universidade e a sua relevância estratégica é uma boa politica, só posso concluir uma coisa: fecha logo essa porcaria porque só tem analfabeto politico dando aula.

    Felizmente não há cobertura da grande mídia. O prejuízo será menor. Caso houvesse cobertura, primeiro, o povo brasileiro ia ficar um pouco desconfortável com o “salário de miséria” que os professores alegam ganhar… . Sim meu caro, sinto muito, mais o povo ganha pouco e a universidade NUNCA lhe estende as mãos. Isso quando não questiona as suas cotas raciais… Segundo, a direita ganhava a próxima eleição e aí, aí querido, vinha o “choque de gestão”!

    – Ai, Jurema, que saudades do PT e daquele empreguinho massa que eu viajava tanto…

Gerson Carneiro

19 de julho de 2012 às 09h43

Serra diz não querer baixaria na campanha mas militantes do PSDB fingem ser estudantes para forjar protesto contra Haddad.

Um deles no tweet é @marcossaraiva_ cujo perfil diz “São Paulo, Brasil, Política, Meio Ambiente, Parlamento, Constituição, Comunicação. Deputado Federal Jovem – PSDB SP”

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1122344-sem-se-identificar-militantes-do-psdb-protestam-contra-haddad.shtml

Responder

    Gerson Carneiro

    19 de julho de 2012 às 09h48

    Após forjar protesto @marcossaraiva_ correu para o tweet e postou “FALTA DE COMPROMISSO COM A EDUCAÇÃO PROVOCA PROTESTO CONTRA EX MINISTRO”

    Zezinho

    19 de julho de 2012 às 10h41

    Infelizmente esses bananas estão utilizando as táticas já consagradas no PT ao invés de propor algo novo. Mas não era de se esperar muito mesmo.

    Willian

    19 de julho de 2012 às 11h52

    PT prova do próprio veneno…rs Militantes se fingindo de estudantes, trabalhadores sempre foi tática do PT. Bem vindos!!!!!!

Bernardo

19 de julho de 2012 às 09h28

Silêncio, que silêncio.

Quem ve o JN, o JH e outros pensa que nenhuma federal presta para nada, estão todas sucateadas, um lixo, que a greve tem quase 1 ano e paralisou 112% das universidades, peraeeeee, isso é que me deixa assustado.

Os pseudo esquerdistas, querem o Brasil socialista de uma vez só e isso nunca vai acontecer, as coisas tem de ser feitas com paciência, grandes mudanças não ocorrem de um dia para outro, grandes mudanças precisam de tempo para progredir.

Enquanto isso a Europa luta por empregos, pro direitos trabalhistas, contra corte de salário. No Brasil os ultra esquerdistas lutam por aumentos maiores, melhores condições, tudo muito justo.

Mas em ano de eleição tão dando fomento para a ultra direita voltar ao poder, ai quero ver como vai ser com a criminalização dos sindicatos e movimentos socias, com o ARROCHO!!!!

Responder

LEANDRO

19 de julho de 2012 às 09h11

Esses “progreçistas”……….

“O confronto entre a polícia e manifestantes começou quando a PM tentou remover os grevistas da marquise do ministério do Planejamento. Latas, chinelos e um sinalizador foram arremessados no empurra-empurra. A polícia usou spray de pimenta para dispersar os grevistas.”

Responder

Amaro

19 de julho de 2012 às 09h06

O JOGOU PARA A PLATEIA

O governo ofereceu um reajuste parcelado(3 parcelas de 40, 30 e 30%, respectivamente) com a primeira parcela a ser adicionada ao salário em julho do próximo ano. Levando em consideração as perdas ocorridas entre 2010 e 2012 (basta dizer que em 2012 tivemos um reajuste de 4% para uma inflação oficial de 6,5% em 2911), em 2015, ano do pagamento da adição da última parcela, teremos, na melhor das hipóteses um acumulado inflacionário não compensado da ordem de 25%, só nos anos do agoverno Dilma. E isto considerando uma espectativa inflacionária de 5,5% ao ano no período 2013-2015.

Responder

Willian

19 de julho de 2012 às 08h57

Esta greve dos professores federais custou a aparecer também na blogosfera. Foi motivo de reclamação de vários comentaristas por aqui.

Responder

amavel

19 de julho de 2012 às 07h35

em resumo a midia é uma merdia.

Responder

Fabio Passos

19 de julho de 2012 às 07h22

Por que o PIG tenta esconder a greve?

Porque tudo o que o PIG não quer é a sociedade exigindo mais dinheiro investido na educação, saúde… na área social.

