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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Lúcia Rodrigues: “Telhada na Comissão de Direitos Humanos é acinte; além do histórico de mortes, ameaça jornalistas”

13 de maio de 2015 às 14h39

Telhada - facebook

Foto: Reprodução/Facebook

por Conceição Lemes

Nesta quarta-feira 13, às 15h30, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), reúne-se pela primeira vez nesta nova legislatura.

Os membros titulares são: Carlos Bezerra Jr, Coronel Telhada e Hélio Nishimoto, do PSDB; Bete Sahão e Marcia Lia, PT; André Soares, DEM; Adilson Rossi, PSB; Marta Costa, PSD; Raul Marcelo, PSOL, Luís Carlos Gondim, Solidariedade; e Clélia Gomes, PHS.

Na pauta, a eleição do presidente e vice-presidente para o biênio 2015-2016. O tucano Carlos Bezerra Jr deve ser ratificado para a presidência.  A vice-presidência provavelmente ficará com Bete Sahão, do PT.

Mas a reunião pode esquentar devido à escolha do Coronel Telhada para integrar a Comissão.

A indicação formal do seu nome foi feita pelo líder do PSDB, o deputado estadual Carlão Pignatari, que, segundo o Estadão, já disse que vai manter o ex-comandante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) na Comissão.

Paulo Adriano Telhada, 63 anos, conhecido como Coronel Telhada, é o primeiro ex-integrante da Rota a ocupar uma cadeira na Comissão de Direitos Humanos da Alesp.

A Rota paulista é conhecida pela alta letalidade de suas operações. É o grupamento da Polícia Militar (PM) que mais mata no Estado de São Paulo.  Do currículo de Telhada constam 36 mortes durante 32 anos de carreira militar.

Seu nome na Comissão de Direitos Humanos encontra resistência não apenas no PT, PCdoB e PSOL.

Até setores do  PSDB o rejeitam. Em nota conjunta, a Juventude Estadual do PSDB, o Tucanafro, a Diversidade Tucana e o PSDB Esquerda para Valer pedem à bancada de deputados estaduais que reveja a indicação “em respeito ao compromisso histórico do partido com os direitos humanos”

Telhada é conhecido ainda por intimidar e processar jornalistas.

Um dos casos mais conhecidos é o de André Caramante, ex-Folha de S. Paulo, atualmente na Record. Caramante é autor da reportagem: Ex-chefe da Rota vira político e prega a violência no Facebook, publicada na Folha em julho de 2012.

“Não tem cabimento o Telhada integrar a Comissão de Direitos Humanos da Alesp”, observa a jornalista Lúcia Rodrigues. “É um acinte à política de direitos humanos. Além do seu histórico de mortes, do qual ele se vangloria, Telhada ameaça jornalistas no exercício da profissão.”

Lúcia está sendo processada no cível e no criminal pelo ex-comandante da Rota pela reportagem Coronel Telhada contrata parente e financiadores de campanha para assessorá-lo na Câmara de São Paulo, veiculada na Rádio Brasil Atual.

A entrevista com Telhada acabou gerando a demissão de Lúcia da rádio.

Eu, Conceição Lemes, fiz para o Viomundo uma reportagem sobre a entrevista de Lúcia com Telhada e a demissão da jornalista.

Devido à nossa matéria, Telhada está processando também o Viomundo. O mesmo ocorre como Brasil de Fato, que a reproduziu.

Por exigência de Telhada os processos correm em segredo de Justiça.

PS do Viomundo: O Coronel Telhada não compareceu à reunião da Comissão de Direitos Humanos. Ela foi reagendada para a próxima quarta 20.

Leia também:

A  entrevista Com Telhada e a demissão de jornalista 

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7 Comentários escrever comentário »

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FrancoAtirador

14/05/2015 - 11h53

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A Capitania Real de São Paulo continuou a mesma com nomes diferentes.
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(http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitania_de_S%C3%A3o_Paulo)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Prov%C3%ADncia_de_S%C3%A3o_Paulo)
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Responder

abolicionista

13/05/2015 - 20h03

Acho coerente. É isso o que a nossa “soi-disante” democracia pós-golpe (na verdade um prolongamento do regime ditatorial) entende como direitos humanos, a saber, o direito dos ricos de contratar capangas para matar os pobres que tentarem sublevar-se. Chumbo no crioléu, simples assim. Nunca deixou de ser assim nestas paragens. E 64 está aí para provar que, se a classe média achar ruim, leva chumbo também. Só que agora o efeito do feitiço da fada petista acabou e a esquerda está tendo de olhar para o Brasil real, que é o oposto daquele exibido nas campanhas publicitárias de João Santana. No Brasil real as pessoas estão frustradas, amarguradas, oprimidas e, uma vez que o radicalismo da esquerda acabou, prontas para engrossar as fileiras do fascismo.

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Sidnei Brito

13/05/2015 - 17h26

“Até setores do PSDB rejeitam o seu nome. Em nota conjunta, a Juventude Estadual do PSDB, o Tucanafro, a Diversidade Tucana e o PSDB Esquerda para Valer pedem à bancada dos deputados estaduais que reveja a indicação “em respeito ao compromisso histórico do partido com os direitos humanos”

Não é por nada não. Mas os integrantes de grupos com nomes como “Tucanafro”, “Diversidade Tucana” e “PSDB Esquerda para Valer” é que talvez estejam no lugar errado. Sobretudo se realmente guardam boas lembranças do PSDB dos tempos em que havia “compromisso histórico do partido com os direitos humanos”.

Responder

roberto

13/05/2015 - 16h39

Tudo é possível na República do Tukanistão. Até advogado de facção criminosa ser nomeado Secretário de Segurança http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,novo-secretario-de-alckmin-defende-cooperativa-de-van,1617265

Responder

    Sidnei Brito

    13/05/2015 - 17h32

    Roberto, problema nenhum se Moraes foi advogado dentro das regras e em momento em que não havia impedimento.
    O Estadão, com certeza, sabe disso e, evidentemente, não está nem um pouco preocupado em causar problemas pra Moraes.
    A tal matéria só quer mesmo é, por meio de um caco, requentar a história do Luiz Moura, expulso do PT.
    Veja que não há a menor necessidade de falar no cara.
    O Estadão é campeão em fazer essa cretinice: em matéria que não tem nada a ver, eles dão um jeito de meter o PT, algum atual ou ex-integrante no meio.
    Será que eles pensam que ninguém percebe?

Ana Brandão

13/05/2015 - 15h27

Mesmo no PSDB tem gente contra

Responder

Luiz Mattos

13/05/2015 - 14h44

São Paulo é um circo onde o povo é o palhaço.

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