O interesse do PIG é que o dinheiro continue sendo queimado no cassino financeiro e devorado pela minoria branca e rica.

Esta mídia vagabunda é uma âncora que nos mantém presos ao subdesenvolvimento.

O nome dos pilantras: joão roberto marinho / rupert civita / otavio frias / ruy mesquita

Responder

Gerson Carneiro

19 de julho de 2012 às 02h16

Há o seguinte, também:

O silêncio da mídia em relação à greve das universidades federais não implica que a mídia esteja sendo subornada pelo Governo Federal para este fim.

Pelo contrário, pode ser que seja uma estratégia para não gerar estímulo para o Governo Federal atender de forma satisfatória as reivindicações da categoria em greve.

Uma possível satisfação do Governo Federal aos grevistas geraria créditos para o Governo que a mídia declaradamente é contra.

Se o Governo Federal atende aos grevistas de forma satisfatória (e deveria atender), o Governo Federal estaria realizando política de efetivação de distribuição de renda.

Imagine esse Governo Federal passar a ser conhecido como o Governo que efetivamente melhorou os salários dos professores universitários. É tudo o que a mídia não quer.

A opinião da Eliane Cantanhêde é um indício. É um exemplo.

Quando a Eliane Cantanhêde diz “a proposta de aumento – ‘bem acima do padrão'”, qual padrão ela se refere?

Lembro que a Eliane Cantanhêde é assumidamente tucana.

Observem como os professores da rede pública têm sido tratados no Estado de São Paulo.

Ou seja, o silêncio da mídia em relação à greve das universidades federais pode ser sabotagem ao próprio Governo Federal.

Ademais, a mídia quer verba do Governo Federal apenas para si e para os seus (dela). E professores universitários não estão no rol dos parceiros da mídia.

Responder

    Rodrigo Leme

    20 de julho de 2012 às 07h55

    Então a culpa da má situação desses servidores do governo é…da mídia?

    hahhahahahaahahahhahahahah

    Eu acordei com a unha encravada hoje. Deve ser culpa da Folha. Hahahahahahahah

Jorge

18 de julho de 2012 às 23h50

A dilma nunca vai falorizar a educação, ela não está nem ai, para estudantes, técnicos administrativos e professores. Hoje os tecnicos administrativos recebem o menor salário do serviço público. Só para termos uma ideia um engenheiro ganha 2.800 reais, inicial como técnico administrativo na educação, no DENIT ele recebe 10.000 reais inicial. Isso no mesmo podero executivo.
Isso é o governo do PT e da dilma uma vergonha. dilma nunca mais, fora dilma.

Responder

    Paciente

    20 de julho de 2012 às 02h35

    Tirar Dilma vai aumentar o salário do engenheiro…

    Rsrsrs! Antes de Lula, engenheiro no Brasil vivia de vender suco, lembra? Eu lembro…

    Tirar Dilma vai ajudar a criar um plano geral de cargos e salários da administração pública brasileira…

    Tirar Dilma vai reduzir o número de cargos em comissão…

    Tira ela e bota os tucanos, querida! Eles vão realizar sua ilusão!

    Se não for com Dilma e com o povo apertando, apertando junto, não contra, junto, aqui, não vai rolar nada. Nunca.

Paciente

18 de julho de 2012 às 23h49

O silêncio da mídia decore do fato de que, pela direita, a estabilidade no emprego, a verba especifica para pesquisa e tudo o mais que torna uma universidade federal, uma “federal” já teria acabado, se não fosse o PT. Há muito tempo.

A direita não fala porque não tem nada para falar. Falar o que? Que professor (professor!) merece ganhar salário de profissional liberal (Projeto do PNE)? Para direita era para estar demitindo e “cortando gastos” como na Espanha neo-liberal! Comprar máquinas com transferência de tecnologia? Pra que esse trabalho?! Diz a direita: “compra pronto!”.

A comunidade universitária esta cometendo um erro politico de consequências gravíssimas. Fazer greve, tudo bem, mas dar tapa na cara do único (único!) partido politico expressivo com histórico de defesa da educação (federal, estadual e municipal) é loucura!

O PSOL/PSTU quer eleger mais uns vereadores e deputados estaduais instrumentalizando a greve. Pode, não tem problema. A obrigação de qualquer politico é almejar o poder. Mas e a universidade, como fica depois? Criar um clima de animosidade com o PT enfraquece a universidade. Há que fazer politica!

É da politica que se prestigie o setor que apresenta resultados, que faz jus a investimentos de financiamento e de “investimento politico”. As federais estão passando a (perigosa) mensagem para (toda) a classe politica de que tentar investir nela nunca será o suficiente, nunca será satisfatório e que, atente bem, não vale a pena colocar dinheiro e expectativas ali: o politico que o fizer, ainda assim, “vai se queimar”.

O perigo é o pós PT. No dia que os tucanos e/ou a direita retomarem o governo federal. Quem vai segurar a direita? Quem vai denunciar os “choques de gestão” mirabolantes? Uma análise rápida responde essa pergunta: no seu município os vereadores de qual partido falam em qualidade da educação? Quais se indispõem por ela?

O PSTU/PSOL não têm “escala”, tamanho, para fazer essa defesa cotidiana nem vão consegui-la por ainda muito tempo. Esses partidos teriam de parir um Paulo Freire e um Darcy Ribeiro (só para citar) para me convencer de sua seriedade no tema. Quais os educadores de monta nesses partidos o que esses conhecedores da história da educação nacional opinam dessa greve?

A direita até poderia fazer a ampliação do ensino superior, mas com certeza, começaria pelos “equipamentos, computadores e prédios” – eles dão mais dinheiro… Se o PT hoje, resolvesse ter uma atitude “paulista” com a greve das federais (vocês sabem a que me refiro), seria imensamente aplaudido pelos jornalzões. Diriam: “Isso sim é seriedade! Estava demorando! Enfim, o juízo!!”.

Quem conhece a história da educação no país esta achando a insistência nessa greve (o problema não é a greve em si, volto a frisar) muito estranha. O primeiro partido a democratizar “na tora” o acesso à educação e é… punido? Tenho certeza de que esse “estimulo-resposta” não vai funcionar a favor das federais…

Mas parece que o problema é salário e não projeto de país…

Responder

    Ângela

    19 de julho de 2012 às 01h16

    Parabéns “Paciente”, comentário correto.
    Seu texto é digno de uma postagem neste blog.

    Bernardo

    19 de julho de 2012 às 09h33

    Putz cara, você foi no alvo!!!!

    Ronaldo

    19 de julho de 2012 às 10h54

    Como servidor federal, posso afirmar que o PT no governo está cada vez mais semelhante ao PSDB de FHC no assunto negociação salarial. Não entendo o porquê de tanta intransigência e, assim como vc, temo pelo “pós-PT”. Tantas pontes estão sendo derrubadas (vcs podem não acreditar, mas isso está sendo feito por parte do governo, principalmente) que o dia em que o PT voltar a ser oposição, será constrangedor ver esses outrora líderes sindicais, atuais ocupantes de cargos em comissão importantes, com o “poder da caneta” e intransigentes, tentando voltar a ocupar qualquer liderança na representatividade dos servidores junto ao governo. Acho que quem precisa pensar muito bem no futuro não são os servidores, mas o governo, isso sim.

    Paciente

    20 de julho de 2012 às 02h54

    Não é querendo te meter “meda”, mas se Lula, Dilma, o PT resolvessem realmente “virar de direita”, eles teriam vantagens politicas, pecuniárias, apareceriam no Fantástico, no Mais Você, seriam capa da Veja, da Época, figurariam no suplemento do Estado e imunidade total diante do judiciário. Imunidade à la Serra.

    Como era preciso por a locomotiva para andar, para poder gerar distribuição de renda, os petistas caíram nas graças da parte mais “moderna” da nossa burguesia. Inadvertidamente, o PT fez o que TODOS os partidos de direita (desde o PRP) prometeram e não entregaram: pôs a locomotiva para andar…

    Tão televisionados, acarinhados e queridos pela industria da mídia e do capital PARA QUE ir em porta de fábrica pedir voto? Para que precisa do seu voto? Tendo mostrado serviço (e mostrou, deixe de ser teimoso e admita…) e estando com a burguesia, quando sairia do poder?

    Como vê, não seria tão difícil ao PT virar de direita, seria? Porque então não vão e, simplesmente, surfam no poder por uns trinta ou quarenta anos sem qualquer sobressalto?

    Porquê? O PT como todo partido politico do mundo um dia perde a utilidade face ao interesse popular. É só ver a História. Mas o PT ainda nos vai ser útil (abrindo vagas, dando acesso, redistribuindo oportunidades, etc) por um bom tempo. Talvez cinco a dez anos até.

    A sua zanga é que você quer tudo agora: salário, justiça social e sorvete de baunilha. Amadureça…

lulipe

18 de julho de 2012 às 21h53

Mas não é o PT que se diz partido dos trabalhadores???

Responder

O_Brasileiro

18 de julho de 2012 às 21h38

A Sra. Rousseff bem que podia lançar o PAC da Educação e o PAC da Saúde!

Responder

    francisco pereira neto

    19 de julho de 2012 às 00h31

    Gozado.
    O país passou 500 anos sendo governado pela direita – por isso o Brasil sempre foi o país do futuro, que nunca chegava – quando assume um governo trabalhista, todas as distorções provocadas por aqueles, e os eternos prejudicados ( a grande maioria da população ) querem que o atual governo trabalhista, que ainda não chegou a 10 anos, resolva todos os problemas numa tacada só, tudo aquilo de ruim que aconteceu em 500 anos.
    Sugestão: venha morar em São Paulo.

    Luís

    19 de julho de 2012 às 07h45

    Por que você não deixa de ser idiota e começa a aceitar críticas?

    Ah, já sei. Você é petista. Petistas não gostam de ser contrariados.

    Willian

    19 de julho de 2012 às 08h58

    Tomé de Souza, quem diria, era de direita. Taí uma coisa que eu não sabia.

    Rodrigo Leme

    19 de julho de 2012 às 08h54

    Se for que nem o PAC original, vai ter servidor que vai ter que morar na esplanada de tanto esperar algo realmente ser feito.

CNunes

18 de julho de 2012 às 20h25

pois é,
Eu também não estou vendo nem a grande mídia e nem a blogosfera, aliás, comentando sobre a greve dos eletricitários.

Responder

    Luís

    18 de julho de 2012 às 23h57

    Greves que interessam aos “progressistas” são aquelas que são feitas quando o governo (seja em qualquer um dos três níveis) é do PSDB, DEM ou PPS.

    Cada vez mais decepcionado estou com os blogueiros “progressistas”. Já deixei de acompanhar mais da metade deles. Estão fazendo por merecer a pecha de blogs sujos. Sujos pelo peleguismo, cumplicidade e governismo cego, insano e acrítico.

    Pronto, acabei. Podem vir os apparatchik do governo me xingar. Podem descer o cacete o quanto quiser. Não estou nem aí. Só vai mostrar que eu estou certo.

Maurício Caleiro

18 de julho de 2012 às 18h29

A mídia, além de negligenciar diversos aspectos relevantes relacionados à greve, como aponta Joana Tavares, falha clamarosomante na abordagem do tema que decidiu privilegiar. Pois, como qualquer analista que se debruçar sobre a proposta do governo há de constatar, o alegado aumento de salário pode inclusive vir a se transformar em decréscimo, a depender da inflação dos três próximos anos, da divisão percentual de aumento entre estes e das datas-bases (recomendo, a propósito, o texto de Sylvia Moretzsohn disponível em meu blog).

A cobertura que a mídia destina à greve fornece, ainda, mais um exemplo de que a oposição simplista entre “PIG” e governo Dilma não é efetiva, como querem alguns. Pois, havendo afinidade de interesses entre mídia corporativa e governo, a imprensa não se furta a se posicionar ao lado deste e contra o servidor. Aí a mídia deixa de ser o malvado PIG e vira jornalismo amigo.

Responder

    Conceição Lemes

    18 de julho de 2012 às 18h44

    Valeu, Maurício. Obrigada pela sugestão. Abração

    Fabio Passos

    19 de julho de 2012 às 07h14

    É nada.
    Aí continua sendo mais PIG do que nunca.
    E o golpe é o mesmo de sempre: Contra os interesses dos trabalhadores brasileiros.

    Sylvia Moretzsohn

    19 de julho de 2012 às 15h20

    Maurício,
    Primeiro, obrigada por divulgar meu artigo, que tem tudo a ver com este agora (aliás, realmente notável esse título do Tempo sobre o salário dos professores, equiparados magicamente à remuneração máxima do Executivo: um primor de mistificação). Concordo inteiramente com a sua observação sobre esse mal-definido PIG, chavão sempre disponível para certa esquerda (ou os partidários cegos deste governo) que têm preguiça de pensar. Esse episódio demonstra cabalmente o que você diz. E não dá pra chamar de PIG a imprensa que, em momentos assim, é tão solidária a quem supostamente pretende derrubar.

josaphat

18 de julho de 2012 às 18h13

A diferença é que o governo aqui é do PT.
É o que estou fartado de dizer: em se tratando de educação, esquerda e direita (se é que existe isso no Brasil) estão de braços e abraços até o juízo final.

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